Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

28 de junho de 2019 | 01h00

Planalto

No Japão, para o G-20

Os arroubos de Jair Bolsonaro ao querer ensinar ecologia a Angela Merkel - que falou em ter uma “conversa clara” com Bolsonaro sobre desmatamento no Brasil - me fizeram lembrar de Lula quando disse ao presidente Obama que o Obama Care deveria copiar o nosso famigerado SUS. Somos péssimos na questão do meio ambiente e temos um sistema de saúde pública que é pornográfico. O populismo de elementos alienados e demagogos pode comprometer algumas gerações de brasileiros.

Leão Machado Neto

lneto@uol.com.br

São Paulo

‘Mula’ na comitiva

Se já não bastassem os escândalos políticos que ocorrem diariamente no Brasil, um sargento da Aeronáutica que integrava a comitiva que acompanha a viagem do presidente Bolsonaro a Tóquio foi preso com 39 kg de cocaína na bagagem na Espanha. Há um ditado antigo que diz “a esperança é a última que morre”, mas, se as coisas continuarem como vão, a morte dela está próxima também.

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

‘Falta de sorte’

Foi uma “falta de sorte” pegar em flagrante um militar traficando cocaína num avião da comitiva presidencial às vésperas da reunião do G-20, segundo o ministro Augusto Heleno. Azar, mesmo, é constatar ligações dos filhos do presidente com milicianos e com Fabrício Queiroz, que está desaparecido.

Marcos Barbosa

micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

Desde 2011

Se o meliante militar viajava desde 2011, com Lula, Dilma e Temer, e foi pego somente agora, devemos cumprimentar o atual governo pelo feito. Que seja devidamente julgado e apenado.

Carlos E. Barros Rodrigues

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

Espero que rapidamente descubram quem seria o dono do bagulho transportado pelo sargento da FAB no avião reserva da Presidência da República.

Adriles Ulhoa Filho

adriles@uai.com.br

Belo Horizonte

Abuso de autoridade

Nada de ‘jabuti’

O Senado, no debate sobre as medidas de combate à corrupção e o abuso de autoridade, realizado na tarde de 27/6, entre os adversários do relatório, caminhou sobre muitas premissas falsas. Primeiro, quando se examina um respeitável projeto de iniciativa popular com medidas para combater a corrupção, não se pode afirmar que a coibição do abuso de autoridade, nessa tarefa, não esteja umbilicalmente presa a que se o faça nos limites do Estado Democrático de Direito. Seus fundamentos são incompatíveis com o abuso de autoridade. Como pontuou Liebmann, a autoridade é necessária, o autoritarismo é deformante. Bandeira de Mello diz que a autoridade (de juízes e promotores, entre outros agentes públicos) só deve ser exercida na medida em que é necessária ao exercício de suas justas e equilibradas funções. Em A República, de Platão, pela voz de Sócrates, põe-se o tema em confronto: defender o erário ou as liberdades públicas. Sócrates não titubeia em dizer que estas expressam valor predominante. Em nossa experiência advocatícia, vivemos um caso de acusação de improbidade que, afinal, se tornou um pronunciamento judicial de descabimento de improcedência de indisponibilidade de bens, depois de dez anos de luta de um cidadão que, nesse período, ficou à margem da sociedade. Entre uma sociedade justiceira e a democracia, não temos dúvida em optar por esta. E assim, em termos amenizados, concluiu-se a correta decisão do Senado.

Amadeu R. Garrido de Paula

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

Punição ao abuso

É sempre satisfatória legislação que puna o abuso de autoridade. Serve para lembrar o lugar de cada um no exercício do poder.

José C. de Carvalho Carneiro

carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

Se o Senado transforma em crime o abuso de autoridade, então o ministro Gilmar Mendes, para não citar outros, deve ser o primeiro a ser punido. O que não falta são exemplos dessa atitude.

Wagner José Callegari

wagcall@terra.com.br

Limeira

Gilmar Mendes

Entrevista

Em entrevista ao Estado (27/6, A8), Gilmar Mendes imputa à “mídia” a responsabilidade por apresentar “falsos heróis” aos brasileiros. Ao mesmo tempo, diz que a “matéria” existente já é suficiente para fazer uma análise da suspeição de Sergio Moro no caso Lula e que seu voto já está pronto. Ora, que “matéria” é essa? Se for o conteúdo veiculado na mídia, ele não pode admiti-lo depois de sugerir que a mídia não faz o devido exame do que publica. O Brasil todo aguarda a elucidação do caso das mensagens hackeadas e vazadas, mas Gilmar já sabe de tudo? Tem informação privilegiada?

Sandra Maria Gonçalves

sandgon46@gmail.com

São Paulo 

Gilmar afirma que as conversas entre Moro e o procurador Deltan Dallagnol são condenáveis. Pergunto: um juiz pode ser padrinho de casamento da filha de um empresário contraventor, com processo no tribunal em que atua, e conceder habeas corpus, por duas vezes, a este empresário? Isso não vicia o ato?

Jorge Carrano

carrano@carrano.adv.br

Niterói (RJ)

BNDES

Empréstimos à Odebrecht

Sobre a manchete do Estadão de 19/6 (Bancos públicos detêm R$ 17 bi de dívidas sem garantia da Odebrecht), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) reitera nota enviada ao jornal: todas as operações entre o banco e a empresa possuem garantias reais e pessoais. A reportagem também ouviu fonte segundo a qual o banco dava garantias para contratos da empresa com terceiros. Não é fato. O BNDES não atuou como prestador de garantias no âmbito das operações do Grupo Odebrecht, inexistindo qualquer obrigação em garantir o pagamento de débitos da empresa com terceiros.

Helena Tenório, superintendente de Comunicação do BNDES

jalan@bndes.gov.br

Rio de Janeiro

N. da R. - As informações de que o BNDES concedeu financiamentos sem garantia e que garantiu créditos de terceiros na Odebrecht constam do pedido de recuperação judicial da empresa.

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Intervencionismo judicial

Aplaudo com a alma lavada o brilhante texto do desembargador Fabio Prieto ("Estado", 27/6, A2) e suas justas e bem ponderadas observações sobre os perigos do intervencionismo judicial seja ele de esquerda ou de direita. A Itália hoje que o diga o quanto isto está a lhe custar caro diante daquilo que por lá se convencionou chamar de activismo delle toghe rosse. Que juízes tenham a sua (ideologia) política, religião e outras convicções pessoais, vá lá, mas usar o peso da toga e o poder da caneta para calçar suas idéias impondo-as a sociedade é uma forma de barbárie com punhos de renda tão intolerável ou mais quanto a lâmina suja do pior huno. Espero que alguns juízes do Supremo Tribunal Federal (STF) tenham lido o texto e recusem a tentação do papel de "despachantes de si mesmo" em seus atos.

Paulo Boccato

pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

Representantes de si mesmos

Ao aprovar a proposta da "lei da mordaça", o Senado coloca em evidência um dos aspectos mais maléficos de nossa vergonhosa cultura política: os congressistas, em sua maioria, não são representantes do povo. Na verdade, são representantes de si mesmos. Embora tenha ocorrido uma significativa renovação no Parlamento em nossa última eleição, fica claro que a renovação não foi suficiente para modificar o equilíbrio de forças: ainda somos reféns da velha política e seus interesses corporativistas. O movimento de renovação iniciado nos últimos anos precisa ganhar ainda mais intensidade com a participação crescente da parte decente da sociedade, que é majoritária. Aos eleitores em geral cabe a responsabilidade de identificar os políticos que se escondem em seus privilégios e ainda votam contra os interesses do povo. É preciso rejeitar estas figuras na próxima eleição. 

Manoel Loyola e Silva

magusfe@onda.com.br

Curitiba

Questão de tempo

Em sã consciência, alguém em algum momento chegou a ventilar a possibilidade de a proposta que prevê como sendo crime o "abuso de autoridade" de juízes face às penas aplicadas não fosse ser aprovada pelo Senado? Era só uma questão de tempo, uma vez que os únicos e reais interessados nesse vergonhoso e indecente bloqueio são os próprios políticos brasileiros que se intitulam de corretos e honestos. Fosse assim, por que se preocuparem com algo que não enfrentariam? 

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

Deturpação da representatividade

Vereadores votando leis inconstitucionais e atravancando o Executivo em busca de benesses, deputados estaduais aprovando matérias inócuas para falsamente mostrar serviço, congressistas agrupados em bancadas atendendo servidores e lobbys em detrimento das reais necessidades legislativas de todos os brasileiros. E ainda, não satisfeitos com a deturpação da representatividade que lhes outorgamos, vivem nababescamente às nossas custas em caríssimas estruturas, completamente à parte da carência de serviços públicos, da dramática situação de 14 milhões de desempregados e de uma economia que se arrasta, situações que afetam desgraçadamente o presente e futuro deste País. Com a aprovação em tempo recorde da Lei de Abuso, visível vingança ao Poder Judiciário por este suspeitar, investigar, e transformar em réus boa parte desses ditos representantes do povo, resta-nos perguntar: quem vai nos proteger desses abusados legisladores?

Honyldo Roberto Pereira Pinto

honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

Benefício próprio

Ontem fui surpreendido pela espantosa declaração do presidente do Senado de que se o ministro Sergio Moro fosse deputado ou senador e fizesse algo semelhante ao que possivelmente teria feito como juiz (pedir, fora dos autos, que determinado suspeito fosse investigado), estaria preso ou cassado pelos Conselhos de Ética. Ora, se os Conselhos de Ética agissem com 10% desse rigor, já teriam prendido ou cassado é boa parte dos nossos atuais legisladores. Não bastasse, nosso Senado acaba de dar um belo exemplo de "como legislar em causa própria", ao aprovar projeto de lei que torna crime o abuso de autoridade com o descaramento de dizer que é combate à corrupção. Na verdade, o mau uso do poder se repete ao longo do tempo, tornando cada vez mais claro que a mais importante reforma a ser feita talvez seja a inserção de um capítulo em nossa Constituição dedicado especificamente ao combate ao uso do poder em benefício próprio. 

Luiz Antonio C. M. Ribeiro Pinto

larprp@uol.com.br

Ribeirão Preto

Abuso de criminalidade

Espero que o Senado também estude um projeto sobre abuso de criminalidade dos parlamentares.

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

Reforma tributária

Torço para que o Congresso assuma, como promete o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), contando também com apoio no Senado de Davi Alcolumbre (DEM-AP), o protagonismo e vote ainda neste ano a reforma tributária. Sem desprezo à importância da reforma da Previdência, inadiável para redução principalmente do enorme déficit fiscal, que, felizmente, já está no forno para ser votada, a tributária é sem dúvida a reforma que chamo de "cereja do bolo". Pode destravar a atividade econômica, simplificando o nosso hoje complexo e anacrônico sistema tributário e poderá, contando também com os benefícios da reforma da Previdência, finalmente propiciar um crescimento sustentado do PIB. O excelente projeto preparado pelo especialista na área Bernard Appy contempla essa possibilidade, no qual propõe acabar com três tributos, IPI, PIS e Cofins. Também o ICMS, que é estadual e o ISS, municipal, todos esses que incidem sobre o consumo. A proposta é criar o Imposto sobre Operações com Bens e Serviços (IBS) de competência da União, Estados e municípios. E um segundo imposto sobre bens e serviços, apenas federal. Lógico que essa reforma não será aplicada da noite para o dia. Terá um prazo elástico de transição e garantia que nenhum ente federativo tenha prejuízo com a arrecadação. Bons tempos à vista, isso se o Planalto também tiver juízo.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

Por terra

A informação dada pelo secretário do Tesouro Nacional, que mesmo com a aprovação da reforma da Previdência, seja ela de que tamanho for, não impedirá que o País tenha suas contas no vermelho nos próximos três anos. Isso põe por terra o mantra do atual governo, de que a dita reforma por si só garantiria o início da solução de nossos angustiantes problemas financeiros que ora vivenciamos.

José de Anchieta Nobre de Almeida

josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

Não trará melhora

O retrocesso nos direitos trabalhistas não trouxe o progresso econômico "esperado". Tampouco o retrocesso nos direitos previdenciários o trará. Os liberais do século 19, que ressurgiram das brumas do passado sabem disso. Então, conforme diz o editorial "Caminho aberto para a reforma" ("Estado", 27/6, A3), "é preciso preparar a opinião pública para o fato de que a reforma é apenas o começo". O público tem que ser preparado para o fato de que a "reforma tão necessária da Previdência" não trará melhora na economia, além de maiores lucros para os bancos.

Tibor Raboczkay

trabocka@iq.usp.br

São Paulo

Agenda populista

O presidente Jair Bolsonaro foi "mordido" pelo mosquito do populismo. Sua agenda diária é estar nos "braços do povo". Mesmo sem iniciar suas funções no governo, já está pensando na reeleição. Ora, essa precoce empreitada precisa ser "combinada" com Sergio Moro e João Doria e não esqueça de que, pelo andar da carruagem, ainda terá pela frente o demiurgo de Garanhuns com "sangue nos olhos e faca nos dentes". Portanto Bolsonaro, "menos é mais". Fica a dica.

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

Estilo inadequado

Os pronunciamentos e atitudes do presidente Bolsonaro mostram uma situação que tem repercussão negativa entre os mais diversos segmentos sociais. A atitude autoritária é caracterizada pelos projetos e medidas provisórias, que em vários casos têm rejeição até dos Congressistas que são seus aliados. Até quando vamos conviver com esse estilo inadequado de governo?

Uriel Villas Boas

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

Desmatamento brasileiro

Desmatamento e tragédia mundial. Angela Merkel representa o paradigma do politicamente correto, antípodo de Donald Trump. Evidentemente, ao dizer que pretendia uma conversa clara com o presidente Jair Bolsonaro, referiu-se a um diálogo respeitoso e não coberto de falácias, não adverti-lo, como o termo pode ser entendido no ambiente das casernas. A Alemanha tem enorme responsabilidade pela sobrevivência do planeta e a tem observado, ao contrário dos predadores xenófobos. A bancada de ruralistas brasileiros interessada em lucros maiores não pode levar a risco a humanidade, atacando implacavelmente a natureza.

Amadeu Roberto Garrido de Paula

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

Derrubar a última árvore

Foi só em 1972 que os Estados Unidos começaram a se preocupar com a preservação de seus recursos naturais, com a implantação da Lei da Água Limpa, um marco no ambientalismo mundial. Quase 50 anos depois, o Brasil continua jogando esgoto sem tratamento em todos os rios do País, as praias urbanas estão impróprias, atividades agrícolas e de mineração continuam fazendo barbaridades que já foram há muito banidas no mundo desenvolvido. É lamentável ver o governo brasileiro acelerando na contra mão da civilização, contrariando a lógica mais elementar, sendo advertido por potências estrangeiras que não podem ignorar as barbaridades que o Brasil vem fazendo com seu meio ambiente, barbaridades que refletem negativamente no mundo todo. A China e a Índia só agora começaram a reverter a destruição de seus territórios, mas o Brasil parece disposto a derrubar a última árvore antes de admitir seus erros e começar a mudar sua postura. Lamentável. 

Mário Barilá Filho

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

Heróis no Judiciário

Quando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, em entrevista ao "Estado" (27/6, A8), declarou estar o cemitério cheio de falsos heróis apresentados pela mídia, ele talvez tenha esquecido que não foram poucas as vezes em que ele próprio protagonizou embates verbais acalorados e midiáticos no plenário do STF que acabaram por alçá-lo à face oposta do herói, o "anti-herói". Mas não é essa a questão principal. Se a opinião pública elege como heróis juízes e procuradores que têm a coragem de combater a corrupção crônica e generalizada que infesta o País há décadas, é por conta da tolerância inercial que sempre caracterizou o sistema judiciário brasileiro no enfrentamento desta chaga. O Brasil só deixará de precisar de heróis no dia em que tiver um Judiciário justo e eficaz no combate à corrupção e à impunidade.

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

Enterros

Gilmar Mendes afirmou que o cemitério está cheio de falsos heróis. Referia-se aos enterros silenciosos realizados pela mídia, de indivíduos considerados exemplos em suas áreas, após a descoberta que as glorificações lhes eram indevidos. Acrescentou que, se a imprensa fosse mais criteriosa, talvez não se tivesse que conviver com os atuais, cujos nomes não citou. O pior é que, ao contrário, os mesmos meios de comunicação, tentam mas encontram grandes dificuldades para sepultar os anti-heróis como ele, já desfrutando de indesejável longevidade e, portanto, passando longo tempo invertendo os valores da sociedade, ao sistematicamente tentar suavizar penas de bandidos e, segundo avaliação de um ex-presidente da Corte suprema, tirar a credibilidade do Judiciário brasileiro.

Paulo Roberto Gotaç

pgotac@gmail.com 

Rio de Janeiro

Falsos juízes

"Temos de encerrar ciclo de falsos heróis", declarou Gilmar Mendes, ao Estadão. Acrescentaria que também temos de encerrar ciclo de falsos juízes Supremos, que advogam a causa de réus importantes e ricos, com a maior desfaçatez. 

Paulo Sergio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

Fala ao passado

As assertivas do ministro Gilmar Mendes agridem o povo brasileiro. Ele fala ao passado, ignorando um Brasil novo, maduro e inteligente, repleto de gente decente, que vem, inclusive, para ocupar a cadeira dos falsos profetas, cada vez mais presentes nos corredores da erudição jurídica.   

Ricardo C. Siqueira

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

Ciclos

O ministro Gilmar Mendes na sua entrevista diz: "Temos de encerrar o ciclo de falsos heróis". Eu digo que o que temos que encerrar é o ciclo de corruptos que existem em grande quantidade no nosso País.

Walter Jacomo Toniolo

wjtoniolo@gmail.com

São Paulo

Falsos heróis e bandidos impunes

Ouviram o ministro? Que se preparem todos! Encerrado o "ciclo dos falsos heróis", teremos o dos "bandidos impunes". De vez por todas...

A.Fernandes

standyball@hotmail.com

São Paulo

Dormem nas gavetas

O STF está perplexo com os vazamentos criminosos sobre o ministro Moro e esquece convenientemente dos processos contra deputados e senadores, que dormem em suas gavetas. 

Gustavo Guimarães da Veiga

ggveiga@outlook.com

São Paulo 

Criminoso e inocente

O ministro Gilmar Mendes, aquele que serviu de modelo para uma marchinha carnavalesca, declarou que provas conseguidas por meios ilícitos podem ser usadas para libertar um inocente e que o mundo está cheio de falsos heróis. Certamente fazia referências ao presidiário Lula da Silva e ao ex-juiz Sergio Moro. Enquanto isso, o juiz federal Luiz Antonio Bonat, responsável pela Operação Lava Jato, determinava o bloqueio de R$ 78 milhões do líder do PT por recebimento de propinas da Odebrecht. É fácil concluir quem é o criminoso e o inocente nessa história, é só aguardar os novos episódios.

J. A. Muller

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

Comoção às avessas

A entrevista dada por Lula num jardim de Paris quando o Mensalão foi descoberto fez história: Lula disse que "não sabia". Foi tão cínica essa afirmação que chegou-se a discutir um pedido de impeachment, que foi abortado quando Fernando Henrique Cardoso preferiu a pizza que selou o destino da Nação nos últimos 14 anos. O argumento FHCista, como era previsível, foi o "medo de causar uma comoção popular" se Lula fosse impichado. O Estadão, no dia 13/08/2005, um sábado, publicou um editorial com o seguinte título: "Ruim com ele, pior sem ele". A história se faz por pequenas decisões. Por acreditar que o povo não aguentaria que seu herói, o pai dos pobres, tão esperado, tivesse de ser defenestrado como merecia, FHC declarou, com todas as letras, que o povo brasileiro é fraco. Trago essa história à memória dos esquecidos porque agora que o povo brasileiro já conheceu toda a verdade e quis livrar-se do Lula, se Moro for desautorizado e Lula libertado, a comoção virá às avessas e muito mais decisiva, porque o povo brasileiro agora conhece a sua força, e quer Lula na cadeia.

Gilberto Dib

gilberto@dib.com.br 

São Paulo

Custos de encarceramento

Além dos custos de encarceramento do ex-presidente, que diga-se, são altíssimos comparados com os dos demais plebeus, ainda temos a ocupação de nosso Supremo Tribunal Federal (STF) para analisar e julgar as trocentas petições e outros quejandos dos advogados do famigerado. Isso porque estamos falando de um processo a persistir este andar da carruagem. Fico imaginando o que virá, pois temos pelo menos mais cinco processos em andamento. Creio ser mais econômico permitir que o dito condenado fuja para algum país, naturalmente amigo seu, o que não faltará, pois com nosso suado dinheiro fez grandes gentilezas.

Benedito Antonio Turssi

turssi@ecoxim.com.br

Ibaté

Nenhum julgamento serve

Lula foi julgado e condenado na primeira instância, com todos os direitos de contestação assegurados e exercidos exaustivamente. A sentença foi toda revisada e aceita pelo TRF-4, sendo confirmada por mais duas instâncias, no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no STF. Depois de mais uma gincana no STF, com direito a indecente proposta de liberdade feita pelo seu insistente advogado e acolhida pelo ministro Gilmar Mendes, grande especialista no assunto, é fácil notar que, por mais contundentes e expressivos que sejam os resultados colhidos pela Lava Jato, nenhum julgamento serve para Lula e seus companheiros de luta inglória, se não tirá-lo da cadeia.

Abel Pires Rodrigues

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

Lentidão

É de se impressionar a lentidão com que o Congresso brasileiro analisa e discute as causas urgentes e prioritárias para o País. Não é possível que um país que esteja no caminho do abismo tenha um Congresso tão lento, tão supérfluo e tão paquidérmico. Fala-se de tudo naqueles locais, até de fofocas envolvendo amenidades, mas o que é urgente, vital e  prioritário vai-se empurrando com a barriga. Falta pulso, vontade política, patriotismo e principalmente bom senso para nossos parlamentares, eleitos por uma população que acreditou em seus discursos e suas promessas. Seis meses se passaram e até agora, só promessas e postergações. Os desempregados estão aí, aos milhões, a empresas fechando e o nosso Congresso passivo, contemplativo e omisso. Vamos agir, senhores parlamentares, o Brasil não aguenta mais esperar tanta irresponsabilidade.

Elias Skaf

eskaf@hotmail.com

São Paulo

Cassados

Sobre o pronunciamento do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, ("Estado", 26/6, A10), que "se fosse parlamentar, Moro estaria cassado", lembro a este senhor, que caso o código de ética do Senado ou da Câmara funcionassem, boa parte de seus amigos e companheiros, não só estariam cassados como presos, e no entanto ele os continua chamando como excelências, dando-lhes tapinha nas costas e almoçando junto. 

Jose Pedro Vilardi

vilardijp@ig.com.br   

São Paulo

Mentir para governar

Apesar da confusão de economês, o artigo de José Serra ("Estado", 27/6, A2) é bom e sugestivo. O mundo, principalmente a partir do final do século XIX, passou a viver sob a tutela dos banqueiros, que substituíram mais de 10 mil anos de tutela dos pajés religiosos. Os novos pajés têm cometidos vários equívocos, apesar de ter dado ao mundo um patamar de bem-estar nunca até então imaginado. Parece que o "deus dinheiro" dos banqueiros é mais operoso e inteligente que o "Deus Trindade" em particular da Igreja Católica que tem comandado o Ocidente desde o século IV d.C. quando Constantino a tornou "igreja do Império Romano".

Os banqueiros erraram na crise do final do século XIX, que resultou na I Grande Guerra, erraram na crise de 29 que resultou na II Grande Guerra, erraram na guerra fria, que armou o mundo para o próprio suicídio pelas tranqueiras comunistas da URSS, erraram no "fim da guerra" que resultou na tal globalização rica, porém imoral e antiética, e agora estamos numa transição ainda não se sabe para onde.

A globalização tem duas partes, a parte "banqueira" que está escorada na ciência, e a parte "moral e ética", que está escorada na religião, mas não tem "instituições à altura". As igrejas que aí perambulam estão ainda fossilizadas em dogmas de fé da época dos gregos, imagine se a ciência e suas instituições ou empresas, também estivessem assim. A ciência está voando através das empresas em caça a jato, enquanto a religião está estagnada no casco de uma tartaruga. A globalização se baseia no sistema capitalista de produção que a humanidade jamais sonhou ter, mas não teve o suporte equivalente moral e ético das religiões para que a ciência equipasse o homem de estupendos meios de produção, sem o equivalente avanço moral e ético para conduzi-lo.

Por isso a globalização faliu, e Serra está certo na observação, mas não na interpretação. O grande problema político da humanidade é a acelerada urbanização desde o século XV, sem o consequente avanço moral e ético dos governos. Hoje o mundo navega de transatlânticos estupendos, conduzidos por meros "caciques e pajés" da época dos Faraós. O que Serra está vendo de nacionalismo e militarismo, é na realidade o "povo" mais informado (ainda que mal educado), que está dando um basta em tanta imoralidade política, corrupção, etc. O comunismo, ao invés de mais moral, se mostrou muito mais imoral e corrupto, inclusive no Brasil, com a Constituição de 88. O sistema de pajelança é falido, porque é imoral por essência, se baseia em mentir para governar. É isso que está falido.

Ariovaldo Batista

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

Avião da Força Aérea

"Quem tá no erro sabe, cocaína no avião da FAB…" Pois é Gustavo Black Alien, o Estad?o nos dá notícias de que você mudou, mas parece que o Brasil continua o mesmo. A rima é de 2000, o incidente citado no rap do eterno Sabotage (Um bom lugar), é de 1999. Mais de 30kg, de novo, rumo à Espanha. Seriam as notícias de cocaína no avião da Força Aérea Brasileira (FAB) um déjà vu? Se já não bastasse viciar os nossos, levar essa doença para fora é "o mal que se espalha".

Leandro Ferreira

ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

Guarulhos 

Piadas

Senador condenado por improbidade administrativa continua na ativa no Senado durante o dia e volta a prisão a noite para cumprir a pena. E agora iria com a família para o Caribe. A Justiça brasileira o autorizou, pois ele tem o endereço fixo e declarado, em outras palavras, a cadeia. Senadora cassada pelo TRE - MT por caixa dois e abuso de poder econômico foi indicada para a presidência do Conselho de Ética. Parlamentares que estão sendo processados questionaram a probidade do ministro da Justiça.

Ops, desculpe-me nossos patrícios, na verdade isso acontece num certo país que adora fazer piadas sobre vocês. 

Ademir Alonso Rodrigues

rodriguesalonso49@gmail.com

Santos

Prisão perpétua

Enquanto não for modificada a cláusula pétrea da Constituição Federal que impede a pena de prisão perpétua, traficantes e assaltantes de bancos portando fuzis, verdadeiras armas de guerra, continuarão aterrorizando a população, que vive cada vez mais atemorizada. Esses criminosos agradecem a generosidade e a benevolência do povo e das autoridades brasileiras.

Luiz Felipe Schittini

fschittini@gmail.com

Rio de Janeiro

Abrasileirar o 'it'

A instituição do primeiro(a) aluno(a) não-binário pela UFRJ levanta uma dúvida; o que faremos com nosso idioma? Ao contrário da língua inglesa, onde há o He/She/It, em português temos apenas Ele/Ela. Devemos abrasileirar o it?

Sérgio Eckermann Passos

sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz 

Novo autódromo

Em que pese o País ter nada menos que oito títulos mundiais na Fórmula 1 (um bicampeonato de Emerson Fittipaldi, um tri de Nelson Piquet e outro tri de Ayrton Senna), causa espécie a disputa ferrenha entre São Paulo e Rio de Janeiro para sediar o Grande Prêmio Brasil a partir de 2020, vez que nesta temporada não há um único piloto brasileiro no grid, nem mesmo na equipes de terceira categoria, que só fazem número. Com efeito, há mais mistérios no ar do que sonha nossa vã filosofia entre a decisão de Jair Bolsonaro de empenhar-se com afinco e dar seu aval presidencial para levar a prova para a Cidade Maravilhosa, que se propõe até a construir um novo e caríssimo autódromo para tanto no meio do nada, no subúrbio de Deodoro...

J.S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

Disputa

Existe o inocente inútil do sr. Jair, mas temos, também, o idiota inútil, como fica muito claro na posição do mesmo senhor, quando, os dirigentes da Fórmula-1, conseguiram uma concorrência que não existia. São Paulo e Rio de Janeiro disputando o "privilégio" de receber a tal corrida de carro. Qualquer outro comentário é desnecessário.

Sérgio Barbosa

sergiobarbosa19@gmail.com

Batatais

Apresentações no transporte público

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro considerou inconstitucional a lei estadual que permitiu apresentações artísticas nas viagens de trem, metrô e barcas. As viagens ficarão menos divertidas. Você que não tem condições de ir a um show musical ou a um teatro, durante suas viagens nos referidos meios de transporte, sintonize em seu celular (se puder) um dos canais de TV das Casas Legislativas ou do STF. Lá, há muito, persiste em exibição aquilo que Stanislaw Ponte Preta chamou de "Festival de Besteiras que Assolam o País". Tem de tudo: comédia, suspense e terror. Como não apresentam músicas, cantarole baixinho assim: "Hoje você é quem manda, falou, tá falado, não tem discussão.... apesar de você amanhã há de ser outro dia".

Jomar Avena Barbosa

joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

Privatização de aeroportos

Sobre o artigo "Governo diz que até 2021 vende 44 aeroportos", publicado no Estadão em 25/6. Não existe desenvolvimento da navegação aérea sem bons aeroportos. No Brasil, devido à ação nefasta da Infraero, todos os nosso aeroportos estão obsoletos e mal planejados como. Até hoje o metrô passa longe do maior Hub no Brasil, em Guarulhos. Faz muito bem a privatização dos aeroportos, preferivelmente com a transferência do melhor do que há no mundo. Em Florianópolis, por exemplo, a Zurich Airport está construindo um moderno terminal, mas o calcanhar de aquiles é a Prefeitura e o governo do Estado, que ainda não conseguiram construir até hoje um bom acesso, que há anos está incompleto, mostrando a incompetência do poder público. 

Ulf Hermann Mondl

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

Trem para Santos

Só temos que louvar o retorno das linhas férreas já existentes para fins de transporte de passageiros e de turismo, ligando Luz-Jundiaí, Luz-Santos, Luz-Campinas, Luz-Rio de Janeiro, Luz-Paranapiacaba, Luz-Águas da Prata e Poços de Caldas, Luz-Mogi das Cruzes e demais ramais a serem reativados em parcerias público privadas para que tenhamos esta excelente opção de transporte ferroviário com modernas locomotivas e vagões de turismo, gerando centenas de novos empregos e aumentando o fluxo turístico em todo o Estado de São Paulo, interior e litoral paulista.

ONG dos amigos de Santos

ongamigosdesantos@hotmail.com

Santos

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