Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

01 de julho de 2019 | 03h00

ACORDO MERCOSUL-UE

Um alívio

Como sempre, o chanceler Ernesto Araújo fala besteira, quando diz que a União Europeia (UE) “mudou de atitude”. Pretende ele, agora, faturar num processo que desprezou – e no fundo despreza –, porque afasta o Brasil do unilateralismo trumpiano e o recoloca no jogo multilateral, também com o resto do mundo, inclusive com a China e o oriente em geral. As negociações do acordo Mercosul-UE não foram conduzidas pela pauta do chanceler e seus asseclas, que empepinaria tudo, caso prevalecesse. Ponto para os competentes negociadores do Itamaraty, com visão de Estado, mas principalmente para as iniciativas da UE, que aceleraram o processo antes que o Brasil entrasse de fato na barca do “America First”. Um alívio. Melhor para o ambiente geral de negócios, que tem melhores perspectivas. Quem não deve ter gostado disso tudo são os patrocinadores dos olavistas, pois estreitam-se suas oportunidades na sua desejada República das Bananas.

ROBERTO YOKOTA

rkyokota@gmail.com

São Paulo

Oportunidade

Finalmente um fato positivo na agenda comercial: o acordo Mercosul-UE. Protecionismos de ambos à parte, é um acordo propositivo que enfim pode alavancar nossos resultados comerciais. Vendas externas superiores ao previsto, que, consequentemente, gerarão mais empregos. Logicamente, isso implicará verificar áreas em que este acordo se poderá viabilizar em resultados de mais curto prazo, ante outros que demandarão mais tempo. Afora este fato promissor, a preocupação do Legislativo em reverter a pasmaceira econômica atual obriga uma ação mais eficaz do Ministério da Economia em criar situações propícias no mesmo sentido. Sabemos hoje que a reforma da Previdência ocorrerá, já que há consciência e convergência de todos os envolvidos quanto à necessidade de sua implementação. Outras reformas deverão se seguir. Que sejam feitas. Hoje a realidade econômica se impõe ante o ideológico. Há 13 milhões de pessoas que aguardam ansiosas por uma oportunidade real.

SERGIO HOLL LARA

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

Euforia contida

O Mercosul, ao ser admitido pela UE, pode ser comparado a uma manifestação do Bumba meu Boi nos refinados salões da nobreza europeia. É mais fácil roubar doce de criança do que admitir que a Europa, só agora, cedeu a este acordo porque vê interesses camuflados no seu comércio internacional. A euforia com o tratado merece o otimismo sobre as mudanças que podem ocorrer na balança comercial. Mas convém não exagerar na euforia antes que o ovo se quebre, porque só assim se poderá fazer a omelete. “Porque ao que tem ser-lhe-á dado; e ao que não tem, até o que tem lhe será tirado” (Marcos, 4:25).

JAIR GOMES COELHO

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

Dúvidas

Tenho minhas dúvidas sobre o acordo Mercosul-UE, uma vez que o atual governo brasileiro não tem demonstrado capacidade de trabalhar por algo positivo ao País e que as negociações vinham de décadas, atravessando várias outras atitudes sérias em Relações Internacionais. Parece ter sido mais uma imposição externa, aproveitando-se da fragilidade institucional que impera no Brasil. Apesar das comemorações – tíbias, por sinal –, a pauta de costumes infelizmente não será abandonada pelo governo Bolsonaro, que completa hoje seu primeiro semestre.

ADILSON ROBERTO GONÇALVES

prodomoarg@gmail.com

Campinas

Seis meses

Os primeiros seis meses do governo Bolsonaro ficarão marcados por avanços, recuos, demissões e polêmicas. A Fórmula 1 no Rio, a tomada de três pinos e as várias demissões contrastam com os avanços para o ingresso do Brasil na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), da aprovação da reforma previdenciária e, principalmente, com o matrimônio entre Mercosul e UE, depois de um longo noivado.

JOSÉ A. MULLER

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

Afora o besteirol

Não só a racionalidade move o mundo, mas muitas vezes a quebra dela, como por meio do “show de besteiras” de figuras como Jair Bolsonaro e Donald Trump, pode trazer mais benefícios do que se supõe, criando uma desordem necessária para uma nova ordem mais pertinente e viva.

CHRISTIANA PIRES DA COSTA

chripc@uol.com.br

São Paulo

Antes e depois

Previamente ao encontro do G-20 no Japão, durante o qual foi anunciado o acordo Mercosul-UE, noticiava-se que o presidente da França, Emmanuel Macron, não receberia Jair Bolsonaro. E, também, que a premiê alemã, Angela Merkel, advertiria o presidente brasileiro quanto aos nossos “comportamentos” em relação ao meio ambiente. Mas, no sábado (29/6), em foto bem ilustrativa na primeira página, o Estadão trazia Macron servindo gentilmente um copo d’água a Bolsonaro. E, na página seguinte (A2), o excelente artigo Desculpe, sra. Merkel, de Plinio Nastari, com argumentos e números irrefutáveis da preocupação e da realidade atual brasileira na preservação ambiental no País. Creio, portanto, que a advertência deveria vir em sentido oposto.

CLAUDIO BAPTISTA

clabap45@gmail.com

São Paulo

O Brasil e o meio ambiente

Excelente o artigo de Plinio Nastari (Desculpe, sra. Merkel, 29/6, A2). Realmente, o Brasil tem muito a contribuir com a causa ambiental não só da nobre nação germânica, mas do mundo todo. Está claríssimo, pelos dados expostos ali, o quanto o Brasil, ainda que aos trancos e barrancos, avançou nesta questão a partir do programa Proálcool, iniciado em meados dos anos 70 do século passado, no governo Geisel. Concordo sobretudo com sua preocupação a respeito dos carros elétricos, que de ecológicos pouco ou nada têm. Deixando de lado o problema do ciclo de vida das baterias (produção, uso e descarte), a energia utilizada para sua carga é de origem suja, pois é produzida por usinas movidas a carvão, nucleares, gás natural, etc. O insigne professor José Goldemberg, em artigo neste mesmo jornal, há algum tempo, já atacava essa solução (carro elétrico) por exatamente estes mesmos motivos levantados por Plinio Nastari. Sem ufanismo e patriotada, ouso dizer que o Brasil, mesmo “sem querer querendo”, andou mais que o mundo na questão da sustentabilidade ambiental.

ORLANDO LUIZ SEMENSATO

osemensa@terra.com.br

Campinas

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ACORDO DE LIVRE-COMÉRCIO

O Brasil e seus parceiros do Mercosul, depois de 20 anos, acabam de assinar o tão esperado acordo de livre-comércio com a União Europeia (UE) em reunião que ocorreu em Bruxelas, na Bélgica. Dia histórico. É bom lembrar que esse processo foi iniciado na gestão de Fernando Henrique Cardoso, quando estava adiantado para ser concluído pelos retrógrados governos de Lula e Dilma, que infelizmente desprezaram o seu fechamento, prejudicando o crescimento de nossa economia e criação de milhares de empregos. Porém, louve-se o empenho do ex-presidente Michel Temer, que reacendeu as tratativas do acordo, contando com apoio decisivo do presidente argentino Mauricio Macri. Felizmente, o atual governo de Jair Bolsonaro assumiu com decisivo interesse as rédeas para sua célere conclusão. É bom frisar que graças a esse histórico acordo de livre-comércio com a UE, formada por 28 nações (incluindo o Reino Unido) e 510 milhões de habitantes, a perspectiva é que o Brasil nos próximos 15 anos acrescente mais US$ 125 bilhões, no seu Produto Interno Bruto (PIB) com exportação de bens e serviços, investimentos, compras governamentais, etc. Com esse acordo do Mercosul, o Brasil sai do isolamento retrógrado em relação a acordos comerciais. Porém, se faz urgente também de costurar outros acordos importantes com blocos comerciais, como com países asiáticos objetivando crescimento econômico robusto, empregos de qualidade, e melhor distribuição de renda.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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ALAVANCAR INVESTIMENTOS

Se alguém acredita em feliz coincidência, esta é uma delas: o anúncio do acordo histórico do Mercosul com a União Europeia em meio à queda progressiva da popularidade do governo Bolsonaro. Segundo a pesquisa Ibope, não poderia ter vindo em melhor hora. A aprovação quase certa da reforma da Previdência aliada a este novo fato vai alavancar, sem dúvida, os investimentos internos e externos e reduzir o desemprego. O governo precisar agora surfar nesta onda e parar de atrapalhar a si próprio. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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SOPRO DE ESPERANÇA

A assinatura do acordo entre o Mercosul e a União Europeia após 20 anos de negociações dá um sopro de esperança na economia das duas entidades geográficas globais. Espera-se que a médio e longo prazos tal convênio impulsione um grande desenvolvimento aos dois blocos, beneficiando a população de modo geral que vive nesses países integrantes de dito pacto.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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CONCESSÕES

Para a União Europeia ter assinado esse acordo às pressas, belas concessões devem ter sido feitas. Vamos aguardar os detalhes. Brasil e Argentina estão fragilizados política e economicamente. A ver.

Elisabeth Migliavacca 

São Paulo

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ABERTOS PARA NEGÓCIOS

Finalmente, após 20 intermináveis anos de negociações, iniciadas em 1999, no governo Fernando Henrique Cardoso, está assinado o importante tratado de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia, envolvendo um contingente de 750 milhões de pessoas e um gigantesco mercado que soma nada menos que US$ 19 trilhões em PIB. As portas e os portos estão abertos para os negócios. Viva!

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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INDÚSTRIA E O ACORDO

O sr. Ciro Gomes falou do atual acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. O que ele falou procede. Só esqueceu de um pequeno detalhe: tudo que ele colocou é pré governo Bolsonaro. O pedetista primeiro diz que a taxa de juros que financia a indústria lá é menor. Sim, é menor, pois lá fora há condições para isso. Ele cita também a "sofisticação tecnológica" do produto europeu frente ao brasileiro. Também é verdade. Mas que incentivo ou ajuda o governo, os políticos, deram à indústria brasileira para se modernizar? Os problemas de logística, de produtividade, de barafunda tributária, de manipulação populista da taxa de câmbio em favor do consumismo, tudo isso é fato, pois a política do "toma lá dá cá" que o governo Bolsonaro quer acabar não permitiu o avanço do País. Ele tem que dizer tudo isso que disse referindo-se aos governos pós militares. 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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ÓTIMA NOTÍCIA

Mercosul e União Europeia fecham acordo de livre-comércio após 20 anos. Finalmente uma ótima notícia para a economia brasileira.

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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NÃO RESOLVE

Por que tanta arrogância a destilar? Aqui n?o é "Nederland", presidente. Os nossos  impostos são doações, afinal não há contrapartida para o povo, e o gringo sabe muito bem disso. Se é para seguir a "escola" de Donald Trump, saiba que lá a economia é superaquecida e há pleno emprego, logo, baixe a bola. O prestígio de Angela Merkel já não é o mesmo, é verdade, mas n?o respeitar quem já foi um grande ator no cenário político internacional é pura ignorância ou inocência. E me parece que todo esse fuzuê é por causa da mídia escrita. A mídia escrita, vê se pode. Senhor presidente Jair Bolsonaro, o senhor representa o povo brasileiro e este povo é amável, cordato e adorável fora do Brasil, alto lá com a chanceler. Cantar de galo na terra do sol nascente não resolve os nossos problemas, só nos isola cada vez mais.

Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

Guarulhos

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CONSCIÊNCIA CLIMÁTICA

Os militares precisam atualizar pelo menos a interpretação da doutrina do poder nacional. Quando esta foi formulada, não havia ainda a consciência das mudanças climáticas nem da cooperação no desenvolvimento sustentável. O Brasil é responsável pela preservação das florestas em seu território em virtude das suas consequências para o regime de chuvas em grande parte da América do Sul - inclusive a produtividade da agropecuária brasileira - e em virtude da contribuição para a mitigação para o aquecimento do clima global.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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REAÇÃO

Eliane Catanhede bate no governo, mas, sem perder a ternura, abre-se num elogio como em "A Hora e a Vez de Bolsonaro" ("Estado", 30/6, A8), onde afirma que, embora estabanado, o presidente reagiu claramente com altivez aos reclamos e ameaças dos chefões da União Europeia. O que ela diz é corroborado pelo general Santos Cruz, um homem acima de qualquer suspeita, que pensa que o Brasil está realmente acima de tudo, e não a família Bolsonaro. Vai fundo, Catanhede.

Roberto Maciel rvms@oi.com.br

Salvador

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GROSSERIAS

Pessoal da caserna. No governo federal, não só o capitão-mor, bem como seus ministros generais aposentados, estão dando um "show" de grosserias. Dentre várias outras, o vice-presidente Mourão classificou o traficante Sargento Manoel - pego com 39 quilos de cocaína -, como "mula qualificada". Já o general aposentado Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) disse que foi muita "falta de sorte" - talvez precisasse de mais sorte? Mas não parou por aí, disse também que países do G20 "procurassem sua turma" sobre o tema meio ambiente e o grotesco ministro da Educação - ou da falta de educação - disse que no passado haviam sido transportadas drogas muito mais danosas, como Dilma e ao presidiário Lula, revoltando até mesmo os antipetistas. Ora, esse pessoal da caserna mais se parece com um "rinoceronte em uma loja de cristais". Vergonha mundial.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

Rio de Janeiro

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TRÁFICO PRIVILEGIADO

Um tráfico privilegiado e que carrega as benesses protetoras da Presidência da República. Mas não sejamos inocentes afirmando que os presidentes têm responsabilidade nesses crimes e não se diga, a bem da verdade, que esses delitos não ocorriam em outros governos. O segundo-sargento da Aeronáutica Manoel Silva Rodrigues integra o Grupo Especial de Transporte da Força Aérea Brasileira (FAB). Desde 2011 já fez 28 viagens nacionais e 6 internacionais. Como o mal feito sempre é um dia descoberto, o sargento foi apanhado com 39 quilos de cocaína. No atacado. No País, um quilo de cocaína vendida no varejo pode render mais de R$ 246 mil. Estando as estatísticas de governabilidade do presidente tão frias como a estação atual é de se lamentar que este acontecimento faça baixar ainda mais a temperatura do governo. Esse caso requer um pronunciamento convincente do Ministério da Aeronáutica. "O sábio teme e desvia-se do mal, mas o tolo, encoleriza-se e dá-se por seguro" (Provérbios de Salomão.14:16).

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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OCASIÃO

Sobre o artigo "Cocaína encontrada com sargento da FAB é avaliada em 5,6 milhões de reais, diz jornal", publicado no Estadão em 29/6. O que ficou evidenciado é que as tripulações de aviões presidenciais, até um certo ponto, têm certa "imunidade diplomática". O sargento tripulante, exercendo uma função equivalente a um comissário de bordo, aproveitou-se dessa área cinzenta e pode ter transportado diversas vezes entorpecentes, pois o recente transporte de cerca de 39 kg de cocaína sem maiores disfarces mostra que ele já deve ter tido outras experiências em que passou incólume. Todavia, o episódio mostra até onde vai a extensão dos tentáculos do tráfico de cocaína, que procura explorar todas a brechas possíveis na fiscalização. No passado houve casos na experiência internacional em que comissários de bordo transportaram entorpecentes, mas como alguns foram descobertos, hoje em dia toda a tripulação de aeronaves, a partir do comandante, tem que passar como os passageiros pelas inspeções de rotina de bagagens, pois todo cuidado é pouco. Popularmente se diz: "A ocasião faz o ladrão".                 

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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BANHEIROS PRIVATIVOS NA CÂMARA

Entre centenas de absurdos, incoerências e despropósitos na Câmara dos Deputados, nos deparamos com mais uma ato absolutamente ridículo e desnecessário para o pouco que fazem nos gabinetes. A reforma de 81 deles solicitada por suas excelências, os deputados, para incluir a construção de um banheiro privativo em cada um. Podemos caracterizar a solicitação como sendo de "cunho ciumento", pois no anexo 4 da Câmara, cada sala possui o seu próprio banheiro privativo, enquanto os deputados que ocupam o anexo 3, não. Por isso, simplesmente decidiram que querem ter seus próprios banheiros individuais também. Considerando ser de pouca relevância e não algo que impeça o desenvolvimento de suas funções, pode-se classificar a solicitação como um capricho infantil de alguém que não tem nada a fazer, pois alegam: "se eles têm, também queremos". Essa brincadeira, em plena crise que nos encontramos, vai nos custar R$ 20 milhões. Nossos políticos em prol da população, não é não?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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FAZ SENTIDO?

Há cerca de 40 anos o presidente Figueiredo recusou a idéia proposta por João Havelange, presidente da Fifa à época, de promover a candidatura do Brasil a sediar uma Copa do Mundo de futebol. Disse Figueiredo: "Você já viu uma favela no Rio de Janeiro ou uma seca no nordeste? Você acha que eu vou gastar dinheiro com estádios de futebol?" Será que faz sentido, no momento que vivemos, com carências de toda sorte, construir um novo autódromo no Rio de Janeiro se já possuímos um em São Paulo que atende perfeitamente?

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

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IRRESPONSÁVEL

Algo inacreditável. Nem bem está definida a mudança da Fórmula 1 para o Rio de Janeiro, já no projeto, o Ministério Público Federal aponta ilícitos. Outro ponto, digno de nota, é um Estado quebrado incentivar uma obra desse porte, embora com setores privados, que vai, com certeza, demandar obras públicas no entorno e na infraestrutura. Mas a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) já está acionada. Lembrando que a obra será numa Área de Proteção Ambiental problemática quanto à segurança pública. Diante das restrições econômico financeiras que o Rio de Janeiro, bem como o Brasil, e as deficiências em outras áreas importantes, parece-me algo irresponsável. A propósito, o Rio de Janeiro, enquanto isso, pede prorrogação para pagar suas dívidas. É um escárnio.

Luiz A Bernardi luizbernardi51@gmail.com

São Paulo

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ESTÁDIOS

Ouvi de especialistas esportivos que são vergonhosos os gramados dos estádios de Salvador e Porto Alegre em uso na Copa América, que apresenta baixíssimo nível técnico das seleções protagonistas. A meu sentir, vergonhoso foi lutar pela escolha do País como sede da Copa de 2014 e Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, que demandaram uma avalanche de contratos superfaturados para construção de monstruosas arenas e equipamentos esportivos e urbanos hiperdimensionados, no padrão "corrupção Fifa/Comitê Olímpico do Brasil", em detrimento da baixa qualidade da saúde, educação, saneamento, transportes, segurança, etc oferecida ao sofrido povo brasileiro. Foi-se o tempo em que éramos o País do futebol, que está virando vergonha nacional. O carnaval segue no mesmo caminho, uma fonte inesgotável de organizados malfeitos. Que o digam as viradas de mesa na Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro - Liesa, excrescência erradamente dependente de recursos públicos.

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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ARRECADAÇÃO COM MULTAS

A arrecadação anual com multas de trânsito no País passa de três bilhões. Esse sistema deveria se chamar "Ali Babá e os 40 km". Esses caça níqueis instalados pela CET Rio (Companhia de Engarrafamento de Trânsito), Detran/RJ, Dnit, DER, etc, por todo o Estado, são um escárnio, um assalto, uma vergonha. Deveriam ser desligados entre 22h e 6h da manhã por uma questão de segurança dos motoristas, em virtude da guerra civil que vive o Estado, com arrastões, assaltos e tiroteios por todos os lados. Quem está ganhando dinheiro com essa indústria de multas? Quanto a prefeitura, Detran, Dnit, DER, recebem por cada multa aplicada? O presidente Bolsonaro, de forma correta e acertada, está querendo acabar com essa gigantesca indústria de multas, pardais e lombadas, instalados por todo o Brasil. Porém, uma juíza de Brasília, numa decisão monocrática e autoritária, tomou uma decisão absurda e injustificável, colocando-se contra os contribuintes que são assaltados diariamente por essa indústria de multas. Quais as empresas que fabricam e instalam esses equipamentos? Como atuam essas empresas? Quem as fiscaliza? Como são escolhidas? Por licitação? Esses equipamentos eletrônicos de multagem são aferidos periodicamente pelo Inmetro? A cobrança de multas pode ser terceirizada? Qual o percentual que cabe a elas por cada multa aplicada? Qual o valor arrecadado pela prefeitura, pelo Detran, e órgãos afins? Como funciona efetivamente essa tal de Junta Administrativa de Recursos de Infrações (Jari)? Como, por quem e de que maneira nossos recursos são julgados? Quem está ganhando dinheiro com essa indústria de multas? Para onde vai todo esse dinheiro arrecadado?

Fernando Thadeu fernandothadeu10@gmail.com

Rio de Janeiro

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ESPÉCIE DE DINOSSAURO

Dinossauro Paranaense. Muito bem útil a descoberta do verspersaurus paranaensis. Leva o nome do Estado para o mundo, enriquece o Turismo da nossa região noroeste paranaense, em especial de Cruzeiro do Oeste, destaca os trabalhos da Universidade Estadual de Maringá e da Universidade de São Paulo e principalmente nos ajuda a entender o passado remoto de nossa história.

Rogério De Souza Pires sorriso.psi@hotmail.com

Umuarama (PR)

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IMÓVEIS ABANDONADOS

Há alguns anos, o setor de habitação de Curitiba da Caixa Econômica Federal  desalojou cerca de seis moradores de sobradinhos do programa popular de moradia, Minha casa minha vida, no bairro Tatuquara, devido a inúmeras reclamações de rachaduras nesses imóveis, que colocavam em risco a integridade daquelas famílias. Pois bem, entra ano, sai ano e os imóveis continuam lá abandonados sem qualquer intervenção de manutenção, conserto ou reforma por parte da Caixa Econômica. Os imóveis estão sem qualquer vedação ou placas que orientem os moradores sobre eventuais perigos ou obras que seriam ali feitas.

Célio Borba celioborbacwb@bol.com.br

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