Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

02 de julho de 2019 | 03h00

IMPRENSA

Serventia

O Estado, no editorial A serventia da imprensa (30/6, A3), define de forma precisa o papel da mídia numa democracia. O jornal reage assim à ideia equivocada de alguns setores da opinião pública de que a imprensa deveria colaborar com o governo, silenciando sobre seus erros e atacando os opositores. Ora, não à toa os meios de comunicação de massa são chamados de “quarto poder”, mercê da capacidade que têm de fiscalizar e criticar os três Poderes da República. Essa faculdade, quando exercida com independência e imparcialidade, “é o único antídoto eficaz para o autoritarismo”, ressalta o editorial. Tome-se como exemplo a recente divulgação do vazamento de mensagens “hackeadas” dos telefones celulares do ex-juiz federal Sergio Moro e de procuradores federais do Paraná, pelo site de notícias The Intercept Brasil. Por mais louvável que seja o trabalho de combate à corrupção realizado pela Operação Lava Jato, é inescusável o dever da mídia de informar esses fatos. Por evidente, tudo será objeto de apuração pelos órgãos competentes, mas, não houvesse essa divulgação, poderia, talvez, inexistir sua investigação. Esse é o resultado da atuação livre e imparcial dos veículos de comunicação. Deve a mídia, entretanto, evitar, julgamentos precipitados, como parte dela fez, pedindo a demissão do ministro da Justiça, o ex-juiz Sergio Moro, e o afastamento dos procuradores da força-tarefa da Lava Jato, antes mesmo que fosse apresentada qualquer prova sobre as mensagens divulgadas pelo Intercept. Agir com justiça e absoluta isenção, imune a qualquer tipo de influência, é o que faz da imprensa um dos pilares da democracia.

SERGIO RIDEL

sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

Jornalismo de qualidade

O brilhante editorial A serventia da imprensa foi exato e preciso ao apontar como condição fundamental de jornalismo de qualidade a manutenção em relação ao governo vigente do “distanciamento necessário para ter sobre ele uma visão questionadora e independente”. Justiça seja feita, se o Estado faz isso com primazia há 144 anos, não se pode dizer o mesmo de outros veículos que, não raro, escorregam para posturas tendenciosas, que passam ao largo da devida isenção. É evidente que numa democracia plena todo cidadão, e aí se incluem jornalistas, tem direito à preferência política que bem entender. Mas o bom jornalista, sério, reprova ou aplaude um governo em nome do interesse nacional, e não por razões exclusivamente ideológicas.

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

Democracia

Só com a liberdade de imprensa e de expressão é que se consolida um regime democrático. Ruim para uma nação é o fato de a imprensa se curvar para dizer amém aos governantes. Nesse sentido, cumprimento o Estadão pelo editorial sobre a “serventia da imprensa”. Como ontem os lulistas, hoje os bolsonaristas radicais, assim como o presidente, odeiam a imprensa que critica por motivos mais do que justos o atual governo, por entenderem que deveria “colaborar para que o governo seja bem-sucedido, pois disso dependeria a redenção do País”. Ora, ora, como se a boa imprensa fosse somente a que, como diz o editorial do Estado, reconhecesse as “boas intenções” do governo e criticasse os “nomeadamente corruptos recalcitrantes”, pois assim estaria ajudando o País. E segue o jornal nessa precisa análise: “Nesses termos não haveria mais a necessidade de uma imprensa livre, bastaria a propaganda oficial”. Tal qual nas ditaduras... O texto ainda cita de forma oportuna o escritor George Orwell, que, como poucos, entendeu o totalitarismo e dizia que, “se liberdade significa alguma coisa, significa o direito de dizer às pessoas o que elas não querem ouvir”. Muitos, até idólatras de governantes, se negam a admitir essa realidade e esse direito. Todavia essa imprensa odiada é a mesma que não contestou a legítima e democrática vitória do atual presidente, Jair Messias Bolsonaro. E tampouco deixa de apoiar, diferentemente de Bolsonaro, a reforma da Previdência e a provável reforma tributária, e elogia a mais do que esperada assinatura do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, além das boas ações de alguns de seus ministros, etc. Assim como, felizmente, essa boa imprensa critica os vários projetos apresentados pelo Planalto justificando sua cristalina inconstitucionalidade. Como os já rejeitados projetos da liberação de armas e de transferência da Funai para o Ministério da Agricultura, entre outros. E pelo “show de besteiras”, como diz o ex-ministro e general Carlos Alberto dos Santos Cruz, que o Planalto comete. Ou será também que os radicais apoiadores do atual governo estão felizes com o abandono do Ministério da Educação, com a falta de articulação política, etc., e preferem continuar com o que o PT, insanamente tentou, isto é: dividir o País com o “nós contra eles”...? Acorda, Brasil!

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Liberdade de expressão

De fato, somos o que “comemos”, e, sim, somos provocados por um editorial que carrega em suas linhas não a verdade absoluta, mas a independência democrática, a liberdade de expressão. Há dez anos o jornal que reinava absoluto aqui, na empresa em que trabalho, era o Estado e desde 2009 mergulho em suas águas profundas e volumosas. Impossível não ser afetado, impossível ficar “seco” e inerte. Estamos sempre nos decepcionando com uma coisa ou outra. Percebemos a falta de posicionamento e de opiniões nas mídias televisivas, que só nos jogam para baixo. Não perco o meu tempo com a televisão desde que percebi o que o jornal faz com aquele que lê. Proporcionando repertório para lidar com a vida real, não de maneira tosca e vulgar, mas com educação e uma dose de intelectualidade, posicionamento no final das contas. Enquanto a TV nos trata como imbecis, o jornal nos arma para a vida real e social, em contato com o outro. É incrível que, diante de tudo o que já foi escrito e dito em 144 anos de legado, o Estado sempre nos surpreenda com algo novo e provocativo em seus editoriais. O que prova que o jornal, mesmo sendo diário, é capaz de nos emocionar e surpreender. Parabéns!

LEANDRO FERREIRA

ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

Guarulhos

Radiografia do Congresso

Não sou daqueles que não querem ouvir. Ao contrário, gostaria de ouvir muito mais. Por exemplo, uma radiografia do Congresso Nacional. Qual é a responsabilidade de um congressista? A quantas sessões os parlamentares comparecem durante um mês? Suas faltas são abonadas? Quantos assessores cada um tem, mais seus penduricalhos? Tudo somado, quanto custa o Congresso Nacional para o contribuinte brasileiro? Cada congressista tem algum compromisso de produtividade?

FRANCISCO AZEVEDO FIGUEIREDO

Marília

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MANIFESTAÇÕES 

Felizmente, nosso povo está aprimorando a consciência de cidadania. Significativas e comoventes as manifestações que ocorreram no último domingo nas praças das capitais de Estados e de uma centena de municípios, em apoio ao ministro Sergio Moro na luta contra a corrupção. O povo entendeu que a acusação de parcialidade é infundada, pois a Operação Lava Jato encarcerou não apenas o petista Lula, mas também figurões de outros partidos, como Eduardo Cunha e Sérgio Cabral. Os fatos têm que prevalecer sobre as mentiras dos meios eletrônicos.  

Salvatore D' Onofrio salvatore3445@gmail.com

São Paulo

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RESPOSTA

Resposta do povo. Em pelo menos 70 cidades, de 26 Estados, com somatória de dezenas de milhares de pessoas, vimos a resposta dos cidadãos brasileiros aos interessados em conspurcar o eminente magistrado Sérgio Moro, além de prestigiarem a aprovação da reforma da Previdência. Significa essa movimentação que os brasileiros veem decência e honestidade nas ações governamentais, embora algumas possam ser eivadas em erros. Fica claro, então, que os brasileiros suportam erros, mas não querem ver jamais atos de corrupção e desonestidade nos governos da República. Daí que não adianta a oposição querer impor um exército de hackers para denegrir figuras do governo, porquanto os governantes atuais conseguiram impor confiança em suas ações, enquanto a oposição sempre se pautou pela falta de ética e desrespeito à coisa pública.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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NÃO DECEPCIONEM

Manifestantes de pelo menos 70 cidades dos 26 Estados, além do Distrito Federal, foram às ruas de forma ordeira e civilizada em apoio ao Sérgio Moro, Lava Jato e reforma da Previdência. Todos pensando no Brasil de hoje e de amanhã. Por favor, integrantes da oposição, do Legislativo e do Judiciário não decepcionem a nossa querida nação.

Roberto Hungria cardosohungria@gmail.com

Itapetininga

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LEVANTAR PARA MUDAR

Belíssima e emocionante a maciça manifestação da sociedade às ruas no domingo – 30/6, em apoio aos ministros Sergio Moro e Paulo Guedes, à Lava Jato, à reforma da Previdência, ao pacote anticrime, etc, denunciando, em conexão, a peçonhenta ambiguidade de membros do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF). A velha política já era. O povo aprendeu que política é como TV sem controle remoto. Se não se levantar para mudar, vai ser obrigado a assistir o que não quer. O recado foi dado. Estamos ombreados com a ordem constitucional e com a decência. Vistam a nossa camisa, senhores ministros e parlamentares. A República agradece.

Celso David david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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A FAVOR DO GOVERNO

Fico feliz em ver – e poder participar – das manifestações a favor das atividades deste governo. É algo inédito para não dizer histórico. Trata-se de autêntica democracia de base - bottom up. Os “intelectuais” e comentaristas estão demorando a entender.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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CIDADÃO COMUM

As manifestações de domingo atestam o que Di Franco afirmou sobre quem toca o País (“Estado”, 1/7, A2): somos nós, o cidadão comum, empreendedor, cujo trabalho é honrado e competente. E como muito bem escreveu a missivista, na mesma página, a desordem é muitas vezes necessária para criar uma nova ordem. Temos a faca e o queijo na mão, Brasil. Eu, também, sou otimista, apesar de tudo.

Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo

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ACORDO COM UNIÃO EUROPEIA

Tardiamente conseguimos uma parceria com o mercado europeu para destravar nossa economia e expandir as exportações. Que o Congresso não retarde a aprovação do tratado comercial e que ela seja implementado no segundo semestre de 2019, a fim de reduzir a falta de emprego e favorecer ao combalido setor industrial

Carlos Henrique Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

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RELAÇÕES COMERCIAIS

O pacto de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia é uma boa notícia, porém o Brasil precisa urgentemente avançar suas relações comerciais, que estão ainda no século XIX. Se não se atualizar, de nada adiantará o pacto. 

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa branca 

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RÁPIDO DEMAIS

Com Brasil e Argentina fragilizados política e economicamente, esse acordo com a União Europeia foi rápido demais. Só não podemos nos esquecer que almoço de graça não existe.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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COMEMORADO

Mesmo após esperar por 20 anos, o Mercosul conseguiu fazer um acordo inédito com a União Europeia. Todos os países envolvidos na empreitada ficaram eufóricos com as possibilidades de crescimento econômico, mas, como se percebeu, o Brasil foi o último a ceder às condições acordadas e por pouco quase ficou vendo o “bonde passar”. O momento histórico tem que ser comemorado em todos os sentidos, e Bolsonaro ainda fazendo “doce”.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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MUITA ÁGUA

Guardai vossos rojões em lugar bem seco, porque até que esse acordo seja definido, muita água passará debaixo da ponte. Durante 20 anos os “primos pobres” tentam furar o bloqueio armado pela aristocracia europeia. O acordo deverá ser firmado somente a partir do momento em que os dez Parlamentos que formam o principal bloco e os que formam o bloco sub-representativo decidirem dar o aval para o acordo. A Europa sente saudades das priscas eras em que eram os colonizadores das Américas. 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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VELHO SONHO

Um velho sonho tornou-se realidade com o acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul. Acordo praticamente fechado e Celso Amorim, ex-chanceler petista, o criticou afirmando ser momento inoportuno para tal empreitada. Os governos petistas se notabilizaram por apoiar ditaduras africanas e latino-americanas e governos de esquerda. Ajudaram a criar a União de Nações Sul-Americanas (Unasul) e o Banco do Sul, hoje totalmente jogados às traças. Bolsonaro aos trancos e barrancos fez em seis meses o que Lula e Dilma não fizeram em 14 anos.

J. A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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MÉRITO

Acordo Mercosul-União Europeia. Ser modesto cairia melhor se o governo reconhecesse que o acordo acima mencionado foi mérito de pessoas dentro e fora do governo, nunca em apenas 180 dias, como pareceu alguém demonstrar.                                                 Itamar C.Trevisani itamartrevisani@gmail.com

Jaboticabal 

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INQUIETAÇÃO

A insegurança e o general da segurança. Da irritação no café da manhã com jornalistas, no palácio, ao discurso no palanque para a multidão em Brasília em apoio ao ministro Sergio Moro, o general Augusto Heleno, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, deu voz ao repúdio de militares e civis do bem à corrupção enraizada no Brasil oficial e à promiscuidade política no Congresso Nacional. Além da insegurança e da instabilidade jurídicas alimentadas pela bancada do holofote do Supremo Tribunal Federal (STF), o esforço continuado de corruptos e amigos em acabar com a Operação Lava Jato e libertar delinquentes inquieta investidores internacionais. Qual capitalista de altos cifrões acreditará em solidez institucional com o Congresso manobrado pela dupla Davi Alcolumbre/Rodrigo Maia e o STF presidido por Dias Toffoli? A mesma inquietação levou multidões às avenidas e ruas, no último dia de junho de 2019.

José Maria Leal Paes myguep23@gmail.com

São Paulo

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ERA HORA?

Na véspera da votação da reforma da Previdência o presidente Jair Bolsonaro resolve trocar Ônix Lorenzoni, seu ministro de coordenação política. Era hora? E os compromissos eventualmente tratados? 

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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ARTICULAÇÃO

Quando a oposição diz que não há articulação política por parte do governo, fico pensando – o que entende por articulação política? Mensalão? “Toma lá dá cá”? É, de fato, não tenho visto essa “articulação”.

Guacira Ribeiro gribsorte@gmail.com

São Paulo

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ORIGEM E DESTINO DO DINHEIRO

O governo Bolsonaro está demorando demais para fazer um rastreamento sério e efetivo de toda verba pública das três esferas, federal, estadual e municipal. Precisamos saber a origem e o destino de cada centavo do dinheiro público. Quem recebe precisa prestar conta tim tim por tim tim.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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EMENDAS EXTRAS

Os acertos da equipe do governo com congressistas chegam ao desplante de oferecer liberação de lote extra de emendas que eles por certo destinam às suas bases eleitorais. Isto se dará desde que os parlamentares votem a favor dos projetos que o Executivo encaminha ao Congresso. Cabem algumas observações. Isso não terá reflexo nas campanha eleitorais? E qual o critério para a liberação, que chega ao montante de R$ 10 milhões? E os demais deputados e senadores, não têm também direito a emendas extras? Uma situação inaceitável.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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BENESSES

Como funciona? O Executivo elabora um projeto e encaminha para o Congresso analisar, aprovar ou modificar, e não ficar chorando pela falta de “articulação” do Executivo. O que seria essa “articulação”? Seriam benesses para votar a favor ou o que eu levo para apoiar. Pobre Brasil, enquanto o presidente não abrir o “toma lá dá cá” o Congresso não vai sossegar.

Gustavo Guimarães da Veiga ggveiga@outlook.com

São Paulo 

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AÇÕES DO PRESIDENTE

O jornalista e articulista Fernando Gabeira sempre nos brinda com artigos ponderados e objetivos. Neste publicado com o título “Seis meses à direita” (“Estado”, 28/6, A2), demonstra sua preocupação com as ações do presidente Jair Bolsonaro, que afirma que nestes seis meses de gestão a cadeira do presidente era sua kriptonita, metal que enfraquece o super-homem nas histórias em quadrinho, e que iriam transformá-lo na rainha da Inglaterra, pois vários de seus projetos foram barrados pelo Congresso e até pelo STF, por inconstitucionalidade. Porém, observa o articulista, que a linha-mestra no comportamento político de Bolsonaro é que flerta com a morte, já que seus projetos indicam a liberação de armas, flexibilização de regras do trânsito, legalização de potentes agrotóxicos para dizimar insetos e abelhas sem se preocupar com a saúde humana. Um Bolsonaro de direita, que ainda não saiu do palanque e já mira até em sua reeleição. Enquanto isso, o Brasil, afundado em déficit fiscal de herança maldita do PT, ajudado também pelas crises patrocinadas pelo presidente e seus filhos, neste ano caminha para um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) medíocre de 0,8% oficialmente projetado e divulgado pelo Banco Central. 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

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INTERESSES DO BRASIL

Apesar de enfrentar oposição ferrenha de uma parcela dos meios de comunicação, o presidente Jair Bolsonaro completa seis meses de governo com um saldo extremamente positivo. Foram conseguidos significativos avanços importantes recolocando o Brasil no cenário geopolítico mundial como potência econômica. Foram fechados acordos de cooperação nas áreas de tecnologia, educação, segurança e geração de energia limpa. O presidente saiu consagrado do G20. O mundo parece voltar a respeitar nosso país. Basta de Venezuela, Bolívia, Irã e Cuba. Política exterior, como prometido, só voltada para os interesses do Brasil.

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

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PONTO MORTO

Seis meses após o início do promissor governo Bolsonaro o País continua patinando em ponto morto. Até quando terá de esperar para que a primeira de muitas marchas à frente seja finalmente engatada?

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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REALIZAÇÕES E CONQUISTAS

Comentando o artigo da sra. Eliane Catanhede na A8 Política do Estadão em 30/6, considero que o “show de besteiradas” não prejudica o Brasil, e sim ficar sempre martelando nisso em vez de falar do show de realizações e de conquistas deste governo. Contrariando a frase de Tom Jobim de que “o Brasil não é para principiantes”, até que nosso presidente está se saindo muito bem...

Fabio Duarte de Araujo fabionyube2830@gmail.com

São Paulo

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CAMINHO CERTO

O constante ataque destrutivo ao presidente Bolsonaro, parte sempre de uma camada de políticos inconformados que não aceitam os primeiros sinais que o governo vem dando certo. Com a reforma da Previdência e a vitória do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, já aparecem os primeiros sinais que o País está indo pelo caminho correto. O único quadro deplorável é a atuação dos congressistas da oposição que, mesmo sem argumentos, tentam bloquear as iniciativas que têm como alvo o sucesso. 

Jose Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo

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DESTEMPERO VERBAL

Bolsonaro e os filhos adoram sair da linha. O destempero verbal é uma das características da família. Há pouco tempo, o chefe da nação foi condenado pela justiça e teve que pedir desculpas por ofensas pessoais a deputada do PT, Maria do Rosário. O vereador Carlos passa o trator por cima de quem não gosta com ameaças e xingamentos. Atrapalha mais do que ajuda o pai. Agora, o deputado federal Eduardo Bolsonaro botou as mangas de fora e, tomado por profundo fervor cívico, chamou de “vagabundos” os senadores que jogaram duro com o ministro Sergio Moro na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O deputado Bolsonaro não é melhor do que ninguém no Congresso. Não vai intimidar senadores com diatribes.  Todos os parlamentares têm os mesmos direitos, obrigações e deveres. Senador investigado não significa que foi julgado ou condenado pela Justiça. Foram eleitos ou reeleitos pela população. O açodamento do deputado Bolsonaro serve para azedar mais ainda as frágeis relações do presidente da República com o Legislativo.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com     

Brasília

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PRESIDENTE, NÃO MARECHAL

Quando é que Bolsonaro vai entender finalmente, que foi eleito presidente da República e não promovido a marechal?

Joaquim Alves metaexport@hotmail.com

Santos 

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CONSERVADORISMOS ANACRÔNICOS

Ao filósofo do conservadorismo britânico, respondemos com fatos históricos marcantes da vida do império de Elizabeth II. A Inglaterra é conservadora formalmente, mas, 101 anos antes da França, fez sua revolução burguesa (1688), passando o poder aos “Commons”. Conservadora como império e capitalista na economia, mas lançou o trabalhismo e a social-democracia, pelo “Tratado Geral” de John Maynard Keynes. Nacionalismo, racismo, totalitarismo de direita ou de esquerda nunca foram pautas da política britânica. O século XXI não pode reviver conservadorismos anacrônicos que mantiveram a Europa em guerras durante 2 mil anos. 

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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BONS FATOS

Di Franco, realmente o jornalismo é a busca do essencial. Ao ler o seu artigo, senti a esperança no bom jornalismo, que transcreve todas as partes. O profissional suspicaz não tem “olhos de ver”, como você diz “produz muita espuma e pouca informação”. Vamos destacar, cobrar, aplaudir, exigir a continuidade dos bons fatos e divulgá-los. Somente no negativismo não vamos melhorar em nada.

Adilson Pelegrino adilsonpelegrino52@gmail.com

São Paulo

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ESCRITA ISENTA

Alvíssaras; achei que estivesse sonhando ao ler o excelente artigo de Carlos Alberto di Franco (“Estado”, 1/7, A2). Como nos ensina o articulista, “jornalismo é a busca do essencial, sem adereços, adjetivos ou adornos”. Após dedicar-se a diligente e desgastante trabalho de garimpagem e pesquisar à saciedade, sem se preocupar com as cores adversárias, indica pelo menos uma dezena de projetos de empresas que deverão investir em nosso país. A escrita sob exame, totalmente isenta de paixões, é, sem dúvida, sobremodo diversa daqueles que contêm anódinas, oblíquas e despiciendas “percepções” e que atulham diuturnamente grande parte de nossa mídia. Cumprimentos ao verdadeiro repórter, extensivos ao jornal “O Estado de São Paulo”. Parafraseando Leandro Karnal, “é preciso ter esperança”.

José Roberto Cersosimo jrcersosimo@uol.com.br

São Paulo

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DOGMAS DE ESQUERDA

É impressionante a cegueira de alguns em relação à esquerda. Leigos não dividem ideologias e dogmas de esquerda, limitando-se a falar duas letras: PT. Em resposta à carta do sr. Silvio Natal em 30/6 no Fórum dos Leitores. Somos milhares pelo mundo e sempre seremos oposição de governos elitistas que só pensam nos detentores dos meios de produção. Mil vezes uma teoria marxista do que meia página olavista.

Carlos Dias cdias_cdias@yahoo.com.br

São Paulo 

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UM SÓ PACIENTE

Se o Supremo Tribunal Federal (STF) fosse Unidade Básica de Saúde (UBS), a maioria dos pacientes morrrerria na fila. STF pelo jeito só tem um paciente.

Moisés Goldstein mg2448@icloud.com

São Paulo

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IMPENSÁVEL

Utilizar material obtido de forma ilícita para absolver Lula, como sugere o ministro do STF Gilmar Mendes, poderia até ser procedente sob o aspecto jurídico, mas seria indubitavelmente catastrófico frente às provas robustas que existem contra o ex-presidente. Tecnicalidade à parte, é algo moralmente impensável. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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IMPEDIDO

No Brasil do corporativismo e da impunidade, onde muitos componentes da cúpula dos Três Poderes combatem aqueles que combatem a corrupção, parece mentira, mas é verdade: o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, foi claro em relação ao vazamento de conversas de Moro. Afirmou que se Moro fosse parlamentar seria “preso ou cassado”, mas, sem restrição de Alcolumbre, o senador de Rondônia, Acir Gurgacz, condenado a quatro anos e seis meses em prisão semi aberta, já pronto para gozar férias no Caribe, foi impedido pelo STF. 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES) 

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PUNIÇÃO

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que suspendeu a permissão de viagem do senador Acir Gurgacz (PDT) que havia obtido aval do Judiciário para passar férias na ilha de Aruba, no Caribe, demonstra coerência e restaura o princípio de igualdade, visto que o senador foi condenado e cumpre pena de privação de liberdade, em regime semi-aberto. O fato dele exercer a função de senador, aliás, é outra incoerência absurda que existe no ordenamento jurídico brasileiro. É preciso rever determinadas brechas e restaurar a dignidade e a boa imagem das instituições da República, visto ser inaceitável que alguém preso possa ter como prerrogativa elaborar e votar leis. Punição é punição, não existe meio-termo.

Willian Martins martins.willian@globo.com

Guararema

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AMBIÇÃO POLÍTICA

Pouco tempo depois de ser eleito prefeito de São Paulo, João Doria começou a campanha para o governo do Estado e acabou deixando seus eleitores a ver navios ao sair da Prefeitura mal tendo cumprido apenas 15 meses dos 4 anos de mandato. Como mal consegue conter sua desmedida ambição política, o empresário que pautou seu marketing eleitoral com o blablablá de não ser político, mas bom gestor, repete novamente o gesto sem ao menos corar. Mal iniciou sua gestão como governador e já trabalha visando a campanha presidencial de 2022. Quem para o acelerado Doria?

Vicky Vogel vogelvick7@gmail.com

Rio de Janeiro 

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BOCA FECHADA

Sobre o artigo “Contra radicalização, comandante do Exército decide não ter Twitter”, publicado no Estadão em 29/6. Como tudo o que se fala pode ser usado contra nós, o comandante do Exército, ao desistir do uso do Twitter, deve ter se baseado em uma sabedoria popular: “Em boca fechada não entram moscas”.                           

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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OBRAS SUPERFATURADAS

Parece que o governo do Rio está com saudades da Copa do Mundo e das Olimpíadas, quando obras gigantescas eram superfaturadas em todo lugar. Só a ganância pode justificar a ideia de se construir um novo autódromo no Rio. Só a sede de superfaturar mais uma obra inútil explica essa iniciativa. Claro que o tal autódromo será construído por alguma das empreiteiras irmãs, no esquema de sempre. Witzel e Crivella deveriam dar um passeio pelos tantos esqueletos superfaturados e abandonados na cidade depois das olimpíadas para criar um pouco de vergonha na cara. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo 

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VIOLÊNCIA NA CIDADE MARAVILHOSA

A morte de um narcotraficante e seus principais asseclas de um dos mais procurados bandidos do Rio dá a dimensão da tragédia da violência que vive o Estado fluminense como um todo. Uma espécie de guerrilha urbana envolve também a Cidade Maravilhosa, que vive uma espécie de síndrome coletiva de pânico por parte da população, agravando a grave crise que afeta a todos que aqui vivem.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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PEDÁGIO

Um absurdo, e pior, em tempos de economia estagnada, este aumento dos pedágios, um verdadeiro assalto via Diário Oficial com a caneta do governador contra os bolsos de quem aqui vive e produz neste Estado. O custo de vida, especialmente para aposentados, no Estado de São Paulo está impraticável e inviabiliza uma vida estável, digna e com a qualidade que todos esperam um dia ter na terceira idade. São Paulo não dá mais.

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

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PATRIMÔNIO DA CIDADE

Muitos falam sobre arquitetura de cidade, design urbano e a importância de um ambiente saudável. Eu quero ser mais direto e falar sobre a escadaria da passagem subterrânea da Praça Ramos de Azevedo. Uma das mais belas arquiteturas de rua da capital paulista, de propriedade da Fundação Theatro Municipal, extensão do museu do Theatro (também fechado), desfigura-se na química do abandono: um vergonhoso banheiro público a céu aberto há cerca de 30 anos, uma brutalidade sociocultural e ambiental sem tamanho. E a culpa não é dos garis, não, até porque o local é lavado todos os dias, em algumas situações mais de duas vezes. A solução, prefeito Bruno Covas, segundo os próprios garis, é a Prefeitura assumir o bem municipal, tão próximo, e provisoriamente transformá-lo em ponto de passagem ou permanência de guardas civis metropolitanos – um lugar de exposição dos próprios feitos da gestão municipal, e instalar banheiros químicos na região. Certamente o passadouro deixará de ser usado como mictório, não mais violentando o patrimônio, agredindo a civilidade. A Guarda Civil Metropolitana (GCM) aprovou a sugestão dos agentes ambientais. 

Devanir Amâncio devaniramancio@hotmail.com

São Paulo

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