Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

03 de julho de 2019 | 03h00

MERCOSUL-UE

Educação

O acordo entre a União Europeia (UE) e o Mercosul – resultado de anos de empenho de sucessivos governantes, entre eles Temer e Macri, sem poder dizer o mesmo de Bolsonaro, que passou a impressão de que ignorava sua magnitude e amplitude – é realmente para ser saudado como um grande propulsor do nosso desenvolvimento sustentável, humano e social. Mas para isso teremos de fazer a lição de casa. Temos de nos voltar com afinco, entre outras áreas de grande importância, para a mãe de todas elas, da qual dependerão: a educação. Sem boa instrução e qualificação de nossos compatriotas de todos os segmentos sociais jamais seremos capazes de cumprir as metas do acordo. Assim, o governo Bolsonaro precisará aprender a desviar seu olhar obsessivo do controle de pautas como “ideologização” e “ideologia de gênero” para uma educação de qualidade que permita a todos os brasileiros, sem exceção, a chance de construírem um futuro pleno de perspectivas. Para isso é imperativo que a pasta da Educação seja entregue a quem realmente entenda do assunto em profundidade, no que se refere a métodos pedagógicos que respeitem diferenças regionais, individuais ou de gestão, para que a educação seja eficiente e eficaz, sendo a única ideologia a norteá-la o desejo, aí, sim, obsessivo, de alcançar todos os brasileiros de norte a sul, de leste a oeste. E que a transformação desse olhar seja urgente, pois o Brasil precisa recuperar o tempo perdido. Bendito acordo, que nos vai impor “na marra” a observância permanente da melhoria da qualidade do nosso meio ambiente de forma abrangente e da nossa educação. Amém!

ELIANA FRANÇA LEME

efleme@gmail.com

Campinas

MEIO AMBIENTE

Cortina de fumaça

O artigo de Plínio Nastari Desculpe, sra. Merkel (29/6, A2) é, de fato, carregado de informações úteis. (Guardo-o.) Mas não deve servir de cortina de fumaça para o problema central: o Brasil consta entre os maiores poluidores da atmosfera por causa dos desflorestamentos. Sabe-se que são desnecessários para o agronegócio brasileiro e para alimentar a humanidade. E que prejudicam o regime de chuvas na América do Sul e, em consequência, a produtividade agrícola. Sabe-se também que o acúmulo de CO2 na atmosfera prejudica o clima por aquecimento no espaço global. Então o Brasil se comporta como vilão irresponsável. Contra essa advertência não há escusa. Terminando os desflorestamentos, o que é factível de um a dois anos, o Brasil reduziria suas emissões de gases talvez a 40% do mínimo já alcançado antes – voltaram a aumentar. E com as demais ações apontadas por Nastari poderia tornar-se um sumidouro, para seu bem e da humanidade.

HARALD HELLMUTH

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

CORRUPÇÃO

Moro na Câmara

O que vi ontem me enrolou o estômago: deputados sem pudor, chamando um homem como Sergio Moro de criminoso! Acho que nem ele, ao proferir as sentenças, chamou os condenados por esse nome. Lamentável.

SENIZE ALONSO

senizealonso@ig.com.br

Taboão da Serra

Sucessão de 2022

O ministro da Justiça, Sergio Moro, imaginou passar incólume do papel de juiz para o de político e caiu na armadilha do jogo bruto da política. Fez concessões e abdicou de valores em que acredita para se acomodar às diretrizes do governo a que serve. Fustigado por seus atos na Operação Lava Jato, viu-se festejado em manifestações de rua, ameaçando as ambições do grupo palaciano. No radar da sucessão de 2022 virou alvo preferencial da oposição e do governismo, que não quer sombra para o atual presidente.

JOSÉ TADEU GOBBI

tadgobbi@uol.com.br

São Paulo

Vox populi

As manifestações de domingo julgaram a Lava Jato, Moro e os três Poderes. É preciso que a Justiça reconheça que “todo o poder emana do povo”... Hoje o menos ouvido é o povo.

JAIME EUFRASIO SANCHES

jaime@carboroil.com.br

São Paulo

Questão de Justiça

A Operação Lava Jato veio confirmar a existência no Brasil de uma elite que praticava crimes sem nenhum tipo de consequência. A Justiça brasileira tem um sistema que deveria endurecer no topo e suavizar na base social. Não há nada mais perverso que a desigualdade do sistema punitivo em nosso país. A leniência da Justiça com o topo da pirâmide de renda acabou criando um país de ricos delinquentes. O Judiciário condena muito os desvalidos, mas o costume é deixar impunes os mais abastados. As pessoas são tratadas de forma diferente de acordo com seu status, com o dinheiro que possuem. Não é à toa que percebemos com que facilidade tramitam os pleitos do sr. Luiz Inácio e de outros que tais. Enquanto isso, o “Zé da Silva” aguarda meses, e até mesmo anos, numa fila de espera.

JOMAR AVENA BARBOSA

joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

IMPRENSA

Finalidade

Designada como quarto poder, a imprensa deve buscar sempre a finalidade teleológica, ou seja, buscar o interesse da comunidade a que se dedica. Assim, o interesse da imprensa não pode ser o seu próprio, mas o da comunidade a que se dirige. Não pode, pois, procurar, ao atacar e defender causas sociais, o amparo exclusivo para suas conveniências. Mas só pode atuar adequadamente a imprensa independente e que não necessite de recursos do poder de plantão. A imprensa que tergiversa, atua nas horas oportunas em causas de seu interesse ou de interesse de seu grupo cai e conquista somente o desrespeito. Tanto é verdade que é só olhar os jornais que sobrevivem com respeito e admiração. São os que atuam de forma independente e zelam pelos aspectos ideológicos que sempre defenderam. São os que têm uma linha de conduta e direção do agrado de quem gosta da ética e da moralidade. Um deles é o Estadão. Outros? É bom pensar muito!

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

Críticas

Magistral o editorial de As razões das críticas (1.º/7, A3). Como assinante de anos, sinto-me recompensada pelos editoriais todos os dias e esse foi mais recompensador. Como cidadã brasileira, mãe e professora, agradeço ao Estadão pela lisura, lucidez, imparcialidade e, principalmente, por nos dar a esperança de que temos uma defesa e não estamos sozinhos. Obrigada!

THEREZINHA LIMA E OLIVEIRA

therelira@gmail.com

São José dos Campos

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CRÍTICA AO MINISTRO

O mundo saúda o eclipse solar. Enquanto isso o governo Bolsonaro prepara-se para lidar com um tsunami que ameaça os alicerces do governo: críticas ferozes do vereador Carlos Bolsonaro ao poderoso e respeitado ministro Augusto Heleno. Novo, tremendo e preocupante abacaxi para Bolsonaro. Seguramente, até agora, o mais grave de todos.  A paranóica mania de perseguição e conspiração do afoito e virulento Carlos ultrapassou o limite máximo do bom senso e da responsabilidade. O vereador deveria  agradecer aos deuses por colocarem o general Heleno no governo e na vida de Bolsonaro. Heleno é militar e servidor público sem arestas. Patriota, isento, corajoso e competente. Mais um prato cheio para a medíocre e oportunista oposição deitar e rolar. Patético, se não fosse melancólico e tenebroso. 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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FILHO DO PRESIDENTE

Mais um conflito público. A bem da nação. O vereador carioca, Carlos, o “Carlucho”, segundo filho do presidente da República, Jair Bolsonaro, vive em busca de protagonismo pessoal. Na ausência de luz própria, procura alcançar o brilho obscurecendo o dos que lhe são próximos. Em sua cruzada desvairada, através das redes sociais, agride àqueles que elege como obstáculos à sua ambição. O vice-presidente Hamilton Mourão merece rotineiramente seus despautérios, desde o atentado sofrido pelo pai, ainda na campanha eleitoral. Seu rancor já vitimou dois dos ministros mais próximos de Bolsonaro: Gustavo Bebianno, da Secretária-Geral da Presidência e o general Santos Cruz, da Secretaria de Governo. No momento, direciona suas baterias ao general Augusto Heleno, ministro chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), a quem responsabiliza por não ter evitado o transporte de drogas por um tripulante do avião de apoio presidencial na viagem ao Japão. Não contente, sempre aproveita para despejar sua ira descontrolada nas oportunidades em que o governo produziu ou está na iminência de lograr sucesso em algum de seus objetivos, como agora quando foi celebrado o acordo Mercosul-União Europeia. Esse resultado perverso só acontece porque Jair Bolsonaro cuida de não magoar seu rebento. Louvável seja seu extremado amor paternal. Por isso, está mais do que na hora de Bolsonaro dedicar todo seu tempo a Carlucho – o rebelde sem causa – renunciando à Presidência da República, pois é injusto que a monumental conta dessa insanidade seja paga pela nação.

Sergio Ridel sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo


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GENERAIS DESCARTADOS

A presença do general Heleno no alto de um trio elétrico na avenida Atlântica, no Rio, no último domingo foi, no mínimo, inadequada. Se era para abrandar os surtos paranóicos de Carlos Bolsonaro, não deu certo. Boneco do ventríloquo Olavo, agora aponta e acerta mais um general. Não diz exatamente porque o considera “infiel”, talvez por não haver razão fora o fato de atrapalhar os planos do astrólogo da Virgínia. Os generais vêm sendo descartados de modo tão descortês que é possível avaliar o apreço verdadeiro de Bolsonaro aos fardados, que um dia o descartaram. Este último general que entrou no governo vindo diretamente da ativa é um “velho e querido amigo”, como eram os demais, já demitidos, com humilhação. Os milicos emprestaram a sua honra ao atual presidente e em troca recebem o tributo da ingratidão e do desrespeito. Ainda esperam uma Previdência própria e uma reestruturação da carreira, que significa, na prática, um aumento salarial para deixá-los no mesmo patamar das demais carreiras do Estado. Militares acreditam no fio do bigode e em Papai Noel.

Paulo Mello Santos policarpo681@yahoo.com.br

Salvador

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LIMITE DA TOLERÂNCIA

Leio que em Hong Kong, raivosos manifestantes invadiram a sede do governo. Cenário de destruição. Por aqui, das manifestações de domingo, 30/6, Brasil afora, de apoio à Lava Jato, à reforma da Previdência, ao pacote anticrime e aos ministros Sergio Moro e Paulo Guedes, ficou o recado de que a sociedade ordeira está no limite da tolerância com o enviesado modus operandi do nosso Parlamento e do Supremo Tribunal Federal (STF). Não creio que os intocáveis parlamentares e supremos ministros ainda permanecerão subestimando a capacidade do nosso indignado povo. De qualquer forma, preclaros, em nome da República e da prudência, urge que façam o dever de casa corretamente, evitando uma inexorável mudança de domicílio por ordem.

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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INEXISTENTE NOVA POLÍTICA

Nas ruas, apoio a Moro. Mais um final de semana de manifestação popular (esta bem menor) principalmente de apoio ao ministro Sérgio Moro, já que alguns, até magistrados como Gilmar Mendes, desejam crucificá-lo em função dos áudios interceptados criminosamente por hackers do celular do ex-magistrado com falas supostamente ilícitas com procuradores sobre as investigações em curso da Lava Jato, entre 2015 a 2017. Também foram vistos cartazes contra a corrupção. Já os que bradavam contra o Congresso Nacional pela sua atuação nesta legislatura não fazem sentido. Pela inércia política de Jair Bolsonaro e talvez pela renovação que houve no Parlamento, a atuação até surpreendente de boa parte dos parlamentares merece atenção, já que a reforma da Previdência será aprovada mesmo sem o engajamento do Planalto. Também a tributária, no Senado, já está caminhando. Da mesma forma, responsavelmente derrubaram projetos de Bolsonaro, como o das armas e da Funai, pela sua flagrante inconstitucionalidade. O Planalto precisa saber que na ausência ou até desprezo pelo diálogo com o Congresso, o povo na rua não substitui a articulação política. O fundamental exercício da política é que fará o sucesso de qualquer governo. E por fim, o general ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, que também foi dar seu apoio a Moro nesta manifestação, num carro de som, tirando as manguinhas de fora, foi infeliz quando bradou contra “derrotistas” criticando também os “esquerdopatas”. Ora, entendo como “esquerdopatas” o PT, PCdoB, Psol, parte do PDT e do PSB, partidos que representam a minoria, em processo de decadência, que no Congresso só fazem barulho. Se como “derrotistas” está se referindo aos que não apoiam os inúmeros equívocos e até grosseiros do presidente Jair Bolsonaro, ofende aqueles que desejam ver um governo competente em benefício do País. Neste caso, o general Heleno deveria gastar sua energia para convencer o teimoso presidente a sair do sofá da inexistente “nova política”.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

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ATITUDES POSITIVAS

Todo nosso apoio ao agora ministro Sergio Moro, pois cabe a ele a glória de iniciativa em atitudes positivas ao nosso país, dando início a condenação de bandidos através da Lava Jato, atuando com firmeza e dedicação em sua profissão, em conjunto com os procuradores que lhe deram suporte. Os vazamentos de troca de informações entre ele e procuradores, se é que existiram, foram cruciais para se determinar a culpabilidade de cada executado, embora não se possa atribuir como verdadeiros os relatos divulgados. Mesmo que fossem, a forma ilícita como foram obtidos, por si só, anula qualquer julgamento sólido. Tanto é assim que os políticos já se apressaram em elaborar lei condenando troca de informações entre juízes e procuradores, mostrando que esse fato, embora impróprio para as funções, não era caracterizado como crime, pois uma lei só entra em vigor após sua aprovação.

José Roberto de Almeida Prado joralpra@uol.com.br

Jundiaí 

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NÃO IMPORTA O INVESTIGADO

Muito se falou nos últimos dias sobre suposto vazamento de conversas envolvendo questões processuais entre o então juiz Sérgio Moro e o promotor Deltan Dallagnol, divulgadas em 9 de junho pelo The Intercept. Tirando as paixões que envolvem tais personagens, umas a favor outras contra, e a necessária investigação pela invasão ilícita, o fato é que soa no mínimo estranho tal colóquio. Se verídico, até o momento não houve confirmação ou desmentido, nos deparamos com situação em que o representante do Estado juiz procura alinhar atuação do Estado acusador. Tal vertente destoa dos mais comezinhos padrões éticos, pois as atribuições do Ministério Público e do Poder Judiciário, não se misturam na forma republicana/democrática adotada pelo Brasil. Inobstante, se verídicas forem as conversas, o ordenamento jurídico pode carrear nulidade aos processos sobre os quais recaiam a tratativa. O artigo 254, IV do Código de Processo Penal relata que o juiz deverá se dar por suspeito se tiver “aconselhado qualquer das partes”. Já o artigo 564, I da mesma norma, determina que o processo poderá ser anulado, caso ocorra comprovada suspeição do juiz. Em trechos da suposta conversa, segundo o The Intercept, o então magistrado da 13ª Vara Federal de Curitiba, faz várias sugestões de conduta ao procurador, o que a priori pode ser entendido como “orientação”. Sob a ótica jurídica, é crível a possibilidade de nulidade processual, independente de quem seja o réu. Imagine-se o contrário, o juiz sugerindo posturas ao advogado de defesa. Certamente as conjecturas iriam à estratosfera. Sem demérito aos ilustres envolvidos, que merecem todo respeito, se as tratativas forem verídicas, a atitude colocou em risco inúmeras ações que estão passando o Brasil a limpo, como ocorreu na Operação Satiagraha, anulada posteriormente por vários atropelos ao ordenamento jurídico. Não importa quem é o investigado, a lei é para todos, inclusive agentes públicos. 

Jose Antonio Gomes Ignacio Junior gomes@gomesignacio.adv.br

Avaré

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NÃO ADIANTA

O presidente do STF Dias Toffoli afirmou que quem se torna ministro da Corte está preparado para críticas e tem percebido uma diminuição dos protestos contra o Supremo. Primeiro, se tudo fosse claro e imparcial não haveria tantos protestos. Segundo, só diminuíram porque estamos todos cansados de perceber que não adianta nada, por enquanto.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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INTENÇÕES

O ministro Dias Toffoli vem a público para avaliar as manifestações do último domingo. Com características diferentes de seu colega Gilmar Mendes, que tem por hábito escancarar suas decisões pérfidas e duvidosas que mais contemplam o crime do que a justiça, temos o excelentíssimo sr. Dias Toffoli, que mais sutil e discreto, deixa nas entrelinhas ocultas suas intenções parceiras da dupla Mendes e Lewandowski. Entre as pautas previstas para o segundo semestre, a votação da prisão em segunda instância foi deixada em stand-by. Ou seja, há espaço para discussão mas não há agenda confirmada para ela. A mim e a tantos outros, fica subentendido que a votação se dará na condição de oportuna, caso a Segunda Turma do STF não consiga concluir a força tarefa do trio de ministros, que trabalham arduamente para a soltura do condenado por corrupção, o ex-presidente Lula. Sendo assim, a pauta se tornaria uma carta na manga, usada na necessidade, na surdina, para não fazer tanto alarde. Quanto à carapaça dos nobres membros do STF, por acaso ou não, me lembrei de um ditado popular, que acredito eu, seja conhecido do Oiapoque ao Chuí: “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”. Apenas para esclarecer ao digníssimo ministro, que não há couro que não se rompa com a vontade de milhões. Nós vemos, nós ouvimos e continuaremos vigilantes.

Ana Silvia Fernandes Peixoto Pinheiro Machado anasilviappm@gmail.com

São Paulo 

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PROVAS

Querem julgar Sergio Moro. Desculpem, mas por qual crime, mesmo? Por conversar com procuradores? Então os senhores ministros do Supremo Tribunal Federal também serão julgados por receberem advogados dos criminosos? Sim, porque há advogados que não saem de lá, logo passarão a receber suas correspondências pessoais lá. Falando sério, o que condena um criminoso não é o juiz, são as provas.

Marcia Meirelles marciambm@yahoo.com.br

São Paulo 

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ALTERAÇÃO POR DECRETO

É inerível que o Executivo não tenha uma assessoria jurídica à altura, ou que não tenha sido consultada, sobre a impossibilidade de, por decreto, alterar o teor de lei vigente. No caso das armas, finalmente foi proposto o projeto de lei, único procedimento. 

André C. Frohnknecht caxumba888@gmail.com

São Paulo


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POPULISMO IDEOLÓGICO

Nunca foram apresentados dados consistentes e críveis que justificassem a troca realizada pela tropa de Lula do tipo de tomada usada no Brasil. Aliás, troca um tanto truculenta. Criaram um padrão de tomada único num mundo no qual a maioria dos países, incluindo a quase totalidade dos europeus, usa o padrão que usávamos até então. Com a tomada de Lula, como é conhecida, criou-se vários problemas que ainda hoje afetam boa parte da população e a pouca indústria que exporta. Haviam soluções mais simples, baratas e sensatas, mas foram deixadas de lado em nome de sabe-se lá o que. Agora, mais absurdo que as tomadas do Lula é Bolsonaro começar a falar sobre elas, fato consumado e insignificante perante as imensas demandas prioritárias que temos no Brasil atual. Da mesma forma que Lula e sua tropa calou sobre os gatos na rede elétrica, fato corriqueiro e drama social que provoca seguidos incêndios e mortes, mas que toca na base social de uma esquerda ideológica, Bolsonaro também brinca com um populismo ideológico mais que inconsequente. Faz sentido falar sobre tomadas (e outras besteiras) quando estamos frente a possibilidade real e eminente da desintegração da economia e futuro de todo o País? Equilibrar e racionalizar a economia é a única solução sensata, como provam todos países do planeta, mas parece que Bolsonaro não está realmente interessado, sabe-se lá em nome do que. 

Arturo Alcorta arturoalcorta@uol.com.br

São Paulo

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TOMADA DE POSIÇÃO

O que o Brasil mais necessita agora é de uma tomada de posição, e não uma deposição de tomada.

Ary Nisenbaum arnica2200@gmail.com

São Paulo

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CARONA À MORTE

O presidente Bolsonaro, após completar seis meses de viagens fatigantes ao redor do mundo, com suas decisões equivocadas, como a liberação das armas, a flexibilização das regras de trânsito, disse que não é a rainha da Inglaterra. Na verdade nem sexo e nem cacoete tem, mas ao sustentar essa verdade, confirma o que Fernando Gabeira escreve no Estadão de 2/7. A cada decreto que aborta da caneta é uma carona que à Morte é oferecida. A bem da verdade não se pode dar a Bolsonaro todo o crédito de suas maldades, quando a história nos dá exemplos sobejos de governos que naufragaram, por intenção imperialista e até ditatorialista, confiando num governo pré militar e na aceitação de boa parte da população. Além disso, nosso presidente deverá estar planejando mais um périplo por países onde não há falta de empregos, nem saneamento básico, sem um Produto Interno Bruto (PIB) soterrado pela incompetência administrativa.

Jair Gomes Coelhojairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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CEDO PARA JULGAR

Seis meses é muito cedo para julgar o governo do presidente Jair Bolsonaro, até aqui a velha política não conseguiu usufruir das barganhas que caracterizavam os congressistas nos governos anteriores e hoje são críticos contumazes. Vamos aguardar, só o tempo dirá.

Jose Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo

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IMPROVÁVEIS

Temos um Congresso e Judiciário improváveis, que com um presidente literalmente improvável, nos deixa num país sem perspectiva de crescimento consistente e sustentável. 

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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CRIMES DE COLARINHO BRANCO

Decreto de anistia de Temer de 2017 pôs em liberdade bandidos do colarinho branco condenados a penas superiores a 20 anos e que cumpriram menos de 10% desse tempo na prisão. Isso demorou um certo tempo porque, estranhamente, até o Supremo Tribunal Federal (STF) ficou escandalizado com essa situação, mas concluiu pela sua legalidade. Somos um país no qual os burocratas se metem em detalhes ridículos como pagar ou não pagar a bagagem nos voos e não reclassificam os crimes de colarinho branco como crimes hediondos. Como se todas as mortes por mau atendimento dos hospitais públicos não fossem classificáveis como tal. Temos ainda um longo caminho para nos tornarmos um país decente.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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EXAGERO DE GASTOS

Reforma política já, com redução de 1/3 dos parlamentares, limite de assessores e trabalho cinco dias na semana. A hora é agora. O Brasil em crise e o anexo 3 da Câmara reformará 81 gabinetes para incluir um banheiro em cada um deles. O gasto com a reforma que demorará 3 anos é de R$ 20 milhões. É preciso reduzir o exagero de gastos com o Congresso, mas os nossos legisladores não pensam assim, querem cada vez mais. 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES) 

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82.º VOTO NO SENADO

Causa espécie de revolta a absurda e despropositada a decisão do Senado de arquivar a investigação interna aberta para revelar o autor da suposta fraude na eleição para a presidência da Casa em fevereiro último. O voto extra, de número 82, foi visivelmente flagrado pelas imagens de TV, não sendo possível simplesmente ignorá-lo, como a decisão pretende fazer. A tentativa de fraudar e melar a eleição de uma das Casas do Congresso é crime gravíssimo de atentado de lesa-democracia, e como tal deve ser investigado a fundo com todo o rigor, até que seja descoberta sua covarde autoria. O Brasil exige saber quem depositou o 82º voto na urna.

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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FALTA DE APURAÇÃO

Como podemos, nós eleitores, respeitar uma instituição, o Parlamento, quando a vergonha dos 82 votos é declarada como impossível de ser apurada? Como o presidente Davi Alcolumbre aceita tal afirmação? Será que ele tem algo a esconder ou ganhar com a falta da apuração? Será que ninguém mais representa o povo ? Teremos nós que chegar ao ponto agora vivido em Hong Kong? 

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas

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NEGOCIAÇÃO E BENEFÍCIOS 

Enquanto isso… Qual será o real significado do termo “negociação”, às vezes eufemisticamente rotulado de “articulação”, neste confuso ambiente político brasileiro, com mais de 30 partidos, presidencialismo de faz de conta, parlamentarismo de todas as contas e sistema eleitoral viciado? Não há dúvida que, dentro de tão melancólico contexto, existe um fluxo unidirecional de oferecimentos de benefícios de diversos tipos, com origem no Executivo refém, convergindo para um Legislativo de péssima reputação, posto que quase 40% de seus integrantes hoje se encontram envolvidos em algum processo na Justiça. Os mais pragmáticos cotejam então os possíveis “mimos” com os dividendos que poderão deles advir visando à permanência no poder, sob forma de reeleição, cuidando, porém, para que não haja perda de prestígio junto a seus correligionários de base por votarem eles a favor de reformas impopulares, mas imprescindíveis. Enquanto isso, a sociedade aguarda.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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RECORDE DE CORRUPÇÃO

Sérgio Cabral admitiu, com todas as letras e principalmente com todos os números, que roubou US$ 100 milhões durante sua administração no governo do Rio de Janeiro. São R$ 380 milhões. Um recorde de corrupção nacional. Nunca tínhamos visto e ouvido uma confissão desta natureza e montante.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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FUGA DAS NORMAS

Faz parte do comportamento da população global, incluindo a nossa, fugir das normas legais na sociedade em que vive, e infringi-las em crimes variados, como a corrupção que tanto tem nos prejudicado atualmente. Historiadores e estudiosos do comportamento humano talvez jamais poderão esclarecer os motivos desse comportamento, tal a complexidade das causas que levam tais minorias a assim agir.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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OPINIÃO EMBASADA

Logo bem cedo o download do jornal “Estado” nos vem automático. Acordamos ainda meio que sonolentos, porém, se no pacote nos vem Fernão Lara Mesquita, despertamos extasiados. Sentamos para mais uma tijolada (“A missão da Imprensa”, A2, 2/7). O café tem que ser puro e amargo, haja vista que é raro por aqui (Brasil) um membro com opinião embasada, no País onde tudo se esconde e nada se fala, pois quando falam, ou perdem a cabeça, ou cortam-lhe o microfone. Vide o professor Villa, que sempre nos chacoalhava. Perdeu o emprego, mas não a palavra. Queremos ouvir a verdade, queremos ser tratados como adultos, mas muitos insistem em nos tratar como infantes. O poder emana do povo, mas é melhor abafar o caso. Para o colarinho branco blindado, sempre será melhor que o povo discuta o final do Big Brother Brasil, do que os artigos indigestos de Fernão Lara. O povo não lê, eis o alívio dos que vivem na ilha chamada Brasília, “excelências” bem longe da praça pública. Para eles, a ordem dos fatores não altera a poeira, qual nada.

Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

Guarulhos 

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CREDIBILIDADE

Brilhante o texto “Fatos versus percepções”, (“Estado”, 1/7, A2). Um texto para ser o livro de cabeceira dos jornalistas investigativos. Peço licença para transcrever: “a credibilidade não é fruto de um momento. É o somatório de uma longa e transparente coerência”.

Arcângelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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ÁGUA PARA O VINHO

Acordo Mercosul-União Europeia: aplausos! Do jeito que estava, acomodado por décadas, sem formalizar acordo comercial com país ou bloco algum e assombrado por tipos como Lula, Dilma, Nestor, Cristina, Lugo, “Pepe” Mujica, aquele “pobrinho” comunista do Uruguai, Chávez, Maduro, etc, o Mercosul mais atrasava que adiantava, já que, além dessa tribo escarlate capturar a instituição para fins eminentemente ideológicos e espúrios, de quebra aleijava nossa soberania porquanto impedia o Brasil de fazer os acordos comerciais que, se tivessem sido realizados no tempo certo, há muito estariam ajudando neste tempo de caixa baixa herdada do infausto mandarinato petista. Bolsonaro estava 100% certo em criticar a ideologização e o imobilismo do Mercosul, posição que, de resto, sempre foi a deste jornal. Com a aliança ora formalizada a coisa mudou da água para o vinho. Aplausos! Aduzo que o acordo assinado por Bolsonaro nada tem de submissão a uma hipotética agenda “globalista” que nos vá subtrair soberania nem impor obrigações gravosas. É papo essencialmente comercial, bom para ambas as partes. Agora é avançar nessa agenda, abrindo novas oportunidades com outros países ou blocos. Os cães ladram e a caravana passa.

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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CONTO DO VIGÁRIO

Agora, o jeito é modernizar. Só não explica que modernizar significa pobre latino produzindo para ricos europeus, a começar pela agricultura. Se não passasse de um conto do vigário, esse seria o fim do “acordo” União Europeia e Mercosul, que com certeza sequer vai sair do papel.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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PENA DE MORTE

Eu, na condição de não religioso, fico abismado ao ver uma pessoa que se diz religiosa (cristã), ser tão adepta da pena de morte. Mas independente de religião, a mais alta autoridade do nosso país, na minha opinião, não deveria ser a favor daquilo que a nossa Constituição e o conjunto de nossas leis não prevê. O presidente do Brasil lamentando que um traficante não tenha sido preso num país que mata, é lamentável. Pior, ainda cita nominalmente outro infeliz brasileiro que assim foi punido. Brucutu é brucutu, independente do cargo que ocupa.

Sérgio Barbosa sergiobarbosa19@gmail.com

Batatais 

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SILÊNCIO

O Brasil leva frequentes puxões de orelha da Noruega, França e Alemanha quanto ao desmatamento da Amazônia. O Japão, que nunca deixou de matar baleias sob o disfarce da ciência, voltou a caçá-las comercialmente e o mundo se cala.

J. A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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DESRESPEITO PELA NATUREZA

Pelo que conheço a colônia japonesa de São Paulo (onde morei por décadas), além de trabalhadores honestos e sérios nas suas funções são um exemplo de dignidade e vida para todos, sem esquecer o respeito que têm em geral aos mais idosos. Mas liberar a caça da Baleia em especial de uma Jubarte com mais de 30 toneladas é algo lamentável e inaceitável pela quantidade de peixes nos oceanos. Além disso mostram um desrespeito pela natureza. 

Antonio Jose Gomes Marques a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

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MEDO DA IMAGEM

Governadores e prefeitos querem ser incluídos na reforma da Previdência, mas têm medo de sair “mal na foto” perante seus eleitores. Ora, pretendem aproveitar as benesses da reforma, mas sem serem apontados como responsáveis por seus correligionários que recebem altas aposentadorias, que certamente serão revistas para baixo, visando o bem do Brasil. Na verdade, como já dizia aquela senhorinha de Taubaté “querem se casar mas manter a vida de solteiro”. Assim não dá, não é mesmo?

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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CONCESSÕES A PARLAMENTARES

O relator da reforma da Previdência está dando mostras de que poderá fazer concessões a deputados e senadores na proposta que está tramitando no Congresso. A proposta que foi entregue pelo governo prevê que os futuros congressistas estarão automaticamente dentro do Regime Geral da Previdência Social (RGPS). O sistema atual estaria em extinção. A reforma define uma regra de transição para os que já são parlamentares. Há pressão para que só existam alterações para os futuros deputados e senadores. Ninguém vem a público assumir essa postura. E ainda propagaram que surgiria uma “Nova Política”! De novo, pelo visto, só as caras. Pobre eleitor brasileiro, o dito “Farinha pouca, meu pirão primeiro” não caducou. Tira o tubo.

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

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SALÁRIO DE SERVIDOR

Sobre o artigo “Toffoli marca para 21 de agosto retomada de julgamento sobre corte de salário de servidor” publicado no Estadão em 30/6. Vamos ver até que ponto as previsões legais para baixar os salários de funcionários públicos quando o Estado ficar inadimplente, segundo a Lei de Responsabilidade Fiscal, não irá conflitar com os “direitos adquiridos” das corporações, contra o povo brasileiro.                      

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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INSTITUIÇÃO PARTICULAR

A única solução para aposentadoria é evitar a influência dos políticos no assunto. Deveria ser um banco ou uma instituição particular, independente e confiável. Os aplicadores teriam a chance de, quando aposentados, continuar recebendo a aposentadoria mensal – um rendimento da aplicação – valores muito maiores que os do INSS e, se tivessem a chance de iniciar um negócio, próprio, ou por outro motivo, sacar as centenas de milhares que são deles e não do INSS. Os órgãos de fiscalização ou auditoria deveriam investigar quem ficou com bilhões, de milhares de investidores do INSS.

Mário A. Dente eticototal@gmail.com

São Paulo

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AÇÃO DE SEGMENTOS SOCIAIS

A economia brasileira passa por momentos muito difíceis. É uma situação que precisa  receber ação efetiva de segmentos sociais como o empresariado, o sindicalismo e organismos públicos. Ficar apenas esperando iniciativas de Executivos municipais, estaduais ou federal não é a forma adequada. O Brasil conta com matéria prima em grande quantidade e efetivamente temos de pesquisar, de planejar, valorizando nossa capacidade de proporcionar o nosso desenvolvimento. O momento é agora.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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SITUAÇÃO ANGUSTIANTE

Ó Cristo Redentor, do alto em que sua imagem se encontra em morro da cidade do Rio de Janeiro, com os braços abertos, como que querendo abranger e proteger toda a cidade, eu vos rogo humildemente, restabeleça a antiga canção “cidade maravilhosa, cheia de encantos mil”, livrando-a da situação angustiante em se encontra, que piora ainda mais agora, com o incêndio total de um carro, no Túnel Rebouças, dificultando o trânsito perigosamente. O Rio de Janeiro tem que voltar a ser o “coração do meu Brasil”.

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

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AGRAVANTES DO NOVO AUTÓDROMO

Com Sergio Moro no Ministério da Justiça, com Lava Jato, com presidente preso, com governadores presos e uma série de empresários integrantes da máfia da corrupção, o Rio de Janeiro continua (lindo), ou seja, o mesmo. Basta ver que o Ministério Público Federal (MPF) aponta direcionamento em licitação para a construção do novo autódromo no Rio. O processo foi elaborado com uma série de exigências que só uma empresa específica possuía, a Rio Motorsports Holding S/A, tanto que foi a única a apresentar proposta e consequentemente vencer a licitação em maio. O custo inicial da obra está orçado em R$ 697 milhões. Existe ainda mais uma agravante. O local destinado para o novo autódromo é na Floresta de Camboatá, que é o único ponto remanescente de grande porte de Mata Atlântica em área plana do Rio, de acordo com levantamento feito pelo Ministério Público Federal (MPF). 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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IRMÃ DULCE

Aplaudo as boas reportagens do Estadão como “Irmã Dulce vai virar santa em 13 de outubro” (“Estado”, 2/7, A16). Fiquei emocionado com a notícia. A freira que dedicou sua vida a milhares de pobres na Bahia deve se tornar a primeira santa brasileira, reconhecimento de que a história de Irmã Dulce é o maior exemplo de humanidade. Como mais um ato miraculoso comprovado, ela será canonizada. Irmã Dulce é síntese de generosidade, solidariedade, amor e compaixão. Sua ação consegue ultrapassar os limites da sua existência terrena, pois se eterniza em cada um que mantém vivo seu legado de amor ao próximo. Não há como não se emocionar com a história do “Anjo Bom da Bahia”. Dulce dos Pobres é o exemplo maior de amor que a Bahia já teve! A fragilidade de Irmã Dulce era apenas aparente. A miudinha freira, raro exemplo de bondade e amor, foi arquiteta de uma das mais notáveis obras sociais do Brasil. Hoje, Irmã Dulce é beata. Na memória do povo baiano, já é santa. Não que não tivesse erros, mas o que são erros diante de sua obra? Quantas vidas tiveram outro porvir por serem por ela cuidadas? “Dulce” vem do latim dulcis, que significa “doce”. Nome feliz para a Irmã Dulce que ficou conhecida como o “Anjo Bom da Bahia”. Nome feliz para freira que soube viver a plenitude do evangelho, cumprindo, no dia a dia, o maior de todos os mandamentos, segundo o cristianismo: amar a Deus e amar ao próximo. Que a vida dessa mulher, frágil de saúde e forte de determinação, nos encoraje a fazer o bem. Sem concessões. A beata levará o nome santo de Santa Dulce dos Pobres e seu dia será celebrado sempre no dia 13 de agosto, a partir de 2020.  

José Ribamar Pinheiro Filho pinheirinhosb@gmail.com 

Brasília

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MESA DE BAR

Sou contra cobrar dos bares o uso de mesinhas na calçada. O que precisa é a Prefeitura educar os comerciantes para a limpeza do espaço público, principalmente às quintas, sextas e sábados à partir das 22 horas. Também não podem atrapalhar pedestres. O Terraço da Barão, por exemplo, promove música e coloca mesinhas no calçadão da Rua Barão de Itapetininga. O ambiente fica bonito e divertido. Eu mesmo pedi que seus donos limpassem o local, não deixassem tanta sujeira –, ouviram e passaram a cuidar melhor, recolher o lixo em sacos. Numa cidade tão estressante e cinzenta como São Paulo, esse tipo de lazer – os barzinhos exerce uma função sociocultural importantíssima na vida das pessoas.

Devanir Amâncio devaniramancio@hotmail.com

São Paulo

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PRÉDIOS IRREGULARES

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) suspendeu liminarmente a demolição de seis prédios na Muzema. A Defensoria Pública do Rio alegou no pedido ao TJRJ que a Prefeitura não apresentou laudo técnico que justificasse a demolição. Nem precisaria, pois as obras foram feitas sem projeto, sem licenciamento, etc. Mas vá lá. Até concordo que deveria haver um laudo técnico para justificar a demolição, mas o argumento adicional da Defensoria Pública de que as pessoas investiram tudo que tinham na compra desses imóveis e não tinham para onde ir soa a brincadeira, piada. Não cabe um argumento desse. Então eu, ou qualquer cidadão, posso fazer a mesma coisa, construir num lugar qualquer e quando a Prefeitura aparecer para demolir a Defensoria Pública vai entrar com pedido dizendo que não tenho para onde ir. É assim que funciona? Alô, tem alguém aí?

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro 

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