Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

04 de julho de 2019 | 03h00

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Aumento da desigualdade

Tenho acompanhado com muito interesse a proposta de reforma da Previdência. Assisto ao vivo às reuniões da Comissão Especial e acompanho as opiniões nos principais veículos de divulgação. Vejo que existem grandes lobbies com muita influência na formação de bancadas para atender aos interesses de membros do Ministério Público, do Judiciário, dos funcionários públicos, da Polícias Federal, Militar, Rodoviária, Civil, Metropolitana, das Forças Armadas... Mas não vejo nenhum movimento para defender os interesses da população contribuinte do INSS! Quem é que defende os 90% dos trabalhadores do País, os maiores contribuintes e os mais necessitados? A reforma da Previdência é necessária, não se discute, mas se for aprovada como está a proposta, quem vai pagar a conta é o trabalhador contribuinte do INSS que ganha de dois a três salários mínimos. A reforma pode resolver parte do problema fiscal, mas vai aumentar a desigualdade com relação à distribuição de renda.

AZOR DE TOLEDO BARROS FILHO

azortb@globo.com

São Paulo

Injustiça

O PSL, partido político do presidente Jair Bolsonaro, está fazendo a “velha” política? Chantagem? Será que os policiais são mais “bonitos” do que os demais brasileiros e precisam de privilégios na aposentadoria? Esqueceram que a nossa Constituição federal diz que todos os brasileiros são iguais perante a lei? Assim sendo, vamos, então, exigir as mesmas regras dos policiais e das professoras para todos nós também.

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

Legado

Durante as discussões sobre a reforma da Previdência na Comissão Especial, constatou-se que alguns deputados da nossa desorientada esquerda pregaram a necessidade de mais tempo para examinar o tema, o que certamente traria como consequência um desastroso atraso ao cronograma de aprovação. Alegaram que buscavam não prejudicar os pobres. Ora, durante os mais de 14 anos em que estiveram no poder, pelo receio de enfraquecimento do pilar populista do seu discurso, nunca deram prioridade à possibilidade de salvar o sistema de aposentadorias do perigo, que já era concreto, de calote sobre as próximas gerações. Pensar nos mais pobres? Ora, seu triste legado é exatamente a presente legião de brasileiros desempregados e retornando à miséria, além da economia esfacelada, cuja recuperação ainda levará tempo.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

Amarga sensação

Magnífico o artigo do economista Fabio Giambiagi Uma sensação amarga (3/7, A2). No passado o Brasil foi chamado de país do futuro. No presente o governo trabalha para tornar esse sonho perdido uma futura realidade. No entanto, as forças do atraso tudo fazem para dificultar. Por sorte hoje temos a maioria da Nação apoiando as duras medidas necessárias para pôr o País em seu rumo para o progresso. Falta o Congresso...

MÁRIO RUBENS COSTA

costamar31@terra.com.br

Campinas

Considerando o tempo que tantas pessoas levam para discutir e aprovar a reforma da Previdência e ante a possibilidade de ficar para depois do recesso parlamentar, concluímos que, pelo custo-benefício, esse Congresso está oneroso demais para o contribuinte e, portanto, há que mudar essa estrutura arcaica, muito numerosa e pouco produtiva para os interesses do povo.

CARMELA TASSI CHAVES

tassichaves@gmail.com

São Paulo

Estados e municípios

O ônus eleitoral afasta Estados e municípios da reforma. Esse é o mal do País. Os políticos estão mais interessados nos seus cargos de deputado ou vereador e na sua reeleição do que em ser honestos com seu eleitorado, mostrando-lhe o risco que corre se a Previdência não passar pela reforma, que vem sendo adiada há anos. Uma ou outra mudança foi feita, mas não resolveu, pura perfumaria. Se o povo vier a sofrer cortes profundos nas aposentadorias por falta de dinheiro para honrá-las, vai, sim, culpar os parlamentares que não querem apoiar a reforma, de olho só no seu umbigo.

PANAYOTIS POULIS

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

CORRUPÇÃO

Falta de decoro

A arguição do ministro Sergio Moro pelos deputados oposicionistas, ontem, na Câmara, atingiu tal grau de agressividade e falta de educação e respeito que eles, além de terem sido admoestados pela presidência da sessão, deveriam ser submetidos posteriormente a um processo disciplinar pela absoluta falta de decoro. A quem assistiu aos trabalhos pela televisão fica a péssima impressão de que não somos civilizados e que essas pessoas são completamente despreparadas para o convívio político. Foi simplesmente uma baixaria

e um péssimo exemplo!

DÉCIO ANTÔNIO DAMIN

deciodamin@terra.com.br

Porto Alegre

Falta de argumentos

Para qualquer cidadão dotado de um mínimo de boa-fé ficou amplamente demonstrado, quando do comparecimento do ministro Sergio Moro à Câmara dos Deputados, que os integrantes da oposição lulopetista não estão, em absoluto, interessados nos esclarecimentos motivados pelas publicações de um site de duvidosa credibilidade. Em vez de aproveitarem a oportunidade de fazer perguntas visando a aclarar a nebulosidade que envolve as questões colocadas, essa oposição irresponsável decidiu partir para ofensas pessoais ao ministro, oriundas, muitas delas, justamente daqueles que deveriam envergonhar-se por terem correligionários, e até familiares, cumprindo na cadeia longas penas por corrupção ou já denunciados pelos mesmo motivos. Ficou escancarado que o interesse de tais publicações é tirar da prisão quem um dia se autoproclamou uma jararaca... A ofensa é o argumento de quem não tem argumentos!

ARLETE PACHECO

arlpach@uol.com.br

Itanhém

CLÃ BOLSONARO

Estripulias

E lá vem o Carlucho mais uma vez fazendo molecagens. Ainda nem aprendeu a falar direito e vem fazer estripulias no quintal do papai. Agora quer porque quer brincar de GSI, metendo o bedelho onde não deve. Papai deveria cortar-lhe a mesada, dar-lhe umas palmadas e deixá-lo sem sobremesa... O garoto merece uns bons corretivos.

NELSON PENTEADO DE CASTRO

pentecas@uol.com.br

São Paulo

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AUDIÊNCIAS SEM SENTIDO

A falta de preparo de parte dos deputados é a causa da transformação dos questionamentos ao ministro Sergio Moro em um grande palanque político. Parece que os deputados não se interessam pelo tema principal, mas apenas desejam aparecer para seus eleitores usando o ex-presidente Lula como protagonista de suas retóricas. Alguns questionamentos apresentam preâmbulos maiores do que as perguntas apenas para marcar posição. É lamentável que a Câmara tenha o seu tempo desperdiçado com audiências sem sentido que não trazem nenhum resultado prático para o País. Moro cresce cada vez mais diante de seus admiradores porque demonstra equilíbrio e frieza diante das ofensas de baixo nível dos apedeutas políticos.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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SÓ NA TERRA DAS PALMEIRAS

Jamais o saudoso poeta Olavo Bilac foi tão inspirado quando escreveu “Ama com fé e orgulho a Terra em que nasceste. Criança, jamais verás um País como esse”. Só mesmo na terra das palmeiras “onde canta o sabiá” é que se pode admitir que um ministro da Justiça, ex-juiz de direito, responsável, juntamente com os procuradores da Justiça, Polícia e mais tarde um inseticida chamado Lava Jato, que serve de exemplo a todos os corruptos, grande parte do lado de dentro das grades. O ministro Sergio Moro, tal qual um herege submetido a um Tribunal da Inquisição, com dezenas de Savonarolas, sequiosos de queimar numa fogueira moral o mais admirado dos brasileiros honestos. A inquisição aconteceu na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Federal, tendo o ministro saído por uma porta de emergência, tal a Babel que se instalou entre os esquedopatas.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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‘JUIZ LADRÃO’

O artigo do Estadão (3/6, A4) “Depoimento de Moro na Câmara acaba em tumulto”, demonstra o completo despreparo dos deputados oposicionistas para o exercício do cargo, em vista do desrespeito por um ministro de Estado, acusando-o de “juiz ladrão”. É vergonhoso ver como tais deputados defendem com tanto afinco o verdadeiro ladrão da sociedade brasileira, que instituiu uma cleptocracia, roubando o dinheiro do povo brasileiro e atrasando o desenvolvimento do País. O que Sergio Moro roubou foi a esperança deles de continuarem vivendo na mamata da corrupção.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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ATAQUES SÓRDIDOS

Sobre o artigo “‘Absolutamente despreparado’, diz Moro sobre deputado que o chamou de ‘juiz ladrão’”, publicado no Estadão em 3/7. Na audiência do ministro Moro na CCJ na Câmara dos Deputados, entre muitos, observou-se que o PT e puxadinhos destilaram todo seu ódio contra o antigo magistrado, pois a Operação Lava Jato foi o ponto de partida que começou a desnudar o saque e o mal que tais forças políticas perpetraram contra o País. A divulgação do que consta no Intercept Brasil, fez inicialmente muita poeira, mas logo apareceram a fragilidade e objetivos politicamente escusos. Houve depois uma sessão no Senado onde houve ataques com mais classe, mas que o ministro tirou de letra. Seguido disso, no dia 30, milhões de pessoas saíram nas ruas e, entre outros, hipotecaram solidariedade ao ministro e à operação desencadeada há cinco anos. Logo depois, Moro atendeu às solicitações de diversas comissões da Câmara e houve um festival de ataques dos mais ignóbeis, que o ministro foi levando bem, principalmente ataques de alguns deputados investigados por crimes de corrupção, que foram num crescendo de aleivosias pessoais, até ser chamado por um psolista de “juiz ladrão”. Surgiu um tumulto e então o ministro saiu do recinto, pois não havia mais clima para nada naquele triste e deplorável evento. Pode-se concluir que os esquerdistas destilaram todo seu ódio pelo poder perdido contra um de seus causadores, querendo todos se superarem uns aos outros em ataques sórdidos num crescendo que chegou ao mais baixo nível, no finale furioso do “juiz ladrão”. Ficou mais uma vez comprovado que não existe qualquer ética naquele segmento, mas apenas interesses inconfessáveis prejudicados. Latiram e uivaram raivosamente, mas a caravana passou impávida. O bem venceu o mal.              

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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IMPUNIDADE

O insulto ao juiz Sergio Moro, chamando-o de “ladrão”, não atingiu apenas a honra pessoal do homem e do magistrado hoje ministro da Justiça mas também de uma imensa parcela da cidadania brasileira que o apoia e o tem enquanto ícone e paradigma modelar de honestidade. Já o tal deputado que o infamou, conseguiu enlamear ainda mais a já borrada imagem da Câmara dos Deputados. O pior é que nada lhe acontecerá pois ali, para além do despreparo, da injustiça, da corrupção epidêmica e interesses pessoais, vige justamente o que Moro mais deseja combater, a impunidade.

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

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FICHA SUJA

A ida do ministro da Justiça, Sergio Moro, ontem à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara terminou em tumulto. Foi inquirido por parlamentares, cuja maioria tem ficha suja, por quase 8 horas. Se questionado por parlamentares com ficha limpa, embora reconheço que não seja fácil encontrar algum, a audiência teria terminado em, no máximo, 30 minutos. Vejam, prezados leitores, a ironia do destino. Moro foi sabatinado, por incrível que pareça, por possíveis futuros presidiários, uma vez que uma parte deles é investigada pela Operação Lava Jato.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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SEM COMPOSTURA

Que país é esse cuja autoridade é inquirida diante de um Parlamento vergonhoso sem compostura, que chama um magistrado de corrupto e ladrão? Onde está a lei de abuso de autoridade para punir todos os parlamentares que não têm qualquer decoro? A história do nosso Parlamento entristece e coloca em questão se devemos manter um quadro de 513 deputados e 81 senadores que custam bilhões aos cofres públicos pagos com o dinheiro do contribuinte para um trabalho pífio e revestido de mordomias.

Carlos Henrique Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

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LEIS MAIS BRANDAS

No Brasil, bandidos do colarinho branco exigem justiça benevolente e leis mais brandas que os permitam continuar... E quem sabe dar voz de prisão ao magistrado. Sinceramente, fica até difícil de acreditar.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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CRESCE MAIS

Como massa de pão, Sergio Moro mais cresce quando o atacam.

José Carlos de Carvalho Carneiro josecarlosdecarvalhocarneiro@gmail.com

Rio Claro

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SEM SURPRESA

Confesso, não estou nem um pouco surpreso. Considerando o nível das excias, que trafegam pela “casa”, o espetáculo oferecido ontem não poderia ser outro. Cada um dá de si o que tem de melhor. Execrável.

José Perin Garcia jperin@uol.com.br

Santo André

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QUEBRA DE SIGILO 

O ministro Moro perdeu grande oportunidade ontem ao ser instado a assinar documento autorizando quebra de seu sigilo telefônico. Bastaria propor a todos os deputados presentes que assinassem em conjunto o mesmo documento autorizando a quebra do sigilo telefônico e fiscal. No mesmo instante solicitariam o recolhimento, pedindo desculpas e informando tratar-se de um mero engano.

José Roberto Cicolim jrobcicolim@uol.com.br

Cordeirópolis 

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NADA DE IRREGULAR

Tempestade em copo d`água – diagnóstico de Fernando Henrique Cardoso – é a melhor definição para as supostas conversas entre Moro e Dallagnol. Nada de irregular. Recordando: ações dos chefes da força-tarefa que comprovadamente descobriu crimes cometidos por políticos de alto coturno e influentes empresários, com capital – político e financeiro – suficiente para influir nas investigações ou para anular sentenças que lhes fossem desfavoráveis. Portanto, nada mais natural que os membros da Lava Jato se comunicassem entre si para conduzir uma investigação sem falhas, capaz de sustentar uma denúncia robusta, impossível de não ser acatada pelos tribunais, incluindo o Supremo, cujos integrantes, em sua maioria, foram indicados por Lula e Dilma. Até agora não conseguiram reformar as condenações do juiz Sérgio Moro (confirmadas por dois tribunais), apesar dos inúmeros recursos que uma verdadeira “viva alma mais honesta neste país” não teria condições financeiras para bancar. Concluindo, creio na lisura das investigações dos crimes praticados por poderosos criminosos, cuja magnitude jamais foi registrada na face da Terra. Portanto, Sergio Moro, Deltan Dallagnol e as reformas estruturais precisam do povo nas ruas. 

Antonio Carlos Gomes da Silva acarlosgs@uol.com.br

São Paulo

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EXERCÍCIO DO MANDATO

Desde o impeachment de Dilma Rousseff, o Congresso tem oferecido espetáculos degradantes aos brasileiros. Primeiro as tentativas salvar a governante decadente, depois a defesa cega da tese do “golpe”, e desde o começo do ano passado, a campanha de vitimização de Lula e por sua libertação, uma questão judicial e não política. Quando não conseguem impor suas idéias, parlamentares partem para o desforço físico, como na terça-feira, na audiência da CCJ com o ministro Sérgio Moro. Deveriam ser mais ciosos no exercício do mandato, que deve ser tratado como algo sagrado, oportunidade ímpar do eleito trabalhar para resolver os problemas do povo – saúde, educação, trabalho, segurança e outros – e com isso tornar a vida melhor para a comunidade. Preservar a dignidade e lutar pelo bem geral são premissas básicas. Se não for assim, o povo não precisa de representação e podem ser economizadas as elevadas somas que se consome com Senado, Câmara dos Deputados, Assembleias Estaduais e Câmaras Municipais. Corregedorias e comissões de ética das casas legislativas precisam funcionar mais e melhor, para evitar que os radicais destruam o Parlamento.  

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br                                          

São Paulo

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ESTRUTURA DA NAÇÃO

A respeito das ideias sempre defendidas bravamente por Fernão Mesquita. Defender direcionamentos para o País quanto à segurança no trânsito, ideologia de gênero e escola sem partido tem sua importância, pois são temas do cotidiano das famílias. Há também campos estratégicos como Previdência e equilíbrio fiscal e tributário do País, que não podem mais esperar, são determinantes para a adequação de usos e fontes de recursos, e estes são escassos. Mas urge dedicarmos atenção à estrutura essencial da nação, a maneira pela qual nos fazemos representar e asseguramos a adequação de nossas aspirações com as efetivas realizações do Estado. Trata-se de refinar a maneira de eleger os representantes, de definir a eles os rumos e de controlar sua atuação. O exemplo milenar da Suíça, e os séculos de independência pragmática dos EUA indicam três instituições a se adotar, para garantir que a vontade popular não seja frustrada por representantes ineficientes e até mesmo oportunistas. Primeiro, o voto distrital, pelo qual cada cidadão conhece e escolhe o seu representante. Segundo, a retomada, ou recall, ou seja, a capacidade soberana de o eleitor retirar o mandato concedido, se o eleito se provar ruim. E mais, o poder do povo para criar e de anular leis, a iniciativa e o referendo. Tudo, sem esquecer da educação eficaz, preparando o cidadão para exercer o poder, de maneira real.

João Crestana jbat@torrear.com.br

São Paulo

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DEBATE SÉRIO

A cada acontecimento envolvendo o presidente Bolsonaro aumenta a preocupação em relação ao nosso futuro. Se não bastassem os conflitos com os parlamentos, a descoberta de drogas num avião da sua equipe de apoio, são divulgadas agora as críticas de um membro de sua família a um ministro militar. Quando vamos ter um debate sério e transparente de encaminhamentos que refletem no nosso desenvolvimento?

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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‘DIVÓRCIO’ ENTRE PLANALTO E CONGRESSO 

A matéria “Congresso vê ‘divórcio’ com Planalto após Previdência” (“Estado”, 2/7, A4), não só no título, como nas linhas (“Tudo o que tem a digital do do Planalto é visto com ceticismo pelo Congresso” e “O Congresso prevê uma temporada de atritos com o Planalto”), mostra uma única coisa que muitos não querem ver. Existe de parte do Congresso enorme má vontade com o Executivo. Se esta posição é geral (duvido, pois a velha política representada pelos seus líderes, principalmente Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre é quem faz esforço para sustentar tal posicionamento), se ela se baseia no fato de que a política de coalizão foi abandonada pelo novo Executivo é algo que o tempo provará. Quando se afirma que o Congresso tem pauta própria, há que haver bom senso de quem analisa para verificar que o que o Congresso está tentando “puxar” para algo como seu é simplesmente fazer o que o Executivo se propôs fazer. Reforma tributária era e é o segundo passo pretendido por Paulo Guedes. Mas há um ponto, que é pretensão do Executivo e que não anda de jeito nenhum: pacote anticrime. Porque será que isto acontece? Será que a má vontade, o ceticismo, o divórcio alegado pelo Legislativo é causado pelo medo de que tal pacote aprovado trará problemas para muitos dos seus membros? Só o tempo dirá. Enquanto isso o País vai à deriva. E o acordo Mercosul-UE, teve alguma participação do Legislativo? Como esse Poder agirá no momento em que for chamado a aprovar detalhes deste acordo? Só o tempo dirá. Que a imprensa esteja aberta a tal ponto.

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas

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EM PROL DO POVO

Grande feito do Executivo. Em seis meses de governo fez o Congresso Nacional saber a que veio e a que existe. Parabéns presidente, há muito não se via um Congresso ávido em trabalhar em prol do povo que o elegeu. Embora estejam tentando salvar a pele, mesmo assim é louvável.

Manoel Braga manoelbraga@mecpar.com

Matão 

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DERROCADA DA IMAGEM

Lógico que o governo de Jair Bolsonaro merece aplauso por ter conseguido depois de 20 anos de negociações, iniciadas com Fernando Henrique Cardoso, (interrompidas, infelizmente, na era petista por quase 14 anos), seguidas por Temer, quando conclui o mais do que esperado acordo de livre-comércio com a União Europeia. Um marco que certamente vai incrementar as nossas exportações, investimentos e criação de empregos de qualidade. Porém, para nós brasileiros muito melhor seria se o presidente nestes seus primeiros seis meses de gestão tivesse por força de uma liderança política de qualificada atuação republicana, mantido nas pesquisas de opinião a aprovação de seu governo, tal qual iniciou após legítima e democrática vitória nas urnas em outubro passado. Mas o que vemos hoje, pela última pesquisa divulgada pelo Ibope, é que os a aprovação de 67% do governo, ruiu para 46%. Em janeiro, 11% consideravam o governo “ruim ou péssimo”, e neste mês de junho, 32%. 21% desaprovavam o governo, hoje, 48%. Por que toda essa derrocada na imagem do nosso presidente se com exceção dos incompetentes indicados para os ministérios da Educação, Turismo, Casa Civil e Direitos Humanos, têm entre outros bons ministros como na Agricultura, e uma ótima equipe econômica? É simples: reflexo da gritante falta de coordenação política. Principalmente porque Jair Bolsonaro, nestes primeiros seis meses de governo, mais se envolveu com mesquinharias, promoveu intrigas e crises palacianas com ajuda direta de seus filhos e do aloprado amigo Olavo de Carvalho e pouco ou nada se moveu para se aproximar com o Congresso, e ajudar até na reforma da Previdência. Pelo pavio curto, teimoso e egoísta, já que pensa mais e si do que no Brasil, perdeu protagonismo e dá de bandeja visibilidade ao Congresso, que de forma surpreende decide colocar em votação projetos importantes para o País. Se Jair Bolsonaro souber descer degraus da humildade, aproveitará a repercussão desse histórico acordo de livre-comércio e consequente também aprovação da reforma da Previdência, que mesmo não tendo trabalhado por ela, poderá com o possível crescimento da economia e da criação de empregos recuperar o apoio dos que o elegeram. O povo brasileiro não é idiota, não está atrás de ídolos políticos e nem de heróis, deseja urgente uma economia pujante, empregos, distribuição de renda, bons serviços públicos e bem estar social.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

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ENFRENTAR O PARLAMENTO

Bolsonaro achou que poderia “fazer do Congresso o que quisesse”, diz Gabeira, (“Estado”, 28/6, A2). Discordo, sr. Gabeira. O presidente achou que poderia moralizar a administração pública mostrando isso ao Congresso. Aí percebeu que é muito difícil enfrentar a máfia que habita o Parlamento. 

Ari Giorgi arigiorgi@hotmail.com

São Paulo

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PRESIDENTE NO ESTÁDIO

Presumo que por falta de projetos para alavancar a crise econômica que assola o Brasil, o presidente Bolsonaro aproveitou o jogo de futebol Brasil X Argentina para erguer a bandeira nacional em pleno gramado de um estádio de futebol. Só rindo.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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RAPIDEZ

Nada como a mídia para fazer os excelentíssimos trabalharem com rapidez. Há poucos dias do início dos supostos vazamentos de conversas privadas entre os membros da Lava Jato, a corregedoria já determinou o arquivamento das representações contra um dos procuradores (“Conselho arquiva processo contra Deltan”, “Estado”, 28/6, A12). Tenho uma representação encaminhada ao Ministério Público de São Paulo versando sobre possíveis ilicitudes no pagamento de subsídios a vereadores, e que há um ano está parada num determinado gabinete. A imprensa não é apenas importante, é necessária. 

Thiago Vinicius de Carvalho Soares carvalhosoares@outlook.com

Itatiba

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ACORDO MERCOSUL-UE

O principal desdobramento desse acordo é a abertura da economia e o abandono da política equivocada de proteção através de tarifas que só atrasaram o País. A gradualidade prevista permitirá que as empresas se preparem para a concorrência e o Brasil tem tudo a ganhar com essa mudança. Seja bem-vindo esse acordo!

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA

O ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), defende que o próximo procurador-geral da República seja alguém da última classe da carreira. Causa estranheza que tal defesa seja feita por um ministro que chegou ao STF indicado pelo ex-presidente Lula, oriundo da advocacia, onde militou em favor do PT, sem relevantes títulos acadêmicos e sem passar pela magistratura, tendo sido, inclusive, reprovado duas vezes em concurso para juiz de direito.

Túllio Marco Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

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IGUALAR APOSENTADORIAS

Na exposição do relator na Câmara quanto à reforma da Previdência, deputados da oposição se dizem preocupados com os ganhos dos mais ricos e perdas de algumas classes mais humildes, e que tais injustiças não podem acontecer. Pelo que entendi é bem diferente. O espírito da reforma é igualar, reduzindo os maiores ganhos. Bom seria se pudéssemos dobrar todos os salários, inclusive os penduricalhos da cúpula, mas o Brasil falimentar vai quebrar, sequer suporta a atual situação. Daí cabe ao Legislativo incluir Estados e municípios e aprovar a reforma próxima à sua forma original para hoje se safar e viabilizar as futuras aposentadorias. Há estimativa de maior longevidade. Vi na TV que já nasceu a criatura que chegará aos 150 (contribuirá 40 anos e sustentado pela Previdência por 80 anos).

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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2022

Para mais de 200 milhões de brasileiros, estamos em 2019. Para alguns políticos, 2022 já começou...

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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BOLSONAROS

Em vez de orquestra sinfônica, bandinha furiosa, nas duas hipóteses sem regente. Assim se parecem os Bolsonaro. Têm guru boca porca, tiques de média e alta classes chegadas a analistas e a toda espécie de assessoria padrão “personal”. Os jornalistas já perceberam que não resistem a uma aglomeração de fotógrafos e cinegrafistas. Emitem raciocínios tortuosos nas falas. O horizonte redacional não ultrapassa os 140 caracteres do “twitter”. Os filhos atendem por numerais. Destes, o boquirroto 02 ataca supostos inimigos e velhos amigos do pai, principalmente se militares. O 02 exala aversão explícita a estrelas dos generais e predileção por jipes, cabos e soldados. O 01 surfa em pranchas financeiras de altíssima e suspeita rentabilidade na percepção do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O chefe prefere cuidar de radares e cadeirinhas de bebê no trânsito a montar maioria no Congresso para aprovar as reformas da Previdência e outras indispensáveis à sobrevivência econômico-financeira do Brasil. Serena, suave, sensata e simples, salva-se Michele, a quase invisível primeira dama, que, talvez por precaução, se comunica em “libras”. José Maria Leal Paes myguep23@gmail.com

Belém

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INDULTO DE COLARINHO BRANCO

O ex-presidente Michel Temer fez questão de assinar, no final de 2017, um decreto de indulto que, por tabela, além de aumentar as benesses dos corruptos presos, concedeu o perdão judicial a eles. Como homem de visão que é, estaria Temer “pavimentando”, desde já, sua futura trajetória criminal? Segundo consta, existem três denúncias e vários inquéritos em andamento, tais como o Decreto dos Portos, a propina recebida da Odebrecht, a lavagem de dinheiro, entre outros. Ora, isso que é visão prevendo o futuro.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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MILÍCIAS

“Ou o Brasil acaba com a saúva, ou a saúva acaba com o Brasil”. A frase famosa, dita pelo naturalista francês Auguste Saint Hilaire e incorporada pelo escritor Lima Barreto ao Policarpo Quaresma, pode ser adaptada aos dias atuais: ou o Brasil acaba com as milícias, ou as milícias acabam com o Brasil. 

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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MAIORES DESAFIOS

O ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro, tem desafios maiores e que necessitam de maior coragem. Os traficantes e as narco-milícias. Terá sucesso? É mais do que necessário.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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EVITAR O PIOR

O Irã acaba de demonstrar ao mundo o quão inócuo o acordo nuclear a que se submeteu é. Num estalar de dedos ultrapassou o limite da quantidade de material nuclear e em breve estará ultrapassando os percentuais de enriquecimento de urânio para uso militar. Só falta trazer a público como trabalhou neste ínterim no desenvolvimento de ogivas e de mísseis. O objetivo do acordo com Teerã deveria ser exatamente evitar que estas capacidades estejam nas mãos do principal financiador e mola propulsora do terrorismo e instabilidade internacionais. Trata-se de algo que seria muito melhor poder ignorar. Porém, obviamente foi preferível que a farsa viesse à tona antes do Irã acumular um arsenal de dezenas de bombas atômicas a exemplo da Coréia do Norte o que fatalmente ocorreria em curto prazo e ainda por cima legalizado pelo acordo do faz de conta. Felizmente, ainda dá para evitar o pior. 

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com 

São Paulo

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IMPARCIALIDADE

Defesa de Lula fala de imparcialidade e pede afastamento do desembargador do TRF-4 Thompson Flores. Sendo eles tão honestos e corretos, por que não pedem também de Gilmar e Ricardo no Supremo Tribunal Federal (STF)? São honestos só quando lhes interessa? 

Maria M. J. Simões mmjsimoes@bol.com.br

São Paulo 

PEDIDOS DE DEFESA

Defesa de Lula pede afastamento do desembargador Thompson Flores e procurador do caso do sítio. Chego à triste conclusão que se todos os pedidos da tal defesa forem aceitos só sobrará aquele que é mais honesto que ele para julgá-lo: Jesus Cristo 

Jose Roberto Palma palmajoseroberto@yahoo.com.br

São Paulo

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ESCURIDÃO

“Eclipse mergulha Chile e Argentina na escuridão” foi manchete em alguns jornais, referindo-se ao evento astronômico de 2/7. Menos mal, pois o Brasil esteve submergido em profunda escuridão de 1/1/2003 a 31/8/2016. 

Milton Córdova Júnior milton.cordova@gmail.com

Vicente Pires (DF)

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ARTE DE CIMA PARA BAIXO

Sobre a reportagem publicada em 3/7 no Caderno 2, assinada por Julio Maria, gostaria de saber qual a explicação que estes ex-ministros da cultura teriam para fornecer aos artistas plásticos que seguem a Escola Clássica Figurativa mais conhecida como Belas Artes. Hoje com as redes sociais ficamos sabendo que as Belas Artes continuam existindo, talentosos artistas plásticos vivem da sua profissão, mesmo que essa arte entendida, apreciada e consumida pela maioria do povo, seja ignorada pela mídia, pelos críticos de arte, pelos marchands e galerias de arte. Seria o caso de se perguntar se o manifesto dos ex-ministros de triste memória contido nessa frase: “vetor de desenvolvimento econômico, contribuindo decisivamente para a geração de emprego e renda” poderia ser traduzido como cabide de emprego, lavagem de dinheiro e imposição de determinada arte, coisa que só ocorre em regimes totalitários. Na minha opinião, aprovo a extinção do Ministério da Cultura, a revogação da Lei Rouanet e todos os incentivos dos órgãos públicos com a desculpa de ser para nossa arte e cultura, uma vez que é imposto de cima para baixo, algo inaceitável. É obrigar o povo a pagar com o dinheiro dos impostos por algo que ele não entende, não aprecia, não consome e na maioria das vezes ainda ofende a sua crença e seus bons costumes. 

Maria Gilka mariagilka@mariagilka.com.br

São Paulo

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SANTA DULCE

O Papa Francisco anunciou que a Irmã Dulce, “O anjo bom da Bahia”, será canonizada em 13 de outubro próximo, passando a ser chamada de “Santa Dulce dos Pobres”. Minha senhora bem-aventurada Dulce dos Pobres, nós vos rogamos para que intercedas junto ao Pai no sentido de que nosso Brasil não se torne grande pela dor dos pequeninos e que esse povo generoso e ingênuo não permaneça sendo enganado por tantos inescrupulosos que detiveram e ainda detém o poder. Salve Santa Dulce dos Pobres.

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

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NOME DE RUAS

Sabe-se que para virar nome de qualquer rua em São Paulo é preciso que a pessoa homenageada tenha prestado serviços relevantes à cidade, ao Estado ou ao País e tenha se destacado de tal maneira em sua carreira profissional a ponto de merecer a honrosa distinção. Dito isso, cabe perguntar a João Doria qual a explicação para que em sua gestão como prefeito da capital fosse inaugurada na Chácara Santo Antônio, na zona sul da cidade, a importante avenida de 3,2 quilômetros (mais extensa que a avenida Paulista) batizada de Cecília Lottenberg. Os paulistanos perguntam quem foi e o que realizou de relevante a senhora merecedora de tamanha honraria?

Vicky Vogel vogelvick7@gmail.com

Rio de Janeiro 

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RECUPERAÇÃO DO RIO

Não está fácil viver no Rio face às tragédias que assolam a sua população. Tal triste realidade pela quais governantes do passado foram responsáveis leva o atual movimento por parte de líderes que aqui vivem de resistir em não abandonar a Cidade Maravilhosa. Esperemos que produza resultados esperados, rumo à recuperação que tanto estamos necessitados.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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PROPAGANDA ENGANOSA

A cultura do brasileiro é impressionante. vemos constantes propagandas de remédios em que pessoas dizem “maravilhas” quanto ao sucesso. Outra parcela, no desespero, na expectativa de se recuperar acredita e acaba despendendo verbas, muitas vezes fazendo sacrifício, não obtendo o resultado esperado. Foram vítimas desse comércio explorador que só visa lucro. O brasileiro, vítima dessa enganação, dentre eles eu, que se dane. Somos vítimas dessa situação (tenho um problema de saúde). No desespero e contra a vontade da minha esposa, adquiri medicamentos que não deram o resultado esperado. Quando será que nossas autoridades irão acabar com essa situação?  

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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