Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

05 de julho de 2019 | 03h00

CORRUPÇÃO

Caixa-preta do BNDES

Conforme noticiado, o ex-ministro Antônio Palocci depôs na CPI do BNDES e disse que a caixa-preta do PT foi de R$ 500 bilhões. Esse dinheiro é tanto que daria para oferecer R$ 2.500 a cada um dos 200 milhões de brasileiros, o que deixaria toda a Nação muito feliz. Mas o objetivo, parece, era deixar felizes só alguns felizardos. A questão não é como, depois de tudo o que veio à tona, ainda haver gente que defenda Lula e o PT. Quem está no mesmo barco faz sentido que aja assim. A verdadeira pergunta é: como, depois de tudo isso, o Brasil ainda não quebrou?

JORGE ALBERTO NURKIN

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

Propinoduto internacional

Na CPI do BNDES, Palocci disse também que a nota de risco de Angola foi rebaixada para garantir propina ao PT, segundo publicado no Estadão de 3/7. Como participante do primeiro círculo de poder de Lula quando presidente, Palocci, pelo que conhece e testemunhou, vai levar muita gente para a cadeia, além de aumentar as penas dos que hoje já estão presos ou aguardando julgamento em segunda instância. Entende-se o ódio desse segmento ao ministro Sergio Moro, pois a Lava Jato e seus desdobramentos País afora estão revelando cada vez mais detalhes do grande saque que o PT perpetrou contra o Estado brasileiro, por corrupção desenfreada. Quanta falta de remédios, de saúde, educação, segurança pública, etc., poderia ter sido evitada, não fossem os criminosos, corruptos, incompetentes e muitos mais desqualificativos desses maléficos governantes.

ULF HERMANN MONDL

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

Há mais, muito mais

A declaração de Palocci de que a nota de alguns países foi rebaixada para a Odebrecht receber mais financiamento para obras nesses países e o PT receber propina é uma gota no oceano. Há mais, muito mais. Logo, não surpreende a ação de parlamentares contra a Lava Jato. É óbvio que farão de tudo para que ela acabe. Eles trouxeram o País a esta situação de insolvência – se o Brasil fosse uma empresa, estaria às portas da falência, pedindo recuperação judicial – e procuram desviar a atenção dos crimes. E ainda têm coragem de interpelar pessoas íntegras como Moro. Só no Brasil! O mais recente revés do lulopetismo foi a declaração do sr. Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, de que fez sua delação no caso do triplex para passar erros a limpo.

PANAYOTIS POULIS

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

ATAQUES A MORO

Insígnia

Discordo do Estadão sobre Sergio Moro ter sido “imprudente ao permanecer no cargo de ministro” (Um espetáculo deprimente, 4/7, A3). O ministro Sergio Moro não teme as armações da esquerda e do “IntercePT”, assim como não temeu combater a maior organização criminosa do Brasil. A coragem de Moro é a sua insígnia.

MARCELO MELGAÇO

melgacocosta@gmail.com

Goiânia

Bom combate

No editorial A boa batalha (4/7, A3) fica claro que quem não deve não teme. Dessa forma o Estadão vai até o fim na defesa da liberdade de imprensa, após 3.327 dias de censura. Da mesma forma age Sergio Moro, contra a corrupção, contra o crime. Empreende uma “boa batalha” pelo bem de nosso país. Ao contrário do que diz o editorial Um espetáculo deprimente.

LILIA HOFFMANN

liliahoffmann@yahoo.com.br

São Paulo

Vergonha

Espetáculo deprimente? Deprimente mesmo foi o espetáculo dado por alguns deputados que têm vocação para a baderna e o sofisma, e não para serem os lídimos representantes do povo no Congresso Nacional. Indescritível a vergonha que senti.

ELISABETH BERLOWITZ BUNY

bethbuny@uol.com.br

Cotia

Espetáculo deplorável

Difícil explicar a um estrangeiro que as execráveis baixarias e os bate-bocas na nossa Câmara dos Deputados, durante audiência da Comissão de Constituição e Justiça destinada a ouvir explicações do ministro Sergio Moro sobre o vazamento de mensagens em celulares. Também é complicado explicar às crianças, aos adolescentes e jovens brasileiros, ainda em formação, que esses homens e mulheres são nossos legisladores. O grotesco episódio foi uma ofensa generalizada ao povo brasileiro, além de expor as entranhas da vida pública nacional, composta por esses ditos representantes que se comportaram como arruaceiros, sem que possamos intervir imediatamente, afastando-os da vida pública. Deplorável espetáculo!

HONYLDO R. PEREIRA PINTO

honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

ESCLARECIMENTO

J&F Investimentos

A J&F Investimentos S.A. concorda com o embaixador Rubens Barbosa quando diz que contratos devem ser honrados (Como melhorar o ambiente de negócios, 25/6, A2). É o que a J&F busca no caso com a Paper Excellence. No entanto, fazem-se necessárias correções. A família Widjaja, dona da Paper Excellence, não cumpriu o contrato ao não conseguir, no prazo de 12 meses, liberar as garantias da J&F. Diante disso, os Widjajas tentaram diversas vezes alterar o pactuado entre as partes, o que desrespeitava a essência do contrato, visto que a liberação das garantias era mais valiosa do que o preço das ações. Se a Paper Excellence tinha recursos livres e de origem declarada para efetivar o negócio, como diz o artigo, por que não obteve fiança bancária para liberar as garantias? A J&F ofereceu, por mera liberalidade, mais 30 dias para fechar o negócio, mas a Paper Excellence preferiu o litígio. Com relação ao artigo, cabe ressalvar ainda que a emissão de bônus da Eldorado não foi realizada porque a Paper Excellence se recusa a apresentar documentos que identifiquem seus sócios finais, que se trata de empresa de uma família indonésia sem operações na Holanda e que a Paper Excellence não está entre as líderes globais em celulose, a menos que o embaixador tenha somado a produção da Asia Pulp and Paper (também dos Widjajas), responsável por um calote de US$ 13,9 bilhões em 2001. Por fim cabe ressaltar que a J&F passou por um grande processo transformacional a partir de 2017 e hoje adota em todas as suas controladas rigorosos padrões de governança e compliance – auditados inclusive por um comitê de supervisão independente e pelo Ministério Público Federal –, que são absolutamente incompatíveis com práticas como as acima mencionadas.

EMIR CALLUF FILHO, diretor Jurídico e de Compliance da J&F Investimentos

guilherme.brendler@gbr.com.br

São Paulo

BAIXAS NO ACORDO

Era de se estranhar que o acordo entre Mercosul e União Europeia estivesse às mil maravilhas. Percebe-se que a primeira baixa se dá no governo francês que diz não estar preparado para manter o acordado, temerosos com a concorrência. O mesmo acontece com a Irlanda. Só espera-se que Jair Bolsonaro não “durma no ponto” e mantenha o que foi acertado para o bem do País! 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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OPORTUNIDADE

O Brasil tem a oportunidade de ingressar no primeiro mundo com o acordo UE-Mercosul. Se o País souber aproveitar a oportunidade, poderemos resolver grandes problemas, como o da coleta e tratamento do esgoto doméstico, algo que a União Europeia já superou e o Brasil ainda não. Por outro lado, se o País tentar proteger seus monopólios estatais ineficientes essa união não trará grandes coisas e o Brasil seguirá no terceiro mundo, apenas com um pouco mais de movimento no comércio. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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FORMA DE VER O MUNDO

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes afirmou que os encontros que tem tido com Rodrigo Maia, presidente da Câmara Federal, Davi Alcolumbre, presidente do Senado e Dias Toffoli, presidente do STF ocorrem porque todos têm uma mesma forma de ver o mundo. Será que é o mundo que os brasileiros querem?

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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ESCLARECEDORAS

Bem diferente do circo dos horrores que ocorrera na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) (“Um espetáculo deprimente”, “Estado”, 4/7, A3), que causou asco em muito gente devido a perguntas pobres de uma oposição capenga foi a entrevista concedida ao jornal Estado, pelo sr. ministro Sergio Moro (14/6, A12). Diante de duas páginas opulentas, perguntas esclarecedoras e pertinentes ao leitor acerca do caso Moro. Nada de sensacionalismo barato. Fausto Macedo e Ricardo Brandt, enviados mais do que especiais, contribuíram muito mais com o povo brasileiro do que esse circo dos horrores na CCJ. Isso prova por A mais B, como o jornalismo muitas vezes está acima daqueles que pelo voto teriam que nos representar, com perguntas pertinentes, e não chulas. Tivessem lido a matéria do jornal, talvez saberiam como formular perguntas objetivas, ao invés de jogar para uma torcida rancorosa e vermelha. Até quando, deputados, abusarão de nossa paciência?

Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

Guarulhos 

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DESPRAZER

Recentemente tivemos o desprazer de ouvir uma série de asneiras, idiotices e mentiras de um deputado que infelizmente nos mostra o nível da maioria dos nossos políticos. Incapazes, sem bom senso, muito menos critério para exercer seu mandato e opinar a respeito do ministro da Justiça Sergio Moro, classificando-o de maneira hostil, grotesca, vulgar e com uma idiotice incomparável a tudo que já ouvimos de baboseiras de políticos com tais características. Falamos do deputado Glauber Braga (Psol-RJ). Considere-se ainda o fato do ministro se apresentar voluntariamente na sessão conjunta de três Comissões da Constituição e Justiça, de Trabalho e de Direitos Humanos para falar e explanar aos deputados a respeito o dito vazamento de mensagens com o procurador Deltan Dallagnol em todos os seus detalhes. Eis que fomos pegos de surpresa no momento que sua excelência, o deputado Glauber, tomou a palavra, manifestando-se de uma maneira ridícula e surpreendentemente absurda ao classificar o ministro Sergio Moro como “juiz ladrão” e “corrupto”, dizendo que em troca de atitudes parciais recebeu de presente o Ministério da Justiça.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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MAIS CRESCE

Sergio Moro esteve na Câmara para questionamentos e esclarecimentos, mas foi agredido verbalmente por futuros presidiários, que antevendo seus porvires agiram assim. Moro parece feito de fermento, quanto mais apanha mais cresce aos olhos das pessoas do bem.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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INTERESSE PÚBLICO

Há que se comemorar e divulgar amplamente a decisão do juiz Atalá Correia, da 12.ª Vara Cível de Brasília, ao julgar improcedente a ação de censura ao Estadão. Em tempos nos quais várias outras gravações estão sendo questionadas quanto ao mérito, é importante realçar que o caráter de interesse público dos envolvidos está acima da inviolabilidade do aspecto pessoal do indivíduo. Acompanhei o registro diário da tarja preta deste jornal ao longo de nove anos, um ato simbólico de resistência, também mais do que necessária agora, quando outros veículos e profissionais estão sendo calados. 

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas

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PREJUÍZO

O processo da família Sarney para calar o Estado mostra o prejuízo causado ao País pelo Judiciário. Os dez anos – que poderiam ter sido resumidos a poucos meses – fizeram atingir o objetivo dos que censuraram o Estadão. Pouco importa o resultado final, o Judiciário ajudou a calar a imprensa. Se não mudar, continuará a prejudicar o País.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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PACTO ENTERRADO

Sem conseguir acordo com o Congresso após sofrer uma série de derrotas, o presidente Bolsonaro decidiu enterrar de uma vez por todas o “pacto pelo Brasil” proposto por Dias Toffoli em fevereiro. Diante do lamentável e ameaçador fato consumado, só nos resta ajoelhar e rezar.

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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FAZ DE CONTA

Jair Messias Bolsonaro, presidente do Brasil, está vivendo uma aventura principesca num reino do faz de conta. No último encontro do G20, o nosso presidente convidou o presidente Donald Trump para uma visita à América do Sul, em especial, aos países que se livraram das amarras da esquerda política. É certo que o presidente dos EUA não visitará o Brasil, porque, mesmo tendo sido derrotada nas últimas eleições, a esquerda capitaneada pelo Partido dos Trabalhadores continua ativa, o que pode ser provado pelos entraves sofridos nas votações no Congresso. Donald Trump poderá vir à América do Sul, mas para evitar constrangimentos, que podem ser evitados não dando a Bolsonaro o cavalo branco da popularidade que lhe escapa pelos dedos, untados pela megalomania do poder próprio dos Césares e dos Czares, já tendo mostrado essa característica ao declarar publicamente que pretende se candidatar à reeleição – uma torre difícil de ser galgada. 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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CADA UM EM SEU LUGAR

Disse o senador Flávio Bolsonaro (PSL/RJ) sobre o irmão caçula Carlos Bolsonaro (PSC/RJ), vereador do Rio: “Dão muita importância, potencializam aquilo que ele coloca, que é a opinião dele. Ele é mais explosivo”. Senador, parafraseando o saudoso Garrincha, na Copa de 1958, em nome da República, o senhor já combinou isso com o papai? Apesar de ser o caçula e queridinho da família, meus pais nunca me deram tanta guarida e liberdade. Recebi a mesma educação e os rigorosos limites de meus irmãos, alguns nitroglicerina pura por temperamento. Palavrões e desrespeitos, nem pensar. Bom lembrar ao mano que o Brasil votou no Jair, o pai, para a Presidência. No Carlos, há três anos e somente a partir de 2020. Lavem suas roupas no quintal da família, nos restritos almoços dominicais. Deixem o vereador no play durante os debates sobre a governança do País. Cada qual no seu quadrado. 

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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FALTA DE ATITUDE

Inspirado no comentário de uma amiga, hoje desejo me referir às bancadas das papadas, lideradas por duas adiposas figuras do Congresso Nacional. Por suas atitudes, ou falta delas, nada caminha como deveria nessas duas casas, a não ser que certos interesses pessoais sigam à frente. Será que continuaremos ainda na mesma cantilena que tentamos banir nas últimas eleições?

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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IMITAÇÃO

A grande deficiência de parte de nossas lideranças que chegam ao poder é a ignorância cognitiva de nossa história como nação. Por tal ignorância, essas figuras passam seu tempo na gestão pública, de forma tristemente deficiente, tentando imitar  experiências de outros países, que imaginam serem paradigmas para nosso povo, mas que na verdade só servem para eternizar as vulnerabilidades que vivenciamos. 

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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ÔNUS DE ESTADOS E MUNICÍPIOS

Surreal. No passado, o Brasil foi considerado o país do futuro. No presente, pode ser percebido como mergulhado num passado que alimenta triste currículo, onde constam atuações de uma classe política que, nos lapsos de democracia desde a prosaica  proclamação da República, só se concentrou em seus próprios interesses, o que formou, ao longo do tempo, dinastias irremovíveis que aderem ao poder como cracas de navio e condenam o resignado povo que as sustenta ao atraso eterno, sugando suas energias e potencialidades. Tal cenário é mais uma vez mostrado em suas mais cruéis cores na atualidade quando boa parte do nosso desmoralizado Congresso, temendo a perda de prestígio em suas bases, “negocia” a aprovação de uma imprescindível porém impopular reforma da Previdência que exclua Estados e municípios, deixando o ônus para as Assembleias Legislativas e Câmaras municipais, cujos integrantes, por sua vez, se recusam a pagar o preço. Tudo surreal, se não fosse melancólico.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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REGALIAS AO SETOR PÚBLICO

Infelizmente, o nosso Brasil se mantém historicamente injusto e incorrigível. Em detrimento do setor privado, permite que sejam concedidas regalias aos servidores públicos, principalmente federais, o que tem contribuído para o déficit fiscal e baixo crescimento econômico, como indica a matéria publicada pelo Estadão, com o título “Com crise, trabalhador perde até 16% da renda em 5 anos” (23/6), baseada em pesquisa Pnad do IBGE. Dos nove setores da iniciativa privada, cinco tiveram perdas acentuadas de renda, entre 7,2% a 16%. E o País acumula mais de 13 milhões de desempregados. Já o setor público, que tem em média os melhores salários e até aposentadorias, neste período pesquisado dos últimos cinco anos, teve um aumento de renda de 7,5%, mesmo considerando a grave crise que vivemos desde 2015. Ou seja, privilégios para poucos, como não determina a Constituição. Nem o pujante e produtivo setor agrícola que foi o único que apresentou crescimento de renda, de 5,2%, chegou aos pés da alta de renda do setor público. E para não fugir do rol de regalias, esta ilha especial do funcionalismo federal, a classe política, incluindo o inerte Planalto, no relatório apresentado na Câmara da reforma da Previdência ainda assim abriram concessões para os servidores públicos federais. É uma piada, ou melhor, uma afronta à sociedade brasileira.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

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CLASSE MÉDIA

O problema dos marxistas é a classe média. Nas democracias, é a classe que governa. 

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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DIREITOS E DEVERES IGUAIS

Direitos e deveres que não são absolutamente iguais para todos podem estar em qualquer lugar menos em uma constituição verdadeiramente democrática.

Délcio Nogueira dos Santos delciosantos@gmail.com

São Paulo

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CANSAÇO

Nas escadas rolantes do metrô de Londres, diz-se: Stand right, fique à direita, que seria a tradução literal da orientação. Copiamos enviezadamente? A sua irônica coluna de hoje, prof. Bucci, confirma o sentimento de cansaço dos que votaram contra a esquerda. A injustiça social do País não será resolvida com políticas estatistas, já foi mais do que provado. Será resolvida preparando os jovens com profundo conhecimento técnico e científico, com consciência da ética do trabalho e dos costumes. É fácil bater em um governo cheio de defeitos e inexperiência, porém, nada vai melhorar a vida das pessoas ficando a trabalhar para o quanto pior melhor. A esquerda está governando desde, no mínimo, 1994. O resultado é a triste situação em que estamos. 

Carlos A. Arellano caas.arellano@gmail.com

São Paulo

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AVANÇOS DO COMUNISMO

Depois de uma explanação que omite fatos históricos e exalta repetidamente palavras proferidas ocasionalmente por integrantes do governo, o articulista Eugênio Bucci em matéria sob título “O metrô comunista e os pesadelos governistas” (“Estado”, A2, 4/7), adverte que setores do governo veem o perigo comunista como um mal real a ser combatido em todos os lugares, até nas escadarias do metrô, escolas e por aí vai... Desafio o colunista a comentar os avanços conseguidos nas últimas décadas pelos governos de Cuba e Venezuela, países onde o comunismo deu certo levando miséria sofrimento e a violência do Estado contra cidadãos famintos e indefesos.

Paulo R Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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PRODUTIVIDADE

Na excelente explanação de William Waack “Os números que não mentem”, houve, a meu ver, esquecimento de dois fatos. Refiro-me a dois pontos: Clima do Brasil – nosso clima tropical não permite o que países do hemisfério norte desfrutam, invernos rigorosíssimos. O frio e a neve fazem trabalho natural eliminando pragas em geral, o que torna desnecessários cuidados exigidos no Brasil. Esta uma das causas do uso dos agrotóxicos. E inocência de nossos compatriotas – muitos de nossos compatriotas se agregam a movimentos ambientalistas sem nem mesmo avaliar com cuidado e isenção o que de fato ocorre no Brasil. Não me estenderei neste ponto pois o artigo de William já foi muito detalhado. Mas quanto à atitude de alguns de nossos compatriotas não consigo me calar. No trabalho científico feito no Brasil, Embrapa encabeçando tal esforço, o aumento de produtividade sem aumento de área utilizada é ignorado. O fato de que nossa área ocupada pelo agronegócio é muito menor, proporcionalmente, do que na grande maioria do países também é ignorado. Enfim, com uma turma que assim age, quase nem é preciso estrangeiros nos cutucarem, eles sozinhos aniquilam qualquer estratégia.

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

São Paulo

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DEFENSIVOS AGRÍCOLAS

Sobre o excelente texto de autoria de William Waack a respeito das acusações contra o Brasil pelo suposto uso excessivo de agrotóxicos, eu sugeriria que todos nós mudássemos a denominação, mais correta ao meu ver, para defensivos agrícolas. Parece-me que designa de forma muito mais correta a real função de sua aplicação na agricultura.

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

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SILÊNCIO

Há um provérbio que diz que o silêncio é a porta do consentimento. Há alguns dias, um oficial da Marinha venezuelana que havia sido “sequestrado” sob a acusação de “conspiração” contra o nefasto Maduro, foi conduzido a um tribunal. Ao ver seu estado agonizante na cadeira de rodas, o juiz, imediatamente, mandou interná-lo. Pouco tempo depois, questão de horas, ele veio a falecer. É aviltante o silêncio das instituições que lutam pelos direitos humanos. Torpe a omissão de partidos como PT, PCdoB e Psol, que ficaram calados. Também o que esperar dessa gente que sempre comungou com as barbáries cometidas por Maduro e seu antecessor? Vergonha.

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

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PETRÓLEO BRASILEIRO

A partir da posse do ex-capitão como presidente da República, em janeiro, foi nomeado um novo presidente da Petrobras, o economista Roberto Castello Branco, com pós-graduação em Chicago, que já fazia parte do seu Conselho de Administração.  Ele alardeava que era necessário privatizar a Companhia e que, ainda, ela era monopolista, esquecendo que não havia mais monopólio de petróleo, revogado pela Lei 9.478, de 6/8/1997, desde do governo de Fernando Henrique Cardoso. O Supremo Tribunal Federal (STF), ao discutir critérios para a privatização de estatais, estabeleceu que a venda ou perda de controle acionário de subsidiárias não dependeria de autorização legislativa. Com isto, basta a empresa estatal matriz transformar em empresa subsidiária qualquer atividade ou unidade.  Assim, o economista Roberto Castello Branco está agindo para alienar oito refinarias, de Manaus ao Rio Grande do Sul. São excluídas apenas cinco, quatro em São Paulo e uma no Rio de Janeiro. As justificativas para o desinvestimento são inconsistentes: acabar com o monopólio, beneficiar o consumidor, ter recursos para modernizar as refinarias, maximizar o valor para o acionista. A primeira fase começou agora (28/6) com a publicação dos editais de licitação para alienação. Poderão participar empresas do setor de óleo e gás, com receita anual, em 2018, superior a US$ 3 bilhões, ou investimentos financeiros com, pelo menos, US$ 1 bilhão em ativos. Todas estrangeiras. Cabe questionar em que a Petrobrás (e o País) poderiam aplicar essas receitas. O petróleo era brasileiro. Procura-se um patriota. 

Roldão Simas Filho rsimasfilho@outlook.com

Brasília

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VOTOS PARA OLIMPÍADAS

O nobre e honesto Sérgio Cabral, amigo de Lula, diz ao juiz Bretas que Lula e Paes sabiam da compra de votos para que o Rio de Janeiro, onde a vida está pela hora da morte, sediasse as Olimpíadas. E o que fizeram? Claro, nada. A alegria deles quando foi divulgada a escolha do Rio de Janeiro não era pelo povo, que foi enganado, mas sim pelas obras e o que todos poderiam ganhar.

Marieta Barugo mbarugo@bol.com.br

São Paulo

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DETALHE

Terça-feira, assisti na TV mais uma vez um filme de terror: o vergonhoso descaso com a saúde pública no Rio de Janeiro. Também vimos as “providências em ritmo acelerado” que estão sendo tomadas para a construção do velódromo, obra totalmente desnecessária, como foram a realização da Copa do Mundo e dos jogos olímpicos. Lembro que os governantes desta cidade, em maioria presos, construíram a linha do metrô, orçada em R$ 3 bilhões com custo final de R$ 10 bilhões. Eles, governantes, adoram obras que geram superfaturamento. A saúde é detalhe. 

Ariovaldo J. Geraissate ari.bebidas@terra.com.br

São Paulo

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PRIORIDADES PERVERSAS

O Rio de Janeiro continua lindo, mas não passa disso. O Jornal Nacional de 3/7 traz uma notícia alarmante e uma inacreditável. A alarmante dá conta da situação dos hospitais federais, estaduais e municipais do Rio de Janeiro, sem médicos e material hospitalar. Mostra-se aglomerações de doentes se arrastando em vão pelas portas dos hospitais inativos. A notícia inacreditável diz respeito à onerosa construção do autódromo carioca com vistas na próxima corrida da Fórmula 1, retirando-a de São Paulo. De fato, são inacreditáveis as perversas prioridades dos governos Estado do Rio de Janeiro.   

José Sebastião de Paiva jpaiva1@terra.com.br

São Paulo

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CPI SOBRE FAKE NEWS

Sobre o artigo “Alcolumbre autoriza CPI sobre fake news e governistas reagem”, publicado no Estadão em 4/7. Interessante é que o presidente do Senado autoriza uma CPI sobre fake news, mas procura de todos os modos impedir uma CPI “Lava Togas”, onde realmente haveria muito a investigar. A CPI sobre fake news obviamente não dará em nada, mas uma “Lava Togas”, poderia desnudar muita coisa sobre ativismo político de ministros da alta Corte, que transformaram aquilo em algo muito distante do que deveria ser uma corte constitucional.                        

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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CAMELÔS

Estou em São Paulo há mais de 60 anos, assistindo todos os anos às enchentes e aos camelôs que brigam por seus pontos de venda. Fala-se muito, são mil ideias, mas  solução que é bom não se sugere. Agora, com o desemprego desenfreado, o trabalho informal só aumenta, daí então, as barraquinhas dos camelôs tomam conta da cidade. Para o desempregado só existem dois caminhos, vender drogas ou virar camelô, ganhar o pão de cada dia trabalhando na informalidade. Eu, muito particularmente, sou fã e os admiro. Para eles basta um gogó afinado e uma toalha no chão cheia de bugigangas, assim, garantem honestamente o sustento de sua família.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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COMÉRCIO AMBULANTE

Francamente, perguntar não ofende. Como o prefeito Bruno Covas oficializou o comércio ambulante na cidade de São Paulo? Esse tipo de comércio irá emporcalhar mais ainda a cidade. Os paulistanos não aguentam mais. Aguardamos providências.

Sidney Cantilena sidneycantilena@bol.com.br

São Paulo

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COMEMORAÇÃO DISCRETA

Vendo as fotos nos jornais e nas revistas das futebolistas femininas ao comemorarem os gols e as vitórias com elegância e discrição sugiro aos futebolistas masculinos que imitem os gestos de suas colegas de profissão. Optemos pelo futebol feminino. É melhor e tem preço mais baixo, ou menos alto. Tomara que não haja corrupção no futebol feminino.

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo 

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