Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

06 de julho de 2019 | 03h00

ALAGAMENTOS

De novo!

São Paulo continua sofrendo com os alagamentos. A Rodovia Anhanguera e a Marginal do Tietê foram interditadas por causa da forte chuva na madrugada de ontem. Até parece que a engenharia brasileira não conhece os procedimentos corretos para evitar esse tipo de transtorno na vida de milhões de pessoas. Falta vontade política para executar as obras – dentro do orçamento real, é claro. Ninguém consegue contabilizar o tamanho do prejuízo causado por essas interdições. É um vexame os pagadores de impostos terem de conviver com esse tipo de descaso do poder público.

JOSÉ CARLOS SARAIVA DA COSTA

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

É, bastou chover umas poucas horas, depois de um mês de seca terrível e baixa umidade, para a cidade de São Paulo ficar completamente parada, congestionada. Rios alagados e transbordando, marginais fechadas, estradas interrompidas... Até quando nossas autoridades aguardarão para aplicar um choque de gestão e deixar a cidade linda?

CARLOS HENRIQUE ABRÃO

abraoc@uol.com.br

São Paulo

Nada muda

As mesmas enchentes, os mesmos discursos...

LUIZ FRID

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

Correnteza de lixo no Tietê

Uma das maiores vergonhas para o governo de São Paulo é a situação em que se encontram os rios Tietê e Pinheiros. Se houvesse vontade política, esses dois rios poderiam ser revitalizados, transformando-se em opção de transporte de pessoas e cargas e também de lazer. Até mesmo uma parceria público privada bem estruturada seria atraente. O governo que abraçar esse projeto será lembrado para sempre. Acorda, governador!

JOÃO ISRAEL NEIVA

jneiva@uol.com.br

São Paulo

MEIO AMBIENTE

Lua, homem nu e Amazônia

O articulista Flávio Tavares, na sua real e triste profecia sobre os destinos da Terra e do ser humano (5/7, A2), põe as cartas na mesa, expõe uma situação em que não temos outra saída senão respeitar, a partir de agora, já, o nosso chão, as nossas águas, os nossos mares e as nossas florestas. Coincidência ou não, o Estadão estampa na primeira página de ontem a degradação desumana e irresponsável do nosso sofrido rio Tietê. Como tratar uma situação em que o ser humano – especialmente aqueles que porcamente despejam lixo nos cursos d’água e nas quebradas das nossas cidades – não se conscientiza? Só as autoridades (todas elas), agindo firmemente e condenando peremptoriamente os responsáveis pelas desgraças ambientais, poderiam dar um fim às barbaridades costumeiras. Quanto à Amazônia, a responsabilidade (ou irresponsabilidade) cabe ao nosso governo federal e às instituições responsáveis pela manutenção e proteção da fauna e da flora. O zé-povinho fica só na expectativa das decisões a serem tomadas pelos governantes para evitar a degradação total do nosso meio ambiente. Nossas futuras gerações vão agradecer se os homens de hoje agirem com sabedoria e humanidade.

ALOÍSIO ARRUDA DE LUCCA

aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

Preservação ignorada

Continuam a emoção e a imaginação de muitos, aliadas ao desconhecimento dos fatos, a dominar a opinião pública mundial, e internamente, a respeito do Brasil no que se refere à proteção do nosso meio ambiente. Mesmo com vasta documentação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) a comprovar, até com fotos de satélite e da Nasa, que somos o país que mais preserva no mundo sua vegetação original, seja pelas áreas de reserva legal ou por suas reservas indígenas, que ocupam 13% do território nacional. E mesmo com toda a devastação anunciada na mídia da Floresta Amazônica, que todos os nossos governos envidam esforços para deter e cujo auge anual se deu em 2016, principalmente por causa da extração ilegal, esta não passa de 0,002% da extensão da floresta. Nossa agropecuária, que ocupa menos de 10% do território nacional, é obrigada por força de lei, sem contrapartida dos custos envolvidos, a preservar, no mínimo, 20% da vegetação nativa, o que se comprova estar ocorrendo em média, graças aos certificados obrigatórios hoje detalhadamente comprovados por fotos aeroespaciais. Quanto aos agrotóxicos, somos de longe o país que menos consome por hectare entre os do G-20. Com tudo isso, nossa produção e nossa produtividade agropecuária em todos os segmentos nos colocam sempre entre o primeiro e o quinto lugar. Todo esse sucesso graças a avançada tecnologia e equipamentos utilizados pelo setor, fruto em grande parte do trabalho da Embrapa, fundada ainda nos governos militares. Talvez o que melhor explique a imagem tão negativa do Brasil, além da ignorância dos fatos, seja a propaganda do lobby agropecuário norte-americano para incentivar fundos para a preservação de nossas florestas: “Farms here, forests there” (fazendas aqui, florestas lá), ou seja, reduzir a nossa espetacular força competitiva no cenário mundial, que está a ameaçar a agropecuária deles.

EDUARDO S. PORTO ANTUNES

eduardo.antunes@terra.com.br

São Paulo

Desmatamento campeão

O Pará, um dos maiores Estados em área, é campeão de desmatamento. Onde estavam o ex-governador Simão Jatene (PSDB) e o atual, Hélder Barbalho (MDB)? Sou de opinião que um ministério como o do Meio Ambiente deveria ser somente para elaborar políticas ambientais, legislação, protocolo; e a atuação deveria ser estadualizada e/ou municipalizada. Não há como o ministério, com mais ou menos 30 fiscais, fiscalizar alguma coisa. Fora a corrupção nos órgãos.

VICTOR RAPOSO

victor-raposo@uol.com.br

São Paulo

FALTA DE FISCALIZAÇÃO

Rodovia dos Bandeirantes

Segunda-feira, 1.º/7, por volta das 6h40 presenciei na Rodovia dos Bandeirantes, sentido São Paulo, na altura de Cajamar, dois carros fazendo racha. E um Porsche preto me ultrapassou pela direita, quase pegando um motoqueiro. No final da Bandeirantes, próximo à saída para as marginais, vi esse mesmo carro preto andando pelo acostamento em alta velocidade para fugir do trânsito. Todos os dias pego essa rodovia e deparo com motoristas andando muito acima do limite de velocidade, fazendo ultrapassagens pela direita, andando pelo acostamento e não vejo nenhuma fiscalização. Absolutamente nada! Vejo até motoristas de ônibus e caminhões muito acima de 90 km/h e nada de fiscalização.

FREDERICO BARRETO

fredmpb@bol.com.br

São Paulo

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ESPERA

A equipe do presidente Jair Bolsonaro apresentou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para mudar as regras de aposentadoria no dia 20 de fevereiro. 134 dias depois, a Comissão Especial da Câmara aprovou a proposta, que seguirá para o plenário da Câmara e também para o Senado. A Comissão Especial alterou o texto original. Fato semelhante poderá ocorrer nas duas casas parlamentares nas próximas semanas. A PEC muda a idade mínima e também o tempo de contribuição mínimo. Os pagadores de impostos do Brasil estão esperando calmamente mais uma lambada, pois os parlamentares não têm a menor pressa e adoram importunar a vida do povo simples, que anda de ônibus e leva marmita para o trabalho.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte 

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REFORMAS

Previdência passa em comissões! Se aprovada, R$ 1 trilhão de economia. Falta uma reforma: a da Câmara Federal. Sem ela, não haverá solução para o País; a casa precisa transpirar ética; sem ela, prescindimos da Câmara.

Paulo T J Santos ptjsantos@yahoo.com.br

São Paulo

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LOBBY A SETORES

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que a reforma da Previdência ainda não acabou. Tem razão, se continuar a pedir privilégios a setores amigos pode dar problemas. Por que ninguém faz lobby aos garis? Eles não merecem também uma Previdência especial?

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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POLICIAIS NA REFORMA

A aposentadoria dos policiais. O policial é um profissional diferenciado. O exercício de sua atividade exige condicionamento e vigor físico. É impossível que o policial permaneça na ativa até os 65 anos. No seu dia-a-dia, ele é obrigado a correr, saltar, atuar em altura e a uma série de ações inesperadas e perigosas. Pode ser comparado ao atleta de competição. Por isso, as classes policiais têm de lutar para que o acordo firmado dias atrás entre parlamentares e governo seja incluído no texto da reforma, que a Câmara votará nos próximos dias. A reforma da Previdência é necessidade nacional. Mas tem de ser justa e, principalmente, não impor aos trabalhadores, independente de sua categoria, esforço maior do que permitem sua dignidade e capacidade física.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br                

São Paulo

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APOSENTADORIA POR INVALIDEZ

Enquanto militares e policiais terão pedágio mínimo nas regras de transição e aposentadoria integral com apenas 55 anos de idade, no melhor de seu vigor físico, os aposentados por invalidez, que representam apenas 0,1% desse poderoso contingente, terão só 60% das médias dos piores salários. A lógica de justiça manda fazer exatamente o contrário: os incapacitados por perícia oficial, aqueles que não podem exercer qualquer trabalho, são justamente os que deveriam ter a integralidade e a paridade. Mas somos poucos e não temos poder de barganha por votos. Não há direitos humanos para nós, pelo menos na Comissão Especial. Que os deputados nos vejam de maneira diferente no plenário, pois não impactaremos em praticamente nada os orçamentos de nossos entes pensionadores. Por último, lembrem-se os senhores deputados: a invalidez também pode atingir os militares e os policiais. E aí, como ficamos? 

Flavio Capez flaviocapez@uol.com.br

São Paulo

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ESCOLHA DE REPRESENTANTES

Diante do deprimente espetáculo apresentado por alguns deputados no interrogatório do ministro Sergio Moro, duas coisas me vêm à cabeça: como nós brasileiros precisamos ser muito mais cuidadosos na escolha de nossos representantes e por onde anda Rodrigo Maia, que diante de tanta falta de decoro nada faz para impor comportamento adequado a quem nos representa na Câmara?

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas 

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NOVA ORDEM

Vociferaram os parlamentares na Câmara Federal na audiência do ministro da Justiça e da Segurança. Deputados de suposta oposição insultaram, com primitiva grosseria, o ex-juiz federal que ignorou privilégios de meliantes bacanas impunes e fez valer, com o apoio dos desembargadores do TRF-4, a lei igual para todos. Moro atraiu ira, inveja, despeito de pérfidos personagens da República, togados ou não, bonecos infláveis de baixo perfil e excelsa mediocridade, no pretório ou na tribuna. A pátria deve a Sergio Moro o penhor da igualdade. Com ele, os procuradores federais e a Polícia Federal, estamos conseguindo conquistar com braço forte a nova ordem proposta por 57,8 milhões de brasileiros livres, ansiosos por paz e progresso.

José Maria Leal Paes myguep23@gmail.com

Belém

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LISTA TRÍPLICE 

O Brasil tem coisas peculiares. Para a eleição de novos membros superiores do Judiciário é tradicional que seja apresentada uma lista tríplice para que o presidente da República escolha um. Ora, imagina-se que fica a seu talante a escolha desse um na lista dos três. Por que, então, há sempre uma celeuma quando não é escolhido o primeiro dela? Se é para ser escolhido esse candidato, deve-se enviar, portanto, apenas o seu nome. Foi o que aconteceu agora com a escolha de Carlos Velloso Filho, que não deve ser vista como esdrúxula.

Éden A. Santos edensantos@uol.com.br

Barueri

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COMBATE AO TRABALHO ESCRAVO

A extinção do Ministério do Trabalho trouxe de volta algo de nefasto no mundo do trabalho nas primeiras semanas do governo Jair Bolsonaro, provocando dramática redução nas ações de combate à escravidão no Brasil. Como consequência, o número de trabalhadores resgatados também despencou. Nos 12 meses de 2018, foram libertados 1.745 escravos, contra apenas 232 no primeiro semestre de 2019. Isso significa que, se continuar no ritmo atual, a fiscalização do trabalho sob a gestão de Bolsonaro levará quase quatro anos para libertar o mesmo número de escravos resgatados em apenas um ano do governo Michel Temer. O balanço do primeiro semestre aponta que apenas 54 empresas ou fazendas foram alvo de fiscalização por parte da Secretaria de Inspeção Trabalho (SIT), ou seja, uma média de 9 a cada 30 dias. Em contrapartida, ao longo de 2018 foram 238 estabelecimentos visitados pela SIT, uma média de 20 inspeções por mês. Esse recuo na atuação da SIT, vinculada ao ministro da Economia Paulo Guedes, desde janeiro, também provocou uma dramática redução nas verbas rescisórias pagas compulsoriamente pelos empresários e fazendeiros flagrados explorando trabalhadores em regime de escravidão. A era Bolsonaro também inverteu uma regra que se mantinha desde 1995, que sempre apontou os fazendeiros como principais exploradores da mão de obra escrava. Em 2019, só um a cada três trabalhadores libertos trabalhavam no agronegócio, um dos principais pilares da sustentação do governo Bolsonaro. O alvo das inspeções parece ter mudado do campo para as cidades, uma vez que 67,6% dos trabalhadores libertados entre janeiro e junho de 2019 estavam na zona urbana. Dos 232 escravos libertados no primeiro semestre, 13 foram localizados no Estado de São Paulo, contra 101 em Minas Gerais, 79 no Distrito Federal, 17 no Pará, 9 na Bahia, 6 em Roraima, 5 no Maranhão, 1 no Rio Grande do Sul e 1 no Espírito Santo. Lembrando que no primeiro semestre de 2019 os trabalhadores resgatados receberam R$ 643 mil de verba rescisória, valor bem aquém de governos anteriores.

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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MILITARES NO GOVERNO

Bolsonaro jamais foi bem visto pelo alto escalão das Forças Armadas, senão como líder sindical que nunca entregou o que prometeu, mas ia se reelegendo, já que os chefes não tinham força nos governos pós 64 para ampliar benefícios à família militar. Assim, os milicos nele votaram para presidente com duas certezas: daria um jeito no Brasil e na vida da família militar. Supunha-se que haveria sacrifícios iniciais gerais e os fardados estavam dispostos a eles. Aí veio um aumento rapidinho para os juízes e até agora nada para os fardados. Em seguida, Mourão anunciou que estariam na nova Previdência. Anunciou sem barganha, sem conversa, autoritariamente, tipo ordem unida. E aí juntaram Previdência com reestruturação de carreira, na verdade uma tentativa de alcançarmos quase o mesmo patamar que outras carreiras de Estado em termos salariais. Porém, pensava-se que os “chefes” poderosos saberiam a boa hora de atender os pleitos dos museus subordinados. Descobriu-se que os chefes não são poderosos, poderosos são os filhos, e que a fusão das duas propostas é ambiciosa demais e dificilmente passará. O governo vai pôr a culpa no Congresso e aí... O general Heleno está se expondo muito. Nunca os militares deveriam ter aceitado integrar o governo em número tão elevado a ponto de tornarem-se, à vista da população, donos do poder. Isso é, se der errado, culpa dos fardados. Diante do comportamento agressivo dos “meninos” ligados a Olavo, a situação está chegando ao limite, já que Bolsonaro não dá um basta nessa molecada irresponsável. Uma coisa é certa, não haverá um desembarque em bloco, pois Mourão não pode ser deixado sozinho. Outra coisa certa é que golpe, como no passado, envergonha as novas gerações nesta época de redes sociais, mostrando como as coisas correm nas verdadeiras democracias que tanto almejamos desde 1922. Ao final deste governo, bem sucedido ou não, Bolsonaro manter-se-á líder da extrema direita, mas os filhos irão para o limbo, graças a Deus.

Roberto Viana Santos rovisa681@gmail.com

Salvador 

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OPOSIÇÃO PRÓPRIA

Não satisfeitos com a sofrível atuação de Jair Bolsonaro, os filhos 1, 2 e 3 continuam colocando o pai em mais uma e desagradável  “saia-justa”. Sem mais nem menos e sempre tuitando, lançam desaforos subliminares contra as autoridades constituídas do País. Ora, se a intenção é desestabilizar o governo, já conseguiram. Por outro lado, se Jair Bolsonaro não consegue colocar um “cabresto” na tropa, realmente, não conseguirá cumprir com suas promessas de campanha. Afinal, com essa “turminha”, quem precisa de oposição?

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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TODA A SOCIEDADE

O que cada um de nós pode fazer para ajudar a recuperar economicamente o País? Um time que está perdendo precisa de muita garra e muita vontade para virar o placar. Mas precisa saber, sobretudo, o que e como fazer, além de estar muito motivado. E isso não pode ser para poucos. É preciso que todos saibam e queiram agir na busca de um objetivo claro e bem definido. Messi sozinho, por exemplo, não teve êxito. Por enquanto só temos ouvido falar sobre a reforma da Previdência, cujos resultados são nitidamente a longo prazo, embora tenha alguns efeitos imediatos. Para mim é claríssimo, porém, que essa reforma tem como principal objetivo evitar um verdadeiro desastre, embora alguns digam que trará certo alívio de caixa para os investimentos, pois parece que estes perderam o fôlego para cobrir o déficit de caixa da Previdência pública. A reforma, portanto, não aumentará os investimentos. Só permitirá que recuperem o próprio fôlego, ainda que só parcialmente a curto prazo. O que mais? Como todos podem participar desse processo? Certamente não será com a propagação do pessimismo, que parece ser uma constante. Se as lideranças políticas, que deveriam nos estar guiando, não sabem o que nos dizer, por que outros setores da sociedade, capazes de assumir a liderança, não nos ajudam, procurando disseminar otimismo e motivação, sugerindo ações e procedimentos a toda sociedade na busca de nossas verdadeiras metas? Será que é muita teoria, impossível de pôr em prática? 

Luiz Augusto Casseb Nahuz luiz.nahuz@gmail.com

São Paulo

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PAÍS VILIPENDIADO

De acordo com notícias, o ex-ministro Antônio Palocci depôs na CPI do BNDES e disse que a caixa-preta do PT foi de R$ 500 bilhões. Como dizia Cabo Daciolo: “nação brasileira”! Pobre Brasil surrupiado, vilipendiado, vendido e sugado. Vi um jovem pai de dois filhos na avenida com um cartaz escrito: “preciso de um emprego”. E vi que uma tal ONG evangélica Cauiá recebeu agora, no governo atual, um repasse de 262 milhões. Senhor das tempestades e dos trovões, tenha piedade deste país.

Elisabeth Migliavacca 

São Paulo

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DESORDEM NA CONTABILIDADE

Demonstrações contábeis são instrumentos de gestão, não de especulação. As normas, procedimentos, métodos e critérios de registros contábeis dos atos promovidos pelos gestores das pessoas jurídicas e demais elementos externos que provocam alterações no patrimônio destes agentes econômicos e sociais precisam estar claramente definidas nas leis, para dificultar a manipulação de informações e os resultados econômicos fictícios. As informações contábeis são um instrumento de interesse social. Se não forem o retrato daquilo que efetivamente ocorre na pessoa jurídica, podem colocar em risco a sua própria sobrevivência. É através desses informes que os agentes econômicos e sociais se integram na sociedade, realizando seus negócios. Ao ratificar as informações contábeis, o contador precisa ter certeza de que está confirmando informações verdadeiras. Ao aprovar resoluções que divergem das normas sancionadas pelo presidente da República, o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) induz os profissionais a desrespeitarem as leis.

Tudo isso teve início em 1998, quando da tentativa frustrada do então presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, de privatizar os conselhos profissionais, com a Lei 9.649. Desde então, o CFC segue atuando como se fosse entidade privada. Em 2007, através da Lei 11.638, o legislador deu competência à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para editar normas contábeis para as companhias abertas. O problema é que o Conselho Federal passou a exigir que essas normas fossem aplicadas a todas as pessoas jurídicas, contrariando a lei. Exigiu, ainda, a aplicação de resoluções editadas pelo próprio Conselho, que, na verdade, são cópias de pronunciamentos aprovados por entidades privadas sediadas fora do Brasil, como o International Accounting Standards Board (IASB), que edita as normas internacionais de contabilidade (IFRS). Em função de toda essa confusão, em 2013, o secretário da Receita Federal do Brasil, pela Instrução Normativa RFB nº 1.397, resolveu regular os procedimentos tributários para as pessoas que usam normas e procedimentos diferentes dos instituídos pela legislação tributária.

Essa desordem promovida pelo Conselho Federal de Contabilidade levou os contadores a terem dúvidas quanto a quem obedecer. Os profissionais já não sabem se cumprem as normas legais ou se seguem as normas editadas pelo Conselho... Os resultados contábeis começaram a ficar desacreditados, o que levou a sociedade a usar a expressão “contabilidade criativa” para designar essa estratégia de alterar relatórios contábeis e financeiros para apresentar resultados mais expressivos do que realmente são. O governo federal deveria intervir nesta questão para resolver o impasse e dar mais segurança aos contadores no exercício de suas funções, já que os assuntos contábeis, por envolverem ativos, passivos, receitas, custos e despesas, lucros e prejuízos, interessam a todos os segmentos da sociedade. 

Uma solução cabível seria obrigar as pessoas jurídicas a gerarem informações contábeis com base na seguinte formatação: na primeira coluna, se colocaria a informação gerada no sistema econômico e financeiro/patrimonial, pelo valor original das transações; na segunda, as alterações provocadas pelos ajustes permitidos pela legislação tributária; e, na terceira, os ajustes provocados pelas normas instituídas pelo CFC. Desta forma, quando o contador fosse executar a análise das demonstrações contábeis, saberia efetivamente os resultados econômicos e financeiros gerados em suas atividades, dificultando a manipulação de dados para favorecer determinados grupos ou pessoas. Os contadores brasileiros prestam um serviço de relevância e de interesse social, e não podem ficar na dependência de quem não tem interesse no progresso dos agentes econômicos e sociais. 

Salézio Dagostim dagostim@dagostim.com.br

São Paulo

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FUNDO AMAZÔNIA

O meio ambiente transformou-se em um dos principais motivos das críticas ao presidente Bolsonaro e ao ministro Ricardo Salles. A retenção do Fundo Amazônia pelos países europeus é fruto de um desconhecimento sobre a aplicação do recurso no Brasil. Verificou-se que havia irregularidades em sua aplicação e que os resultados não eram esperados. As correções que estão sendo feitas apaziguaram as relações com o embaixador da Alemanha, Georg Witschel, e o embaixador da Noruega, Nils Martin Gunneng. Há um inconformismo e desconhecimento das esquerdas brasileiras que  ainda não assimilaram o resultado das eleições de 2018. 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro 

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COERÊNCIA

Vemos países ditos de primeiro mundo ditarem regras aqui dentro, quando na verdade pisam na bola. Prova disso é a Noruega. O seu governo, responsável por duras críticas a políticas ambientais do Brasil na última semana, é o principal acionista da mineradora Hydro, alvo de denúncias do Ministério Público Federal (MPF) do Pará e de quase 2 mil processos judiciais por contaminação de rios e comunidades de Barcarena (PA), município localizado em uma das regiões mais poluídas da Floresta Amazônica.

Antonio Jose Gomes Marques a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

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LEI DE FOMENTO À CULTURA

No curso dos governos petistas, a Lei Rouanet fez a vontade de muitos artistas, alguns deles já milionários. Durante o primeiro governo de Dilma Roussef, 3% das propostas apresentadas levaram 50% dos incentivos, configurando um cenário que só contribuiu para a concentração cultural do País, ignorando projetos menores. O meu, o seu, o nosso dinheiro, oriundo dos cofres públicos, foi utilizado para financiar vários espetáculos privados, caros, que cada um de nós teria que pagar se os desejássemos assistir. Essa anomalia parece estar tendo fim. Assim esperamos.

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

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SE APROVEITAM

Como são maldosos os componentes da petralhada quando se aproveitam de uma ponta de notícia envolvendo o governo atual para chutar o pau da barraca com o comissário de bordo que transportava cocaína em avião da FAB e foi apanhado em Sevilha. Falam com tanta ênfase, como se Bolsonaro fosse cúmplice desse meliante, “esquecidos” os componentes dessa petralha desvairada que o governo atual está há apenas seis meses no comando do País, enquanto que o personagem cansou de voar nos anos de governos Dilma, Temer e sei lá se também não teve o mesmo privilégio durante o período Lula. Fazem isso apenas para desviar atenção do maior escândalo de todos os governos até hoje, o mais corrupto de todos protagonizado durante o período de Lula a Dilma.

Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo  

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PRÓPRIAS MISÉRIAS

Ao virar a primeira página do nosso jornal diário do dia 5/7 com o polegar direito, de maneira veloz, como quase tudo hoje em dia, me deparo com o laureado Flávio Tavares (A2 “O homem na lua”). Em seu artigo, ele adverte o leitor e nos causa certamente uma profunda reflexão: Impossível não se chocar com as nossas próprias misérias e maldades. Como o ser humano diante de um punhado de anos, quase que um sopro de vida, consegue ser tão destrutivo, arrasa com tudo. E por mais que eu queira seguir adiante com a leitura sagrada, minimizo o jornal e reflito as minhas próprias misérias, porque também faço parte dos algozes do nosso planeta. O homem foi à lua há 50 anos, incrível. Porém nada mudou, talvez até pioramos. “Espuma de sabão, nenhuma terra à vista, neste oceano de medo…” (banda Eddie).

Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

Guarulhos 

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INCONFORMISMO

A Associação de Futebol Argentino (AFA), não se conformando com a legítima  vitória do Brasil por 2x0 na disputa pela final da Copa América, da qual o Brasil é Sede, “reclama sobre VAR e cita até Bolsonaro”. Ela enviou carta à Conmebol para reclamar da arbitragem do jogo contra o Brasil. Questionou a não utilização do árbitro de vídeo (VAR), em dois lances de possível pênalti e também comentou o uso político da partida pelo presidente do Brasil, Jair Bolsonaro que, no intervalo do jogo, desceu das tribunas para o campo e deu uma volta olímpica. Com tal atitude, o nosso presidente teria cooperado politicamente para o resultado a nosso favor, do jogo. Com esses fracos argumentos, a AFA pretende anular o jogo (que barbaridade). Esta infeliz tentativa da AFA confirma o ditado popular “quem não chora, não mama”.

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

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MEDÍOCRE

Depois de ver Brasil, Argentina e Uruguai jogando, me convenci que esta deve ser o campeonato de futebol mais medíocre entre os que já vivenciei em meus mais de 70 anos de idade. Foi mais outro jogo truncado, medíocre, sem qualidade técnica, à base de chutões, denunciando falta de armadores qualificados e terminou em disputa de pênaltis, na qual o famoso artilheiro Suárez, cheio de pose como sempre, conseguiu perder e começar a eliminação do Uruguai. Com toda essa mediocridade, coube ao Brasil a obrigatoriedade de ser campeão, visto estar em casa apoiado pela sua torcida e na sequência bateu a Argentina, que nem Messi (com saudades do Barcelona) consegue dar jeito, haja visto a mediocridade do resto do elenco atual. Cabe a Tite achar um meio de ganhar essa, afinal Uruguai e Argentina estão fora, ou quer moleza maior que decidir com um Peru no qual já marcou cinco gols antes?

Laércio Zanini 

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