Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

08 de julho de 2019 | 03h00

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Mais uma vez

O PT, mais uma vez, vai votar maciçamente contra o Brasil, na reforma da Previdência. Se dependesse desse partido, não teríamos hoje moeda (foi contra o Plano Real), telefones e internet (lutou contra a privatização das telecomunicações), o fim da ditadura (não votou em Tancredo Neves) nem mesmo a Constituição de 88, que combateu. Em resumo, talvez estivéssemos como a Venezuela. 

EUCLIDES ROSSIGNOLI

clidesrossi@gmail.com

Ourinhos

Muitas vezes fico pensando no que orienta os movimentos políticos do PT. Seriam os seus próceres visionários pessoas que enxergam muito mais do que os comuns mortais, ou seriam eles incapazes de ver o que a maioria das pessoas interessadas em política vê? Faço essas considerações tendo em vista que mais uma vez eles estão perdendo o bonde da História. Quando do lançamento do Plano Real, em 1994, o PT se opôs de maneira visceral ao que veio a ser a salvação nacional dos grilhões da hiperinflação. Só mais tarde, timidamente, o PT reconheceu o seu erro. Agora, diante do projeto de reforma da Previdência, o Estadão nos apresenta uma estimativa dos votos dos deputados petistas. E o que vemos? Novamente seus membros, em imensa maioria, sendo contra (85,4%, ou seja, 47 de um total de 55 deputados). A reforma certamente será aprovada e quando os resultados positivos se apresentarem verão, tarde demais, quanto estavam errados. Um partido que surgiu oferecendo alternativas políticas alvissareiras e interessantes vem se desidratando seguidamente, com seus líderes não percebendo que ele está envelhecendo rápido demais. Sem considerarmos o caminho antiético pelo qual o PT enveredou, de que não há retorno. E eles se negam a confessar. O precipício está aí mesmo, senhores.

ÉDEN A. SANTOS

edensantos@uol.com.br

São Paulo

Bizarrices

O voto mais estranho, esdrúxulo e bizarro na Comissão Especial da reforma previdenciária foi, sem dúvida, o da deputada Gleisi Hoffman (PT-PR). Em momento de pura manifestação demagógica, ela afirmou que a reforma acabará com alguns direitos dos trabalhadores que constam na Constituição de 1988 – é importante lembrar que o PT trabalhou para sabotar a Constituição de 1988. A outrora senadora, que apenas se candidatou à Câmara dos Deputados para manter o foro privilegiado e tentar dificultar processos em que é ré, teve a cara de pau de se dizer de consciência tranquila. A deputada, que defende incondicionalmente o presidiário de Curitiba, se livre estiver, deve começar a pensar na filiação a outro partido. Qualquer pessoa razoavelmente informada sobre a política brasileira sabe que Lula é o PT e o PT é Lula. No dia em que Lula partir, e todos nós um dia morreremos, o PT acaba. Não é à toa que a única bandeira do partido e da deputada é o tal “Lula livre”.

LEÃO MACHADO NETO

lneto@uol.com.br

São Paulo

Privilégios renitentes

A reforma que deveria vir para reduzir privilégios do funcionalismo público, civil e militar, em relação aos minguados benefícios dos trabalhadores da iniciativa privada, vai manter o vergonhoso desequilíbrio. Isso porque os cerca de 65 lobbies corporativos dos privilegiados servidores estatais dominam o processo, enquanto os segmentos privados não têm quem defenda seus interesses e estão a pé. O cálculo do benefício pela média de 100% das contribuições para o setor privado é o tiro de misericórdia na aposentadoria do trabalhador comum. O mote de que cada categoria tem de ceder um pouco é um engodo. O corporativismo em Estados e municípios nem sequer será tocado. Como sempre, os aposentados da iniciativa privada vão pagar o pato. Uma vergonha!

JOSÉ ROBERTO SANT’ANA

jrsantana10@gmail.com

Rio Claro

OAB

Para que serve?

Como leitor e admirador dos artigos do advogado Miguel Reale Júnior, tomo a liberdade de abordar omissões em seu artigo de sábado (A2). Também não me surpreende o comentário do presidente Jair Bolsonaro nem a forma impulsiva como foi verbalizado, bem ao seu estilo, muito menos quanto às causas subjacentes à indagação “para que serve essa OAB?”. Acrescento: e a quem ela serve? A cada dia a sociedade vê confirmada a percepção de que as ordens e instituições jurídicas, constitucional e legal são ineficazes e inadmissivelmente morosas em sua totalidade, implicando impunidade geral, insegurança institucional e violência explosiva. Não, “a OAB não existe porque sem advogado não há justiça” (sic). Ela deveria existir para colaborar na construção de uma ordem e instituições legais claras, efetivas, eficazes e céleres. Infelizmente, a OAB serve como um sindicato corporativo a estabelecer tabelas de honorários, defender o sigilo dos profissionais, como trampolim de mobilização eleitoral, etc. O questionável privilégio legal conferido à OAB, em decorrência da prevalência desses profissionais nas representaações políticas, em nada tem contribuído para evitar que a defesa advocatícia dos grandes corruptos coopte advogados a cúmplices e comensais dos recursos desviados que pagam as defesas, só para dar um exemplo de desvio na moralidade almejada. E no momento, diante do ataque à Lava Jato, assistimos ao embate do legalismo radical: prisão apenas após o famigerado “transitado em julgado”, sempre às calendas por meio de centenas de recursos dispendiosos. Os defensores desse legalismo nos remetem à necessidade da melhoria das normas e instituições. Mas tanto eles como a OAB não sabem ou não querem saber de pugnar pela superação dessas assimetrias. Assim, respondo ao presidente e ao articulista: a OAB, lamentavelmente, hoje serve de fato à classe profissional dos advogados, e não aos interesses prementes da sociedade.

PETER GREINER

peter.greiner@aclnet.com.br

São Paulo

SAÚDE PÚBLICA

Agonia

O editorial A agonia da saúde pública (7/7, A3) expõe a calamitosa situação dos hospitais filantrópicos, causada basicamente pela imoral defasagem da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS), o que, na verdade, significa que os governos fazem cortesia com chapéu alheio. A questão não é financiar a dívida das Santas Casas e assemelhados, mas, sim, recapitalizar esses hospitais, devolvendo-lhes o que lhes foi subtraído por incúria dos governantes. Restituir-lhes a saúde financeira é uma batalha que deveria ser encampada por toda a sociedade, porque não há nada mais triste que ver pessoas em sofrimento receberem atendimento médico precário. Ninguém deve ficar indiferente a essa situação desumana. 

LUIZ M. LEITÃO DA CUNHA

luizmleitao@gmail.com

São Paulo

*

“Caro professor Miguel Reale Júnior, o Bolsonaro fala da OAB de hoje, e não do passado. O Brasil foi assaltado pelo PT e a OAB nada fez”

  

LUIS FERNANDO M. CARVALHO / SÃO PAULO, SOBRE A OMISSÃO DA ORDEM NO TOCANTE À CORRUPÇÃO LULOPETISTA

meirelles@meirellescarvalho.com.br

*

“E lá se foi um pedaço do Brasil”

  

ROBERT HALLER / SÃO PAULO, SOBRE A MORTE DE JOÃO GILBERTO

robelisa1@terra.com.br

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Melhores frutos

O Congresso Nacional, assim como Lula em 2002, perdeu o cavalo selado. Tinha tudo para protagonizar junto com o Executivo a maior modernização do País dos últimos 50 anos, conscientes dessa necessidade e recebendo os louros da modernização. Todavia preferiram fechar a questão no toma lá dá cá da velha política e o medo exasperado de ver o sucesso de alguém. Quando aprenderem a dividir sucessos, com certeza a nação colherá melhores frutos.

Manoel Braga

mbraga1951@gmail.com

Matão

Desiguais na reforma

O desenrolar dos fatos no Congresso nos mostra que somos cada vez mais desiguais na presente reforma da Previdência. Legisladores se deixam influenciar por lobbies que integram o poder público, mantendo seus privilégios e regras remuneratórias que sairão do bolso de todos. É abominável que o servidor público se aposente com a totalidade de seus vencimentos e a correção acompanhe aqueles da ativa, enquanto o restante dos aposentados têm um teto remuneratório corrigido anualmente abaixo da inflação. O remédio para corrigirmos essas deturpações é selecionarmos e apoiarmos ostensivamente uma bancada Brasil, formada por deputados e senadores que efetivamente tenham um compromisso com o coletivo, exigindo que votem de forma consciente e justa para com todos os brasileiros, e que apoiem o voto distrital e o nosso direito de retirar do poder aqueles que buscam exclusivamente eternizar privilégios, como está ocorrendo nestas inaceitáveis alterações de nossas aposentadorias. 

Honyldo Roberto Pereira Pinto

honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

Do lado mais fraco

Na época em que as transmissões por radiodifusão eram o passatempo dos brasileiros novelistas, havia na Rádio Nacional uma novela que parecia não ter fim: "O Direito de Nascer". A reforma previdenciária, proposta pelo governo Bolsonaro, parece se transformar numa novela sem fim, pois, por um lado o governo pretende economizar trilhões, usando um garrote vil no trabalhador, impondo novos padrões para aposentadoria. O déficit da Previdência chamou atenção a partir do momento em que a crise econômica tirou do trabalho milhões de contribuintes. A corda só poderia arrebentar do lado mais fraco. Muita verborragia gasta nas discussões, com uma oposição encolerizada pela perda do protagonismo político, a reforma do governo encontrou no Congresso um oponente de peso. Se o governo quer conseguir reduzir ou até dar fim ao fabuloso déficit da Previdência, privatize estatais com subsidiárias sem razão de existir. Grande parte do déficit pode ser eliminado sem o sacrifício dos que ainda estão trabalhando. O Congresso virou um Coliseu, enquanto o governo Brasileiro flerta com Donald Trump, que, por sua vez, está às voltas com os Aiatolás nucleares."Todo indivíduo é produto do ambiente em que vive" (Arthur Schopenhauer).

Jair Gomes Coelho

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

Fábrica de dependência

Provocado pelo editorial ("Internação compulsória" 6/7, A3), gostaria de acrescentar um ponto de vista periférico. O Brasil é uma fábrica de dependência química. Junto com o esgoto a céu aberto, vêm os "bolsos cheio de pinos". Logo, diante do terrível (des)caso, e de problemas crônicos, é sempre mais fácil internar o cidadão da "fábrica" de maneira compulsória, um paliativo para inglês ver. O gargalo da dependência química está amarrado a muitas coisas, desde a falta de emprego ao esgoto à céu aberto. Se não fabricamos cocaína, por que somos campeões no consumo? A quem interessa um cidadão que não se vinga da falta de tudo? A quem interessa um cidadão que não se aposenta, morre antes de overdose? Não dão a vara para pescar, não há contrapartida para tantos impostos e ainda cobram retidão e "homens limpos". Oxalá que as autoridades públicas resolvam os muitos problemas que existem nos bairros de periferias, que levam de ralo o cidadão brasileiro, com canudo e cartão nas mãos, e sem platina no nariz. E quando aparece a cura, é de bíblia nas mãos, dizendo não ao mundo, amarrado a uma outra ilusão, que de cura não tem nada. Educação, trabalho, dignidade, saúde saneamento básico, segurança e livros nas mãos. Agora, se tudo isso é uma grande utopia, por que a verba, que poderia ir para essas questões, vai para as Olimpíadas e Copa do Mundo? Interna que é muito mais barato. No país de Lula e de Cabral, o caminho mais curto entre dois pontos é a internação compulsória, ela dá voto, empurrando para debaixo do tapete um gargalo gritante. Quanto ao editorial acerca do assunto, assino embaixo.

Leandro Ferreira 

Guarulhos

Direito de infância

A insanidade na fala do presidente brasileiro parece não ter fim. Defender, em rede social e abertamente, o trabalho infantil, além de surreal é de uma insensibilidade absurda. Falta a Bolsonaro a sensibilidade de um estadista e de um verdadeiro chefe de Estado. A questão não é defender a ociosidade dos jovens, mas o sagrado direito de infância, de desenvolvimento físico e intelectual e, principalmente, oportunidades. Somos a nação mais rica e próspera do continente. Entretanto, a qualidade educacional é péssima e a maioria expressiva dos serviços públicos não fogem à regra. Triste, lamentável e revoltante que alguém que deveria defender a infância, as oportunidades e um futuro melhor às gerações futuras seja o primeiro a querer sacrificá-las. Não é uma questão de direita, de esquerda ou de centro; é uma questão de política pública, de sanidade, de humanidade.

Willian Martins

martins.willian@globo.com

Guararema

Pode ser benéfico

O trabalho infantil, se for leve e de acordo com a idade da criança, pode ser benéfico, um aprendizado. Eu trabalho desde os 12 anos de idade; meu pai trabalhou desde a mais tenra idade entregando encomendas nas lojas e casas. Ele morreu recentemente aos 105 anos e nunca reclamou de sua infância, pelo contrário, sempre falava com orgulho de seu passado. A criança que trabalha com serviços leves dentro de casa, em tarefas domésticas para ajudar sua mãe, se sente útil e com autoestima elevada. Não concordo com trabalho pesado, em ambientes hostis sem autorização dos pais. Enfim, existem diversos tipos de atividades infantis que não necessariamente são nocivas para as crianças. 

Mário Negrão Borgonovi

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

Educadas, não exploradas

É um absurdo constatar que, enquanto os países mais civilizados providenciam colocar suas crianças em escolas em tempo integral para aprenderem matérias curriculares e praticarem artes e esportes, nosso presidente incentiva o trabalho infantil, querendo que avancemos para trás, na época em que famílias camponesas tinham prole numerosa para ajudar na roça. Crianças têm que vir ao mundo para serem educadas e não exploradas. Um governo responsável deveria impor um planejamento familiar para que nenhum cidadão tivesse filhos que não pudesse sustentar dignamente. Tal medida reduziria o nível da miséria social, sem sombra de dúvida.

Salvatore D' Onofrio

salvatore3445@gmail.com

São José do Rio Preto

Tempo integral

Francamente, enquanto o Brasil não investir seriamente em educação, é preferível o trabalho infantil em vez de nossas crianças zanzarem pelas ruas. Nos países de ponta as crianças são mantidas nas escolas públicas desde o início da manhã até o final da tarde. Têm as aulas regulares e após as aulas fazem o dever de casa, dispõem de professores para reforço, atividades esportivas, culturais e biblioteca. É um contrassenso proibir trabalho infantil, enquanto não dispor de escola em tempo integral para todos. 

Humberto Schuwartz Soares

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

Fundo Amazônia

Alguém consegue entender o que o ministro Ricardo Salles quer fazer ao ameaçar descartar os R$ 3,4 bilhões oferecidos por um fundo sustentado pela Noruega e Alemanha para ajudar a manter a Floresta Amazônica? Esse dinheiro ameaça quem?

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

Vilão do meio ambiente

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, especialmente o PIB do agronegócio, não faz cócegas no PIB dos EUA, França, Inglaterra, mas como os agricultores desses países são politizados, pressionam os seus parlamentares a bloquear o Brasil como sendo o maior vilão do meio ambiente, com dados distorcidos. O Brasil tem um dos menores consumos de agroquímicos por hectare, homologou pesticidas que são usados no mundo inteiro e que são de nova geração, menos tóxicos. Nossos ambientalistas ingênuos ecoam essas notícias distorcidas. Para não me alongar veja: União Europeia não cumprirá acordo de Paris; Japão aumenta o consumo de carvão; Japão retoma a caça comercial da Baleia.

Victor Raposo

victor-raposo@uol.com.br

São Paulo

Não respeita

O excelente artigo de Flávio Tavares, no Estadão de 5/7, expõe que o homem não só não respeita o lindo planeta em que vive, como não respeita a si mesmo, já que não o protege, para si, para os seus, para os de todos, de hoje e das gerações futuras. A Terra e os mares choram.

 

Elisabeth Migliavacca

Geadas e miséria

Embora os canais de televisão tenham exibido lindas fotos dos campos paranaenses coberto de gelo, as geadas são símbolo de miséria, visto que, com temperaturas registrando zero grau, não só os cafezais como lavouras de verduras e legumes em apenas uma noite ficaram literalmente destruídas. Para um país como o Brasil onde o custo de vida é tão elevado, com essas geadas a probabilidade de dificuldades estão à vista.

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

Energia em Roraima

Embora a linha de transmissão entre Manaus e Boa Vista, o denominado linhão, cause pequenos impactos ambientais e passe por área indígena, ele é necessário, pois grande parte da população do Estado de Roraima, da ordem de 600 mil habitantes, depende da energia vinda da Venezuela, fonte problemática. Esse linhão ligará o Estado de Roraima ao Sistema Brasileiro de Transmissão, dando mais segurança ao fornecimento de energia. Há estudos de alternativas sugerindo o uso de energia solar e eólica. Quanto à construção de parques de energia solar, não existem baterias para acumular energia durante o dia para uso noturno e também devido ao tamanho do parque solar, terão que ser devastadas áreas florestais. É bom lembrar que a energia solar e a eólica também causam pequenos impactos ambientais. A hipótese de energia solar distribuída é problemática. O Estado de Roraima tem uma dívida da ordem de R$ 500 milhões relacionada contratos que a concessionária firmou com uma série de usinas que entregariam a energia à distribuidora de 2017 a 2021, fora o reajuste do contrato solicitado pela Alupar, inicialmente da ordem de R$ 800 bilhões. São 600 mil pessoas que querem uma energia segura e os indígenas têm que compreender essa situação.

José Luiz Abraços

octopus1@uol.com.br

São Paulo

Negociata nos Jogos

Em 2009, o Rio de Janeiro foi eleito para sediar os jogos olímpicos de 2016, derrotando cidades como Chicago, Madri e Tóquio. O fato foi efusivamente comemorado pela população e governantes. Os cidadãos mais conscientes, no entanto, conhecedores da promiscuidade, há muito estabelecida entre autoridades públicas e grandes empreiteiras, temeram pela ocorrência de desvios e superfaturamentos lucrativos, via obras de preparação, que poderiam parar em contas particulares, o que realmente ocorreu, originando, anos mais tarde, condenações e processos na Justiça. O que poucos suspeitavam, porém, era que o lançamento do primeiro estágio do foguete da corrupção ocorrera antes das negociações brasileiras, mediante compra de votos, viabilizada por recursos de colaboradores de políticos, de membros do Comitê Olímpico, no sentido de favorecer a escolha, sendo o pivô do acerto o então governador, hoje preso, Sérgio Cabral, conforme por ele próprio relatado ao magistrado da Lava Jato que conduz o caso. Como já dizia o Barão de Itararé: "Negociata é um bom negócio para o qual não fomos convidados". 

Paulo Roberto Gotaç

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

Corrupção olímpica

Linha 4 do metrô do Rio de Janeiro, o buraco "olímpico" mais caro do mundo. No plano original a Linha 4 custaria R$ 880 milhões pela construtora Queiróz Galvão, passando pela Gávea e sem propinoduto. Novo itinerário, usando o caro Tatuzão e deixando todos mais ricos, a começar pelo na época chefe da assessoria jurídica da Secretaria dos Transportes, Renan Saad, hoje procurador, preso no dia 1° de julho, que recebeu R$ 1,26 milhões pelo "parecer". A obra finalmente custou R$ 9,6 bilhões e rendeu a Sérgio Cabral e sua turma R$ 60 milhões, recebidos da ubíqua construtora Odebrecht. Corrupção olímpica medalha de ouro cravada de diamantes. 

Paulo Sergio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

Como votar

O Estadão, em "Sinais Particulares" de 6/7, A4, noticia que a deputada federal, Tabata Amaral (PDT-SP), foi avisada pelo líder do PDT, André Figueiredo, de que o partido vai punir e pode até expulsar quem votar a favor da reforma do presidente Jair Bolsonaro. Como Tabata já declarou ser favorável a mudança na Previdência, contrariando seu líder, tem toda procedência "Sinais Particulares", ao publicar a aludida deputada com uma cara de espanto, de dúvida, preocupada como votar.

Antonio Brandileone

abrandileone@uol.com.br

Assis

Obras paralisadas

Sobre o editorial "O preço da paralisação", publicado no Estadão em 5/7. O editorial narra a situação desesperadora do País com muitas obras paralisadas, que retratam um imenso desperdício de dinheiro público, pelas quais com certeza foram pagas as comissões de praxe da corrupção. Grande maioria delas foi concebida durante os governos petistas, que com sua incompetência e corrupção características, deram o passo maior do que as pernas, mas cobraram sua parte no bote.

Ulf Hermann Mondl

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

Cobrança de pedágio

Há décadas existem sistemas de cobrança eletrônica de pedágio, amplamente usados no exterior. Alguns, como os usados em autoestradas em muitos países no exterior, dispensam por completo barreiras de cobrança. Com isso, fortunas são economizadas com a redução de mão de obra, eliminação da exposição de cobradores a gases nocivos e diminuição de acidentes. Em lugares onde há sistemas duplos - cobrança automática e manual -, há descontos oferecidos aos motoristas para que passem a usar os automáticos. No Brasil, no entanto, o sistema continua majoritariamente de cobrança manual, com muitos postos desse tipo e poucos de cobrança eletrônica.  Motoristas que usam os eletrônicos não ganham descontos: ao contrário, têm de pagar uma taxa mensal pelo privilégio. Há somente uma explicação racional pela sua não adoção de pedágios eletrônicos: desejam acumular dinheiro para sonegar impostos e utilizar para fins "confidenciais". Agora, no artigo publicado hoje no Estadão, escrito pelos procuradores de Curitiba, vem a confirmação de que é a explicação correta. Uma concessionária devolveu R$ 750 milhões aos cofres públicos. Que o governo estabeleça que a cobrança deve ser eletrônica ligada diretamente à Receita Federal.

William W. B. Veale

william.veale@versaillesgroup.com

Sorocaba

Cidade linda

Baixos de viadutos em São Paulo têm lixo, barraco e até casas de alvenaria, e Doria, que iria resolver, chamava de Cidade Linda.

Sérgio Bruschini

bruschini0207@gmail.com

São Paulo

Sacolinhas de plástico

Em São Paulo, as sacolinhas plásticas de supermercado já custam R$ 0,08 há muito tempo. Embora tenha várias sacolas reutilizáveis, continuo pagando pela sacolinha plástica e a levando para casa. Somos um casal idoso que produz pouco lixo doméstico e utilizo a sacolinha como embalagem para lixo. É uma hipocrisia o supermercado cobrar a sacolinha "para desestimular" seu uso, enquanto ele próprio continua vendendo embalagens para lixo a preço de ouro.

Talita A. M. Ribeiro

escrevapratalitaja@gmail.com

São Paulo

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