Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

10 de julho de 2019 | 03h00

IMPRENSA

Jornalismo sério 

Desde os primeiros vazamentos dos supostos diálogos, obtidos ilegalmente, entre o então juiz Sergio Moro e procuradores da Lava Jato pelo site The Intercept, dois dos maiores veículos da imprensa escrita assumiram o protagonismo de divulgar sistematicamente essas tais conversas, atribuindo-lhes de antemão juízo crítico negativo por considerá-las, além de inapropriadas, indubitavelmente verdadeiras. Estratégia equivocada, a meu ver, não só pela admissão irrefletida da veracidade do conteúdo, mas também, e sobretudo, pela legitimação da invasão criminosa de privacidade como método de obtenção de informações. O Estado, em contrapartida, reportou sua opinião em editorial logo no início da divulgação, porém em nenhum momento descambou para o sensacionalismo irresponsável. Não é a censura que está em jogo nessa situação, mas a credibilidade e a seriedade de quem diz exercer jornalismo sério. 

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo 

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Perplexidade 

Fui acometido de certa perplexidade ao ler os artigos divulgados nas seções Espaço Aberto e Notas & Informações. Sou leitor contumaz desse diário. Do mesmo jeito que escuto quão mordaz ele é com relação aos governos vigentes. Mas minha “surpresa” foi constatar que os assuntos pautados em Notas & Informações, de certa maneira, se referem aos assuntos em questão de forma, se não positiva, de modo alvissareiro acerca dos problemas nacionais. Não que os assuntos tratados no Espaço Aberto o sejam no sentido de denegrir as posturas impostas até então. Todavia muito há de se discutir sobre os temas propalados. Que fique, contudo, registrado que o Estadão não se coaduna com o “quanto pior, melhor”. Afinal, 144 anos de jornalismo sério são muito superiores a qualquer questiúncula relativa a posições políticas.

EDMIR DE MACHADO MOURA

negrinho10@hotmail.com

Caçapava

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POLÍTICA

‘O que faz um estadista’

Concordo, ipsis litteris, com o ponto de vista do editorial O que faz um estadista (7/7, A3). Entretanto, há que definir, na conjuntura vigente, quem seriam os lídimos e necessariamente qualificados representantes das “forças políticas e sociais legítimas” a serem ouvidos como interlocutores, para se procurar saber quais são as “autênticas prioridades das gerações atuais, mas principalmente das futuras”. Com raras e honrosas exceções, o nosso Congresso é constituído por “suas excelências” legalmente eleitas, porém pouco preparadas ou categorizadas para as elevadas funções que devem exercer. Muito bem lembrado pelo leitor sr. Vidal dos Santos, do Guarujá, sobre corrupção: “Se o eleitor erra ao eleger um político corrupto, o culpado é o partido que o escolheu como candidato”. Apenas para ilustrar nossa preocupação, imagine-se o resultado da ação de certos deputados ou senadores analisando, avaliando e julgando as diretrizes da política econômica, em toda a sua extensão e abrangência, formulada pelo ministro Paulo Guedes e equipe, ou a real profundidade e os efeitos da reforma previdenciária em curso.

JOSÉ BENEDITO RIVERA SILVA

celsoberardo@gmail.com

São Paulo

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Aceito, com ressalvas, o exposto no editorial O que faz um estadista. Esqueceu-se de dizer o editorialista que o famigerado e repetido refrão “nunca antes neste país” começou com Lula, que, mesmo aproveitando o que de bom recebeu (estabilidade econômica, programas sociais, controle fiscal...), insistia em batizar tudo, indistintamente, de “herança maldita”, agindo como o “estadista” descrito no editorial.

EUCLIDES CELSO BERARDO

celsoberardo@gmail.com

São Paulo

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REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Privilégios descabidos

Neste 9 de julho, fiquei pensando em como os voluntários da Revolução Constitucionalista – muitos de nossas famílias, como meu pai, que se alistou como médico, e minha mãe, que costurava uniformes, tricotava gorros e distribuía lanches nas estações de trem – e os que tombaram na luta pelo ideal da democracia, sepultados no monumento aos heróis de 32 de maneira totalmente democrática, igualados, sem nenhuma hierarquia militar, se sentiriam envergonhados pelos atuais congressistas brasileiros que insistem em manter privilégios desiguais e descabidos num sistema democrático, na reforma da Previdência.

MARIA TOLEDO A. G. DE FRANÇA

mariatoledoarruda@gmail.com

Jaú

Meia-sola

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Que “reforma” é essa que querem apresentar? O sistema previdenciário está quebrado (o Brasil, idem) e estão querendo manter os mesmos privilégios corporativos que contribuíram para tal desastre! Pela Constituição, todos são iguais perante a lei, mas na prática não é bem assim. Os lobbies dominam as discussões sobre o tema. Por que querem impor regras diferenciadas para os membros do Ministério Público, do Judiciário, do Legislativo, das Forças Armadas, das polícias, as mulheres, os professores, os trabalhadores rurais, etc., etc.? Até o presidente Jair Bolsonaro se apresenta como lobista de policiais e militares. Isso é sério? Ele deixa de ser presidente, com responsabilidades de chefe de governo e de Estado, para assumir defesa corporativa de somente alguns brasileiros? Que falta faz um verdadeiro estadista! Do jeito que caminha, a tal “reforma” não passará de meia-sola.

ÉLLIS A. OLIVEIRA

elliscnh@hotmail.com

Cunha

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Quem vota contra?

Que a reforma da Previdência é fundamental para a retomada do crescimento e a geração de empregos no País, disso ninguém duvida. Que isso é feito comumente em várias nações do mundo em razão do aumento da expectativa de vida e do acerto das contas públicas, para que haja recursos permanentes para pagamento dos benefícios, também ninguém questiona. Então, por que há parlamentares que votam contra uma medida tão óbvia e necessária para os destinos do País? A explicação é simples: irresponsabilidade, antipatriotismo e mau-caratismo em seu grau maior.

ELIAS SKAF

eskaf@hotmail.com

São Paulo

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Meia pensão?!

A reforma é imprescindível. Mas reduzir a pensão de cônjuge beira a loucura. Não é porque uma pessoa morreu que os custos de quem fica diminuem. Casa, plano de saúde e outros custos continuam. Reduzir a pensão é matar o cônjuge sobrevivente mais cedo. Inaceitável!

SÉRGIO ECKERMANN PASSOS

sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

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“Se a bancada da bala deixar os militares fora dos sacrifícios comuns de todo brasileiro, possivelmente também deixará de existir pelos eleitores. Estamos de olho, ‘caríssimos’!”

ITAMAR C.TREVISANI / JABOTICABAL, SOBRE A REFORMA DA PREVIDÊNCIA

itamartrevisani@gmail.com

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“Pergunta ao presidente Bolsonaro e à bancada da bala: indígenas e quilombolas também terão porte e liberdade de uso de armas para defenderem suas terras de grileiros, madeireiros, garimpeiros e outros invasores?”

  

ETELVINO JOSÉ HENRIQUES BECHARA / SÃO PAULO, SOBRE A POSSE DE ARMAMENTOS

ejhbechara@gmail.com

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DECISIVA PARA A REFORMA

Hora da Previdência. Com relatório aprovado na Comissão Especial da Câmara, entramos finalmente numa semana decisiva para consumar a tão esperada aprovação da reforma da Previdência. Seguindo para o Senado após o recesso, a votação desta complexa reforma poderá ser liquidada no próximo mês de agosto. Que se renovem as esperanças de um Brasil melhor.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

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DEBATE DE DIFERENTES SEGMENTOS

O projeto do governo que deforma a Previdência é um texto que não é de fácil compreensão. E especialistas da área concordam ou discordam, com argumentos técnicos. Mas um trabalhador de qualquer categoria por certo não tem muita preocupação agora. Isso somente vai acontecer quando se aproximar a data da sua  aposentadoria. É mais um ponto negativo em relação ao encaminhamento, que deveria levar em consideração o debate de propostas dos mais diferentes segmentos sociais, o que não ocorreu.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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OPOSIÇÃO

Seria trágico se o Brasil tivesse eleito 2/3 dos 513 deputados, da oposição, oposição esta que não tem nenhuma proposta para a reforma da Previdência, é contra tudo proposto e vai para as seções de votação apenas para fazer obstrução e tumulto. Ainda diz ser representante do povo.

Marcos de Sousa Campos marcosscampos@hotmail.com

Peruíbe  

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JOGO DE CARTAS

Após tantas discussões e palavreados descabidos, finalmente a reforma da Previdência irá ser aprovada: a votação estava idêntica ao um jogo de carteados, onde perdido por um e perdido por cinco, mesmo sem ter manias, o adversário grita “truco!” 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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ABANDONO DO POVO

Covardes! Covardes! Covardes! Há títulos e frases que estremecem. Bem o sabia Cícero. Fernão Lara Mesquita se superou, ao encimar com bravura tal seu artigo de 9/7, no grande jornal brasileiro da fibra, mas da sobriedade. No entanto, como não disparar uma catilinária ante o “completo abandono do povo plebeu”, reduzido à sobrevivência até a próxima refeição? Reforma da Previdência que se avaliará em seu “day after”. R$ 400,00 mensais, em média, para os futuros aposentados. Melhor seria a coragem de extinguir um instituto, que, como tudo na vida, nasce, cresce, vive e morre. Caviar, o luxo constitucional, até mesmo no “salão dos passos perdidos”, para impor o bem – incomum, pois a maioria ferve no mais tórrido e sombrio momento de nossa história. Propostas são reiteradas pelo ilustre articulista, no exemplo do voto distrital com direito a retomada de mandatos, referendos, eleições periódicas para todos os cargos estatais, etc. Cumprimentos! 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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DIREITOS DO BRASILEIRO PLEBEU

O artigo de Fernão Lara Mesquita me fez refletir, novamente, sobre as vantagens da privilegiatura estabelecida pela Constituição de 1988. Constituição que de “cidadã” só tem o nome, pois os direitos do brasileiro plebeu à educação, saúde, alimentação, trabalho, moradia, lazer, segurança, assistência aos desamparados, proteção à maternidade e à infância encontram-se apenas ali, no papel. Enquanto isso e desde o primeiro dia de vigência da referida Carta, os direitos e garantias da nobreza estatal são regiamente cumpridos, custe o que custar à choldra, que trabalha – quando encontra um trabalho – para sustentar os que dela vivem à larga.

Marcelo Melgaço melgacocosta@gmail.com

Goiânia

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FINS NÃO JUSTIFICAM OS MEIOS

“A Lava Jato que incomoda” (“Estado”, 6/7, A2). Sem drama. O que se espera é transparência e respeito à Constituição. E que se use aquilo que muito se fala: Os fins não justificam os meios. Apoiamos o trabalho feito, mas não estamos à cata de intocáveis.

Carlos Ferreira nolasco@uol.com.br

São Paulo

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‘HORA DO ÓDIO’

Magnífico foi o artigo assinado por Dallagnol, Galvão e Welter. É fato que a Lava Jato incomoda os corruptos que foram ou que serão punidos. Quem leu 1984 de Orwell deve lembrar-se da “hora do ódio”: o povo devia gritar contra o mesmo ídolo que fora aplaudido anteriormente. Tudo orquestrado por um poderoso incógnito. A “hora do ódio” não deve ser contra a Lava Jato e muito menos contra os procuradores e o ex-juiz Sergio Moro. Vamos eliminar de vez a “hora do ódio” contra quem quer que seja. 

Rosemay M. Zarif may28@uol.com.br

São Paulo 

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REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA

Em 9 de julho de 1932, São Paulo mal armado e mal conduzido, perdeu a guerra contra o governo ditatorial de Getúlio Vargas. Em 3 de maio de 1933, São Paulo derrotou a ditadura com a promulgação da nova Constituição democrática. Ditadura, nunca mais. Viva São Paulo, viva a Revolução e os heróis constitucionalistas, viva a democracia, viva o Brasil!

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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DIGNIDADE

Em 1932, paulistas tombaram para exigir de Vargas uma nova Constituição. Hoje, os representantes de nosso Estado no Parlamento trabalham para destruir a Constituição Cidadã, que foi elaborada para trazer um pouco mais de dignidade a um povo que foi plasmado com tanto sofrimento, opressão e escravidão. A Revolução Constitucionalista não atingiu seus objetivos imediatos, mas uma esperança ali se instalava. Quiçá haja esse resgate para que se governe, não para um terço, mas para toda a população.

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas

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MÉRITO DA CAUSA

Em 9 de julho de 2019, não posso deixar de orgulhosamente comemorar com elevado altivo espírito, com nobreza, com magnanimidade, esta data gloriosa em que o nosso patriótico Estado de São Paulo, em 1932, se levantou em armas, com a chamada “Revolução Constitucionalista de 32”, lutando sozinho bravamente pela elaboração e aprovação de nova Constituição para o nosso país. Eu, nessa data, era um simples menino ginasiano, mas não deixei de tomar parte nessa gloriosa Revolução. Eis que participei da chamada “cruzada ginasial paulista”, que tinha como finalidade angariar donativos de qualquer espécie (alimento, tecido para farda, botinas, etc). Lembro-me que, para isso, percorri os bairros Jardim América e Jardim Europa, onde sempre fui bem recebido por seus moradores e com êxito. À São Paulo, meritum causae – o mérito da causa.

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

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INSEGURANÇA JURÍDICA E COTAS

A insegurança jurídica tornou-se um grande problema brasileiro. Sem fiscalização sobre gastos em campanha, os políticos criaram leis para livrar os candidatos pobres do abuso do poder econômico praticado pelos endinheirados, além de outras restrições financeiras. Insatisfeitos, também editaram a cota de 30% de mulheres para as chapas de candidatos às eleições, como meio de incentivar a presença feminina na política. De repente, foram atropelados pelas normas que eles próprios criaram e passaram a ser exigidas pela Justiça Eleitoral. Hoje, um ministro está com a cabeça à prêmio porque candidatas do partido que dirige, supostamente, devolveram à campanha dinheiro recebido do Fundo Eleitoral. A Polícia Federal e o Ministério Público verificam a ocorrência do mesmo – conhecido como candidatura-laranja – em outros partidos e localidades. Boa parte dos processos da Lava Jato, que envolvem centenas de políticos, inclusive congressistas e ex-presidentes, têm a ver com financiamento de campanha por dinheiro sujo da corrupção ou do crime. Eles fizeram tudo quando não havia fiscalização rígida, mas as leis já existiam. Hoje terão de responder pelos crimes praticados. Cotas – seja onde for – tendem a criar problemas. Assim como a das candidatas-laranja, as que facilitam a vida de negros e índios em vestibulares e concursos públicos são outra coisa indevida, que poderá trazer problemas. O País precisa de mais reformas do que todos imaginamos...

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br                            

São Paulo

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REVISÃO DO SISTEMA JUDICIÁRIO

A análise do leitor Peter Greiner (“OAB – Para que serve?”, em 8/7) é corretíssima. O sistema judiciário brasileiro é disfuncional. Precisa ser inteiramente revisto e atualizado, principalmente em seus conceitos básicos e na mentalidade e forma de atuação de seus operadores e representantes, para que seja possível reduzir drasticamente a impunidade que destrói o País.

John Edward Anderson meca.jea@uol.com.br

São Paulo

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RECOMENDAÇÃO DA OAB

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) às vezes é ágil e outra vezes é cega, surda e muda. No caso do vazamento das conversas entre Moro e Dallagnol a OAB foi ágil ao recomendar os afastamentos temporários do ministro da Justiça, Sergio Moro, e Deltan Dallagnol, da coordenação da Operação Lava Jato, mas é até hoje cega, surda e muda na prisão de Lula no “spa” da Polícia Federal em Curitiba, sem amparo legal, quando deveria exigir ou pelo menos recomendar prisão em penitenciária.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES) 

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O QUE ESPERAR

Levantamento feito pelo Estadão revelou que nas lives transmitidas ao vivo pelo presidente Jair Bolsonaro todas as quintas-feiras, às 19h, como se fosse uma Voz do Brasil particular, além das piadas, os três temas prioritários entre 50 assuntos abordados foram, pela ordem, pesca (8%), internet (7,29%) e armas (6,51%). Francamente, nestes tempos difíceis de travessia do deserto que o País vive, em meio a tantos gravíssimos problemas que afligem a todos, o que se pode esperar do futuro do Brasil, especialmente quando Bolsonaro anuncia aos quatro ventos que entregará o governo somente em 2026? Oremos...

Vicky Vogel vogelvick7@gmail.com

Rio de Janeiro

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COMPETÊNCIA

“Numa organização hierárquica, todo mundo tende a atingir o seu nível de incompetência”. Este é o “Princípio de Peter”, criado por Laurence J. Peter em 1969, que teve enorme repercussão no mundo empresarial e político. “Nenhuma organização pode ir melhor do que as pessoas que tem”, completou Peter Druker, o mago da administração. Se um político passou 28 anos num cargo eletivo, para o qual não tinha nenhuma competência, imagine se for eleito presidente daquela nação. 

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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TORCIDA CONTRÁRIA

É lamentável ver que pessoas da esquerda, derrotadas nas eleições, torcem para que a atual administração federal dê errado, pois se isso ocorrer será ótimo para que seus políticos inescrupulosos se dêem bem nas próximas eleições. Apesar disso, o Brasil segue adiante firme e forte. O tempo é o senhor da razão e vai demonstrar que em 2018 os eleitores acertaram em cheio ao escolher Bolsonaro para presidente. O mal foi cortado pela raiz. Deixem o capitão trabalhar. 

Reinner Carlos de Oliveira reinnercarlos1970@gmail.com

Araçatuba

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BRASIL PARA OS PRESIDENTES

Para Lula o Brasil não existiu antes dele e para Bolsonaro só vale a partir dele. Que sina a nossa! 

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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APLAUSOS NO MARACANÃ

Conversa entediosa, rasa e desinteressante: avaliar Bolsonaro e Moro pela extensão de vaias e aplausos em locais públicos. Lula, quando presidente, foi reverenciado com longos aplausos no Maracanã. E daí? Hoje está preso em Curitiba e cumpre pena de 12 anos de reclusão.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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INDICAÇÃO DA PGR

O avareense Mario Luiz Bonsaglia, com 478 votos, é o preferido da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) para ocupar o lugar de Raquel Dodge a partir de setembro, quando encerra seu mandato na Procuradoria-Geral da República (PGR). Um procurador da Justiça, assim como todos os integrantes do Judiciário devem primar pela imparcialidade, doa a quem doer. Mas o indicado será aquele mais afinado com o Executivo. Dos que almejam alcançar o topo em suas carreiras profissionais, alguns chegam lá por mérito, outros pelo QI (quem indica).

J. A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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PRISÕES POR CRIMES FINANCEIROS

Leio que, em nosso torrão natal, a cada 9 horas temos um bandido preso por corrupção e crimes financeiros. Seguramente, fosse incluída nessa estatística tudo o que ocorre no subterrâneo da Praça dos Três Poderes, careceria que as prisões fossem medidas em minutos ou segundos. Força, Lava Jato.

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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OBSTINAÇÃO

Afastamento ou expulsão? O deputado Aécio Neves (PSDB-MG) tornou-se réu pela segunda vez por recebimento de propina do grupo J&F e é acusado de obstruir investigação da Lava Jato. Assim, constitui hoje evidente elemento de desgaste para outros tucanos com aspirações, como João Doria e Bruno Covas e, por isso, são evidentes as pressões para que se afaste voluntariamente das fileiras do partido ou mesmo que seja concretizada sua expulsão. Será que o decaído político mineiro deixará de optar pela primeira iniciativa, preferindo transformar-se num inevitável polo de atritos causador de ruídos capazes de ameaçar os projetos de sua agremiação, impedindo-a de evoluir politicamente, algo parecido com a obstinação doentia de certo presidiário que, por sua arrogância, não permite que seus correligionários partidários adquiram vida própria?

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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TUCANOS ANTIGOS

João Doria, ao fazer pressão para expulsar Aécio Neves, solto até o momento, apesar de inúmeros processos e claro favorecimento com muito dinheiro de corrupção que envolve cunhado, irmã, etc, o atual governador quer fazer uma limpeza no tucanato. Os tucanos de plumagem antiga não têm como se defender a não ser usar o velho e conhecido argumento de que ainda não foram condenados.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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DESEQUILÍBRIO

O empresário suicida. Passados os tremores emocionais e os destemperos sentimentais que culminaram com o estrondoso e uníssono grito de: “É campeão” que reboou do Maracanã, e dele, para todos os rincões pátrios; voltando à “vaca fria” do cotidiano,  não nos podemos quedar silentes ante à resposta que Sadi Gitz, o empresário gaúcho radicado no Sergipe, cuja empresa antes dele houvera sido assassinada pelos excessivos tributos. O tiro que estraçalhou os miolos de Sadi e o sangue que escorreu pelo o solo sergipano sirvam de alerta de que o Estado Executivo, Legislativo e Judiciário, máxime a Justiça do Trabalho, não podem trucidar a “galinha dos ovos de ouro”: o empregador. O contrato de trabalho é um trato de cooperação entre empregador, colaboradores e entidades públicas. O equilíbrio e o bom senso são a pedra de toque para que todos ganhem, equitativa e proporcionalmente. Se o peso todo pender só para um lado, o barco afunda. A empresa (de qual tamanho seja) é um barco em que esses três personagens vão embarcados. O desequilíbrio protecionista: tributos perversos, a indústria das indenizações milionárias, a indústria das doenças ocupacionais forjadas no engenho malsão de peritos inescrupulosos, somados às ideologias de quem quer consertar o mundo a marteladas, ou pilhando a bolsa alheia para reparo do ideologicamente “injustiçado trabalhador”, são os escólios semeados na rota das empresas. Eis os responsáveis pelo suicídio de Sadi. Que esse protesto assinado com sangue sirva de alerta, pois que a injustiça cometida contra quem quer que seja é a grita que se levanta e retine em todos os tímpanos.

Antonio B. Camargo bonival@camargoecamargo.adv.br

São Paulo

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SEGURANÇA

E se o empresário suicida fosse acometido de um surto e tivesse atirado contra as pessoas presentes antes de se matar? Além do mais, havia um militar ministro presente. Isso não é uma óbvia falha de segurança? Eu não entendo do assunto, mas acredito que militares são treinados para defender fronteiras, lutar em guerras e interferir em casos de tumulto de multidões, mas esse tipo de segurança mais corpo a corpo e que exija inteligência tática prévia, nunca li algo mostrando que aprendem. Penso que a segurança dos integrantes do governo deve ser revista, sim. 

Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo

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CPI DO BNDES

A revelação de Antônio Palocci na CPI do BNDES de que o banco liberou a astronômica quantia de R$ 500 bilhões por influência de Lula mostra uma visão global de negócios do ex-presidente presidiário. Como de praxe, se parte desses R$ 500 bilhões ficaram com o partido que criou, a alma mais honesta do País teria à sua disposição alguns bilhões para seu deleite e até para livrá-lo de alguma futura enrascada, como essa da Lava Jato que o levou à prisão. Pensar que um dia o corrupto mor almejou uma vaga no Conselho de Segurança da ONU revela uma megalomania sem precedentes.

Paulo R Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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PALESTRAS

Fanfarrões palestrantes. Os condenados Antônio Palocci e Eike Batista, pegos roubando o País, resolveram dar “palestras” sobre seus conhecimentos nas falcatruas que os levaram à prisão. O que é de se estranhar são os “candidatos” que pretendem explicações e esclarecimentos para aprimorar suas “técnicas”. Por outro lado, a Polícia Federal também está interessada, mas, nos “ouvintes”. É a dupla fazendo história. Dá para acreditar?

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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CRÉDITO 

Sobre o artigo “Eike Batista pretende criar dez unicórnios, mas não revela estratégia”, publicado no Estadão em 9/7. Eike Batista nunca deixou de ser um personagem exibido, desde os tempos juvenis quando passeava com lanchas super-velozes, carros caros e era um dos homens mais ricos do mundo. Depois, o capitalista favorito de Lula enganou muita gente com seus projetos mirabolantes. Até em Santa Catarina, em Biguaçu, numa área natural razoavelmente bem protegida, tentou emplacar um super porto que foi parar no Rio de Janeiro e lá empacou, mas levantou aqui muitas suspeitas e felizmente deu com seus burros n'água. Surpreendentemente, volta a Florianópolis com palestras e declarações, que continuam a ter pouco crédito. Vamos ver se realmente ele conseguiu tirar da falência muitas de suas empresas.                  

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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CONDIÇÃO MORAL

Na última semana foi duro assistir sem nada poder fazer o ministro Moro, ao enfrentar políticos querendo aparecer para sua torcida, mas sem a mínima condição moral – basta conhecer seus “currículos”. Boa parte dos congressistas ali presentes carregam pendências com a Justiça. Fosse esta mais interessada na solução dos casos, muitos já teriam perdido seus cargos e até mesmo alguns ido parar na cadeia. Para sorte desta turma nossa Justiça é tão lenta que em muitos casos, quando chega a hora de julgar, já passou a chance, porque caducou o processo, ou ainda o réu atingiu uma faixa de idade que lhe dá a chance de escapar pela tangente. 

Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça

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INGÊNUO

Não sobra nada para a esquerda. O comunismo é uma ideologia que nasceu de uma mente infantil (na melhor das hipóteses). Querer igualdade a todos no bem estar, sem permitir aos cidadãos a liberdade de criar a riqueza, sem permitir a liberdade de investir, de arriscar, de desenvolver os dons pessoais, é extremamente ingênuo. Que perdoemos Marx.

Ottfried Kelbert okelbert@outlook.com

Capão Bonito 

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DINHEIRO PÚBLICO E ONGS

ONG prestar serviço com dinheiro público é aberração; deixa de ser não governamental. Se deixar de existir dinheiro público nas ONGs, a maioria fecha, acaba a vontade de prestar serviço à comunidade.

Paulo Tarso J Santos ptjsantos@yahoo.com.br

São Paulo

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TRANSFORMA-SE EM PALAVRAS

Que belas palavras de Luiz Carlos Trabuco Cappi sobre o nosso querido Paulo Bomfim, que tanto contribuiu para a literatura brasileira e para a compreensão da história da cidade de São Paulo, além da sincera amizade que manteve com todos. Paulo Bomfim não morreu. Como ele mesmo dizia: “os poetas não morrem; eles se transformam em palavras”. Parabéns a Trabuco pela iniciativa e denso texto. Sugiro ao Caderno 2 uma matéria especial sobre Paulo Bomfim.

José Pastore j.pastore@uol.com.br

São Paulo

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TRANQUILIDADE E BOSSA NOVA

São maravilhosas as músicas do João Gilberto cantadas sussurrando. Trazem tranquilidade, esperança, aliviam a hiperatividade. Merecidas todas as reportagens e homenagens a ele. Grande parte das músicas de hoje é poluição, às vezes cantadas aos gritos. Eu desejo que os vizinhos conheçam boas músicas como a Bossa Nova, o samba.

Rogério de Souza Pires sorriso.psi@hotmail.com

Umuarama (PR)

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SAUDADE

Em tempo de revoluções, houve uma que marcaria o mundo para sempre, feita com uma voz, um banquinho, um violão. Valeu, João, você foi genial e sua obra mostrou ao mundo o que temos de melhor. João Gilberto deixa uma saudade que nunca vai chegar, que nunca vai passar.

Luiz Thadeu Nunes e Silva luiz.thadeu@uol.com.br

São Luís

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ADEUS

Amigos e imprensa se unem para o último adeus a esse que foi o pai da Bossa Nova e que ajudou tantos artistas. Que pena ele não ter recebido, no final de sua vida, o mesmo carinho que recebeu depois da morte. Afinal, somos seres humanos. 

Pedro Renato Chocair pedrochocair@yahoo.com.br

São Paulo

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VERBA DA SANTA CASA

No meu tempo de criança lá em Ipiguá, que até bem pouco tempo atrás pertencia a São José do Rio Preto, só existia um hospital, a Santa Casa de Misericórdia. Lá, tanto os ricos como os pobres eram atendidos da mesma maneira, os médicos e o corpo de enfermagem eram um só, a UTI era a mesma para todos. A única coisa que  diferenciava os ricos dos pobres era o quarto. Com uma taxa extra, o rico ia para um quarto individual, enquanto os pobres iam para a enfermaria, onde haviam vários leitos. Os recursos, públicos e privados, eram pouco, mas não havia desvios, toda verba era realmente aplicada no hospital. Hoje, a verba é maior, mas é desviada, vai para os bolsos dos administradores roubadores.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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PROVA DE CICLISMO CANCELADA

Hoje pela manhã bem cedo deveria ter acontecido mais uma etapa da Prova 9 de Julho, uma das mais tradicionais provas de ciclismo do Brasil. Não aconteceu. É uma vergonha, e não só para o esporte ou para o ciclismo. Os organizadores da tradicional prova alegaram que não tiveram condição de realizar a edição deste ano e ponto final, mais um ano sem 9 de Julho. Para quem não sabe ou nunca esteve lá para ver, não é uma prova de ciclismo qualquer, mas um evento público tradicional que faz parte da história não só do ciclismo, mas de São Paulo. Já foi primeira página de jornal, já foi transmitida por rádio e TV, teve grande público, como de final de futebol, quase morreu, mas vinha crescendo firme nestes últimos anos, com um número para lá de expressivo de participantes profissionais e amadores e um público assistente nas ruas a cada ano mais presente e entusiasmado. Os custos para realização de uma prova dessas não é pequeno e envolve entidades privadas e a Prefeitura. Agora, os custos de não realizar uma 9 de Julho ou qualquer outro evento de cunho social e histórico é imenso. Só se tem uma estrutura social estável, que vive em paz e constrói bom futuro, quando suas tradições são respeitadas. Mais ainda, no exato momento em que se discute o futuro das mobilidades ativas em São Paulo, suspender “o” evento ciclístico do ano é um contra-senso sem tamanho. 

Arturo Condomi Alcorta arturoalcorta@uol.com.br

São Paulo

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DESCOMPASSO

Nosso prefeito Bruno Covas é um gênio. Organizou em 8/7 um mutirão de limpeza na Praça Júlio Prestes às 20h. No mesmo horário do Concerto de Nelson Freire na Sala São Paulo. Colocou dois caminhões de coleta de lixo na pista da Av. Duque de Caxias e em conjunto com os catadores de lixo atravancaram o trânsito bem na hora do concerto. E a diretoria da Sala São Paulo? Não se manifesta? Há um conjunto de semáforos, não sincronizados com o fluxo, que colaboram para a lentidão da entrada dos espectadores, tumultuando o início do espetáculo. Está na hora de alguém tomar providência.

Sérgio Bruschini bruschini0207@gmail.com

São Paulo

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LIMPEZA NA CIDADE

Junho, prefeito Bruno Covas, foi o mês mais limpo na cidade de São Paulo da última década para cá. O centro, por exemplo, foi desentupido da velha sujeira. Acredito que a gestão deveria celebrar esse feito – até para servir de estímulo para a população continuar sujando cada vez menos e os garis limpando ainda mais. Em todo caso eu estendo meus parabéns aos zeladores da cidade e peço às pessoas que não abandonem jamais a cidadania. Outra ação exemplar de limpeza, de Ozziel Souza, ocorreu na avenida Sapopemba, zona leste. Na Av. Carlos Caldeira Filho, no Campo Limpo, ocorreu nesta segunda-feira uma grande operação de limpeza. Passei por lá logo de manhã. Parabéns à equipe do engenheiro agrônomo Hamilton Tanoue. 

Devanir Amâncio devaniramancio@hotmail.com

São Paulo

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SALVAR JOVENS

Há três meses, minha neta de 17 anos suicidou-se, levada por uma corrente de redes sociais, chamada Baleia Azul. Coisa inacreditável. Surgiu-me a ideia de se formar uma ONG para salvar os que possam ser salvos. 

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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