Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

Notas e Informações, O Estado de S.Paulo

11 de julho de 2019 | 03h00

FUNDO ELEITORAL

Danosa manipulação

A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2020 propõe que R$ 8,4 bilhões, ou seja, 1% das receitas líquidas do País, sejam entregues a deputados e senadores para eles alimentarem seus feudos políticos, desprezando sua função constitucional de exclusivamente legislar e fiscalizar, jamais executar. Desse enorme montante, o relator, deputado Cacá Leão (PP-BA), propõe o desvio de R$ 3,7 bilhões para o Fundo Partidário, a fim de financiar as próximas eleições municipais, ou melhor, as campanhas dos candidatos integrantes de esquemas partidários já arranjados. Sem parcimônia alguma ou pejo, enfiam a mão em nossos bolsos e nos obrigam a bancar candidatos que nem sequer conhecemos e partidos políticos de que não participamos, descaradamente desconsiderando que as legendas partidárias são entidades privadas, que devem ser mantidas pelos filiados e os candidatos, bancados por seus aficionados. Enquanto esse compadrio com o dinheiro alheio rola solto, grande parte das estradas do País continua intransitável, a maioria das nossas cidades não tem saneamento básico e o povo diuturnamente sofre com a carência de serviços de saúde, educação e segurança, somados à angústia de 14 milhões de desempregados. Essa manipulação orçamentária é um perfeito exemplo de como a maioria dos nossos pretensos representantes há muito perdeu a percepção da necessária grandeza de espírito público para o ato de nos representar e, consequentemente, a cada dia fragmentam mais os restos de sua condição moral para conduzir nossos anseios de cidadãos, danificando irremediavelmente o nosso já precário futuro.

HONYLDO R. PEREIRA PINTO

honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

Aporte bilionário

Enquanto a população sofre com a anestesia da economia e a falta de estímulo ao mercado, nossos políticos aprovam fundo bilionário para as eleições de 2020. Qual a lógica do modelo, se tudo continuará igual e apenas tentarão ludibriar o povo distribuindo migalhas em contrapartida? Não seria melhor utilizar esses recursos para reduzir o grave endividamento de prefeituras, que não pagam precatórios há anos, e fomentar serviços públicos eficientes?

YVETTE KFOURI ABRÃO

abraoc@uol.com.br

São Paulo

PREVIDÊNCIA

Bancada da bala

Foi só sair a notícia Bancada da bala consegue acordo por aposentadoria mais branda para policiais e a bolsa de valores, que chegou a subir 2 mil pontos, por volta das 15 horas despencou 500 pontos em poucos minutos. Não se pode acreditar em políticos.

JOSÉ CARLOS ALVES

jcalves@jcalves.net

São Paulo

Reforma política já

A liberação pelo governo de R$ 2,551 bilhões em emendas parlamentares para acelerar a reforma da Previdência em nada difere do que foi feito nas gestões anteriores. Enquanto não realizarmos a mãe de todas as reformas, a política, nada vai mudar na gestão pública entre nós.

JOSÉ DE ANCHIETA DE ALMEIDA

josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

Capitalização

Infelizmente, a imensa maioria dos brasileiros não entende (muitos por interesse próprio) que a Previdência é contributiva, e não distributiva. É, mal comparando, como um seguro de automóvel, que nem sempre será usado. Fui metalúrgico (desde 1971) e vi vários empregados se aposentarem aos 43 anos de idade – começaram com 18 anos e trabalharam por 25. Assim foi com várias outras categorias. Dessa maneira não há Previdência que aguente. O sistema de capitalização seria a solução.

VICTOR RAPOSO

victor-raposo@uol.com.br

São Paulo

Redução da pensão

A redução a 60% da pensão destinada ao cônjuge sobrevivente, além de injusta e imoral, é ilógica. Vejamos um casal de classe média, com aposentadoria de R$ 4.500, que gaste esse total com a seguinte distribuição: plano de saúde, R$ 1.800 = 40%; farmácia, R$ 200 = 4,44%; mercado, R$ 1.000 = 22,22%; água, luz, gás, R$ 400 = 8,89%; celular, internet, R$ 300 = 6,67%; condomínio, R$ 300 = 6,67% (mais o aluguel, se for o caso); gasolina R$ 300 = 6,67%; outros (manutenção de casa e carro, IPVA, IPTU, imprevistos), R$ 200 = 4,44%. Como não sobra nada, ficam de fora cinema, teatro, restaurante, vestuário, viagens, TV a cabo, etc., itens que dependem de mimos ofertados pelos filhos. Se o cônjuge sobrevivente receber somente 60% da aposentadoria, haverá uma grande distorção nos porcentuais acima. Como haverá déficit nas contas da casa, quem vai bancar o resto, se não haverá mais nada a cortar nas despesas, já reduzidas ao máximo? O governo vai diminuir os impostos? E o condomínio e as taxas mínimas de água e luz serão reduzidos? Alguém, cinicamente, dirá: basta arrumar um emprego ou cortar o plano de saúde e recorrer ao SUS que tudo se resolve. É isso que os idosos, após décadas de trabalho e sacrifício, merecem? Enquanto isso, em Brasília...

LUIZ LOUREIRO

loureiroefabiana@gmail.com

São José dos Campos

GOVERNO BOLSONARO

Memorando

É oportuno lembrar ao exmo. sr. presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, que ele não deve sua vitória nas eleições somente aos “terrivelmente evangélicos”, mas também e principalmente à classe média, que trabalha e paga impostos, aliás, escorchantes. Ela votou em peso nele, participou intensamente da divulgação de seu nome pelas redes sociais. Legitimada por sua luta nas ruas, agora se prepara para protestar contra a possibilidade de perder o desconto das despesas médicas, que, tradicionalmente, lhe é concedido na declaração de renda.

MARIA CECILIA NACLÉRIO HOMEM

mcecilianh@gmail.com

São Paulo

PACOTE ANTICRIME

Clamor das ruas

O Congresso finge ignorar o anseio das ruas. Enquanto discute a reforma da Previdência, comissão retira do pacote anticrime a prisão em segunda instância, por 7 x 6. Ora, quem não deve não teme. Queremos, sim, prisão em segunda instância!

RODRIGO ECHEVERRIA

rodecheverria73@hotmail.com

São Paulo

Nada como propor ou votar matéria que impossibilita trancafiar “alguém” após condenação em segunda instância, seria o mesmo que protelar indefinidamente a sua prisão. Principalmente quando numerosos de nossos políticos estão sendo levados aos tribunais.

ITAMAR C.TREVISANI

itamartrevisani@gmail.com

Jaboticabal

 

DISCUSSÕES DA REFORMA

Ou se aprova de uma vez por todas a reforma da Previdência ou o País continua a andar em marcha ré. Estamos no segundo semestre do ano, lá se foram seis meses e alguns dias de economia fraca, desemprego em ascensão, famílias cada vez mais endividadas e o desespero batendo à porta. A economia ficou estagnada, o desânimo chegou, a desesperança está cada vez mais presente e tudo parece estar andando a passos lentos. No entanto, a grande aposta para o Brasil voltar a crescer e poupar os cofres públicos, a reforma da Previdência apresentada pelo governo em fevereiro, que continua nas mãos dos 594 congressistas, esta semana finalmente começa a andar. Julho começou gelado em grande parte do País e com pelo menos uma “boa nova”:  o texto base da reforma da Previdência foi aprovado pela Comissão Especial da Câmara. A proposta seguiu para o Plenário da casa, onde terá de passar por dois turnos de votação. Como sabemos, tudo agora vai depender do “é dando que se recebe” e “uma mão lava outra” na Câmara e no Senado. Para os trabalhadores urbanos, a idade mínima da aposentadoria para homens será de 65 anos e para mulheres de 62 anos, com tempo de contribuição mínima de 20 e 15 anos respectivamente e ainda poderá sofrer modificações. O fato é que o Estado brasileiro está quebrado e precisa retomar o mais rápido possível sua credibilidade junto aos organismos nacionais e internacionais para que retornem os investimentos. Por isso que a equipe do governo tem se empenhado para garantir a votação. A previsão inicial do governo era de poupar R$ 1,2 trilhões em dez anos, mas com as alterações da Comissão o valor já baixou para algo em torno de R$ 900 a R$ 933 bilhões e a grande preocupação do governo é exatamente a mudança que o texto sofre ao passar pelos trâmites democráticos. Talvez por isso as discussões continuarão acirradas até os 45 minutos do segundo tempo com opositores. No meio desse jogo político, o ministro da Economia Paulo Guedes, esperança dos bolsonaristas para recuperar a economia, no melhor estilo “Brasil: ame ou deixe-o”, ameaçou sair do País caso os parlamentares não colocassem o projeto da reforma em votação. Não tem milagre se tratando de política, agora ou vai ou racha, senhores congressistas.

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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ATRÁS DAS CORTINAS

Cavalo e boi a serviço da reforma. Há unanimidade quanto ao estado agônico da Previdência Social brasileira. Não há consenso no tocante às formas terapêuticas. Não é possível concordar com a redução de valores e as condições de benefícios que os reduzem a nonadas, para a grande maioria, de um a dois salários mínimos. Se todos devem cooperar para a solução de um trágico problema que no passar dos anos foi acumulando-se sobre nossas cabeças, os mais abonados, como os ruralistas, não poderiam ser excluídos dos esforços, na ordem de R$ 80 bilhões. O corporativismo, expressão grupal do individualismo, e o regionalismo, condição de sobrevivência dos deputados por meio das malsinadas emendas (que deveriam ser abolidas, com a inclusão prévia de todas as destinações no orçamento da União) falavam alto e a Câmara dos Deputados percebeu que teria de preencher o primeiro ato da peça teatral com outro tema: a vaquejada. Nada diverso da conduta do presidente que começou seu mandato com a proibição da rinha de galos. A encenação dos animais distrai o distinto público, enquanto as forças ocultas conchavam atrás das cortinas. 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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MOSTROU COM OBJETIVIDADE

A reforma da Previdência só está neste estágio graças às redes sociais conduzidas pelas equipes do governo do Ministério da Economia, que nas mãos de Paulo Guedes mostrou com objetividade e transparência a deterioração do sistema à força política do atual presidente e ao povo nas ruas. Do contrário, estaria mofando, como mofou por 20 anos no Congresso Nacional. Com Maia querer os louros da vitória, não me importo, cada um reivindica o que acha que tem direito, talvez imagine que poderá um dia pleitear um alto cargo executivo. Ledo engano, seu cavalo selado já passou.

Manoel Braga manoelbraga@mecpar.com

Matão 

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LIMITADO

A tramitação do projeto de reforma da Previdência ainda na Câmara mostra procedimentos inaceitáveis. Como entender que um tema da maior importância fique limitado a uma imposição da área econômica do governo federal? Por que não foram feitos debates transparentes, com a participação dos mais diferentes segmentos sociais? E para completar, há informações da liberação de verbas para emendas de parlamentares que votarem pela aprovação da proposta. A Previdência passa a ter conotação financeira e deixa de ser social. É um fato lamentável.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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ESTADOS E MUNICÍPIOS

Reforma abrangente. A principal importância da reforma da Previdência será para os Estados e os municípios, senão o governo federal não terá sossego. Com maior assiduidade, eles precisarão de auxílio. O objetivo é ter autonomia e andar com suas próprias pernas. Também o governo federal, com excesso de gordura, requer equilíbrio para sanar o caos em suas obrigações básicas (saúde, educação, segurança, transportes e infraestrutura), reduzir a dívida pública federal (cerca de R$ 4 trilhões, 60% do PIB) e investir. Reforma sem Estados e municípios, é melhor não fazer.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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APOSENTADOS POR INVALIDEZ

Militares, policiais em geral, bombeiros e professores também podem se ver incapacitados permanentemente para o trabalho, da noite para o dia, por causas que nada tenham a ver com acidente de trabalho ou moléstia ocupacional. Suponha-se o caso de um oficial da PM que tenha começado a vida ganhando mil reais por mês de carteira assinada, que tenha sido aprovado em concurso público em cargo efetivo e que tenha cerca de dez anos de carreira, ganhando, na data anterior à da sua incapacitação, por exemplo, cerca de R$ 20 mil, brutos. Pois bem: pelas regras insanas do substitutivo aprovado e que hoje irá a Plenário da Câmara, seus proventos de aposentadoria por invalidez cairão para nada menos do que R$ 6.900, com direito somente a uma pequena atualização monetária (correspondentes a 60% das médias de cem por cento de todo seu período contributivo). Sim: uma enorme queda repentina de cerca de 65% de seu salário ou proventos justamente quando mais precisará de seu salário integral para poder sobreviver. Percebe-se agora o que está para acontecer com os aposentados por invalidez de ambos os regimes? E aí, como ficamos? Senhores deputados, corrijam já essa barbaridade enquanto há tempo.

Flavio Capez flaviocapez@uol.com.br

São Paulo

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DISFORMA

Afinal isso é “reforma”ou disforma contra os trabalhadores comuns? Professores, policiais, funcionários públicos, Ministério Público, todos contra. Esse filme conhecemos.

Jonas de Matos jonas@jonasdematos.com.br

São Paulo

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PRIVILÉGIO

Finalmente, nesta ousada reforma da Previdência, que se espera seja aprovada nesta semana na Câmara, será enterrado, como está no relatório, um privilégio esdrúxulo, como diz o Estadão, que por muito tempo, infelizmente vigorou para juízes condenados por corrupção, desvio de função e improbidade administrativa, que, mesmo assim, aposentados compulsoriamente, recebem salários de R$ 38 mil, ou o mesmo que 38 salários mínimos. O que revolta é que entre 2003 e 2013, tramitavam no Congresso projetos objetivando dar um fim a esse excrescente privilégio, mas o corporativismo da categoria falou mais alto e impediu a derrubada do privilégio. É bom lembrar que desde 2005 o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) já puniu 35 juízes, 22 desembargadores e um ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) com aposentadoria compulsória. E nesse período, mesmo condenados, esses 58 magistrados continuaram a receber seus vencimentos, que alcançaram um montante de R$ 137,4 milhões. Como diz o jornal em seu editorial, com esses recursos seria possível pagar 1.562 aposentados do INSS, com vencimento médio de R$ 1.415. É muito dinheiro que sai pelo ralo dos privilégios esdrúxulos nesta terra chamada Brasil, em que mais de 50 milhões ainda não são servidos, como exemplo, por coleta e tratamento de esgoto e água potável.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

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ESCOLHA

O PDT diz que caso Tabata Amaral vote a favor da reforma da Previdência irá expulsá-la, fiquemos então à espera pelo voto da deputada e por qual será a sua escolha – pelo bem do País, já que é necessária a reforma da Previdência ou pelo partido sem muita expressividade.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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PARA O BRASIL

O PDT de Ciro Gomes deveria orgulhar-se de ela fazer parte de seus quadros. Tabata pensa para o Brasil. 

Maria Lucia R. Jorge mlucia.rjorge@gmail.com

Piracicaba

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IMPULSO À ECONOMIA

Projeta-se um pibinho de 0,82 para este ano. Eis que o nosso presidente está sempre colocando a nossa economia e o seu alavancamento em plano inferior, preferindo cuidar de assuntos menores. Entretanto, finda a reforma da Previdência, mesmo que no andamento de outras, como a Tributária, o Planalto precisa colocar a totalidade de suas forças nas medidas que impulsionem a economia e, por consequência, elevem o PIB. Na verdade, não podemos deixar que o desemprego existente torne-se crônico, mas que seja combatida a sua permanência com a presença de vagas no mercado laboral. Nada é mais importante que o alavancamento de nossa economia e o combate ao crime, organizado ou não.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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DITADURA DA CORRUPÇÃO

O artigo de hoje (10/7) do brilhante jornalista José Nêumanne, publicado pelo Estadão (A2), explicita o título deste comentário. Vivemos sob o jugo de um Poder Legislativo Federal, que em suas duas casas, exala corrupção. E esta não se encontra apenas no “Centrão” como se pretendia acusar, mas da mesma forma na oposição e na situação. É corrupção de todos os lados e para todos os gostos. Começando pela presidência das duas casas cujos ocupantes são objeto de inquéritos relativos a atos de corrupção que cometeram. O do Senado, como diz o jornalista, foi eleito fraudulentamente “graças a Deus”, por mais paradoxal que isso possa ser, pois seu adversário como candidato derrotado era pior ainda, uma vez que, tendo ocupado o cargo anteriormente, tornou-se réu durante o mandato que só foi salvo com sua renúncia. Este é alvo de 11 inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF), oito deles dentro da Operação Lava Jato. O jornalista cita ainda os casos de um senador e um deputado presos por corrupção em regime semiaberto que participam das sessões em suas respectivas casas legislativas durante o dia e à noite dormem na prisão. Pasme-se. Sem contar as dezenas ou centenas de outros legisladores que se escondem “atrás das colunas” em meio às sessões parlamentares. E nós, cidadãos brasileiros que imaginávamos eleger representantes que defendessem nossos direitos agora percebemos que na verdade elegemos meliantes. O pior é que, democraticamente, pelo voto, não se pode fazer nada. A propalada renovação das casas na última eleição não deu em nada ou deu em muito pouco. Essa malta encontra-se protegida pela Constituição Cidadã, aprovada e promulgada por uma Constituinte formada com mesmo “tecido político corrupto” que veste nosso parlamento atual. Eles estão sempre protegidos por legislação espúria que eles mesmos aprovam. Continuamos como cachorros correndo atrás dos rabos. Vivemos sob a ditadura da corrupção, e ditaduras, me desculpem, não se substitui, se derruba.

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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PRÓPRIOS INTERESSES

O artigo do preclaro sr. José Nêumanne é preciso e inconteste. Com a devida vênia, permitimo-nos acrescentar no que diz respeito ao Legislativo a definição do insuperável Abraham Lincoln: “Os políticos são um grupo de pessoas que só vêem os próprios interesses e não trilham a senda das pessoas honradas”. E no que concerne o atual STF, a definição de Marquês de Maricá: “A impunidade tolerada pressupõe cumplicidade”.

Fernando de Oliveira Geribello fernandogeribello@gmail.com

São Paulo

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‘CADA CIDADÃO UM VOTO’

Muito bem colocado o texto de José Nêumanne no Estadão de 10/7. A falácia de “cada cidadão um voto”. Está bem dissecado o que foi a Constituição Cidadã e fica claro como surgiu a hegemonia do Legislativo e a desproporcionalidade do voto do cidadão. Talvez a inclusão do nome do candidato ao Congresso na cédula de todos os Estados, e não só na do seu Estado de origem, corrija algumas distorções. Por que um candidato a deputado federal de Roraima, por exemplo, que se elege com 10, 20 mil votos, vai na Câmara decidir por 200 milhões de brasileiros? Por que não ser submetido nas cédulas de todos os Estados? Com 0,1% dos votos dos eleitores do País toma decisões que afetam 200 milhões. Está certo isso?

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro 

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REPRESENTAÇÃO DO ELEITORADO

No excelente artigo de José Nêumanne, na página A2 da edição de 10/7, sob o título “‘Cada cidadão, um voto’, não passa de enfeite”, vejo, com felicidade, que alguém tem os olhos abertos para a falácia que nosso país enfrenta. Nem vou entrar no tema do alto grau de deputados que a rigor não têm condição de lá estar por serem notórios transgressores da lei. Só a menção que ele faz sobre os dois presidentes, da Câmara e do Senado, já é suficiente para fazer qualquer cidadão corar de vergonha e não permitir entender quem de fato está abrigado na instituição Parlamento. Somente graças aos descaminhos que os próprios parlamentares desenvolvem para se manterem protegidos nos seus cargos (eita foro privilegiado) é que muitos dos parlamentares se conservam no cargo. Aduza-se, no caso do presidente da Câmara, que sequer teve votos pessoais que o credenciassem a se eleger, pois o Estado do Rio exigia 166 mil votos por deputado e ele obteve somente 74 mil votos. Vou me restringir à representatividade. É insensato que tenhamos alguém que defenda divisão de cargos para deputados, mantendo qualquer coisa menos a garantia de cada cidadão ser representado de forma isonômica. São Paulo com seus 70 deputados tem cada um representando 650 mil pessoas, aproximadamente. Roraima tem, com seus 8 deputados, cada um representando 75 mil pessoas. Como pode o voto de um deputado de Roraima ter o mesmo valor do voto do deputado de São Paulo? É uma insensatez e uma injustiça. Como pode alguém considerar que nosso parlamento representa condignamente o eleitorado?

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas 

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ÚNICO ARGUMENTO

No artigo “‘Cada cidadão, um voto’ não passa de enfeite”, o jornalista José Nêumanne discorre sobre o caráter de muitos deputados e senadores desta República que buscam, no foro privilegiado, a postergação do cumprimento de possíveis penas que a Justiça lhes destine. Sua perspicácia em publicar esta matéria permitiu a comprovação imediata de sua análise, pois a mesma edição do Estadão noticia, na primeira página, a retirada do item da prisão após a condenação em 2ª instância, proposta no projeto de lei anticrime enviado pelo ministro Sérgio Moro. Como já ficou demonstrado em ocasiões anteriores (vide Rodrigo Maia mexendo-se para aprovar a nova Previdência), vamos ter que voltar às ruas de novo, pois esse é o único argumento que os políticos entendem.

Antonio Carlos Gomes da Silva acarlosgs@uol.com.br

São Paulo

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FUNDO ELEITORAL

Em tempos de vacas magras e sapatos apertados, reforma da Previdência costeando o alambrado do sofrido trabalhador e aposentados, na pele do homônimo da Receita Federal, o dissimulado deputado federal Cacá Leão (PP/BA), candidato derrotado a prefeito de Lauro de Freitas (BA), em 2004, ora relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), avançando sobre o vazio prato do pobre contribuinte, deu parecer favorável ao aumento do fundo eleitoral, de R$ 1,7 bilhão para R$ 3,7 bilhões, visando ao financiamento de campanhas de candidatos a prefeito e vereador em todo o País em 2020 – são 5.570 municípios, e o número de candidatos é muito grande, justificou descaradamente o mal-aventurado relator. Deputado, pari passu ao seu argumento, papai Noel confidenciou aos meus netos que no certame de 2022 o referido fundo voltará ao já absurdo R$ 1,7 bilhão, vez que o número de candidatos será extremamente menor. Será verdade? Disse-lhes ainda o bom velhinho, isso é fato, que o presidente Jair Bolsonaro pouco gastou em sua campanha à Presidência, etc. Alô, Lauro de Freitas, o faminto Leão está voltando, cheio da grana, hein.

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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PARECER IRRESPONSÁVEL

O que comentar mediante tanta incoerência, pouco caso, desconsideração, critério e principalmente bom senso? Foi tudo que demonstrou ser e ter o relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), o digníssimo deputado Cacá Leão (PP-BA) ao manifestar seu parecer totalmente irresponsável, inconsequente e inadequado, ainda mais no momento crítico com inúmeras dificuldades que o País está enfrentando. Sua excelência o sr.deputado Cacá Leão só prevê a bagatela de até R$ 3,7 bilhões para candidatos a prefeito e vereador para a próxima campanha de 2020, ou seja, mais que o dobro da última. Ainda tem a desfaçatez de afirmar que tudo isso terá a origem de recursos públicos do Orçamento da União, como se tudo isso não fosse nosso dinheiro oriundo do nosso suor, né não? 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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VERBAS A CONGRESSISTAS

Se já não bastasse a liberação de R$ 40 milhões para cada deputado até 2020 em emendas parlamentares, segundo acerto com o governo federal, a fim de que esses perdulários votassem a nova Previdência, agora leio que deputados pretendem receber mais R$ 2 bilhões pelo fundo eleitoral, criado para compensar o fim das doações empresariais, que em boa parte deram origem à reeleição de Fernando Henrique Cardoso, mensalão e petrolão. Vem mais esse desatino administrativo, em busca de espaço legal no orçamento da República. Na verdade, esses “vampiros” do povo, querem se perpetuar no poder. Por isso é preciso diminuir o tamanho do Congresso Nacional.

Ruyrillo Pedro de Magalhães ruyrillopedro@gmail.com

Campinas

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O QUE É FEITO

O problema não são as emendas parlamentares, mas sim, o que é feito com este dinheiro.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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EM NOME DA GOVERNABILIDADE

O governo oferece propina para os parlamentares aprovarem seus projetos, usa-se o pomposo nome de emendas parlamentares, mas é propina, pura e simples. Não contentes, os deputados exigem mais dinheiro para aprovar a tal reforma da Previdência. Prevaricação, extorsão, improbidade administrativa são apenas alguns dos crimes cometidos diariamente em nome da governabilidade. O Brasil não vai sair do atraso se continuar refém dessas ações criminosas das quadrilhas que mandam no País, alguém tem que dar um basta nessa palhaçada criminosa. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo 

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JUIZ E PRESIDENTE

Assim como um juiz deve manter-se absolutamente imparcial no exercício de seu nobre ofício, sem jamais, por razão qualquer, inclinar-se para um dos lados, “cego” como a estátua da Justiça, ao presidente de um país sério não cabe fazer papel de lobista em defesa dos interesses desta ou daquela categoria profissional. Ou se respeita a tênue e invisível linha divisória entre o certo e o errado, ou...

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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POUCO IMPORTA A RELIGIÃO

Quanta mediocridade, presidente Bolsonaro. O Supremo Tribunal Federal (STF) deve ser composto por juízes sérios e honestos – nem todos são. Sua religião pouco importa.

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

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MINISTRO EVANGÉLICO

Após Brasil quase horrivelmente bolivariano, teremos Brasil terrivelmente pentecostal? Supremo terá Celso de Mello substituído por ministro evangélico pentecostal e votos bíblicos. Haleluia!  

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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DEBATE POLÍTICO NACIONAL

Parabéns ao Estadão por ter entrevistado o jurista José Afonso (8/7, A9), que faz afirmações tranquilas, construtivas e esclarecedoras sobre o debate político nacional e  que analisei de tal forma: as mensagens postadas pelo The Intercept carecem, até agora, de comprovação. O Supremo Tribunal Federal (STF) não pode fazer pacto com nenhum Poder, já que não pode fazer concessões. Só a mudança em nossos sistemas partidário e eleitoral poderá acabar com o presidencialismo de coalizão. O meio legítimo de modificar a Constituição são as emendas constitucionais.

Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São paulo

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NÃO HÁ RACHA

É preciso explicar melhor. O PSL era um partideco de “aluguel”, de repente, explode Bolsonaro, e o partido se torna um “partidão” na mídia, mas continua um partideco como partido político, simples como é. Ao que consta, Bolsonaro não tem partido algum, apenas usou um de “alguel”. Não há racha algum, apenas está retornando às suas “bases”.

Ariovaldo Batista ariob06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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TRABALHO INFANTIL

Monica Bolle, em seu artigo desta quarta-feira, 10/7, declarou estar assustada com o fato de parte da elite brasileira demonstrar total desconhecimento sobre o que seja  trabalho infantil. Aventou mesmo a hipótese de estarem fingindo para si mesmos, tal o nível de alienação, talvez para amenizar o impacto da declaração do presidente Bolsonaro que, ao dizer que trabalhava aos 10 anos para ajudar seu pai no trabalho da roça, também demonstrou absoluto desconhecimento do que significa “trabalho infantil”. Note-se que Bolsonaro referiu-se a crianças mesmo, já que citou a idade de 10 anos e não de adolescentes, como muitos depois vieram a afirmar justificando com testemunhos de suas experiências pessoais a respeito. A mim assusta o grau de indiferença no que diz respeito a uma triste chaga social da qual ainda não nos livramos, pois temos 2,4 milhões de crianças em estado de semi-escravidão. Não se compreende como essa parte da elite é incapaz de enxergar crianças vendendo balas ou panos de prato nas ruas, acompanhadas muitas vezes de irmãozinhos bebês de colo,  para ganhar uns trocados. Sequer devem tomar conhecimento daqueles que vivem em condições precárias e insalubres trabalhando em lixões, cortes de cana, quebrando pedras, sob sol escaldante ou no frio mal agasalhadas. 

Um país que aceita tal desumanidade e tem um presidente que exalta essa excrescência desumana como algo “que não faz mal a ninguém” ao invés de elaborar propostas concretas para tirar estas crianças desamparadas de tal situação de vulnerabilidade social, pode ser considerado civilizado? E essa elite é o que? Medieval? Onde se encontra a compaixão no coração de pessoas que compactuam com essa visão de mundo? Acho bom darem uma olhada no que diz a Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre a diferença entre o trabalho infantil proposto pelo presidente para que crianças pobres trabalhem ao invés de fumar crack, e a ajuda que crianças e adolescentes possam prestar como forma de colaboração dentro do âmbito familiar. Exaltação ao trabalho infantil é a forma mais vil e perversa que alguém possa sugerir como solução para amenizar a pobreza. O que ameniza a pobreza de crianças é a educação de qualidade em tempo integral, saúde e um sistema permanente de proteção social a elas que são as maiores vítimas da injustiça social que muitos fazem questão de ignorar. 

Eliana França Leme efleme@gmail.com

Campinas

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ESTUDANDO E TRABALHANDO

Meninos de bicicleta entregando jornais. Meninas montando barraquinhas de limonada na porta de casa. Adolescentes trabalhando como jardineiros e babás. Todos estudando, mas também aprendendo a ter responsabilidade social e, ao gerir seu dinheiro, descobrem que se obtém o correspondente ao seu esforço. Não, o fato de os Estados Unidos da América serem a maior e mais rica democracia do planeta não é mera coincidência.

Marcia Meirelles marciambm@yahoo.com.br

São Paulo

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DITADURAS

O PT repudia ditaduras? Segundo relatório da ONU divulgado pelo “Estado” (5/7,  A13), a polícia de Nicolás Maduro na Venezuela “matou 14 por dia em 2018” – um total de 5.287 pessoas, provavelmente a grande maioria desesperada e faminta, vítima  da ação truculenta da Força de Ação Especial da Polícia Nacional Bolivariana (Faes), criada por Maduro para “combater o crime” – eufemismo com que se tenta encobrir a violência política no país. Esse número é mais de doze vezes superior às 434 pessoas tidas pela Comissão Nacional da Verdade como mortas ou desaparecidas no curso de todo o período militar no Brasil (1964 a 1985). As execuções na Venezuela são convenientemente documentadas como “resistência” à ação policial e não como repressão política, um ardil que tenta tapar o Sol com a peneira e deixar o regime de Maduro menos mal na foto. Este ano, até maio, foram mais de 1.500 os mortos pelas referidas forças do Estado “bolivariano” (quase quatro vezes o total dos que pereceram no Brasil em 21 anos de regime militar) e estima-se que até dezembro o número possa dobrar. A Venezuela vive um drama agudo em nosso continente, com seu povo humilhado, empobrecido e submetido a toda sorte de vicissitudes, muitos vendo no êxodo – que já supera os 4 milhões de emigrantes, segundo a ONU – a única esperança de sobrevivência. Apesar do quadro dantesco aqui descrito, moldado em sangue e lágrimas, o PT e seus satélites seguem dando total apoio à ditadura local do “companheiro”. Ao mesmo tempo, não perdem uma só oportunidade de desancar a “violência” do período militar, época em que a esquerda armada partiu para o “tudo ou nada” com o propósito de transformar o Brasil no “paraíso” que hoje é a Venezuela, fato que levou os militares a endurecer a repressão àqueles movimentos. Há que se dizer ainda, que à época, o Brasil crescia o equivalente a duas vezes o atual desenvolvimento chinês, enquanto a Venezuela, hoje, perde PIB e empobrece ano após ano. Parece mais que evidenciado que PT e puxadinhos não são contra ditaduras. Pelo contrário: até as aplaudem. Desde que sejam de esquerda, é claro.

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo 

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‘CURRÍCULO’

O Diretório Nacional do PT conclama seus filiados no Brasil a engajarem-se em uma grande luta com o objetivo de dificultar a todo custo a aprovação da PEC da Previdência. O PT apresenta um currículo não recomendável por muitas razões. Não assinou a Constituição de 1988; foi contrário ao Plano Real; discordou do texto da Lei de Responsabilidade Fiscal; foi capaz de se aliar a Paulo Maluf; arquitetou o chamado “Mensalão” e protagonizou o maior esquema de corrupção sistêmica que o País vivenciou, envolvendo pagamento/recebimento de propinas como algo rotineiro e natural, da ordem de bilhões de reais. Petralhas, antes de qualquer manifestação, ponham a mão na cabeça e olhem para vosso desolador currículo. Menos, menos, façam-me o favor.

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

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GREVE DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS

Gostaria de saber se algum sindicato apoiaria uma greve no pagamento de impostos da maioria que assiste sem armas governos que não governam para todos. 

Carlos Serafim Martinez gymno@uol.com.br

Campinas

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OBRIGAÇÃO DO COAF

Sob o pretexto de garantir a liberdade de imprensa, 40 advogados reúnem-se com Glenn Greenwald no Rio de Janeiro, após informe que a pedido de Paulo Guedes, ministro da Economia, o COAF iria investigar as contas do Intercept Brasil. Liberdade de imprensa é algo indiscutível, pois está garantida no artigo 5º da Constituição. Quanto ao COAF, é sua obrigação investigar todas as movimentações financeiras de cidadãos residentes no País. 

J. A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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‘INQUISIÇÕES’

O assunto sobre as possíveis conversas entre o ex-juiz Sergio Moro e os procuradores da Operação da Lava Jato já chegaram ao limite do tolerável. Além das “inquisições” da politicalha – onde vários respondem pelos crimes cometidos –, ainda não estão satisfeitos. Basta perguntar ao povo de bem se preferem Sergio Moro liquidando de vez com a corrupção no País ou Gleisi Hoffmann, Glauber Braga, Jacques Wagner e toda a tigrada petista, para essa missão. Para a resposta, nem haverá a necessidade de uma “bola de cristal”.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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JUSTIFICA

Só o fato de ter permitido tanta roubalheira justificaria o fato do Lula estar preso.

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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CAMPANHAS DE DORIA

Como se sabe, para se eleger prefeito de São Paulo, João Doria marqueteou o mote, então novidade, de não ser político, mas gestor, e passou desavergonhadamente, sem corar, por cima de seu padrinho político, Geraldo Alckmin, o único dos grãos-tucanos a avalizar seu nome, indo contra os caciques do PSDB Fernando Henrique Cardoso, José Serra, Alberto Goldman, José Aníbal, entre outros. Depois de deixar a Prefeitura apenas 15 meses após iniciar seu mandato, Doria surfou na onda bolsonarista antipetista com o mote Bolso Dória e conseguiu ser eleito com a modestíssima diferença de pouco mais de 700 mil votos a mais que o candidato Márcio França. Uma vez governador, como é de seu traiçoeiro feitio, já posiciona-se pró-Congresso, fazendo de Rodrigo Maia seu possível vice na candidatura à presidência em 2022. Não será surpresa alguma se a seu mote antipetista for adicionado também o antibolsonarista. Não à toa, João é conhecido nas redes sociais por “Judas Doria”.

Vicky Vogel vogelvick7@gmail.com

Rio de Janeiro

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9 DE JULHO

Pela importância política que a data de 9 de julho representa para o Brasil, São Paulo e não só os paulistas deveriam estar comemorando o movimento, cuja sigla MMDC deixa registrado na história, um grupo de quatro brasileiros (Euclides Miragaia, Mário Martins, Drausio Marcondes e Antonio Camargo), imolados nesse movimento contra uma ditadura de Getúlio Vargas em 1932, quando este dissolveu o Legislativo Federal, Estadual e Municipal em todo o território nacional. São Paulo, que foi muito bem denominado “a locomotiva do Brasil”, poderia estar incluído entre “a brigada em defesa da democracia. Desde 1932, por questões políticas e administrativas, os Estados tornaram-se pesados vagões na Economia Nacional, ostentando títulos de melhor, maior e promissor Estado brasileiro. Não só um dia friorento de descanso, mas um dia exaltação à data que a “locomotiva” também transporta o culto ao patriotismo.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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CULTURA

Triste é entrar no shopping e não encontrar a livraria (a única do local) que frequentou por anos. A Saraiva mudou de lugar? Errei de piso? Não, abriu falência. A livraria Cultura também entrou em concordata. Ah, o cinema reabriu. Só blockbusters em cartaz. Vontade de chorar. Fazer o quê se até o presidente incentiva o trabalho infantil, ao invés do estudo?

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

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DESCOMPROMISSADOS

Certas excelências devem ser descritas como descompromissados pacifistas. Não se expõem, não dão entrevista, entram e saem sem serem notados. Pela manhã, assinam presença, garantindo a remuneração, pelo dia “trabalhado” e seguem para seus afazeres particulares (ou para a academia de ginástica). Esses cidadãos são perigosos para o País, por sua aceitação, crassa e egoísta, de todos os privilégios e segurança, que o cargo oferece, enquanto esquivam-se de suas obrigações. Iniciou-se uma triagem no País através das urnas, entretanto alguns “elementos” nocivos (ainda) passaram. Precisamos de peneira mais fina.

José Perin Garcia jperin@uol.com.br

Santo André 

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SEGURANÇA DE ‘CARRO VOADOR’

Sobre o artigo “Empresas apostam corrida pelo ‘carro voador’”, publicado no Estadão em 9/7. Embora o carro voador elétrico tenha muitas novidades e usos interessantes, nas cidades já congestionadas com os terrestres, os aéreos terão que ter muito controle de tráfego nos congestionamentos, dispositivos anti-colisão, bem como manutenção obrigatória, pois uma simples batida no ar ou ligeira pifada, poderá ter consequências fatais tanto para os lá no alto, quanto aos de baixo.                  

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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PLACA NO RECIBO 

Ponte Rio-Niterói. Por que nos recibos da concessionária Ecoponte, a placa impressa nunca é a nossa?

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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