Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas dos leitores do 'Estado'

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

12 de julho de 2019 | 03h00

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Câmara cumpre seu dever

Parabéns ecoam dos rincões da Pátria para o plenário da Câmara: por 379 votos a 131, os deputados aprovaram o texto-base da reforma. Fato notável, não só por acordar o “gigante adormecido”, como a passos gigantes rumar para o progresso. Ontem amanhecemos outros. Não mais só celeiro do mundo, pulmão do planeta, mas, efetivamente, agora a promessa se cumpre e, aprovada a reforma no Senado, teremos um Brasil que assume sua vocação de país líder, que, corajoso, sacode de sua aba os apaniguados que lhe dificultam os passos, a fim de rumar para a justiça social eficaz, a ser espargida a todos numa efetiva justiça distributiva, quando se dá “o seu a seu dono”, na medida da necessidade e do mérito. A esmola forma o mendigo e o indolente, já a justiça distributiva forma o forte, o impávido colosso, cujo futuro de grandeza, retratado no nosso Hino, enfim, chegou.

ANTONIO B. CAMARGO

bonival@camargoecamargo.adv.br

São Paulo

O gigante acordou

Ainda sonolento, mas vencendo a preguiça, o Brasil acordou e deu o primeiro passo na direção certa. Apesar dos chacais da esquerda, que sempre se alimentaram da pobreza - cujos milhões de sofredores dizem proteger -, a razão venceu. O Brasil dá ao mundo a sinalização de que se prepara para ocupar o lugar que merece. As batalhas serão muitas, mas os nossos soldados já mostram estar à altura dos desafios. Agora é o momento de ampliar a ação para as muitas reformas que vêm sendo adiadas desde o getulismo, uma das quais a político-eleitoral, a mãe de todas as outras, cuja necessidade aumentou com o lulismo.

GILBERTO DIB

gilberto@dib.com.br

São Paulo

Vitória histórica das ruas

Tivéssemos nos omitido, nada teria acontecido. Fizemos a nossa parte. A Câmara dos Deputados, como nossa legítima representante, também fez a sua parte. O Executivo já tinha feito a dele. Resta “combinar com os russos”: o Judiciário (principalmente o STF) também estará a favor do futuro do Brasil?

ANTÔNIO JÁCOMO FELIPUCCI

annafelipucci@hotmail.com

Batatais

Privilégios

A reforma da Previdência foi aprovada com larga margem de segurança. Mas não é a que realmente o País necessita, por praticamente não reduzir os privilégios do funcionalismo público, uma marcante injustiça do sistema. Na contramão, os partidos de esquerda, capitaneados pelo PT, votaram contra, como se não tivessem grande parte da culpa pela situação catastrófica da Previdência, devida à incompetência, irresponsabilidade e roubalheira com que governaram o País por mais de 13 anos.

ABEL PIRES RODRIGUES

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

Tendo quase 74 anos e sabendo como as coisas funcionam no nosso Brasil sugiro que façamos uma aposta: sendo aprovada essa reforma da Previdência, quanto tempo será preciso aguardarmos para que os parlamentares voltem a conceder privilégios a si mesmos e, como um “cala-boca” ou pedido de apoio, estendê-los aos outros Poderes para não serem barrados?

DARCY MARTINO

darcymartino@yahoo.com.br

São Paulo

Crise fiscal

A reforma da Previdência é só o primeiro passo. O País vive uma crise fiscal e pouco se fala nela. Os gastos públicos causam prejuízos de US$ 68 bilhões por ano, ou 3,9% de tudo o que o país produz (produto interno bruto). Como é que vamos sair dessa encrenca?

PEDRO SERGIO RONCO

sergioronco@uol.com.br

Ribeirão Bonito

Reforma política

A reforma da Previdência aprovada em primeiro turno na Câmara nada mais é do que medida fiscal, antes de tudo. De previdência tem muito pouco, na verdade. Não acabou com a privilegiatura - pobre aposentado não tem lobby em Brasília, como o funcionalismo público e outras categorias protegidas. E reforçou mais ainda o carma brasileiro da distinção dos cidadãos em diversas categorias e classes diferentes. Enquanto não houver uma reforma política séria no Brasil, os brasileiros continuarão a viver ao sabor das castas e do patrimonialismo de Brasília. Exercitar a democracia apenas a cada dois anos nas eleições é tirar todo o poder do povo de controlar os seus eleitos.

MARCO ANTONIO M. DE CASTRO

mike.castro@uol.com.br

São Paulo

Outro vexame

O texto-base da reforma da Previdência foi aprovado com 379 votos. Outra derrota acachapante dos petistas e seus cúmplices, que tiveram a cara de pau de recorrer ao Supremo Tribunal alegando compra de votos por causa da liberação de verbas parlamentares. Será que eles se esqueceram do famigerado mensalão do Lula da Silva?

J. A. MULLER

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

Esperneio

Fiquei triste, quase chorei, ao ver os lulistas fanáticos defenderem os pobres e as pessoas que estão na lista da Lava Jato. Tocante. Durante os 13 anos em que estiveram no governo não falaram, não choraram nem defenderam ninguém. Só agora se lembraram de que serão prejudicados pela reforma da Previdência? Bom, vale espernear.

FAUSTO BARROS

simoneguedes@hotmail.com

Guaratinguetá

Foto emblemática 

Na página B6 do Estadão de ontem, deputados protestam no plenário da Câmara contra a reforma da Previdência. Essa é a imagem do quanto pior, melhor. Eleitores de todo o País devem guardar essa imagem junto a seu Título de Eleitor para usar nas próximas eleições.

WILSON LINO

wiolino@yahoo.com.br

São Paulo

INTERCEPT

Aos costumes

O dito jornalista Glenn Greenwald, fundador do site IntercePT, declarou em audiência na Comissão de Constituição e Justiça do Senado que não entregará à polícia nem aos tribunais as mensagens (?) obtidas de forma criminosa, de antemão desprovidas de autenticidade legal, envolvendo os procuradores da Operação Lava Jato e o ex-juiz Sergio Moro. Vai que as autoridades o classifiquem como anexo das referidas “conversas” e determinem a sua detenção aos costumes. Abrolhos, Glenn!

CELSO DAVID DE OLIVEIRA

david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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MÃE DAS REFORMAS

Finalmente, a Câmara dos Deputados, sempre tão enxovalhada, como se lá não estivessem os representantes eleitos pelo povo, pariu não o filho, mas a mãe de todas as reformas, a da Previdência. A semente, sejamos justos, foi deixada por Temer e alimentada por Rodrigo Maia, que sempre se dispôs a lutar por ela e mantê-la viva.  Guedes teve o mérito de trazê-la de volta à tona neste governo, cujo chefe foi no mínimo omisso, quando não atrapalhou. Parabéns, pois, a todos que estão tornando realidade esta reforma tão difícil de ser compreendida e aceita, mas que em breve irá possibilitar que possamos sonhar com um Brasil mais próspero e mais justo.

Eliana França Leme efleme@gmail.com

Campinas

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JUSTO E LÓGICO?

José é um técnico de informática que mora na Baixada Fluminense. Neste ano, a caminho de seu lazer dominical em zona perigosa do Rio de Janeiro com a família, ele foi vítima de bala perdida e ficou tetraplégico. José tem "apenas" 19 anos de filiação ao INSS. De acordo com o texto do relator da PEC 6/2019, ao invés de receber a integralidade e paridade de proventos quando delas mais necessitará para sobreviver, inclusive para custear cuidadores e toda uma estrutura extraordinária de equipamentos para ligá-lo à vida, José terá só 60% das médias de seus piores salários de contribuição. Se ele fosse um funcionário público comum, sem privilégios concedidos a outros segmentos e corporações politicamente poderosos, também receberia 60% das piores médias de suas remunerações desses anos todos, e nem sequer 60% do seu último salário da ativa. Citados segmentos tais, aliás, que conseguiram, no mesmo texto, garantir aposentadoria com menos de 55 anos de idade, além da própria paridade e integralidade. Se alguém me convencer que tudo isso é justo e lógico, visto hoje mesmo uma camisa amarela e vou para a frente do Congresso apoiar o texto reformista. E prometo levar até bumbo.

Flavio Capez flaviocapez@uol.com.br

São Paulo

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À DERIVA

Com exceção de PDT e PSB, os demais partidos de esquerda cerraram fileiras na votação contra a reforma da Previdência, ou seja, não tiveram dissidências. Demonstração clara de que votaram motivados por pura ideologia partidária e não por discordarem de alguma particularidade da reforma. A estratégia de se colocar contra qualquer projeto que venha do governo é deplorável. A de viver da idolatria do seu líder maior, preso por corrupção, na esperança de que um milagre jurídico possa libertá-lo, beira a ignorância. Esses partidos, tão perdidos que estão, poderiam juntar-se numa sigla só: PD - partidos à deriva. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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INDESEJÁVEL COMPETIÇÃO

Será apropriado o ponto de vista da maioria dos analistas políticos, ao classificar como "vitória" do Parlamento a aprovação por larga margem, em primeiro turno, da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados? Certamente não, pois, além de sugerir a ideia de uma indesejável competição, vai na contramão do discurso do presidente da casa, Rodrigo Maia (DEM -RJ), quando destaca que o resultado obtido não objetiva diminuir o protagonismo de outros Poderes, particularmente do Executivo, mas tão somente restabelecer a independência do Congresso que, segundo ele, há 30 anos funciona a reboque dos projetos exclusivos do Poder central e dele depende. Apesar dos rasgados elogios de Maia aos congressistas por terem compreendido as necessidades básicas do País, fica a dúvida se a decisão em plenário decorreu das qualidades patrióticas dos votantes ou das liberações de última hora, pelo Planalto, de  emendas para as suas bases - recursos cujo destino os eleitores não percebem.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com 

Rio de Janeiro

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PATERNIDADE DA REFORMA

Foi aprovada ontem na Câmara Federal em primeiro turno por ampla maioria a reforma da Previdência. Ainda há um longo e difícil caminho pela frente até à aprovação final pelo Senado, mas desde já Rodrigo Maia merece os nossos parabéns pelo seu empenho denodado e trabalho eficiente na aprovação da reforma, ao contrário de Bolsonaro, que preferiu omitir-se de forma irresponsável e incompatível com a sua condição de presidente, com medo de afetar negativamente a sua popularidade. Sem que signifique diminuir, por mínimo que seja, o mérito do Rodrigo Maia, que pode até credenciar-se para vôos mais altos na política pelo desempenho demonstrado, digno do cargo que ocupa, quero deixar registrado aqui que Michel Temer, meu ex-colega de faculdade, em marcante contraste com o atual presidente, não teve medo de assumir a paternidade da reforma da Previdência. Seu mérito, além de outras corajosas medidas que tomou, tem de ser reconhecido: não logrou aprovar a reforma, mas tornou-a uma urgência nacional reconhecida pela maioria da população nacional, à qual o governo seguinte teve de render-se.

Paulo Afonso de Sampaio Amaral drpaulo@uol.com.br

São Paulo 

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AUSÊNCIA ESTRATÉGICA

Não sei exatamente quanto o Bolsonaro ausentou-se estrategicamente da linha de frente da aprovação da reforma para que o Congresso não ficasse barganhando e promovendo o "toma lá dá cá". Não creio que a reforma seja realmente impopular, talvez entre servidores públicos e oposição sim, mas as manifestações de rua já demonstraram que o povo tem compreendido o que está acontecendo no País. Bolsonaro deixou a batata quente com o Congresso, já que era o próprio Congresso que tinha que se posicionar e caso não aprovasse, aí sim, o ônus recairia sobre Rodrigo Maia. Então, sem ceder ao "toma lá dá cá", a reforma foi bem conduzida e aprovada. Méritos do presidente também.

Afonso José D. Sampaio Amaral afonso@bisnax.com.br

São Paulo

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RECOLHIMENTO INSUFICIENTE

A aprovação da reforma da Previdência por certo não teve como base a coerência do Executivo nacional e também de muitos parlamentares. Os trabalhadores da iniciativa privada mais uma vez arcarão com aposentadorias de valor menor. E mais, a idade maior não está levando em consideração que em muitos setores não é fácil manter o emprego com idade avançada. Consequentemente, os recolhimentos que serão levados em conta para o cálculo da aposentadoria serão insuficientes para uma aposentadoria com valor adequado. Será que os defensores da proposta do governo estão levando esta questão?

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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CONSCIÊNCIA NA FRENTE DOS INTERESSES

Num misto de renovação, oportunismo político, pressão popular, conveniência e contrapartidas financeiras, a Câmara deu seu "oquei" à reforma da Previdência. Uma vitória, sem dúvida, diante da diversidade de propósitos contidos naquela assembleia. Já que não podemos colocar a carroça na frente dos bois, que possamos, ao menos, pôr sempre a consciência na frente dos interesses. 

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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CONSTITUINTE EXCLUSIVA

Há dificuldades em incluir Estados, municípios, o funcionalismo público e autarquias na reforma da Previdência. Esta deveria ser única e universal. Por outro lado, Estados e municípios estão quebrados, com raras exceções em ordem. O que pretendem muitos políticos é manter os privilégios, visando a próxima eleição em prejuízo de mais de 90% da população. Precisamos urgentemente de uma Constituinte exclusiva só com notáveis apartidários e com inserção de cláusula de barreira de 10% e prazo de 90 dias para finalizar uma nova Constituição Federal e apresentar ao povo para referendo, para que este decida se lhe serve ou não.

Valdomiro Trento valdomirotrento@hotmail.com

Santos

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AO SABOR DE INTERESSES

Reforma para só cobrir o caixa do governo, alimentar aposentadorias de juízes, militares e o alto funcionalismo público. Só o calote no BNDES é a metade da economia anunciada em dez anos. Não sou PT, nem governo. Não posso concordar com uma reforma ao sabor de um presidente da Câmara, do DEM, de interesses do mercado.

Eliton Rosa elitonrosa@gmail.com

Rio de Janeiro

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POR QUE NÃO FIZERAM?

O deputado Paulo Pimenta disse que a reforma da Previdência não enfrenta grandes privilégios. É engraçado o PT criticar a reforma da Previdência. Por que então não a fizeram na gestão do PT e não tiraram os privilégios onde tinham, inclusive, um apoio maior que o atual governo? Por que não explicam o rombo da Previdência que cresceu exponencialmente na gestão PT? Fala também das concessões, mais conhecidas como "toma lá dá cá". Essas concessões são obrigatórias por lei, então não tem "toma lá dá cá". E o PT? Não usava este expediente? Em vez de fazer uma autocrítica e cair na real do desastre que foi a gestão petista, ficam defendendo um presidiário condenado em 2ª instância e com mais uma dezena de processos em andamento. Mas como todos devem seu mandato ao presidiário Lula, lambem-lhe as botas.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro 

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PRESSA

O País não aguenta mais a discussão sobre a Previdência. São sete meses nesse lenga-lenga. Temos pressa, pois esse é apenas um dos milhares de problemas a resolver.

Pedro Sergio Ronco sergioronco@uol.com.br

Ribeirão Bonito

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VIGILANTES

Parabéns pelo discurso, vitória da Previdência e ao desempenho de nossos parlamentares, lembrando que temos profundo respeito àqueles que cumprem suas obrigações, e, tão somente elas. Continuamos eternamente vigilantes. Do seu "patrão", o povo.

João Luiz Piccioni piccionijl@gmail.com

São Paulo

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MUITA CALMA

O presidente da Câmara em Brasília está com a bola cheia, já o presidente do País, nem tanto. Não podemos esquecer de que são políticos e jogar nossas as fichas da esperança neles, pelo retrospecto geral apresentado nos últimos anos, é perigoso. Às excias, sempre vislumbrando algo na frente. Portanto, pés no chão e muita calma nessa hora.

José Perin Garcia jperin@uol.com.br

Santo André 

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PRESIDENTES

Enquanto o chefe do Executivo, Jair Bolsonaro, preocupa-se com um ministro no Supremo Tribunal Federal (STF), "terrivelmente evangélico", Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, trabalha pelo futuro do País. Em tempos de presidente "café com leite", Rodrigo Maia dispensa a mosca azul e toma de assalto o intrincado jogo político. Enquanto Jair Bolsonaro nos faz rir em "Estado laico", Rodrigo Maia avança, longe dos estádios, do púlpito e das armas. Vai ganhando pontos com o povo, quiçá escaldado, porém antenado.

Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

Guarulhos 

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BENESSES

A reforma da Previdência tem mesmo que acabar com as benesses. Ora, como exemplo, temos o demiurgo de Garanhuns, Lula da Silva, presidiário condenado que recebe mensalmente do INSS, em sua conta corrente em São Bernardo do Campo uma aposentadoria de número 102.535.878-0, sob a rubrica: 58 - aposentadoria excepcional do anistiado -, no valor líquido de R$ 45.065. Afinal, condenado tem mais direito do que um simples homem do povo, conforme entende a tigrada petista? 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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FUNDO ELEITORAL

Com a dedicação de Rodrigo Maia visando aumento de dinheiro público para campanhas eleitorais, cai a cobertura de ovelha de cima do lobo voraz que sempre usa dinheiro público. E há gente que acredita no espírito público deste homem. Triste Brasil. É este o Congresso que alguns acreditam representar a vontade popular. Por que não um plebiscito sobre o tema? 

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas 

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ATIVIDADE POLÍTICA

Existe outra atividade que para alcançar seu objetivo exige recursos provenientes do Tesouro ou sustentado pelo povo, ainda mais para durante o mandato trabalhar três dias por semana com contracheque acima de R$ 30 mil? Absurdo maior desconheço.

Itamar C. Trevisani itamartrevisani@gmail.com

Jaboticabal   

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POUCO COMUM

É tão pouco comum a atitude da deputada Tabata Amaral, que insurgiu-se contra os caciques de seu partido (PDT), enfrentando o risco de ser expulsa. Será risco ou sorte? Seu único crime foi votar pelo bem do Brasil e contra a posição radical de seus pares, que não enxergam um palmo diante dos narizes. Deputada Tabata, esse partido não a merece. Saia dele imediatamente, pois ele é que sairá perdendo ao dispor de uma de suas principais lideranças, sobrepondo às velhas e ultrapassadas raposas que infestam os nossos partidos, especialmente os de esquerda.

Roberto Luiz Pinto e Silva robertolpsilva@hotmail.com

São Paulo

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FAVOR

O PDT poderia fazer um favor à deputada Tabata Amaral e expulsá-la, pois ela tem demonstrado muita coerência com a campanha que a elegeu e de brinde ainda a desonera do risco de ficar em uma chapa com Ciro Gomes.

Marcelo Kawatoko marcelo.kawatoko@outlook.com

São Paulo 

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AUTOIMPUNIDADE

O grupo de estudos que analisa o pacote anticrime retira a prisão em 2a instância do texto de Sergio Moro. Infelizmente ainda temos uma pequena maioria de parlamentares a favor da autoimpunidade.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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MINISTRO EVANGÉLICO

Absolutamente nada particularmente contra, porém cabe aqui uma pergunta ao nosso presidente Jair Bolsonaro: qual é seu compromisso pela insistência, reiterando mais de uma vez que indicará um nome "terrivelmente evangélico" para uma das duas vagas a serem abertas no Supremo Tribunal Federal (STF) no decorrer de seu mandato? Tudo indica estar sendo pressionado pela Frente Parlamentar Evangélica na Câmara dos Deputados, ou talvez tenha sido um compromisso assumido durante sua campanha à Presidência. Não estamos pondo em dúvidas a capacidade cultural, técnica e conhecimento de quem vier a ser nomeado. Porém, por vivermos num País tido como uma real "democracia", tal atitude não poderá estimular pleitear os mesmo direitos os ortodoxos, muçulmanos, mórmons, etc, de terem um representante legal no Supremo Tribunal Federal (STF)?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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NÃO HÁ MENÇÃO

Como se sabe, entre os requisitos obrigatórios exigidos para a nomeação de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), estão ser brasileiro nato, ter mínimo de 35 anos e máximo de 65, reputação ilibada, notabilidade e saber jurídico. No Estado laico, como determina a Carta Magna do País, não há menção a nenhuma religião, credo ou fé. Diante do exposto, a indicação de um nome "terrivelmente evangélico" para o cargo pelo governo Bolsonaro não passa de mais um elemento terrivelmente folclórico de seu folclórico governo. E ainda faltam três longos anos e meio de mandato.

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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COM A CONSTITUIÇÃO NAS MÃOS

Sou cristão, respeito todas as igrejas, mesmo porque prestam importante serviço às comunidades. Frequento a Católica, Ortodoxa e a Evangélica, assim como meus pais me ensinaram, portando absolutamente nada contra o nosso presidente da República, Jair Bolsonaro, ser evangélico, assim como a sua amada família. O que discordo e incomoda é Bolsonaro, que preside uma nação como o Brasil, laica, insistir com sua exagerada manifestação a favor dos evangélicos (não foi só com os votos destes fiéis que se elegeu), quando na realidade deveria lembrar que governa para todos, incluindo cristãos, ateus, etc. E agora reitera que vai indicar para o Supremo Tribunal Federal (STF) alguém "terrivelmente evangélico". Primeiro, não é terrível ser evangélico. Segundo, jamais constou na nossa Constituição que um ministro do Supremo deve ser católico, ortodoxo, evangélico, ou de qualquer outra religião ou seita. Ora, a preocupação moral de um presidente deve ser sempre e para qualquer cargo se o indicado tem competência para esse honroso cargo. Por favor, Jair Bolsonaro, governe com a Constituição nas mãos. 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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MILITARES E TRABALHADORES RURAIS

Li uma reportagem em que o general Augusto Heleno diz que é uma vergonha militar de sua patente receber R$ 19 mil líquido. Como perguntar não é ofensa, o que ele teria a dizer para aqueles que se aposentaram na lavoura, que após passar a vida todo puxando enxada recebem R$ 998 mensais?

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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CRESCIMENTO E A OPOSIÇÃO

De pibinho em pibinho e de omissão em omissão, a oposição sorri porque cresce na mesma proporção.

José Carlos de Carvalho Carneiro josecarlosdecarvalhocarneiro@gmail.com

Rio Claro

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PREJUÍZO DO TRABALHO INFANTIL

Monica de Bolle. Seria uma insensatez pretender comentar ou contestar o artigo de tão competente jornalista, quando comenta o uso do trabalho infantil, em prejuízo dos investimentos e aprimoramento produtivo. O uso do trabalho infantil ocorre principalmente nos países emergentes e do terceiro mundo com população infantil fora dos parâmetros sustentáveis. Essas indústrias usam essa espécie de exploração infantil, não só atendendo a uma necessidade familiar de não ter recursos para frequentar escola. Muito diferente é a utilização do trabalho infantil na zona rural, onde não existe nenhuma legislação, o que torna o trabalho uma escravidão. Quanto ao aprimoramento produtivo, o trabalho infantil não é fator de intervenção no rumo da firma.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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VALOR DO VOTO PAULISTA

Muito oportuno o artigo do jornalista José Nêumanne, um dia após a comemoração da revolução paulista que obrigou o então ditador Getúlio Vargas a dar a todos os brasileiros uma constituição, discorrer sobre outro problema que afeta a todos os brasileiros que vivem em no Estado de São Paulo. O voto de qualquer cidadão brasileiro que reside aqui vale menos que os que residam em outros Estados. Espero que para acabar com esta excrescência os paulistas não sejam a novamente obrigados a "pegar em armas".

José Gilberto Silvestrini jgsilvestrini@gmail.com

Pirassununga 

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GESTO PROSAICO

"Ações de Moro na Lava Jato são maré de ilegalidades", defendem em manifestação pública sete juízes, sendo cinco oriundos da Justiça do Trabalho e um deles da 2ª. Auditoria Militar de Porto Alegre. Há de se perguntar, com todo respeito e nenhuma desconsideração, se esses magistrados, mercê de suas intrínsecas características funcionais e experiência adquirida nos seus misteres, podem agregar descortino suficiente para se insurgirem contra o comportamento do ex-juiz federal e atual ministro da Justiça e Segurança Pública do Brasil Sergio Moro. São responsabilidades bem distintas. O juiz do Trabalho atua nas Varas do Trabalho e julga ações que envolvem relações trabalhistas, sejam de empresas grandes ou pequenas, mas sempre na esfera privada ou em que uma das partes envolve um civil. Já o juiz federal é responsável pelas ações em que a União e empresas públicas federais são partes dos processos. Cabe a ele julgar processos de disputas indígenas, causas que envolvem naturalidade, naturalização ou que envolvem partes estrangeiras. Fica em suas mãos também o julgamento de crimes políticos, infrações que envolvem interesses da União ou que ocorram a bordo de aviões e navios.

O gesto desses sete juízes é utópico, prosaico e discricionário. A Ajufe (Associação dos juízes Federais do Brasil) recentemente, por inexistência de elementos comprobatórios concretos, indeferiu e arquivou a representação protocolada por um grupo de 30 magistrados federais que pediu a exclusão do ex-juiz federal Sérgio Moro da condição de sócio benemérito da entidade. Paralelo a essa decisão, um grupo de 271 juízes federais divulgou uma moção de apoio a Sergio Moro pela qual "se colocam contrariamente a qualquer tentativa de se tisnar de mácula ética a sua conduta, assim como retirá-lo do quadro associativo da Ajufe". Força, ministro Sergio Moro. Não esmoreça. Os homens de bem do nosso país o reverenciam.

Junios Paes Leme junios.paesleme@outlook.com

Santos

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PARCIALIDADE

A propósito do tema "parcialidade", que temos exaustivamente ouvido nestes últimos dias a respeito da atuação de Moro, quando na condução de certos processos, me vem à mente o que disse, recentemente, o ministro Toffoli (segundo declarações estampadas na página A8 do Estadão de 2/7): "Eu não me impressiono. Quem vem para cá (Supremo) tem couro e tem de aguentar qualquer tipo de crítica". Uma das várias críticas que se faz a esse ministro é exatamente de sua reconhecida parcialidade quando participou de julgamentos em que figuraram José Dirceu e Lula. E parcialidade não é conduta que se possa admitir no desempenho de um bom e verdadeiro magistrado. 

Aurélio Quaranta relyo.quar@gmail.com

São Paulo

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PANORAMA POLÍTICO 

Entrevista "Presidente do Supremo não faz pacto político" ("Estado", 8/7, A9). O professor e advogado constitucionalista dr. José Afonso da Silva faz sábia análise de temas sensíveis do panorama político e da atividade jurisdicional, sempre motivado pela defesa da Constituição. Parabéns ao velho mestre, cuja coragem histórica inspira, cada vez mais, gerações de estudantes e operadores do direito.

Anderson Lira de Oliveira Filho e Edson Silva Galiza gallyz1.eg@gmail.com

São Paulo

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EDUCAÇÃO VERGONHOSA

Só a educação é capaz de transformar socialmente uma pessoa. Hoje no Brasil ela está em metástase e o diagnóstico consta da última avaliação mundial de qualidade - 119ª colocação, atrás de Etiópia, Namíbia e Zimbábue. Em uma comissão do Senado, o senador petista Humberto Costa, declarou que os governos do PT haviam aumentado em muito os orçamentos para a educação. O então ministro da Educação ali presente confirmou o que havia sido dito pelo senador. Entretanto, manifestou que, apesar desse substancial aporte de recursos, a educação em nada melhorou. Isso só pode ser fruto de total incompetência e sabe-se lá mais o quê. 119ª colocação no mundo? É muito vergonhoso.

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

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MAIORIDADE PENAL

A Alemanha é o país mais rico da Europa e a 4ª economia mundial. É primeiríssimo mundo e já está cogitando diminuir a maioridade penal para 12 anos de idade. O Brasil em lado completamente oposto tem uma lei penal de primeiro mundo, mais de 60 mil assassinatos por ano e os incapazes só serão punidos ao completar 18 anos. Alguma coisa está errada.

J. A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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HOMEM NÃO VIOLENTO

Hobbes tinha razão: o homem é o lobo do homem. Não que os brasileiros que convivem com o despudor e a perversidade de seus políticos não saibam disso, mas sempre resta uma esperança de que haja decência em algum lugar. Os monges budistas radicais politizados atacando os muçulmanos jogaram uma bomba na fantasia humana da existência do homem não violento. Aos crentes só resta orar. Aos não-crentes pensar que a vida é passageira e que não aguentarão o mal pela eternidade. Essa semana será dura no Brasil, quantas inverdades travestidas de bem iremos ser obrigados a ouvir?

Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo

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VITÓRIA MORAL

Pela "Constituição em frangalhos", em 9 de julho de 1932 , São Paulo, mesmo com absoluta inferioridade em armas, desafiou as poderosas tropas federais. Contra canhões a criatividade dos paulistas usou matracas, antepassadas das fake news, que imitavam metralhadoras. Contra forças aéreas um menino, o escoteiro campineiro Aldo, voluntário, na condição de mensageiro, morreu vitimado por um ataque aéreo. No Guarujá, Santos Dumont, que vinha depressivo, sabedor do uso de sua invenção, suicidou-se. Ao final do confronto, dezenas de exilados, entre os quais Guilherme de Almeida, poeta-combatente, Ibrahim Nobre, extraordinário orador, Waldemar Ferreira, o jurista, e Júlio de Mesquita Filho, do Estadão. Mas a vitória moral do confronto lhes pertenceu, tanto é que logo depois o Brasil obteve a almejada Carta Constitucional. Na mesma data, 87 anos após, foi com grande alegria que lemos o artigo do jornal elaborado por Fernão Lara Mesquita, digno sucessor de seu heróico antepassado, frontal libelo contra o grave desequilíbrio social e os atuais desvios constitucionais. Como membro do Conselho Supremo da Sociedade Veteranos de 32 - MMDC, registro meu elogio pelo brilhante artigo.                                                                                                            

Luiz Sérgio Carraro luizsergiocarraro@gmail.com

São Paulo

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BRIGA DE RICOS

Um dia talvez se conte melhor a tal revolução. O Estadão tem um acervo, algumas fotos mostram as "madames" com trajes da época (dos barões do café) como as mulheres na revolução. Até 1930, quem mandava na política era o tal "Café com Leite", o estrago de 29 permitiu que Vargas (um demagogo digno de ser comunista) aproveitou o estrago e surgiu como "salvador da pátria". Aí a turma do café com leite (fazendeiros do café com fazendeiros do leite) resolveu fazer a tal revolução. O primeiro desfalque foi a traição do "leite", a turma mineira debandou, ficou a turma do café. Não podiam comprar armamento, tiveram que improvisar, e claro, teriam que perder a guerra. É isso que foi a tão badalada revolução de 32. Nasci em 37 (interiorzão de São Paulo, na época o tal "sertão"), nunca vi nenhuma notícia da tal revolução, era briga de ricos, usando "voluntários" como bucha de canhão. Fato depois repetido por Vargas nos tais "pracinhas" na Itália.

Ariovaldo Batista  arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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CRUELDADE CONTRA ANIMAIS

Em nosso País felizmente já existe legislação sobre crueldade contra animais, seres vivos como nós. Basta respeitá-la. Aqueles que exploraram esses pobres animais durante muito tempo deveriam ser solicitados a mantê-los de forma civilizada agora. Poderia, quem sabe, ser para essas pessoas um exercício de compaixão e gratidão muito útil também no trato com os humanos já que quem não respeita um animal indefeso, não saberá também respeitar seus irmãos humanos. 

Vera Bertolucci veravailati@uol.com.br

São Paulo

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DIREITOS

Os petistas chegam ao limite do ridículo. A deputada Gleisi Hoffmann votou contra a regulamentação das Vaquejadas dizendo que os animais são humilhados durante as atividades. Já a deputada Erika Kokay fala em direitos humanos para os animais. Pelo jeito, o PT quer incluir os animais no Bolsa Família e permitir que eles votem.

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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TRANSTORNO DE ANSIEDADE

Caros editores do Estadão e caro senhor Raul Galhardi, foi com muita admiração que li a coluna sobre transtornos de ansiedade. Fiquei muito surpresa e lhe congratulo por ter mencionado este transtorno no seu artigo, pois Mutismo Seletivo raramente é estudado, diagnosticado em qualquer lugar do mundo, incluindo o Brasil. Sou uma psicóloga brasileira que mora nos Estados Unidos há 40 anos. Uma das minhas especialidades é justamente Mutismo Seletivo. Muito obrigada por ter publicado um artigo sobre Transtornos de Ansiedade. 

Vera Joffe verajoffephd@gmail.com

São Paulo

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PAULO HENRIQUE AMORIM

Perdemos o jornalista mais espetacular que achamos no Brasil. Assisto a todos os jornais televisivos em canal aberto, e o que eu mais gostei desde que comprei televisor é o Domingo Espetacular, por suas reportagens longas, criativas e bem humoradas de Paulo Henrique Amorim. O maior erro empresarial foi o afastamento do jornalista por quem eu deixava tudo para estar em casa e assistir. Assisti ontem a todos os jornais das TVs abertas, até três de uma vez trocando de canal para constatar que todos os apresentadores estavam vestidos de preto, assim como a maioria dos repórteres.

Rogério de Souza Pires sorriso.psi@hotmail.com

Umuarama (PR)

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