Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

13 de julho de 2019 | 03h00

REFORMAS

Previdência desidratada

Os otimistas que se preparem, a tal economia de R$ 1 trilhão em dez anos será desidratada no caminho até a aprovação final e as ratazanas já estão de olho em como conseguir mais verba e gastar mais. Não vai sobrar nada para escolas, hospitais, estradas e segurança. E já estão “entronizando” Rodrigo Maia como futuro presidente, em 2022 – o atual mal completou seis meses de cargo. Sem chance de melhorar. Quem viver verá.

HARRY RENTEL

harry@countryroad.com.br

Vinhedo

Os contras

Dos 14 deputados do Partido Solidariedade, apenas o deputado Paulinho da Força votou contra a reforma da Previdência. O insigne parlamentar recentemente declarou que o Congresso não deveria aprovar a reforma para não garantir a reeleição do presidente Jair Bolsonaro. Da mesma forma, o palhaço Tiririca foi o único dentre os 37 deputados do Partido Liberal a votar contra. Tiririca há poucos dias criticou o presidente por ele não praticar o famigerado “toma lá dá cá”. E ainda há quem vote nesse tipo de gente. Meu Deus!

JOMAR AVENA BARBOSA

joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

Troféu cara de pau

Assistindo pela TV Câmara à discussão e votação da reforma da Previdência, constatei que a esquerda raivosa continua firme e unida na disputa do troféu cara de pau. Durante a sessão para análise e votação dos destaques apresentados, um deputado favorável à reforma lembrou que Michel Temer já havia, durante o seu mandato, proposto uma reforma da Previdência, abortada pela irresponsabilidade de um procurador-geral da República. Imediatamente um deputado da oposição decadente se manifestou vociferando impropérios contra o ex-presidente, dizendo que ele havia sido preso duas vezes. Esqueceu-se de dizer, ou lembrou-se de esquecer, que Temer foi solto logo em seguida nas duas vezes, ao contrário de certos elementos que não só foram presos, mas condenados em mais de uma instância, e permanecem presos, a despeito de alegarem inocência, na qual somente crédulos ou oportunistas acreditam.

ARLETE PACHECO

arlpach@uol.com.br

Itanhaém

Para um Brasil eficiente

A pressão popular continuará, toda vez que necessário for ainda gritarmos para que nos ouçam: queremos um novo Brasil, moderno, eficiente e justo! Passada a premente reforma da Previdência, deverão vir as reformas tributária/fiscal, política e administrativa. Esta última, a administrativa, deverá permitir a redução do tamanho do Estado, coibindo o excesso de privilégios que há muito não existem em países de Primeiro Mundo, como residência, carros, motoristas, passagens aéreas, auxílio-paletó, auxílio-alimentação, auxílio-educação, auxílio-livros, número excessivo de auxiliares, cartão corporativo sem limites, etc., de que os congressistas ainda se valem sem o menor pudor. Se as reformas todas não forem profundas e urgentes, continuaremos patinando.

ANGELA BAREA 

angelabarea@yahoo.com.br

São Paulo

FUNDO ELEITORAL

Outro Leão a nos devorar

Como se já não bastasse o Leão do Imposto de Renda, agora temos outro, o deputado federal Cacá Leão (PP-BA), para devorar ainda mais o dinheiro dos contribuintes brasileiros, com essa proposta imoral, indecente, criminosa de multiplicar a verba pública para financiar os políticos, a qual já conta com o apoio do presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Até quando os eleitores vão continuar votando em deputados dessa espécie, que são eleitos para defender os interesses da Nação, mas, uma vez empossados, só pensam no bem-estar da classe política?

PAULO BOIN

boinpaulo@gmail.com

São Paulo

Parece mentira...

O Legislativo federal brasileiro perdeu o juízo? Está insensível à caótica situação do País? Nossos políticos não estão nem aí! Temos 13 milhões de desempregados e as obrigações básicas do Estado, como saúde, educação, transportes, segurança e infraestrutura, são precárias. Mas para eles está tudo às mil maravilhas. Em plena crise, em vez de cancelar ou reduzir significativamente o tal fundo eleitoral de R$ 1,7 bilhão, querem elevá-lo para R$ 3,7 bilhões! Parece mentira...

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

Aumento da apropriação 

Antes da Lava Jato, os nossos políticos nos subtraíam dinheiro na caradura, via caixa 1, 2 ou 3, que era destinado à saúde, segurança e educação, mas acabava desviado para suas eleições e, assim, conseguirem mais dinheiro em seus bolsos. Agora continuam no mesmo esquema, e com a aprovação dos presidentes da Câmara e do Senado!

NELSON CEPEDA

fazoka@me.com

São Paulo

MEMÓRIA

Julio de Mesquita Filho

Continuando a tradição e sucedendo a seu pai, Julio de Mesquita Filho comandou o \[ \]Estadão\[/ \] durante 40 anos. No período, foi objeto do inconformismo de Getúlio Vargas, ante sua resistência ao “amaciamento” do jornal, e exilado do País duas vezes, além de ter visto o Estadão impedido de circular por cinco anos sob sua direção. Personalidade forte e combativa, passou por 1964 e anos seguintes enfrentando a ditadura e colocando versos de Camões no lugar de matérias censuradas. Transferiu coragem a todos os que com ele colaboravam e fez do Estadão exemplo de jornal onde não faltam coragem e conduta ética e moral admiráveis. Aos 50 anos de sua morte, merece que os jovens atuais leiam sua biografia e vejam o caráter e a dignidade de um cidadão paulista e brasileiro.

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

É bom revisitar a História e melhor ainda ler sobre o legado deixado pelo jornalista Julio de Mesquita Filho, que assumiu o Estado em 1927. Idealista, sempre com olhos voltados para o desenvolvimento do País e a prática da boa informação, inovou o jornalismo brasileiro. Enfrentou ditaduras, como a de Getúlio Vargas, foi expulso do País em 1938, teve de viver no exílio, e depois, em 1943, foi preso e obrigado a viver confinado na fazenda da família no interior de São Paulo. Incansável, realizou em 1937 o grande sonho da criação da Universidade de São Paulo. Falecido em 1969, deixou-nos como principal legado o jornal O Estado de S. Paulo, que muito nos orgulha.

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


CANDIDATURAS PARA 2022

Enquanto o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, comemoram a vitória do governo, que contou com uma maciça compreensão dos deputados sob o firme comando do seu presidente Rodrigo Maia, nota-se que os políticos já estão começando a costurar candidaturas para as eleições de 2022. Em política não se dá ponto sem nó.

José Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo

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CAUTELA

Penso que o presidente Bolsonaro deveria ser mais cauteloso e menos precipitado quando declarou que pretende se candidatar à reeleição em 2022, quando se sabe, pelas pesquisas de popularidade, estar igual ou muito próximo do primeiro pau de galinheiro. Ao alinhar-se às reformas previdenciárias propostas pelo presidente do Executivo, o deputado Rodrigo Maia surge como um adversário de peso que tem como conselheiro seu pai, César Maia, uma raposa felpuda da política brasileira. Mudanças como a da pensão das viúvas, dos idosos aposentados e a proteção aos que usam farda serão um autêntico desgaste governamental e essa vitória do governo possa se transformar num triunfo de Pirro. Sobre a liberação escandalosa das emendas parlamentares, recorde-se, Timóteo 6:10 “O amor ao dinheiro é a raiz e todos os males”. Brasil, país do futuro por séculos seculorum.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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QUALQUER DESCULPA

Quando as eleições são de caráter estadual e federal, o “bolo” (fundo eleitoral) precisa ser maior, devido às distâncias deste Brasil continental. Quando as eleições são de caráter municipal o bolo também precisa ser maior, devido às extremidades periféricas, um descalabro. Ou seja, para o “bolo” crescer de R$1,7 bilhão para R$ 3 bilhões, qualquer desculpa serve, mesmo sendo uma desculpa esfarrapada. Se o globalismo fez o mundo virar uma aldeia, a internet faz qualquer município virar um quintal, ou não? Só uma atitude próspera em um mundo disruptivo: cortar gastos. Agora, quando o gasto é dinheiro público, é imperativo. 

Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

Guarulhos 

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ONDE ESTÁ O LOBBY

Não sou contra a reforma da Previdência, pois sem ela, o Brasil não anda, muito embora saiba que chegamos a esse fundo do poço pela corrupção, roubos nos cofres,  incompetência e má gestão. Deputados e militares ficaram fora da reforma e um corte de 60% será feito na aposentadoria de viúvos? Justamente quando a pessoa está mais necessitada de ajuda, vem essa lei para asfixiar os sobreviventes? Quem aprova essa lei sabe como vivem os aposentados do INSS. Por que não há uma regra para aqueles que pagaram até o teto, determinando que não haverá corte? Foram essas pessoas que em vida sustentaram a Previdência e agora recebem como castigo um corte na sua pensão. Elas sequer conseguem pagar um convênio médico. Como depender do SUS? Ocorre que quem vota e faz as leis não passa dificuldades, mas aí ficar dizendo que estão do lado dos mais necessitados e não fazerem nada é uma vergonha, pois viúvos não têm lobby, lobby só existe onde há dinheiro. 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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DESCARACTERIZADA

Na terça e quarta-feira (16 e 17/7) 379 votos aprovaram a reforma da Previdência descaracterizada da sua forma original foi, digamos, uma reforma meia-sola. Mas na quinta-feira (18) foi descaracterizada ainda mais com redução do tempo de contribuição e privilégios para algumas classes e, considerando que já nasceu quem vai viver até os 150 anos, com os acréscimos de mais essas descaracterizações, foi aprovada uma reforma sapato-furado devido à maior longevidade nas costas da Previdência. Ficou claro que nossos deputados priorizam seus interesses pessoais (reeleição ou outro cargo eleitoral) em vez do Brasil.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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VELÓRIO DA PREVIDÊNCIA

Tentam desesperadamente votar uma reforma previdenciária que nós prováveis beneficiários não sabemos claramente como vai ficar. Pelas notícias que pude ver em jornais e pelas propagandas carregadas de marketing a favor da aprovação pude tirar uma simples conclusão: com a aprovação desta reforma estamos velando a Previdência e aguardaremos o seu sepultamento. Qualquer ser humano com o mínimo de inteligência vai perceber que aposentar por idade não irá compensar. Diante disso, quem for um contribuinte facultativo ou autônomo vai perceber que é muito mais viável optar por uma previdência privada e com isso favorecer os bancos que formam esse tipo de previdência, pois por idade ninguém mais vai conseguir aposentar com 100% do salário. Por tempo de contribuição, para a maioria é preciso contribuir por mais da metade da vida, pois chegar aos 80 anos não é fácil. Viúvas e viúvos, coitados. Isso, como muito outros pontos, não é mostrado nas propagandas. Ao invés de aprovar outras reformas necessárias ao País e tratar a Previdência com mais cautela, mais estudos e menos desespero, pois estamos tratando da fase da vida do ser humano na qual ele mais dependerá de um bom salário, uma vez que os atendimentos básicos, como saúde, em nosso país, são um caos, querem votar esta reforma complexa como um raio. Hoje se tenta votar o velório. Que dia será o sepultamento?

Marco Aurélio Rosim marcobes@bol.com.br

São Paulo

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ECONOMIA BASEADA NO TRABALHO

Quando houve a descoberta do pré-sal, falava-se em um bilhete premiado para a população do País, em função dos investimentos previstos em saúde e educação dos royalties do petróleo dali advindos. Podia ser excesso de otimismo, mas era um recurso baseado no capital. Agora, com a aprovação em curso da reforma da Previdência Social, os recursos “economizados” são baseados no trabalho dos contribuintes do sistema. Ou seja, o desbalanço entre capital e trabalho se perpetua.

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas

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PROTAGONISMO

Rodrigo Maia quer o protagonismo da reforma da Previdência. Na noite da aprovação, fez cara de choro emocionado diante da câmeras de TV pela aprovação, como se ele fosse o pai da criança. Na verdade, seu protagonismo se resume a “negociar”, um eufemismo para o ato de forçar o governo a dar continuidade ao mecanismo de negociação das emendas (leia-se liberação de verbas milionárias) do Executivo para  o Congresso Nacional, aplacando a gula dos políticos que, como disse Maia, agora estão felizes porque o rio “começou a correr normalmente”. Que fique sempre claro que a reforma da Previdência foi apresentada pelo presidente Jair Messias Bolsonaro, foi construída, forjada, idealizada e batalhada incansavelmente por Paulo Guedes em meio à agressividade e falta de polidez de políticos da oposição e Centrão. Bolsonaro e Paulo Guedes, estes são os pais da reforma da Previdência, que só foi rapidamente aprovada após a chantagem e coação de Maia para que o dinheiro corresse, senão, nada feito. Ganhamos sim, ganhamos todos com a aprovação, mas perdemos muito também, porque ficou claro que nada mudou na política brasileira. Que venha rápido a reforma política para acabar com essa lambança vergonhosa.

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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PAPEL QUE SE ESPERA

O dia foi de Rodrigo Maia, presidente da Câmara Federal. Tendo assumido o comando da batalha pela reforma da Previdência, por omissão da Presidência da República e indiferença da população, o presidente da Câmara aproveitou a vitória esmagadora dos 379 votos à favor, com 71 votos a mais do quorum mínimo de 308 votos, para fazer um histórico discurso, de quem assume o protagonismo político, por falta de vocação do atual chefe do Executivo para esta tarefa. Foi também um discurso de quem pretende ser candidato à Presidência em 2022. Com esta vitória retumbante, Maia e a Câmara passam a desempenhar o papel relevante que se espera do Legislativo.  

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre (RS)

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PROJETO PERENE

Desde o primeiro dia de governo, escutamos que Bolsonaro não teria condições de governar e constituir maiorias para aprovar projetos e reformas, afinal, construira um ministério técnico, sem apoio dos partidos ou acordos com líderes da Câmara. Passamos meses escutando “especialistas” dizendo que o governo não teria votos para aprovar a nova Previdência. Sessões após sessões, entrevistas após entrevistas políticos advertiam sobre a falta de articulação do governo. Foram dezenas de narrativas sobre a falta de capacidade do governo em aprovar projetos. Mas voto após voto as pautas foram sendo aprovadas no Parlamento. Quieto, sem alarde, sem a necessidade de louros ou holofotes o governo trabalhou. Sua equipe capitaneada pelo ministro Onyx Lorenzoni, alvo de todas as críticas, desconfiança e pressões infindáveis, silenciosamente ajudou a construir uma maioria avassaladora, sem trocas, sem favores, sem distribuição de cargos e ministérios. Embora Rodrigo Maia tenha chorado na mesa da Câmara mostrando algum civismo após resultado favorável à reforma, cabe lembrar que em passado recente ele tentou descreditar a equipe de Paulo Guedes quando afirmou “não vamos dar bola para o ministro Paulo Guedes”, cujo governo é uma usina de crises e um deserto de ideias, mandando ainda o presidente da República sair do Twitter para trabalhar. Logo após a aprovação da reforma da Previdência Rodrigo Maia defendeu um aumento do Fundo Eleitoral para 2020 passando de R$ 1,7 bilhões para inacreditáveis R$ 3,7 bilhões, ou seja, R$ 2 bilhões de reajuste. Um acinte contra a economia em tempos de austeridade. É surpreendente que agora alguns veículos de comunicação tentem grudar a aprovação da reforma da previdência ao “Botafogo”. Contudo, não há narrativa que vença a verdade. A nova Previdência é uma iniciativa do governo Bolsonaro, um projeto comandado por Paulo Guedes, articulado e aprovado com o incansável trabalho do ministro Onyx Lorenzoni. Da esquerda antidemocrática que votou contra a Constituição de 88, contra o Plano Real e agora contra a Previdência, não poderia se esperar outra coisa além de seus discursos hipócritas proferidos no Parlamento. O Congresso pode até tentar levar os louros pela aprovação, não importa, a única coisa que importa é que o Brasil venceu. Apesar de todas as narrativas, a verdade é uma só: a nova Previdência é um projeto perene para o futuro do País e não um projeto temporário de um governo. 

Paulo R Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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VITÓRIA

O brasileirão da Previdência teve um só ganhador em sua última rodada. O técnico do time mexeu em sua defesa acertando o centro do jogo. Até pareceu que o time vencedor tivesse jogadores tão especiais e a coisa finalmente acabou em uma grande goleada. O técnico, com o final do jogo, chegou às lágrimas, emocionado com tão  grande vitória. Só pode agradecer ao seus jogadores muito bem disciplinados e muito obedientes ao seu comando. O deputado Rodrigo Maia e presidente do clube foi o grande vencedor desta última rodada. Esperamos agora que os reservas possam continuar com esse mesmo espírito de jogo e não fiquem sentados em seus bancos, ou melhor, em suas confortáveis poltronas, o que lhes causa falta de garra e desinteresse pelo jogo.

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

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‘TOMA LÁ DÁ CÁ’

O Psol, cúmplice do PT na institucionalização da roubalheira acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) alegando irregularidade na liberação de emendas parlamentares por parte do governo para conseguir apoio na reforma previdenciária.   O “toma lá, dá cá” é uma prática comum da velha política que foi modernizada pelo PT através do mensalão e com apoio do Psol. Querem por que querem melar a tão necessária reforma previdenciária, mesmo que isso prejudique os aposentados e pensionistas. A conta vai para Bolsonaro e é só aguardar 2022.

J. A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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LIBERDADE ECONÔMICA

Ainda desconte com a reforma trabalhista que deixou de tutelar o valor trabalho, em mais de cem dispositivos, vem aí a Medida Provisória da liberdade econômica, alterando mais 36 artigos e liberando o trabalho aos domingos. Aonde nos conduzirá essa política? Ao mundo da revolução industrial, de brutal exploração do trabalho humano. Até mesmo o pai do liberalismo, Adam Smith, que acreditava no acertamento do mercado automaticamente, mediante uma “mão invisível”, sustentava que sem a proteção dos trabalhadores não se podia cogitar da riqueza das nações. Liberdade econômica e escravidão social; essa concepção é destinada ao fracasso, pois as comunidades não se harmonizam. Trata-se de uma constatação racional, não de uma superada ideologia de esquerda. 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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EMBAIXADOR DE WASHINGTON

Mesmo com a expressiva maioria alcançada na votação na Câmara dos Deputados, na última quarta-feira, que aprovou em primeiro turno a proposta do governo para a reforma da Previdência, Bolsonaro não gastou seu tempo com comemorações. Na quinta-feira, o presidente logo cuidou de neutralizar o avanço da agenda positiva do próprio governo. Bolsonaro – que sempre alardeou recrutar seus auxiliares entre os notáveis em suas áreas específicas – perguntado por jornalistas, confirmou os boatos de que seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, será indicado para o cargo de embaixador nos Estados Unidos. Para o presidente, Eduardo que é escrivão da Polícia Federal, licenciado para exercer o mandato, tem credenciais para o posto, porque “Ele é amigo dos filhos do Trump, fala inglês, fala espanhol, tem vivência muito grande de mundo. No meu entender poderia ser uma pessoa adequada e daria conta do recado perfeitamente em Washington”. Como se percebe, o bordão “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, entoado em sua campanha eleitoral, foi mera peça de retórica. Entusiasmado com si próprio, o sempre boquirroto Bolsonaro, no mesmo dia, ainda falando à imprensa, direcionou suas baterias para o vice-presidente, e disparou: “Parabéns ao Mourão porque faz uma semana que ele não dá declaração a vocês”. De Bolsonaro, pode-se afirmar, sem medo de errar: é ele próprio o seu pior inimigo

Sergio Ridel sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

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REGRA

Sabemos que para ser diplomata do Brasil como regra é preciso ter um diploma de curso superior em qualquer área e ser aprovado no concurso público realizado pelo Instituto Rio Branco (IRBr), órgão responsável pela formação dos diplomatas brasileiros, ligado ao Ministério das Relações Exteriores. Agora, o nosso presidente quer indicar o seu filho para ser diplomata em Washington. Pode isso? Há brechas que permitem. Mas vamos refletir um pouco. Se for para ocupar uma vaga na mais mais alta instância do poder judiciário brasileiro não precisa de regra nenhuma. Certo? Então deixe Eduardo Bolsonaro ocupar essa vaga de diplomata. A nós nos resta esperança em ele ter competência para o cargo. 

Marcel Frisene marcelfrisene@hotmail.com 

Ribeirão Preto 

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IMAGEM

O antigo deputado Bolsonaro que passou muitos anos de forma anônima pela política, ao ser eleito presidente está sentindo-se um ser especial e que pode fazer o que quiser sem contestação. Bolsonaro está enganado e precisa se conscientizar que apenas chegou lá porque a parte pensante do eleitorado o escolheu para evitar que o País continuasse sob o comando de um petismo que o quebrou economicamente a um nível que serão necessários muitos anos de bom governo para sair desse buraco. Não havia outro no momento. Ele que parecia até ir bem, apesar de algumas atitudes não condizentes com o cargo, de repente sai com uma novidade: irá nomear seu filho Eduardo como embaixador em Washington nos EUA. Não Bolsonaro, não faça isso. Caso não saiba, isso é puro nepotismo e tomara os EUA recusem as “credenciais nepóticas” de seu filho para que o envergonhe. Afinal, o que pensas Bolsonaro? Washington não é uma embaixada de paiseco de terceiro mundo, mas a mais importante do Ocidente, para onde só devem ir integrantes do Itamaraty com tempo, treinamento e experiência suficiente para pode exercer com eficiência um cargo que exige, para começo de conversa, fluência perfeita em inglês. Bolsonaro, foste premiado pelas circunstâncias de momento, aproveite a chance para deixar uma imagem boa. Se teimar nessa atitude, passará para a história marcado pelo mais puro nepotismo, ao invés de competência governamental.

Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo

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JOGADA

Por mais sem-noção que o presidente Bolsonaro seja, atinge ele as raias do surrealismo ao propor o nome de seu filho Eduardo, escrivão da Polícia Federal, para o posto de embaixador em Washington. Entretanto, por detrás dessa sandice está uma jogada de esperteza, para desviar os holofotes de Rodrigo Maia, que desponta como forte candidato à Presidência da República em 2022. Os tucanos, com sua proverbial tibieza, são os grandes responsáveis pela eleição de Bolsonaro, por não terem assumido o protagonismo na luta contra o PT. Só nos resta pagar a conta com resignação, pelos próximos 41 meses.

Hélio de Lima Carvalho hlc.consult@uol.com.br

São Paulo

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INDICAÇÃO POLÊMICA

A eventual nomeação de Eduardo Bolsonaro como embaixador do Brasil nos EUA será apreciada quanto à legalidade mas, independentemente disso, é péssima ideia. O deputado não tem experiência nem perfil para exercer cargo de tamanha importância estratégica e responsabilidade. A argumentação de que ele é “amigo” dos filhos de Trump – usada pelo presidente para qualificar a indicação – chega a ser cômica. Além disso, não foram poucas as observações públicas inapropriadas e inoportunas proferidas pelo deputado desde o início do seu mandato, absolutamente incompatíveis com a etiqueta e diplomacia exigidas para exercer a nobre função de embaixador. Mais uma indicação polêmica do presidente Jair Bolsonaro que, certamente, não cairá na simpatia da opinião pública. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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MUNICÍPIOS NO COMANDO

O cidadão não vive nem no Estado e muito menos na Federação, que são entidades “virtuais”. A política está virada de cabeça para baixo, como uma pirâmide se equilibrando virada para baixo. A Federação centraliza tudo, Estados e municípios tornam-se terreiros políticos, prefeitos e governadores tornam-se cabos eleitorais. Deveria ser o contrário, os municípios comandarem a política (é ali que se trabalha, se recolhe impostos, se realiza a produção e consumo, etc.) e os Estados e Federação serem meros prestadores de serviços aos munícipes. Mas para isso é preciso “prefeitos morais e éticos” acima de tudo, e não meros cabides de empregos da União.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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SABER JURÍDICO

O presidente mais uma vez declarou que é chegado o momento de designar um evangélico para o Supremo Tribunal Federal (STF). Ele terá o direito de indicar dois ministros a partir de 2020 e que um deles será “terrivelmente evangélico”. Isso não tem a menor importância pois a religião do indicado não é requisito estabelecido na Constituição para o cargo. Entretanto, “notório saber jurídico” é requisito preconizado na Lei Maior. Parece-me, terrivelmente, que esse requisito ficou relegado em segundo plano em recentes designações. Ser “amigo do rei” foi o que importou para alguns. O compadrio imperou nos governos petistas. Às favas o “saber jurídico”. Terrível.

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

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JÚLIO DE MESQUITA FILHO

Em 12/7, como comenta o Estadão”, 50 anos sem Júlio de Mesquita Filho, que  morreu em 12 de Julho 1969, depois ter participado intensamente na vida nacional em defesa da democracia liberal e da liberdade de imprensa, o que motivou sua prisão pela ditadura de Getúlio Vargas, e punição duas vezes com exílio durante o Estado Novo, nos anos 30 – a primeira vez e em 1932 e a segunda em 1938, quando foi expulso para a Europa. Repito, hoje temos a patriótica necessidade de referenciar, tomar como alvo, tão ilustre brasileiro. Assim agindo, temos de admitir que Júlio de Mesquita Filho foi um autêntico templo da democracia brasileira.

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis 

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COERÊNCIA DA ESQUERDA

O editorial “O morticínio chavista” (“Estado”, 12/7, A3) choca qualquer pessoa com um mínimo de consciência, mas não faz nenhum efeito nos petistas e muitos ditos “defensores dos direitos humanos” que condenam (acertadamente) o regime militar no Brasil por executar 434 pessoas em 20 anos, ao mesmo tempo que apoiam o regime venezuelano que executou 12 vezes mais (5287) só em 2018. Essa é coerência da esquerda…

Luciano Nogueira Marmontel automatmg@gmail.com

Pouso Alegre (MG)

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INTELIGÊNCIA BRASILEIRA

Muito bem colocados os conhecimentos do sociólogo Simon Schwartzman (“Estado”, 12/7, A2) sobre o futuro da inteligência brasileira. Espero que pessoas com poder de formar opiniões possam ser apreciadas e respeitadas em seus debates.

Neilton G Prado ngprado@triang.com.br

Uberlândia (MG)

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FORA DE COMBATE

José Dirceu foi o intelectual e idealista fundador do PT. Comunista de formação sólida em Cuba, após estágio demorado com Fidel Castro, usou Lula para lançar seu candidato à Presidência. Palocci, o matemático e excelente organizador fez parte desse conluio. Lula usou seu notável carisma para envolver os incautos e deu cobertura à vasta corrupção que foi instalada no País. Por evidências cristalinas, os três estão fora de combate, mas esperneando para arranjar argumentos, mesmo que pífios, para seguir no seu plano para manter a corrupção que como cupim arrasava o Brasil.  

Jota Treffis jotatreffis@outlook.com

Teresópolis (RJ)

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VIOLAÇÃO DE PRIVACIDADE

Na era da cortina de ferro, a polícia política da Alemanha Oriental (Staatssicherheit) – portanto socialista, controladora e restringidora da liberdade e independência dos indivíduos – praticava e incentivava a bisbilhotagem comunitária. Usavam sistemas sofisticados de gravação e os ouvidos e olhos dos cidadãos para vigiar e invadir a vida privada de vizinhos e até de familiares. Com essa central de bisbilhotagem e esses dedo duros, sabiam de tudo que se passava nas conversas privadas das pessoas; e no primeiro ato ou palavra fora da cartilha, as pessoas eram denunciadas pelos bisbilhoteiros e presas, torturadas, chantageadas e até mortas. Essa para mim é a imagem de um sistema falido, psicologicamente violento e delinquente. Entrar na vida privada alheia nas sombras e na espreita, é para mim abominável, gravíssimo, somente praticado por gente doente e infeliz. Os divulgadores profissionais que alardeiam seletivamente esses segredos são muito piores do que os criminosos que violam a privacidade alheia. Isso é muito diferente do que a polícia oficialmente instituída rastreando bandoleiros criminosos com mandado judicial, em prol da segurança de cidadãos de bem. Essa é a minha visão sobre esse estado deplorável de coisas, que muitos lamentavelmente consideram normalidade.

Olimpio Alvares olimpioa@uol.com.br

Cotia

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SITUAÇÃO DE RUA

Sobre o Estadão de 9/7. O editorial principal, em Notas e Informações, tem o título “Solidariedade no frio”. Excelente fonte de informação sobre a situação da população que vive ao relento nas ruas de São Paulo. Entretanto, não podemos deixar sem ressalva o último parágrafo, que afirma que sempre haverá quem prefira as ruas, e todos merecem a solidariedade dos paulistanos. Na mesma edição, a leitora Vera Bertolucci, sob o título “Albergues”, indica que algumas pessoas em situação de rua gostariam de retornar aos seus lugares de origem, e que, com fornecimento de passagens, poderiam se juntar às suas famílias. Mas um importante aspecto não é mencionado: a ocupação ilícita de local público. É obrigação da Prefeitura zelar para que os locais que não são de propriedade privada sejam mantidos sem ocupações indevidas, seja em calçadas, seja sob pontes e viadutos, sem mencionar a geração de detritos de várias espécies, causadores de problemas higiênicos para os mesmos desvalidos que usam as vias públicas, causam entupimento de escoadouros de águas pluviais, são causadores de incêndios que destroem seus poucos pertences e afetam a estabilidade de estruturas de sustentação de viadutos. Tudo isso ocorre por total descuido e desleixo da Prefeitura, desde há muito tempo, justiça seja feita, não só durante o mandato do atual prefeito. Não pretendo, com esse comentário, diminuir em nada a grandeza do trabalho de solidariedade maravilhoso dos nossos concidadãos, mas alertar para a causa básica do problema.

Mariano Bacellar Netto marianobacellar@uol.com.br

São Paulo 

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TITE E BOLSONARO

Prezado senhor treinador de nossa seleção campeã da Copa Roca, em primeiro lugar, parabéns. Título buscado, suado, até duvidado, sofrido, mas conquistado. Em segundo lugar, talvez traído pela emoção da conquista, achei que tinha perdido o momento, mas lamentavelmente, as notícias me confirmaram: sua atitude para com o sr. presidente da República. Permita-me a observação dolorida: trata-se da soberba. Tite foi convidado, aceitou e foi nomeado treinador da seleção brasileira de futebol, após sua vitoriosa trajetória profissional. Quase glorificado para a Copa da Rússia, porém o Brasil parou bem antes. Que coisa. O senhor não fez mudança significativa na equipe enquanto havia tempo naquele jogo em que demos adeus a mais uma esperança. Lamentável? Azar? Surpresa? Não. Soberba de não reconhecer a surpresa ameaçadora do placar. Mais, o senhor continuou, oficialmente, o treinador da seleção brasileira. Tite é seu nome. Aquela confiança do País impaciente com todo treinador da seleção. Na cerimônia oficial do encerramento da Copa América, realizada no Brasil, com as presenças oficiais do nosso excelentíssimo senhor presidente da República e demais autoridades brasileiras e internacionais o senhor era Tite, treinador de nossa seleção de futebol campeã. Era o encontro de duas personalidades oficiais brasileiras. Não era o encontro dos senhores Jair e Adenor. Era uma cerimônia oficial de autoridades brasileiras em suas funções. De repente vem à tona a soberba. E o senhor Adenor desrespeitou o presidente da República. Esqueceu-se de que deveria ser o Tite. Suas declarações após o episódio contradisseram sua atitude: o senhor misturou, sim, as coisas, senhor Adenor. Mas, católicos que somos, sabemos que a soberba – só vale o que eu penso – é o mais perigoso pecado capital, que dá origem aos outros seis. É com absoluto respeito pelo sr. Adenor e pelo Tite que solicito aceitar essas considerações como positivas.

Luis Tadeu Dix tadix@terra.com.br

São Paulo

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FALTA DE ÁGUA

Absurdo o descaso da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) com a comunidade de Boa Vista no município de Virginópolis (MG) que já vai para o quarto dia seguido sem abastecimento de água devido a uma vazamento espetacular que não conseguem resolver. Não temos água nem para beber e não disponibilizaram um caminhão-pipa para atender as necessidades urgentes. O código de defesa do consumidor prevê que a água é um bem essencial à vida humana e deve ter um fornecimento adequado e contínuo com reparação pelos danos causados por interrupções, entretanto a Copasa nunca cumpre com essas obrigações em nossa localidade e nunca tive reparação no valor da conta referente às constantes interrupções no serviço. Urge que alguma autoridade no Estado de Minas Gerais possa interceder pelo povo esquecido de nossa comunidade, visto que estamos completamente abandonados e sem a quem recorrer.

Daniel Marques danielmarquesvgp@gmail.com

Virginópolis (MG)

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SAMBA NOVO

João Gilberto disse que não gostava do rótulo Bossa Nova, que ele tocava samba. De fato o que se depreende das gravações são sambas com performances distintas da estética que se convencionou chamar de samba. Na década de 1950 os instrumentistas chamavam aquele estilo de samba novo, como dizia o baterista Edison Machado. Segundo a literatura, quem colocou aquele rótulo foi Stanislaw Ponte Preta, jornalista, cujo objetivo era identificar a performance de João como uma maneira nova de se tocar samba, sem tamborim, pandeiro, surdo, ganzá, e outros instrumentos de percussão. Para o povão, samba só pode ser no estilo carnaval com lantejoulas, paetês e alegrias efusivas. 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro 

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PROIBIÇÃO DE FUMO EM ESTÁDIOS

Tendo como relator o senador Romário (Podemos/RJ), a Comissão de Assuntos Sociais aprovou na quarta-feira, 10/7, o projeto do senador Eduardo Girão (Podemos/CE) que proíbe o fumo em eventos esportivos, incluindo estádios de futebol e ginásios. Senadores, a que tipo de fumo se refere o projeto? Quem vai fiscalizar? O torcedor alérgico à fumaça e aos odores do tabaco ou as modernas câmeras de reconhecimento facial? Que a autoritária Fifa não se intrometa, tal qual na Copa de 2014, quando exigiu, por interesses comerciais, a liberação da venda de bebidas alcoólicas nos estádios, igualmente proibida por dispositivos legais tupiniquins.

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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