Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

15 de julho de 2019 | 03h00

PREVIDÊNCIA

Prioridade, férias

O recesso do Legislativo, para surpresa de todos, demonstrou-se muito mais importante do que os interesses do Brasil. Essa ação do presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), após um belo trabalho na aprovação do texto-base da reforma da Previdência, jogou por terra todo o esforço despendido no convencimento de seus pares da necessidade de se aprovar algo tão urgente e fundamental para a vida do Brasil e dos brasileiros. Isso para eles é “tão importante” que frustraram a economia brasileira como um todo, tirando férias antes de o trabalho ser concluído. Por essas e outras ações é que nossos parlamentares são tão demonizados pelos eleitores, que esperam ações rápidas para um problema tão urgente como a reforma da Previdência. Deixar pra depois é como adiar a medicação de um doente que precisa tomar seu remédio com a máxima urgência. Eles continuam brincando com o Brasil e o sr. presidente Rodrigo Maia, que acabara de fazer um gol de bicicleta, acabou chutando contra o próprio gol. 

ELIAS SKAF

eskaf@hotmail.com

São Paulo

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Desidratando a reforma

Como era de esperar, os contrários à reforma da Previdência esperavam, com seus destaques, desidratar ainda mais o que já fora aprovado em primeiro turno. Pessoas normais entendem por “oposição” aqueles que, com propostas alternativas e reais, possam chegar a um denominador comum, para o bem do País. Todavia e lamentavelmente, o que se viu foram criaturas voltadas exclusivamente para o quanto pior, melhor, não dão a mínima para o Brasil! Os eleitores devem guardar esses nomes.

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

robrisola@uol.com.br

São Paulo

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Os empedernidos, cáusticos e ensandecidos petistas são, desde sempre, contra qualquer reforma, exceto as reformas do triplex no Guarujá e do sítio de Atibaia. Haja incoerência e irresponsabilidade!

JUNIOS PAES LEME

junios.paesleme@outlook.com

Santos

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Descrédito

A maioria esmagadora dos integrantes do PDT quer punir a deputada Tabata Amaral (SP) e os demais desobedientes que votaram a favor da reforma da Previdência, demonstrando que, como os demais partidos de esquerda, não pensa no País. Caminham rápido para o descrédito.

MAURO RICARDO VALSECHIjwlc

osta@bol.com.br

Carapicuíba

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Sem nexo

O surrado lema da esquerda de que a reforma da aposentadoria foi feita para beneficiar o sistema financeiro não tem nexo. A redução dos gastos do governo federal provocará menor necessidade de financiamento dos gastos públicos e, com isso, permitirá redução ainda maior da taxa Selic, reduzindo igualmente os ganhos dos “juristas” que vivem da compra dos títulos públicos. Estamos vendo que, hoje, ser “de esquerda” não é elogio para nenhum deputado. 

WILSON SCARPELLI

wiscar@terra.com.br

Cotia

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Privilégios continuam

A operação pente-fino será insuficiente para reaver as perdas. É inaceitável que se faça a reforma mantendo a isenção de contribuição previdenciária sobre honorários advocatícios de certos cargos jurídicos federais, estaduais e municipais, também sobre jetons de conselhos de estatais, dentre outros mimos, além de igual renúncia de receita também no tocante a auxílios-moradia e demais complementos salariais. Sem o fim dos privilégios seletivos não há Previdência que se sustente! 

LAFAYETTE PONDÉ FILHO

lpf41@hotmail.com

Salvador

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GOVERNO BOLSONARO

Filho embaixador

Os presidentes Donald Trump e Jair Bolsonaro só confiam na família. Assim Trump deve ver com bons olhos um embaixador-filho amigo de seus próprios filhos. Parece que aí não haverá conflitos, já que nenhum dos dois está preocupado em salvaguardar o estatuto da diplomacia. É nepotismo? Cabe ao STF se pronunciar. O filho não é qualificado? Não agrada aos políticos? Cabe à ilustre comissão do Senado se mostrar mais qualificada para, então, poder não aprová-lo. A indicação não é imposição. Defendam-se à altura os eventuais atingidos, ora essa!

SANDRA MARIA GONÇALVES

sandgon46@gmail.com

São Paulo

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MEMÓRIA

Julio de Mesquita Filho

Completados, neste 12 de julho, os 50 anos do falecimento de Julio de Mesquita Filho, diretor do jornal O Estado de S. Paulo de 1927 a 1969, continuam a ecoar pela mídia duas de suas frases: “Democracia se constrói com a imprensa livre” e “em defesa da democracia sou um conspirador”. Fatos da vida desse grande brasileiro foram recentemente lembrados em dois textos no Estadão, um artigo de José Alfredo Vidigal Pontes, intitulado Julio de Mesquita Filho e a educação (30/5, A2), e a matéria da redação 50 anos sem Julio de Mesquita Filho (12/7, A12), que dão a dimensão do que foi esse político, jornalista e cidadão exemplar na construção da História do Brasil no século passado. Neste segundo texto, seu neto Fernão Lara Mesquita lembra: “Tinha o jornalismo como o que ele é: uma ferramenta de educação e um instrumento de luta política com que procurava obsessivamente ajudar a empurrar o Brasil mais para perto da modernidade e mais para longe do atraso”. Por intermédio de seus descendentes e inúmeros colaboradores, o Estado continua na vanguarda da defesa da democracia, seguindo os ideais de bem comum lançados por Julio de Mesquita Filho, fazendo da imprensa livre e democrática uma grande escola para a formação de cidadãos conscientes e capacitados para decidirem o que desejam para o futuro da Nação. 

HERBERT SÍLVIO A. P. HALBSGUT

h.halbsgut@hotmail.com

Rio Claro

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Legado

Li com indisfarçável prazer e satisfação a trajetória de Julio de Mesquita Filho (12/7). É reconfortante para nós, leitores, saber que o Estadão reafirma todos os dias o compromisso com as instituições democráticas no Estado de Direito, que, aliás, acompanha a postura do jornal desde a sua fundação. Em tempos sombrios como os que vivemos na política nacional, a defesa das instituições democráticas deve ser a pauta maior da imprensa séria. E um diário quase sesquicentenário deve ser aplaudido por sua intransigência na defesa da democracia e das instituições que a sustentam.

DONIZETE CRUZ

donicruz@hotmail.com

Passos (MG) 

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“Perguntar não ofende: alguém se lembra de Paulo Tarso Flecha de Lima fritando hambúrguer?”

  

CARLOS E. BARROS RODRIGUES / SÃO PAULO, SOBRE O EX-EMBAIXADOR DO BRASIL EM LONDRES, WASHINGTON

E ROMA E AS PRETENSÕES DIPLOMÁTICAS DO DEPUTADO FEDERAL EDUARDO BOLSONARO

ceb.rodrigues@hotmail.com

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“Para ser o embaixador americano no Brasil Eric Trump deve provar que sabe fazer uma buchada de bode e aguentar o calor de 40° de Sobral, no Ceará”

PAULO SERGIO ARISI / PORTO ALEGRE, SOBRE AS ‘CREDENCIAIS’ DO FILHO DO PRESIDENTE

paulo.arisi@gmail.com

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MANUTENÇÃO DE DESIGUALDADES

A equipe econômica do governo federal está constatando que na Câmara Federal o projeto de reforma da Previdência está atendendo os objetivos, com evidentes prejuízos para alguns segmentos sociais. Os debates entre situação e oposição mostram que as divergências maiores têm a ver com a falta de coerência e a manutenção das desigualdades que vão continuar entres os que forem se aposentar. De um lado, os trabalhadores da iniciativa privada, cujas quantias a receber levam em conta o tempo e o valor das contribuições. E por sua vez, ocupantes de cargos públicos à partir dos municípios, Estados e área federal, cujas quantias a receber são bem maiores. É uma situação que não está sendo levada em consideração. É um projeto que visa mais os aspectos econômicos, deixando de lado o lado social.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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ARTICULAÇÃO POLÍTICA

Falem, escrevam, publiquem o que quiserem. Julguem, comentem, avaliem com o critério e visão que interessar, mas que foi uma vitória acachapante da nova forma de fazer política no País, é incontestável. Jogou no colo do Congresso Nacional a responsabilidade que a muito não se via, chamou-o à competência que lhe cabe, ignorou o toma lá dá cá das velhas raposas travestidas de ovelhas, colocou de forma brilhante os eleitores à frente das vossas excelências e de resultado levou 379 votos. Se isso não foi a melhor articulação política dos últimos tempos para um tema tão complexo como a reforma da Previdência, me expliquem como fazer.

Manoel Braga manoelbraga@mecpar.com

Matão

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ANTIGOS PRIVILÉGIOS

Uma vitória esplêndida dos lobistas, um trabalho excelente, parabéns. Mas uma vitória egoísta, antipatriótica, contra o grande povo do Brasil e contra o progresso da nossa nação. Uma vitória de uns grupos que não querem perder antigos privilégios injustos  em comparação com a grande maioria do nosso povo, que precisa trabalhar duro durante muitos anos a mais para pagar o descanso prematuro dos privilegiados. Se não mudarmos, vamos sofrer mais tempo ainda com a falta de dinheiro para escolas, universidades, hospitais, creches, estradas e ruas melhores, com mais linhas de metrô, usinas hidroelétricas, etc. Desejamos continuar com esta miséria atual durante mais décadas por falta de dinheiro?

Michael Peuser mpeuser@hotmail.com

São Paulo 

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FORÇA DO POVO

Parabéns, povo brasileiro, pela aprovação da reforma da Previdência. Se não fosse a vossa força, a vossa garra e as passeatas pelas ruas das cidades do Brasil afora, nada  teria acontecido. Graças a essa maravilhosa pressão os deputados não tiveram outra saída a não ser votar favoravelmente à reforma. Agora, sabedores da força que temos, nenhum político, por mais poderoso que seja, nos vencerá.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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CARÁTER TRABALHISTA NA REFORMA

Por meio deste texto, procuro alertar jornalistas e parlamentares sobre um ponto da reforma da Previdência a que, a meu ver, não está sendo dispensada a devida atenção. Trata-se da alteração no Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT) que irá incluir um §4º no art. 10 do ADCT da Constituição, com a seguinte redação: “O vínculo empregatício mantido no momento da concessão de aposentadoria voluntária não ensejará o pagamento da indenização compensatória prevista no inciso I do caput do art. 7º da Constituição, nem o depósito do fundo de garantia do tempo de serviço devido a partir da concessão da aposentadoria”. O dispositivo em comento retira as garantias previstas no art. 7º, incisos I (indenização de 40% dos depósitos a título de FGTS quando da dispensa motivada) e III (depósito mensal do FGTS), da Constituição Federal, de trabalhadores que já se encontram aposentados ou venham a se aposentar no decorrer do vínculo empregatício. Ou seja, não é sequer uma reforma de caráter previdenciário, mas sim trabalhista, que não representa qualquer economia para União, senão para os empregadores, que terão um grande alento para a dispensa em massa de trabalhadores de meia-idade, importante faixa etária na economia nacional. Não houve qualquer debate sobre o tema, uma vez que o Parlamento se concentrou unicamente nos pontos previdenciários da PEC, de modo que o dispositivo se usa da ascensão da reforma previdenciária para que possa ser incluído na Constituição completamente alheio ao debate e à chancela democrática. É um verdadeiro “contrabando legislativo”. 

Ademais, é evidente que a medida não só não traz qualquer benefício aos cofres públicos (uma vez que os ônus trabalhistas são encargos do empregador), mas também é patentemente inconstitucional, ante o princípio da vedação de retrocesso, que é entendido amplamente como aplicável a todos os direitos fundamentais, inclusive aos sociais/trabalhistas. Não fosse isso, a ausência de regra de transição expressa não indica se será aplicada em contratos de trabalho cujos empregados já se encontram em tal situação, violando expectativas legítimas de segurança jurídica nas relações sociais, sobretudo de caráter trabalhista. 

Gostaria de levantar a questão para fortalecer o debate, pois evidente que a opinião pública deve saber das minúcias que são aprovadas junto à PEC da Previdência. Assim, é possível que se discuta a pertinência de tal dispositivo, certo que não irá alterar as prospecções de economia orçamentária, e a possibilidade de inclusão de uma regra expressa de transição, evitando a completa insegurança jurídica que uma aprovação precipitada possa acarretar. O autêntico estadista dedica todo empenho para o bem coletivo nacional, sem indevidos favorecimentos a categorias seletivas ou aparentados.

Túlio Roberto tuliorr@gmail.com

São Paulo

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FUNDO ELEITORAL

Neste momento em que a Câmara Federal, dada a inércia do governo, assume em boa hora o protagonismo da reforma da Previdência, entre outras prometidas também, o relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) deputado Cacá Leão (PP-BA) dobra o fundo eleitoral de R$ 1,7 bilhão em 2018, para R$ 3,7 bilhões em 2020, ou seja, 118% a mais, com uma inflação no período que não passa de 7%. Esse relator, que tem, infelizmente, apoio também do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para dobrar esse fundo, mostra-se um usurpador. Se for aprovada a LDO conforme sugere esse insensato deputado, não deixa de ser um desvio de recursos dos contribuintes, tal qual recebiam ilegalmente das construtoras via propina. Agora legalizam os desvios, que não deixam de ser vis, já que não foram eleitos para enganar e usurpar o contribuinte.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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DETALHES DE CONDUTA

O deputado Rodrigo Maia apregoou durante meses que a reforma da Previdência não tinha votos para aprovação. 379 votos surgiram "de repente" graças à atuação individual deste nobre parlamentar. Este mesmo Rodrigo Maia soltou com rapidez pouco usual o tal Orçamento impositivo, que ataca as burras federais e compromete a estabilidade financeira da União, e aprovou-o com a mesma rapidez. Este mesmo Rodrigo Maia é favorável a aumento significativo de financiamento da campanha eleitoral de 2020. Outra vez atacando as burras da União. Conduz a Câmara, durante cinco meses, com 513 parlamentares, fazendo tão somente a avaliação do projeto da Previdência. Simplesmente ignora a existência do pacote anticrime de Sergio Moro. É claro, neste caso, se a coisa anda o feitiço pode virar contra o feiticeiro e até ele mesmo pode se enredar com a Justiça. Este mesmo deputado, com esses detalhes de conduta acima é tido por alguns como alguém que ajuda o País. Acho que estou errando em minha visão.

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas

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PREVIDENTE E IMPREVISÍVEL

Mais vale um Maia previdente do que um Messias imprevisível.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre (RS)

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TEMAS DELICADOS

Visando às eleições de 2022, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, que faz jus ao título “Senhor Reforma”, está muito tranquilo no Congresso. Afinal, já indicou que vai pôr em votação vários temas delicados e polêmicos como a reforma tributária, a reforma política, entre outras, pois o “estadista”, Jair Bolsonaro, está mais preocupado com outras questões de somenos importância. Parabéns, Maia e para frente Brasil.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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AUTÊNTICO ESTADISTA

O autêntico estadista dedica todo empenho para o bem coletivo nacional, sem indevidos favorecimentos a categorias seletivas ou aparentados.

Ari Cosme Francois arifrancois@hotmail.com

Ribeirão Preto

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EFEITO DO PODER

O exercício do poder tem efeito anestesiante nas mentes de muitos dos que o exercem. Essa constatação vemos aqui e alhures. Só os psicologicamente mais bem preparados conseguem fugir dessa aberrante tendência comportamental quando galgam o comando de suas funções públicas e até mesmo nas da iniciativa privada.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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VOTO DISTRITAL

Segundo o noticiário do Estadão de 13/7, o ministro Luís Roberto Barroso, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lidera um grupo de trabalho que visa melhorar a democracia brasileira com a implantação do voto distrital misto nas eleições para vereadores em 2020. Apesar de já ter encaminhado a proposta em tempo hábil, nota-se que o presidente da Câmara Rodrigo Maia tentará criar obstáculos, pois tudo faz crer que ele deseja candidatar-se para o cargo de presidente do Brasil em  2022 e tem receio do desconhecido.

Jose Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo

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REFORMA POLÍTICA

Sob meu ponto de vista, devíamos começar pela reforma política, pois foram eles que nos levaram a este estado de coisas.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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IMPOSTOS

Desde a promulgação da Constituição, cerca de 5 milhões de normas foram editadas para reger a vida dos brasileiros. O Estado criou inúmeros tributos como Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), Cofins, Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), Contribuição de Iluminação Pública (CIP), Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), PIS Importação, Cofins Importação, ISS Importação, todos sofrendo reajustes ao longo do tempo. Um advogado mineiro, Vinícios Leôncio, reuniu toda a legislação tributária brasileira num livro de 41 mil páginas. Não há nada mais comprovador da insegurança jurídica que assombra a vida do cidadão. A elaboração do livro exigiu um investimento de R$1 milhão, sendo 30% pagos em tributos. Até a crítica ao governo não escapa dos impostos. A reforma tributária não pode mais esperar.

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

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CRESCIMENTO ECONÔMICO

O crescimento do PIB per capita brasileiro nos últimos 40 anos foi de apenas 0,9% e a produtividade, de 0,5% ao ano. Já nos 30 anos anteriores a 1980, o PIB cresceu 4,3%. O que ocorreu para o alto crescimento foram o boom de commodities, o crescimento populacional e o aumento do gasto público, que impulsionou algumas atividades. Mas o modelo se esgotou. E agora, nos últimos 40 anos, ocorreram alguns avanços e muitos retrocessos. Avançamos no domínio da inflação, com juros nominais mais baixos historicamente. Tivemos, há três décadas, um desenvolvimento industrial, que parou. A população envelheceu, os gastos públicos aumentaram e a política da era anterior a Getúlio Vargas continuou na máquina pública (o super salário e a estabilidade para os funcionários públicos, características que a iniciativa privada eliminou). Outro grande erro foi cobrar impostos altos sem o devido cuidado de distribuí-los bem para a sociedade, o que nos últimos anos foi afetando o bem coletivo. Indo mais, com o subsídio de energia elétrica, combustíveis, grandes obras começadas e paradas, desvio de dinheiro da sociedade para interesses não demandantes no Brasil, os investimentos privados recuaram. Isso e os desmandos na fraca administração pública, onde empresas estatais não estavam sendo administradas como as privadas no que tange o lucro e retorno da atividade, fizeram com que os serviços deixassem a desejar e o comércio caísse paulatinamente.

Atualmente estamos enxergando uma luz. Medidas de ataque a despesas públicas, reformas de alto nível, antes esquecidas. A classe média, que acredito propulsora do desenvolvimento, está aí cooperando. Vemos o desenvolvimento do capital e investimentos, os recursos internos melhorando nos investimentos no mercado de capitais, antes dependente totalmente do recurso externo. A grande empresa será privilegiada. A pequena e a média ainda dependem da atividade pública, mas mecanismos estão aparecendo. O duro é que as reformas previdenciária, tributária, administrativa, judiciária e outras demoraram, mas estamos no caminho. E vemos o governo com a preocupação com o mercado exterior, que é uma grande alavanca de desenvolvimento, olhemos para o caso da China. Agora veremos se os Estados e municípios com problemas solucionarão suas dívidas e procurarão o desenvolvimento, pois muito deve ser feito.

Carlos Roberto Salimeno profsalimeno@ig.com.br

São Paulo

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DIREITO DE QUEBRAR SIGILO

Glenn Greenwald inaugurou o direito de quebrar o sigilo de qualquer pessoa sob o manto da liberdade de imprensa. É o caos.

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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NOVOS RADARES

Comando em xeque. Apesar da crítica do presidente Jair Bolsonaro à instalação de novos radares em 4,2 mil trechos de estrada, fomos surpreendidos com a atitude do ministro da Infraestrutura Tarcísio de Freitas, que apesar da afirmação do presidente de que os equipamentos, segundo ele, "têm o único intuito de retorno financeiro ao Estado" (o que nós classificamos como a indústria das multas), simplesmente deu andamento ao edital. Como agravante, o edital é de 2016 com previsão na ocasião de gasto de R$ 1 bilhão com a instalação dos equipamentos em 8 mil trechos. Calculem agora o valor que atingirá quatro anos após tais instalações orçadas. Se bem conhecemos o sistema de progressão geométrica, não se assustem se atingir algo em torno de R$ 3 bilhões. 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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PLANOS DE SAÚDE

A evolução da medicina é vertiginosa. Várias técnicas caras e complexas estão sendo introduzidas para manter a medicina "up to date". Também a medicina robótica vem trazendo sua precisa e preciosa colaboração. Essas inovações são muito caras e como corolário, o preço das mensalidades sobe bem acima da inflação, ou seja, da possibilidade que as pessoas têm para bancar esses aumentos. Uma quantidade notável de associados está abandonando sua segurança com um misto de revolta e conformismo. Várias pessoas que pagaram mensalidades vultosas, com cobertura apenas para internações, simplesmente perdem todo dinheiro gasto, mesmo sem nunca ter tido necessidade de usar o que pagaram. É urgente que os novos ventos que tentam moralizar o País conduzam a um limite justo que permita que possamos continuar utilizando nossos planos sem medos e injustiças.

Geraldo Siffert Junior siffert18140@uol.com.br

Rio de Janeiro

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RECUPERAÇÃO DOS RIOS

É um verdadeiro acinte o condenável e intolerável descaso do governo do Estado e da população de São Paulo com a convivência, décadas a fio, com os dois mais caudalosos rios que cruzam a geografia da maior, mais rica e importante metrópole do hemisfério sul, transformados em fétido esgoto tóxico a céu aberto. Urge que seja empreendido sem mais protelações um projeto de recuperação e renascimento dos rios Tietê e Pinheiros. "Rios vivos, peixes vivos". Mãos à obra, governo de São Paulo.

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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SITUAÇÃO DEGRADANTE

Simplesmente humilhante, degradante, desumano e o que mais acharem que cabe para descrever a cena do professor deficiente subindo, se arrastando nas escadas de um posto do INSS no Rio de Janeiro para fazer sua perícia médica. Que país é esse? Não vou politizar a questão apontando o dedo para este ou aquele governo. Que o povo veja o que está recebendo em troca.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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PROMESSAS DE PAGAMENTO

Fui funcionário do TJ/SP, no qual tenho diferenças salariais para receber de setenbro de 1989 a maio de 1994. Tenho quase 70 anos de idade e do Tribunal, só promessas de pagamento. Nem certidão atualizada do débito fornece. Só correspondências que levam a nada a lugar nenhum. Atendam-me, antes que seja tarde demais.

Angelo Miras Filho pedroomiras@gmail.com

Jaú 

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RISCOS NO TRÂNSITO

Os prestadores de serviços de telefone e Internet andam com os carros sempre na pressão e costurando no trânsito. E pior ainda são os motoboys, que sempre correndo e buzinando trafegam entre os carros (muitos ainda xingam). Não respeitam lombadas, ultrapassam por todos os lados, raramente dão setas e os mais abusados manuseiam o celular com a moto em movimento. Nesse frenesi, deriva o tempo, pois tempo é dinheiro e nós consumidores cobramos tempo para entrega de tudo. Não pode demorar, senão... E assim, as leis de trânsito não são respeitadas e vivemos riscos, medos e estresses constantes. Os infratores citados são reféns do sistema.  

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

São Paulo

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PATINETES ABANDONADOS

Sobre o artigo "Um mês após apreensões, empresas não resgatam patinetes em pátios da Prefeitura", publicado no Estadão em 13/7. Se os patinetes apreendidos nos pátios da PMSP não foram reclamados é sinal de que o resgate dos patinetes não vale as multas aplicadas, ficando o remanescente ou a ser sucateado, ou vendido em um leilão para interessados individuais no novo meio de transporte.                         

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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RESGATE DA DIGNIDADE HUMANA

"De que forma pode melhorar a cidade, Fabíola Cidral?" Ouvi, atentamente, Hana Machado, de Atur Alvim, Zona Leste, falar na CBN sobre espaços confortáveis... Por que não um entendimento sobre instalação, por exemplo, de banheiros químicos na região central? Só não vê quem não quer que a capital paulista passa por profunda crise sanitária. Cerca de 30 mil pessoas morando na rua – muitos em completo estado de indigência. O mais grave é que a maioria não quer sair do relento. São Paulo precisa urgentemente de uma nova política de compromisso de acolhimento da população de rua. São Paulo precisa de medidas amargas no resgate da dignidade humana. Aí surge a reflexão sobre a necessidade de uma bem planejada fazenda terapêutica para essas pessoas. Iniciamos a partir de agora debates importantes em nome da solidariedade humana, uma sensata discussão sem aragem fresca, cerimônia ou frescuras. Torna-se urgente a instalação de banheiros químicos, principalmente para atender a população de rua. Mais urgente ainda, a criação de uma cozinha humanitária, um rancho de solidariedade onde entidades de caridade possam levar suas doações, que atenda normas de civilidade da cidade. 

Devanir Amâncio devaniramancio@hotmail.com

São Paulo

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ATENDIMENTO NA PREFEITURA

Como cidadã que cumpre seus deveres gostaria de denunciar o atendimento precário da Prefeitura de São Paulo na unidade da rua Maria Paula. Com quinze guichês de atendimento só quatro estão operando. Depois de quase três horas aguardando na fila prioritária, pois tenho 73 anos, foi anunciado que o sistema saiu do ar. E a senha de hoje não vale se eu voltar amanhã. É revoltante.

Maria Lucia zizadeferran@gmail.com

São Paulo

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