Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

17 de julho de 2019 | 03h00

GOVERNO BOLSONARO

Uma gestão disfuncional

A leitura diária do Estadão tem produzido em mim, desde a posse do presidente Jair Bolsonaro, em janeiro, uma espécie de perplexidade, reforçando a ideia de que a famosa Lei de Murphy (“tudo o que puder dar errado dará”) encontra no cenário político brasileiro fértil terreno para se estabelecer. Eu, que achava que nada pior do que Dilma Rousseff poderia sobrevir ao infortúnio dos brasileiros – especialmente a imensa legião de desempregados e desalentados –, deparo a cada dia com uma nova situação criada pelos destrambelhos do “número zero”. Importante notar que à margem das idiotices que ele posta em redes sociais, estabelecendo polêmicas que, a meu ver, poderiam perfeitamente passar ao largo do noticiário político, caminham decisões de governo que infelicitam e põem em risco sonhos, quando não a qualidade de vida de milhões de cidadãos, a julgar pelo conteúdo trazido por este jornal em suas edições de segunda e terça-feira. O primeiro fala no caos que começa a se instalar em universidades federais diante dos contingenciamentos de recursos – sempre tratados de forma eufemística pelo titular da pasta. Na edição de ontem, a informação de algo ainda pior, o desmonte, sem justificativa plausível, de uma cadeia de medicamentos indispensáveis à saúde da população. Fico me questionando o que mais pode acontecer durante os prolongados sete semestres de (des)governo que ainda temos à frente. Pobre Brasil.

FERNANDO CESAR GASPARINI

phernando.g@bol.com.br

Mogi-Mirim

Aprovações do Senado

Correto o editorial O poder como capricho (16/7, A3) na análise que faz da despropositada ideia do presidente Jair Bolsonaro de designar um filho dele embaixador nos EUA. O otimismo do editorial quanto ao possível veto do Senado, contudo, não encontra respaldo histórico. Essa Casa legislativa costumeiramente aprova os nomes que lhe são submetidos, tanto para chefias de embaixadas como para integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF). Os registros apontam apenas uma recusa de embaixador, proposto pelo governo petista (Guilherme Patriota, para o cargo de representante permanente do Brasil na OEA, indicado por Dilma Rousseff), e a de um médico indicado por Floriano Peixoto para ministro do Supremo. É esperar para ver!

F. G. SALGADO CESAR

fgscesar@hotmail.com

Guarujá

Amigos, amigos...

... negócios à parte. A fotografia do encontro dos presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump, meses atrás, na qual não aparece o ministro Ernesto Araújo, das Relações Exteriores, mas, sim, o deputado Eduardo Bolsonaro, já era o prenúncio do “presente” do presidente a seu filho, que agora se confirma. Ao menos por enquanto – isto é, se o presidente não se sensibilizar com os comentários negativos vindos de toda parte, até mesmo de seus eleitores, entre os quais me incluo. Queremos deixar bem claro que enorme contingente de seus eleitores lhe dedicou seu voto por acreditar na radical mudança dos costumes da área política, passando a prevalecer os critérios da competência e da honestidade na composição dos quadros da República, e não os do compadrio e do nepotismo. Esperamos que o presidente se lembre dessa parcela de brasileiros que o elegeram por entenderem que seu programa de governo primava pela construção de um novo Brasil.

ANTONIO CARLOS GOMES DA SILVA

acarlosgs@uol.com.br

São Paulo

Menos exigências

A indicação de um filho do presidente Jair Bolsonaro, o Eduardo (03), para a Embaixada do Brasil nos EUA está, de fato, provocando muita polêmica. Não sei quem tem razão, se os que o criticam ou o presidente. Que eu saiba, há alguns anos (ao tempo do chanceler Celso Amorim) o Itamaraty aboliu a exigência de conhecimento da línguas estrangeiras para os candidatos ao posto de embaixador. Na ocasião pensei comigo: o cargo de embaixador foi rebaixado, pois essa exigência era fundamental até então. Ora, se realmente o cargo não é mais tão importante assim, creio que não precise de pessoas tão bem preparadas como antes. O presidente talvez tenha razão em indicar o filho.

TOSHIO ICIZUCA

toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba

Quem manda?

Desde quando embaixadores estrangeiros nos EUA dão as cartas? São meros portadores de recados. Quando decisões americanas unilaterais foram alteradas, contestadas ou revertidas pelo próprio governo dos EUA por desagradarem à diplomacia estrangeira? Que o diga a diplomacia mexicana, da qual nunca se leu nenhum comentário sobre as decisões de Trump sobre as atitudes contra seus imigrantes e agora contra os residentes.

MANOEL BRAGA

manoelbraga@mecpar.com

Matão

PODER JUDICIÁRIO

Juiz de garantias

A criação da figura jurídica do juiz de garantias parece ser uma grande ideia, como mostra editorial de 14/7 (A3). Sucede que o nosso sistema de Justiça já é extremamente caro para o contribuinte e isso vai encarecê-lo ainda mais. Para reduzir os custos é necessário eliminar, por exemplo, a participação do STF como quarta instância do Judiciário, como já é em países desenvolvidos – sem contar limitações mais rígidas para acesso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

JOSÉ ELIAS LAIER

joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos

Diárias obscenas

Barbaridade! Os 27 juízes auxiliares que atuam nos gabinetes dos ministros do STF estão insatisfeitos com seus vencimentos. Os magistrados defendem equiparar suas diárias (?), que são isentas de Imposto de Renda e contribuição previdenciária, às do Ministério Público, o que elevará seus rendimentos a R$ 49.771,55, bem acima do teto de R$ 39.293,32 dos seus chefes. Tudo por causa de um indecoroso penduricalho nos contracheques desses magistrados, que percebem seis diárias pétreas/mês (como assim?), além das extras decorrentes de oitivas de testemunhas fora da sede. Por enquanto (até quando?) está havendo prudência no Supremo Tribunal, que em sessão administrativa de 6 de junho entendeu que não era o momento oportuno para deferir o pleito de seus auxiliares. Em nome dos 14 milhões de desempregados e do sacrifício a que o povo trabalhador brasileiro será submetido pela reforma da Previdência, a sociedade espera que o requerido e indecente “pulo do gato” seja incinerado pelos ministros e não se fale mais nisso. Et pour cause, curto e grosso, restituam-se às origens os insatisfeitos e travessos auxiliares.

CELSO DAVID DE OLIVEIRA

david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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O VALOR QUE FALTOU

A aprovação na votação da reforma da Previdência na Câmara com 379 votos não teve nenhum líder responsável, como querem atribuir ao presidente da Câmara Rodrigo Maia, muito menos um protagonista ou maestro para fazer entender a maioria de deputados obtusos e incompetentes que compõem a casa. O responsável pela vitória esmagadora foi a atitude do presidente Jair Bolsonaro, que adquiriu os votos necessários liberando (comprando-os) mediante a liberação de um valor recorde de emendas parlamentares nos dias que antecederam a votação. Foram R$ 2,7 bilhões em valores empenhados em dez dias, isso fez com que a média diária fosse mais do que o dobro da registrada em maio de 2016 durante impeachment de Dilma Rousseff. Mesmo assim, durante a negociação, conseguiram deixar com os mesmos privilégios o funcionalismo público, que recebe muito acima da iniciativa privada, tem estabilidade de emprego, pouco faz e continuará recebendo após a aposentadoria os seus últimos salários com plenos e integrais direitos aos reajustes da classe, o que nos custará uma fortuna. Continuarão também com os mesmos privilégios policiais civis e militares. Para facilitar tais condições, Jair bolsonaro disse que se a reforma da Previdência atingisse por volta de R$ 800 bilhões em dez anos estaria muito bom, em detrimento da economia inicial prevista, que era de R$ 1,2 trilhão. Uma diferença de nada menos que R$ 437 bilhões. Agora o governo cogita se empenhar e dedicar às privatizações que podem render R$ 450 bilhões aos cofres públicos. Coincidentemente, o valor que faltou.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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‘DISFUNÇÃO BUROCRÁTICA’

Vivemos num Brasil dos labirintos de normas e leis que só acarreta custos para o empreendedor, impede a produtividade, o crescimento econômico e a criação de empregos. Ou seja, somos um país retrógrado, engolido pela burocracia. Como retrata o editorial do Estadão de 15/6, “Um trabalho hercúleo”, um estudo feito pelo Tribunal de Contas da União (TCU) com base em dados do Banco Mundial e da Fiesp, mostra que desde 1988 foram emitidos mais de 5 milhões de normas no País, ou 764 por dia. O Brasil como a 8ª economia do mundo, em competitividade está na medíocre posição de 80º lugar, entre 190 países, em 109º lugar na facilidade para abertura de um negócio e em 171º lugar quando se trata da emissão de alvará para construção. Pior ainda no quesito pagamento de impostos, o Brasil, pela emaranhada burocracia, figura em vergonhoso 184º lugar. Toda esta “disfunção burocrática”, como chama o TCU, torna complexas as regras do jogo, gera falta de organização de normas, de transparência, e insegurança jurídica, o que afugenta também os investidores. Praticamente de nada valeu, em 1979, no governo militar, a criação do Ministério da Desburocratização, pois os avanços para diminuir os entraves burocráticos estão sendo anulados, quando desde 1988 são criadas uma média de 764 normas por dia. É muita falta de criatividade.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

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MUDANÇA DE LADO

Não dá para acreditar. O eleitor que votou conscientemente em Jair Bolsonaro a fim de dar um basta no governo passado depara-se com a chamada na página A8 de 15/7: “‘Ex-petistas’ são 39% do 1.° escalão do governo”. Dificilmente os petistas, com raras exceções, mudarão de lado e todo cuidado é pouco. Agora dá para entender o porquê Eduardo Bolsonaro vai com a missão de chefiar a Embaixada nos EUA.

Jose Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo

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MILITARES NA REPÚBLICA

A propósito da matéria “Livro aponta tutela de militares na República” (“Estado”, 14/8, A8), sobre o lançamento da nova edição do historiador José Murilo de Carvalho, cabe, por oportuno, reproduzir o trecho a seguir: “embora ressalte que a atual gestão, mesmo repleta de militares, está longe de ser um governo militar, José Murilo sustenta que o Brasil continua uma ‘República tutelada’”. O autor cita o fato de que cinco das sete constituições brasileiras, inclusive a atual, sancionaram um papel político para os militares e sugere a existência de um “acordo tácito de que a República ainda precisa de um bengala”. A conclusão é pessimista. José Murilo aponta a permanência de um círculo vicioso na relação entre militares e civis que será difícil de quebrar. “As Forças Armadas intervêm em nome da garantia da estabilidade do sistema político; as intervenções, por sua vez, dificultam a consolidação das práticas democráticas”. “Estamos presos nessa armadilha e não conseguiremos escapar dela se não construirmos uma economia forte, uma democracia includente e uma República efetiva. Não conseguimos em duzentos anos de vida independente e o tempo joga contra nós”. Com efeito, sua palavras não poderiam ser mais apropriadas para este início de governo civil verde-oliva e amarelo. 

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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DESCENTRALIZAÇÃO

Não, sr. presidente. O Brasil não precisa de quimioterapia, mas sim de uma “reencarnação”' que venha através de uma mini reforma constitucional, mormente em seara de descentralização administrativa, tributária, política, econômica e penal (uma Federação de fato) que permita a Estados e municípios autodeterminarem as próprias expensas respeitando suas identidades regionais, longe do tacão de uma ilhada Brasília e seus burocratas de estimação viventes em uma bolha ideal. Menos Brasília, sr. presidente e mais Brasil, lembra-se?

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

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REFORMA DO ESTADO

A anemia da economia é evidente, pois que o Estado brasileiro faliu e grande parte das empresas está insolvente com falta de liquidez. Indaga-se, então, qual o caminho da reforma tributária se ninguém abre mão da receita e o Estado mendiga pelos quatro cantos seu aumento, afora a péssima centralização da arrecadação em mãos da União. Discutimos o tema há mais de 30 anos sem êxito, a primeira solução seria a reforma do Estado, com a redução de Estados e municípios, assembléias e câmaras municipais e seus representantes, além do desperdício chamado fundo partidário. Sem cortar na própria pele, a reforma não sairá do papel.

Carlos Henrique Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

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PRIVATIZAÇÃO

Há carência de ferrovias, rodovias e aeroportos pela falta de manutenção, com prejuízo visível para a Economia. Além de poderem tornar-se eficientes com a privatização, esta pode ajudar a economia e estancar o cabide de empregos do governo. O dia em que o Brasil comemora a sua independência política também deveria comemorar a sua independência econômica, com o grito: “Privatização ou morte”. Enquanto isso, o governo brasileiro cuidaria do nepotismo e de suas viagens turísticas, numa oportunidade única em aprimorar seus conhecimentos de geografia. Parodiando a canção do Soldado Expedicionário: “Por mais terras que eu percorra, não permita Deus que eu morra sem que volte até lá”. 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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ARTICULAÇÕES

De início quero ressaltar que não sou Bolsonarista, embora tenha votado nele nas últimas eleições, assim como tantos outros, a fim de evitar o PT. Respeitando o senhor David Fleischer pelo seu histórico, permito-me discordar de sua opinião em que compara “articulações”, em que o presidente de plantão dá ministérios e estatais de “porteira fechada”, com a liberação de emendas prevista em orçamento aprovado pelo Congresso.

Marcelo Falsetti Cabral mfalsetti2002@yahoo.com.br

São Paulo

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LOBBY PARA O CIDADÃO

Não deveriam os parlamentares, eleitos pelo povo brasileiro, fazerem lobbies por seus cidadãos?

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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SOLUÇÕES FÁCEIS

O texto “A pauta da Bancada da Bala” na página A3 de 15/7 me faz lembrar uma tese que já ouvi no passado de que o ladrão é um benefício para a sociedade, porque depois do roubo, o chaveiro é acionado para os reparos e reforços necessários, o seguro igualmente, as empresas de segurança crescem, contratando mais, para vender mais segurança, e assim vai se resolvendo o problema, como se faz com uma peneira. Enfim, como diz o próprio texto no final “soluções fáceis, nesta seara, significam apenas demagogia”. 

Arcângelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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INVESTIGAÇÕES COM DADOS DO COAF

O ministro Dias Toffoli teve uma atitude inconstitucional. Mais uma vez, está passando a mão na cabeça dos corruptos e criminosos no seu ato em relação ao Coaf, um órgão que foi criado para tentar detectar lavagem de dinheiro, método utilizado pelos bandidos para esquentar o dinheiro ganho ilicitamente. Isso sim é abuso de autoridade e mais uma tentativa de acabar com a Lava Jato podendo causar até a devolução de dinheiro aos corruptos e criminosos. A atitude é vinda do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). Mais um absurdo e desrespeito ao brasileiro que trabalha duro e honestamente, e que paga o salário de um membro como esse da Suprema Corte. Lamentável.

Rodrigo Echeverria rodecheverria73@hotmail.com

São Paulo

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PAROU DE ANDAR

Eu prefiro um Moro de ti ti ti com Dallagnol do que um Toffoli liberando geral. Acho que o câncer da corrupção ainda vai matar o Brasil. A fila parou de andar e ainda podemos assistir os poucos que foram presos serem liberados e transformados em mártires. 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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PRISÃO DEPOIS DE CONDENAÇÃO EM 2ª INSTÂNCIA

A Comissão Especial da Câmara dos Deputados, para analisar o pacote criminal apresentado pelo ministro Sergio Moro, no item relacionado à prisão após decisório em Segundo Grau, por 6 votos favoráveis e 7 contrários, opinou pela prisão somente após o trânsito em julgado em todas as instâncias. O decisório não é definitivo, mas se nota o desejo de combate a Sergio Moro e também à Lava Jato, sintomas que poderão ser verificados quando o tema for votado em plenário. Desume-se, ainda, que Lula poderá ser solto a continuar o entendimento como o da Comissão.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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EMBAIXADA E DIPLOMATAS

Caso Jair Messias Bolsonaro venha mesmo a cometer esse disparate de indicar seu filho Eduardo para ser embaixador do Brasil em Washington é de se esperar que os senadores, sem partidarismo, tenham o bom senso e negar essa absurda indicação e assim não cometer um grave erro. Este ano está aberta a inscrição no Instituto Rio Branco para o cargo de diplomatas. Apenas há vaga para vinte postulantes. É sabido que a seleção é rigorosa. Até agora os indicados pelo presidente da República, salvo algumas exceções, são diplomatas experientes, em fim de carreira, que já passaram por diversos países até serem convidados para ocupar a importante embaixada em Washington. É uma humilhação para os diplomatas de carreira serem preteridos pelo filho do presidente. É de se supor que a assessoria de imprensa da Presidência da República leve ao conhecimento de Jair Messias Bolsonaro aquilo que os bem informados leitores de jornais e revistas e de os outros meios de comunicação pensam dele. 

José Carlos de Castro Rios jc.rios@globo.com

São Paulo

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DESIDEALIZAÇÃO DOS EUA

O que me agrada na indicação de Eduardo Bolsonaro é a desidealização dos Estados Unidos. O Brasil não precisa ficar sempre se curvando e enviando seus melhores homens para Washington como se lá residisse tudo o que o mundo tem de mais nobre. 

Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo

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FILHO DE UM POPULISTA

Por mais que os sinais enviados ao povo são de flagrante populismo que descamba em nepotismo, o editorial de maneira séria e clara nos alerta sobre o “disparate”. Na veia do filho de um populista, corre sangue azul, que anseia por privilégios, que nada tem a ver com a democracia pura e simples. Se ao invés de três por exemplo, fossem seis, iria sobrar até para o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Mas uma coisa é certa, devido à velocidade do tempo e da chegada de novos pleitos, “presidentes são temporários, o despertar do povo nas urnas, temporão”.

Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

Guarulhos 

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SEIS MESES DE GOVERNO

Por que continuo bolsonarista assumido? Porque após apenas seis meses de governo ele já mudou o Brasil. Porque o novo Brasil é de direita. Porque a esquerda lulista foi derrotada. Porque ele está acabando com os tabus do politicamente correto. Porque ele é patriota e o presidente que tem mais amor pelo Brasil e seu povo, desde que Pedro II sofreu o golpe republicano em 1889. Porque ele já está fazendo o Congresso reassumir suas responsabilidades democráticas e constitucionais, como ocorreu na reforma da Previdência. Porque ele sabe o que está errado na cultura de assistencialismo que há  89 anos vem enfraquecendo os mais pobres pelo getulismo no Brasil, seguido do peronismo na Argentina e, até 2018, com o lulismo e o bolivarianismo que enterraram as esperanças da América Latina. Porque ele revela seus pensamentos e propósitos, não enganando o povo, como o Lula, que sempre enganou e que mesmo preso continua enganando. Porque já está incentivando o aparecimento de bons candidatos para 2022, que poderão continuar sua trajetória meritocrática para o bem da nação. Porque ele já está sinalizando, para o mundo todo, como no acordo Mercosul e Europa, que o último gigante, ao lado de EUA, Rússia, China e Índia está acordando para incluir o continente sul-americano no concerto das nações mais poderosas. Precisa mais?

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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MÍNIMO

Votei no Jair Bolsonaro para presidente, e é impressionante o seu despreparo para ocupar um cargo desta importância. A cada dia ouvimos e presenciamos uma besteira atrás da outra, tais como: nomear um ministro para o Supremo Tribunal Federal (STF) que seja terrivelmente evangélico, sabendo que o nosso Brasil é um país laico. Nomear o seu filho Eduardo para a embaixada dos EUA, mesmo não tendo formação na carreira diplomática, mas, possuindo um atributo espantoso, o de saber fritar hambúrguer. Construir um novo autódromo em terreno pertencente ao Exército para levar a Fórmula 1 para Rio de Janeiro. Defender a categoria dos policiais federais para que a sua aposentadoria seja bem mais vantajosa do que a da grande maioria dos trabalhadores. Ele deveria dedicar o seu tempo para trabalhar em projetos que rendam empregos, melhoria da educação, da segurança e do atendimento da saúde na rede pública. Isso sim é o mínimo que um presidente da Republica teria que fazer, e não ficar protegendo a sua categoria profissional, os filhos e os evangélicos. Pura discriminação contra o restante dos brasileiros.

Darci Trabachin de Barros darci.trabachin@gmail.com

Limeira 

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‘SERVIDOR DO POVO’

Bolsonaro é, de fato, um sujeito simples, um garotão saudável que superou um atentado, um tipo sanguíneo e impaciente, evangélico como muitos conterrâneos, sem muita cultura como a maioria, não corrupto como quase todos os que tiveram educação militar e patriota como estes. Não professa nenhuma ideologia, para incompreensão dos ideólogos desbancados. E tem uma porção de “entendidos” que procuram analisá-lo, adivinhá-lo, instruí-lo, etc. “Brasil acima de tudo. Deus acima de todos” é um lema saudável; melhor do que tudo o que se ouviu de Lula e companhia. Serviu para clarear a névoa socialista. “Respeito a todas as instituições, mas acima delas está o povo, meu patrão, a quem devo lealdade” é a pura expressão da verdade. Infelizmente é tão incomum no Brasil, já que os muito cultos comentaristas não conseguem integrar e ridicularizam. Que tal lembrar Frederico II da Prússia, que teria dito “Eu sou o primeiro servidor do povo”?

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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RESGATE DO FUTURO

O legado dos governos petistas foi um Brasil de injustiças, com divisão entre vários grupos explorados pelos políticos, atos ilícitos em prejuízo do povo carente, evolução do crime, dos vícios, do tráfico e de movimentos pela deseducação das crianças. Tudo aquilo que foi pregado pelo marxista Antonio Gramsci encontrou guarida em nossa sociedade, muitas vezes potencializado pela postura de parcela da mídia. Urge que os cidadãos de bem, amantes da honestidade, da caridade e da moral cristã reajam para que sejam restabelecidos os valores tão relegados hoje no dia a dia. Cidadãos de todos os credos, vamos nos unir em prol do resgate de nosso futuro. Viva Moro, viva Bolsonaro.

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

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DIFERENÇA DE TRATAMENTO

Outra vez, excelente artigo de Fernão Lara Mesquita. Restam alguns comentários para acompanhá-lo na análise fria que ele exerce sobre a privilegiatura, o povo, a representatividade e a atuação da imprensa. Na ordem, a privilegiatura é o que mais incomoda o povo neste momento. A última eleição e as manifestações de rua comprovam isto. O povo está saturado desta diferença de tratamento entre ela e o povo. Eis porque cabe a colocação e Fernão que PT e PSDB morreram de morte morrida. Não por outro motivo, Tabata e Kim, para citar dois exemplos, têm o prestígio que hoje desfrutam. De fato o povo não tinha tido, até aqui, as redes sociais a seu favor. Agora elas estão dando sua contribuição. A representatividade é um descalabro. Numa Câmara onde somente 27 dos 513 deputados federais teriam sido eleitos com votos próprios pouco resta a se comentar. Há que se fazer reforma política intensa e profunda para que a representatividade seja espelhada nos detentores de cargo. A atuação da imprensa surpreende. Um destaque que faço, só como exemplo, usa a liberação de armas. Instituto de pesquisa sai a campo, elege universo de algo em torno de 2 mil pessoas, e retira deste conclusão que o povo tem determinado sentimento. O próprio instituto não se dá conta de que em 2005, num referendo que foi solenemente ignorado pelas autoridades, 64% da população manifestou-se a favor da liberação de armas. A imprensa em geral entra em análises, usando a tal pesquisa, e defende algo contrário ao desejo popular. É assim que a imprensa se afasta da realidade e assim o fazendo contribui para o seu próprio desprestígio. Esquece-se a imprensa que o Parlamento foge de reforma política como o diabo foge da cruz, que usa e abusa de verbas públicas sempre a seu benefício, escorchando o povo e martelando a impossibilidade de redução de impostos (outro ponto destacado por Fernão) e que definitivamente não trabalha, haja recesso. E o País à deriva.

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas 

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CARÁTER CORONELISTA

A entrevista de Ciro Gomes ao Estadão/Broadcast Político pode bem servir como objeto de estudo psicanalítico profundo, em que o que não faltaram foram ambiguidades e atos falhos. A frase “Ninguém pode servir a dois senhores”, referindo-se à dissidente deputada Tabata Amaral, traduz bem o caráter coronelista e autoritário do ex-ministro ao comparar a relação deputado e partido com o modelo feudal de suserania e vassalagem. Ciro afirmou também que abandonou o PMDB após constatar que o partido “chafurdou na corrupção”. Não foi exatamente por isso. Como bom peemedebista ele aprendeu a flertar com quem lhe trouxesse dividendos políticos mais imediatos – como a candidatura à Presidência da República –, daí a mudança de partido. Num momento político em que o presidente Jair Bolsonaro está em baixa e ninguém quer ouvir falar do PT, o ex-ministro bate forte nos dois visando, embora não afirme explicitamente, as eleições de 2022. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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LIBERDADE DE MANIFESTAÇÃO NO CONGRESSO

O Brasil se diz um país democrático, mas o voto de cabresto impera no Congresso. Se os partidos vão fechar questão sobre todos assuntos não existiria a necessidade de tantos deputados e senadores representando as diferentes opiniões da sociedade. As discussões e votações seriam infinitamente mais fáceis e rápidas se cada partido votasse em bloco. Ou deixam os parlamentares se manifestarem livremente ou acabem com o Parlamento, deixando os líderes partidários resolverem tudo. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo 

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AO PAÍS, NÃO A SENHORES

Espera aí, senhor ex-ministro Ciro Gomes, como assim? Ninguém e nem partido algum está acima do País. Nenhum deputado pode ou deve servir nenhum senhor, que dirá dois. O político que se preza e tem vergonha na cara serve ao seu país e não a senhores. E o senhor, que vive em cima do muro, está servindo a quem agora?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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MORAL

Ciro Gomes pede a saída da Tabata, mas ele mesmo nada fez ou faz em relação a Carlos Lupi, que foi mandado embora do governo Dilma por corrupção e tinha um cargo fantasma na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Ou seja, nesse PDT, moral ninguém tem. Ciro, tão macho e honesto, disse que se Bolsonaro ganhasse a eleição ele iria sair da vida pública e entrar de cabeça na privada. Cadê a palavra?

Antonio Jose Gomes Marques a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

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ABUSOS NO BNDES

Concordo com o colega Antonio Corrêa de Lacerda quanto à excepcional qualidade do corpo técnico do BNDES. Entretanto, causa espanto não terem sido feitas críticas aos incontestáveis abusos cometidos pelos governos brasileiros entre os anos de 2008 e 2014, que fizeram aprovar muitas operações de elevadíssimos riscos com governos amigos e de pouco respeito democráticos de que hoje colhemos calotes bilionários.

Francisco Fernandes Filho franciscofernandesf@terra.com.br

Santana de Parnaíba

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GOVERNO NA CATALUNHA

Quando em 1977, após quarenta anos de ditadura, a Espanha realizou as primeiras eleições democráticas, muitos pensaram que começaria uma nova era. E assim foi. Nascia uma democracia que, embora instável, fortalecia-se com o passar do tempo. Como o ditador morreu na cama e a transição foi feita com a aprovação dos seus lacaios, as principais instituições estatais permaneceram nas suas mãos. Desde então, a sombra do franquismo surgiu muitas vezes, mas foi claramente evidenciada quando os catalães decidiram realizar o referendo de autodeterminação. Ao longo dos anos, os catalães foram ignorados, vetados e desprezados pelo governo espanhol e foi o próprio povo catalão que pressionou os seus dirigentes para organizar o referendo. A resposta da Espanha foi a que se sabe: testosterona e repressão. Os chamados “constitucionalistas”, fervorosos defensores da pátria hispânica (que por acaso são os mesmos que na década de 1970 eram contra a Constituição), não hesitaram em inventar qualquer desculpa para criminalizar os independentistas. Para um constitucionalista vale tudo para salvar a pátria, incluindo mesmo violar as suas próprias leis. Chegaram até a alterar o resultado da vontade popular da Catalunha nas eleições autônomas espanholas e europeias. Esta é a triste realidade na Catalunha: alguns dos políticos eleitos nas urnas foram vetados e aqueles que não o foram não têm real poder de decisão. Dois exemplos atuais (entre centenas de outros semelhantes): os tribunais espanhóis anularam a lei catalã contra a alteração climática e o imposto catalão sobre as bebidas açucaradas. Em caso de ainda haver alguma dúvida, na Catalunha governam os juízes.

Guifré Illa guifreilla@gmail.com

El Masnou (Espanha)

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LIBERDADE ESSENCIAL

Acusam agora procuradores “de terem conversado sobre a possibilidade de abrir um negócio, que seria tocado por suas esposas”. Seria como se um empregado de uma agência estatal de controle de poluição sugerisse à sua esposa que abrisse uma empresa de treinamento na área do controle da poluição do ar – trata-se do fim do mundo ou de liberdade essencial? No caso dos procuradores, o negócio nem foi realizado.

Olimpio Alvares olimpioa@uol.com.br

Cotia

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COMBATE À CORRUPÇÃO

Na audiência do sr. Glenn Greenwald no Senado, o senador Renan Calheiros disse que quando foi ministro da Justiça do governo Fernando Henrique Cardoso combateram a corrupção. É mesmo? E quantos foram condenados? Conta outra senador.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro 

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RECEPÇÃO

Gostaria de ver um hacker ou divulgador de gravações hackeadas do ministro da Justiça americana ser recebido com pompa e credibilidade pelo Senado Americano; só na terra de tupiniquim.

Paulo T J Santos ptjsantos@yahoo.com.br

São Paulo

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QUAL O MEDO?

Perguntar não ofende, qual o medo se o sr. Glenn Greenwald for investigado?

Moisés Goldstein mg2448@icloud.com

São Paulo

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TRABALHO INFANTIL

Uma declaração provocante de Bolsonaro sobre o duro que deu desde criança, abriu uma discussão sobre o trabalho infantil, cláusula pétrea da legislação sobre o menor e o adolescente. Muitos divagam sobre a incompatibilidade entre estudo e trabalho do menor. A cartilha, ou melhor, a bíblia do politicamente correto, julga pecaminoso e criminoso o trabalho de crianças e adolescentes. De cara, é possível dizer que Bolsonaro é a prova viva de que trabalho estudo podem ser associados com sucesso e preparação da vida adulta sem dependência dos pais. O inverso está na geração “nem, nem”, adultos incapazes de sozinhos, fora das asas dos pais, tocarem suas vida. É necessário, a meu ver, conceituar o trabalho infantil. Filhos auxiliando a mãe, forrando suas camas, passando vassoura em casa é trabalho infantil ou faz parte do processo educativo, despertando o espírito colaborativo da meninada? Ir rapidamente ao mercado da esquina comprar um quilo de feijão é trabalho infantil? Entendo que trabalho infantil deva ser adequado a cada idade, em natureza e volume. Assim será benéfico ao processo educativo, colaborando para a formação do adulto. Coibi-lo absolutamente é formar adultos amorfos.

Paulo Roberto Santos prsantos1952@bol.com.br

Niterói (RJ)

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INSISTÊNCIA

O texto do escritor Fernando Dourado Filho é um primor na forma. O seu conteúdo expõe a lástima das patetices dos nossos representantes, enumerando vários fatos que culminam nessa insistência esdrúxula do atual presidente em nomear o “filhão” deslumbrado e despreparado para a embaixada em Washington. Risível e constrangedor. Senado, salve o Brasil de mais uma vergonha.

Elisabeth Migliavacca

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IMPORTÂNCIA DO NIÓBIO

Em seu artigo, a citação do elemento químico nióbio foi colocada de maneira superficial, deixando de ser colocado que o nióbio é sim um elemento químico importante demais na confecção de cabos de oleodutos e outras fibras de condução. Não me parece sério fazer brincadeiras que dão a entender que o elemento químico serve apenas para badulaques, quando a utilidade desse metal foi descoberta nos anos 60. Também deveria ser dito que o nióbio tem valor de mercado alto por seu uso desde gasodutos até em foguetes. Para completar, não deveria ser deixado de fora que o Brasil possui 92% do nióbio do mundo.

Sônia Constantino constantino114@gmail.com

Rio de Janeiro

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SÍMBOLOS NACIONAIS

Leio artigo em que o autor divaga sobre o curioso patriotismo brasileiro. Não se prende ao passado, ainda que seletivo, memória que contribui para coesão social da população. De modo geral, orgulhamo-nos das belezas naturais, da exportação de craques de futebol, da Amazônia, da nossa produção mineral e vegetal, Itaipu, Brasília. Coisas passageiras que podem estar ultrapassadas em uma geração. Paulistas reverenciam os heróis de 32, gaúchos, a Farroupilha, baianos o 2 de julho. E por aí ficamos. A formação da nacionalidade é pouco conhecida e menos reverenciada. A manutenção da integridade territorial, motivo de guerras internas e externas, não desperta grande interesse. O braço escravo nas transformações leva à divisão social e não à aglutinação, do modo como é tratado. Muitos não sabem quais os símbolos nacionais e eu os cito para esses. São apenas três: a bandeira nacional, o selo nacional e o hino nacional. Todos devem ser motivo de culto e respeito. O hino, particularmente, cantado ao modo de Fafá e outros, é ilegal e passível de processo, mas quem liga?

Paulo Mello Santos policarpo681@yahoo.com.br

Salvador

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AUTISMO NO BRASIL

“Governo deve vetar questão sobre autismo no Censo” (“Estado”, 14/7, B8). Conforme dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) temos no Brasil 2 milhões casos de autismo. Trata-se da maior “epidemia” atual no mundo, com 70 milhões de casos. Se não tomamos nenhuma iniciativa, teremos, dentro de 20 anos, mais de 4 milhões de autistas no Brasil. Por isso é muito importante saber a verdade sobre o tamanho desta “epidemia” aqui no Brasil, conforme o desejo do Senado, que aprovou projeto de lei que obriga inclusão da pergunta no censo. Conforme a minha pesquisa, as crianças nascem com saúde, mas devido três erros logo depois do nascimento, que nenhum mamífero comete e também nenhum dos nossos antepassados cometeu durante milhões de anos, iniciamos esta “epidemia”. Casos de autismo podem ser evitados com um custo de R$ 0,05 e de um minuto de tempo para cada recém-nascido.

Michael Peuser mpeuser@hotmail.com

São Paulo

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VOLTA DO SARAMPO

Pois é, não é só na economia que o Brasil anda de marcha à ré. Como tantas outras doenças o sarampo que era considerado extinto no Brasil está de volta para preocupação dos médicos. A doença voltou pelo Norte. A porta de entrada foram os estados de Amazonas e Roraima, que registraram os primeiros surtos no ano passado. Por causa desses casos que começaram lá, o Brasil perdeu o certificado de eliminação da doença contagiosa pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) após registrar mais de 10 mil casos em 2018. Até agora São Paulo já registrou, nos primeiros seis meses de 2019, 384 casos. O aumento pode ser consequência da baixa adesão às campanhas de vacinação. Na capital, por exemplo, a procura foi de apenas 1,6% do público-alvo, jovens na faixa dos 15 a 29 anos, mais suscetível a não ter tomado a segunda dose da vacina. Diante do resultado pífio, a Prefeitura de São Paulo decidiu prorrogar a campanha até o dia 18 de agosto. Com o objetivo de imunizar 900 mil jovens, a Secretaria de Saúde estendeu, na última semana, a vacinação para mais cinco cidades: Osasco, Guarulhos, Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul. O Brasil registrou 142 casos de sarampo desde o início de 2019, segundo boletim epidemiológico do Ministério da Saúde datado de 1.º de julho. A ideia da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo é conter o avanço da doença, mas para que isso ocorra é necessário haver uma divulgação mais ampla por parte do poder público. A falha na divulgação pode ser constatada pelo fato de que até na maior metrópole do Brasil a campanha está sendo tímida e muitas pessoas ainda não sabem que é preciso se vacinar. Não é a toa que apenas 47 mil dos 2,9 milhões de habitantes que fazem parte do público alvo procuraram os postos. Não é pra brincadeira, o sarampo mata. A pessoa infectada libera o vírus quando fala, tosse ou espirra e ele entra pela respiração de quem está por perto, causando pneumonia e outras doenças respiratórias. Estamos no inverno, época mais propícia do ano para contaminação com doenças infecciosas. 

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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INSTALAÇÃO DE RADARES

O presidente Bolsonaro dizia que nas rodovias brasileiras não havia necessidade de radares para controle de velocidade Agora, irá o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) autorizar a instalação de centenas de radares espalhados por todo o Brasil. Por que será?

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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INDÚSTRIA DA COBRANÇA

O Brasil é o único país no mundo em que os débitos dos consumidores são eternos e não prescrevem nunca. Se você deve para um banco ou empresa, por exemplo, eles deixam de te cobrar por algum tempo, mas entram em cena os famosos escritórios de cobranças, que compram a dívida e a sua vida vira um inferno. São telefonemas e mensagens diários e permanentes, não importando o dia e nem a hora. É inacreditável que nossos juristas ainda permitam esses abusos e desrespeito com os cidadãos, que por uma contingência da vida, não conseguiram honrar seu compromisso e já foram penalizados com seu nome sujo por vários anos. É preciso acabar com esta indústria da cobrança e dar um limite definitivo para esse tipo de abuso. Não é possível que alguém fique refém, a vida toda, de seu credor, que por pura maldade acaba com a vida de quem está tentando se reerguer e não consegue por conta de todos esses empecilhos. Existem dívidas que superaram os 25 anos e o cidadão ainda continua refém de seu credor. É preciso dar um basta, um limite, pois o jeito que a Justiça trata os inadimplentes chega às raias do absurdo, da falta de respeito e beira o escárnio. 

Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo

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FINANCIAMENTO DE IMÓVEIS

Sobre o artigo “Bradesco oferece financiamento para imóveis na planta”, publicado no Estadão em 14/7. Imóveis vendidos na planta sempre são mais baratos devido aos maiores riscos envolvidos, pois normalmente os construtores os oferecem para captar recursos iniciais para início das obras, sendo muitas vezes a credibilidade do empreiteiro a razão da aceitação ou não de tal aquisição. Mas se um banco com o porte do Bradesco garantir a compra, com certeza haverá um novo paradigma de vendas no segmento que com certeza contribuirá para o desenvolvimento do setor.                           

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC) 

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