Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

19 de julho de 2019 | 03h00

UNIVERSIDADES PÚBLICAS

Verbas privadas

Finalmente uma luz no fim do túnel! Se não for uma locomotiva em sentido contrário, aplausos à iniciativa do Ministério da Educação. Há mais de 20 anos iniciamos uma parceria público-privada entre Instituto Butantan-USP-Fapesp e cinco indústrias farmacêuticas (brasileiras) buscando desenvolver fármacos a partir de riquezas naturais brasileiras. Essas indústrias se consorciaram e investiram entre 2000 e 2005. Recebemos apoio logístico de instituições estrangeiras. Infelizmente, nem o setor privado, muito menos o setor público estavam preparados. Resultado: depois de seis anos de esforços e investimentos, tudo foi para os arquivos sem mesmo se examinarem os pareceres e recomendações de especialistas estrangeiros. Também há mais de 20 anos procuramos influenciar o Butantan a utilizar recursos e especialistas americanos e europeus para o desenvolvimento de vacinas, mas o instituto preferia o modelo cubano. Resultado: até hoje a dengue continua matando milhares de brasileiros, malgrado alertas publicados pela imprensa contrariando as ingênuas crenças do governo do Estado de São Paulo em “especialistas” brasileiros.

ANTONIO C. M. CAMARGO,

médico, professor titular da USP, aposentado, ex-diretor

científico do Instituto Butantan

e do CAT/Cepid-Fapesp

antonio.camargo37@gmail.com

São Paulo

Revalida

Irresponsável a ideia de fazer a revalidação de médicos formados no exterior em faculdades particulares. Corre risco de ser transformado num balcão de negócios onde vai obter o título quem pagar mais. Medicina é coisa séria. Não há solução mágica para resolver a falta de médicos nos rincões e não é colocando pessoas despreparadas à custa da vida de pessoas pobres, para fazer demagogia com prefeitos, que se vai resolver o problema. Só há uma solução: carreira de Estado para médicos. Não há falta de médicos no Brasil.

RAPHAEL CÂMARA M. PARENTE

raphaelcmparente@hotmail.com

Rio de Janeiro

ECONOMIA

Fundo de Garantia

A ideia de que a liberação de parte do FGTS e outros fundos possa melhorar o desempenho da economia esbarra na evidência de que tal medida já foi adotada no governo de Michel Temer com resultados pífios. Soma-se a isso a falta de clareza de quanto haverá de interferência no financiamento da casa própria feito com recursos do FGTS, intimamente ligado à construção civil, que, por sua vez, é um dos setores econômicos que mais empregam. Mais uma vez, trata-se de uma medida populista de um governo que não tem a menor capacidade de entender o que é o país que governa.

ADILSON ROBERTO GONÇALVES

prodomoarg@gmail.com

Campinas

Confisco

Estão subvertendo a função do Fundo de Garantia. Quando foi criado, sua finalidade principal era fazer uma economia compulsória para que o trabalhador, quando se aposentasse, tivesse um pecúlio, visto que a aposentadoria oficial é extremamente baixa. Agora estão querendo liberar esses recursos para alavancar a economia, que em parte serão fatalmente dirigidos ao consumo. Aproveitando a oportunidade, temos de ressaltar que o poder público já confisca uma parte desses recursos por via de uma remuneração extremamente baixa, metade do que paga a caderneta de poupança.

MARCO ANTONIO MARTIGNONI

mmartignoni@ig.com.br

São Paulo

BNDES

Caixa-preta

Finalmente vão abrir a caixa-preta do BNDES. É necessário informar ao povo quanto foi destinado a ditaduras amigas, dinheiro suado do nosso povo. O Brasil tem, sim, de ser passado a limpo. Há que fazer também uma devassa em todas as estatais e seus fundos de pensão. Bilhões de reais foram desviados para a Sete Brasil, títulos da Venezuela, da Argentina, etc. É um crime o que fizeram com esses fundos de pensão das estatais. As aplicações na Sete Brasil ainda estão sem esclarecimento e apuração. Isso me lembra o Banco Santos, onde aplicações de fundos de pensão enriqueceram alguns dirigentes que permanecem impunes, muitos deles no comando de entidades financeiras e ainda atuando no setor. Por que aplicaram na Sete Brasil? Quem mandou? Quem vai responder por isso? Alguns fundos de pensão com déficit ainda pagam bônus milionários a seus dirigentes e conselheiros. Aliás, as aposentadorias milionárias de dirigentes podem quebrar esses fundos se nada for feito. Isso tudo sob a omissão da Previc e dos patrocinadores ligados ao governo federal. Outro segmento ainda não alcançado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) é o das entidades sindicais e confederações de trabalhadores. Dirigentes dessas associações estão ricos e ocupando imóveis que faziam parte do patrimônio das entidades. Essa orgia durou 13 anos, mas a impunidade não pode durar para sempre. Esperamos que o TCU, o Ministério Público e a Polícia Federal apurem tudo.

ERICA S. SANTOS

ericadf@bol.com.br

Brasília

COAF

Respeito ao Judiciário

Está de parabéns, mais uma vez, o Estadão pelo editorial Respeito ao sigilo bancário (17/7, A3). Será que já esqueceram do caso Daniel Dantas X Protógenes Queiroz? Escuta sem autorização da Justiça, perdeu-se uma investigação. Quebra de sigilo bancário, perderam-se várias investigações. Este país não aprende com os erros? País de memória curta... Parabéns a Dias Toffoli. E viva o Estado de Direito!

LINO ANDRÉ VOTTA ALVES

lvottaalves@gmail.com

Campinas

Proteção da privacidade

Noto, com satisfação, o empenho do Estadão em chamar a atenção para o problema da proteção da privacidade. De outro lado, somos obrigados a divulgar nossos RG e CPF toda a vez que emitimos um cheque, pois esses dados já vêm impressos no documento. Será que não é tempo de eliminar essa retrógrada exigência, instituída há vários anos pelo Banco Central?

LEJBUS CZERESNIA

rutileon@terra.com.br

São Paulo

Decisão de Toffoli

Os advogados dos investigados pela Lava Jato já estão usando a decisão do presidente do STF, que determinou condicionar o compartilhamento de dados de órgão do governo à prévia autorização judicial, para suspender e/ou anular os processos contra seus clientes. A assim continuar, nenhum dos “inocentes” envolvidos nos crimes a que estão respondendo será condenado. Seria o caso de dizer que, de fato, no Brasil o crime compensa?

ARTUR TOPGIAN

topgian.advogados@terra.com.br

São Paulo

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SAQUES DO FUNDO DE GARANTIA

Lulopetismo, recessão, recessão técnica, desemprego, “nem nem” e aumento do porcentual dos inadimplentes. Denominador comum: terra arrasada devido ao mau governo do passado (PT), que causou um tremendo estrago na máquina pública. Consequência do aparelhamento do Estado e da lama suja da corrupção. Em 17/7, na primeira página do nosso Estadão, lemos que o governo Bolsonaro deve enviar um “remédio”, sobretudo para a base da pirâmide: “Governo deve liberar saque de até 35% de contas ativas do FGTS”. Por tamanha ousadia, que vai além dos inativos do ex-presidente Michel Temer, a equipe econômica merece, se efetivado, os parabéns. Se para alguns articulistas aqui mesmo deste jornal é um paliativo, para o editorial é mais do que necessário, é bala de prata. Lembrando que o editorial do Estadão chamou a atenção em uma ou duas ocasiões sobre este aceno necessário. Notícia alvissareira para o povo brasileiro, que tem o seu fundo ativo que rende pouco e tampouco pode investir ou mesmo falar em portabilidade. Um axé que deve injetar R$ 42 bilhões na economia e dar um alento para dias melhores. Injeção de ânimo, reforma da Previdência, tributária, política e responsabilidade fiscal, eis a receita para um Brasil menos desigual. Próxima estação: esperança.

Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

Guarulhos 

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O QUE ESTAVAM FAZENDO

Perguntar não ofende. Se o governo pode liberar 35% de contas ativas do FGTS, o que estavam fazendo com o dinheiro do povo? 

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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ADICIONADO AO SALÁRIO

Se a liberação de 35% do valor do FGTS incrementará o PIB, então, seria muito bom para a economia da colônia falidarativa do Brasil que todo o valor do FGTS seja liberado aos seus legítimos proprietários. E que a partir dessa liberação os 8% do salário depositado compulsoriamente no FGTS seja adicionado permanentemente ao salário mensal dos brasileiros.

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo 

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SUSPENSÃO DE INVESTIGAÇÕES

Por mais incrível que possa parecer, o maior receio da população brasileira foi evitar a continuidade do PT lulismo no “pudê” por mais quatro anos, representado pelo candidato Fernando Haddad. Preferiu optar por uma única outra opção, o denominado “voto de defesa”. Na ocasião o único disponível foi Jair Bolsonaro, tanto que ganhou com uma pequena margem de diferença. Um dos nossos receios era que primeiro ato do PT, ao vencer a eleição, seria sepultar a Operação Lava Jato para anular e desestabilizar as acusações contra os políticos corruptos nela envolvidos. Agora qual nossa surpresa ao depararmo-nos com a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli que atendeu a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e suspendeu investigação sobre sua movimentação financeira pelo uso de dados fiscais e bancários sem autorização judicial prévia. A surpreendente, malograda e maléfica decisão tem uma grande repercussão negativa, pois beneficia todos os processos similares. Tal medida simplesmente suspende praticamente todas as investigações sobre a Operação Lava Jato. É o primeiro ato ou passo para liberar todos os bandidos presos pelo caso em questão. Ou seja: “Lula vem aí”, né não?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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ATENDER A PEDIDO

O STF pediu recentemente explicações a Sergio Moro sobre se havia ordenado ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) investigar as contas dos envolvidos na suposta venda de mandato de Jean Wyllys. Como não houve resposta imediata, OAB e alguns partidos políticos entraram com ação para proibir essas investigações. O que fez Dias Toffoli? Ordenou que parassem em todas as investigações que envolvem o Coaf e alegou o que? Que fez isso para atender a um pedido de Flávio Bolsonaro. É ou não é uma fera esse Toffoli?

Peter Cazale pcazale@uol.com.br

São Paulo

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ANTECIPAR JULGAMENTO

Esta decisão inexplicável do ministro do STF abre margem para afetar as investigações de corrupção, lavagem de dinheiro, violência sexual, tráfico de drogas, crimes contra o sistema financeiro, entre outras. É urgente que o plenário da Corte se reúna, com urgência, antecipando o julgamento previsto para novembro a fim de  derrubar este despautério.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br 

São Paulo 

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BOLAS DE CRISTAL

O Coaf existe para detectar movimentos financeiros de natureza atípica e alertar as autoridades responsáveis para investigarem as atividades criminosas que existem no País. Agora, o ministro Dias Toffoli, do STF, entende que o Ministério Público não pode utilizar essas informações para acusar milícias, traficantes, assaltantes e políticos corruptos. Sugiro aos procuradores da Lava Jato comprarem bolas de cristal ou contratarem ciganas para fazer a leitura de mãos das pessoas suspeitas e poderem iniciar suas investigações.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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DECISÃO ESTENDIDA

Na política há decisões ambíguas que criam confusões na análise de um leigo. É o caso do presidente do STF, Dias Toffoli, que atendeu o pedido do senador Flávio Bolsonaro, que vinha sendo investigado com dados sem a autorização legal. Qual a motivação com a que, ao atender tal pedido, o presidente da Corte estendeu a outros casos similares e que culminou na surpresa e indignação dos procuradores que investigam outros processos semelhantes? Será que não estamos num novo “Toma lá, dá cá”?

Jose Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo 

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COMO UMA LUVA

A “atrapaiada” do senador Flávio Bolsonaro conseguindo junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), que os processos de corrupção, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, entre outros fossem suspensos caiu como uma luva no gosto da tigrada petista. Afinal, não deixa de ser mais motivo para que peçam a soltura dos condenados, dentre eles, o demiurgo de Garanhuns, Lula da Silva. E depois vem o clã Bolsonaro dizer que são antipetistas, anticorrupção, antidrogas e anti tudo. Na verdade são petistas por tabela.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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MAIS IGUAIS

O Judiciário quer o controle absoluto do combate à corrupção. Toda vez que tocar o “Alerta Laranja” – quando se trata do envolvimento de alguém da famosa lista VIP da Receita Federal – a cavalaria do STF será acionada e a investigação abortada. Esta é a meta de Toffoli e Gilmar com essa medida. “Todos são iguais perante à lei no Brasil, mas há alguns mais iguais do que os outros”.

Olimpio Alvares olimpioa@uol.com.br

Cotia 

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REVEZAMENTO

Lula jogou os brasileiros no colo do Bolsonaro. O desgoverno do Bolsonaro caminha para a devolução ao Lula.

Etelvino José Henriques Bechara ejhbechara@gmail.com

São Paulo

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ESQUECER O PT

Os eleitores de Bolsonaro, em sua maioria, dizem que votaram nele para tirar o PT do poder. Entretanto, o que mais se lê em comentários são comparações com Lula. Até o próprio presidente o citou ao defender a provável nomeação de seu filho para Embaixada. Afinal, é para esquecer ou é para não esquecer o PT?

Maria Do Carmo Zaffalon Leme Caroso zaffalon@uol.com.br

Bauru 

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SIGILO

Há algum tempo, coisa de três ou quatro anos atrás, existiu um site que listava todos os imóveis declarados no campo “patrimônio” da declaração de Imposto de Renda, pelos paulistanos. Os dados eram extraídos da Prefeitura, que alegava tal divulgação inibir imóveis em nome de laranjas, como se fosse possível e suficiente. Para acessar os dados bastava o CPF ou simplesmente o nome completo. Estava tudo lá. Sim, senhores, isso existiu, embora pouquíssimas pessoas souberam. Recorri ao meu advogado e, segundo ele, individualmente não havia o que ser feito, mas, pelo visto, já que o site não existe mais, algo mais substancioso conseguiu acabar com aquele absurdo que expunha cidadãos a toda sorte de crimes. No entanto, hoje, bandidos são protegidos pelo sigilo decretado com relação a suas movimentações financeiras atípicas, obtidas de forma legal junto a instituições governamentais, visando à investigação de possíveis atos ilícitos. Entendo, no Brasil uma casta é uma casta, outra casta é outra casta.

Marcia Meirelles marciambm@yahoo.com.br

São Paulo 

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ONDE ESTAVAM

A Previdência Social tem representado a maior despesa do Orçamento da União. Nos últimos quatro anos absorveu cerca de R$ 2,5 trilhões e, segundo o Portal da Transparência, estão previstos para 2019 valores superiores a R$ 700 bilhões. Em 2015 foram consumidos R$ 531 bilhões; R$ 584 bilhões em 2016; R$643 bilhões em 2017 e R$ 673 bilhões em 2018. Os gastos com o sistema previdenciário vêm consumindo anualmente quase a metade do Orçamento Federal. Onde estavam nossos legisladores que há muito nada fizeram para evitar esse estado de coisas? É, sr. Rodrigo Maia, é pra chorar e muito.

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

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ECONOMIA DA REFORMA

Da forma como foi aprovada na Câmara em 1º turno a reforma da Previdência, pelos cálculos da equipe do ministro Paulo Guedes, haverá uma economia em dez anos de R$ 933,5 bilhões, não muito distante da expectativa inicial de R$ 1 trilhão. É o que anuncia o secretário especial da Previdência e Trabalho, Rogério Marinho. As modificações nas regras de aposentadoria dos homens, mulheres, professores e policiais, feitas pelos deputados, no plenário da Câmara, em relação ao projeto enviado pelo Planalto, foram responsáveis por uma redução de R$ 43 bilhões dos números estimados anteriormente pelo governo. Se até a aprovação final no Senado, prevista para o próximo mês de setembro, a reforma não for mais desidratada, sem dúvida impressionam positivamente os R$ 933,5 bilhões que serão economizados. Tem razão Marinho, quando afirma “Estamos apresentando ao País, a maior e mais abrangente reestruturação previdenciária”. Melhor poderá ficar se no Senado, se como promete o relator Tasso Jereissati (PSDB-CE), for apresentada e aprovada uma PEC paralela que inclui os Estados e municípios na reforma. Neste caso, em dez anos serão mais R$ 400 bilhões estimados de economia e consequente equilíbrio nas contas previdenciárias destes entes federativos. É alicerce importante para o Brasil sair do buraco de herança petista, do explosivo déficit fiscal e medíocre crescimento econômico.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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FIZERAM BEM

O PDT quer punir deputados que votaram com suas consciências a favor da reforma da Previdência sob a alegação de que o partido tem projeto próprio de reforma elaborado pelo seu ex-candidato à Presidência. O ex-candidato recebeu uma votação inexpressiva, portanto o povo não quis saber do projeto de Previdência do partido. Esses deputados fizeram um bem ao Brasil votando a favor, pois se não tivesse sido aprovado o projeto atual, o País poderia sofrer graves consequências.

Marco Antonio Martignoni mmartignoni@ig.com.br

São Paulo

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TROCA DE FILHOS

Quem critica a escolha do filho para a embaixada de Washington não entende o que está acontecendo. Trump vai ser reeleito e uma parceria com ele será uma oportunidade única para o Brasil. Vai ser uma troca dos filhos por embaixadores em ambos os lados. Desde o fim da ditadura as esquerdas que sequestraram e roubaram o Brasil fizeram de tudo para prejudicar as relações com a maior potência econômica e militar do mundo. Por isso a comunidade brasileira nos EUA só fez crescer, com a evasão de cérebros... Qualquer outra pessoa que for indicada pelo presidente para a embaixada nos Estados Unidos será filha de alguém. Melhor que seja do presidente.

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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DESPREPARO

Duas notícias publicadas hoje, 17/7, no Estadão, nos apresentam o deputado Eduardo Bolsonaro despreparado para o cargo para o qual foi eleito. O que nos causou maior preocupação ainda é a inédita ideia do seu pai de nomeá-lo embaixador do nosso País em Washington, capital da maior potência do planeta. A primeira trata da sua afirmação de ter pós-graduação em economia em Escola Austríaca de Economia em lato sensu, que ele cursou, mas não se formou ainda, demonstrando que nem sempre fala a verdade. A segunda, mais preocupante ainda, é a sua atuação à frente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional das Casa. Em apenas cinco meses de gestão acumulou desentendimentos com parlamentares, derrotas nas votações e prejudicou outros 16 acordos internacionais assinados pelo Brasil, conseguindo aprovar apenas quatro. O principal acordo internacional que não conseguiu aprovar, foi exatamente o da Base de Alcântara, que o presidente considera como uma das suas principais conquistas em sua viagem aos Estados Unidos, informa a reportagem. Não conseguiu a aprovação por ter tentado acelerar a proposta, sem discutir com os demais membros. Segundo parlamentares da comissão ouvidos pelos jornalistas, ele tentou “tratorar” a matéria, termo utilizado para acelerar uma votação, sem analisar se ela detém condições de ser aprovada, após as discussões necessárias na comissão. E o presidente acha que esse seu filho pode ser embaixador do Brasil nos Estados Unidos? Isso me fez lembrar um antigo bordão de um programa humorístico “Tem pai que é cego”.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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CRÍTICAS

O presidente Jair Bolsonaro está coberto de razão na intenção de indicar seu filho, deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), ao cargo de embaixador do Brasil em Washington. Primeiramente, por ser uma pessoa de sua total confiança, eis que, como já disse, é seu filho, e em segundo lugar, por estar habilitado para exercer tão importante cargo. Como declarou o presidente, “Se está sendo criticado, é sinal de que é pessoa adequada (para o cargo de embaixador)”. Não há nenhuma legislação que proíba tal procedimento. Assim também pensa o porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, ao entender que a aludida indicação é “legalmente viável. A oposição à indicação em tela, alega que Bolsonaro está sendo um presidente déspota, um soberano que exerce autoridade arbitrária, abusando totalmente do seu cargo. Bolsonaro, se defendendo, em discurso em sessão solene na Câmara dos Deputados, ironizou os ataques. O presidente quer demonstrar que não passam de uma zombaria insultuosa todas as críticas levantadas pela oposição à sua pretensão.

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

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REQUISITOS

O chefe de Estado e de governo da República Federativa do Brasil tem muitas prioridades para tratar com a sua equipe de ministros e também com o Congresso Nacional. Assuntos tais como conseguir recursos para novos empreendimentos, segurança, saúde, reforma da Previdência, reforma tributária, reforma política, entre tantos outros. Não é o momento de ficar articulando a função de embaixador para o seu próprio filho. A missão de um embaixador requer muito preparo, responsabilidade, habilidade, cultura e competência, no mínimo. Será que o filho de Bolsonaro preenche algum dos requisitos exigidos pelo Instituto Rio Branco? Não seria necessário aplicar provas de línguas estrangeiras, história, geografia, política, etc?

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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FORA DO CÍRCULO

Este cidadão pagante de impostos (e como pago) que torce pelo Brasil apoia Eduardo Bolsonaro para embaixador nos EUA. Até porque acho o máximo o Brasil finalmente lá ter um representante que não foi criado no círculo fechado do Itamaraty e seu seleto grupo de diplomatas com punhos de renda e um pensamento de salão típico de uma corte do século XVII, distante da nossa realidade. De quebra, ele ainda sabe fritar hambúrguer, pois aprendeu exercendo dois dos valores que os EUA mais prezam, a educação e o trabalho.

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

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JULGAR COM ISENÇÃO

Pior do que a indicação bizarra de Eduardo Bolsonaro para o cargo de embaixador nos EUA é a articulação que está sendo montada pelos aliados governistas no Senado para sabatinar e aprovar o nome do deputado. Um Senado sério de um país sério se preocuparia realmente em verificar se um cidadão que mente sobre sua pós-graduação e valoriza “fritar hambúrguer” e enfrentar “o frio do Maine” como qualificações fundamentais para ser embaixador, tem condições de exercer um cargo de tamanha importância. Assim como a Câmara dos Deputados demonstrou independência e personalidade ao se descolar do Planalto e aprovar a reforma da Previdência, o Senado deveria fazer o mesmo e julgar, com isenção, esta indicação moralmente questionável. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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DESTINO DO DINHEIRO PÚBLICO

Bloqueio de verbas faz universidades cortar bolsa, transporte e até bandejão. Enquanto isso, o fundo partidário que já é de ultrajante R$ 1,7 bilhão receberá um acréscimo de mais R$ 2 bilhões passando à impressionante quantia de R$ 3,7 bilhões. Isso oficialmente e com dinheiro público, ou seja, de nós, que pagamos escorchantes impostos. Para que? 

Marisa Bodenstorfer baica53@googlemail.com

Lenting (Alemanha) 

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PALESTRAS PRIVADAS

Minha opinião é de que ocupantes de cargos públicos eticamente não deveriam se valer deles para faturar com palestras privadas. Nesse sentido, o procurador Dallagnol devia evitar a gula financeira. Mas exemplos anteriores, como os ministros do STF, já criaram precedentes inúmeros a respeito, inclusive nas reuniões em Portugal (Gilmar Mendes, no comando) e nos Estados Unidos (Barroso). Pertencer a qualquer Poder carreia milhares de reais/dólares a seus já abonados cofres. E nem se tente fazê-los entender o significado de ética.

Ademir Valezi adevale@uol.com.br

São Paulo

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NINGUÉM FALA

Das palestras que o “cumpanheiro” fazia para o Instituto ninguém fala nada. 

Marcos de Carvalho Costa marcos.50@uol.com.br

Sarapui

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EDUCAÇÃO E SAÚDE

O Brasil gastou R$ 15,8 milhões para custear o sistema prisional em 2017 e precisaria de R$ 5,4 bilhões por ano até 2017 para dar mais estrutura e acabar com o déficit de vagas nas cadeias. Como perguntar não é ofensa, será que se nossos governantes tivessem investido apenas 50% dessa verba em educação e saúde pública nosso país não estaria melhor?

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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IMPOSTO SOBRE GRANDES FORTUNAS

O presidente Bolsonaro pretende lançar mão de todos artifícios possíveis para aumentar a arrecadação aos cofres públicos cogitando, inclusive, aumentar as alíquotas do Imposto de Renda dos assalariados. Entretanto, assim como Lula, Dilma e Temer deixaram de fazer, em princípio não se ouve falar da regulamentação em Lei Complementar do Imposto sobre Grandes Fortunas já previstos no Artigo 153 inciso VII da Constituição Federal. É nesse tipo de imposto que se enquadrariam as grandes fortunas, muitas delas de origem duvidosa pertencentes aos próprios políticos de carreira, de marajás privilegiados dos diversos Poderes que ganham acima do teto constitucional, entre eles procuradores, magistrados; de banqueiros, de grandes empreiteiras e mega beneficiários de vultuosos contratos com as estatais, petroleiras, usinas e montadoras via BNDES. Tal imposto, além de melhorar as contas públicas facilitaria a melhor atuação do fisco e da Fazenda. Isto posto, conclui-se que cobrar impostos de pequenos assalariados é fácil, mas cobrar impostos dos bilionários é bem mais difícil, pois é nesse grupo que se encontram os financiados e os financiadores das campanhas políticas.  

Edenilson Meira merojudas@hotmail.com

Itapetininga

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AUTOMAÇÃO

Sobre o artigo “‘Estadão’ discute mercado de trabalho e robôs” publicado em 18/7. A automação de atividades industriais e de algumas modalidades de serviços é uma tendência mundial inevitável como o avanço da técnica. Com esta surgem novas profissões e formas de atividade econômica em outras áreas, sendo essencial o retreino contínuo da mão de obra, pois existem setores onde há falta de profissionais. Em termos de financiamento da Previdência e do Estado, mais cedo ou tarde será necessário se cobrar alguma forma de tributação, tanto para o setor previdenciário, como para o setor público, para financiar a prestação de serviços essenciais.                       

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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TAXA DE VISITA

Se o Brasil não é o país da piada pronta, é só da piada. Por que não querem que as taxas para visita sejam reduzidas, mas quando aumentam os pedágios todos reclamam? Afinal de contas, mesmo com taxas reduzidas, todos esquecem que os pacotes para esse lugar são caríssimos e a hospedagem em geral só é disponível em pousadas caríssimas.

Antonio Jose Gomes Marques a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

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VIOLÊNCIA SEM CONTROLE

Certamente as milícias são hoje a grande liderança da criminalidade de todos os tipos e em todo território nacional. Urge que as forças vivas da nação se unam para dar combate a tal tragédia, sob pena de o País se transformar num Estado de violência sem controle, ameaçando inclusive a unidade nacional.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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AMEAÇA A JORNALISTAS

É totalmente condenável, intolerável e inaceitável que em pleno Estado Democrático de Direito, a tão duras penas reconquistado após os anos de chumbo grosso do regime de exceção da ditadura militar, de lamentável memória, que tenham ocorrido em plena luz do dia graves ameaças à participação da jornalista Miriam Leitão e do sociólogo Sérgio Abranches na 13ª edição da Feira do Livro de Jaraguá do Sul (SC). Nestes tempos conturbados de “direita, volver!”, não se pode permitir que viceje a intolerância, o radicalismo, a selvageria e o barbarismo num regime democrático, cuja base está assentada na harmoniosa convivência das opiniões contrárias e na tolerância dos antagonismos. Censura e cala-boca nunca mais. Basta.

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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OÁSIS CULTURAL

É uma alegria se saber que as rádios MEC, FM e AM não serão fechadas. Foi um susto, porque a MEC AM, que está no ar desde 1923, é a emissora que tem um dos maiores acervos sobre música popular brasileira do período inicial do século XX até hoje; pode-se ouvir tangos cantados em português, sambas antigos, frevos, chorinhos e demais gravações de nossa música que raramente se encontra em outras rádios. É uma verdadeira alegria se poder contar com estas aulas de música e cultura a céu aberto. Trata-se de um oásis cultural encravado na pobreza musical de nossos dias. 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro 

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CONVIVÊNCIA HARMONIOSA

Atentado à Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA): 25 anos depois… Mais do que buscar culpados, fazemos um chamado à consciência das pessoas para uma convivência harmoniosa dos diferentes e dos iguais. Por um mundo mais harmonioso com respeito aos pilares da nossa entidade: beneficência, fraternidade e harmonia, em defesa da cidadania, respeito e direitos humanos. 

Abraham Goldstein, presidente da B´nai B´rith do Brasil alberto@adcompress.com.br

São Paulo

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APOSENTADORIA BLOQUEADA

Sou aposentada por invalidez. Em janeiro, não fiz no Banco Itaú, onde recebo meu beneficio, a Prova de Vida, e por isso tive minha aposentadoria bloqueada. Fui ao INSS para resolver não consegui. Então entrei na Justiça com um pedido de restituição de minha aposentadoria por invalidez, da qual dependo para viver. Infelizmente, até agora não tive minha aposentadoria restaurada. Peço aos setores competentes do INSS e do Ministério Público a restituição de meu benefício por invalidez, pois é direito adquirido e justo, já que não posso trabalhar devido meu problema crônico de enfermidade mental e física.

Adriana Nunes de Jesus mauricio.picazo.galhardo@hotmail.com

Sorocaba

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ASSISTÊNCIA MÉDICA

O Ministério Público do Trabalho deve agir com brevidade na defesa de milhares de idosos, aposentados e pensionistas do Banco do Brasil, pois a assistência médica garantida por contrato de trabalho vem sendo rasgada pelo patrocinador, que não assume a sua responsabilidade e fica tentando alterar o estatuto para retirar direitos históricos desses idosos que durante décadas contribuíram com a assistência médica e agora, quando mais precisam, estão a beira do abismo. Já se paga 13 mensalidades por ano, coparticipação, em consultas de 40% e em exames de 30%, o que tem pesado na renda desses que mais precisam e gastam com assistência médica. Enquanto isso, o patrocinador bate recorde de lucros. É necessário dizer que entre as estatais a assistência médica desses bancários é uma das piores e que cobra a maior parcela dos assistidos. As últimas administrações indicadas pelo banco quebraram a Caixa de Assistência e o banco não quer assumir sua responsabilidade. É preciso uma auditoria  séria e a responsabilização de todos que contribuíram com ação ou omissão a esse quadro. Com certeza o Governo Federal não tem conhecimento dessa situação e rogamos que façam alguma coisa, assim como o Ministério Público.

Elcio Dias Gomes ele56@bol.com.br

Brasília

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