Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

20 de julho de 2019 | 03h00

GOVERNO BOLSONARO

200 dias

Ao cabo de 200 dias de governo, o presidente Jair Bolsonaro mais uma vez demonstra sua dificuldade de se expressar de improviso ao afirmar em entrevista que “falar que se passa fome no Brasil é uma grande mentira”. Ele tem razão quando diz que não se veem pelas ruas daqui pessoas esqueléticas como em outros países. É verdade, e isto se deve à ação social eficaz de entidades governamentais e não governamentais e de cidadãos caridosos que proveem alimentação gratuita a parte da população. Mas isto não pode ser usado como atenuante da grave desigualdade social e da pobreza que assola o País. O que o presidente precisa urgentemente é de assessoria de comunicação e, principalmente, de diplomacia.

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

LIBERAÇÃO DO FGTS

Para imóveis na planta

Uma opção virtuosa da liberação do FGTS para aquecer a economia é permitir o uso desses recursos no pagamento de parcelas mensais e intermediárias de empreendimentos e unidades habitacionais em construção. Muitas vezes as pessoas não adquirem um imóvel em construção porque seus rendimentos estão comprometidos com aluguel e não podem arcar com despesa extra, embora possuam recursos em contas vinculadas no FGTS. Essa medida poderá incentivar o lançamento de novos empreendimentos imobiliários e alavancar os que estão em andamento, destravando e aquecendo a construção civil, setor que constitui formidável cadeia produtiva, gerando emprego, renda e riqueza.

MILTON CÓRDOVA JÚNIOR

milton.cordova@gmail.com

Vicente Pires (DF)

NOVA CPMF

E a conta vai para o povo

O governo, apoiado por numerosos empresários (17/7, B4), propõe ressuscitar a famigerada CPMF, agora Imposto sobre Operações Financeiras, com alíquota de até 5% para saques e 2,5% para pagamentos e outros 2,5% para recebimentos, aumentando desmesuradamente a pressão de impostos sobre as costas do povo. Veja-se que a taxa Selic vai baixar para 5% ao ano, segundo projeções. Então, alguém que aplique seus recursos por um ano receberá rendimento inferior ao que deverá à CPMF – porque é tributado em 17,5% – e, portanto, necessitará complementar com recursos próprios o montante para pagar o imposto. Pior: todos os recursos do “poupador” já terão sido anteriormente tributados pelo Imposto de Renda e outros tributos federais. Em outras palavras, é o total desestímulo à poupança popular, para não dizer verdadeiro assalto aos bolsos dos pobres contribuintes como forma de compensar o chamado imposto único federal para diminuir a carga tributária das empresas. É o tiro no pé, porque o povo cada vez mais pobre não terá recursos, nem poupança, para o consumo, vítima que é das absurdas taxações em cascata. Haja liberações do FGTS! Tudo sem resultados duradouros...

MANOEL GIACOMO BIFULCO

bifulco@uol.com.br

São Paulo

PRIVATIZAÇÃO

Menos Estado empresário

Com a reforma da Previdência aprovada no primeiro (e mais difícil) turno, o governo prepara as privatizações. O ministro da Economia, Paulo Guedes, espera obter R$ 450 bilhões para os cofres públicos. Serão vendidas estatais e as ações que o governo possui em empresas mistas, além de se levarem a efeito as concessões nas áreas de pré-sal, gás e energia, rodovias e terminais aéreos e marítimos. Continuarão estatais a Petrobrás, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Já tivemos 154 estatais no final do período Lula-Dilma e hoje são 134. Bolsonaro pretende ficar com apenas 12 estratégicas. As empresas do Estado foram necessárias no tempo da implantação da infraestrutura do País, quando não havia investidores para tal. Depois disso, a maioria passou a servir apenas para o empreguismo político e outros vícios ainda piores. Muitas delas são deficitárias. O governo não pode continuar a sustentá-las. E além das federais é preciso lembrar que existem outras 284 estaduais e municipais, com os mesmos problemas. Pelos mesmos motivos, governadores e prefeitos também deveriam pensar em privatizar.

DIRCEU CARDOSO GONÇALVES

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

Programa ambicioso

Ambicioso o programa de privatizações do governo federal, que pretende arrecadar R$ 450 bilhões. Para este ano a meta é arrecadar R$ 76,1 bilhões. Das concessões já realizadas, boa parte delas engatilhada na gestão de Michel Temer, foram arrecadados R$ 54 bilhões. No conjunto desse importante programa de redução do tamanho do Estado na economia estão também a venda de participação acionária e abertura de capital. Pela complexidade, será difícil até o fim do mandato do presidente Jair Bolsonaro concluir essa desmobilização de patrimônio estatal. Porém, de acordo com especialistas, se o governo conseguir metade do pretendido já será um grande feito. Nos governos de Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso foram vendidas 87 estatais, sobraram 106. Mas na era petista, de Lula da Silva e Dilma Rousseff, foram criadas mais 48. Lembrando que, infelizmente, estatais têm sido usadas para empreguismo político e esquemas de corrupção. Agora o governo Bolsonaro está tentando fazer a sua parte para diminuir o tamanho do Estado brasileiro e deixar essas empresas em mãos do setor privado, que, certamente, muito mais riqueza produzirá para o País.

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

OBRAS PARADAS

Quando aprenderemos?

Um dos indícios mais eloquentes da falência do modelo administrativo do poder público nos seus três níveis é o incrível número de obras interrompidas. São mais de 2 mil, cerca de 500 delas ligadas ao setor de infraestrutura, um dos gargalos para o destravamento da economia, no qual se inclui o saneamento básico, fundamental para a promoção social e sanitária da população, mas desprestigiado, posto que apresenta pouca visibilidade eleitoral. O triste espetáculo de abandono, normalmente causado, entre outros fatores, por problemas técnicos das empresas escolhidas, é em grande parte propelido pelo ambiente de corrupção em certas licitações, impregnadas de promiscuidade entre agentes oficiais e dirigentes das firmas selecionadas. O cenário materializa um dreno de recursos que não reverte em benefícios para a sociedade e implica a necessidade de um aporte financeiro algumas ordens de grandeza superior ao originalmente planejado para o projeto, caso seja decidida a sua retomada. Como se trata de mazela recorrente, é lícito indagar: quando aprenderemos?

PAULO ROBERTO GOTAÇ

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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CREDIBILIDADE DA CORTE

Confiança, respeito e credibilidade não são conquistados com promessas e sim com seriedade, atos e atitudes transparentes, lícitos e verdadeiros. A credibilidade não vem fazendo morada no seio de nossa Corte Suprema. A suspensão das investigações do “Caso Queiroz” pelo ministro Toffoli poderá acarretar a nulidade de processos com dados obtidos do Coaf, representando sério risco ao combate à corrupção. O histórico recente do STF nos leva a não lhe oferecer crédito, ainda que seus membros digam verdades. 

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

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‘SEDE DE PODER’

Na notícia sobre a suspensão de investigações da Polícia Federal o “Estado” coloca que o ministro Toffoli entende que “houve sede de poder” de instituições. Falta a este ministro, a meu ver, capacidade de interpretar os fatos. Que sede maior de poder existe neste país nos dias atuais do que por parte do Supremo Tribunal Federal (STF)? O órgão, que deveria se cingir a julgar desrespeito à Constituição, hoje envereda por caminhos absolutamente fora do seu foco, incluindo o criminal. A decisão sobre uso de informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) é um absurdo do ponto de vista ético. Todo cidadão é hoje objeto de avaliações por parte da Receita, e dá-lhe pente fino. Mas uma vez mais o ministro cria uma casta que ficaria isenta de avaliação quanto à proveniência de recursos. Se no caso Flávio Bolsonaro alguma coisa de errado existe, e há, não se trata do uso de informações financeiras pela Polícia Federal. O crasso erro foi a divulgação de detalhes para a imprensa e o público em geral sobre o caso, antes de solução. Mantido o sigilo, a investigação deveria e deve ser continuada e os fatos esclarecidos. De nada importa a filiação de Flávio, ele deve ser tratado como qualquer outro cidadão. Parte a isso, que se investigue o que aconteceu e que se puna o culpado, se culpa houver. Mas daí a suspender a investigação há uma diferença enorme que denota a existência de compadrio de parte do ministro Toffoli. Realmente, o STF está usando e abusando da “sede de poder”. E isso precisa ser retirado do nosso convívio. 

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas 

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ANTES DE ANULAR

Proteger larápios em nome do sigilo individual, nesse caso, é verdadeira injustiça proporcionada por profissionais e autoridades que compõem nossa seleta Justiça. Anular dados verídicos como provas materiais, considero absurdo. O julgador deveria verificar a autenticidade dessas provas antes de anulá-las. Estão livrando das grades centenas de corruptos de toda ordem, tornando nossa Lava Jato, principal meio de se conseguir justiça neste país, inviável.

Itamar C.Trevisani itamartrevisani@gmail.com

Jaboticabal

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PODERES

Além de Executivo, Legislativo e Judiciário, temos agora o poder abafativo...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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DAR FIM À OPERAÇÃO

Eliane Cantanhêde é brilhante e corajosa em sua coluna “Acórdão contra o Coaf” em 19/7. É uma voz contra as forças poderosas que, ao invés de defender os cidadãos, pretendem é dar um fim à Lava Jato

Lilia Hoffmann liliahoffmann@yahoo.com.br

São Paulo

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SORRISO INCONTIDO

O “Estadão”, em Sinais Particulares de 18/7, A4, apresenta-nos Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), com o rosto feliz, um sorriso incontido por estar também incluído na decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), cujos ministros reuniram-se para avaliar a decisão do ministro Dias Toffoli de suspender as investigações que tenham usado dados do Coaf sem prévia autorização judicial. É o caso dele.

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis 

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CRIVO DO POVO

Mais uma das eternas declarações controversas do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello sobre a futura indicação do ministro da Justiça e Segurança Nacional, Sergio Moro, à suprema Corte, dizendo “Espero que ele não ocupe a cadeira que deixarei” é eivada de leviandade. Terá, na ocasião propícia, a coragem de se submeter ao crivo do povo de bem, sobre quem é o mais competente defensor do País? 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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DEVANEIO 

“Eu espero que ele não ocupe a cadeira que deixarei em 2021”, disse o supremo imperador Marco Aurélio Mello, a respeito de uma suposta indicação do ministro da Justiça Sergio Moro ao STF. Ministro Marco Aurélio, atenha-se aos autos, como reza a liturgia do cargo. Qual o peso desse midiático devaneio? De currículo às mãos, indague às ruas para onde o senhor deverá ir após desocupar a referida cadeira. Bom saber que será difícil cavar a indicação de sua filha Letícia Mello, desembargadora do Tribunal Regional Federal da Segunda Região, nomeada em 19/3/14, pela presidente Dilma Rousseff, após um vergonhoso lobby familiar. Nem precisa desenhar. As digitais da contrapartida dessa antiética negociação estão claras em suas tendenciosas e parciais decisões favoráveis a amigos que saquearam o erário. Que 2021 venha logo, está a torcer a República.

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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APREÇO POPULAR

Marco Aurélio Mello, ministro do STF, voltou a criticar Sergio Moro dizendo que ele não tem vocação para integrar o STF. Foi além, declarando esperar que Moro não ocupe sua vaga, já que está prestes a se aposentar. A arrogância de Marco Aurélio fica patente nessas declarações, julgando-se insubstituível e acima de qualquer suspeita. Várias de suas decisões foram alvos de muitas críticas e, já no final de carreira, o melhor a fazer é vestir o pijama e procurar saber por que o ministro Sergio Moro tem tanto apreço popular.

J. A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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FUNDOS DE CAPITALIZAÇÃO

Como se diz, ou a gente come o bolo ou guarda o bolo. Me parece que o atual governo está perdido num dilema como esse. O projeto original da reforma da Previdência encaminhado pelo governo ao Congresso previa como uma das medidas a mudança do sistema previdenciário do regime de partição para o de capitalização, pelo qual os trabalhadores vão poupando parte de seus vencimentos numa conta para dispor de recursos quando se aposentarem. Essa medida foi retirada do texto aprovado e deixada para ser resolvida mais tarde. Só que agora, sob o pretexto de ativar a economia que anda devagar, quase parando, resolveram liberar parte dos recursos do FGTS para os que lá tem conta ativa, ou seja, ainda não aposentados. Ora, a menos que eu esteja enganado, essa medida corresponde a uma descapitalização dos recursos que os trabalhadores têm como garantia em situações de desemprego por demissão sem justa causa ou quando se aposentarem (portanto, de Previdência). O pior é que “doutos” economistas recomendam que o dinheiro liberado sirva para quitar dívidas com credores, com cartões de crédito ou que seja investido em aplicações financeiras mais rentáveis. Ou seja, se essa recomendação for seguida o dinheiro vai sair de um fundo de capitalização estatal e vai para fundos privados. Os bancos privados que receberão seus créditos. A alegação de que esses recursos vão servir para os bancos financiarem as empresas ativando a economia me parece mais uma vez “conversa para atormentar bovídeos”. Para ativar mesmo a economia esse dinheiro deveria ir para o consumo e não para engordar mais o já obeso sistema bancário tupiniquim.

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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PALIATIVO

Sem a retomada da indústria e do pleno emprego, todas as medidas que o governo tomar serão paliativas. No caso da liberação de parte do FGTS, em pauta no momento, com certeza, as construtoras e incorporadoras estão certas, esses saques farão falta para os financiamentos imobiliários.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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GASTAR PARA MOVER A MÁQUINA

Quer dizer que o que vai melhorar a economia é liberar os caraminguás do FGTS e fazer uma black friday brazuca? O povo já falido tem de gastar pra mover a máquina? Que deserto de ideias.

Elisabeth Migliavacca 

São Paulo

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PARA O TRABALHADOR

Quando o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) foi criado, visava dar ao trabalhador oportunidade de sacar todo o dinheiro depositado durante seu tempo de trabalho numa empresa. Entretanto, na sofreguidão de reforçar a economia e dar algum reforço ao anêmico PIB, o governo deve “inventar”, o “saque anual”. O trabalhador sabe que se sacar anualmente uma parcela, perde o direito após a demissão, e não deverá se arriscar nessa “arapuca” que o governo está armando para saciar sua fome de elevar o crescimento do PIB de 1% para 1,1%. Um governo que só inventa “garrotes vis” para o trabalhador, mas não se vê nenhuma medida que possa pelo menos atenuar o desemprego de mais de 13 milhões de trabalhadores que, com emprego, contribuiriam para o aumento da economia e consequentemente do minguado PIB. O governo vê o trabalhador como um cachimbo que só leva fumo.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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AVAL DOS SENADORES

Por nossa tristeza e frustração, tudo indica estarmos voltando ao passado. Basta ver que aliados ao presidente Jair Bolsonaro avaliam mudar comissão que vai sabatinar Eduardo Bolsonaro, indicado pelo seu pai para assumir a Embaixada do Brasil em Washington. O parlamentar precisa do aval da maioria dos senadores para poder assumir a vaga. Mediante tal artimanha alguém ainda acha que ele não conseguirá? 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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DIFERENÇA

A escolha do presidente Bolsonaro para a embaixada dos EUA do filho Eduardo é ótima. Ele, pelo que se tem notícias, é altamente qualificado e gabaritado para o cargo e vai desenvolver um ótimo trabalho. O Brasil merece alguém que vai fazer diferença, não sendo burocrático, e sim político. Às vezes tecnicidade demais só atrapalha e não leva a lugar nenhum. Na Câmara dos Deputados ele é só mais um e na Embaixada pode dar um plus nas relações exteriores. 

Reinner Carlos de Oliveira reinnercarlos1970@gmail.com

Araçatuba

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AFETA O CONCEITO

O presidente Bolsonaro afirma que efetivamente pretende beneficiar seu filho com a sua indicação para a Embaixada brasileira nos Estados Unidos. E mais, se o Senado não aprovar, a indicação será para um ministério. Como interpretar esse posicionamento de quem é presidente do Brasil? Será que ele não percebe que isso afeta nosso conceito a nível internacional?

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES

Os comentários sobre a indicação (ou não) do filho do presidente Bolsonaro para embaixador nos EUA são tolos. A imprensa deveria estar discutindo o que o Ministério das Relações Exteriores está fazendo de positivo (ou negativo) para nosso país. Desenvolvendo negócios para o Brasil? Auxiliando brasileiros em dificuldades no exterior ou gastança, excesso de funcionários, falta de compromisso?

André Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas 

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BRASIL NO MEIO

Assim como o presidente Jair Bolsonaro, todo pai quer beneficiar o filho. Mas o que o Brasil tem a ver com isso?

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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QUEM NOMEOU

Faz-me rir. O ministro Marco Aurélio Mello, do STF, disse que a nomeação do deputado Eduardo Bolsonaro para a embaixada do Brasil em Washington é nepotismo. Quem o nomeou para o STF ministro? Lembra-se? Seu primo. O senador e ex-presidente Fernando Collor. 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro 

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OPOSIÇÃO

Tabata quando vota esparrama confusão. Ciro quando contrariado esparrama expulsão. E assim, o capitão se esparrama por não ter oposição.

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo

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PRIORIDADE

O presidente americano, Donald Trump, comentou que num futuro próximo a Lua será só uma base de apoio para lançamento de foguetes para outros planetas. Embora acredito que a evolução seja necessária, lamento que só na América Latina temos mais de 40 milhões de pessoas passando fome que ao meu ver deveriam ser prioridade.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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MISÉRIA

Outra patuscada de Bolsonaro. Não tem miséria para ele, que se alimenta bem e fartamente. “Assalta” a geladeira quando a fome aperta. O presidente não precisa sair de Brasília para constatar o quadro sombrio, assustador e avassalador de miséria e frio que flagela milhões de brasileiros, inclusive crianças. Veja com seus próprios olhos. Percorra os arredores dos Palácio do Planalto e da Alvorada. Vá na rodoviária. Nos fundos dos Tribunais Superiores. A seguir, visite São Paulo e, depois, o sertão nordestino.  

Vicente Limongi Netto limongineto@hotmail.com

Brasília

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FAÇAM O QUE DIGO

Movimento “Lula Livre” com dinheiro público é a cara do PT: façam o que eu digo, mas não façam o que eu faço. 

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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SILÊNCIO

As manifestações frequentes de Jair Bolsonaro e Paulo Guedes sobre temas da política e da economia contrastam com o silêncio de ambos quando o assunto é corrupção de políticos e parlamentares, estampado diariamente nas manchetes dos jornais. 

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

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OBRA SUPERFATURADA

Sobre o artigo “Duque diz que pegou propina que iria para o PT”, publicado no Estadão em 12/7. O ex-presidente Gabrielli entre outros, tinha uma especial predileção pelas obras da “Torre de Pituba” um dos melhores locais de Salvador com belíssima vista da skyline moderna da cidade, além de vizinha do Parque Social, uma vasta e belíssima reserva natural da Mata Atlântica no meio da cidade, e fácil acesso à Av. Antonio Carlos Magalhães. Tal obra superfaturada, gerou muitas “comissões” ao PT provenientes do saque da Petrobrás, conforme delações recentes de Renato Duque. A famosa torre é mais uma amostragem da intensa roubalheira que imperou nos governos de Lula e Dilma, de norte a sul, de leste a oeste, bem como de cima para baixo, ou seja qual for o ponto de observação situado no País.                     

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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MONUMENTOS HISTÓRICOS

Conforta ver a foto estampada na capa do Estadão da Catedral de Notre Dame de Paris, que, felizmente, já em obras, começa a renascer, depois que um incêndio em 8 de abril deste ano que quase destruiu este monumento histórico, de 850 anos. E o Museu Nacional, do Rio de Janeiro, que pelo total do desprezo de seus administradores, foi destruído em setembro de 2018, já tem sua reconstrução iniciada? 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

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RECONHECIMENTO

O mundo deve gratidão aos bombeiros heróis que salvaram a Catedral de Notre Dame de desmoronamento. É um patrimônio cultural e arquitetônico da humanidade e importa haver grande reconhecimento aos que se esforçaram tanto e se arriscaram, enquanto estão vivos.

Rogério de Souza Pires sorriso.psi@hotmail.com

Umuarama (PR)

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SLOGAN DE TURISMO

Muita celeuma em torno da tradução do slogan da Embratur “Brasil. Visite e encante-se” para o inglês “Visit us. Love us”. É evidente que a tradução poderia ser melhor. Entretanto, com todo respeito aos especialistas na língua inglesa que criticam esta versão, o entendimento de que tal frase tem forte conotação sexual é exagerado e forçado, para não dizer tendencioso. Crítica é uma coisa, apelação é outra. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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FUTURA PREFEITURA DE SÃO PAULO

É cedo para dizer e/ou especular sobre, mesmo assim, a eleição municipal de São Paulo está a cada dia mais próxima, e vemos partidos e possíveis candidatos articulando posições e preparando-se para a campanha. O PT virá com Eduardo Suplicy ou (como já se pressupõe) Ana Estela Haddad. Para a última desejo-lhe sorte, já que o sobrenome e a gestão do marido pesarão negativamente na campanha dela, além do fardo do próprio partido. Bruno Covas arrastará o PSDB ao seu lado para tentar a reeleição, mas para ter chance precisará de afastar-se de João Doria por conta da impopularidade do governador na cidade, além de questões como a presença de Aécio Neves, que é acusado de corrupção, no partido. Andrea Matarazzo (PSD) tentará entrar no edifício que leva seu sobrenome, mas precisará fazer alianças e tentar se transformar em “algo novo"”por já ter tanto tempo de vida pública. O atual secretário da fazenda do Estado, Henrique Meirelles (MDB), vem forte por conta da campanha presidencial, que mesmo tendo fracassado fez seu nome se tornar relativamente conhecido e seu bordão “chama o Meirelles”. Celso Russomanno (PRB) forçará a sua candidatura novamente – afinal, já concorreu em 2012 e 2016 e perdeu nas duas para Haddad e Doria respectivamente – para tentar governar a capital, mas caso queira ser vitorioso é melhor que se coloque como vice, isso se deve ao fato de já estar desgastado e, assim como Matarazzo, respira a velha política. Tábata Amaral vem como a escolhida do presidente do PDT (isso se ela se manter no partido e não for expulsa ao votar favoravelmente na reforma da Previdência do governo Bolsonaro). Se concorrer, será a maior das incógnitas, afinal nenhum paulistano se sentirá confortável em ter alguém tão nova e inexperiente governando a maior capital da América Latina, mas ao mesmo tempo, é um respiro novo e traz uma cara nova à esquerda. Imagino que Marta Suplicy articule a sua candidatura por ter saído de seu antigo partido (MDB) e ter deixado de concorrer à reeleição ao Senado. Isso mostra uma disposição em querer afastar seu nome do partido do ex-presidente Temer e também da política, mas com o intuito de renascer e, oportunamente, a próxima eleição seria o palco perfeito para esse show. O PSL virá com alguém que angariará votos da base eleitoral de Jair Bolsonaro, como Major Olímpio (que já disputou a prefeitura pelo Solidariedade); ou então, com Janaína Paschoal uma forte representante da atual direita; e talvez, a líder do PSL na Câmara do Deputados, Joice Hasselmann tenha a benção do presidente para tentar levar a capital paulistana para o partido. Por fim, o candidato que vem com força e, hoje, acredito que sairia vitorioso da eleição é o pessebista Márcio França por ter ganhado popularidade e grande parte dos votos da capital na última eleição para o governo do Estado. Mesmo assim, como disse, é cedo para afirmar qualquer coisa simplesmente por estar “longe demais”. Como sempre, as prefeituras das capitais do País são impulsionadoras políticas que fazem candidatos saírem de lá rumo ao governo do Estado e/ou posteriormente à Presidência da República.

Lucas Goulart trevisan.lucas.pereira@gmail.com

São Paulo

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ESCOLAS DE FIM DE SEMANA

Tudo começou quando vi várias crianças, mais de 200, felizes, sentadas no refeitório almoçando num dia de domingo e depois comendo sorvete e jogando ping-pong. Emocionante. Na hora pensei, por que não ter essa bonita e necessária ação em escolas municipais da capital? Um projeto idealizado por mim para abrir escolas municipais nos fins de semana para refeições e práticas ludopedagógicas em bairros de alta vulnerabilidade social tramita agora na Câmara. O extraordinário padre Jaime Crowe, da Sociedade Santos Mártires, do Jardim Ângela, Zona Sul, me contou que às segundas-feiras, crianças do bairro comem o dobro. Nota-se, portanto, a forma extrema da fome em diversos lares desta rica cidade.

Devanir Amancio devaniramancio@hotmail.com

São Paulo

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