Fórum dos leitores

Cartas selecionadas dos leitores

Fórum dos leitores, O Estado de S.Paulo

22 de julho de 2019 | 03h00

NAVIOS IRANIANOS

Pimenta no olho do outro

Há uma necessidade urgente de se encontrar uma saída diplomática para um entendimento entre o Brasil e os EUA pelo fato de estarmos apoiando o boicote deles contra o Irã, não abastecendo com combustível dois navios iranianos que trouxeram ureia e estão atracados ao largo do porto de Paranaguá, para que possam retornar, uma vez carregados de milho. Se não houver um entendimento compondo uma solução imediata, será posta em risco uma relação bilateral comercialmente muito vantajosa para o Brasil. Só este ano, de janeiro a junho, as exportações brasileiras para o Irã somaram US$ 1,3 bilhão, enquanto as importações ficaram em US$ 26 milhões. O que estamos esperando? E se fosse o contrário?

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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Impasse diplomático

Estreitar relações com as grandes potências traz benefícios. Mas também problemas, haja vista a questão dos navios iranianos. O Brasil não tem experiência no trato com armas nucleares, terrorismo, embargos, etc. Nossas embaixadas no Irã e nos EUA não têm nada a nos dizer?

SANDRA MARIA GONÇALVES

sandgon46@gmail.com

São Paulo

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GOVERNO BOLSONARO

Fome zero

Perguntar não ofende: declarar que “falar que se passa fome no Brasil é uma grande mentira” significa que o presidente Jair Bolsonaro acredita na fantasia de Lula, ou pensa que o problema desaparecerá se for negado?

OMAR EL SEOUD

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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'Grande mentira’

O presidente Bolsonaro não conhece nada do país que governa, está precisando visitar as periferias das cidades, conhecer a realidade das escolas aonde a maioria das crianças vai para comer (isso quando têm merenda escolar). Portanto, “grande mentira” são o presidente, seus filhos, seus ministros. A grande maioria dos brasileiros que o elegeram pra se livrar do PT já sabe o que fazer nas próximas eleições.

JOSÉ ROBERTO IGLESIAS

rzeiglezias@gmail.com

São Paulo

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Desperdício de alimentos

Para falar de fome no Brasil deve-se observar o desperdício de alimentos que se constata há muito tempo no seu transporte, nos supermercados, nos descartes domésticos e até no lixo das comunidades faveladas. É de espantar que haja fome num país campeão mundial na produção de alimentos, onde não há guerra e briga de comunidades para disputar comida, como no Haiti, nem crianças esqueléticas como em países africanos. Na Amazônia o extrativismo das populações da floresta supre com folga as necessidades alimentares e medicinais – mais um motivo para se defender uma floresta que produz o sustento dos indígenas, além dos sabidos benefícios globais advindos desse ecossistema. A falta de um programa de reaproveitamento de descartes, a perda de frutas e proteínas, mais a não remoção de famílias que vivem em áreas inóspitas no Nordeste colaboram para a estatística negativa no Brasil.

MÁRIO NEGRÃO BORGONOVI

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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Anos dourados

Agora que os deputados e senadores decidiram, enfim, pensar melhor no futuro do Brasil, aprovando projetos importantes para a Nação, só falta o nosso presidente preparar-se melhor, adotando uma conduta realmente ética (nada de nepotismo), com mais diplomacia e mais equilíbrio emocional (Bolsonaro tem o pavio muito curto). Só assim podermos chegar, quem sabe, a anos dourados.

ROBERTO HUNGRIA

cardosohungria@gmail.com

Itapetininga

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Velha política

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que vai entregar um Brasil melhor no final de seus(s) mandato(s). Não sei se isso vai acontecer. Mas tenho a certeza de que o seu mandato acaba mesmo em 2023. Pois o sr. Jair Bolsonaro não só enganou todo eleitor brasileiro, como mostrou nestes 200 dias de governo que representa o pior da velha política. Deu uma facada nas costas dos seus eleitores ao fazer acordo espúrio para salvar o filho senador, com consequências muito nefastas para o Brasil.

MAURÍCIO LIMA

mapeli@uol.com.br

São Paulo

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Filhotismo

Saímos das capitanias hereditárias para os “capitães hereditários”. Não tem jeito mesmo. Filhas de ministros viram desembargadoras, filho do técnico da seleção tem emprego garantido e agora um filho do presidente da República é o mais novo nome para ocupar a Embaixada do Brasil nos EUA. Não tivemos avanços institucionais ou de meritocracia, o jeito é ter pistolão e pronto. A fila dos 13 milhões desempregados, Brasil afora? Ora, não tem problema...

YVETTE KFOURI ABRÃO

abraoc@uol.com.br

São Paulo

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Caixa-preta do BNDES

Gustavo Montezano, em discurso de posse no BNDES, comprometeu-se a explicar aos brasileiros a caixa-preta da instituição. Segundo o presidente Bolsonaro serão expostos os generosos empréstimos, via empreiteiras, a Bolívia, Cuba, Venezuela e Angola, a taxas de juros, em média, de 4% ao ano. E também os empréstimos a pessoas físicas, algumas milionárias, para, por exemplo, trocar seu avião “lata velha” por moderníssimo jatinho da Embraer. Que beleza! Afinal, de contas, amigo é para essas coisas... Loucura, loucura, loucura! 

JOMAR A. BARBOSA

joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

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PERSPECTIVAS

Brasil 2039

Na data em que os terráqueos comemoram os 50 anos da conquista da Lua, nós, brasileiros, ainda estamos divididos por questões comezinhas alardeadas por uma mídia parcial e pelo uso mercenário de tecnologia milhares de vezes mais poderosa do que havia na Apolo 11. É chegada a hora de abandonarmos as fraldas, controlar os egos, avaliar o futuro e nos unirmos numa missão pelo País, muito menor do que Kennedy apresentou aos americanos, para que nos próximos 20 anos o Brasil avance duas posições por ano no Índice de Desenvolvimento Humano, saia da vergonhosa 79.ª e chegue à 39.ª posição em 2039, finalmente superando países menores como México, Cuba, Panamá, Uruguai, Argentina e Chile, que estão à nossa frente. Desenvolvimento humano é o que falta para sairmos do marasmo que domina o Brasil desde o getulismo. A hora chegou!

GILBERTO DIB

gilberto@dib.com.br

São Paulo

MODELOS DE GOVERNO

Há um diálogo intrínseco entre os três editoriais da edição de 21/7 ("O esgarçamento do tecido social", "A contribuição do Congresso" e "Federação, um debate necessário"). A Constituição Cidadã de 1988 preconizava um sistema parlamentarista que no último momento não foi aprovado e foi deixado para plebiscito popular, que o refutou. Resultou em uma Lei Magna dependente do governo de coalizão, que funcionou razoavelmente bem até alguns anos atrás. Não podemos nos basear em modelos que possam funcionar lá fora – como o federalismo norte-americano ou a monarquia constitucional inglesa – que aqui não possuem a experiência da vivência. A Constituição, bem ou mal, trouxe o povo para dentro do estado democrático de direito e parece que isso está sendo sistemática e sintomaticamente destruído. 

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas

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CONTINGENCIAMENTO

Sobre o artigo "Governo deve bloquear uma 'merreca' de R$ 2,5 bi no Orçamento, diz Bolsonaro", publicado no Estadão em 21/7. Uma das heranças do governo anterior foi um orçamento em que foram superestimadas as receitas, que durante sua execução não se realizaram, tornando necessário seu contingenciamento, dentro das exigências legais da Lei de Responsabilidade Fiscal. Claro que a esquerda hipocritamente vai criticar a medida, sendo inconfessáveis suas esperanças de que haja algum deslize para tornar possível com um pedido de impeachment. Os adversários inconformados de Bolsonaro esperam qualquer possibilidade de dar um bote.                        

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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VERBA PARA ELEIÇÃO

Enquanto o presidente Jair Bolsonaro anuncia que vai cortar R$ 2,5 bilhões do orçamento por falta de caixa e o fará talvez sacrificando um ministério, sua excelência, o deputado federal Cacá Leão (PP-BA), exatamente na contramão do bom senso, critério e cultura financeira, atendendo seus próprios interesses, vantagens, benefícios e de seus pares, previu no Orçamento uma verba de R$ 3,7 bilhões para eleição de 2020. Se aprovado, o que acreditamos que vá ocorrer, atingirão um crescimento de nada menos de cerca de 2.400% ao longo de 24 anos. Vergonhoso.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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CULPADOS DA CRISE

As verbas públicas para partidos sobem 2.400%. E os culpados da crise financeira que assola o País são as Marias, os Josés e todos os brasileiros que ganham salário mínimo. Deu para entender?

Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso zaffalon@uol.com.br

Bauru 

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'TOMA LÁ DÁ CÁ'

Este aumento absurdo do Fundo Eleitoral, apoiado por Rodrigo Maia, não pode ser considerado um "toma lá, dá cá?"

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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FUNDO DE GARANTIA

"Faltou governo, sobrou fiasco", "Estado", 20/7. O editorial entende o povo brasileiro e suas necessidades mais prementes, coisa rara entre políticos. Todos nós sabemos que, no Brasil, uma empresa só resiste por um milagre. Sem isso, ela quebra em cinco anos. Logo, é quase impossível hoje em dia para um cidadão ficar em uma empresa por muitos anos, é demitido antes. Então, por que cargas d'água o governo quer reter o Fundo de Garantia do Trabalhador (FGTS) e liberar doses homeopáticas de um valor que não chega a ser expressivo, dadas as circunstâncias citadas acima? Não temos estabilidade no mercado de trabalho, por instabilidade da economia. Logo, liberar migalhas do FGTS no aniversário é uma agressão. Sou crítico do governo, mas fiz um elogio para este aceno (liberar recursos do FGTS e PIS/PASEP). É melhor esperar o governo molhar o bico, porque o tiro, ao que parece, sairá pela culatra. O aceno que era para o trabalhador está indo direto para o "lobby do setor". Quanto à sétima arte, perdoem o presidente, ele não sabe o que faz.

Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

Guarulhos

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DESCOMPASSO

Há um certo descompasso entre a equipe econômica do governo e o presidente Jair Bolsonaro. Enquanto o primeiro dificulta a abertura de vagas com a multa de 40%, o presidente acena para uma mudança no Fundo de Garantia (FGTS) que não passa de uma arapuca nos saldos bancários do trabalhador. Dificilmente os sindicatos organizados não se insurgirão contra essas medidas. Governo e ministro da Economia não se entendem em como escalpelar o trabalhador como se esse fosse a pedra filosofal da ressurreição do PIB. Parece que uma maldição acompanha cada presidente da República, como se estivessem pagando a blasfêmia de jogarem pedra na cruz de Cristo ou de terem bebido cachaça no Santo Graal, símbolos sagrados do Cristianismo. Dizem os otimistas que Deus é brasileiro, mas que ainda não regularizou seu passaporte.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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LOTERIA

A decisão monocrática do presidente do STF Dias Toffoli, que aliviou a situação de Flávio Bolsonaro recebeu o apoio de penalistas e constitucionalistas, que avaliaram que o ministro agiu acertadamente ao suspender todos os processos com dados fiscais e bancários sem prévia autorização judicial. É inacreditável e até vergonhoso para o nosso país que um ministro do STF tome uma decisão de tal importância de maneira tão burocrática. Se nós engenheiros, tivéssemos o mesmo tipo de raciocínio que os juristas ainda estaríamos na era das carroças e as estradas de terra batida. Realmente não dá para entender tal raciocínio. Existe um órgão federal, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), criado pela Lei nº 9.613/1998, que tem a finalidade de disciplinar, aplicar penas administrativas, receber, examinar e identificar ocorrências suspeitas de atividades ilícitas relacionadas à lavagem de dinheiro, que até onde sei, é crime. Ora, raciocinando logicamente, se aquele órgão identifica uma ação potencialmente criminosa, parece-me óbvio que deva encaminhar suas suspeitas ao Ministério Público, assim como que se acione a Polícia Federal para confirmar ou não a veracidade das suspeitas, baseadas em dados sob a sua guarda. Solicitar a cada ocorrência a autorização do nosso moroso Poder Judiciário, em uma evidente anomalia em uma movimentação financeira, seria o cúmulo da burocracia. E, se tal fosse extremamente necessário, de há muito o STF já deveria ter se manifestado a respeito, uma vez que a lei já existe há 21 anos. E deveria tomar uma decisão através do Plenário do STF e não em uma decisão monocrática. Realmente, o Congresso Nacional já passou da hora de analisar as competências e as decisões do STF, guardião da Carta Magna. Não tem lógica nenhuma existirem naquele tribunal duas turmas para decidir sobre as questões submetidas, que não raramente tomam decisões díspares sobre o mesmo assunto, criando uma espécie de loteria para os litigantes. Nesse sentido, muito menos um dos ministros tomar uma decisão monocrática do alcance desta agora adotada pelo presidente da Corte. Nessa toada, a Justiça do nosso país é para poucos, que possuem condições de arcar com as custas de processos conduzidos por advogados chicaneiros.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br


São Paulo

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SIGILO BANCÁRIO

Foi irreprochável a decisão do ministro presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli. Um ministro que aportou à Corte sob intensas reprovações, nomeadamente sob seu nível de conhecimentos jurídicos, graças ao estudo e constante aperfeiçoamento, tornou-se um operador do direito de argumentos sólidos. Se as coisas íntimas das pessoas são resguardadas pela Constituição da República, nomeadamente em seus assuntos financeiros, somente um juiz de qualquer instância e, em grau máximo, o STF, podem interpretar e aplicar a um caso concreto a garantia do sigilo bancário. Nem polícia, nem Coaf, nenhum organismo de outro poder que não o Judiciário, podem enveredar por esse terreno próprio do cidadão, sob qualquer pretexto. E a grande pergunta: qual o custo a essas autoridades administrativas para socorrer-se de uma decisão judicial? Vemos que o justo combate à corrupção estremece os fundamentos do Estado Democrático de Direito, mas, como disse o célebre campônio germânico, "há juízes em Berlim".

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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VELOCIDADE DO STF

O presidente do STF, Dias Toffoli, que tem "somente" 42 ações pendentes de julgamento em seu acervo, resolveu passar na frente o caso do senador Flavio Bolsonaro, brecando as investigações do Coaf. Já por outro lado aquela Corte demorou "singelos" 63 anos para julgar um simples caso de herança, o que deixa claro que a Justiça é lenta somente para o "andar de baixo". Esse é o Supremo Tribunal Federal. 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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CADEIRA

O ministro do STF Marco Aurélio Mello afirmou que espera que o senhor Sergio Moro não ocupe a cadeira que ele ocupou, quando sair do STF. Estes ministros, pelo tempo que passam no tribunal e pelo poder tem que têm nas mãos, por conta de decisões monocráticas, se acham verdadeiros deuses. Alguém precisa avisar ao ministro Marco Aurélio que o STF não é a ABL, que os ministros não são imortais e a cadeira que ele usa é do Brasil e não dele. 

Maurício Lima mapeli@uol.com.br

São Paulo

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JANTARES

A breguice brasileira não é só brasileira. Na França, o ministro da Ecologia caiu porque ele também dava jantares com lagostas e vinhos caríssimos, pagos com dinheiro público. Muito brega, mas, sobretudo, como conta Gilles Lapouge "Num momento em que os trabalhadores lutam para chegar até o fim do mês, o efeito foi de um soco no estômago" ("Estado", 18/7, A13). No Brasil, ministros do STF fizeram coisa parecida. Vejam só, querem comer lagostas e beber vinhos premiados. Tudo, é claro, também pago com dinheiro público. Esnobe? Acintoso? É, mas não podem cair porque ocupam cargos vitalícios. Além disso, no Brasil esses escândalos não costumam mesmo ser punidos. Que vergonha.

Alzira Helena Barbosa Teixeira alzirahelena@terra.com.br

São Paulo

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QUEM VAI INVESTIR?

Reclama-se que o País tem um número elevado de desempregados e que nada está sendo feito para a geração de empregos. Acontece que para a geração de empregos deve haver, preliminarmente, investimento nacional ou estrangeiro para a criação de empresas, muitas vezes com o aporte de vultosos recursos, que podem demandar anos para que haja o retorno do capital investido e consequente obtenção de lucros, pois seria infantilidade, se não hipocrisia, esperar que alguém invista seu dinheiro sem aguardar nada em troca. Pergunto então aos meus botões: quem vai investir em um país onde impostos são elevados e muitas vezes mal aplicados? Quem vai investir em um país onde não há segurança para se andar tranquilamente pelas ruas? Quem vai investir em um país onde reformas estruturais ficam meses emperradas à mercê de discussões muitas vezes inócuas, com benefícios duvidosos para os cidadãos contribuintes? Quem vai investir em um país onde sequer o Poder Judiciário mantém a coerência de suas decisões, pois aquilo que entende ser constitucional em um dia pode ser declarado inconstitucional no outro? Quem vai ter confiança para investir em um país onde não haja a garantia de respeito ao pactuado? Quem vai investir em um país onde a decisão monocrática de um ministro pode paralisar o andamento de vários processos? Quem vai investir em um país onde notícias sensacionalistas, geradas por fontes desconhecidas e não se sabe com que interesses, atacam a credibilidade de autoridades legitimamente constituídas? Só cometeria essa insanidade quem morasse da rua dos bobos número zero.

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

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SEGURANÇA NO TRÂNSITO

Mais radares, para evitar acidentes. 90% dos acidentes de trânsito no Brasil ocorrem por falhas humanas, diz o Observatório Nacional de Segurança Viária, que também verifica as condições do veículo e da via. Excesso de velocidade, uso do celular, falta de equipamentos de segurança como o cinto ou capacete, ingestão de bebidas ou até mesmo dirigir cansado são os causadores das ocorrências. Quase 50 mil brasileiros morrem todos os anos, vitimados pelo trânsito. Mais extenso que o número de mortes é o de sequelados: 400 mil ao ano. Está clara a falta de controle. Governos e autoridades optaram pelas multas e mais recentemente por penas administrativas e até judiciais aos alcoolizados, mas isso não acaba com a mortificina. O que se arrecada com multa, além de ter destinação suspeita, não compensa os gastos hospitalares e a cessação de produção das vítimas. O governo federal tenciona diminuir o número de radares para evitar a chamada "indústria da multa". Mas o bom seria acabar com o radar móvel, este sim dedicado à arrecadação, e aumentar (e muito) o número de radares fixos em pontos críticos das rodovias e até em vias urbanas, com sinalização eficiente tanto diurna quanto noturna, para que contenham a velocidade em assim, inibam os acidentes. Ainda mais: em vez de multar, indiciar criminalmente os infratores graves. 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br     

São Paulo          

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CONCURSOS PÚBLICOS

O governo fechou as portas para os concursos públicos e a maioria dos Estados está com vedação orçamentária para chamar aprovados. Ocorre que estamos vivendo um tempo de um aumento significativo de aposentadorias de servidores. Conclusão, até o final do ano, a máquina pública, além do sucateamento, terá um desmonte sem igual e com isso os serviços que já são deficitários logo se tornarão impraticáveis.

Carlos Henrique Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

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PRIVATIZADAS

Como a política é cíclica, as estatais precisam ser privatizadas antes que os corruptos voltem ao poder.

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com   

Campinas

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ELEFANTES BRANCOS

Presidente, governador, políticos inconsequentes e outros oportunistas defendem a transferência da Fórmula 1 de Interlagos para Deodoro. O coro de justificativa para a proposta é o mesmo: o projeto será bancado pela iniciativa privada. A população carioca não passa um só dia sem ser impactada, através de noticiários, por tiroteios em várias comunidades, o que impede que boa parte da população sequer consiga dirigir-se aos locais de trabalho e, quando logra êxito, conta com um sistema de transporte público à beira do colapso. Desbarrancamentos seguidos interditam uma das mais importantes artérias de ligação na zona sul e a normalização ainda não se encontra no horizonte. As aulas de escolas que encontram-se no caminho das balas perdidas são frequentemente canceladas e os hospitais da rede oficial não dispõem de médicos, obrigando quem a eles recorre nas emergências a realizar périplos até encontrar um que, mesmo sem dispor de insumos básicos como gaze e roupas de leito, consiga prestar um atendimento urgente. Dilacerado por um dos maiores esquemas de corrupção de que se tem notícia, mal consegue manter os elefantes brancos que resultaram da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos, eventos que, quando efusivamente comemorados pelas rapinas políticas mal intencionadas de então, foram também embandeirados por promessas de considerável aporte dos mesmos recursos particulares, o que não se concretizou, posto que, desde o início, o plano era, na verdade, efetuar, o mais eficientemente possível, a pilhagem de dinheiro público para estofar bolsos dos  mentirosos agentes do poder de então e dos empresários promiscuamente a eles associados. Povo fluminense, não permita que tal absurdo se repita. Exija serviços dignos, em vez de circo de baixa qualidade.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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LIGAÇÕES DE TELEMARKETING

Enfim a tortura que tem incomodado milhares de brasileiros está próxima do fim. Entrou em vigor a lista para operadoras de telemarketing que proíbe tais ligações, seja em qual horário for. Os cliente incluídos nesse grupo não poderão ser objeto de ligações de empresas para a venda de serviços, como pacotes de telefonia, acesso a internet e TV paga. Antes tarde do que nunca para acabar com esse calvário que vem tirando o sono das pessoas por décadas. A medida foi uma determinação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), após ter receber milhares de reclamações de clientes. As pessoas que não desejam receber este tipo de chamada podem incluir seu nome no site "www.naopertube.com.br", criado para a iniciativa. Quase 300 mil pessoas pediram para não receber mais ligações. A lista é única e atingirá as principais empresas do setor: Algar, Claro/NET, Nextel, Oi, Sercomtel, Sky, Tim e Vivo. As empresas também deverão, nesse prazo, criar e divulgar amplamente um canal por meio do qual o consumidor possa manifestar o seu desejo de não receber ligações indesejadas. Segundo a Anatel, se uma pessoa solicitar a sua inclusão e continuar recebendo ligações de oferta de bens e serviços de telecomunicações, pode fazer uma reclamação. As sanções podem variar de advertência a multa de até R$ 50 milhões. Agora é ver para crer.

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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PASSAGEM NA CALÇADA

A Prefeitura só cumpre com a sua obrigação com os cidadãos quando a sua falta de sensibilidade é exposta. Basta ser contestada que as providências são tomadas. Passados 30 dias e a calçada continua desafiando pedestres a se equilibrar nos entulhos lá deixados. Enquanto isso, a subprefeitura de Santo Amaro não se sente envolvida e provavelmente não encaminhou o problema à subprefeitura responsável. 

Mauro Ribeiro Gamero mauro.gamero@yahoo.com.br

São Paulo

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COLETA DE LIXO

Dada a complexidade social da região central da capital paulista, a logística da coleta do lixo domiciliar não pode ser a mesma do resto da cidade. Para os próprios coletores, a coleta rotária, principalmente no horário das 17h às 20h seria ideal. Quando a coleta passa por volta das 9h30, complica o serviço de varrição na Rua Xavier de Toledo, entre outras ruas. A coisa piora ainda mais com uma caçamba de entulho montanhosa em frente à Estação Anhangabaú do Metrô. Vale lembrar que daqui a três anos ocorrerá a bilionária licitação do serviço de coleta, transporte e destinação final de lixo domiciliar – quando completam 20 anos de Loga e EcoUrbis.  

Devanir Amâncio devaniramancio@hotmail.com

São Paulo

 

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