Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

23 de julho de 2019 | 03h00

BOLÍVIA

Usina nuclear

Projetos grandiloquentes lançados às vésperas de eleições, como forma de propaganda, atraem a atenção do público interno e de escusos investidores externos. Há alguns anos, o projeto de construção de um canal na Nicarágua tornou viável a reeleição de Daniel Ortega. No poder desde 2007, foi reeleito para um terceiro mandato consecutivo, em 2016 – sem contar seu primeiro governo (1985-1990). Agora, surge o projeto de uma usina nuclear na Bolívia. Evo Morales, no poder desde 2006, disputará as eleições presidenciais de outubro, em busca do quarto mandato consecutivo. O projeto da usina nuclear pode ter o mesmo destino do canal na Nicarágua e do trem-bala no Brasil, discutido durante a reeleição da presidente Dilma Rousseff, em 2014.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

PARTIDOS POLÍTICOS

Dinheiro público

Que vergonha do Brasil deve ter o restante do mundo! Imaginar que o cidadão tenha de dar, obrigatoriamente, sem ser consultado, seu dinheiro para partidos políticos, para que os políticos desses partidos possam realizar o que desejam para si mesmos, e não para o Brasil... Enquanto 25 milhões de brasileiros tentam ganhar algum recurso de sobrevivência, os partidos querem mais que dobrar o dinheiro público para si mesmos. Partidos que exploram a população pobre, pois tiram dinheiro dos cidadãos para os próprios interesses, não deveriam ser votados pelos eleitores. Vamos acabar com essa vergonha.

CARLOS LESSA DA FONSECA

cabemy@gmail.com

Santana de Parnaíba

Fundo sem fundo

O grande número de partidos políticos é altamente nocivo. Com exceções, claro, já não se sabe quem é o quê, com os deputados e senadores flutuando de um lado para o outro nas votações. As tomadas de decisão no Congresso são demasiado alongadas, visto que todos os partidos são chamados a se pronunciar individualmente. Fica uma chatice só, uma vez que, sem argumentos novos, muitos ficam apenas repetindo o que os outros já haviam dito. Votação de líderes, então, virou assembleia. Além de tudo, isso faz mal aos nossos bolsos, pois a cada ano aumenta o número de partidos e o valor destinado ao fundo que, para atividades eleitorais, eles destinam a si mesmos, sempre em nosso prejuízo, claro. E esse fundo, que cresce continuamente, sem limites, atrai a formação de novos partidos, ávidos por uma parte do butim. A única solução que podemos imaginar para iniciar o combate a essa situação é tornar fixo o valor do fundo, corrigindo-o apenas pela inflação e nada mais. Com isso, a cada partido novo que surgisse diminuiria a participação dos demais no fundo sem fundo. Seguramente isso levaria a uma redução do número de partidos. Vamos tentar?

WILSON SCARPELLI

wiscar@terra.com.br

Cotia

Exceção à regra

Um partido sobrevive sem o uso do fundo, o Novo. Como um partido recém-criado consegue eleger oito deputados federais, um governador e vários deputados estaduais sem usar o famigerado fundo? Se o Novo consegue, por que os demais, há anos em atuação, não conseguem?

MARCO ANTONIO VIDEIRA

mvideira57@gmail.com

Santos

FEDERAÇÃO

Em debate

O editorial Federação, um debate necessário (21/7, A3) deve nos inspirar a lutar por completa revisão da nossa Constituição. Temas como voto que represente cada cidadão (representatividade isonômica) e proporcionalidade de representação fundamentada nesse ponto, número de municípios (a própria Carta deveria estipular um número mínimo de habitantes para que um município seja instalado) e voto distrital, que se harmoniza com o aqui mencionado, seriam o mínimo a ser abordado nessa discussão. Esses pontos deveriam ser discutidos fora do Congresso, pois a parcialidade e o espírito de corpo influenciam negativamente posições e disposições. Nossa estrutura política precisa mudar para melhor.

ABEL CABRAL

abelcabral@uol.com.br

Campinas

GOVERNO BOLSONARO

Filtro

O presidente Jair Bolsonaro disse, ironicamente, a jornalistas que “na época do Lula era tudo uma maravilha” e que o Lula dizia que havia “30 milhões de crianças na rua”, etc. Ora, Lula não disse 30 milhões, mas 25 milhões de crianças. E o ex-prefeito de Curitiba Jaime Lerner observou-lhe que se houvesse de fato 25 milhões de crianças nas ruas não se conseguiria andar por elas. Mas essa era a maneira dele de fazer política: mentindo, enganando... Está gravado. Enfim, acho que o presidente Bolsonaro tem de deixar de lado o PT, cuidar do seu governo e melhorar o seu filtro na hora de falar. Esquecer o presidiário e o PT – dar-lhes mídia é o que eles querem. E pensar um pouco antes de falar (bem menos).

PANAYOTIS POULIS

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

Eu votei em Bolsonaro, e votaria novamente contra a “quadrilha”, mas uma coisa, entre outras, eu sabia a respeito dele: o presidente é – como se diz no interior – mais grosso que papel de embrulhar prego.

MARCELO MELGAÇO

melgacocosta@gmail.com

Goiânia

Tic-tac

Entre outros motivos, votei em Jair Bolsonaro na esperança de ver concretizado o seu “mais Brasil, menos Brasília”, mormente em seara de uma reforma tributária e administrativa de governo que venha a finalmente retirar do ombro (e do bolso!) do povo essa faustosa, cara, nababesca e inepta máquina governamental. Mas até agora, nada. Tic-tac, tic-tac, tic-tac – será o tempo passando ou uma bomba social prestes a explodir?

PAULO BOCCATO

pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

Inpe

Expresso integral apoio ao professor Ricardo Galvão, diretor do Inpe, por sua reação a afirmações infelizes do presidente da República contestando estatísticas publicadas pelo instituto (21/7, A16). Além das palavras que expressam a indignação de um profissional competente e cientista muito respeitado pela comunidade acadêmica, entendo o desabafo como uma voz em defesa da ciência, constantemente vilipendiada por setores obscurantistas da sociedade que atacam indiscriminadamente as universidades públicas e instituições sérias que ensinam e produzem conhecimento.

WALTER COLLI, professor colaborador sênior da USP

colliwalter6@gmail.com

São Paulo

LINHA DE CONDUTA

Nosso presidente Jair Bolsonaro tem todos os direitos que lhe são proferidos pela Lei, assim como a qualquer cidadão. Pode se manifestar em qualquer momento ou ocasião que lhe convier ou achar necessário, desde que mantenha sua linha de conduta e respeito utilizando termos corretos e adequados, designados para suas observações, não ofendendo, menosprezando, denegrindo ou rebaixando, colocando em choque a conduta do ou dos atingidos, especialmente quando não tiver convicção total do que esteja ocorrendo. Bom seria, para evitar tais contradizeres, sempre se orientar antes de suas manifestações junto a seus assessores que o rodeiam e são bem pagos para investigar e orientá-lo adequadamente. Esse comentário refere-se ao caso do diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Ricardo Magnus Osório Galvão.  

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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O QUE FIZERAM?

No Brasil, a moda agora é dizer sobre tudo que Bolsonaro fala que é mal informado, mente ou não conhece o assunto? Até aprece que antes dele estávamos vivendo numa ilha de prosperidade para todos os ditos descamisados que elegeram o PT desde sempre. Agora, em relação ao garimpo, não vejo nenhuma ONG ou especialistas dizerem que índios arrendam terras para brancos detonarem os rios com mercúrio por causa do ouro. O que os últimos governos fizeram em relação a isso inclusive com segurança das comunidades não só indígenas mas todas como quilombolas tão na moda hoje?

Antonio Jose Gomes Marques a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

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FOTO DE SATÉLITE

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) baseia seus dados sobre o desmatamento na Amazônia em fotos precisas de satélites. O presidente Jair Bolsonaro tem fotos que mostram o contrário para declarar que os dados do Inpe são mentirosos?

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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MASCARAR DADOS

O mundo já sabe sobre o estarrecedor desmatamento que ocorre na Amazônia. Ao contrário do que pensa o presidente Jair Bolsonaro, existem muitas outras fontes de informação sobre essas atividades de lesa humanidade, o mundo não depende das informações do governo brasileiro. Esconder a verdade e mascarar os dados só irá mostrar o quão despreparado Bolsonaro é para lidar com qualquer assunto, outra de coisa que o mundo todo já se deu conta. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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MADEIRAS DE LEI E O DESMATAMENTO

Hoje muito se fala sobre desmatamento, sem considerar adequadamente o assunto. O motivo principal do expressivo avanço anual do desmatamento na Amazônia é o aproveitamento de madeiras de lei, principalmente para exportação. Frequentemente a invasão da floresta é iniciada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que, a título de colonização, abre estradinhas e divide as terras marginais em lotes, que são distribuídos a quem pedir. Recebidos os lotes, seus concessionários ou proprietários tratam imediatamente de abater a maior parte das árvores dos lotes que receberam, vendem a madeira e, a seguir, passam o lote para outros, que nele poderão ou não ter alguma atividade de interesse, de modo geral empregando agricultura ou pecuária de baixíssimo rendimento. Devido a esse abate de árvores, nas proximidades de cada loteamento do Incra estabelecem-se madeireiras para comprar a madeira, cortá-la em toras e vendê-las, principalmente para o exterior. Gera receita de exportação, é claro, mas a custo da destruição de patrimônio natural de difícil recuperação e do espalhamento de pobreza pelo interior das áreas desmatadas, onde a assistência governamental não tem condições de chegar. Se o País quiser reduzir ou mesmo interromper o desmatamento deve, primeiro, impedir que o Incra continue a abrir loteamentos e, segundo, cercear ou impedir a venda das madeiras de lei para a Europa e os Estados Unidos. Aos países que pedem que interrompamos o desmatamento, devemos pedir compensação financeira similar ao produto atual da exportação dessa madeira de lei.

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia

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AÇÕES DESTRUTIVAS

O diretor do Inpe não mente sobre o desmatamento da Amazônia e não está a serviço de nenhuma ONG, ao contrário do presidente da República, que mente e está a serviço dos interesses de ruralistas, madeireiros e mineradores. Nações adultas e responsáveis em alerta com as ações destrutivas da Amazônia, perpetradas pelos brasileiros em processo de autoaniquilamento, por burrice de governantes e ambição de empresários. 

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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DESINFORMAÇÃO

Já no episódio do sr. Jair com a sra. Angela Merkel ficou bem claro que o presidente é muito desinformado e agora, na grosseria e covardia com o diretor do Inpe tudo ficou ainda mais claro. Além de ignorar assuntos importantes, é um macaco em loja de cristal. Torna-se urgente que alguém explique para esse senhor que não existe segredo nessa área, e como funcionam os satélites. É muito chato saber que as pessoas que o chamam de mentiroso, covarde, desinformado e mal intencionado não estão brincando. Coisas para bêbado em botequim e não para um presidente da República. 

Sérgio Barbosa sergiobarbosa19@gmail.com

Batatais

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SACUDIR O PAÍS

Bolsonaro foi eleito porque 57 milhões de brasileiros queriam reconstruir um país destruído. Desafio alguém sério a apontar uma só área sob responsabilidade do Estado brasileiro que estava pelo menos razoável no final de 2018. Tudo estava péssimo. Economia, segurança, saúde, educação, política, renda, emprego, corrupção, costumes, família, drogas, propriedade. Como uma máquina emperrada, a primeira coisa era sacudir o País para tirar a poeira, localizar e trocar as peças gastas por novas e realinhá-las na direção do desenvolvimento. O método Bolsonaro é não deixar flancos descobertos. Atacar cada ponto material, legal ou cultural que esteja prejudicando o País e colocá-lo em discussão. Todos os problemas que estavam escondidos estão aparecendo pelos gritos da oposição e quanto mais gritam mais aparecem os males do País. Aos que preferiam a situação como estava sugere-se que peçam o impeachment do presidente. Quem vencer venceu. O Brasil tem pressa.

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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EXPLICAÇÕES

Infelizmente o presidente Bolsonaro resolveu divulgar nas redes sociais assuntos de Estado que não domina, mas não se acanha em discutir e afirmar inverdades facilmente desmentidas. E o pior é que denigre o cargo que ocupa. Desta vez ele atacou o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Ricardo Magnus Osório Galvão, acusando-o de agir “a serviço de alguma ONG” e afirmou que os dados sobre o desmatamento da Amazônia são mentirosos. Ora, o professor Galvão detém um vasto currículo e títulos a área de engenharia e física, ao contrário do presidente, que já comprovou o seu desconhecimento na área do meio ambiente ao nomear para o setor um ministro incompetente. A ira do presidente deve-se ao fato do Inpe ter apresentado dados sobre o desmatamento da Amazônia, que aumentaram a partir de janeiro deste ano. Como sempre, não perdeu a oportunidade de ser malcriado e desrespeitoso com um cientista que ele nem conhece e sobre um assunto do qual também não entende. Ao estilo do presidente norte-americano, que ele elegeu como ídolo, disse: “Até mandei ver quem é o cara que está à frente do Inpe para vir explicar aqui em Brasília esses dados aí que passaram para a imprensa. No nosso sentimento, isso não condiz com a realidade”. Ora, ora, o presidente vem, desde sua campanha, declarando que tem muita terra na Amazônia que ainda poderia ser explorada para a mineração e outras atividades. Deveria saber, por obrigação, que a invasão da floresta se dá, não por fazendeiros e outros grupos que respeitam a legislação, mas por invasores, inclusive grileiros, que se interessam só pela extração da madeira. Suas contínuas declarações sobre o aproveitamento da floresta, que ainda considera pouco devastada, só poderiam ter como consequência o aumento do desmatamento. Portanto, a realidade se impõe, o desmatamento na Amazônia aumentou durante o seu governo, devido às suas declarações inconsequentes e agora não adianta tentar disfarçar. Dizer que o dr. Galvão deverá se explicar com o ministro do Meio Ambiente, um cidadão já condenado em primeira instância por crime ambiental, só pode ser uma piada de mau gosto.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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BEM DIRECIONADA

Bolsonaro foi eleito como a única solução encontrada pelos brasileiros para se livrar do tipo de governo que, por mais de 15 anos, os petistas exerceram. Assim, conseguiu formar uma boa equipe e está conseguindo, até agora, bons resultados, apesar dos que batalham contra ele para destituí-lo e arranhar a reputação que tem. Infelizmente, com sua falas, ele mesmo está conseguindo dar margem para isso, pois ou é mal interpretado propositadamente ou ele mesmo se atrapalha com o que diz. Presidente, nós o elegemos para governar. Para ouvir coisas indigestas ou sem propósito já tivemos uma ex-terrorista no poder. Assim, caro Jair, pedimos que conduza o governo e deixe os cães ladrarem, pois a sua caravana, bem direcionada, tem uma enorme chance de conseguir um estrondoso sucesso.

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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AGENDA NEGATIVA

Os eleitores de Bolsonaro e os não eleitores já constataram o desastre que foi eleito. Na semana passada foi um festival de impropriedades. Só para citar a questão do Inpe, quando um governo desmerece a comunidade científica do País, o futuro dessa nação fica comprometido. Parece que ele está sempre na defensiva. Na artilharia contra as instituições, cumpre uma agenda negativa e alimenta a divisão. Triste horizonte nos aguarda.

Elisabeth Migliavacca 

São Paulo

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ONDE NÃO OPINA

Impressionante a capacidade de Bolsonaro de buscar cascas de banana para pisar até do outro lado da rua. Também, o que esperar de um deputado que por 28 anos como representante do povo foi medíocre e preconceituoso? Votei nele não apenas por falta de opção, mas porque no começo acreditei mesmo que Guedes e o povo brasileiro o haviam convertido. O grande feito foi que por meios tortos ele mobilizou o Congresso para, com Maia, aprovar a reforma da Previdência. Torço ardentemente para que o filho embaixador não mude isso. Onde ele não põe o pitaco o governo avança, como na infraestrutura, por exemplo. Esperando também que o filho Flávio e Toffoli não ponham Moro a correr.

Cecilia Centurion ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

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PALAVRAS DE UM PRESIDENTE

As palavras de um presidente da República nunca devem tornar-se motivação para hilariantes comentários, porque estes nada constroem e podem fragilizar a República.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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DEVE SER COMEDIDO

O cargo de presidente da República é muito importante e por certo o seu ocupante tem a obrigação de ser comedido em suas declarações levando em consideração a repercussão. Ele não pode chamar um integrante das Forças Armada de “general melancia” ou governadores nordestinos de manipuladores do eleitorado. Estas expressões são inaceitáveis e ofensivas. E o mais grave é que ao ser questionado, tenta manipular, alegando que foi mal interpretado. A que ponto chegamos.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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GOVERNADORES DO NORDESTE

Falar que o Nordeste ainda é antro da politicagem coronelista ofende qualquer defensor do coronelismo ainda imperial. Mesmo que falando pelos cotovelos, Bolsonaro acerta. É difícil acertar qual é o pior governador nordestino, começando por Sarney e Renan, se chega a Ciro e Jereissati.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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NADA TEM A VER

Um presidente, um governador, um prefeito, quando se submete a uma eleição, representa um partido, com suas idéias e seus propósitos e é eleito por uma parte do eleitorado afinada com suas intenções e promessas que sempre redundam em proporcionar o melhor para a população que o distinguiu. Eleito, ele é o representante de todos, fala (ou deveria falar) em nome de todos e fará de tudo para que seu país, seu Estado ou seu município alcance tudo que lhe foi prometido. Um governador, um presidente ou um prefeito governa (ou deveria governar) para todos e não poderia instrumentalizar seu poder nacional, estadual ou municipal para impor idéias e conceitos que não sejam, se não o consenso, mas, pelo menos, a média daquilo que é a vontade da população que nele tenha ou não votado. Nada deve se sobrepor a este sagrado propósito de alcançar o melhor para o pedaço do Brasil que governa e, no caso do presidente, o Brasil todo. É injustificável e criminoso até, que um presidente, por idiossincrasia pessoal, determine que a população de um Estado inteiro seja punida porque não gosta de seu governador. Ele pode até “não ter nada com este cara aí”,  mas “este cara” representa 6 milhões e 751 mil almas do Estado mais pobre da Federação que nunca poderá sobreviver sem a ajuda federal guarnecida por este presidente tão intolerante, mesquinho até, no caso. Do mesmo modo, um governador de um Estado que vive em eterna penúria, nunca deveria ter uma posição declaradamente desafiadora, radicalmente crítica e manifestamente antagônica a um presidente do qual depende para cumprir o que prometeu ao seu Estado e ao seu povo. Nem no Estado mais rico do Brasil, que a rigor não necessitaria da boa vontade do presidente para nada, o governador faz isso. São Paulo gera uma arrecadação equivalente à dos 13 Estados mais pobres da Federação. Mesmo assim, o seu governador age com respeito e não ofende o chefe da nação, pensa em seus conterrâneos, em seu Estado e nas consequências que poderiam advir de uma atitude beligerante e intempestiva. Pelo que me consta, posso estar enganado, nenhum governador eleito do Maranhão governou em antagonismo com o presidente da República. O máximo que chegamos foi a “eminências pardas”, inviabilizando pleito de governadores desafetos por debaixo dos panos para lhes criar dificuldades e minar-lhe o prestígio popular, mesmo em detrimento da população que não tinha, como não tem, nada a ver com mágoas, rancores e frustrações de ninguém. Assim me parece.

Francisco José de Sousa Viana fcviana1947@gmail.com

São Luís 

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DEIXAR DE LADO

Flávio Dino ficou ofendido com a suposta fala de Bolsonaro ao usar o termo “paraíba”. Existe uma conhecida canção que diz: “Paraíba mulher macho sim senhor”. É homofóbica? As patrulhas ideológicas estão à caça de qualquer desavisado que usar um termo que pode parecer preconceituoso, como denegrir ou judiar. O governador do Maranhão, Estado que possui um dos mais baixos IDHs do País tem de se preocupar em melhorar as condições de vida de seu povo e  deixar de lado essas picuinhas.

J. A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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IRRESPONSABILIDADE INSTITUCIONAL

Assistindo à série Chernobyl, vieram à mente as cenas explícitas de irresponsabilidade institucionalizada assistidas durante minha passagem pela área pública. As premissas de sobrevivência, corporativismo e carreirismo, aliadas ao total descolamento da missão do serviço público, temperados por uma pitada de despreparo e autoritarismo, ratificam o desligamento da realidade, a irresponsabilidade e a corrupção. Dão conta do recado, detalhando planos, orçamentos, cronogramas, devidamente amparados em sistemas, bancos de dados e software de última geração, que não têm qualquer objetivo prático além do cumprimento de uma missa, seguidos da apresentação de relatórios de controle defasados, o que os torna inúteis, mas justificando, com sobra, o trabalho de muitos. Trata-se de, prioritariamente, gastar as verbas com o objetivo puro e simples de atender ao apoio necessário à gloriosa carreira política sonhada pelo “chefe geral”.

Assim, obras de infraestrutura que custam bilhões de reais têm seus prazos e custos desrespeitados, pagando a população por mobilidade urbana de baixa qualidade, déficit habitacional e insegurança nas estradas. As mentiras institucionais, tão bem retratadas pela personagem central da série, repetem-se, a transferência de responsabilidade é rezada diariamente e o caos bate cartão religiosamente, enquanto os reflexos negativos na saúde, educação e segurança são digeridos bovinamente pela população. É evidente que a figura do Don Quixote existe e consegue, por um breve tempo, “fazer acontecer”, driblando a corporação e criando expedientes que favorecem as pessoas, razão de ser do serviço público. Essas figuras não têm vida longa. A corporação e os interesses se encarregam de tirá-las rapidamente do caminho.

Viemos assistindo nos últimos tempos, estimulada pelos ventos da Lava Jato, uma mudança lenta e gradual da consciência brasileira, com resultados concretos através da única arma que possui, o voto. Já farta de tanta hipocrisia e parcialmente vacinada contra falsos profetas, decidiu apear alguns do poder e abater outros políticos em pleno voo, buscando, em desespero, o novo. Chernobyl acabou sendo iluminada pela verdade de um homem corajoso, que eliminou as mentiras institucionais, permitiu reparar outras centrais nucleares, evitando desastres nucleares previstos. O caminho é longo e tortuoso, mas existe. Trilhá-lo sempre dependerá da consciência e ação de cada um e de todos.

Celso L. Barboza ckbarboza@uol.com.br

São Paulo

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DEFENSORES DA PRÓPRIA IMUNIDADE

O deputado Capitão Augusto não sabia que seus pares não vão legislar nunca um projeto que os prejudicará no futuro? Deputado, o senhor não ouviu a declaração daquele senador nordestino, que na maior sinceridade afirmou que jamais votaria um projeto que o levaria para a prisão? Eles não são contra o Sergio Moro e a Lava Jato, são defensores de suas próprias imunidades. 

Maurício Lima mapeli@uol.com.br

São Paulo

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REVISÃO NA CONSTITUIÇÃO

O editorial “Federação, um debate necessário” deve nos inspirar a lutar por uma completa revisão em nossa Constituição federativa. Temas como a representação de cada cidadão como um voto (representatividade isonômica), proporcionalidade de representação fundamentada neste ponto anterior, número de municípios (a meu ver, a própria Constituição deveria estipular um número mínimo de munícipes para que um município seja instalado) e voto distrital, que se harmoniza com tudo antes aqui mencionado, seriam o mínimo a ser abordado em tal discussão. Todos esses pontos deveriam ser objeto de discussão fora do ambiente político, entenda-se Senado e Câmara, pois em tal ambiente a parcialidade e o espírito de corpo influenciaram negativamente posições e disposições. Já se faz tarde para que tudo isto seja discutido

e mude, para melhor nosso estrutura política. Ninguém mais habilitado a liderar movimento nesse sentido como nosso Estadão.

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

São Paulo

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SIMPLIFICAÇÃO DE TRIBUTOS

Boa parte do povo brasileiro apoia a reforma da Previdência, que já aprovada foi em 1.º turno da Câmara. Tão importante quanto, seria esse apoio também à complexa reforma tributária já em curso no Congresso. Se não se propõe a redução de impostos, e nem seria viável ainda, a sua simplificação unindo vários tributos num só como do Imposto sobre o Valor Agregado (IVA) cobrado sobre o consumo, no mínimo vai reduzir custos das empresas. Aprovada, essa reforma permitirá alavancar o desenvolvimento econômico a acabar, como é vigente há anos, o trauma de se fazer contabilidade para pagamento de impostos no País. Por exemplo, pelos dados do Banco Mundial, enquanto na média dos países, uma empresa gasta 237 horas por ano para pagar seus impostos, em Hong Kong, são apenas 35 horas e no Brasil, devido ao emaranhado número de tributos são desperdiçadas inadmissíveis 1.958 horas por ano, ou 56 vezes mais do que se gasta em Hong Kong, e 6 vezes mais do que se gasta na Etiópia, 300 horas. Lógico que, pela sua complexidade, se aprovada a reforma tributária, assim como ocorrerá para aposentadorias, haverá regras de transição, e a reforma pode levar até 50 anos para a implementação na sua plenitude. Os benefícios, porém, vão aparecer já nos primeiros anos de sua vigência.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

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CONCEITO DE HONESTIDADE

Somos mais de 200 milhões de brasileiros e o nosso conceito de honestidade no exterior é duvidoso. Explico. Um dos ex-presidentes, embora condenado em três instâncias judiciais, preso e réu em mais cinco processos, gaba-se e propala aos quatro cantos do planeta Terra ser o “homem mais honesto do Brasil, injustiçado e perseguido”.  Imagine qual é o nosso caráter sobre correção, honradez e decência para os estrangeiros, sabendo que o mais honesto dos brasileiros é um presidiário e réu em vários processos em andamento. 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES) 

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‘JURIDIQUÊS’

Lamentável a liminar do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli que, aproveitando as férias dos ministros, num ato autocrático, acolheu o recurso dos advogados de Flávio Bolsonaro para suspender investigações criminais acerca das “rachadinhas”, a prática de exigir parte dos salários de funcionários de gabinete, admitidos sem concurso público de títulos e provas. A justificativa dessa suspensão estaria na falta de autorização judicial para colher e utilizar dados fornecidos pelos órgãos de controle do Estado, como o Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Receita Federal, Procuradoria e Promotoria, Ministério Público, Polícia Federal. A pergunta é: por que um juiz criterioso, que exigisse provas para condenar um réu, teria interesse em dificultar as investigações que levariam a essa finalidade? É o mistério do “juridiquês”, a mentalidade de muitos juízes que complicam seus veredictos, citando fora do contexto artículos e parágrafos de leis, em lugar de utilizar o raciocínio lógico e o bom senso, em benéfico mais da coletividade do que do indivíduo. A medida de Toffoli, a meu ver, visando atingir indiretamente o ministro Sergio Moro e a Operação Lava Jato, torna-se um retrocesso na luta contra a corrupção, a lavagem de dinheiro, o tráfico de drogas, os crimes do colarinho branco.

Salvatore D' Onofrio salvatore3445@gmail.com

São José do Rio Preto

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EXIGÊNCIAS

Sendo o Coaf um órgão de inteligência, criado por lei, cuja finalidade é o rastreamento de movimentos financeiros suspeitos com base em informações fornecidas pelos bancos e cujas observações são remetidas ao Ministério Público que, como fiscal da lei, constata a existência ou não de delitos de ordem financeira, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ao impedir a comunicação entre os órgãos competentes sem que haja prévia autorização judicial, apenas agiu como um cônjuge enganado que, ao saber da infidelidade do outro, ordenou a imediata retirada do sofá da sala. É de se perguntar se o serviço secreto de qualquer país civilizado faz exigências tolas ou, ao contrário, toma medidas enérgicas contra aqueles que permitem vazamentos, pondo a perder um trabalho que pode levar à elucidação dos  crimes que infelicitam o povo. Afinal, a quem interessa vazamentos? Quem ganha com eles? Quem paga por eles? A prévia autorização judicial para certos procedimentos por acaso impede a ocorrência de vazamentos? Autorização judicial é garantia contra eles?  

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

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‘NÓS CONTRA ELES’

A vida do brasileiro inteligente e contrário à ideologia comumente chamada de comuno-socialista, marxista e a abrasileirada lulopetista, é sempre “alcunhada” pela denominação de “eles”, num tratamento abjeto e politicamente incorreto pelos petistas, sugadores das nossas riquezas por 13 anos passados. A maioria do povo brasileiro, como eu, optou pelo atual presidente para nos vermos livres da corrompida dinastia petista. Se a atual administração bolsonarista peca no varejo, mas ganha no atacado, é o que nos basta. Nossa pátria vive no momento uma terrível mudança de paradigmas, sejam eles jurídicos, ideológicos, filosóficos ou religiosos. Não cabe culpa a nós, os “eles” da era lulopetista, mas sim ao cumprimento do dever cívico-patriota dos novos representantes do governo do sr. Jair Messias Bolsonaro. De acordo com minha conduta como cidadão, cônscio dos deveres patrióticos, apesar de todo esse imbróglio que vive nosso Judiciário, tomando decisões que para os áulicos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), como parte dos “eles” que hoje são os “nós”, não concordo com a decisão monocrática do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), mesmo que parte de juristas admita ser correta, barrando as investigações do Coaf referentes ao filho do presidente. Portanto, não será fácil cortar esse cordão umbilical do “nós contra eles”, mesmo que seja por sinais trocados, como diz o Estadão.

Aloísio Arruda De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

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RECURSO HONESTO

Custa-me crer que um pessoal que imaginamos obrigatoriamente conhecedores a fundo de nossa legislação, como os agentes da Polícia Federal, procuradores de justiça, promotores e juízes, trabalharam todos esses anos com informações originárias no Coaf sem conhecer a obrigatoriedade de autorização judicial para seu uso em  processos. A mim, mesmo sem formação em direito, não me parece ilegal essa conjunção, visto que o uso dessas informações foi apenas um recurso honesto para mostrar, processar e condenar um bando de criminosos do meio político e  empresarial, pelo quanto em conjunto assaltaram os cofres públicos, empresas estatais e fundos de aposentadoria, que possibilitou via Operação Lava Jato a recuperação de mais de R$ 13 bilhões até agora, valor que calculam que será ultrapassado em muito, porque os desvios em seu total podem passar de mais de meio trilhão.

Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo

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FILA DA JUSTIÇA

O STF, como todos servidores públicos, tem o vício de descumprir as leis, notadamente a Constituição da qual são guardiões. Enquanto há milhares de processos importantes mofando nas gavetas porque os litigantes são desimportantes, quando surge uma solicitação de uma autoridade ativa ou passada, os magistrados descumprem a fila e dão a decisão que lhes importa ou interessa aos seus amigos. Descumprem a Constituição que regimenta que todos são iguais perante à lei. Enquanto permanecer tal situação – que parece, será eterna – só os poderosos terão, mas não serão direitos. Repito: terão, mas não serão direitos.

Mário A. Dente eticototal@gmail.com

São Paulo

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CAMINHO DA OPERAÇÃO

Infelizmente estamos indo rapidamente pelo caminho que foi a operação “Mãos Limpas”, na Itália. A corrupção ainda é muito poderosa no Brasil. Vale também a eterna vigilância.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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OPERADORES DO DIREITO

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, desrespeitosamente classificou como “vedetismo judicial” as declarações do operoso juiz Marcelo Bretas, responsável pela Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, publicadas em entrevista a uma revista semanal. “É o ativismo elevado à décima potência. O que ele faz é política partidária. Juiz não é liderança política, não é comentarista. Tem que ser imparcial”. Fosse nos tempos em que a OAB era dirigida por notáveis e respeitados juristas, entre ele Raimundo Faoro e Seabra Fagundes, tais palavras teriam eco na sociedade. Vindo de quem veio, admito que Santa Cruz, parcial antilíder elevado à infinita potência negativa, falava ao espelho, plenamente acometido do complexo de vira-lata, ratificando cada vez mais que a desnorteada OAB de hoje, com extrema vênia aos verdadeiros e isentos operadores do direito, não passa de mais uma tendenciosa agremiação política encarnada, inimiga da ordem constitucional.

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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INDECISÃO NO BREXIT

A indefinida situação do Reino Unido chega ao ápice da indecisão com uma troca de primeiro-ministro que pode simplesmente não resolver nada. Boris Johnson defenderá um Brexit sem acordo e a oposição poderá tentar tanto um voto de desconfiança no Parlamento, para provocar novas eleições, como tentar forçar um referendo a fim de permanecer na União Europeia. Durante as negociações, haverá uma corrida de 100 dias até o prazo final de 31 de outubro. Entretanto, o Parlamento Europeu pode simplesmente prorrogar o prazo de saída novamente se nenhum dos lados achar uma solução para o labirinto político.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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PAPEL DA CLASSE MÉDIA

Quando Marx elaborou sua teoria esqueceu-se de levar em consideração o papel da classe média numa democracia.

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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AVANÇO ESPACIAL

Às 12h56, 21 de julho de 1969, os australianos assistiam a um grande evento espacial na TV, o pouso na lua. Às 12h56, 21 de julho de 2019, os australianos só puderam assistir a um evento espacial na TV, uma repetição de My Favorite Martian. Até que ponto chegamos em 50 anos? É hora de colocar dinheiro real na ciência para que possamos sair deste planeta antes que ele morra.

Dennis Fitzgerald dfitzger@melbpc.org.au

Melbourne (Austrália)

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TRARIA BENEFÍCIOS?

Há muito tempo sabemos que a fome é uma das tristes realidades de nosso país, e saber que o Vale do Ribeira, além de sua importância ecológica nos deu também um presidente que lá viveu alguns anos de sua vida, já que é paulista, uma pergunta se impõe em nossas mentes: presentear com um autódromo uma cidade que também sofre atualmente com problemas causados por um passado de desmandos, traria realmente benefícios concretos para todos os seus cidadãos ou a exemplo das Olimpíadas serviria apenas aos interesses de alguns? É impossível ignorar as imagens das edificações ora abandonadas e aos poucos se transformando em ruínas que foram construídas a custo altíssimo e em nada ajudaram na obtenção de maior segurança, melhor saúde e educação de melhor qualidade para todos.  

Vera Bertolucci vbertolucci@yahoo.com.br

São Paulo

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ATIRAR CONTRA POLICIAIS

Quando a gente pensa que já viu de tudo na vida, aparece um absurdo como o a seguir. Os desembargadores da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) confirmaram decisão de 1ª instância que excluiu dois acusados de tentativa de homicídio de julgamento pelo Tribunal do Júri. Entenderam os meritíssimos que, durante uma perseguição, suspeitos que atiram contra policiais não necessariamente desejam matá-los ou assumem o risco. Pesquisas recentes da Fundação Getúlio Vargas (FGV) indicaram que apenas 29% da população confia no Judiciário. Não faltam motivos.

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

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ABUSO EM PLANO DE SAÚDE

Presidente Bolsonaro, vejo que o sr. está se envolvendo em assuntos corriqueiros e enquanto isso deixa passar ótimas oportunidades para mostrar a que veio. Faça como seu ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes que tem marcados golaços em seu ministério, ao invés de jogar para a plateia. Aproveite e marque um gol na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), agência que assim como as demais vem agindo contra seus clientes. Com uma inflação abaixo de 5%, o senhor tem conhecimento de que os planos de saúde tiveram aumento entre 15 e 25%? Onde estão os defensores do povo que compõem o Congresso Nacional? Nenhuma palavra se ouviu deles. E o senhor, por que não investiga quem comanda essas agências? Sabemos que os senhores não pagam convênio, porém também sabemos que nós pagamos para vocês. E até quando vamos suportar esse abuso cobrado nos planos de saúde? A Qualicorp, operadora que domina o mercado, sem concorrentes vem nadando de braçadas. E então, que tal concentrar seus esforços e proteger de verdade os brasileiros que sempre pagam a conta? Isso sim é governar para todos.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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LIBERAÇÃO DE REMÉDIOS

O grande número de pessoas que se medicam livremente já é grande no Brasil, pois a fiscalização de farmácias acerca de vendas de remédios que necessitam de prescrição médica é falho. E agora, os deputados querem liberar as vendas de remédios sem que a Anvisa dê seu parecer, um perigo à saúde dos brasileiros.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca 

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RESPONSABILIDADE

Coisas estranhas no Brasil. Os políticos arrebentaram com os hospitais e serviços públicos de saúde e quem apanha são os médicos. Ah, povo, sempre enganado e pisado pelas autoridades corruptas.

Renzo Sansoni contato@itenn.com.br

São Paulo

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SENSAÇÃO DE JUSTIÇA

O brasileiro que matou a esposa também brasileira em Londres foi condenado a prisão perpétua. Vou repetir. Prisão perpétua. Só terá direito a revisão da pena após cumpridos 27 anos. Aqui no Brasil, o ex-goleiro Bruno, com direito a progressão da pena, foi solto, sob certas condições. A questão não são as condições em que foi solto. A questão é o crime cometido, com o assassinato de Eliza Samudio. A Justiça brasileira não proporciona ao cidadão a sensação de justiça feita.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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LIDERANÇA DOS CAMINHONEIROS

Sobre o artigo “Tabela do frete frustra caminhoneiros”, publicado no Estadão em 20/7. Quando se ouve sobre ameaças de caminhoneiros descontentes em contato com autoridades, ameaçando greves, sempre surge a pergunta: “que caminhoneiros?” As supostas lideranças não deixam de ser sindicalistas, muito distantes das boleias dos caminhões, falando em nome de quem na realidade não representam.                         

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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LAZER NA PERIFERIA

Fome e educação inclusiva. Entre 1998 e 2008, Aziz Ab' Saber (1924-2012), da USP, realizou importante trabalho solidário no mundo da geografia social sofrida do Capão Redondo, na zona sul da capital paulista. A primeira preocupação do professor e ex-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) foi querer saber quanto custaria para alimentar uma família de até seis pessoas. Ele mesmo comprou ingredientes e ajudou a preparar o almoço – chegando à conclusão de que a fome não poderia ser mais tolerada. As idas de Aziz ao bairro resultaram na criação do primeiro Ecoponto da região, na Travessa Rosifloras, na Cohab Adventista, no ano de 2007. À época, ele organizava intenso estudo para encontrar alternativas para melhorar a vida das pessoas na periferia paulistana a partir da recuperação de espaços públicos ociosos. Elaborou um projeto chamado “Mini Vilas Olímpicas para São Paulo”, de que tive a honra de participar. A iniciativa contou com a responsabilidade social da Enterpa Ambiental. É possível que um prefeito estadista decida um dia desengavetar o projeto. 

Devanir Amâncio devaniramancio@hotmail.com

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