Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

24 de julho de 2019 | 03h00

TECIDO SOCIAL

Esgarçamento

Concordo com o editorial Esgarçamento do tecido social (20/7, A3), mas gostaria de rememorar o que se passou quando o sr. Lula da Silva assumiu a Presidência da República. De forma grosseira Lula repetia constantemente o mote “herança maldita” para tudo que não achava de bom no Brasil. O PSDB, José Serra e seus correligionários, com a derrota nas urnas, ainda tiveram de aceitar todo tipo de infâmia e, mesmo assim, não se transformaram em oposição frenética do neoliberalismo contra o socialismo. Diferentemente do que hoje faz o PT, que, em vez de reconhecer os seus erros com humildade, posa com desdém, de forma arrogante e hipócrita, e assim continua a inflamar o “nós contra eles”, atitude que chega a enojar, ainda mais porque não param de aparecer escândalos de corrupção. Não concordo com muitos dos procedimentos do presidente Jair Bolsonaro, sempre dando suas caneladas. Entretanto, não deve ser fácil aguentar de forma passiva, sem reagir, a uma oposição frenética, que faz propaganda interna e externamente contra o Brasil, sempre visando o quanto pior, melhor. O fim do “nós contra eles” está fadado a somente ser visto com a chegada da prosperidade econômica ao Brasil. Que venham novas reformas e tratados de comércio.

MARCOS DE SOUSA CAMPOS

marcosscampos@hotmail.com

Peruíbe

GOVERNO BOLSONARO

Trem neles

Os caminhoneiros fazem questão de desconhecer a lei da oferta e da procura, que vigora nas verdadeiras democracias do planeta. Tabelas servem para estimular as grandes transportadoras a adquirirem mais caminhões, secando assim a possibilidade de os autônomos ganharem com elas. Entretanto, a pressão é grande e o medo de greve, também. Daí que o governo precisa defender-se. E como? Trem neles! Ou seja, incentivar o transporte ferroviário com todos os recursos possíveis. O resultado virá rápido.

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

Ajude, por favor

Analisando a História do País, acho que nunca houve como agora uma oportunidade tão grande de consertar o Brasil. Mérito do presidente Bolsonaro. Mas ele poderia ajudar um pouco mais, deixando de lado alguns pronunciamentos e atitudes impróprias, que são altamente prejudiciais.

ULYSSES F. NUNES JUNIOR

ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

Liturgia do cargo

Façamos uma reflexão: é melhor ficar de boca fechada que falar com precipitação. Já vi homens públicos que se expressavam sem pensar causando grandes estragos, impossíveis de consertar. Para merecer respeito todo cidadão precisa ter atitudes adequadas, mas para o homem público essa exigência é quadruplicada: deve agir com civilidade e, se fugir de certos preceitos, acaba caindo na mediocridade.

JEOVASH FERREIRA

jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)

VIOLÊNCIA

No Beira-Rio

De estarrecer o que aconteceu no domingo no jogo Internacional x Grêmio: a agressão de uma mulher torcedora do Inter a uma senhora gremista, que estava acompanhada de uma criança, seu filho. O fato foi amplamente noticiado e as imagens de vídeo mostram o menino chorando, aterrorizado pela cena, ao mesmo tempo que tentava defender a mãe. Deliberadamente a agressora pôs em risco a segurança física e psíquica da criança, violando o artigo 227 da Constituição: “É dever da sociedade assegurar à criança, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, ao lazer, à dignidade, ao respeito, além de colocá-la a salvo de toda forma de negligência, violência, crueldade e opressão”. O Estatuto da Criança e do Adolescente também foi violado no artigo 4.º, caput e parágrafo único, a); nos artigo 5.º, 13 e 15; no artigo 16, incisos I, IV e V; e nos artigos 17, 18 e 70. Cabe ao Ministério Público e ao Conselho Tutelar do Rio Grande do Sul a tomada de providências inerentes ao caso (defesa dos direitos dos menores), no sentido de processar a agressora e seus acompanhantes, não medindo esforços para a aplicação das devidas sanções penais. 

MILTON CÓRDOVA JÚNIOR

milton.cordova@gmail.com

Vicente Pires/DF

MEMÓRIA PAULISTA

Paulo Bomfim

Ruy Altenfelder, em seu artigo de 22/7 (A2), evoca o amor, a amizade e a ética para se despedir de Ney Prado e Paulo Bomfim. Quanto ao bardo de São Paulo, eu evocaria ainda a poesia para essa despedida final, por meio de minha Ode ao Poeta que Partiu: “O Poeta partiu./ Cantou a musa, que por ele logo se encantou./ Traçou a sua linha até Manuel Preto./ Em lira e prosa, humanizou São Paulo./ O Poeta partiu. Partiu cansado,/ Após quase 93 ciclos terrenos./ Mas o Nove de Julho permanecerá/ Porque Bomfim insistiu./ O Poeta partiu. Partiu cansado,/ Mas viveu plenamente,/ E escondeu o seu entardecer./ Vai, Paulo, segue em paz!/ Guilherme e Ibrahim, ansiosos, estão à tua espera! Nós que, aqui persistimos, agradecidos a ti, / Pranteamos a tua falta”.

JOSÉ D’AMICO BAUAB, membro do Instituto Histórico e Geográfico 

josedb02@gmail.com 

São Paulo

CICLISMO ESPORTIVO

Câmpus da USP

A USP concentra por vocação, extensão e altimetria a prática de vários tipos de esporte, de segunda-feira a sábado. Entre outros, o ciclismo esportivo. A Reitoria impôs no câmpus, a partir deste mês de julho, a proibição da prática do ciclismo esportivo. Ou seja, pedalar bicicletas do tipo speed não é mais permitido. O motivo seria o conflito causado pela falta de educação de ciclistas para com pedestres e motoristas (e vice-versa) que circulam no câmpus no dia a dia. Ao se empurrar o problema para fora dos portões, vão junto à asfixia as assessorias esportivas e o pequeno comércio que assiste esse público. Surpreende que a USP, um núcleo universitário com renome internacional, não consiga mitigar um conflito como esse. Por que não envolver uma Escola Politécnica e outras faculdades a estudar esse case no sentido de se criar um modelo de convívio visando à orientação de todos os frequentadores do câmpus? Aliás, esse modelo educacional de trânsito seria muito bem visto para aplicação no Brasil inteiro. Com a perda do câmpus da USP para o ciclismo, além da ciclovia da Marginal do Pinheiros, que foi dividida em dois trechos em 2015 (Cebolão até Estação Vila Olímpia, Ponte João Dias até Jurubatuba) por causa das obras do Metrô, a população de São Paulo perde mais uma área de lazer considerável, reduzindo a qualidade de vida na cidade.

FENNARDUS MANUEL DE ROOIJ

fmrooij@outlook.com

São Paulo

BATALHA DE EXTREMOS

No Brasil de hoje o que se vê é uma batalha dos extremos. Não existe consenso, apenas discursos bélicos, ofensivos, divisionistas. Dos dois lados. Pois é, se você não adotar um desses lados pra chamar de seu, o da esquerda raivosa e vingativa, ou o da extrema direita e seu fascismo galopante, ficará isolado. Só observar e criticar os dois lados e chamar a razão não é suficiente. Ou se empunha a foice e o martelo, ou se empunha uma arma. Que sinuca, hein, brasileiros?

Elisabeth Migliavacca 

São Paulo

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ANTES A DÚVIDA

O presidente Bolsonaro (PSL), deveria refletir mais sobre suas declarações. Recentemente afirmou que ninguém passa fome no Brasil. Horas depois mudou de idéia. Bolsonaro deveria seguir um protocolo e ser mais bem assessorado, pois de fome ele não entende mesmo. Lula e Dilma mentiram e falaram muitas burrices, e Bolsonaro, nas asneiras, está ficando igual. Eu votei no atual presidente e até aqui estou descontente, mas votaria novamente nele se as opções fossem as mesmas. Antes a dúvida ou incerteza com Bolsonaro, do que a certeza do pior e da continuidade do caos com Haddad e malignas companhias. Enfim, a fome existe em todos os cantos deste Brasil.

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

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DIVULGAR DADOS

Jair Bolsonaro parece estar buscando o caminho perigoso da censura quando diz que “divulgar dados alarmantes (sobre desmatamento) prejudica o País”. Ora, presidente, o que não se pode é o Brasil que governa ficar mentindo sobre os números que foram divulgados pelo Inpe, que informam que, de janeiro até junho deste ano, 213 km de florestas foram derrubadas na região amazônica. Como sempre afoito e mal informado, o próprio Bolsonaro, depois das críticas, desafiou governos da França e Alemanha a sobrevoar a citada região, pois não iriam encontrar mais de 1 km de desmatamento. Falou mais alto o presidente autoritário que, demonstrando não ter conhecimento do que acontece no País, preferiu ofender os cientistas do Inpe, chamando-os de mentirosos, diferentemente de seu ministro de Ciências e Tecnologia, Marcos Pontes, que prudentemente, solicitou ao diretor desta entidade Ricardo Galvão, que entregasse um minucioso relatório sobre os dados do desmatamento dos últimos dois anos na Amazônia. Se essa checagem confirmar que o Inpe calculou errado propositalmente o desmatamento de 213 km nos primeiros seis meses deste ano, que se demita o diretor. Porém, jamais engavetando a verdade, já que até que se  prove o contrário, somos uma nação democrática.

Paulo Panossian paulopanossian@hotamail.com

São Carlos

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ACUSAÇÕES

O prof. Ricardo Galvão, professor titular do Instituto de Física da USP, afastado para exercer o cargo de diretor do Inpe, foi ofendido pelo presidente da República, apenas por estar cumprindo seu dever. O prof. Galvão é um cientista reconhecido nacional e internacionalmente e, por isso, foi escolhido para dirigir o Inpe, uma instituição também reconhecida nacional e internacionalmente pela qualidade e seriedade de seu trabalho. O presidente e seu ministro de segurança institucional não gostam dos dados sobre o desmatamento na Amazônia que o Inpe apresenta para o Brasil e para o mundo. Muitos brasileiros também não, pois se preocupam com o futuro da Amazônia e do planeta. Acusações levianas e falsas à instituição ou ao seu diretor não vão mudar o alarmante aumento do desmatamento detectado pelos satélites e divulgado pelo Inpe. O Instituto de Física da USP (IFUSP) reconhece o excelente e relevante trabalho que vem sendo realizado pelo Inpe e se solidariza com seu diretor e seus pesquisadores diante dos lamentáveis ataques sofridos. 

Marcos N. Martins, diretor do IFUSP comunica@if.usp.br

São Paulo

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INSISTIR EM NEGAR

Será inócua qualquer medida que o governo tomar contra o Inpe e seu diretor com a finalidade de preservar o Brasil de críticas no exterior. O céu está cheio de satélites de outros países monitorando o desmatamento. Se insistir em negar a existência desse processo, o Brasil só vai  passar mais vergonha. 

Shirley Schreier schreier@iq.usp.br

São Paulo

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FALTA DE ZELO

Nos quatro cantos do nosso planeta fenômenos naturais, de forma devastadora, acontecem com maior frequência e de forma mais grave. O bicho homem, tido como racional, de forma irracional é o causador por não zelar pelo que nos resta de recursos naturais. A natureza reage a tamanha agressão com ciclones e enchentes, mas o bicho homem ainda não entendeu o recado e põe em risco sua própria sobrevivência. A exuberante floresta da Amazônia brasileira, a mais importante reserva à face da Terra, a cada ano, numa velocidade assustadora, é dizimada. Órgão pesquisador como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulga regularmente o tamanho da destruição florestal, mas o presidente Jair Bolsonaro, sem conhecimento da triste realidade, em sua fala pública, contestou a devastação. Procedendo assim os atuais terráqueos comprometem também a sobrevivência das futuras gerações. 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES) 

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DESCULPAS

Chega a ser inacreditável que o presidente da nação que é a oitava economia do mundo seja tão destemperado e boquirroto, a ponto de em 3 segundos, segundo ele, proferir uma frase ofensiva e gratuita aos Estados nordestinos, complicando ainda mais a aprovação da reforma da Previdência. Flagrado nessa atitude, procura negar o óbvio através de mensagens nos meios sociais que um presidente, uma vez eleito, não poderia frequentar. O processo da reforma da Previdência vai agora ao Senado, que tem 27 senadores representantes dos Estados nordestinos, ou seja 33% do total, obviamente todos eles “agradecidos” ao presidente. Também serão esses senadores que deverão aprovar mais uma das suas excrescências, que é a indicação de um filho seu, totalmente despreparado, para o cargo de embaixador em Washington. Agora acrescenta mais uma ofensa ao general da reserva, Luiz Rocha Paiva, que teve a coragem de criticá-lo, classificando, corretamente, o seu comentário de     antipatriótico e incoerente. Pois a tal crítica educada e correta, ele rebate pelas redes sociais chamando o general de “general melancia”, outra grosseria gratuita. Embora ele hoje seja presidente do Brasil, isso não lhe dá o direito de se referir ao general Paiva com tal grosseria. Respeito é bom, todos gostam e faz muito bem à democracia. Não adianta agora o presidente vir a público. A verdade é que ele cometeu mais um grave erro e não tem como consertar sem pedir sinceras desculpas aos nossos irmãos nordestinos. Não é com mais bravata que vai corrigir mais essa sandice.  

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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RESPEITADO

O governador da Bahia, Rui Costa (PT) disse que o presidente Bolsonaro odeia o povo baiano e nordestino. Bolsonaro esteve na Bahia para inaugurar o aeroporto Glauber Rocha e a solenidade não contou com a presença do governador, da Polícia Militar e do povo. Sem dúvida Bolsonaro fala até pelos cotovelos e na maioria das vezes muitas besteiras, mas tem de ser respeitado como presidente da República eleito pela maioria. Cabe ao PT aceitar a derrota, rever seus conceitos, admitir seus erros para um dia, reaver o poder.

J. A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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TENSÃO

Sobre o artigo “Aeroporto expõe tensão de Bolsonaro com governadores do Nordeste”, publicado no Estadão em 22/7. A suposta tensão entre governadores nordestinos, petistas ou outros esquerdistas ficou evidente na inauguração do  Aeroporto de Governador Valadares, sob uma razão qualquer. Ora a dos “paraíbas”, mas podia ser qualquer outra. Na realidade é apenas mais um desdobramento da “resistência petista”, fruto do inconformismo de terem sido derrotados na eleição presidencial, pois se consideram quase ungidos com um “direito de governar perpétuo”, e não querem aceitar que lhes foi democraticamente retirado nas urnas. Parece que a hipocrisia havida no anterior “relacionamento institucional” cai por terra partindo-se para um confronto mais explícito a pretexto qualquer.                 

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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ASSUMIR A CONDIÇÃO

Parece que Jair Bolsonaro não está sabendo bem para o quê foi eleito. Nestes quase sete meses na Presidência, se perde com menores coisas, provoca discussões e confusões em fatos, às vezes, importantes. Atualmente, em primeiro lugar, todo o imbróglio é encabeçado pela possibilidade de indicar seu filho para a embaixada nos Estados Unidos. Rio Branco e outros notáveis estadistas já falecidos “estão tremendo” em suas sepulturas com esse disparate. Não tão menos importantes são os assuntos em que o presidente se envolve, como fixar condição de ser evangélico para indicação ao STF, Inpe, Ancine, lobby com sindicalista na reforma da Previdência, comunistas, etc, etc. Quando assumirá de fato a condição de presidente de todos os brasileiros e ensaiar ser um verdadeiro estadista?

Éllis A. Oliveira elliscnh@hotmail.com

Cunha

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RUÍDO

Bolsonaro é um homem justo, inteligente e bem intencionado. Mas também é emotivo. Não fosse a tentativa das esquerdas de destruí-lo antes com uma facada e desde a sua vitória nas eleições com todo tipo de perseguição pela imprensa marrom e blogueiros mercenários, ele conseguiria evitar a demonstração da sua indignação com frases emocionais justamente porque não tem sangue de barata. Aliás isso já era sabido desde que uma certa deputada o provocou propositalmente a imprecar contra ela uma das frases mais conhecidas e que teve o condão de colocá-lo sob os holofotes levando-o à eleição. Infelizmente a perda de tempo que essas frases trazem, prejudica o próprio presidente e provocam muito ruído nos importantes sinais que ele vem emitindo. Fica aqui uma mensagem ao presidente: evite dar munição aos inimigos e evite as perdas de tempo. O Brasil tem pressa.

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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ESQUERDA PLURAL

O professor Denis Lerrer Rosenfield foi precisamente acadêmico ao afirmar em seu artigo “Privilegiados, uni-vos!”, onde analisa a votação da esquerda na reforma da Previdência – que o “PT continua firme em suas posições esquerdizantes, à sua origem leninista”, explicando as razões da votação em bloco contra a reforma por parte do PT, Psol e PC do B, sem dissidências e sem sequer apresentar propostas que beneficiassem os trabalhadores e contra privilégios. Entretanto, faltou à análise do professor, a meu ver, acrescentar duas fortes razões para explicar esta posição. A primeira é a idolatria incondicional desses partidos à pessoa do ex-presidente Lula, acrescida da esperança delirante em vê-lo definitivamente livre da prisão. A segunda, fortemente ligada a esta e mais grave até, é a postura imoral de se colocar contra qualquer projeto que possa tirar o País do atoleiro e, portanto, atrair dividendos ao governo, nem que para isso os mais sacrificados sejam justamente os pobres e os trabalhadores. Rosenfield afirma ainda, muito corretamente, que “democracias contemporâneas dependem de uma esquerda moderna e plural”. Em número de parlamentares estes partidos podem até ser plurais, mas em se tratando de ideias, nada. Quanto à modernidade, então, nem se fala. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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SEQUELA

O PT é um rejeito político de um novo Brasil. Temos que arcar com a sua sequela.

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas    

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DISTÂNCIA ENTRE RICOS E MISERÁVEIS

A Índia, que gastou 140 milhões de dólares para enviar um foguete para a Lua, têm 400 milhões de miseráveis na sua colossal população de 1 bilhão e 350 milhões de pessoas e 250 milhões de vacas sagradas. Não há paralelo no mundo de tamanha distância entre ricos e miseráveis como na Índia e num certo país do novo mundo chamado Brasil. 

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre 

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VOLÚPIA POR VERBAS

No brilhantíssimo artigo de Fernão Lara Mesquita salta aos olhos a visão de nossa sociedade descrita pelo articulista. Não perdeu um ponto sequer para mostrar onde estamos hoje em dia. É realmente triste como caminhamos e a visão jornalística de Fernão deveria pautar as ações de nosso jornalismo. Inveja a vantagem que o Estado tem, tendo dentro de corpo de colaboradores gente com tal visão, ele deveria ser paradigma para todos. No ponto do financiamento de campanhas políticas ele deixa claro o que deveríamos ter, e não temos. É estranho que a ação do parlamento no sentido de aumentar de forma absolutamente inconsequente as verbas públicas seja ignorada pelos meios de comunicação. Os presidentes da Câmara e do Senado se mostram plenamente favoráveis a tal esbulho do dinheiro público e pouco se destaca isto, mas nem isso Fernão deixou passar. Que sirva esse excelente artigo para orientação de rumos do jornalismo em geral expondo o Parlamento e sua volúpia por verbas. Não é possível o silêncio da imprensa sobre tal barbaridade.

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas 

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APOSENTADORIA DE POLÍTICO

Ouvi recentemente uma entrevista do senador Omar Aziz do Amazonas. Dizia ele que político não é profissão e assim, portanto, dada a natureza transitória de suas funções, caso quisessem aposentadoria que a bancassem de seus próprios bolsos. Não consta dos anais do Senado que ele tenha aberto mão da sua. Então, senador, dê o exemplo e peça sua desvinculação. Apesar de tudo, parabéns pela sua corajosa entrevista.

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

São Paulo

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DISCUSSÃO NECESSÁRIA

As mudanças na Previdência são o famoso remédio amargo. Como já diziam nossos avós, remédio doce a cura é mais demorada no paciente. O Brasil passa por um momento de transformação em suas instâncias mais altas em que todos devem dar sua parcela de sacrifício para tirar o país do ostracismo e da nau sem rumo em que se encontra nos últimos anos de crescimento pífio na economia e na geração de novos postos de trabalho. A esperança é a de que a reforma da Previdência venha provocar diversas alterações na economia e na sociedade tupiniquim como um todo. Uma luz começa a ser acesa no fim do túnel e ainda não é possível afirmar se a decisão foi correta ou errada, mas é preciso reconhecer, a discussão era necessária. Muitos brasileiros perderão privilégios e, certamente, a aposentadoria ficou muito mais distante aos trabalhadores. O que todos esperam logo após o recesso parlamentar é a retomada da discussão em torno da reforma tributária, que em tese simplificaria e reduziria os impostos no País, fazendo com que a economia paralisada e estagnada voltasse a crescer criando novos empregos e renda para milhares de pais de família, hoje na rua da amargura quando não na informalidade. O Brasil tem jeito sim, e gostando ou não estamos nas mãos dos políticos e da política.

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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AULA AOS AVALIADORES

Em magnífico artigo “Ser embaixador em Washington” (“Estado”, 23/7, A2), Rubens Barbosa dá uma aula aos futuros avaliadores do candidato à Embaixada nos EUA. Aguardemos a “sabatina” do prendado candidato.

Mario Helvio Miotto mariohmiotto@gmail.com

Piracicaba

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BENEFÍCIO

Ouvindo uma entrevista do presidente Jair Bolsonaro na televisão, causou-me estranheza e até pouca maturidade para o cargo máximo que ocupa no País, quando questionado se o fato dele ter indicado seu filho Eduardo Bolsonaro para embaixador nos Estados Unidos tenha sido único e exclusivamente o fato para beneficiá-lo. Foi enfático, sem diplomacia, sem pudor respondendo de imediato que sim, pois por ser seu filho quer o melhor, proporcionando-lhe vantagens e benefícios, quando o momento seria para expor as eventuais capacidades, experiências, convivências no mundo diplomático, sua formação cultural para que pudesse ser indicado. Aliás, itens estes que seriam as exigências mínimas para qualquer candidato que não fosse filho do presidente. Excelentíssimo presidente, não sei se o sr. tem algum conhecimento do idioma francês, porém mesmo assim farei uma observação, pois muitos o conhecem: “C'est tout la même chose, avant et maintenant, misérablement”. “É tudo a mesma coisa, antes e agora, miseravelmente. Ne c’est pas?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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CRÍTICAS DE MARCO AURÉLIO MELLO

O ministro do STF, Marco Aurélio Mello, quando provocado pela imprensa para se pronunciar, aproveita a oportunidade para desfilar crueldades e críticas mordazes, não a desperdiçando para tecer encômios. Atualmente tem se dedicado a vergastar, conspurcar e estigmatizar o ex juiz federal e atual ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. Mello, de forma canhestra, insolente e arrogante bradou “espero que Moro não ocupe a vaga que deixarei no STF”. Cabe no perfil do ministro a máxima “Quem tem telhado de vidro não atira pedras ao vizinho”. Ousadamente, Mello já declarou que “Moro não é vocacionado à magistratura”. Ignora que Moro foi juiz federal por 22 anos e como especialista financeiro atuou no escândalo do Banestado, Farol da Colina, Lava Jato e auxiliou no STF a ministra Rosa Weber no escândalo do mensalão. A verdade é que o brilho, a notoriedade e a popularidade alcançada por Moro no Brasil e no mundo oblitera o vaidoso ministro do STF. Marco Aurélio não é juiz de carreira. Sua trajetória foi sendo construída mercê da influência que seu pai, o alagoano Plínio Affonso de Farias Mello, desfrutava em todos os Poderes da República. Em 1978 tornou-se juiz togado do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª. Região por meio do quinto constitucional (vaga destinada a membros do Ministério Público). Em 1990 foi nomeado ministro do STF por seu primo, o presidente da República, Fernando Collor de Mello. Mello prima pela portabilidade de decisões controversas e esdrúxulas. Ele já se vangloriou de, geralmente, ser voto contrário em julgamentos do colegiado. Ele, como ministro do STF há 29 anos, acumulou inúmeras decisões polêmicas como o caso de Salvatore Alberto Cacciola, quando em julho de 2000 concedeu habeas corpus ao desditado que supostamente foi responsável por um prejuízo estimado de R$ 1,5 bilhão aos cofres públicos. Cacciola viajou para a Itália e viveu foragido até setembro de 2007. Mello, “Quem tem atitudes que não merecem servir de exemplos, não é digno de dar conselhos”.

Junios Paes Leme junios.paesleme@outlook.com

Santos

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CADEIRA NO STF

Marco Aurélio Mello, ministro do STF, declarou esperar que quando se aposentar em 2021 sua vaga não será ocupada pelo ex-juiz Moro, hoje ministro da Justiça do governo Bolsonaro. O ministro do STF aproveita o momento para criticar o ex-juiz Moro, que é vítima de uma campanha sórdida apoiada em gravações ilegais trazidas a público e das quais não é possível saber até onde há trechos exatos ou montados graças a técnicas atuais onde é possível falsificar até vozes de personagens. Marco Aurélio Mello acredita-se um ministro de desempenho e qualidade excepcional, e a partir dessa premissa sua vaga não poderá ser ocupada por qualquer um e principalmente por Moro, simplesmente por estar sendo acusado de algo ainda sujeito a comprovação e validade. Sei não, mas será muito difícil e demorado achar algum candidato de qualidade ímpar como a dele.

Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça  

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DECISÕES MONOCRÁTICAS

Vai entender. Enquanto as apreensões de cocaína pela Receita Federal subiram 158% em dois anos, ministros do STF, em razão inversa, lutam para chegar a tais números com suas decisões monocráticas, livrando amigos, parentes e corruptos top de linha das investigações da Receita Federal, do Coaf e da Polícia Federal. Parafraseando a ex-presidente Dilma Rousseff: será que dobrarão a meta?

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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REGISTRO DO COAF

Fechado o registro do Coaf, seca-se a Lava Jato. Como por aqui tem gente que vive de sujeira...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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SUBJUGOU-SE

Com muito pesar fica claro perceber que o Judiciário se subjugou à Política. Lamentável.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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VOLTE A SER

Que no governo Bolsonaro o BNDESperdício do dinheiro público volte a ser o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, com lisura e total transparência de suas operações mundo afora. Basta de empréstimos a fundo perdido de pai para filho a ditaduras e países socialistas alinhados com o petismo.

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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‘ÓRGÃOS ISENTOS’

A minuta do projeto de lei regulamentando o garimpo nas reservas indígenas prevê a participação de “órgãos isentos” na consulta para obter a anuência das lideranças indígenas. Falta saber quais seriam esses órgãos, se as clássicas ONGs que querem transferir a soberania dessas terras aos indígenas ou as governamentais que defendem  o interesse do País. Totalmente isentas ao problema não existem.

Paulo Marcos Gomes Lustoza pmlustoz@gmail.com

Rio de Janeiro

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MEDIDAS EXTREMAS

O estado do Rio de Janeiro, particularmente sua capital, vive, há algumas décadas, um ambiente de guerrilha, gradativamente fomentado, ao longo dos anos, por lenientes políticos demagogos. De um lado, o crime organizado, com sua rede de traficantes e milicianos, e do outro, as forças de segurança. Até pouco tempo atrás, o impressionante número de policiais mortos em combate indicava que a sociedade fluminense estava perdendo de goleada quando confrontada com os marginais, muito mais bem armados e conhecedores do terreno tático. O atual governador, desde que assumiu, se comprometeu a mudar tal panorama e hoje, seis meses após a posse, é sensível a queda na quantidade de homicídios no Estado e é notável a redução das mortes de militares em ação. Era evidente que tal reversão de cenário em tão pouco tempo resultaria em alto preço, configurado pelo aumento considerável de óbitos de delinquentes em decorrência das operações. Neste aluvião, alguns inocentes situados nas linha de tiro foram lamentavelmente atingidos e sacrificados, fato previsível em qualquer situação de emergência quando medidas extremas se fazem necessárias.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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DESALENTO NO RIO

A violência que dia após dia aumenta cria um desalento na população da cidade do Rio de Janeiro que há muito deixou de merecer o título de “Cidade Maravilhosa”. A violência chegou a um nível tão descabido a ponto de levar um juiz a considerar que, “nos dias que correm, é mais seguro residir fora do município do Rio de Janeiro”. Esse foi um dos fundamentos para a definição da guarda de uma criança em favor do pai, morador da cidade de Joinville. Para o juiz, o Rio de Janeiro tornou-se uma sementeira de crimes e, em Joinville, o risco estaria reduzido. E agora, quem poderá salvar-nos? 

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

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JURISPRUDÊNCIA

A inusitada decisão de um juiz fluminense de retirar de uma mãe o pátrio poder sobre seu filho de 8 anos, apenas com o argumento que ela vive numa comunidade carioca, é emblemática desses tempos complicados em que vivemos. Se tal raciocínio for mantido, formará um perigosa jurisprudência que poderá afetar negativamente uma grande parte da população honesta e trabalhadora da Cidade Maravilhosa que vive nesses redutos.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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INCENTIVO AO DESENVOLVIMENTO

A continuidade dos problemas nas estradas, nas ferrovias cobertas de mato, com vagões enferrujados, ônibus precocemente deteriorados no transporte urbano mostram um quadro que precisa mudar. É preciso buscar investimentos públicos e a iniciativa privada tem um papel importante. O reflexo será positivo em todos os sentidos, com a geração de empregos, fábricas recebendo encomendas, enfim, é um incentivo ao desenvolvimento que precisamos.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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GÁS FRACIONADO

A que ponto chegamos. Agora nós brasileiros podemos comprar gás de cozinha fracionado. E o que é pior, essa decisão do governo não é por falta de gás e sim porque nosso povo não tem recursos para comprar o botijão de 13 quilos.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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SERVIÇOS DE ZELADORIA

Alguém disse ao nosso governador João Doria que São Paulo está mais bonita? Digo isso porque ele, quando prefeito, se vestiu de gari e não conseguiu limpar a cidade. Melhorias nos serviços de zeladoria, Doria, podem garantir a reeleição de Bruno Covas. Se fosse para dar um conselho a Covas, eu diria o seguinte: crie urgente marca própria de ação na saúde, prefeito. Corujão desgastou-se. 

Devanir Amâncio devaniramancio@hotmail.com

São Paulo

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SEGURO SAÚDE

Sou médico, formado em 1953 pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Após o internato e residência fiquei sócio da Associação Paulista de Medicina (sócio nº 2.848, em 1955), e da Associação Médica Brasileira, (na mesma data). Imediatamente, fiz um seguro em nome de minha esposa, dra. Helga Maria Mazzarolo Cruz. Infelizmente as companhias de seguro foram mudando nestes anos. Ultimamente a companhia seguradora de ambos é a Icatu, com pagamentos mensais diferentes. Em dezembro de 2018 a Icatu, utilizando de um astucioso ardil, anulou o meu seguro referente à Associação Paulista de Medicina, cuja mensalidade era inferior. Após 63 anos e 90 anos de idade, o meu seguro foi reduzido a pó. Lendo o artigo de 23/7 no Estadão, página Economia B7, achei importante publicar minha experiência com essa seguradora. 

Jenner Cruz jenner_helga@uol.com.br

São Paulo

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REAJUSTE DE PLANO DE SAÚDE

Resposta a carta “Abuso em plano de saúde”, (Fórum dos Leitores do portalestadao.com.br, 23/7). A Qualicorp esclarece que a responsabilidade pela definição e aplicação do reajuste anual é exclusiva das operadoras de planos de saúde, conforme determina a legislação e dentro dos limites contratuais. A Qualicorp, na função de administradora de benefícios de planos coletivos, não mede esforços para negociar a aplicação do menor índice de reajuste possível, sem comprometer a viabilidade e principalmente a sustentabilidade dos contratos. Além disso, a Qualicorp busca oferecer alternativas para que seus clientes possam manter o acesso à assistência médica de qualidade.

Administradora de planos de saúde Qualicorp

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DIREITOS DO CONSUMIDOR 

A telefonia móvel 5G (22/7, B1) é objeto de entrevista com o relator da Anatel, e, de vasto artigo informando os interesses do governo, das operadoras e da agência reguladora. Entretanto, não há menção quanto aos direitos do consumidor, seja pessoa física ou jurídica. Caso tal lapso não for claramente corrigido previamente ao leilão, a fim de que o consumidor brasileiro cesse de ser abusado pelas operadoras como hoje – financeiramente e em seus direitos – a velocidade e a importância da telefonia móvel 5G não será benéfica ao desenvolvimento do País, como pretende o relator da Anatel. 

Suely Mandelbaum, suely.m@terra.com.br

São Paulo

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