Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

25 de julho de 2019 | 03h00

OPERAÇÃO SPOOFING

Hackers expostos

Novamente, parabéns à Polícia Federal por iniciar o desbaratamento da quadrilha que invadiu o celular do ministro Sergio Moro, além dos aparelhos de procuradores e, agora, também do ministro Paulo Guedes. Faz-se necessário puxar o fio dessa meada até o fim, tornando pública a identidade de todos os envolvidos, principalmente a dos mandantes. Nada de “sigilos”. Tudo tem de ser exposto à população claramente, sob a luz do Sol.

HELEO POHLMANN BRAGA

heleo.braga@hotmail.com

Ribeirão Preto

Demora

Não é estranho que supostas conversas do então juiz Sergio Moro entre os anos de 2015 e 2018, que eventualmente possam ter sido hackeadas, só tenham sido veiculadas agora em 2019? Qual o motivo desse delay? Se consideradas importantes, e se já haviam sido hackeadas, por que levaram tanto tempo para divulgá-las? Tivessem sido divulgadas na época, a história do impeachment e das eleições poderia ter sido outra. Portanto, qual interesse em só fazer uso dessas informações agora? 

ROSSANA BAHARLIA

rbah44@yahoo.com.br

São Paulo

Terra de ninguém

Impressionante a aversão que parte dos brasileiros, principalmente da esquerda, tem à autoridade e ao cumprimento das leis, já tão brandas. Realmente, querem que o nosso país continue praticamente terra de ninguém, onde hackers ataquem livremente, condenados em segunda instância não sejam presos, infratores possam lavar dinheiro livremente e o Brasil continue vivendo na base da mentira. Mas vale sempre lembrar que quem não deve não teme.

RODRIGO ECHEVERRIA

rodecheverria73@hotmail.com

São Paulo

SEGURANÇA NEGADA

O ‘coronel’ da Bahia

Verdade que, pagando a maior parte da conta, o governo federal teria mesmo o protagonismo na inauguração do aeroporto de Vitória da Conquista, a terceira maior cidade da Bahia. Não se sabe como as conversas entre os staffs do governo do Estado e do presidente da República se desenrolaram, mas o governador Rui Costa não aceitou ser coadjuvante, particularmente numa cidade que renegou o PT e ele busca reconquistar. Impedir que a Polícia Militar (PM) baiana fizesse a segurança do presidente Jair Bolsonaro parece-me não só erro político, mas um crime sujeito às penas da lei. Se os governos se obrigam a dar segurança a todos, com maior razão a uma autoridade visada e que já quase foi assassinada por adversário político. Do jeito que a coisa foi feita, no futuro Rui pode negar segurança a todos os “inimigos” políticos, transformando a PM em guarda pretoriana. Nossa polícia é maior que isso!

PAULO MELLO SANTOS

policarpo681@yahoo.com.br

Salvador

Ausência ignorada

A Bahia em peso estava lá na inauguração. Não havia lugar para mais ninguém. Ainda bem que o governador não foi. E que se diga: ninguém notou...

A. FERNANDES

standyball@hotmail.com

São Paulo

IDH

É verdade que o presidente Jair Bolsonaro não usou de muita cortesia ao se referir a alguns governadores do Norte-Nordeste, mas eles querem mostrar que são de esquerda e fazer oposição ao governo federal mostrando a região com o pior IDH do Brasil?! Deveriam sentir vergonha das políticas públicas que aplicam. Aliás, dá para imaginar o que significa mais de R$ 1 bilhão desviado só da Secretaria da Saúde do Maranhão? Quantas pessoas poderiam estar vivas com a disponibilidade desses recursos? E os corruptos ainda querem proteção da Justiça?

LUIZ FRID 

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

PARTIDOS POLÍTICOS

Fundo eleitoral

Desanimadoras as notícias de que os recursos públicos destinados a financiar as eleições municipais de 2020 podem atingir o valor recorde de R$ 3,7 bilhões, os quais, somados ao anualmente distribuído correspondente ao chamado Fundo Partidário, de R$ 1,7 bilhão, perfarão, para deslanchar e desenvolver as campanhas, a incrível cifra de R$ 4,63 bilhões, montante 25 vezes maior do que o mesmo aporte endereçado aos partidos em 1996, quando foi aprovada a assim denominada Lei dos Partidos. Tudo indica que a nossa democracia ficou bem mais cara, mesmo se for considerada a inflação no período. Resta saber se ela se aperfeiçoou qualitativamente ao longo destes anos ou se simplesmente inchou, dando a falsa impressão de ter melhorado o seu grau de higidez. Algo a ser investigado.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

Cota feminina

Além de aumentarem o fundo eleitoral, os parlamentares querem o fim das punições às legendas que não cumprirem a cota feminina e ainda reduzi-la. Para eles, tudo; para nós, a conta!

MILTON BULACH

mbulach@gmail.com

Campinas-SP

ANS

A ‘mãe’ dos planos

Novamente a ANS concede reajuste (7,35%) aos planos de saúde superior à inflação e, evidente, muito além dos reajustes salariais, principalmente dos aposentados, que receberam pouco mais de 4%. Como alguém pode suportar tal majoração, se seus vencimentos mal conseguem garantir despesas básicas? Onde está o bom senso de quem tem olhos apenas para os empresários do setor de saúde, esquecendo que a inflação vem corroendo a cada ano o poder de compra do cidadão? Muito triste um país onde a ganância dos poderosos não tem limites e a falta de solidariedade é uma constante.

ELIAS SKAF

eskaf@hotmail.com

São Paulo

EM SÃO PAULO

A buraqueira continua

Em conversa com numerosos taxistas, é praticamente unânime a queixa de que nunca foi tão difícil trabalhar na cidade com esse asfalto totalmente detonado e essa buraqueira infernal. A Prefeitura alega que tem tapado os buracos, mas, infelizmente, não é o que estamos vendo. Existem crateras que estão abertas desde o início desta gestão, há mais de dois anos, sem solução até agora. E, ao que parece, o prefeito pretende se candidatar à reeleição no próximo ano. Pode até ser, mas uma coisa é certa: haverá um grande buraco nessa sua eventual pretensão.

AURÉLIO QUARANTA

relyo.quar@gmail.com

São Paulo

REVANCHISMO

Se o boquirroto presidente Jair Bolsonaro errou ao se referir pejorativamente aos nordestinos, chamando-os de “paraíbas” e criar atritos com governadores do Nordeste, pior foi a atitude de Rui Costa, governador da Bahia, que não somente não compareceu à inauguração do aeroporto Glauber Rocha, como não autorizou a presença da Polícia Militar para dar segurança à comitiva presidencial no evento. Revanchismo rasteiro, infantil e desnecessário. O governador faria melhor se seguisse com o protocolo de recepção ao presidente e discursasse perante ele exaltando, delicadamente e com firmeza, a importância e as qualidades do Nordeste e da Bahia, demonstrando assim altivez e diplomacia. É o que se chama popularmente de “tapar com luva de pelica”. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo  

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MODERAÇÃO

Ao participar da inauguração do aeroporto na cidade baiana denominada Vitória da Conquista, o atual presidente da República aproveitou o momento para tentar desmontar a crise criada com suas declarações pejorativas sobres os “paraíbas nordestinos”. Uma situação inadmissível para quem ocupa um cargo tão importante. Quem sabe agora ele passe a ser moderado em suas declarações? O momento exige, para buscarmos a solução dos problemas que o nosso país atravessa.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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VÁCUO

Sobre o artigo “Prefeito de Conquista pede obras para Bolsonaro”, publicado no Estadão em 23/7. Em política, qualquer vácuo é imediatamente preenchido. No caso de grandes ausências como o do governador petista da Bahia, na inauguração do Aeroporto Glauber Rocha. Deixaram para Bolsonaro e o prefeito municipal Gusmão do MDB, espaço para aparecer na mídia nacional que cobriu o evento, dando boa visibilidade para a eleição municipal do ano que vem aos presentes. Brizola já dizia que um caldo quente tem que ser lentamente sorvido pelas beiradas. Interessante também é se notar como o PT local está pavimentando no Nordeste sua derrocada nas próximas eleições.                           

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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CORRER ATRÁS

Jair Bolsonaro, durante esses seis meses pouco se dedicou ao desemprego de mais de 13 milhões de brasileiros, para conseguir e forçar a reforma da Previdência. Acontece que só agora percebeu os efeitos arrasadores e devastadores nas contas do Tesouro Nacional e, tardiamente, resolveu correr atrás do prejuízo com promessas mirabolantes e ineficientes. Quem viver verá. 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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CONCENTRAÇÃO DO GOVERNO

Seria eu um intolerante e irresponsável se responsabilizasse o nosso presidente Bolsonaro pelas desgraças nacionais num período tão curto de governo. Um governo que aliás vem se comunicado super mal com a população, pessimamente assessorado. Tem algo positivo em sua gestão, massacrada pelo seu raciocínio fulminante de comunicação confusa. Existem preparados profissionais no governo. O presidente deveria centrar nos avanços. Admitir, por exemplo, que a fome e a miséria existem e falar o porquê de sua existência. Não seria tão difícil assim nomear os responsáveis diretos pelos efeitos danosos do desemprego e da miséria no Brasil nos últimos anos. Se fosse para dar um conselho ao presidente, eu diria: agarre-se a projetos de alimentação para o povo – mesmo que provisoriamente – até a economia voltar a crescer, a crise passar. O Brasil, mesmo com toda essa crise, continua sendo um dos maiores produtores de alimento do mundo. O agronegócio está segurando o País. 

Devanir Amâncio devaniramancio@hotmail.com

São Paulo

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INTENÇÕES

Tudo indica que estamos mais uma vez sendo ludibriados e subestimados como fomos nos governos anteriores. É o que temíamos que fosse feito pelo PT lulismo se ganhassem as eleições, mas está ocorrendo com este governo que venceu. O convite do presidente Jair Bolsonaro ao juiz Sergio Moro mais se parece com a intenção de afastá-lo do comando da Operação Lava Jato, na qual já houveram diversos tumultos do que um reconhecimento pelo seu trabalho para recompensá-lo. Agora corremos o risco de desmonte da força-tarefa da Operação Zelotes, dissolvendo seus componentes principais. Quais serão as reais intenções neste tabuleiro, pôr em xeque-mate quem?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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NOVOS TEMPOS

Durante muito tempo viveu-se no Brasil o maldito nós e eles, na verdade nós contra eles. Vieram as eleições presidenciais de 2018 e tive a ilusão de que tamanha ignorância seria descartada e iríamos viver novos tempos. Como eu estava enganado. O bico da bota é muito pior. A começar por aquele que se chama de presidente, seguindo-se pelo posto Ipiranga e os dois que deveriam ser ministros da Educação e não passam de uns broncos e ressentidos. Não para por aí. Os militantes se contentam com o tal do “eles também fizeram”. É impossível ser feliz no meio de tanta tristeza.

Sérgio Barbosa sergiobarbosa19@gmail.com

Batatais 

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OTIMISMO

Decorridos 200 dias de governo, paira no ar a certeza de que o País vive uma transformação histórica. Vimos milhares de pessoas saírem às ruas demonstrando total apoio à reforma da Previdência. Essa reforma foi aprovada em 1° turno alcançando 379 votos favoráveis dentre 510 parlamentares. Um novo país está surgindo, premiando empreendedores e promovendo a competição. Uma reforma tributária há de vir em seguida. O otimismo reinante nos permite sonhar com juros mais baixos e por mais investimentos. Queira Deus essa realidade tenha vindo para ficar. É preciso sonhar para que as coisas aconteçam.

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

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APOIO

Grande parte dos brasileiros ainda está apoiando o governo do Jair Messias  Bolsonaro, até porque acredito que pior seria se pior fosse.  

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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DADOS DO DESMATAMENTO

Desde sua criação, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) tem sido uma ferramenta de importância fundamental para acompanhar o desmatamento no Brasil e especialmente numa região imensa como a Amazônia, na qual a fiscalização não consegue combater o problema de forma eficiente por falta de recursos humanos e equipamentos para agir prontamente contra quem pratica o desmatamento. Além disso, é necessário que o infrator receba punições pesadas. Além da perda dos equipamentos usados, devem tomar multas que arrebentem financeiramente o infrator. O que não dá para aceitar é a reação grosseira de Bolsonaro contra os últimos dados publicados normalmente pelo Inpe. Irritado porque houve aumento no desmatamento desde o início do ano, ameaçou o presidente do órgão. A desculpa dada depois da ameaça foi pior ainda. Esses dados, segundo ele, devem passar pelo governo antes de sua divulgação. O que ele quer com isso? A desculpa de que ele deveria ver os dados antes da divulgação para não ser surpreendido de calças curtas pode até ter suas razões, mas quem garante que também não seria para “maquiar” os valores se considerados negativos? Ele esquece que se ocorrer a segunda hipótese, os dados reais não são apagados e amanhã podem ser revelados e como ficaria o governo? Bolsonaro age como um ditador, esquecido de que chegou a presidente não por ser especial, mas apenas para evitar que um petista ganhasse, pois se no segundo seu adversário fosse o Alckmin, ele continuaria sendo aquele deputado anônimo, como sempre foi.

Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça

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FILTRO

Notícia verídica que saia de qualquer órgão público deste País deve passar pelo filtro de Bolsonaro, porque a verdade para ele só deve ser usada quando conveniente. Os romanos chamavam isto de dolus bonus.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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ÚNICA SOLUÇÃO

Mais uma vez o presidente Bolsonaro ataca aqueles que não concordam com a sua convicção de que o aquecimento global é uma falácia. Desta vez classificou-os como xiitas ambientais, no sentido de fanáticos. A imprensa tem publicado com frequência que o guru do presidente, que mora nos EUA e é filósofo autodidata defende a tese de que a Terra é plana e que o aquecimento global é uma falácia. Ora, o número de cientistas que não acreditam no aquecimento da temperatura média do planeta nos últimos anos é bem menor do que aqueles que levaram os países a assinar o acordo de Paris. Recentemente o Estadão publicou duas reportagens, a primeira sobre a influência do aquecimento global na região norte do Canadá e outra sobre o degelo no continente Antártico, as quais, a meu ver, devem ser levadas em consideração, pois serão catastróficas as consequências do degelo que já vem ocorrendo no Pólo Sul. Independente de se acreditar em uma das teorias em discussão, cabe levarmos em conta que não temos um outro planeta para morarmos. E, infelizmente, é justamente em nosso País que a comunidade internacional deposita as maiores esperanças de reverter o aquecimento global, ao mesmo tempo que temos um presidente que não só duvida do fato, como pretende explorar as nossas reservas ecológicas para faturar com o turismo. A mais recente foi a declaração da intenção de revogar a proteção ambiental da Estação Ecológica de Tamoios, criada em 1990, na região de Angra dos Reis, não por coincidência quando a Unesco reconhece a Ilha Grande, ali localizada, como Patrimônio Mundial, para transformá-la em uma nova Cancun. Que me desculpe o presidente, mas ele tem demonstrado ignorar totalmente o que é proteção ambiental. A cada movimento internacional reconhecendo a importância de um dos nossos biomas, ele logo reage, anunciando ocupá-lo para marcar território. Mas, ao contrário do que ele pensa, o Brasil pode lucrar com a proteção do seu meio ambiente. Pelo simples fato de que nós temos a melhor arma para reverter o aquecimento global. Não temos escolha, entre as duas hipóteses a única solução é aquela da preservação do meio ambiente. 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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SEMELHANÇAS

O presidente americano Donald Trump fez de tudo. Saiu do Acordo de Paris sobre mudanças climáticas e da UNRWA (Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina), criticou aliados como Theresa May, chamou de “perdedor” o prefeito da grande Londres Sadiq Khan e “um cara muito estúpido” o embaixador do Reino Unido Kim Arroch, e levou sua filha Ivanka, sem experiência diplomática, para a reunião do G20. Abaixo do Equador, o presidente Jair Bolsonaro ameaçou sair do Acordo de Paris, tentou liberar o porte de armas e indicar seu filho, também sem experiência diplomática, como embaixador, criticou sem provas os dados sobre desmatamento na Amazônia do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), insultou pessoas e alguns governadores do Nordeste, e por aí vai. Qualquer semelhança não é mera coincidência. 

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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NOVO PREMIÊ

Como previsto, em substituição a Tereza May, foi eleito como premiê britânico o radical Boris Johnson. A favor do Brexit, promete ruptura com a União Europeia, sem se preocupar com acordo. Se assim for, o declínio da economia do Reino Unido devido ao Brexit deve piorar. Boris, que já exerceu jornalismo, foi demitido pelo Times porque inventou uma frase que seu entrevistado não falou, tem a língua solta.  Ou seja, tal qual, Donald Trump, e infelizmente também Jair Bolsonaro.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

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A QUEM BENEFICIA?

A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Spoofing com o objetivo de desarticular a organização criminosa que vem praticando crimes cibernéticos contra autoridades federais, entre elas o respeitado ministro da Justiça Sergio Moro, que vem colocando nos últimos anos alguns poderosos na cadeia, contrariando muitos interesses de grupos que tentaram na última década subjugar o Brasil a seus interesses particulares, se valendo de uma corrupção sem precedentes para se perpetuar no poder. As investigações seguem e o trabalho da PF é importante, mas não é o que mais interessa quando se percebe o entusiasmo com que setores da imprensa vêm divulgando as revelações gotejadas pelos criminosos e liberadas para uso com o exclusivo intuito de desacreditar a Lava Jato. Neste caso, estamos diante de uma desonestidade profissional em proporções jamais vistas de parte da imprensa brasileira. Não erra quem presumir que, no conjunto das gravações, muito foi mantido oculto porque o interesse vai no sentido oposto. Cabe, então, aos órgãos de investigação obterem respostas. Quem pagou pelo serviço? A quem beneficiam o crime e a manipulação da informação? Ao jornalismo, ao público, ao país, ao combate à corrupção, por certo não. É entre criminosos e aqueles que os agasalham em seu peito que se haverá de buscar as digitais desse crime. 

Paulo R Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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A JUSTIÇA PODE ALCANÇAR

Hackers de todo o mundo, tremei. A Justiça pode alcançá-los.

Elisabeth Migliavacca 

São Paulo

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CANCELAMENTO DE STATUS DE REFUGIADO

Cumprimentos à oportuna, louvável e mais do que necessária atitude firme do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, de cancelar o absurdo e inaceitável status de refugiados políticos concedido a três paraguaios acusados de extorsão e sequestro. A propósito, deve-se destacar duas frases: a primeira, do ministro, que declarou que “o Brasil não será mais refúgio para estrangeiros acusados ou condenados por crimes comuns. O Brasil não é terra sem lei.” E a segunda, do presidente Bolsonaro: “O Brasil não mais será refúgio de canalhas travestidos de presos políticos”. Bravo, Brasil.

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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COTAS FEMININAS

Quanto ao laranjal, a lei. Quanto a uma necessária participação feminina no parlamento, a resistência (“Redução cotas femininas”, 24/7, A8). Apenas 15% de participação na Câmara dos Deputados é muito pouco. O Brasil não é composto apenas de homens iluminados para a função política. Se dependêssemos de muitos iluminados por aí, não teríamos uma Copa do Mundo de futebol feminino na televisão e tampouco mulheres pilotando caminhões. Um basta para a agressão de uma pífia participação feminina no Parlamento. No País que, entra ano, sai ano, as manchetes de jornais ainda são sobre agressões a mulheres, muitas vezes na própria consorte. Um basta ao machismo de colarinho branco.

Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

Guarulhos 

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CUMPRIR TODO O MANDATO

Com relação ao já cansativo tema, indicação do deputado Eduardo Bolsonaro para embaixador nos Estados Unidos, é curioso e estranho, a meu ver, que ninguém questione o fato de o financiamento 100% público de campanha não obrigar o candidato a cumprir o mandato integralmente. Além da demonstração de falta de comprometimento do deputado com seus eleitores. Se bem que não são poucos os eleitores eternamente fantasiados de politicamente corretos que estão se lixando em entender e cumprir o conhecimento das leis e noções básicas de cidadania. Mas adoram, aplaudem e não enjoam falar mal do PT. 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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CRIAÇÃO DE EMBAIXADAS

Por que Bolsonaro não pode indicar alguém da confiança dele na embaixada brasileira nos Estados Unidos se durante o governo do PT Lula inventou seis embaixadas no Caribe e ninguém latiu nem zurrou?

Roberto Moreira da Silva rrobertoms@uol.com.br 

São Paulo

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GARANTIA CONSTITUCIONAL

Pergunta que não quer calar: por quais motivos integrantes da Coaf, da Polícia, do Ministério Público e de outros órgãos se insurgem contra o protocolo de autorização de um juiz para que o sigilo bancário de alguém seja quebrado? Já é nauseante dizer que vivemos sob um Estado Democrático de Direito. No Estado de Direito, as normas jurídicas são interpretadas e aplicadas exclusivamente pelo Poder Judiciário aos casos concretos. Trata-se de uma garantia constitucional generalizada em favor do povo. Assim como em todas as nações juridicamente cultas, ao Poder Judiciário cabe o monopólio da elevada função de fazer valer as regras de direito. Se o sigilo bancário é uma garantia constitucional de todos os cidadãos, sua quebra não pode ser deferida a outrem que não o juiz natural da causa. A conclusão só pode ser uma: aqueles que gritam contra a decisão do presidente Toffoli querem penetrar na área de proteção sem motivos suficientes, o que levaria um magistrado, em procedimento imediato, simples e singelo, a indeferir o pedido. Malgré tout, não se pode lançar o direito a um pântano dantesco.

Amadeu Garrido amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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PARTIDO

Nos pratos da balança do Supremo três ministros acusam e três defendem políticos e empresários importantes. A Justiça é partida e partidária. A Lava Jato acusou e julgou dirigentes da Petrobrás dos três partidos da coalizão PT, PMDB e PP. Esquerda, centro e direita foram condenadas e figurões presos. Um juiz “puxou uma pena e veio uma galinha”, como sentenciou Teori Zavaski. Juízes também têm partido e cometem injustiças com suas próprias mãos, para o bem ou para o mal. Mas o grande pecado mortal no Brasil ainda é a injustiça social. 

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre  

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SUSPENDER INVESTIGAÇÕES

O que será de um país onde até magistrados resolvem suspender investigações sobre lavagem de dinheiro?

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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PUNIÇÃO DO PARTIDO

O PDT, de maneira irresponsável e antipatriótica, suspendeu os direitos políticos partidários da deputada federal Tabata Amaral, a 6ª deputada federal mais votada do Estado de São Paulo, com 264.450 votos, por ter contrariado a posição do partido que mandava votar contra a reforma da Previdência. Ela não concordou e votou pela reforma, pelo Brasil, pelo bem e de acordo com a vontade do povo brasileiro e agora o partido, de maneira antipatriótica e autoritária, a pune pelo fato de ter sido um bom exemplo a todos os brasileiros e principalmente ao partido de tendência autoritária. Espero que a Justiça brasileira não a desampare e valha o bom senso em sua defesa.

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

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DESTRUIR A REPUTAÇÃO

Por que os caciques da velha política querem destruir a reputação da deputada Tabata Amaral? Foi só porque mostrou independência e toma decisões a favor dos brasileiros?

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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SALÁRIO DE POLICIAIS

A questão salarial dos policiais militares é crucial. Brasília paga os maiores valores do País e mesmo assim tem reivindicações. São Paulo pratica o 9º salário entre os militares estaduais, menos que os vizinhos Minas Gerais e Paraná e até que os pequenos Rondônia e Sergipe. Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, com centros populosos e problemáticos, têm a 24ª e 25ª posições desse ranking. O policial militar – da infantaria ou bombeiro – é um profissional diferenciado. No seu dia-a-dia, contraria interesses, especialmente os de criminosos. Por isso é visado, perseguido e até morto em emboscadas. Assim, não deve usar o transporte público nem morar em locais inseguros. Mas, para isso, precisa de um dinheiro que não recebe em seu holerite. Daí vem o bico, proibido, mas tolerado pelas corporações, que, por ser perigoso, também leva à morte. Os governos estaduais, como empregadores, precisam garantir que o policial possa, na sua vida pessoal ter, pelo menos, o padrão de segurança que, com o seu trabalho, oferece à sociedade. Apesar dos seus discursos e falas em tese, até o momento não observamos nenhuma ação concreta do governador João Doria para resolver a grave crise da classe que há anos não recebe nem a reposição inflacionária. Precisamos de sua ação para evitar males maiores.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br       

São Paulo

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NOVO MERCADO DE TRABALHO

O clima social que estamos vivenciando é de um compasso de espera, ou seja, aguardando a análise final da reforma da Previdência, esperando que o cenário do mercado melhore. Mas, como é sabido, o mundo está mudando, as inovações estão despontando no século 21 e muitas profissões deixarão existir, devido às novas tecnologias e novas descobertas. Agora é o momento das autoridades incentivarem a sociedade civil a organizar em maior escala programas de capacitação profissional, de acordo com exigências do novo mercado de trabalho, caso contrário, serão os futuros dependentes do governo.    

Jose Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo

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FRONTEIRA PARA GRANDES CAPITAIS

O Brasil está se colocando como uma nova fronteira para os grandes capitais, a exemplo da China.

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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PRIVATIZAÇÃO DE CONSELHOS PROFISSIONAIS

O ministro da Economia, Paulo Guedes, encaminhou ao Congresso Nacional a Proposta de Emenda Constitucional 108/2019, com o objetivo de privatizar os conselhos profissionais. A ideia, porém, não é nova. Em 1998, o então presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, também tentou, através da Lei 9.649, privatizar os conselhos profissionais, mas não teve sucesso, pois, o Supremo Tribunal Federal, pela Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) 1.717-6, declarou a inconstitucionalidade do art. 58, caput e §§ 1º, 2º, 4º a 8º da referida lei. Os conselhos profissionais foram criados como um braço do Estado, como juizados especiais, para proteger a sociedade dos falsos profissionais e da falta de ética nas profissões liberais. Os conselhos são responsáveis por evitar que leigos atuem no campo profissional das profissões que trabalham com autonomia técnica, aplicando seus conhecimentos acadêmicos e científicos em benefício da vida, da saúde, da segurança e da ordem econômica e social. São responsáveis, ainda, pela fiscalização dos profissionais que atuam em desacordo com os regulamentos e normas da profissão, evitando que a sociedade sofra com isso. Para uma profissão possuir conselho profissional, ela precisa exercer atividades de interesse social. Mas o que significa isso? Significa que os membros (pessoas físicas e jurídicas) que compõem a sociedade precisam daquela profissão, dos profissionais daquela área, para solucionar os seus problemas; e que se houver má prática profissional ou exercício de leigos naquele campo de atividades, isso poderá acarretar danos de ordem pública. Neste caso, o interesse coletivo deve prevalecer sobre o privado.

A justificativa do ministro para encaminhar a PEC 108/2019 foi a de que o poder público errou ao criar conselhos profissionais para profissões que não apresentam risco para a sociedade. O primeiro conselho profissional criado no Brasil foi em 1930. De lá para cá, muitos conselhos foram criados e o Poder Legislativo não levou em conta o interesse da sociedade nessas profissões. Assim, temos muitos conselhos profissionais criados para atender vontades políticas, e não de necessidade social. 

Ocorre que o governo não pode privatizar todos os conselhos. O que precisa fazer é extinguir, revogar as leis que criaram os conselhos de profissões que não exercem atividades de interesse social, e manter os demais conselhos como autarquias especiais, pessoas jurídicas de direito público, com poder de polícia e sujeitas à supervisão ministerial; e os seus funcionários devem ser regidos pela CLT, tal como decidiu o Supremo Tribunal Federal na Adin 1.717-6. O Estado tem a obrigação de subordinar os conselhos que desenvolvem atividades de interesse social. Se a profissão tiver o foco na área da saúde, por exemplo, o seu conselho profissional deve estar subordinado ao Ministério da Saúde; se a profissão for responsável por gerar informações econômicas, financeiras e patrimoniais, neste caso, deve estar subordinada ao Ministério da Economia; e, assim, sucessivamente. Portanto, os conselhos profissionais não podem ser privatizados. Se a profissão presta um serviço de interesse social, este conselho tem que estar subordinado a um ministério do governo federal, e é este ministério que irá ratificar ou não todas as resoluções e procedimentos adotados por estas entidades. Se o serviço não for de interesse social, o conselho dessa profissão deve ser extinto e o governo deve dar um destino a esse patrimônio, que pode ser doado ao sindicato da profissão respectiva. O que não se pode é privatizar todos os conselhos apenas porque houve um erro em sua concepção. 

Salézio Dagostim salezio@dagostim.com.br

Porto Alegre

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ADVERTÊNCIA SOBRE AGROTÓXICOS

A Anvisa, depois de liberar de uma canetada mais 51 agrotóxicos ontem, perfazendo 290 em pouco mais de seis meses do ano, muitos deles com registro negado na Europa por serem comprovadamente cancerígenos, dizimarem as abelhas e serem mortais para peixes, resolveu fazer uma “palhaçada” escarnecendo da população do Brasil que consome os alimentos, frutas, verduras, grãos, etc, “adubados” por estes venenos. Aprovou regras para classificar o risco de agrotóxicos para proteger quem os manuseia. Não estabeleceu nenhuma conduta, norma ou providência, uma referência sequer, para quem consome os alimentos irrigados por estas substâncias. É uma atitude que não tem como tipificar. Uma demonstração patente de como é poderosa a indústria agropecuária do País. Daqui um ano, as embalagens terão que exibir no rótulo dos produtos as advertências: “extremamente tóxico”; “altamente tóxico”, “mata se for ingerido”, “tóxico se em contato com a pele”, “provoca queimaduras graves” e outras informações mais para preservar a saúde de quem manuseia. Agora a pergunta acaciana: E nós aqui na ponta que consumimos toda esta produção contaminada por agrotóxicos tão danosos que exigem tanto cuidado para quem aplica, como ficamos? Não seria o caso de se exigir que nas gôndolas dos supermercados, nas barracas das feiras, nas conservas, etc, também houvesse uma advertência e uma explicação sobre a natureza do produto? Que agrotóxicos recebeu; que danos pode causar ao organismo; enfim, instrumentos de proteção e informação igual para quem vai se servir desses alimentos regados a venenos. Não é à toa que as doenças degenerativas, câncer, alzheimer e outras tantas estão grassando como nunca. 

Francisco José de Sousa Viana fcviana1947@gmail.com

São Luís

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MULTA EM CASO DE DEMISSÃO

Se o governo realmente quer aliviar o custo da mão de obra, a primeira coisa que deveria fazer seria acabar com a multa adicional de 10% sobre o FGTS no caso de demissão sem justa causa. A multa foi instituída em 2001 com o pretexto de repor as perdas do FGTS com os planos econômicos. Tal conta foi zerada em 2007, mas a multa adicional foi mantida sob o mote de financiar o programa Minha Casa Minha Vida. A revogação dessa multa independeria de aprovação pelo Congresso. 

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo  

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DIREITOS DOS ANIMAIS

O senador Randolfe Rodrigues (Rede - AP) é o relator de projeto que deverá ser analisado em agosto que diz que os animais não podem ser tratados como “coisa”, porque possuem natureza jurídica, possuem direitos, sentem dor, têm emoções e só diferem dos seres humanos na comunicação verbal e na racionalidade. Sem dúvida que os animais devem ser tratados com a maior civilidade possível e já existem leis contra maus tratos. Será que o Senado Federal não teria coisas mais oportunas para discutir? Sendo assim, é bem capaz de decidirem que todos os animais, principalmente bovinos e aves têm direito à vida e, portanto, não podem ser abatidos. Seremos todos veganos.

J. A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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CAPACIDADE DE SENTIR

O projeto de relatoria de Randolfe Rodrigues (Rede - AP) diz que animais não podem ser tratados como “coisa”, “possuem natureza jurídica e são sujeitos de direito”. Realmente, esse projeto tem toda procedência, eis que todo animal tem a faculdade ou capacidade de sentir de “receber impressões mentais”, como diz o grande dicionarista, Michaelis. Se assim não fosse, os animais domésticos como os cavalos de montaria não obedeceriam às rédeas do cavaleiro, o boi não atenderia ao comando do boiadeiro ao puxar o carro, o cão não seria amigo da gente, e assim por diante.

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

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TARSILA DO AMARAL

Visitar a exposição de Tarsila do Amaral é um marco para quem se conecta de alguma forma com a arte brasileira. Cada passo dado ali me fez sentir o Brasil que Tarsila redescobriu em suas pinturas, com toda a luminosidade de cores e folclores. Não dá para mentir: a história de Tarsila não é em nada parecida com a da maioria dos brasileiros. Ela é filha da aristocracia do café e cresceu circulando na alta sociedade paulistana (e parisiense). O presidente Washington Luís chegou a ser padrinho de seu casamento com Oswald. Acho que por isso a enorme sensibilidade da pintora ao brasileiro sempre me intrigou tanto. Tarsila tinha personalidade para conversar, para se vestir, e era dona de uma beleza fora do comum. Ela causava frisson nos eventos sociais em que circulava. Deixava a todos desconcertados. Mas o que mesmo me desconcertou olhando aqueles quadros foi a forte marca do movimento nativista, pau-brasil, as ideias vanguardistas e a imensa facilidade para quebrar padrões estéticos europeus com simplicidade, pureza, pincel e tinta. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Estar diante da mostra me fez sentir a força da cultura brasileira, em toda a sua diversidade, e para onde mais podemos soprá-la. “Quero ser a pintora da minha terra”. Você conseguiu, Tarsila. É símbolo da cultura desse país tropical, do nosso “eu” caipira. É, de fato, a nossa Frida, vestida de verde e amarelo. É preciso tirar o chapéu para a curadoria de Fernando Oliva e Adriano Pedrosa. Nestes últimos meses, foi emocionante testemunhar a quantidade de famílias e crianças admirando os sabores do Brasil através do olhar de Tarsila do Amaral. Obrigada, Masp, por nos proporcionar momentos de imersão no exotismo tupi com essa exposição gigante. 

Iasmine Souza Novais iasmine.souza@hotmail.com

São Paulo

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ABORDAGEM DE VEÍCULOS

Tenho notado na BR 116, aqui próximo de onde moro, no bairro Tatuquara, em Curitiba, que raramente se vê blitz de qualquer cunho por parte da Polícia Rodoviária Federal (PRF), neste trecho desde o Ceasa, até próximo a Trincheira da Vila Pompéia – e quando se há presença, agentes da PRF só abordam veículos populares de famílias humildes, exigindo documentos, fazendo a família inteira sair do automóvel, enfim, querendo mostrar que estão trabalhando, mas não fazem a mesma abordagem em veículos de alto padrão de luxo, de motoristas e famílias abastadas. Será que não querem ter “contratempos” com gente esclarecida em seus direitos e deveres como cidadão? Tenho verificado neste trecho da rodovia, veículos de luxo em altíssima velocidade, motoristas que não usam cinto, e utilizam o celular com frequência, entre tantas outras infrações, motoristas ricos, com seus carrões que parecem que abusam da sorte, porque devem saber que agentes da PRF só dão em cima de famílias e motoristas humildes, com seus carros humildes. Será que agentes da PRF recebem orientação só para abordar carros de pobres, pois seria mais fácil agir com certo tom de excesso de autoridade e arbitrariedade? Se a lei é para todos, o que esperamos, nós cidadãos, é que carros de luxo e seus motoristas afortunados e irresponsáveis também sejam abordados nas rodovias.

Célio Borba celioborbacwb@bol.com.br

Curitiba

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