Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

26 de julho de 2019 | 03h00

OPERAÇÃO SPOOFING

Reforma do Judiciário

Com o episódio dos hackers que invadiram a correspondência online de Sergio Moro e outros agentes públicos ligados à Operação Lava Jato, fica mais uma vez comprovada a necessidade de urgente reforma do nosso Poder Judiciário. Enquanto o site do alegado órgão de imprensa denominado The Intercept Brasil divulgou e capitalizou as informações que declarava serem de colaborador anônimo, a Justiça viu-se às voltas com uma série de questionamentos, até no Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a anulação das condenações sentenciadas pelo então juiz Moro. Agora, com a prisão dos hackers, podemos perceber como é fácil neste país divulgar “notícias” obtidas ao arrepio da lei por quadrilhas especializadas, certamente bem pagas para tal. Em plena época da informática, não se justifica mais um STF moroso, abarrotado de questionamentos e pedidos de vista a perder de vista. Muito menos que seus ministros decidam monocraticamente temas de grande repercussão. Não se justifica sequer a existência de duas turmas que decidem de forma oposta, o que implica uma espécie de loteria judicial. Nossa Justiça tem de ser mais rápida, informatizada, e o STF deve se ater às controvérsias relativas a determinados dispositivos constitucionais, principalmente para anular os denominados “jabutis” do Poder Legislativo, tão ao gosto de advogados chicaneiros. Recursos extraordinários de processos comuns, incluídos os de autoridades com foro privilegiado, deveriam ser resolvidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Quanto ao responsável pelo site e pela confusão que criou para o nosso país, cabe agora ele se explicar à Justiça.

GILBERTO PACINI

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

Só por curiosidade

Data venia, ninguém do STF foi hackeado?

MOISES GOLDSTEIN

mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

Folha corrida

Os hackers capturados pela Polícia Federal têm passado sujo, são fichados e já foram condenados por vários tipos de crimes. Como é possível, então, alguém dar crédito de confiança a pessoas com tais antecedentes? No mínimo, devem-se questionar os motivos de os suspeitos terem hackeado Sergio Moro, centenas de políticos e jornalistas. As informações que advieram desse ato ilegal não valem nada. É por isso que as quebras de sigilo têm de ser autorizadas pela Justiça. A questão que fica: quem financiou a ação criminosa e a que pretexto?

MÁRIO NEGRÃO BORGONOVI

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

‘Follow the money’

Não será surpresa se for descoberto que os maiores críticos de Sergio Moro foram os patrocinadores dessa invasão criminosa dos celulares de autoridades. É urgente apurar a origem do dinheiro movimentado pelos investigados para esclarecer a autoria completa do crime.

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

Mimo

O hacker não recebeu nada. As mensagens foram “presente” ao site. Coisa de fã. Vai ver, pelos belos olhos dos diretores...

A. FERNANDES

standyball@hotmail.com

São Paulo

Crimes e responsabilidades

As conversas hackeadas dos procuradores da Lava Jato com Sergio Moro são criminosas, só um juiz de Direito pode permitir uma interceptação telefônica, só a ele cabe autorizar uma escuta. Logo, se provado que o site (Intercept) sabia que aquelas conversas eram oriundas de um crime e as divulgou, também ele não terá cometido crime?

JORGE PEIXOTO FRISENE

jpfrisene@zipmail.com.br

São Paulo

Insegurança digital

Se quatro jovens amadores entram nos telefones celulares de tantas autoridades públicas, imaginem o que profissionais de serviços de informação de governos e de empresas de comunicações podem fazer em nossos celulares e computadores. Estamos todos a descoberto e à mercê dos hackers e do Big Data. Adeus, privacidade!

PAULO SERGIO ARISI

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

FGTS

Liberação

Visando a aumentar a sua popularidade, o governo vai liberar anualmente partes do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de cada trabalhador. Isso é contraditório e inadequado para o País, que está iniciando a discussão para a implementação futura do sistema de capitalização das aposentadorias. Embora não se duvide da ajuda no curto prazo para os trabalhadores que retirarem valores de seu FGTS, como fica a sua reserva para o futuro? E liberando e gastando no presente essa capitalização compulsória que é o FGTS, como se vai convencer cada trabalhador a guardar no futuro, e de maneira voluntária, uma parte dos seus rendimentos para se enquadrar nesse regime de capitalização?

VIZMARK KIYOSHI IMAMURA

vizmark.imamura@icloud.com

São Paulo

Populismo

Permito-me discordar da posição do economista José Serra sobre o FGTS (25/7, A2). Sabemos que em 1966 transformaram o Fundo de Indenizações Trabalhistas da época no atual FGTS, visando principalmente a uma fonte de poupança forçada para financiamento habitacional, o que foi bom e oportuno. Passados mais de 50 anos, todavia, é conveniente que se pergunte ao trabalhador – fonte primária dos recursos, embora repassados pelas empresas – se ele ainda está de acordo com essa apropriação estatal e a destinação de sua renda ou se gostaria de dar-lhe outra aplicação, como em saúde e educação, por exemplo. Ou mesmo deixar a seu critério o que fazer com o total de sua renda. Chega de “Estado babá”!

ANTONIO LICIO, economista

antonio.licio@terra.com.br

Brasília

PARTIDOS POLÍTICOS

Algo está errado

Com o aumento de alguns bilhões de reais do fundo eleitoral aprovado pelos partidos e considerando o fato de que só o PT vai abocanhar R$ 463 milhões desse fundo, fica a pergunta: será que não há algo muito errado nessa situação? Essa questão se levanta porque o partido responsável por instalar o maior esquema de desvio de dinheiro público da História do Brasil passará a constar, recebendo dinheiro público, do seleto grupo das 500 maiores organizações do País em faturamento.

JOSÉ SEBASTIÃO DE PAIVA

jpaiva1@terra.com.br

São Paulo

ORDEM REPUBLICANA

A Polícia Federal fez, como era de se esperar, um excelente trabalho ao identificar os hackers que invadiram o celular do ministro Sergio Moro e, ao que tudo indica, de diversas outras autoridades e jornalistas. Era questão de tempo. O mais importante de toda esta celeuma é que agora sim haverá investigação séria que não somente vai identificar os autores deste crime previsto em lei, como também revelará se o conteúdo das conversas envolvendo Sergio Moro e procuradores foi editado e se merece ou não a devida apreciação jurídica. É a isto que se dá o nome de democracia e ordem republicana, o que nada tem a ver com pré-julgamentos à partir da divulgação rasteira e sensacionalista de mensagens privadas obtidas de forma criminosa. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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APURAR A ORIGEM

Não será surpresa se os maiores críticos de Sergio Moro foram os patrocinadores dessa invasão criminosa dos celulares de autoridades. É urgente apurar a origem do dinheiro movimentado pelos investigados para esclarecer a autoria completa do crime.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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NÃO INOCENTA

Não me parece que esses hackers presos pela Polícia Federal tenham sido os responsáveis pelos vazamentos divulgados pelo site The Intercept Brasil, porém, mesmo que o sejam, isso não inocenta os procuradores da Lava Jato e o ex-juiz Sergio Moro pelas ilegalidades denunciadas nas mensagens do Telegram. Além disso, agora só falta a Polícia Federal ter a mesma diligência para encontrar Fabrício Queiroz, justificar o depósito de R$ 24 mil da conta da primeira dama Michelle Bolsonaro e descobrir quem mandou matar Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes. Sandro Ferreirasandroferreira94@hotmail.com 

Ponta Grossa (PR)

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EXPLICAÇÕES

Felizmente e como sempre com trabalho competente da Polícia Federal, quatro hackers criminosos que invadiram os celulares de Sergio Moro e Deltan Dallagnol estão presos em um xilindró de Brasília. Dos quatros presos, o dito líder da quadrilha, Walter Delgatti Neto, de Araraquara, confessou o crime, que não atingiu somente o ministro Sergio Moro e o procurador. Foram mais de mil as vítimas dos hackeamentos, entre autoridades e também jornalistas. Será que agora parte da imprensa e até de alguns ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), como Gilmar Mendes, vão continuar a cobrar mais explicações de Moro e Dallagnol do que desses perigosos canalhas criminosos, que certamente estão a serviço de corruptos e organizações criminosas? Lógico que, se estas gravações são de falas originais de Moro e do procurador citado e estão completamente em desacordo com lei, devem sim responder. Mas dar maior visibilidade a uma suposta ilicitude desses servidores públicos, que a duras penas ajudaram a colocar centenas de corruptos na cadeia e recuperar bilhões de reais desviados das nossas estatais e não questionar adequadamente os hackers é deplorável. Ou clara preferência do quanto pior melhor, do fim da Lava Jato e de outras operações, como infelizmente assim demonstra o ministro do STF Dias Toffoli, que com uma liminar monocrática a favor do filho do presidente da República impede a continuação das investigações de centenas ou milhares de crimes de lavagem de dinheiro e outros. Não podemos continuar brincando com a nação. 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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MOVIMENTAÇÃO INCOMPATÍVEL

Um dos argumentos jurídicos para prisão dos hackers segundo o juiz que a concedeu é uma movimentação incompatível com seus ganhos. Me lembra do Queiroz, que continua livre, leve e solto.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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PATROCINADORES

Com as prisões dos hackers que invadiram e violaram o sigilo das autoridades, tem muita gente preocupada. Ora, a Polícia Federal encontrou em poder desses criminosos quantias na ordem de R$ 100 mil em espécie e movimentações financeiras atípicas na ordem de R$ 627 mil – e o Coaf, impedido de informar as tramoias, por ordem do ministro Dias Toffoli. Como o cerco está apertando para o lado dos “patrocinadores” dos trambiques, muitos do PT estão de cabelo em pé. Vamos aguardar as conclusões.  

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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TEOR DAS CONVERSAS

Dentre muitos, até o STF foi alvo. A perícia agora sabe o teor de muitas conversas. Moro também.

A. Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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SEGURANÇA

É incrível perceber que em um mundo cheio de hackers as nossas autoridades não recebam instruções e equipamentos que preservem e protejam seus telefones. Em 2018 pagamos quase um trilhão de reais ao funcionalismo ativo e inativo e não há um, nem um, que cuide dessa segurança, que é indispensável. Somos realmente um país das bananas (ou dos bananas). 

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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ABASTECIMENTO DOS NAVIOS

O século das leis. É o que se projeta ao ver o presidente do Supremo Tribunal Federal aplicar a Constituição que se encontra sob sua custódia no período de recesso e determinar o abastecimento dos navios iranianos Barvand e Termeh pela Petrobrás. Dias Toffoli confirma a tese de que os excessos dos que se imaginavam César, Pompeu, Marco Antônio ou Cleópatra foram inibidos pela evolução do direito constitucional, pelas constituições e tratados internacionais, que deixaram as suntuosas bibliotecas para fazer parte da vida. O ato de Trump, ao querer impor sanções aos povos e governos que considera seus inimigos, em sua megalomania, não poderia imaginar que um jovem egresso da mais tradicional Faculdade de Direito do Brasil o renderia em suas investidas insanas. Se impuser sanções à Petrobrás, observaremos se nosso governo tem altivez ou é uma marionete do abominável homem dos EUA. 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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MAIOR PREJUDICADO

Mais uma vez, da mesma forma que nos manifestamos anteriormente, sem sombra de dúvidas, o maior prejudicado dessa desinteligência entre Irã e EUA é o Brasil, pois o Irã já assinalou a possibilidade de interromper as importações do Brasil caso não abasteçamos seus cargueiros. Basta ver que no primeiro semestre deste ano o saldo comercial do Brasil em relação ao Irã foi de US$ 1,27 bilhão, vendemos US$ 1,3 bilhão e compramos apenas US$ 26 milhões. É para essas finalidades que temos embaixadas em outros países, onde gastamos fortunas para manutenção do funcionamento com um efetivo enorme para formar o quadro diplomático. Portanto, é urgente e absolutamente necessário que haja um entendimento diplomático entre o Brasil e EUA para que possamos abastecer os dois navios cargueiros atracados no Porto de Paranaguá e que possam retornar ao seu País carregados de milho, soja e carne, produtos estes por nós vendidos. A única justificativa que poderia ser admissível e viável para o Brasil acatar e aderir ao boicote imposto e comandado pelos EUA seria se estivéssemos exportando armas, munições ou material bélico em geral. Aqui é o caso até da ONU interferir pela liberação por tratar-se de alimentos.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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PENALIDADE

Numa disputa comercial ou de beligerância militar estratégica entre nações livres, deveria prevalecer o bom senso daquelas que estão “correndo por fora” e não têm nada a ver com os problemas oriundos das duas beligerantes. Uma situação tão simples de resolver vira um cavalo de batalha. Procuram pelos em ovos, quando um simples abastecimento de diesel num cargueiro iraniano fundeado no porto de Paranaguá vira uma polêmica entre governos e empresas, criando um mal estar diplomático ridículo. Bastaria simplesmente a BR Distribuidora encher o tanque da embarcação e não dar satisfação, jamais seriam penalizadas pelo ato flagrantemente legal. Pelo menos uma vez na vida o presidente do Supremo Tribunal Federal deu uma nota dentro da pauta. Não podemos ser penalizados por discordâncias entre os EUA e o Irã, nosso país não é uma república de bananas.

Aloísio Arruda De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

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PERDA DE STATUS

Depois da extradição de Cesare Battisti, mais três sequestradores paraguaios que receberam refúgio no Brasil terão o mesmo destino. Cabe ressaltar que esses quatro criminosos viveram livremente aqui, graças ao todo poderoso e inocente Lula da Silva, o mesmo que negou refúgio para dois atletas cubanos durante os jogos panamericanos do Rio de Janeiro. Essa é mais uma faceta do presidiário mais inocente do Brasil.

J. A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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BRUMADINHO

Há 6 meses 12 milhões de toneladas de rejeitos de mineração cobriram 270 vidas no Vale de Brumadinho. A Justiça também ficará nas brumas do passado? 

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre 

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CULPA

As teorias de conspiração envolvem em grande parte os dois lados da política brasileira. Os defensores do atual governo acusam os governantes que o antecederam de serem causadores de nossas atuais mazelas, enquanto os defensores da oposição, jogam nas costas dos que agora estão no poder a culpa. 

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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JUSTIFICAR-SE

Somos todos baianos, somos todos paraibanos: quando não se pensa para falar, depois para se justificar há que se passar pelo ridículo. Não é agradável a ninguém, principalmente quando se trata do presidente da República, que é sem dúvida a maior autoridade da nação.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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ESQUECER AS DIFERENÇAS

O presidente Jair Bolsonaro, sem a devida proteção, inaugurou a reforma do aeroporto de Vitória da Conquista. O governador Rui Costa, além da acintosa ausência, proibiu a Polícia Militar de efetuar a segurança presidencial. A atitude de Rui Costa quanto à segurança foi no mínimo mesquinha. Na contramão, a classe política é ferrenha adversária antes e pós eleições, quando após as eleições, esquecidas as diferenças, é vital a união em prol do benefício coletivo para que o Brasil cresça e apareça. Daí sermos eternos país de Terceiro Mundo. 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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ENFRENTAMENTO

O presidente Jair Bolsonaro está tendo a coragem agora de enfrentar os governadores do Nordeste. Talvez, os piores políticos de nosso país.

André Luis Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

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NÃO CHEGA NA BASE

A bem da verdade, senhor senador José Serra (que tanto adimiro), é que tivemos a reforma trabalhista no governo Temer e também um teto para os gastos. A reforma da Previdência, ao que parece, está bem encaminhada no governo de Jair Bolsonaro. Já se fala em reforma tributária e o que não falta são propostas na mesa para a sua execução. A taxa Selic nunca esteve tão baixa (6,5%), e me parece que vai cair ainda mais. A novela do Mercosul em relação ao mercado europeu parece que terá um fim, depois de uma Odisséia de 20 anos. Porém, “por increça que parível”, com tantas mudanças, nada chega na ponta, senador. Sim, a ponta, a base da pirâmide. O desemprego na casa dos 13 milhões e o desalento que não passa, feito uma febre que enlouquece o cidadão brasileiro. E, no entanto, quando algo chega na ponta, o que não falta é choradeira. Isso sem falar na recessão técnica, um nome pomposo para uma terra arrasada. O que precisamos mesmo, no duro, é de políticas públicas que cheguem de fato na base. Afinal, se a Selic está 6,5% ou 14,5%, nada muda para o povo brasileiro diante do gerente do banco inflexível. Quando ela cai, dá uma bela manchete nos jornais, e só. 

Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

Guarulhos 

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CUSTO DA DEMISSÃO

Se o governo por bem eliminar a multa de 50% do FGTS, 40% do trabalhador e 10% do governo e liberar o saque do FGTS com ou sem justa causa, uma vez que o dinheiro é do trabalhador, garanto que não precisará de mais nenhuma reforma trabalhista, o empresário voltaria a contratar e o trabalhador deixaria de provocar demissão. Até mesmo as ações trabalhistas diminuiriam. Demitir é tão comum quanto admitir. Por que a punição pela demissão? Se não fosse o mercado o mentor desse equilíbrio, por qual razão temos tantos milhões de desempregados? É a mania do Estado na pseudo proteção do indivíduo por interesses escusos.

Manoel Braga manoelbraga@mecpar.com

Matão 

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TRANSFERÊNCIA DO MONOPÓLIO

Toda vez que se privatiza uma empresa governamental me vêm à mente as privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso, que não funcionam e criaram oligopólios ou monopólios. A mensagem da privatização era outra. Era no sentido de que com a competição (cadê?) melhorariam o atendimento, os preços, etc. Estou esperando sentado. Vem agora o governo Bolsonaro e privatiza a BR Distribuidora. Para mim está se transferindo o monopólio estatal da distribuição de combustíveis para o privado. Vamos ver se será diferente. Torço para isso, mas...

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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OBRAS DE REFINARIAS

Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), Refinaria Abreu e Lima (RNEST), Premium I e Premium II consumiram bilhões de reais dos cofres públicos e não foram concluídas ou nem mesmo iniciadas. Esses grandes empreendimentos da Petrobrás são escandalosos. Equipamentos caríssimos estão se deteriorando nos almoxarifados, sem a mínima preservação. Obras superfaturadas, que eram imprescindíveis ao desenvolvimento do Brasil, agora são sucatas ou montanhas de papéis, que nunca se tornaram realidade. Muitos fornecedores de equipamentos do setor de óleo e gás ganharam milhões de reais, assim como as empreiteiras responsáveis por construírem essas unidades. Enquanto a impunidade reinar, esse tipo de roubalheira vai cair no esquecimento.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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FAVORES PESSOAIS

Infelizmente, em Brasília em vez de se fazer política trocam-se favores pessoais. Lamentável.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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AMEAÇADA

A exuberância da Floresta Amazônica está ameaçada pela política governamental que incentiva o deflorestamento e estimula o plantio de grãos, ao mesmo tempo em que promove o desmonte dos órgãos de fiscalização ambiental. A censura prévia ao trabalho sério de monitoramento pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) é inócua, uma vez que os satélites internacionais estão vigilantes e apontam de forma preocupante que a capacidade de recuperação da floresta está próxima da irreversibilidade, haja visto o ritmo frenético de destruição da mata capaz de derrubar uma área de floresta maior que a região metropolitana de Londres em um apenas um mês.

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

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DADOS DO DESMATAMENTO

O presidente Bolsonaro insiste na sua visão estreita sobre o meio ambiente e agora determinou que os dados obtidos pelo Inpe devem ser submetidos ao governo antes de serem divulgados ao público. É a volta da censura, aparentemente tão ao gosto do presidente, saudoso dos velhos tempos. Depois de duvidar dos dados apresentados pela Inpe, instituto respeitado e reconhecido mundialmente pela sua seriedade, agora quer enquadrá-lo aos seus desejos, como se fosse um órgão do seu “reinado”. Fico imaginando o Inpe obter novos dados que confirmem as devastações em curso na Amazônia, mas censurado, publicará uma receita de pé de moleque, ao estilo do Estadão em uma época que pensei que jamais voltaria. O presidente precisa parar de imitar o presidente norte-americano, pois ao contrário dele, nosso País não tem a maior economia do mundo e muito menos o maior exército. Não dá para desafiar as demais nações, preocupadas com o aquecimento global, o que constatamos no acordo do Mercosul com a Europa, onde a conservação do meio ambiente, por parte do Brasil é condição sine qua non.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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APAGAR DA MEMÓRIA

A famigerada Construtora Odebrecht, tendo mudado o nome de suas empresas, desgastadas após o bilionário imbróglio da Lava Jato, empreende no momento cara campanha publicitária na imprensa sob a nova sigla OEC – Odebrecht Engenharia & Construção. Em um dos anúncios de meia página publicado no Estadão (24/7, A13), gaba-se de ter recebido a mais importante premiação de engenharia internacional pela construção do Aeroporto Internacional de Tucumen, no Panamá. Faltou apenas revelar que para realizar a milionária obra pagou milionária propina ao governo panamenho. Não será mudando de razão social e logotipo que conseguirá apagar da memória da história o bilionário malfeito que cometeu ao longo de anos a fio, tendo pago, como admitiu na Justiça, a exorbitância de mais de US$ 1 bilhão, cerca de R$ 3,8 bilhões, em propina a funcionários do governo de 12 países, entre eles o Brasil. Como diz o velho adágio, “o lobo perde o pelo, mas não o vício”.

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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AMOSTRA DA CORRUPÇÃO

Comentários ao artigo “Duque diz que pegou propina que iria para o PT”, publicado no Estadão em 12/7. O ex-presidente da Petrobrás Gabrielli, entre outros, tinha uma especial predileção pelas obras da “Torre de Pituba” um dos melhores locais de Salvador com belíssima vista da skyline moderna da cidade, além de vizinha do Parque Social, uma vasta e belíssima reserva natural da Mata Atlântica no meio da cidade, além de fácil acesso à Av. Antonio Carlos Magalhães. Tal obra superfaturada, gerou muitas “comissões” ao PT provenientes do saque da Petrobrás, conforme delações recentes de Renato Duque. A famosa torre é mais uma amostragem da intensa roubalheira que imperou nos governos de Lula e Dilma, de norte a sul, de leste a oeste, bem como de cima para baixo, ou seja qual for o ponto de observação situado no País.                     

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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QUANDO CHEGARÁ O DESENVOLVIMENTO?

Não conseguimos sair da idade média, graças ao atraso dos nossos estudantes, por falta de professores qualificados e dirigentes dos Três Poderes, sempre incapazes e inaptos. As empresas brasileiras continuam produzindo só produtos agrícolas e minerais e nada de tecnologia. Não há fábricas brasileiras de produtos tecnológicos: carros, TV. computadores, telefones celulares, microondas, etc. Se criássemos essas fábricas, acabaríamos com o desemprego e aumentaremos nosso desenvolvimento, como fez a Coreia do Sul, pagando cursos aos seus estudantes mais desenvolvidos nas melhores universidades do mundo. Quando chegará o desenvolvimento dos membros dos Três Poderes que só fazem burrices?

Mário A. Dente eticototal@gmail.com

São Paulo

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RESPONSABILIZAÇÃO

A Advocacia-Geral da União (AGU) ajuizou ação contra os vários fabricantes de cigarros para cobrar ressarcimento das despesas do Sistema Único de Saúde (SUS) com o tratamento das doenças decorrentes do tabagismo. O pedido engloba os gastos da União nos últimos cinco anos com o tratamento de pacientes com mais de 20 doenças comprovadamente relacionadas com o consumo ou o simples contato com a fumaça produzida. Em 2017, os acidentes de trânsito provocaram a morte de cerca de 35 mil pessoas. Foi registrada uma sobrecarga nos serviços de emergência do SUS com números crescentes de internações, gerando gastos de quase R$ 300 milhões. Desse jeito, a qualquer momento, os fabricantes de automóveis poderão vir a ser processados. Faz sentido?

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

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COLETA DE LIXO NO CENTRO

Cobre mais a Loga, empresa responsável pelo lixo domiciliar do centro da capital paulista, prefeito Bruno Covas. Cobre para não dizer parta para cima. Não há outra forma de resolver o problema de coleta nos calçadões – como o da Rua Barão de Itapetininga. Mais uma vez – nesta terça (23/7), a empresa começou a fazer a coleta somente às 9h50. Há um mês observo a logística descompromissada ou atrasada dessa empresa com um centro mais limpo. Não adianta falar que os sacos pretos são colocados fora de hora na rua. Veja o que um coletor me disse: “A empresa tem 20 anos de contrato, mas temos nos calçadões (região da República) só um caminhão para coletar... O ideal seriam dois veículos.”

Devanir Amâncio devaniramancio@hotmail.com

São Paulo

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DIA DOS AVÓS

26 de Julho é o Dia dos Avós, Dia de Santa Ana e São Joaquim, pais de Maria e avós de Jesus Cristo. Os avós são conselheiros dos pais e dos netos. Transmitem a experiência que nenhum livro é capaz de transmitir. São apoio em inúmeras situações e emergências. Integram a família. Feliz da família na qual comparecem os avós.
 Na sociedade, os avós são depositários da sabedoria acumulada através de milênios. A Bíblia aponta horizontes que merecem ser seguidos por crentes e não crentes. Graças ao ensino e ao exemplo de Lóide, tivemos, no seu neto Timóteo, um dos maiores apóstolos dos primeiros tempos. Até os pequenos gestos revelam a atitude respeitosa para com os idosos. Ceder o lugar ou a passagem ao idoso, mostrar-se disponível para ajudar nas mais comezinhas situações, tudo isso demonstra o nível de educação de uma comunidade.

João Baptista Herkenhoff jbpherkenhoff@gmail.com

Vitória

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