Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas dos leitores

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

29 de julho de 2019 | 03h00

ECONOMIA

Abertura ‘ velada’

O Estadão informa que setores da indústria nacional temem a abertura econômica anunciada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes (27/7, B3). Uma simples tentativa de simplificação na importação de máquinas e equipamentos sem similar nacional deixa muitos setores preocupadíssimos, alegando concorrência desleal e ameaça de desemprego. Até topam a tal abertura, mas tem de ser devagar, gradual. Será que mais de 40 anos de proteção não foram suficientes? E só se fala na redução do Imposto de Importação. Mas fora esse tributo, além de frete e seguro, os queixosos omitem que o maquinário importado é ainda gravado pela legislação vigente - e muito - nos cálculos diferenciados de toda a cadeia de impostos locais, o que em muitos casos acaba resultando, fora o Imposto de Importação, em mais de 50% do valor na origem. E quem paga toda essa carga tributária, como declarado pelo presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais (Abimei), é o consumidor brasileiro. O resultado dessa longa proteção é a baixíssima competitividade dos produtos brasileiros nas cadeias globais.

RENATO R. PIERRI

renato.pierri@cerp.com.br

São Paulo

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Imposto em cascata

Imposto que incide em cascata, seja CPMF ou CP (Contribuição de Pagamentos), é de uma burrice crassa, mais uma jabuticaba. Engorda o custo em todo o processo, além de passarmos a exportar imposto, diminuindo ainda mais a já sofrível competitividade dos nossos produtos.

GUSTAVO GUIMARÃES DA VEIGA

ggveiga@outlook.com

São Paulo

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ROUBO DE OURO

Garimpo sem bateia

Não se pode admitir que 720 quilos de ouro tenham sido roubados do aeroporto de Cumbica. A seguradora ofereceu gratificação por informações sobre os “garimpeiros”, que não precisaram de bateia para a milionária coleta. Roubo de cargas nas estradas, nos bancos já ficaram corriqueiros. Mas cargas de ouro em aeroportos é de uma petulância descabida. Polícia e administração do local têm muito a explicar. O caso dá bem o tom da segurança pública no País.

JAIR GOMES COELHO

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

Depois dos milhões de dólares em Viracopos, outro assalto facilitado, sem resistência, sem segurança, caminho aberto para entrar e sair, tudo dá certo, todo mundo lucra. Só a seguradora tem prejuízo. Santa ingenuidade! Enaltece-se a inteligência e o preparo da quadrilha e se ignora o envolvimento de facilitadores. Ora, nos poupem!

MANOEL SEBASTIÃO PEDROSA

link.pedrosa@gmail.com

São Paulo

Complementando o que escreveu o leitor sr. Luiz Frid (“Muito estranho um volume tão grande de ouro não ter um esquema especial de segurança”, 27/7): quando o veículo dos bandidos chega, a empilhadeira já está carregada e embarca o ouro. Que eficiência! 

AGAMEDES PADUAN

agamedespaduan@gmail.com

São Paulo

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OPERAÇÃO SPOOFING

Pombo-correio

Só podia mesmo ser alguém ligado ao PT para servir de pombo-correio aos hackers que invadiram o celular do ministro Sergio Moro, de procuradores, juízes, jornalistas, etc., a fim de remeterem o conteúdo das gravações ilícitas para o blogueiro do Intercept: Manuela D’Ávila (PCdoB-RS), ex-deputada, ex-candidata a vice na chapa de Fernando Haddad (PT) para a Presidência da República em 2018. Tudo confirmado por ela, tal qual depôs à Polícia Federal o hacker Walter Delgatti Neto. Manuela é mais um exemplar da nossa decadente classe política, que não está preocupada em defender a ética nas nossas instituições. Caso contrário, sabedora do teor desse crime, teria imediatamente denunciado tudo às autoridades. Que vergonha!

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Se a ex-deputada Manuela D’Ávila, após ter tido seu celular invadido pelo hacker Vermelho, achou natural mancomunar-se com ele e passar-lhe o contato de Glenn Greenwald, por que não declarou isso publicamente antes? Ora, não foi só para proteger o hacker, um criminoso, mas também porque sabia perfeitamente estar incorrendo em ilegalidade. Esse episódio revela bem a medida da moralidade da candidata a vice-presidente nas últimas eleições presidenciais.

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

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Ética jornalística

Por ser formada em jornalismo, mesmo não exercendo a profissão, está Manuela D’Ávila autorizada a participar da ação criminosa do hacker? A sua titulação acadêmica a exime, para todo o sempre, de ter de procurar a polícia quando sabe da existência de um crime em andamento? É assim que funciona? 

SANDRA MARIA GONÇALVES

sandgon46@gmail.com

São Paulo

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A conversa

“Bom dia! Sou um criminoso que gravou ilegalmente as conversas telefônicas de autoridades da República. Você tem interesse em ficar com esse material?” “Claro, me manda tudo, sou jornalista e posso publicar, resguardado o sigilo da fonte.” O diálogo entre o hacker e a candidata derrotada à Vice-Presidência deve ter sido algo assim.

 

MÁRIO BARILÁ FILHO

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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Acredite se quiser

Que historinha mais mal contada essa da Manuela! Você tem seu celular hackeado, acha normal e ainda ajuda quem invadiu sua privacidade? Essa história consegue superar a da Operação Uruguai/Collor.

VITAL ROMANELI PENHA

vitalpenha@consube.com.br

Jacareí

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Só rindo

Depois de nove meses das eleições o PT ainda não percebeu que perdeu nas urnas para quase 60 milhões de eleitores e a cada dia protagoniza um vexame na tentativa de dar um golpe na democracia. O mais recente é o acionamento do Supremo Tribunal Federal (STF) e da Procuradoria-Geral da República pedindo a prisão de Sergio Moro. Talvez os petistas considerem que o incorruptível ministro é culpado por ter sido hackeado por bandidos internos e quiçá externos... Estamos rindo até agora. Eles ainda não caíram na real? “O Lula está preso, babaca!”

CARMELA TASSI CHAVES

tassichaves@gmail.com

São Paulo

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SEDE DO CNJ

Não tem jeito. Não bastasse a grotesca lentidão da Justiça brasileira e seu sabido alto custo, lá vem o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), que deveria dar o exemplo buscando maior rapidez a custos que caibam no bolso do contribuinte brasileiro, e resolve aumentar os custos no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), como o Estadão reportou neste domingo ("CNJ aumenta gasto com sede para R$ 23 mi ao ano", 28/7, A4). O descaso com a coisa pública demonstrada pelo ministro Dias Toffoli é revoltante e só não é pior do que seu comportamento na corte quando julga, sem o menor constrangimento, casos que interessam aos seus amigos e parentes. Já passou muito da hora do Senado cumprir seu papel e começar a aposentar ministros do Supremo que não entendem seu papel.

Oscar Thompson

oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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MÁQUINA PÚBLICA

O brasileiro precisa aprender a domesticar a coisa pública, pois ela foi feita para atender o povo e não para se servir de luxo e outras coisas. Ainda há pouco tempo vimos uma barbárie de um setor público comprando lagostas e vinhos caríssimos e agora presenciamos um setor público alugando imóvel de alto padrão com vista maravilhosa para se abrigar, após ter gasto valores significativos em reforma do prédio antigo em tempo recente. Os senhores do setor público precisam entender que as contas públicas estão péssimas e que o Brasil tem 13 milhões de desempregados. Se nós não domesticarmos a coisa pública estamos fadados a viver sempre como nação emergente com números enormes de desempregados. Temos uma das mais altas cargas tributária do mundo com quase que nenhum retorno para a sociedade, pois quase tudo é gasto com o setor público.  

Marco Antônio Martignoni

mmartignoni@ig.com.br

São Paulo

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INTERMEDIÁRIA

Então Manuela D’Ávila confessou que serviu de intermediária entre cibercriminosos. Que papelão, hein? E pensar que a senhora foi postulante ao cargo de vice-presidente da República do Brasil. O que será que seus eleitores estarão pensando?

José Roberto dos Santos Vieira

jrdsvieira@gmail.com

São Paulo

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LEVAM AO DINHEIRO

No mundo, todos os caminhos levam a Roma. No Intercept, as gravações levam ao dinheiro...

A.Fernandes

standyball@hotmail.com

São Paulo

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EXPOSIÇÃO

Os hackers estão mudando uma triste realidade no Brasil. Políticos e ministros estão apavorados com a possibilidade de terem as suas conversas divulgadas. O conteúdo dessas conversas telefônicas e eventuais trocas de mensagens via redes sociais pode levar muita gente para a cadeia. As redes sociais mostram mais uma vez o seu poder. Primeiro elegeram Bolsonaro, que não participou de nenhum debate na televisão, por exemplo. Haddad e o PT ficaram totalmente expostos nessas redes virtuais. Agora estão expondo autoridades que têm negócios ilícitos e fazem manobras mirabolantes para ganharem cada vez mais poder e dinheiro. Quem diria que a internet teria esse poder todo...

José Carlos Saraiva da Costa

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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PODERES DO JUIZ

No processo criminal, o princípio da imparcialidade do juiz não pode ser analisado isoladamente; quem tem conhecimentos jurídicos sabe que a matéria deve ser analisada juntamente com o princípio processual da busca da verdade real no processo penal. Significa que ao juiz incumbe pesquisar, exaustivamente, qual a verdade existente em relação aos fatos que deram início ao processo. Com efeito, no processo penal, o juiz não é passivo, um ente inerte ou, como ponderou meu professor de processo penal, Rogério Lauria Tucci, "O juiz não é um espantalho de milharal". Em síntese, ao contrário do que imaginam os "técnicos em achismo", o juiz, na presidência do processo, é ativo e o responsável pela entrega da prestação jurisdicional, julgando a procedência ou improcedência do pedido (e não da ação, como dizem alguns profissionais do direito), sempre liderando a busca da verdade real. Assim é que o Código de Processo Penal permite ao juiz ouvir testemunhas não indicadas pela acusação ou defesa (testemunha do juízo), juntar provas por iniciativa própria e até realizar buscas domiciliares. Ora, se o juiz tem esses poderes, que lhe permitem formar sua convicção e decidir conforme a verdade dos fatos, por que estaria impedido de dialogar com um representante do Ministério Público sobre um processo? 

Eraldo Bartolomeu Cidreira Rebouças

real742@yahoo.com.br

Poços de Caldas (MG)

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PRINCÍPIO DA IMPARCIALIDADE

O ministro Dias Toffoli não perdeu por esperar. Nada mais conveniente do que aproveitar esse momento, em que o filho do presidente está no banco dos réus, para, favorecendo-o, anular condenações de petistas sem comprometer o princípio da imparcialidade da Justiça.

Ricardo Daunt de Campos Salles

dauntsalles@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal

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EXTENSÃO A CASOS SEMELHANTES

Flávio Bolsonaro, filho do presidente, errou e merece punição. Foi descoberto devido informes do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), mas como tais informações não foram judicialmente autorizadas, recorreu ao Superior Tribunal Federal (STF) e Dias Toffoli, acatou além do solicitado ao estender a todos os casos semelhantes. Toffoli foi esperto, puxou a brasa para a sua sardinha. Explico. Os escritórios de sua mulher e a do ministro Gilmar Mendes, ambos estão na lente da Polícia Federal, em situação idêntica à do Flávio Bolsonaro, mas a procuradora-geral da República Rachel Dodge é contrária à extensão a todos os casos similares.  

Humberto Schuwartz Soares

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha(ES)

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NAVIO DO IRÃ

Faz muito bem o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, quando decide mandar a Petrobrás abastecer com combustível dois navios cargueiros iranianos carregados com milho produzido no nosso país que estão parados no litoral do Paraná. Ora, como questão de soberania nacional, o Brasil não pode ficar de cócoras e seguir obedecendo às decisões estapafúrdias e belicosas do presidente americano Donald Trump quando aplica sanções econômicas ao Irã, nosso tradicional parceiro comercial. Ser um aliado, como o Brasil é dos EUA, tem seu devido limite, já que o nosso país sempre manteve uma relação amigável com todos os demais. Afoito, fez mal o presidente Jair Bolsonaro ao exagerar no apoio de seu governo ao de Trump, esse mesmo presidente americano, arrogante e intolerante, que além de desprezar, chega até a ameaçar seus parceiros que não comungam das suas decisões extravagantes e fora de curva. E o Planalto precisa entender que acima de tudo está o interesse do nosso país.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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SUBMISSÃO

O presidente tem mais é que defender os brasileiros, grandes produtores de milho. Não podemos perder os compradores iranianos. Chega de tanta submissão aos EUA.

Fausto Ferraz Filho

faustoferraz15@gmail.com

São Paulo

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REFINARIAS EXPROPRIADAS

Onde estavam os contra o embaixador quando Lula permitiu a expropriação de duas refinarias brasileiras por Evo Morales? Foi uma questão internacional tanto quanto essa.

Eugênio José Alati

eugenioalati13@gmail.com

Campinas  

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DEPORTAÇÃO DE ESTRANGEIROS 

Foi com imensa satisfação, alegria, e gratidão ao ministro Sergio Moro e ao seu corpo de assessores, que tomei conhecimento, nesta data de hoje, da edição da Portaria 666. É uma medida salutar, de grande alcance para o Brasil que o presidente Bolsonaro está construindo. Só lamento não ter sido publicada há mais tempo. 

Abdiel Reis Dourado

abdiel@terra.com.br

São Paulo

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EXPLORAÇÃO DOS SEM-TETO

Citação do artigo "A exploração dos sem teto". A velha cantilena de que todas as investigações e denúncias são uma tentativa de "criminalizar os movimentos sociais" e que as mensalidades cobradas são destinadas apenas às despesas de manutenção dos imóveis não engana mais ninguém. Engana sim. Engana o povo gado que se submete aos caprichos e mandos dos poderosos. Os líderes do crime continuam a explorar essas pessoas que pensam estar sendo ajudadas. Elas não passam de joguete nas mãos de uma quadrilha que, travestida de boazinha, explora quem não tem onde morar. O mais grave é que a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) parece não surtir efeito. Vamos continuar assistindo tragédia em prédios inabitáveis, políticos e bandidos se aproveitando dos pobres até quando? Há um brasileiro no País que a cada 5 minutos se vale da Justiça e é ouvido. E depois se fala em igualdade. 

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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HONG KONG E CHINA

A atual crise política entre Hong Kong e a China lembra um pouco o ocorrido tanto na Hungria (em 1956) como na Tchecoslováquia (em 1968), que foram países que acabaram invadidos pelos tanques do exército da URSS. Um regime autoritário, centralizador, com partido único e sem liberdade de expressão e de imprensa não consegue conviver com autonomia, debate e reformas em direção à democracia multipartidária. As liberdades na ilha de Hong Kong têm sido tolhidas nos últimos 22 anos. A possibilidade de extradição de presos para julgamento na China continental detonou a onda de protestos contra o comunismo. O massacre na Praça da Paz Celestial com o uso de tanques do exército é um alerta do passado sobre o presente.

Luiz Roberto Da Costa Jr.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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MEDIDAS ECONÔMICAS

As atividades do atual governo estão voltadas às privatizações de ativos das principais empresas, a Caixa Econômica Federal (CEF) e o Banco do Brasil, que se anteciparam na venda de ativos para atenderem a ansiedade do governo, na paranóia de economizar trilhões. Enquanto o "mercado persa" se agita surgem mais caneladas executivas. A pressão dos caminhoneiros faz o governo suspender a tabela do frete, diante da exigência de valor maior. A partir de setembro, será autorizado o saque emergencial de R$500 em contas ativas e inativas, uma merreca. 

Jair Gomes Coelho

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras(RJ)

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SEM AJUDA

Guedes, sem ajuda de fatores externos, está conseguindo uma luz no fim do túnel, ante à incredulidade de plantão.

Francisco José Sidoti

fransidoti@gmail.com

São Paulo

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MINERAÇÃO EM RESERVA INDÍGENA

Quando o presidente da República fala, o povo escuta. Jair Bolsonaro já falou que quer liberar a mineração nas reservas indígenas, que se dependesse de sua vontade seriam todas extintas. Os garimpeiros ouviram as palavras do presidente da República e estão se antecipando a essa liberação da mineração na Amazônia em geral e nas reservas indígenas em particular. É profundamente lamentável a morte do Cacique da etnia Waiãpi em confronto com garimpeiros invasores. 

Mário Barilá Filho

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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PRESERVAÇÃO E AQUECIMENTO GLOBAL

Embora ainda exista controvérsia a respeito do aquecimento global, é consenso entre cientistas de que ele é causado por ações do ser humano. Cientistas brasileiros, em audiência conjunta das Comissões de Relações Exteriores e do Meio Ambiente no Senado Federal, se declararam em consenso com a maioria dos cientistas do planeta que se debruçaram sobre o assunto e apoiam o Acordo de Paris. Porém, não é essa a realidade adotada pelo nosso presidente. A bem da verdade, ninguém pode acusá-lo de estar tomando decisões contrárias às que anunciou durante a sua campanha. Ele não apenas acredita que o aquecimento global é uma falácia, como também que a defesa do meio ambiente é contrária ao nosso desenvolvimento. Uma vez eleito, fez questão de deixar isso bem claro ao nomear para ministro do Meio Ambiente um cidadão de tal maneira desqualificado para o cargo. Em um governo sério, Sales jamais seria sequer cogitado. Vem tomando as suas decisões como se a teoria que adota fosse correta, sem aventar a hipótese de que esteja errado, esquecendo que não temos outro planeta para mudarmos. Afirma que os demais países não cuidaram antes de seus recursos naturais, e que agora não têm moral para nos dar lições. Ignora que somente recentemente a humanidade se apercebeu dos seus erros. Em 25/7, o Estadão publicoureportagem apontando que as temperaturas no mundo nunca subiram tão rapidamente nos últimos 2 mil anos quanto no final do século 20. A partir do acordo de Paris, as demais nações do planeta passaram a olhar com interesse o nosso país, exatamente por termos uma natureza preservada enorme e diferenciada, com o maior potencial para que a humanidade possa tentar estancar uma piora no clima da Terra, capaz de colocar em risco a nossa própria civilização. E o nosso presidente continua na sua ideia fixa de alavancar o nosso desenvolvimento às custas do meio ambiente e mais, a cada decisão internacional a respeito de nosso bioma, ele reage com um projeto descabido. Foi a Unesco declarar a Ilha Grande em Angra dos Reis Patrimônio Mundial, o presidente se apressou em lançar um projeto de aproveitamento turístico da ilha segundo ele, à exemplo de Cancun no México. 

Gilberto Pacini

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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ZONEAMENTO ECOLÓGICO

A Amazônia será o mote das publicidades das próximas eleições para Presidência da República. Quem souber defender equilibradamente a floresta terá grande chance de alcançar um bom posicionamento no resultado final. O zoneamento ecológico-econômico poderia ser uma boa ferramenta para se chegar ao consenso entre a proteção e a produção agroflorestal da região. Como assim? O zoneamento dos solos começou nos Estados Unidos no Tennesse Valey; era um ferramenta de combate à erosão que castigava muito a região. Daí nasceu a necessidade de se estudar a aptidão agrícola dos solos e poupar os inaptos; para estes ficaram reservados as áreas de proteção próprios para vida selvagem e guarda de bancos genéticos. O serviço de conservação do solo começou em 1945 no Estado de São Paulo e foi a semente que germinou as concepções de proteção ambiental de zonas importantes dos biomas brasileiros, incorporadas pelo professor Paulo Nogueira Neto e por meu pai, Mario Borgonovi, pesquisador científico do Instituto Agronômico de Campinas. Na Amazônia poder-se-ia fazer um zoneamento, com força de lei, para se poupar o que fosse realmente significativo do ponto de vista ecológico, social e liberar as áreas que tivessem aptidão de produção. Evitar-se-ia o desmatamento destrutivo que só gera terras degradadas, um verdadeiro convite à desertificação. 

Mário Negrão Borgonovi

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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AULAS DE DIREÇÃO

A nova "novidade" do presidente Jair Bolsonaro vai além das propostas de acabar com a cadeirinha infantil, com os radares, com o horário de verão, autorizar a compra e uso de armas, nomear a embaixada americana para o filhote, alterar os pontos da CNH, dentre outras barbaridades. Seu currículo agora ganhou mais uma proposta inédita: "o fim das aulas e cursos de autoescola, indo direto para a prática, sem exame de nada". Afinal será Jair Bolsonaro um anarquista bakunin?

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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CIGARROS NÃO TRIBUTADOS

Há anos o contrabando de cigarros que são exportados ao Paraguai e em seguida voltam ao Brasil sem tributação atinge quantidades imensas. Sempre me perguntei por que motivo o governo não impõe uma embalagem diferente para as exportações? Com essa medida simples acaba o contrabando, o que estamos esperando?

Aldo Bertolucci

aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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COMERCIALIZAÇÃO DE PRODUTOS ROUBADOS

Sobre o artigo "Moradores reclamam de 'feira do rolo' em Guarulhos", publicado no Estadão em 24/7. Ao analisar a economia de atividades de roubo agora em Guarulhos, esta, como em qualquer outro lugar do mundo, não prospera se não houver uma estrutura de receptagem paralela para comercialização dos produtos da rapinagem. Desde épocas milenares existem tais locais para venda de produtos do crime a preços menores. Já existia na antiga Grécia, onde a maior criminalidade organizada era pirataria dos mares, sendo a Ilha de Cós, não tão distante de Atenas, um território livre tolerado, onde se vendia escravos, mercadorias roubadas e até navios sequestrados sem o pagamento de impostos. Uma espécie similar no Brasil, guardadas as devidas proporções, é a famoso "Robauto" da Baixada Fluminense, tolerada nos anos 80 e 90, alimentada com peças de reposição e acessórios, advinda do desmanche de automóveis roubados. A história sempre se repete em muitos lugares do mundo.                         

Ulf Hermann Mondl

hermannxx@yahoo.com.br

São José(SC)

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AUMENTO ACIMA DA INFLAÇÃO

Inflação oficial em 2018: 3,75%; reajuste dos planos de saúde individuais em 2019: 7,35%. Como se vê, a cada novo ano a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), com sua desmesurada ganância e repetitivo blablablá de sempre, continua defendendo a saúde das operadoras de planos de saúde e atentando contra a saúde financeira de milhões de brasileiros que não conseguem sustentar os aumentos sempre acima da inflação. Até quando?

J.S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

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TRANSTORNOS

Os anos passam e o pobre consumidor não consegue se ver livre dos transtornos que lhe são impostos pelas operadoras de planos de saúde. Demora e até mesmo negativas para exames e cirurgias, contrariando solicitações de médicos dos pacientes ocorrem com espantosa frequência. Some-se a isso os constantes reajustes abusivos praticados. Lamentavelmente, na hora em que o cidadão mais precisa, depois de passar uma vida inteira pagando com sacrifício o plano de saúde, ele se depara com toda sorte de dificuldades que lhe são impostas. Quando haveremos de nos livrar dessa "via crucis"? A Agência Nacional de Saúde Suplementar parece só ter olhos e ouvidos para as operadoras. Quem poderá salvar-nos?

Jomar Avena Barbosa

joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

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CONVÊNIO INDIVIDUAL

Como posso eu, agente de segurança penitenciária de São Paulo, aposentado, pagar um convênio individual com esse aumento de agora, se nossa categoria não tem um aumento real há dez? Ninguém está preocupado com quem tem dinheiro ou não, e assim vamos morrer a míngua e nas mãos do INSS. Absurdo.

José Claudio Canato

jccanato@yahoo.com.br

Porto Ferreira

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