Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

30 de julho de 2019 | 03h00

ECONOMIA

De volta ao passado

Trabalhei mais de 40 anos na indústria da borracha e uma das principais máquinas usadas nesse setor é um misturador denominado Banbury. Nos anos 1970-80 vigorava lei que só permitia importar maquinários sem imposto se não fossem fabricados no Brasil. Pois bem, para evitar esse tipo de importação empresas brasileiras começaram a fabricar tais maquinários, mas com qualidade tremendamente inferior e preço mais alto que o dos importados. Mal comparando, era como deixar de importar um Rolls Royce para comprar aqui um Fusca pelo mesmo preço. Isso é o que vai acontecer quando entrar em vigor a lei que vai facilitar a importação de produtos não fabricados no Brasil. Estamos voltando a um passado que só protegeu a indústria brasileira em detrimento do consumidor.

VALDY CALLADO

valdypinto@hotmail.com

São Paulo

Desindustrialização

Temos falado muito em desindustrialização e nos espantamos com o fato de a indústria representar hoje menos da metade do que correspondia em nosso PIB há alguns anos. O professor Delfim Netto disse, dia destes, num programa de TV que a política cambial foi a causadora desse estrago enorme. Vejam a estatística: no ano 2000 o dólar estava em R$ 1,96. Em 2013 tínhamos a mesma taxa de câmbio, mas o IPCA havia aumentado 116,81%. O custo de exportação de uma empresa em 2000 para um produto com preço de R$ 100 era de US$ 51,02 e em 2013, US$ 115,72. Esse cálculo absolutamente primitivo, pois não considera que as folhas de pagamento aumentaram cerca de 200% nesse período, mostra de forma cabal que a manipulação do câmbio foi certamente uma das grandes responsáveis pela situação atual. Ao longo desses anos trabalhei em indústria metalúrgica fornecedora de grandes clientes que exportavam cerca de metade da produção e perderam toda a clientela do exterior por causa de preços não competitivos. E depois culpam os industriais por não terem evoluído em suas empresas...

ALDO BERTOLUCCI

aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

Agronegócio

O agronegócio brasileiro cresce porque soube combinar tecnologia com preservação ambiental. Apesar dos bons prognósticos, exaltados no editorial de 28/7 (A3), há que considerar que o governo brasileiro está destruindo esses dois alicerces. O conhecimento científico, desenvolvido prioritariamente nas instituições públicas, está sendo destruído e substituído por uma base em crenças e políticas de costumes. A preservação ambiental, por seu turno, caminha a passos largos para a inexistência, haja vista a prática corrente de mentir sobre o desmatamento e não entender o que isso significa. Se o agronegócio sobreviver, será porque é pujante no nível em que chegou até aqui. E seguirá práticas muito aquém do que poderia atingir.

ADILSON ROBERTO GONÇALVES

prodomoarg@gmail.com

Campinas

Desflorestamento

Dado que é desnecessário para o agronegócio e a alimentação da humanidade, é crime ambiental: coloca o Brasil entre os grandes poluidores com gases de efeito estufa, contribuindo para o aquecimento da atmosfera – do clima –, e prejudica o regime de chuvas em larga extensão da América do Sul, afetando a produtividade da agropecuária. Não contribui para o desenvolvimento social – superação da pobreza. Trata-se de um tipo de roubo do patrimônio da Nação e de corrupção sistemática. Precisamos de uma Operação Lava Desflorestamento. A cidadania que se mobilize!

HARALD HELLMUTH

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

FORO DE SÃO PAULO

Alinhamento ao ditador

Na semana passada partidos ditos de esquerda, incrivelmente bancados pelo sanguinário Nicolás Maduro, foram a Caracas acompanhar uma auto-homenagem ao ditador da Venezuela. O Brasil foi representado pelo PT, que durante mais de uma década governou o Brasil com incompetência e irresponsabilidade, promovendo o maior esquema de corrupção já visto. Agora os companheiros se dedicam, exclusivamente, a atrapalhar qualquer política que vise a recuperar o País do verdadeiro caos que promoveram e a denegrir mais ainda nossa abalada imagem internacional, que eles nos deixaram como herança.

ABEL PIRES RODRIGUES

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

OPERAÇÃO SPOOFING

Inusitado e estranho

Acho muito estranhas as notícias de que o hacker – que se presume nada entender de Direito – que teria entregado de graça e espontaneamente as “conversas” a um órgão de mídia – nada contra a necessária liberdade de imprensa – tenha “cismado” que as conversas, todas trocadas na linguagem do “juridiquês”, seriam contrárias às disposições legais pertinentes à matéria. E que isso teria sido o que motivou a entrega. Simplesmente inusitado. Nada mais.

JOSÉ ETULEY B. GONÇALVES

etuley@uol.com.br

Ribeirão Preto

Os hackers são apenas a reedição dos aloprados do PT.

EUGÊNIO JOSÉ ALATI

eugenioalati13@gmail.com

Campinas

Constituição

O artigo 5.º da Constituição diz que é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional. Qual a necessidade de assegurar o sigilo da fonte num caso em que as informações foram obtidas de forma escancaradamente criminosa? O Brasil precisa aprender a ler sua Constituição.

MÁRIO BARILÁ FILHO

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

Código Penal

Glenn Greenwald já deveria estar preso por receptação qualificada, nos termos do Código Penal (artigo 180, § 1.º): “Adquirir, receber, transportar, conduzir, ocultar, ter em depósito (...) ou de qualquer forma utilizar, em proveito próprio ou alheio, no exercício de atividade comercial ou industrial, coisa que deve saber ser produto de crime”. Como as partes (Sergio Moro e procuradores) que tiveram suas mensagens ilegalmente interceptadas denunciaram o fato, o blogueiro Greenwald não pode alegar que desconhecia que o material recebido é produto de crime. Vale dizer que a costumeiramente lembrada liberdade de imprensa não se presta à legitimação de crimes e não é e nunca será um princípio absoluto – como, aliás, nenhum outro princípio.

MILTON CÓRDOVA JÚNIOR

milton.cordova@gmail.com

Vicente Pires (DF)

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

CARGA TRIBUTÁRIA

A manchete do Estadão de ontem no caderno Economia & Negócios diz: “Carga tributária bate recorde de 35,07% do PIB, mesmo com a economia fraca”. É necessário tecer algum comentário a respeito desse famigerado assunto a não ser afirmar que as empresas, comércio, serviços e população em geral são explorados exaustivamente, sendo dizimados mediante carga tributária extorsiva? Para manter a máquina governamental incapaz, inútil e inerte sem oferecer o mínimo necessário para a população poder viver com dignidade. Observação: o Brasil é o país que possuí a maior carga tributária do mundo em relação ao que oferece em retorno. 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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DESCRENÇA

O Brasil vive aquilo que o economista Armínio Fraga denominou como um verdadeiro “manicômio tributário”. Há mais de 30 anos discute-se uma reforma tributária. A carga tributária que em 1990 representava 28% do PIB, hoje chega a quase 35%. O aumento progressivo do gasto público conduziu-nos a suportar um absurdo rol de impostos, taxas e contribuições, único recurso aventado pelos governos para o aumento de suas receitas. Aqueles que ao longo dos anos acompanharam o tema da reforma tributária adquiriram cabelos brancos e uma descrença total num final feliz. Não lhes falta razão para essa incredulidade. Será que agora vai?

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

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O QUE FEZ?

Em 2018, foram 128 dias de trabalho exclusivo para pagar tributos. E o que o Estado fez com o suor deste enorme esforço?

José Carlos de Carvalho Carneiro josecarlosdecarvalhocarneiro@gmail.com

Rio Claro

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RESPEITAR OS RECURSOS

Está muito longe de nesta terra tupiniquim chegar o dia em que dirigentes das nossas instituições vão respeitar os recursos dos contribuintes. Se no Supremo Tribunal Federal (STF) há a esnobação de jantares regados até com lagostas e vinhos caros e importados, entre outras extravagâncias, outro péssimo exemplo de desperdício de verbas públicas vem de outra entidade de magistrados, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), como divulga o Estadão. Depois de três anos atrás gastar R$ 7 milhões por uma reforma no atual prédio de 30,9 mil m², que fica a dez minutos da Corte, a direção do CNJ decide mudar a sede para um novo endereço, aumentando despesas com gastos de aluguel – uma quantia anual de R$ 23 milhões, contra o gasto atual, de R$ 16,8 milhões. Esse é o Brasil indesejável, em que predomina o desprezo aos bons costumes.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

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PROBLEMA É POLÍTICO

Sobre o artigo “Muita calma nesta hora”, publicado no Estadão em 29/7. A longa sobrevivência por 50 anos do Código de Tributação Nacional, embora já muito emendado e com muitos acréscimos legais extravagantes, para alguns surpreendente, expõe que as cinco versões em curso de uma reforma tributária indicam as muitas diferenças existentes entre os supostos interessados e/ou prejudicados, que talvez achem que é melhor deixar como está, pois estamos atravessando período de muita crise, situação difícil para mudança de algo tão sensível. Mesmo em um cenário de governo forte como em 1969, nunca se deve esquecer que na época havia prosperidade, o que permitiu a aprovação do código, pois em todas as épocas o bolso falou alto. Para reparar um estado falido só sobra o corte de despesas e não o aumento da receita, que já é muita com a arrecadação de 1/3 do PIB. Para desgosto de economistas ambiciosos, o problema é muito mais político do que técnico.                 

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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SERIA MELHOR RECEBIDA

Informa a jornalista do Estadão, Adriana Fernandes, em 29/7, que o empresário e o brasileiro trabalhador estão recebendo “fumo” da pior qualidade. Em 2018, mesmo com a economia andando de lado, como caranguejo bêbado, a carga tributária cresceu para 35,07% do Produto Interno Bruto (PIB), maior salto em 17 anos, representando R$ 2,39 trilhões. Os impostos no Brasil correspondem, ao trabalhador, a 128 dias de trabalho por ano. A economia anda de lado, porque para sustentar essa tão decantada democracia, instala-se uma sangria nos cofres públicos que não tem como resistir ao exército de vampiros que infestam os Três Poderes. Poucos Estados são autossuficientes, enquanto a maioria é dependente, tendo nas costas o peso dos municípios que sobrevivem da existência do Estado e da União. Uma reforma tributária seria melhor recebida, no lugar dessa estapafúrdia reforma da Previdência Social que, como dizia o saudoso animador Chacrinha: “Não veio para explicar. Veio para confundir”. A situação do Brasil lembra a construção da Torre de Babel após a intervenção de Deus que confundiu-lhes as línguas. Enquanto isso, haja tabaco.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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BOLSONARO E O PRESIDENTE DA OAB

Terrível e assustadora a fala do atual presidente da República abordando a morte pela ditadura militar do pai do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) nacional. Como advogado, historiador e cidadão me solidarizo com Felipe Santa Cruz, pela forma grotesca, desrespeitosa e desumana que essa autoridade abordou dito evento trágico, que envergonha a nós todos. 

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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NENHUMA MENTIRA

Como sempre, não soaram estranhas as manifestações de classes corporativistas (sempre as mesmas) repudiando a declaração do presidente Jair Bolsonaro sobre o modus operandi da OAB de hoje e de seu presidente. Nenhuma novidade ou mentira disse o presidente. As redes sociais, as cartas de leitores de periódicos e os papos de mesas de bar demonstram o quanto Bolsonaro foi certeiro no diagnóstico. A sociedade sabe que há algum tempo essa instituição deixou de representar os verdadeiros, éticos e independentes operadores do direito, fiéis ao juramento prestado na colação de grau. Está mais para uma agremiação vermelha (carnavalesca?) tocada por um inconformado petista de carteirinha, disse-me um indignado vizinho, advogado e motorista de aplicativo, por sobrevivência. Não creio que haja controvérsias.

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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DESCASO

Talvez Bolsonaro, com suas manifestações diárias de insanidades e provocações, esteja testando os limites da sociedade que pensa governar. Seu caso já é de interdição, como bem disse Miguel Reale. Seu descaso é tanto, que falou do assunto do desaparecimento do pai do presidente da OAB enquanto cortava o cabelo. Que a sociedade e as instituições saibam reagir e não apoiem o comportamento destrutivo do tecido social a esse ponto.

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

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TRIVIALIDADES

O presidente Jair Bolsonaro é dono de uma simplicidade ao falar e externar os seus pensamentos. Se é um dom ou um defeito, que cada um julgue à sua maneira. O que é lamentável é ouvir e ver nos meios de comunicação pessoas que ocupam cargos importantes na sociedade e outros formadores de opinião perdendo tempo com trivialidades e menosprezando o chefe da nação. É saudável que cada cidadão faça uma análise, para sua consciência do que vem acontecendo no País.

Jose Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo

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POUCA EFETIVIDADE

Embora razoável o posicionamento exposto no artigo “Destruição Criativa”, de Carlos Pereira (Estadão, 29/7), e mesmo considerando o conceito que dá título à matéria, atribuído ao famoso economista austríaco Joseph Schumpeter, vamos combinar que o incrível, nunca constatado em qualquer outra parte do mundo, número de partidos constitui obstáculo concreto para uma organização legislativa mínima que permita um encaminhamento criterioso e objetivo dos projetos vitais ao País. Assim, uma drástica redução tem que constar da reforma política real clamada pela sociedade, não a “dos políticos”, configurada pelas medidas cosméticas até agora implementadas. Ela, a absolutamente essencial, deve incluir também, entre outras providências urgentes, uma sensível diminuição do número de parlamentares, posto que seu custo aos contribuintes, com inacreditáveis penduricalhos, é o maior entre todos os que operam nos regimes democráticos. Como está, uma sessão assemelha-se a um desfile de escolas de samba: muito luxo e pouca efetividade.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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PESQUISA CIENTÍFICA

O editorial “As bolsas do CNPq e o futuro” destaca com clareza a importância da pesquisa científica e tecnológica no Brasil, que ocorre prioritariamente nas instituições públicas. O sistema de ciência e tecnologia é a base do desenvolvimento econômico e social de um país, já demonstrado tanto aqui como lá fora. Avocar o futuro no editorial é totalmente pertinente por não serem apenas ações presentes que estão sendo tolhidas. Chama também a atenção que os valores contingenciados do sistema de ensino, pesquisa e tecnologia correspondam ao que foi aprovado de verbas para emendas parlamentares após a aprovação em primeiro turno da reforma da Previdência. Cortes sempre houve, mas somente agora eles são festejados pelos ministérios responsáveis por esses setores. 

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas

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ESTÍMULOS DO PRESIDENTE

O presidente Bolsonaro estimula o desmatamento, o desmatamento cresceu como nunca no País. Bolsonaro estimula a mineração, os garimpeiros já estão matando os índios e invadindo as reservas indígenas, áreas de proteção ambiental que Bolsonaro já falou que não deveriam existir. Seria ótimo se o presidente Bolsonaro estimulasse algo positivo, como a educação, quem sabe teríamos filas nas escolas para as matrículas. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo 

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QUEM DARÁ EXPLICAÇÕES

O artigo “Caso dos hackers vai ser foco de CPI no Congresso”, (“Estado”, 29/7, A4), ao noticiar que o deputado Orlando Silva, do PCdoB, tem outro requerimento para novamente convocar o ministro Sergio Moro a dar novas explicações, mais uma vez mostra que a oposição vive em um mundo fora da realidade e não olha para o próprio umbigo, pois, neste caso, é óbvio que quem tem que dar explicações é a candidata a vice-presidente em 2018 Manuela D'Ávila, do mesmo partido do deputado citado. 

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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MILÍCIA DE HACKERS

A Polícia Federal desvendou uma milícia de hackers, intermediários e divulgadores de milhares de mensagens para o bem do Brasil.

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com  

Campinas

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NÃO ESCLARECE

A euforia do ministro Sergio Moro com a prisão dos hackers não apaga, não deleta e muito menos esclarece à opinião pública a gravidade do teor dos vazamentos de conversas dele com procuradores da Lava Jato. Moro permanece na berlinda. 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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QUE SE APURE

Que se apure a verdade. Embora machuque, a verdade dói menos.

A. Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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URNA ELETRÔNICA

Data venia, se eles hackearam tão facilmente as autoridades brasileiras, por que não entraram na urna eletrônica? 

Moisés Goldstein mg2448@icloud.com

São Paulo

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MASSACRE EM PRESÍDIO

Este combate sanguinário no presídio de Altamira, no Pará, entre facções criminosas, talvez não pudesse acontecer se o pacote anticrime do ministro da Justiça, Sergio Moro, fosse aprovado no Congresso. Mas os interesses são outros...

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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CONTRASTES

Em que país estamos vivendo? No presídio de Altamira, no Pará, há 163 vagas e 343 presos. Em compensação, para atender esse exército de criminosos há 33 funcionários. Já no Supremo Tribunal Federal (STF), são 154 funcionários para atender cada ministro, que no total são 11. Não existe termo de comparação, pois os salários no STF superam em muito os de qualquer outro órgão. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgou, depois de ter gasto R$ 7 milhões na sua sede atual há pouco mais de três anos, que vai para um novo prédio que ficará próximo ao STF, ao custo de  R$ 23,3 milhões ao ano. O CNJ foi criado há quase 15 anos com o intuito de aperfeiçoar o trabalho do sistema Judiciário. Com tão pouca idade esse órgão aprendeu que luxo e mordomia fazem parte de seu escopo, já a missão de aperfeiçoar o trabalho, ora essa, isso é para depois. Em relação ao sistema carcerário e a lotação dos presídios, é para muito depois. Como se vê, é tudo uma questão de prioridade. E nesse Brasil que patina numa economia deixada no vermelho pelo PT, sem dinheiro para pagar aposentados, com quase 15 milhões de desempregados, observar esses contrastes nos dá total ideia de como pensam aqueles que no poder poderiam mudar o Brasil e não suas vidas. 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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MURO DOS EUA

A verba de U$ 2,5 bilhões autorizada pela Suprema Corte americana para a construção de barreiras na fronteira com o México teria melhor destinação se aplicada à erradicação da pobreza na América Central, aliviando o sofrimento de milhões de pessoas e o êxodo arriscado de famílias em busca de uma vida melhor. 

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

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INFLUÊNCIA NA SUPREMA CORTE

Reclamam, e com razão, do ativismo do nosso Supremo Tribunal Federal (STF), mas nos EUA, a Suprema Corte aprovou despesas de 2,5 bilhões de dólares para feitura de muro na fronteira com México. A questão, de constitucional nada ou pouco tem, mas mostra a influência do presidente Trump, que escolhe a dedo os componentes do órgão máximo da justiça norte americana.

Carlos Henrique Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

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COMPLETAR A REFORMA

Os nossos senadores têm a rara oportunidade de completar e corrigir a reforma da Previdência. Explico. Completar é incluir os Estados e municípios, pois muitos deles estão de pires na mão em consequência dos elevados encargos com os funcionários ativos e aposentados e, sem os Estados e municípios, a reforma ficará capenga. Corrigir será tolher privilégios das categorias beneficiadas, afinal, segundo a Constituição, “todos são iguais perante a lei” e, como não se pode privilegiar a todos, senão o Brasil quebra, só resta extinguir privilégios. É de suma importância o Senado “completar e corrigir” a reforma.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES) 

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EXPORTAÇÃO

Para que o PIB cresça 1%, é preciso que a agricultura (diga-se exportação) cresça pelo 10%. A dificuldade é que o governo nunca teve, desde o império, política alguma voltada para a agricultura. Estamos festejando 230 milhões de toneladas de grãos, pouco mais do que a metade do que os EUA produzem só de milho para o consumo interno. Se sobra, exporta. Aqui é o contrário, o que sobra da exportação fica para o consumo interno, por isso ainda somos uma republiqueta das bananas. Ao invés de exportar óleo exportamos soja, aço, exportamos minério, etc. Para os banqueiros, ótimo negócio, ganham na exportação de commodities e na importação de industrializados, batem palmas. 

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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VOLTAR-SE À PRODUÇÃO

Você, prezado leitor, que como eu é provedor da sua casa, da sua família, se não produzir, sua família passará fome e suas contas não serão pagas, estou certo? Com o Brasil, nosso país, não é diferente. Sem produção, a indústria para, o comércio não  vende e o desemprego chega com tudo. O desempregado não consome. Quem ainda trabalha também não consome com medo do amanhã. Daí para o caos que estamos  vivendo, basta dar um passo para o País parar e acontecer exatamente o que está acontecendo agora. Nossa política econômica precisa voltar-se para a produção, para tanto, temos que tirá-la do marasmo, ela precisa voltar a respirar. Somente a produção e o pleno emprego movimentam a economia de um país. Fora isso, como rabo de cavalo, continuaremos crescendo para baixo.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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VENCEDORES E PERDEDORES

A respeito do artigo “Aos 70 anos, o ‘pai da matéria’ mantém alegria”, sobre a tragédia vivida pelo talentoso narrador esportivo Osmar Santos, que perdeu a fala num acidente automobilístico no auge de sua carreira, em 1994 (Estadão, 28/7, A22), cabe, por oportuno, lembrar do compositor Beethoven, que acabou envolto no silêncio da surdez, do saltador João do Pulo, que teve uma perna amputada e do exímio pianista João Carlos Martins, que perdeu grande parte do movimento das mãos. Como se diz no popular, os deuses que muito dão, muito cobram dos eleitos. Triste e verdadeira ironia da história dos que são vencedores e perdedores ao mesmo tempo.

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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CICLISMO E A SAÚDE DE UM PAÍS

Ontem, pela primeira vez na história, um sul-americano venceu o Tour de France, a prova de ciclismo mais importante do planeta. Três outros colombianos e um argentino foram destaque. Nenhum brasileiro participou nesta ou nas edições passadas, mesmo tendo 40 milhões de bicicletas circulando no dia a dia das cidades do País. Como falar de ciclismo, um dos esportes mais populares do mundo, quando até nosso futebol, paixão nacional e outrora o melhor do mundo, anda tão mal das pernas? Falando da reconhecida importância da prática esportiva para o bem-estar da população. Ter mais de um quarto da população pedalando e não gerar um ciclista de ponta é uma vergonha. Podem fazer o que quiserem, reformas econômicas ou mudanças políticas, mas este país não mudará enquanto não tivermos políticas públicas preventivas realistas, sólidas e perenes. Ter uma farmácia a cada esquina ou ver o negócio da segurança crescer vertiginosamente sem parar é sinal claro e inequívoco do desprezo das autoridades pelas ações preventivas mais básicas. De nada adiantará ter hospitais e policiamento tão cacarejados por políticos e autoridades se não tivermos esgoto, educação e a disseminação da prática de esportes, essenciais para a formação de qualquer país decente. A Taça das Favelas de futebol foi um completo sucesso, ocorrendo em clima tranquilo, familiar, até nas finais; completamente diferente da brutal violência típica da Copa São Paulo de Futebol Júnior ou de qualquer outro jogo de campeonato oficial. Esporte amador, de raiz, é disputa que gera mais que campeões, gera paz, convívio social, transforma uma comunidade, uma cidade, um país. Egan Bernal, que acaba de vencer o Tour de France, colocou a Colômbia em evidência em boa parte dos jornais e noticiários do primeiro mundo e os investidores, fazendo uma propaganda para seu país que não tem preço. Ídolos são inesquecíveis, referência do bem. E é no esporte amador que se forma ídolos, se forma um país. Políticos e autoridades passam.

Artuiro Condomi Alcorta arturoalcorta@uol.com.br 

São Paulo

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OMISSÃO 

O crime cometido aqui no Rio de Janeiro pelo morador de rua, que de plácido não tem nada, constitui, em síntese, mais uma agressão covarde empreendida pelo Poder Público, por sua omissão. (“PM abre sindicância para apurar conduta de agentes em ataque de morador de rua na Lagoa”, “Estado”, 29/7)O governador e o prefeito têm a obrigação funcional de cobrar do Ministério Público maior eficácia nas suas atribuições de fiscal da ordem. Os promotores de Justiça (o título que ostentam resume bem sua competência), seriam responsáveis pela manutenção da ordem jurídica e aplicação da lei. No exercício de suas obrigações estatutárias, o Ministério Público deve atuar na defesa dos direitos individuais, entre elas, a liberdade de circular pela cidade, como fazia João Carvalho Napoli e sua namorada, Caroline Moutinho. Até quando seremos obrigados a pagar impostos elevadíssimos para manter um Estado falido, irresponsável e incompetente?

Heitor Bastos-Tigre heitor@bastostigre.adv.br

Rio de Janeiro

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TERIA POUPADO

Neste último domingo, 28/7, um morador de rua drogado esfaqueou, na zona sul do Rio de Janeiro, um casal de namorados (ele, engenheiro; ela, bióloga) que estava dentro do carro aguardando o semáforo abrir, além de um personal trainer que parara para os socorrer. Com a chegada da Polícia Militar (PM) e a recusa do criminoso em entregar a faca, o mesmo acabou baleado nas pernas pela PM. O engenheiro e o personal chegaram sem vida ao hospital, a bióloga, uma enfermeira do corpo de bombeiros, um capitão médico e um policial saíram feridos. Aparentemente os policiais hesitaram em atirar no criminoso, o que teria poupado vidas e evitado tantos feridos, mas se o tivessem matado alguns órgãos da imprensa e ONGs de direitos humanos provavelmente teriam transformado o assassino em vítima e a PM em algoz. Quanta inversão de valores.  

João Manuel Maio clinicamaio@terra.com.br

São Paulo

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LINHA DE PIPA

Há muito tempo as linhas de pipas ganharam a mistura de cola com vidro moído (cerol). O objetivo é cortar/derrubar outras pipas. E como desgraça pouca é bobagem, também existe a linha chilena, que é muito mais cortante. Ano após ano as referidas linhas ferem e matam pessoas. Todo ano em época de férias escolares, os céus ficam coloridos de pipas. A “brincadeira”, que não é só de criança, oferece perigo à sociedade, em especial motociclistas e ciclistas. E nesta rotina com linhas espalhadas por todos os lados, nos deparamos com a cumplicidade dos pais, de quem vende, da fiscalização, das leis, etc. 

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

São Paulo

CARGA TRIBUTÁRIA

A manchete do Estadão de ontem no caderno Economia & Negócios diz: “Carga tributária bate recorde de 35,07% do PIB, mesmo com a economia fraca”. É necessário tecer algum comentário a respeito desse famigerado assunto a não ser afirmar que as empresas, comércio, serviços e população em geral são explorados exaustivamente, sendo dizimados mediante carga tributária extorsiva? Para manter a máquina governamental incapaz, inútil e inerte sem oferecer o mínimo necessário para a população poder viver com dignidade. Observação: o Brasil é o país que possuí a maior carga tributária do mundo em relação ao que oferece em retorno. 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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DESCRENÇA

O Brasil vive aquilo que o economista Armínio Fraga denominou como um verdadeiro “manicômio tributário”. Há mais de 30 anos discute-se uma reforma tributária. A carga tributária que em 1990 representava 28% do PIB, hoje chega a quase 35%. O aumento progressivo do gasto público conduziu-nos a suportar um absurdo rol de impostos, taxas e contribuições, único recurso aventado pelos governos para o aumento de suas receitas. Aqueles que ao longo dos anos acompanharam o tema da reforma tributária adquiriram cabelos brancos e uma descrença total num final feliz. Não lhes falta razão para essa incredulidade. Será que agora vai?

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

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O QUE FEZ?

Em 2018, foram 128 dias de trabalho exclusivo para pagar tributos. E o que o Estado fez com o suor deste enorme esforço?

José Carlos de Carvalho Carneiro josecarlosdecarvalhocarneiro@gmail.com

Rio Claro

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RESPEITAR OS RECURSOS

Está muito longe de nesta terra tupiniquim chegar o dia em que dirigentes das nossas instituições vão respeitar os recursos dos contribuintes. Se no Supremo Tribunal Federal (STF) há a esnobação de jantares regados até com lagostas e vinhos caros e importados, entre outras extravagâncias, outro péssimo exemplo de desperdício de verbas públicas vem de outra entidade de magistrados, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), como divulga o Estadão. Depois de três anos atrás gastar R$ 7 milhões por uma reforma no atual prédio de 30,9 mil m², que fica a dez minutos da Corte, a direção do CNJ decide mudar a sede para um novo endereço, aumentando despesas com gastos de aluguel – uma quantia anual de R$ 23 milhões, contra o gasto atual, de R$ 16,8 milhões. Esse é o Brasil indesejável, em que predomina o desprezo aos bons costumes.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

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PROBLEMA É POLÍTICO

Sobre o artigo “Muita calma nesta hora”, publicado no Estadão em 29/7. A longa sobrevivência por 50 anos do Código de Tributação Nacional, embora já muito emendado e com muitos acréscimos legais extravagantes, para alguns surpreendente, expõe que as cinco versões em curso de uma reforma tributária indicam as muitas diferenças existentes entre os supostos interessados e/ou prejudicados, que talvez achem que é melhor deixar como está, pois estamos atravessando período de muita crise, situação difícil para mudança de algo tão sensível. Mesmo em um cenário de governo forte como em 1969, nunca se deve esquecer que na época havia prosperidade, o que permitiu a aprovação do código, pois em todas as épocas o bolso falou alto. Para reparar um estado falido só sobra o corte de despesas e não o aumento da receita, que já é muita com a arrecadação de 1/3 do PIB. Para desgosto de economistas ambiciosos, o problema é muito mais político do que técnico.                 

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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SERIA MELHOR RECEBIDA

Informa a jornalista do Estadão, Adriana Fernandes, em 29/7, que o empresário e o brasileiro trabalhador estão recebendo “fumo” da pior qualidade. Em 2018, mesmo com a economia andando de lado, como caranguejo bêbado, a carga tributária cresceu para 35,07% do Produto Interno Bruto (PIB), maior salto em 17 anos, representando R$ 2,39 trilhões. Os impostos no Brasil correspondem, ao trabalhador, a 128 dias de trabalho por ano. A economia anda de lado, porque para sustentar essa tão decantada democracia, instala-se uma sangria nos cofres públicos que não tem como resistir ao exército de vampiros que infestam os Três Poderes. Poucos Estados são autossuficientes, enquanto a maioria é dependente, tendo nas costas o peso dos municípios que sobrevivem da existência do Estado e da União. Uma reforma tributária seria melhor recebida, no lugar dessa estapafúrdia reforma da Previdência Social que, como dizia o saudoso animador Chacrinha: “Não veio para explicar. Veio para confundir”. A situação do Brasil lembra a construção da Torre de Babel após a intervenção de Deus que confundiu-lhes as línguas. Enquanto isso, haja tabaco.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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BOLSONARO E O PRESIDENTE DA OAB

Terrível e assustadora a fala do atual presidente da República abordando a morte pela ditadura militar do pai do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) nacional. Como advogado, historiador e cidadão me solidarizo com Felipe Santa Cruz, pela forma grotesca, desrespeitosa e desumana que essa autoridade abordou dito evento trágico, que envergonha a nós todos. 

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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NENHUMA MENTIRA

Como sempre, não soaram estranhas as manifestações de classes corporativistas (sempre as mesmas) repudiando a declaração do presidente Jair Bolsonaro sobre o modus operandi da OAB de hoje e de seu presidente. Nenhuma novidade ou mentira disse o presidente. As redes sociais, as cartas de leitores de periódicos e os papos de mesas de bar demonstram o quanto Bolsonaro foi certeiro no diagnóstico. A sociedade sabe que há algum tempo essa instituição deixou de representar os verdadeiros, éticos e independentes operadores do direito, fiéis ao juramento prestado na colação de grau. Está mais para uma agremiação vermelha (carnavalesca?) tocada por um inconformado petista de carteirinha, disse-me um indignado vizinho, advogado e motorista de aplicativo, por sobrevivência. Não creio que haja controvérsias.

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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DESCASO

Talvez Bolsonaro, com suas manifestações diárias de insanidades e provocações, esteja testando os limites da sociedade que pensa governar. Seu caso já é de interdição, como bem disse Miguel Reale. Seu descaso é tanto, que falou do assunto do desaparecimento do pai do presidente da OAB enquanto cortava o cabelo. Que a sociedade e as instituições saibam reagir e não apoiem o comportamento destrutivo do tecido social a esse ponto.

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

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TRIVIALIDADES

O presidente Jair Bolsonaro é dono de uma simplicidade ao falar e externar os seus pensamentos. Se é um dom ou um defeito, que cada um julgue à sua maneira. O que é lamentável é ouvir e ver nos meios de comunicação pessoas que ocupam cargos importantes na sociedade e outros formadores de opinião perdendo tempo com trivialidades e menosprezando o chefe da nação. É saudável que cada cidadão faça uma análise, para sua consciência do que vem acontecendo no País.

Jose Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo

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POUCA EFETIVIDADE

Embora razoável o posicionamento exposto no artigo “Destruição Criativa”, de Carlos Pereira (Estadão, 29/7), e mesmo considerando o conceito que dá título à matéria, atribuído ao famoso economista austríaco Joseph Schumpeter, vamos combinar que o incrível, nunca constatado em qualquer outra parte do mundo, número de partidos constitui obstáculo concreto para uma organização legislativa mínima que permita um encaminhamento criterioso e objetivo dos projetos vitais ao País. Assim, uma drástica redução tem que constar da reforma política real clamada pela sociedade, não a “dos políticos”, configurada pelas medidas cosméticas até agora implementadas. Ela, a absolutamente essencial, deve incluir também, entre outras providências urgentes, uma sensível diminuição do número de parlamentares, posto que seu custo aos contribuintes, com inacreditáveis penduricalhos, é o maior entre todos os que operam nos regimes democráticos. Como está, uma sessão assemelha-se a um desfile de escolas de samba: muito luxo e pouca efetividade.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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PESQUISA CIENTÍFICA

O editorial “As bolsas do CNPq e o futuro” destaca com clareza a importância da pesquisa científica e tecnológica no Brasil, que ocorre prioritariamente nas instituições públicas. O sistema de ciência e tecnologia é a base do desenvolvimento econômico e social de um país, já demonstrado tanto aqui como lá fora. Avocar o futuro no editorial é totalmente pertinente por não serem apenas ações presentes que estão sendo tolhidas. Chama também a atenção que os valores contingenciados do sistema de ensino, pesquisa e tecnologia correspondam ao que foi aprovado de verbas para emendas parlamentares após a aprovação em primeiro turno da reforma da Previdência. Cortes sempre houve, mas somente agora eles são festejados pelos ministérios responsáveis por esses setores. 

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas

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ESTÍMULOS DO PRESIDENTE

O presidente Bolsonaro estimula o desmatamento, o desmatamento cresceu como nunca no País. Bolsonaro estimula a mineração, os garimpeiros já estão matando os índios e invadindo as reservas indígenas, áreas de proteção ambiental que Bolsonaro já falou que não deveriam existir. Seria ótimo se o presidente Bolsonaro estimulasse algo positivo, como a educação, quem sabe teríamos filas nas escolas para as matrículas. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo 

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QUEM DARÁ EXPLICAÇÕES

O artigo “Caso dos hackers vai ser foco de CPI no Congresso”, (“Estado”, 29/7, A4), ao noticiar que o deputado Orlando Silva, do PCdoB, tem outro requerimento para novamente convocar o ministro Sergio Moro a dar novas explicações, mais uma vez mostra que a oposição vive em um mundo fora da realidade e não olha para o próprio umbigo, pois, neste caso, é óbvio que quem tem que dar explicações é a candidata a vice-presidente em 2018 Manuela D'Ávila, do mesmo partido do deputado citado. 

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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MILÍCIA DE HACKERS

A Polícia Federal desvendou uma milícia de hackers, intermediários e divulgadores de milhares de mensagens para o bem do Brasil.

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com  

Campinas

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NÃO ESCLARECE

A euforia do ministro Sergio Moro com a prisão dos hackers não apaga, não deleta e muito menos esclarece à opinião pública a gravidade do teor dos vazamentos de conversas dele com procuradores da Lava Jato. Moro permanece na berlinda. 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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QUE SE APURE

Que se apure a verdade. Embora machuque, a verdade dói menos.

A. Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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URNA ELETRÔNICA

Data venia, se eles hackearam tão facilmente as autoridades brasileiras, por que não entraram na urna eletrônica? 

Moisés Goldstein mg2448@icloud.com

São Paulo

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MASSACRE EM PRESÍDIO

Este combate sanguinário no presídio de Altamira, no Pará, entre facções criminosas, talvez não pudesse acontecer se o pacote anticrime do ministro da Justiça, Sergio Moro, fosse aprovado no Congresso. Mas os interesses são outros...

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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CONTRASTES

Em que país estamos vivendo? No presídio de Altamira, no Pará, há 163 vagas e 343 presos. Em compensação, para atender esse exército de criminosos há 33 funcionários. Já no Supremo Tribunal Federal (STF), são 154 funcionários para atender cada ministro, que no total são 11. Não existe termo de comparação, pois os salários no STF superam em muito os de qualquer outro órgão. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgou, depois de ter gasto R$ 7 milhões na sua sede atual há pouco mais de três anos, que vai para um novo prédio que ficará próximo ao STF, ao custo de  R$ 23,3 milhões ao ano. O CNJ foi criado há quase 15 anos com o intuito de aperfeiçoar o trabalho do sistema Judiciário. Com tão pouca idade esse órgão aprendeu que luxo e mordomia fazem parte de seu escopo, já a missão de aperfeiçoar o trabalho, ora essa, isso é para depois. Em relação ao sistema carcerário e a lotação dos presídios, é para muito depois. Como se vê, é tudo uma questão de prioridade. E nesse Brasil que patina numa economia deixada no vermelho pelo PT, sem dinheiro para pagar aposentados, com quase 15 milhões de desempregados, observar esses contrastes nos dá total ideia de como pensam aqueles que no poder poderiam mudar o Brasil e não suas vidas. 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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MURO DOS EUA

A verba de U$ 2,5 bilhões autorizada pela Suprema Corte americana para a construção de barreiras na fronteira com o México teria melhor destinação se aplicada à erradicação da pobreza na América Central, aliviando o sofrimento de milhões de pessoas e o êxodo arriscado de famílias em busca de uma vida melhor. 

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

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INFLUÊNCIA NA SUPREMA CORTE

Reclamam, e com razão, do ativismo do nosso Supremo Tribunal Federal (STF), mas nos EUA, a Suprema Corte aprovou despesas de 2,5 bilhões de dólares para feitura de muro na fronteira com México. A questão, de constitucional nada ou pouco tem, mas mostra a influência do presidente Trump, que escolhe a dedo os componentes do órgão máximo da justiça norte americana.

Carlos Henrique Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

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COMPLETAR A REFORMA

Os nossos senadores têm a rara oportunidade de completar e corrigir a reforma da Previdência. Explico. Completar é incluir os Estados e municípios, pois muitos deles estão de pires na mão em consequência dos elevados encargos com os funcionários ativos e aposentados e, sem os Estados e municípios, a reforma ficará capenga. Corrigir será tolher privilégios das categorias beneficiadas, afinal, segundo a Constituição, “todos são iguais perante a lei” e, como não se pode privilegiar a todos, senão o Brasil quebra, só resta extinguir privilégios. É de suma importância o Senado “completar e corrigir” a reforma.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES) 

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EXPORTAÇÃO

Para que o PIB cresça 1%, é preciso que a agricultura (diga-se exportação) cresça pelo 10%. A dificuldade é que o governo nunca teve, desde o império, política alguma voltada para a agricultura. Estamos festejando 230 milhões de toneladas de grãos, pouco mais do que a metade do que os EUA produzem só de milho para o consumo interno. Se sobra, exporta. Aqui é o contrário, o que sobra da exportação fica para o consumo interno, por isso ainda somos uma republiqueta das bananas. Ao invés de exportar óleo exportamos soja, aço, exportamos minério, etc. Para os banqueiros, ótimo negócio, ganham na exportação de commodities e na importação de industrializados, batem palmas. 

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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VOLTAR-SE À PRODUÇÃO

Você, prezado leitor, que como eu é provedor da sua casa, da sua família, se não produzir, sua família passará fome e suas contas não serão pagas, estou certo? Com o Brasil, nosso país, não é diferente. Sem produção, a indústria para, o comércio não  vende e o desemprego chega com tudo. O desempregado não consome. Quem ainda trabalha também não consome com medo do amanhã. Daí para o caos que estamos  vivendo, basta dar um passo para o País parar e acontecer exatamente o que está acontecendo agora. Nossa política econômica precisa voltar-se para a produção, para tanto, temos que tirá-la do marasmo, ela precisa voltar a respirar. Somente a produção e o pleno emprego movimentam a economia de um país. Fora isso, como rabo de cavalo, continuaremos crescendo para baixo.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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VENCEDORES E PERDEDORES

A respeito do artigo “Aos 70 anos, o ‘pai da matéria’ mantém alegria”, sobre a tragédia vivida pelo talentoso narrador esportivo Osmar Santos, que perdeu a fala num acidente automobilístico no auge de sua carreira, em 1994 (Estadão, 28/7, A22), cabe, por oportuno, lembrar do compositor Beethoven, que acabou envolto no silêncio da surdez, do saltador João do Pulo, que teve uma perna amputada e do exímio pianista João Carlos Martins, que perdeu grande parte do movimento das mãos. Como se diz no popular, os deuses que muito dão, muito cobram dos eleitos. Triste e verdadeira ironia da história dos que são vencedores e perdedores ao mesmo tempo.

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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CICLISMO E A SAÚDE DE UM PAÍS

Ontem, pela primeira vez na história, um sul-americano venceu o Tour de France, a prova de ciclismo mais importante do planeta. Três outros colombianos e um argentino foram destaque. Nenhum brasileiro participou nesta ou nas edições passadas, mesmo tendo 40 milhões de bicicletas circulando no dia a dia das cidades do País. Como falar de ciclismo, um dos esportes mais populares do mundo, quando até nosso futebol, paixão nacional e outrora o melhor do mundo, anda tão mal das pernas? Falando da reconhecida importância da prática esportiva para o bem-estar da população. Ter mais de um quarto da população pedalando e não gerar um ciclista de ponta é uma vergonha. Podem fazer o que quiserem, reformas econômicas ou mudanças políticas, mas este país não mudará enquanto não tivermos políticas públicas preventivas realistas, sólidas e perenes. Ter uma farmácia a cada esquina ou ver o negócio da segurança crescer vertiginosamente sem parar é sinal claro e inequívoco do desprezo das autoridades pelas ações preventivas mais básicas. De nada adiantará ter hospitais e policiamento tão cacarejados por políticos e autoridades se não tivermos esgoto, educação e a disseminação da prática de esportes, essenciais para a formação de qualquer país decente. A Taça das Favelas de futebol foi um completo sucesso, ocorrendo em clima tranquilo, familiar, até nas finais; completamente diferente da brutal violência típica da Copa São Paulo de Futebol Júnior ou de qualquer outro jogo de campeonato oficial. Esporte amador, de raiz, é disputa que gera mais que campeões, gera paz, convívio social, transforma uma comunidade, uma cidade, um país. Egan Bernal, que acaba de vencer o Tour de France, colocou a Colômbia em evidência em boa parte dos jornais e noticiários do primeiro mundo e os investidores, fazendo uma propaganda para seu país que não tem preço. Ídolos são inesquecíveis, referência do bem. E é no esporte amador que se forma ídolos, se forma um país. Políticos e autoridades passam.

Artuiro Condomi Alcorta arturoalcorta@uol.com.br 

São Paulo

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OMISSÃO 

O crime cometido aqui no Rio de Janeiro pelo morador de rua, que de plácido não tem nada, constitui, em síntese, mais uma agressão covarde empreendida pelo Poder Público, por sua omissão. (“PM abre sindicância para apurar conduta de agentes em ataque de morador de rua na Lagoa”, “Estado”, 29/7)O governador e o prefeito têm a obrigação funcional de cobrar do Ministério Público maior eficácia nas suas atribuições de fiscal da ordem. Os promotores de Justiça (o título que ostentam resume bem sua competência), seriam responsáveis pela manutenção da ordem jurídica e aplicação da lei. No exercício de suas obrigações estatutárias, o Ministério Público deve atuar na defesa dos direitos individuais, entre elas, a liberdade de circular pela cidade, como fazia João Carvalho Napoli e sua namorada, Caroline Moutinho. Até quando seremos obrigados a pagar impostos elevadíssimos para manter um Estado falido, irresponsável e incompetente?

Heitor Bastos-Tigre heitor@bastostigre.adv.br

Rio de Janeiro

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TERIA POUPADO

Neste último domingo, 28/7, um morador de rua drogado esfaqueou, na zona sul do Rio de Janeiro, um casal de namorados (ele, engenheiro; ela, bióloga) que estava dentro do carro aguardando o semáforo abrir, além de um personal trainer que parara para os socorrer. Com a chegada da Polícia Militar (PM) e a recusa do criminoso em entregar a faca, o mesmo acabou baleado nas pernas pela PM. O engenheiro e o personal chegaram sem vida ao hospital, a bióloga, uma enfermeira do corpo de bombeiros, um capitão médico e um policial saíram feridos. Aparentemente os policiais hesitaram em atirar no criminoso, o que teria poupado vidas e evitado tantos feridos, mas se o tivessem matado alguns órgãos da imprensa e ONGs de direitos humanos provavelmente teriam transformado o assassino em vítima e a PM em algoz. Quanta inversão de valores.  

João Manuel Maio clinicamaio@terra.com.br

São Paulo

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LINHA DE PIPA

Há muito tempo as linhas de pipas ganharam a mistura de cola com vidro moído (cerol). O objetivo é cortar/derrubar outras pipas. E como desgraça pouca é bobagem, também existe a linha chilena, que é muito mais cortante. Ano após ano as referidas linhas ferem e matam pessoas. Todo ano em época de férias escolares, os céus ficam coloridos de pipas. A “brincadeira”, que não é só de criança, oferece perigo à sociedade, em especial motociclistas e ciclistas. E nesta rotina com linhas espalhadas por todos os lados, nos deparamos com a cumplicidade dos pais, de quem vende, da fiscalização, das leis, etc. 

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

São Paulo

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