Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2019 | 03h00

GOVERNO BOLSONARO

Manobra diversionista

O Brasil tem problemas urgentes para resolver. A economia continua em recessão, com 13 milhões de desempregados. Não é apenas mais um número, é gente que tem o sonho legítimo de ter vida feliz, digna e produtiva. A reforma da Previdência não contemplou os Estados e municípios, o que significa um problemão em curto prazo. O massacre no presídio de Altamira (PA), com saldo de 57 mortos, mostra que não houve avanço na questão da segurança pública. O Estado toma conta da periferia do presídio, deixando o controle de seu interior para as facções criminosas. Ou seja, o sistema não está interessado em recuperar os infratores. Por seus comentários, a atenção do presidente Jair Bolsonaro está focada em outras coisas: criticar (sem provas) os dados sobre o desmatamento na Amazônia, liberar áreas indígenas para o garimpo e mexer no passado da época da ditadura, para ficar em declarações recentes. Tanta polêmica é para tirar a atenção do fato de que, passados sete meses do seu governo, não foi feita muita coisa, a não ser a primeira votação de uma reforma incompleta da Previdência?

OMAR EL SEOUD

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

Aloprado no comando?

O que uma nação espera do seu governante? Bem, seria muito óbvio se todos ou boa parte dos brasileiros dissessem pelo menos três palavras diretas: respeito, responsabilidade e comprometimento. Respeito é o mínimo que um governante precisa ter pela população que o elegeu. Responsabilidade é o que ele precisa ter em todas as suas ações; não estou falando de Josés e Marias, mas de uma pessoa que deveria ter, no mínimo, competência e sabedoria, afinal, esse ser ocupa o cargo mais importante do País. E ter comprometimento com a Nação é um dever, pois a população espera que o governante trabalhe em benefício do povo, com melhorias em todos os setores. Infelizmente, não é o que vemos no atual governo. Será que temos um aloprado no comando? Precisamos de políticos sérios, que façam jus aos votos recebidos, e de políticos engajados com as reais necessidades do País.

JOSÉ BASÍLIO S. FILHO

jbasiliosanttos@gmail.com

Vargem Grande Paulista

Sinal de alerta

A História não se repete. Mas é bom lembrar que imaturidade emocional, ausência de ponderação e de equilíbrio, associadas a um verniz autocrata com tempero bonapartista, intransigência com o Congresso e com líderes de segmentos da sociedade civil, essa é a mesma receita que no início dos anos 90 levou ao impeachment um presidente eleito democraticamente no Brasil.

BENTO MANUEL NAVARRO FILHO

bentobrasileiro@yahoo.com.br

Campinas

Nas mãos de Deus

Na carona do excelente artigo Presidência subversiva, de Roberto Romano (30/7, A2), lembremos que os eleitores de Jair Bolsonaro não tinham opção: a alternativa seria o retorno de Lula da Silva travestido de Fernando Haddad. Entretanto, preocupam a todos as barbaridades proferidas diariamente pelo atual presidente. Não temos muito que fazer. Um golpe para derrubar Jair? Nem pensar. Sugiro deixar o futuro nas mãos de Deus acima de tudo.

JOSÉ SEBASTIÃO DE PAIVA

jpaiva1@terra.com.br

São Paulo

Limites da democracia

Pelo permanente confronto com o senso comum e valores civilizatórios, o presidente Jair Bolsonaro dá provas cotidianas de que ama ser odiado. São seus inimigos naturais o meio ambiente, o jornalismo, a educação, a cultura, a arte e a ciência, além dos direitos humanos e regras de convivência no trânsito. A OAB, o Inpe, jornalistas, professores, cientistas e artistas tornaram-se alvos preferidos. Bolsonaro demonstra profundo desprezo pela democracia e testa todos os dias os seus limites.

JOSÉ TADEU GOBBI

tadgobbi@uol.com.br

São Paulo

Fratura social

As veias abertas da democracia jorram o passado de volta ao presente. O confronto entre a luta armada e os militares segue vivo na memória de ambos os lados. Depois de meio século, os dois polos do embate político conseguiram chegar ao poder no executivo federal, por meio de eleições diretas para presidente, durante as duas últimas décadas. A radicalização política e a polarização ideológica se acentuam porque a fratura social e psicológica nunca foi superada. A defesa do extermínio do inimigo impede a convivência, o diálogo e a tolerância. O objetivo da República é inclusão de toda a sociedade. O debate não pode excluir opiniões adversas, desde que respeitada a Constituição.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

Repúdio

Divirjo de recentes manifestações do presidente nacional da OAB. Contudo me coloco entre os que expressam repulsa à declaração emitida, ou cometida, pelo presidente da República.

CARLOS ALBERTO IDOETA

carlosidoeta@yahoo.com.br

São Paulo

ECONOMIA

Indústria em crise

A propósito do editorial A crise da indústria paulista (29/7, A3), acrescento que também as mudanças em ritmo acelerado decorrentes do surgimento das indústrias 4.0, caracterizadas por Big Data, algoritmos inteligentes, robótica, impressão 3D, realidade virtual, realidade aumentada, IoT e outras inovações são responsáveis pelo decréscimo dos empregos, levando a economia global rapidamente para a era das fábricas com um mínimo de trabalhadores. Não só o Brasil, mas países desenvolvidos estão experimentando esta nova revolução industrial.

JOSE EDUARDO CAVALCANTI

jewac@bol.com.br

São Paulo

CARGA TRIBUTÁRIA

Recorde em 2018

A carga tributária, como estampa a manchete do Estadão de segunda-feira (29/7, A1), novamente está em alta. A população que trabalha e produz continua sendo explorada e aviltada, enquanto os nababos, especialmente nos últimos 16 anos, esfoguetearam as verbas públicas indiscriminadamente, não somente com o mau uso, mas também com a corrupção. Isso é totalmente descabido, todavia nada se faz para melhorar o uso do que é arrecadado; tampouco no que se refere à diminuição dos tributos. Quem sabe, com a nova política econômica, que o atual governo quer implementar, nossas expectativas melhorem, pois ninguém aguenta mais tanto imposto e tanto gasto do dinheiro público.

CARLOS E. BARROS RODRIGUES

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

ATOS INCONVENIENTES

O presidente Jair Bolsonaro infelizmente segue administrando seu mandato de forma inconsequente, demonstrando vocação unicamente para fomentar crises e ofender entidades sérias. Agora entra em confronto, diga-se desnecessário, também com o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) nacional, Felipe Santa Cruz. Diz Felipe que aos 26 anos de idade, em 1974, seu pai foi preso pela ditadura militar por supostamente fazer parte de um grupo que era contra a ditadura e Bolsonaro, pavio curto, esquecendo-se que é presidente da República, de forma irresponsável e só porque diz ter vivido esse triste período da nossa história, respondeu a Santa Cruz, que, “se quer saber como seu pai desapareceu no período militar, ele conta” e acrescentou também que o pai de Felipe “integrava um grupo sanguinário e violento da guerrilha em Pernambuco e desapareceu no Rio de Janeiro”. Ora, mesmo que esse argumento seja verdadeiro, porém difícil ou impossível de ser comprovado, não deveria misturar suas obrigações com o Planalto com esse episódio dos tempos da ditadura. Por isso mesmo Bolsonaro, com essa explicação funesta, mereceu a resposta desferida por Santa Cruz de que o presidente agiu com “crueldade e falta de empatia” e que “estranha o comportamento deste homem que se diz cristão”. O presidente precisa urgentemente se preocupar em governar para 210 milhões de brasileiros. Atos como esse, de pura satisfação pessoal, são inconvenientes para um presidente e só denigrem e indignam o País.  

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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MENOS

Se o presidente não tem bom senso, a OAB tem partido. Então, menos, por favor.

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz 

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DESRESPEITO

Todas as autoridades do País, inclusive o senhor presidente da República, devem obediência à Constituição Federal. Ele a desrespeita quando ataca um tema sensível e doloroso a todos que perderam um ente querido na ditadura, e à sociedade como um todo.

Elisabeth Migliavacca 

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DESCRÉDITO

O sr. Felipe Santa Cruz, atual presidente da OAB, vem atacando sistematicamente a Lava Jato desde o dia em que assumiu a presidência da Ordem. Agora, ataca o ministro Sergio Moro insinuando que ele age como “chefe de quadrilha”. O sr. Felipe Santa Cruz, frustrado candidato derrotado ao cargo de vereador no Rio de Janeiro em recente eleição, foi capaz de xingar seus colegas advogados através das redes sociais. Outra proeza dele foi ter seu escritório aquinhoado com R$ 1 milhão da Petrobrás sem licitação. Senhor Felipe, seu currículo não permite que você tenha o desplante de falar mal de uma pessoa competente e honrada como o ministro Moro. Queira Deus que a OAB, que já teve na sua presidência notáveis como Raymundo Faoro, Eduardo Seabra Fagundes, Bernardo Cabral e tantos outros, possa reencontrar-se, ao final de seu mandato, com sua marcante história. Hoje, ela está maculada pelo descrédito contagiante de quem flagrantemente a faz de apenso do PT. Graças a Deus, não há mal que seja eterno. 

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

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OUVE O QUE NÃO QUER

Como diz o velho ditado: “quem fala o que quer, ouve o que não quer”.

Oswaldo Baptista Pereira Filho oswaldocps@terra.com.br

Campinas

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DESESTABILIZAR A POPULARIDADE

O presidente Jair Bolsonaro verbaliza o que lhe vem à cabeça de forma inoportuna e indelicada, isso é fato. E continuará a agir assim a não ser que aprenda e ponha em prática, até o final do seu mandato, o significado de “estadista”, o que é até possível, mas duvidoso. Verdade é que seus opositores ferrenhos, principalmente os da esquerda, aproveitando-se disso, continuarão a provocá-lo sistematicamente e até o limite para desestabilizar cada vez mais sua popularidade e consequentemente a do governo também. Bolsonaro tem todo direto de, como pessoa, falar o que quiser. Mas se ele realmente pensa na nação, precisa ao menos aprender a se esquivar de seus detratores. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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PREJUDICAR A SI MESMO

Palavras do jurista Miguel Reale Jr., sobre cujo comedimento verbal ninguém tem a menor dúvida: “está dando continuidade” ao confronto que se estabeleceu na ditadura. “Para ele, não houve a Constituição de 1988 e a anistia. Bolsonaro continua em guerra. O caso dele não é de impeachment, mas de interdição. É uma pessoa que a cada dia prejudica a si próprio. Ele tem que ser protegido. A característica do louco é essa: prejudicar a si mesmo”.

Shirley Schreier schreier@iq.usp.br

São Paulo

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INTERDIÇÃO

Em entrevista ao “Estado”, o prof. Miguel Reale foi de uma precisão absoluta ao diagnosticar  Bolsonaro não como caso de impeachment, mas sim de interdição.

Hélio De Lima Carvalho hlc.consult@uol.com.br

São Paulo

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SILÊNCIO

Tudo que a esquerda quer é provocar Bolsonaro. Estão jogando a isca e o peixe está pegando todas. Senhor presidente, governar é varrer para dentro. Com certeza, há pessoas em seu governo que lhe dão conselhos: ouvir mais e falar menos. Faça como seu vice, que aprendeu rapidinho a lidar com críticas e provocações. À esquerda, basta o silêncio, morrerão de raiva e seu governo poderá mudar o Brasil que foi pedido pelos eleitores. O senhor tem grandes ministros que estão levando à frente seu projeto, mas por favor, mantenha-se calado. O silêncio é um dos argumentos mais difíceis de se rebater. Deixe que a esquerda esperneie. Sem suas respostas, ela ficará sem discurso. A escolha é sua. O Brasil, agradece.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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DISCURSO DESUMANO

Desta vez nosso presidente superou sua habitual verborreia. Não bastou seu discurso hagiológio, enaltecendo figuras como Pinochet e Stroessner, que envergonhou não só os brasileiros como também nossos vizinhos chilenos e paraguaios. Optou agora por um discurso desumano ao desprezar os sentimentos da família Santa Cruz e, no seu despreparo, pisou na Constituição, cujo desrespeito fere os princípios do Estado de Direito e os fundamentos da democracia. Mais assustador ainda é o presidente se auto denominar cristão. Ser cristão, a meu ver, não é bater peito, participar de cultos e citar passagens bíblicas. É sobretudo viver o cristianismo, criando pontes, unindo o Brasil, respeitando os oprimidos e as minorias, respeitando a memória dos que se foram e de suas famílias. O cristianismo se fundamenta no amor e em obras, não em orações. Antes de ferir as pessoas com discursos que não levam a nada, pense num Deus que se fez homem, que se tornou humano como todos nós e nos ensinou a linguagem do amor. Talvez valha a pena lembrar-lhe que se seu olho direito for motivo de pecado, arranca-o fora, pois é melhor entrar no reino dos céus com um olho que padecer no inferno com os dois. O mesmo se aplica com a língua: talvez seja prudente arrancá-la e entrar mudo no paraíso que falante e no inferno.

Fernando Hintz Greca greca.fernando@gmail.com

Curitiba

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ALGUÉM CONSEGUE CONDENAR?

Alguém em nosso país, atualmente conturbado por polêmicas descabidas, infestado por fungos de um mal ideológico, suportado pela nação por longos 13 anos, sendo corroído em suas entranhas econômicas por corporações de todos os tipos, por uma casta de empresários aproveitadores, de políticos corruptos, por ONGs diversas, na maioria sanguessugas do erário e das consciências de uma parcela considerável dos cidadãos, conseguirá condenar nosso presidente, quando em suas declarações fala uma verdade indiscutível, difícil de ser engolida pelas viúvas e viúvos da “ditadura”? Como dar a devida chancela para uma decisão facciosa, de uma comissão dita da verdade, quando na realidade, discutiam, julgavam e condenavam somente os militares e seus comandados? Nosso presidente pode ter errado em muitos atos no varejo, mas acerta no atacado. É isso que vale para a redenção de um país necessitado de valores autênticos, de um presidente que com suas palavras duras e corajosas coloca em pratos limpos toda a sujeira e degradação que vivemos nos anos do lulopetismo.

Aloísio Arruda De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

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É FÁCIL

Parafraseando, é fácil mandar os outros usarem aparelho mordaça

Moises Goldstein mg2448@icloud.com

São Paulo

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POSTURA INCOERENTE

Infelizmente Bolsonaro tem tido uma postura incoerente com o cargo que ocupa. Na tentativa de não deixar ninguém sem resposta acaba as dando sem o respaldo que a sua posição exige. Na maioria das vezes responde sem pensar e acaba dando respostas esdrúxulas e insensatas. Tal situação o coloca numa posição inferior à que parece ter.  

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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COMEDIANTE

Jair Bolsonaro como presidente está se revelando um ótimo comediante stand up.

Vidal dos Santos vidal.santos@yahoo.com.br

Guarujá

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ÓTICA E INTERESSES PRÓPRIOS

O presidente Bolsonaro, em seu afã de conduzir os negócios do País segundo a sua ótica e os seus interesses, ainda que não sejam os legítimos interesses e compromissos internacionais do Brasil, já extrapolou o que o mandato lhe permite fazer. Ontem desmarcou reunião com o ministro das Relações Exteriores da França, alegando questão de agenda, para depois ir cortar o cabelo, tendo antes declarado à imprensa: “O ministro francês não vai querer falar grosso sobre assuntos relacionados com o meio ambiente, porque vai ter que entender que mudou o governo do Brasil”. Ora, alegar que mudou o governo do Brasil não lhe dá o direito de não cumprir os acordos internacionais do País. Um estadista não destrataria o governo francês, uma liderança na União Europeia, em pleno andamento do acordo com o Mercosul. E para não ficar em um samba de uma nota só, o presidente atacou o presidente da OAB através de seu pai, morto pelo governo durante a ditadura militar, de uma maneira ignóbil. Com certeza criou outro complicador político para o próprio governo. O presidente segue aqueles que não acreditam no aquecimento global, ao contrário de mais de 90% dos cientistas do planeta. Esquece que a pessoa de Jair Bolsonaro tem o direito de pensar o que quiser, o presidente do Brasil, não. Deveria ter pensado nisso antes de se candidatar. Não por acaso, neste fim de semana, o jornal New York Times denunciou a devastação da Amazônia sob o governo de extrema-direita de Bolsonaro, apontando “que a parte brasileira da Amazônia perdeu mais de 1.330 quilômetros quadrados de cobertura florestal”. Quando o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) chamou a atenção para o fato, o presidente se deu ao direito de destratar o seu diretor, cientista renomado e respeitado, acusando-o indignamente de estar ligado a alguma ONG. Acrescentou ao desaforo a determinação de que o instituto a partir daquela data submetesse os dados revelados pelo satélite à apreciação do ministro da Ciência e Tecnologia. Ora, uma exigência descabida, uma vez que as demais nações têm acesso aos mesmos dados do satélite.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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DECISÃO DO PRESIDENTE DA OAB

Sr. presidente Bolsonaro, assuma de uma vez o cargo que ocupa, eleito pelos 51,35% dos votos válidos. Explique que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB, 1953), não é desde há muito simplesmente uma entidade de classe. É, a partir da Constituição Federal de 1988, uma autarquia pública federal, recebe contribuição anual de seus inscritos para exercerem a atividade de advogados (art. 5 inciso XIII ). Como Autarquia Pública, somente seu Conselho Federal (CF), em decisão legislativa, pode propor a constitucionalidade ou inconstitucionalidade, (Constituição Federal de 88 Inciso VII do art. 102) de qualquer medida, ato ou decisão dos Três Poderes. Assim como no caso dos embargos infringentes (sem novas provas) e na inverossimilhança da similitude do artigo 52 (no caso Dilma). Portanto, o Supremo Tribunal Federal (STF) não pode constitucionalmente o pedido receber se não for aprovado em reunião do CF da OAB, qualquer decisão monocrática de seu presidente. E o que é pior, coloca numa “saia justa” o presidente do STF se receber o pedido sem as normas protocolares. É preciso lembrar que a pedido do presidente do Legislativo, qualquer desembargador das várias turmas de Brasília podem destituir o presidente da autarquia e colocar um Interventor Federal (como houve a partir de 2002 em vários Conselhos Regionais). Os presidentes dos Conselhos Federais e Regionais são eleitos pelos seus pares. Somente as reitorias federais foram e são indicadas legalmente pelo presidente da República.

Flávio Prada flavioprada39@gmail.com

São Paulo

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TERIA FEITO O MESMO?

A ex-deputada Manuela D'Ávila (PCdoB-RS) revelou, sem ao menos corar, que após a invasão de seu celular pelo hacker “Vermelho” passou de pronto o contato do famigerado jornalista Glenn Greenwald, do site The Intercept Brasil, que deu vazão às conversas sobre a Lava Jato entre o então juiz Sergio Moro e o procurador da República, Deltan Dallagnol. A propósito do polêmico imbróglio, cabe, por oportuno, perguntar à Manuela: e se as gravações fossem de conversas privadas entre Lula e Fernando Haddad, teria feito o mesmo? 

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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A CRISE NÃO É PARA TODOS

No país do futebol e do carnaval, com 13 milhões de desempregados, a crise não atinge a todos. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) existe há 15 anos e sua missão é aperfeiçoar o sistema Judiciário brasileiro. O CNJ, há menos de três anos, gastou R$ 7 milhões para reformar os três edifícios (dois, 0800, cedidos pela União) que ocupam, com 12 mil metros quadrados na Asa Norte, área central em Brasília, e o espaço médio dos seus ocupantes é de 15 metros quadrados e distante 10 km do Superior Tribunal Federal (STF). Na conclusão da reforma, em 9/9/2016, o então presidente do CNJ, Ricardo Lewandowski, elogiou as acomodações: “Conseguimos uma nova sede, primorosa, que não fica a dever nada a outros prédios públicos”. O CNJ vai mudar de sede. Pasme. A justificativa é dar mais espaço aos funcionários (média de 39 metros quadrados para cada um, prédio com 32.200 metros quadrados) e a proximidade ao STF. O gasto anual com aluguel e condomínio passará de R$ 16,8 milhões para R$ 23,3 milhões. A crise brasileira existe, mas não é para todos. Os Três Poderes são independentes, mas quem paga a conta somos nós, contribuintes.  

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES) 

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REFORMA POLÍTICA

Da leitura do artigo de Fernão Lara Mesquita (“Estado” 30/7, A2),  me ocorre lembrar da inércia de nosso Congresso sobre reforma política. Essa reforma, que tipicamente deveria se iniciar no Congresso, para não ser entendida como intromissão do Executivo no Legislativo, nem sequer é mencionada. Por ninguém, nem pelo Congresso nem pela imprensa. E é fundamental para que se estabeleça em nosso país uma representação correta, afora a possibilidade de redução de custos. Desta, mais fácil se falar. Se reduzido o número de senadores de três para dois, desfazendo o “monstro” criado pelo regime militar, e pronto, teríamos despesas reduzidas em 1/3, o que não é pouco. Sobre o número de deputados, talvez pudéssemos de pronto reduzir também em 1/3, o que reduziria dos nossos atuais 513 a 342 deputados. Por outro lado, é mandatório que se estabeleça a representatividade de votos com isonomia, digo, um voto de qualquer eleitor tem o mesmo valor. Mas os presidentes das casas legislativas, em que pese afirmarem querer protagonizar o cenário político, ao invés de trabalhar nesta reforma, se atrevem a sair fazendo reformas que devem partir do Executivo, como a tributária, pois este detém as informações que sustentariam argumentação para se estabelecer nova representatividade e significativa redução de despesas para o Tesouro.

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas

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DADOS DO COAF

Gostaria de perguntar ao ilustre ministro Dias Toffoli qual o motivo por que só agora, após pedido do Flávio Bolsonaro, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) não pode mais ser acessado sem autorização judicial. 

Viviana Toni vgemmatoni@gmail.com

São Paulo

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DELAÇÃO DE PALOCCI

Agora é a vez de Palocci, que conseguira um trato de delação, mas parece não ter aquela importância prometida por ele para negociar essa condição. Segundo ele, teria muitas informações dos bilhões desviados durante os anos de governo petista, nos quais ele foi participante bastante ativo, principalmente contra o ex-presidente Lula. Toda essa promessa seria ótima, mas se ele não tiver documentação consistente que comprove fatos de corrupção que desviaram bilhões de reais do governo, servem para nada, então, cancelem o acordo.

Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça

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SISTEMA PENITENCIÁRIO

Os presídios brasileiros são ponto fora da curva, com mortes, facções criminosas e o domínio pelas quadrilhas compostas de organizações da mais alta periculosidade. O espetáculo deprimente de 57 mortos no Estado do Pará demonstra que o sistema penitenciário faliu. A alternativa seria privatizar ou fazer parcerias e colocar boa parte dos detentos o dia todo no trabalho de estradas, capinagem, oficinas e infraestrutura supervisionados pelo exército. Isso, junto ao cumprimento suas penas, já os daria conhecimento técnico para nova oportunidade de trabalho.

Carlos Henrique Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

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QUEM NÃO TEME, DEVE

Inativos cujos dados são divulgados à revelia, não se sabe por quem, aos vampiros dos empréstimos consignados, que os assediam antes mesmo das aposentadorias serem publicadas; a declaração de renda de assalariado, o segmento da sociedade no qual o rastreamento de bens é o mais direto, é conferida até o último centavo, dando a falsa impressão de detalhamento e acompanhamento fino do fluxo financeiro das pessoas comuns, mas passando ao largo das contas bilionárias que controlam a economia; reforma da Previdência que, tudo parece indicar, só tangenciará os mais empedernidos privilégios. Estas são algumas das pinceladas, entre muitas outras, que confirmam o triste fato de que, no Brasil, quem não teme, deve.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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EFETIVO DA POLÍCIA CIVIL

A Polícia Civil do Estado de São Paulo tem um efetivo insuficiente. São mais de 9 mil funcionários entre delegados, investigadores, escrivães e outras áreas. Esta é uma questão que precisa merecer a devida atenção. O policiamento civil é importante para as investigações que ajudam a diminuir o índice de criminalidade.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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CONSCIENTIZAÇÃO AMBIENTAL DO BRASIL

É prática conhecida de retórica mudar ou desviar do assunto quando se sente dificuldade de responder no contexto. Fato é que no Brasil se pratica desflorestamento inacreditável – uma área de 90 por 90 km quadrados por ano só na Floresta Amazônica. As medições por anos a fio nunca foram contestadas. Agora o são num improviso. Colocam o Brasil entre os maiores poluidores da atmosfera sem nenhuma  utilidade e grandes danos. Para “desconversar”, aponta-se para o fato de o Brasil ter uma, se não a, maior área a de preservação – reserva florestal – do mundo. Ora, se o Brasil tem, por dádiva da natureza, a maior floresta, onde a preservação poderia ser maior? Triste é que poucos percebem o malicioso sofisma e enfunam os peitos de ufanismo. Ter muito significa licença ou direito para destruir? Quando se conscientizará a corresponsabilidade por reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa (GEE) e do aquecimento do clima? Uma ação consciente na combinação de Desflorestamento Zero, combustíveis renováveis para os veículos, e geração eólica e solar colocaria o Brasil perto de se tornar um sumidouro de GEE e ganhador do respeito e da gratidão dos demais países. Esta deveria ser uma meta de desenvolvimento.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo 

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ACORDO DAS POUPANÇAS

Por que o governo e a mídia não se manifestam mais a respeito do malfadado acordo nacional das poupanças que prejudicou e ainda está prejudicando milhões de poupadores que não aceitaram a vergonhosa devolução proposta pela Febraban e órgãos do governo, que após duas décadas e meia impõem ao poupador atualizações que não chegam a 20% do que ele efetivamente teria direito? Onde estão o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), OAB e o Ministério Público Federal que continuam em silêncio sobre a Ação Pública para reaver os expurgos inflacionários legítimos dos poupadores? E o STF, nossa instância maior da Justiça, por que se cala diante de tanta injustiça? Ministro Sergio Moro, os poupadores deste país, ludibriados pelo acordo nacional das poupanças, e pelo poder econômico perverso, apelam ao senhor para que faça gestões no sentido de corrigir estas injustiças e distorções. Quantas pessoas já morreram e quantas ainda irão morrer até que nosso legítimo direito seja definitivamente atendido?

Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo

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PREÇO DO GÁS

Sobre o artigo “Programa deve reduzir preço de gás em até 40%”, publicado no Estadão em 24/7. Eis um programa que poderá ter ampla repercussão, na economia de classes menos favorecidas, pois os atuais preços altos de gás não deixam de ser consequência da posição hoje monopolista da Petrobrás na distribuição, aliada a altos impostos, que onera tanto os custos de vida do povo, bem como a vida de muitas empresas que usam tais combustíveis. Com certeza a “resistência petista” de algum modo será contra a medida, pois favorecerá politicamente a imagem da administração Bolsonaro.                       

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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JOGOS PAN-AMERICANOS

Ontem, durante os Jogos Pan-americanos, foi pura emoção na disputa das medalhas na ginástica masculina. Os brasileiros Caio e Nory (respectivamente, ouro e prata) demonstraram o verdadeiro brasileiro, um sentimento que deveríamos ter oportunidade de ter constantemente. Foi uma disputa inesquecível, ficará para a história.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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PLANTIO MANUAL

A tecnologia nem sempre vence. É o caso do meiosi: plantio da cana de açúcar por meios manuais, modo utilizado pelos plantadores já há algum tempo, obtendo 10x1 hectare por maquinarias e 4x1 pelos meios manuais. O novo meio possibilita a criação de mais de 60 mil empregos nas lavouras de cana de açúcar. Assim, a tecnologia foi vencida folgadamente pelos anteriores meios manuais.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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TRIBUTAÇÃO DA CANNABIS

O artigo do Estadão a respeito do uso medicinal do cannabis traz algumas informações interessantes (“Estado”, 30/7, A12). A que mais chama a atenção é a estimativa de que, só para fins medicinais, os valores que serão injetados na economia correspondem a R$ 4,7 bilhões. De imediato, começamos a vislumbrar qual deve ser o faturamento do crime organizado no segmento “não medicinal” que está à disposição para quem quiser comprar. Ou seja, continuamos com a política contrária às drogas sabendo que estamos enxugando gelo e enriquecendo os criminosos. Se prestarmos atenção ao que aconteceu com o cigarro, verificaremos que atualmente seu consumo é bem menor e, se fosse proibido, não pagaria essa enormidade de tributos que são gerados por essa indústria. Finalmente, quem recorrer à história, verá que o proibicionismo nos Estados Unidos nos anos 1930 não impediu o consumo dos destilados mas aumentou a riqueza da máfia. Queremos enriquecer as nossas máfias ou ter um aumento de renda de tributos e uma maior qualidade e controle nas drogas vendidas?

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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CONDUTA DE POLICIAIS

Com inúmeros problemas e sem capacidade para solucioná-los, a Secretaria de Estado de Polícia Militar do Rio de Janeiro abriu sindicância para apurar a conduta dos PMs que atenderam a ocorrência em que um morador de rua esfaqueou três pessoas, deixando dois mortos na Lagoa na Zona Sul no último domingo, além de ferir outras três que tentaram socorrer as vítimas. Um dos que foi ajudar a casal, o educador físico Marcelo Henrique Correa Reais, de 39 anos, foi atacado pelo indivíduo a facadas e morreu no local. O mais curioso é que quando isso ocorreu já havia no local policiais militares de três diferentes batalhões, porém, como os policiais sofrem restrições e penalidades se atirarem com arma de fogo tentaram a utilização do tazer (eletrochoque), porém não sendo eficaz para neutralizar a ação do agressor, dispararam dois tiros nas sua pernas. Ao invés de perder minutos preciosos ao disparar o taser, tivessem utilizado arma de fogo diretamente talvez pudessem ter evitado alguma consequência. O pronunciamento do governador do Rio Wilson Witzel foi muito apropriado para tratar bandidos dessa estirpe, ao dizer: estivesse eu participando dessa operação policial teria atirado na cabeça do marginal.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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DISCUSSÃO DO PORTE DE ARMAS

A tragédia que aconteceu domingo, no bairro do Leblon, no Rio, quando duas pessoas foram mortas por um morador de rua desorientado, supostamente usuário de drogas e certamente doente mental, reacende a discussão do porte e posse de armas opcional, isto é, para quem queira e preencha todos os pré-requisitos para usá-las. Isso porque o tal assassino esfaqueou dois homens sem qualquer possibilidade de defesa, já que nenhum dos dois pode fazer nada para defender sua própria vida, pois estavam de peito aberto. E mãos vazias. O episódio de horror também coloca no foco das discussões, prestes a voltar ao plenário do Congresso Nacional em breve, outro ponto relevante e emblemático, uma vez que causou mais três vítimas: uma esfaqueada pelo agressor e duas por tiros vindos de policiais que tentavam pará-lo. Como se vê, ainda vai passar muita água por baixo da ponte até que se encare o assunto de frente, sem demagogia, fazendo prevalecer a vontade de uma maioria que deseja ter o direito de defender sua vida e a dos seus. 

João Direnna joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)

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COMBATER A VIOLÊNCIA URBANA

A grande tragédia da violência urbana em nossas cidades, causadoras de mortes como exemplifica a selvageria com mortes em pleno bairro da Lagoa no Rio, é uma triste realidade que supera até países que estão em guerra interna e é assustadoramente emblemática de nossa atual trágica realidade. Combater tal vulnerabilidade através  não só de medidas repressivas policiais, mas principalmente via processo da educação de nossa jovem população mais carente é o caminho mais correto para recuperarmos uma paz social, de que tanto necessitamos, rumo a construção da grande nação humanizada que tanto precisamos e temos condições de ser.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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CENTRO DE SÃO PAULO

É lamentável o que acontece no centro da maior e mais rica metrópole do Brasil, São Paulo, em comparação com as outras regiões centrais de grandes cidades pelo mundo. A capital paulista tem seus aspectos negativos, um lugar degradado, inseguro e pouco confortável para a população e visitantes de fora. O fato é que falta pouco para ficar totalmente inviável circular pelas calçadas do centro de São Paulo, o pânico é constante, tamanha a quantidade de moradores de rua e usuários de craque instalados com barracas e lixo espalhado para todos os lados. Por incrível que pareça, as imediações dos principais prédios, como o da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, o do Teatro municipal e do Mosteiro São Bento viraram verdadeiro camelódromo. O cheiro de urina é forte e dá nojo em quem transita pelo local. Há poucos metros do Teatro Municipal está localizada a Prefeitura de São Paulo. Ao olhar para cima, se vê o prédio do Gabinete do Prefeito tucano Bruno Covas, rodeado por belíssimo jardim. Pena que o prefeito não tem o hábito de olhar para o que acontece ao seu redor e lá embaixo de sua janela. É estarrecedor, senhores prefeito e vereadores.

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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QUEM SE IMPORTA COM OS ENTREGADORES?

A telefonia era cara e ineficiente, a internet não existia, demorou para chegar e chegou cara, lenta e imprevisível; a eterna burocracia e seus documentos sem sentido necessitando despacho urgente que ficavam parados no trânsito paulistano sem previsão de recebimento; tudo acabou gerando o fenômeno dos motoboys. Foram fundamentais para manter São Paulo caminhando, mesmo demonizados por buscar a rapidez que lhes era exigida ou xingados e acusados de irresponsáveis quando acabavam estendidos no asfalto parando mais ainda a cidade. O número de acidentados e os consequentes custos de parar a cidade e do atendimento nos hospitais foram e continuam sendo absurdos, mas nunca foram seriamente olhados pela simples falta de opção. Que suas famílias e amigos chorem por seus acidentados e mortos, pouco importa; o povo, todo ele, quer agora, já, imediatamente. Parte dos entregadores de aplicativos é menor de idade, portanto não tem sequer a formação básica para o trânsito que a CNH dá. Pela impetuosidade típica da adolescência e por realizarem suas entregas em bicicletas (ou qualquer coisa que sirva para transportá-los) sentem-se e de fato estão livres de qualquer regra, das básicas de cidadania às leis vigentes. Leis estas que ainda estão sendo estabelecidas para aplicativos e seus entregadores, que só querem trabalhar, mesmo que completamente desprotegidos. São entregadores autônomos, responsáveis pelos seus ônus. Que suas famílias e amigos chorem seus acidentados e mortos, pouco importa; o povo, todo ele, quer agora, já, imediatamente, hoje muito mais rápido que antigamente, afinal o tempo do celular não mente. Quem já acompanhou vida de bike courier, opção mais barata que motoboys, sabe que a maioria acha que sabe pedalar, pedala em bicicleta errada, prejudicial para músculos e articulações, faz longas e insanas quilometragens diárias, se alimenta e hidrata mal, se tem tempo e dinheiro para isto. Boa parte deles acaba machucado ou doente, isso quando não se acidenta em colisão ou caindo num buraco. Muitos são autônomos, quando são; precisam trabalhar, o resto é resto. Quem se importou? Quem se importa? Bicicleta é um dos veículos mais práticos e inteligentes criados pelo homem. Com bom uso oferece inúmeras vantagens, dá rapidez para trajetos curtos e médios ao bem estar, a qualidade de vida. Como tudo que diz respeito a cultura no Brasil, a da bicicleta e do pedalar corretos é insipiente, muitas vezes cheio de conceitos básicos errados. O que está acontecendo com estes meninos é um absurdo, mas quem se importa?

Arturo Condomi Alcorta arturoalcorta@uol.com.br

São Paulo

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