Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

03 de agosto de 2019 | 03h00

SAÚDE PÚBLICA

Médicos pelo Brasil

O programa Médicos pelo Brasil é uma nova esperança de atendimento à população. Com exigências profissionais e remuneração começando em R$ 12 mil mensais, mais gratificações de até R$ 9 mil, podendo atingir R$ 31 mil com o passar dos anos, e contratos pela CLT, o sistema parece atrativo, pois resolve a principal queixa dos médicos, a baixa remuneração. Bem executado, o atendimento preventivo de saúde é vantajoso para o Estado, que deixará de arcar com o custo de doenças, licenças médicas, aposentadorias precoces e morte de trabalhadores. A Constituição estabelece (artigo 196) que a saúde é direito de todos e dever do Estado. Mas isso até agora não passou de vontade do constituinte não alcançada. Temos de chegar a um ponto de excelência, em que o médico se interesse em manter o emprego, as instituições conveniadas tenham razões para continuar e o paciente tenha ao dispor canais para dizer de sua satisfação ou reclamar de dificuldades.

DIRCEU CARDOSO GONÇALVES 

aspomilpm@terra.com.br 

São Paulo

Bom programa

Acerta em cheio o governo ao lançar o programa Médicos pelo Brasil em substituição ao polêmico e mal planejado Mais Médicos. A seleção criteriosa dos candidatos, o plano de carreira e a supervisão dos profissionais por tutores experientes são alguns pontos que demonstram a seriedade e o esmero com que o programa foi planejado pelo Ministério da Saúde. E não menos importante: sem a necessidade da participação obrigatória de estrangeiros sem a devida validação do diploma. O Brasil forma anualmente milhares de médicos, número suficiente para suprir deficiências regionais desde que haja vontade política e organização adequada. Apesar das falas estapafúrdias e inoportunas do presidente da República, Jair Bolsonaro, o governo e o Congresso caminham para a frente, para o bem da Nação. 

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

Não é bem assim

Este programa Médicos pelo Brasil, apresentado pelo Ministério da Saúde, vai continuar sem conseguir alocar médicos nos rincões. Embora tenha detalhes bem melhores que o programa anterior, peca no principal: continua com o formato de um emprego temporário e jamais fará o médico largar sua vida para correr o risco de ser demitido por qualquer prefeito a qualquer momento. E é regido pela CLT, não é uma carreira de Estado, como foi prometido pelo atual governo na campanha eleitoral de 2018. Ainda é tempo de consertar, para depois não ficarem com a lamúria eterna de precisar trazer médicos de fora, como os cubanos.

RAPHAEL CÂMARA M. PARENTE

raphaelcmparente@hotmail.com

Rio de Janeiro

ECONOMIA

Sem senso de urgência

A principal causa da procrastinação de soluções para os problemas econômicos do País é o fato de os responsáveis por elas não serem afetados pela economia. São os legisladores, que as aprovam, e os servidores públicos, que as planejam e executam. A não ser que o Brasil chegue à insolvência, ambas as categorias seguem, a despeito do cenário econômico, recebendo seus proventos e usufruindo suas vantagens. Em outras palavras, não dão a mínima para o senso de urgência.

HERMAN MENDES

hermanmendes@bol.com.br

Blumenau (SC)

Reforma tributária

Todos os “gênios”, economistas ou não, têm uma proposta de reforma tributária. Na opinião deles, a PEC número tal é a melhor ou excelente, a outra PEC é ruim e para alguns nenhuma presta... Entretanto, esses mesmos “gênios” em nenhum momento falam da obesidade da União, dos Estados e municípios. O índice de massa corpórea desses entes já ultrapassou, e muito, os limites razoáveis. Vejamos: as luvas não cabem nas mãos, pois elas estão inchadas. E o que fazem os “gênios”? Preparam luvas cada vez maiores. É de chorar! A sociedade brasileira precisar ficar de olhos bem abertos para essa questão.

EDSON GOMES

edsoncontec@uol.com.br

Lençóis Paulista

Taxas de juros

Curiosidades financeiras: embora o Banco Central tenha reduzido a taxa de juros para 6% ao ano, a menor desde 1996, as taxas cobradas pelos bancos públicos e privados por cartão de crédito rotativo e cheque especial continuam acima de 300% ao ano. E embora a lei do Cadastro Positivo exista desde 2011, nunca foi implementada pelos agentes financeiros. Porque pode diminuir o spread bancário? É o Brasil dos mais fortes!

OMAR EL SEOUD

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

PETROBRÁS

Isonomia

A Petrobrás anunciou nesta quinta-feira o fantástico lucro de R$ 18,9 bilhões no segundo trimestre de 2019, o maior da história da empresa para o período. Um dos fatores que a levaram a esse magnífico resultado foi a venda de subsidiárias, com base no plano de privatização da competente equipe econômica do governo. Como pequeno e humilde acionista que apostou, há anos, todo o seu FGTS nessa magnífica empresa, que tal a companhia, que se vem recuperando sobremaneira, tomar a iniciativa de ressarcir acionistas como eu, tal como procedeu com os acionistas e autoridades dos EUA? Em acordo bilionário, a empresa gastou aproximadamente R$ 4 bilhões, em setembro de 2018, para pôr fim às investigações naquele país. A Petrobrás foi surrupiada durante vários anos por governos corruptos e a conta sobrou para os acionistas. Mas bastou a Justiça americana (que inveja!) iniciar as investigações decorrentes das irregularidades apuradas pela Lava Jato para que a empresa se antecipasse e reconhecesse os prejuízos causados pela quadrilha aos acionistas americanos. Enfim, cadê a isonomia de tratamento? Com a palavra a atual e competente presidência da Petrobrás. 

MICHELE CAPRIGLIONE

capriglione@uol.com.br

Santana de Parnaíba

PESCA ILEGAL

Em Angra dos Reis

Ontem o Estadão noticiou que empresa da família do secretário da Pesca foi surpreendida pescando ilegalmente em Angra dos Reis. Não se trata de alguém pescando com uma varinha onde não pode. Uma embarcação industrial foi flagrada pescando em época de reprodução de peixes. Em sua defesa, Jorge Seif Júnior alegou que se afastou das atividades da empresa. Mas será que seus parentes não estariam contando com ele para escapar de qualquer punição? Ah, sim, a culpa é da tripulação. Fala sério!

OSCAR THOMPSON

oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

 

CURIOSIDADES

Várias notícias veiculadas atualmente pela imprensa e por outras mídias despertam curiosidades. A primeira delas diz respeito a um artigo da revista inglesa “The Economist” publicado ontem no “Estadão” (Velório para a Amazônia, 2/8, A11), mostrando a apreensão da “humanidade” (leia-se grandes potências mundiais) com o “desmatamento” da Amazônia, que seria fonte de “alimento, combustível, madeira” (leia-se riquezas naturais) para o mundo inteiro (?), não só para o Brasil. O último dado do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) sobre o desmatamento ocorrido no último ano no local indica que foram desmatados cerca de 6 mil quilômetros quadrados. Esse número representa 0,1% da área da floresta, ou seja, para que o desmatamento nesse ritmo chegue a 10% serão necessários cem anos ou um século. Para que se desmate, então, metade da Amazônia, serão necessários aproximadamente 500 anos ou a idade do Brasil. Onde está o problema, então, senão nos olhos gordos destas grandes potências sobre a riqueza contida neste celeiro nacional? A segunda curiosidade é saber por que o Supremo Tribunal Federal (STF) reage furiosamente contra “procedimentos investigatórios instaurados na Receita Federal envolvendo 133 contribuintes (...) por indícios de irregularidades (...), entre eles (...) ministros da Corte” (2/8, A7), suspendendo essas investigações por considerá-las ilegais, mas, quando um órgão da “imprensa marrom” publica diálogos ocorridos entre procuradores e juízes da Operação Lava Jato obtidos ilegalmente através do hackeamento de ligações telefônicas, seus ministros não demonstram a mesma fúria e, pelo contrário, fazem cara de paisagem. Essa diferença de atitude não é suspeita? A última é: existe ou não um poderoso grupo de corruptos financiando a “cruzada” contra o núcleo da Lava Jato desencadeada por um jornalista da “Folha de S.Paulo”, com mais um artigo publicado na edição de ontem, atacando a histórica operação anticorrupção?

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

*

A CAPA DA ‘ECONOMIST’

Após decolar o Cristo Redentor em 2009, a revista inglesa “The Economist” o derrubou em 2013, ignorando os escândalos do mensalão e do petrolão, motivos da queda. Agora, publica uma capa sobre a morte da Amazônia, neste novo governo (‘Economist’ diz que Brasil tem poder de salvar ou destruir a Amazônia, “Estado”, 1/8). Será que vai errar de novo? Ainda há muito aparelhamento que não foi desmontado!

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

*

UM PROBLEMA QUE TEM SOLUÇÃO

Li, estarrecido, a notícia de que o desflorestamento da Amazônia atingiu, no último ano, cerca de 5.300 km2. Procurei na internet dados sobre a área ainda preservada da floresta amazônica e encontrei diversos números. Detive-me no mais baixo: 4.196.993 km2. Assim, o Brasil teria perdido, nos últimos 12 meses, 0,12628% de floresta amazônica. A continuar assim, daqui a cem anos o bioma amazônico terá perdido 12,63% de sua área, que ficará reduzida a apenas 3.666.996 km2, 42% do território nacional. Vai faltar CO2 para o planeta! É o caso de as demais nações que se preocupam com a carência de CO2 começarem desde já a cuidar de criar florestas em seus próprios territórios. Comecemos pela Europa e pelo Estados Unidos, ambos com superfícies maiores do que a do Brasil. Em cem anos tanto um como outro poderão contribuir com a formação de florestas diversificadas abrangendo áreas iguais às áreas do bioma amazônico. Cem anos é tempo de sobra para realizar um plano dessa envergadura. Apliquem o que lhes sobra de recursos financeiros e conseguirão realizar essa proeza sem dificuldade. E a perda de 12,63% da floresta amazônica não será problema para o mundo. E nem estou falando de reflorestar a Ásia, a África e a Austrália, cujas áreas somadas se aproximam de 80 milhões de km2. E deixem de aborrecer o Brasil.

Celso da Costa Carvalho Vidigal celsovidigal@uol.com.br

São Paulo

*

O BRASIL NÃO APRENDE

O Brasil já sabe quem vai derrubar a última árvore da Amazônia, abater o último índio, matar a última onça, poluir o último rio. Nunca antes na história o Brasil se posicionou de forma tão agressiva contra a natureza, contra a humanidade, contra a ciência, contra a cidadania, contra o bom senso e a lógica. A China já foi a grande vilã da destruição ambiental, hoje a China emprega o seu exército para tentar reflorestar o país e reverter os estragos do passado. No futuro será a vez de o Brasil tentar reflorestar a Amazônia e reverter os estragos desta gestão destruidora que temos hoje.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

*

DEMARCAÇÃO DE TERRAS

Por unanimidade dos seus membros, o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a demarcação de terras indígenas com a Funai. Que moral tem o STF, após o fatiamento da pena de impeachment da ensacadora de vento? Lembram o que houve? Enquanto não corrigirem isso, não têm moral para nada. Mesmo tendo acertado na decisão das demarcações das terras indígenas permanecerem com a Funai. E a sociedade sabe que a Corte Suprema não tem lá essa retidão, não. Pelo contrário.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

*

A VOLTA DO RECESSO


O STF voltou do recesso com tudo! Na minha opinião, o ideal seria que eles fizessem um recesso de 365 dias por ano.

Angela Maria de Souza Bichi angela_bichi@hotmail.com

Santo André

*

PIMENTA NOS OLHOS DOS OUTROS

Ministros do STF determinaram, com urgência, que a Receita Federal obste em investigar Dias Toffoli, Gilmar Mendes e suas respectivas esposas. Estão indignados com os vazamentos da investigação e entendem que a Receita Federal não pode, a seu bel prazer, investigar cidadãos “acima de qualquer suspeita”. Já quanto ao fato dos vazamentos sobre o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, se calaram. Ora, no tratamento dado a Moro teceram críticas negativas de todos os naipes. Afinal, como dizia aquela senhorinha de Taubaté, “pimenta nos olhos dos outros é refresco”.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

*

TODOS IGUAIS PERANTE... BLÁ, BLÁ, BLÁ

Ministro do STF, Alexandre de Moraes, afirma que ministros do STF não podem ser investigados. E não se fala mais nisso! Viva a igualdade da justiça!

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

*

SUPREMA CORTE

Desvio de função é alguns decanos guardiões da Constituição, que pregam igualdade e que a lei é para todos, gastarem o dinheiro dos contribuintes com passagens aéreas para suas famílias, impedindo que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) cumpra sua função e, achando-se intocáveis, dizerem que não podem ser investigados. Que bom exemplo estão passando!

Rodrigo Echeverria rodecheverria73@hotmail.com

São Paulo

*

ORDENS SUPREMAS

Investigações proibidas. Salvo-conduto em vigor. Ilicitudes a salvo. Ufa! Essa foi por pouco...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

*

INVERSÃO E PUNIÇÃO DA VERDADE

Pelo andar da carruagem, vê-se que inclusive magistrados desejam que Sergio Moro e Deltan Dallagnol frequentem uma cela, enquanto não estão a se importar com a liberação dos justiçados pela Lava Jato. De outro lado, segundo a Carta Magna, ninguém está acima da lei, então: por que um ministro do STF não pode ser investigado por um procurador da República? A sua função não é pública e a Carta Magna não faculta a publicidade de ações e atos praticados por servidores da República? Os brasileiros não aceitam bandidos fora da cadeia e o aprisionamento, mesmo que moral, de seus justiceiros no âmbito da Justiça. Dias Toffoli, como Bolsonaro, tem seus limites, ou não?

José C. de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

*

O STF E A OPERAÇÃO SPOOFING

Ministros do STF querem saber o conteúdo do material roubado pelos hackers (Fux proíbe destruição de mensagens hackeadas e pede cópia do inquérito, “Estado”, 1/8). Os senhores ministros do STF, antes de ver o conteúdo do material roubado pelos hackers, deveriam declarar oficialmente que o material, mesmo advindo de produto de crime, poderá ser usado contra todos os que procederam indevidamente, doa a quem doer. Não sejam seletivos.

Marcos de Sousa Campos marcosscampos@hotmail.com

Peruíbe

*

PERGUNTAR NÃO OFENDE

Os diálogos e conversar grampeadas que o ministro Luiz Fux requisitou serão os originais ou os editados pelo “jornaleiro” Glenn Greenwald?

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

*

BISBILHOTAGEM DESCONTROLADA

Entendo perfeitamente esta visão sobre os propósitos de Julian Assange, Edward Snowden, Glenn Greenwald e seus apoiadores. Eu tinha uma opinião diferente antes de refletir bem sobre este universo da bisbilhotagem criminosa e da invasão da privacidade. O caso doméstico de “Verdevaldo” me fez pensar muito sobre tudo isso. Descobri que não me agrada nem um pouco a ideia do “disclosure” amplo, geral e irrestrito, embora tenha um lado bom, em certos casos, revelador de malfeitos. O lado negativo, porém, da destruição injusta e descontextualizada de reputações, é o que mais salta à vista. Portanto, não tenho agora a mínima simpatia por estes justiceiros que querem salvar o mundo fuçando latas de lixo. Para mim, não é dignificante, e penso que uma realidade de bisbilhotagem descontrolada seria muito ruim para a civilização no balanço geral. That’s it.

Olimpio Alvares olimpioa@uol.com.br

Cotia

*

CRIMES NO BRASIL

Crime no Brasil não é delito. É negócio. Assassinatos, roubos, corrupção, fraudes, falcatruas, etc. alimentam um gigantesco grupo de beneficiários, como servidores públicos, empresas, jornais, artistas, etc. Combater décadas desse esquema é tarefa para corajosos. Longa vida ao dr. Sergio Moro, à equipe da Lava Jato e ao presidente Bolsonaro.

André Luis Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

*

LEGAL OU ILEGAL?

O presidente Bolsonaro corre o risco de sofrer impeachment por cometer o crime de mentir ao povo brasileiro quando diz que foram os próprios companheiros de política de Fernando Santa Cruz que o assassinaram na década de 1970, está na Constituição, tal qual o crime de Dilma Rousseff ao cometer as pedaladas da regra de ouro. As provas obtidas ilegalmente pelo The Intercept também não são válidas, portanto não devem ser levadas em conta pela opinião pública, pois são de origem duvidosa e podem ter sido manipuladas. Sigamos as leis, é o mínimo a ser feito.

Fábio Alves Paes de Barros fabioapbarros@gmail.com

São Paulo

*

BUCCI ACERTA E ERRA

O artigo do jornalista Eugênio Bucci publicado no “Estadão” em 1/8, com o título O poder contra a liberdade, tem acerta ao criticar o presidente Jair Bolsonaro quando ele diz que o jornalista diretor do site The Intercept Brasil, Glenn Greenwald, pode “pegar até cana” por ter divulgado áudios criminosamente gravados por hackers. Correto, porque o afoito e sem zelo por nossa Constituição Jair Bolsonaro não é membro do Ministério Público Federal e menos ainda um magistrado, portanto como pode dizer que alguém pode pegar cana? E, como já disse que odeia a imprensa, não está vocacionado a respeitar a liberdade de expressão e de imprensa. Porém o jornalista erra feio (e isso é lamentável) quando diz que “o governo acuado, contra-atacou uma operação espetaculosa – na linha de muitas que marcaram a Operação Lava Jato, para prender hackers que teriam abastecido as reportagens”. Ora, Eugênio Bucci, não foi o governo Dilma que, acuado, armou operações da Lava Jato quando quase toda a cúpula do PT era investigada e presa pela Polícia Federal, e menos ainda Michel Temer, também com denúncias graves de corrupção nas costas. Menos ainda Jair Bolsonaro! Ou o jornalista em questão não vê como ação criminosa esta dos hackers que invadiram os celulares não somente de Sergio Moro, mas de centenas de outras autoridades, como, principalmente, o presidente da República? Bucci poderia até fazer uma menção, como fez o “Estadão” em editorial, de que a Polícia Federal deixou de celeremente investigar outros casos anteriores a este citado, preferindo priorizar a identificação destes hackers, caso em que os conteúdos foram entregues ao site com interferência de Manuela D’Ávila, do PCdoB, que talvez por preferência partidária nem fez menção... Mas chamar esta ação competente da Polícia Federal de espetaculosa é deplorável.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

*

LIBERDADE EM TEMPOS OBSCUROS

Eugênio Bucci, sempre ele, reafirmando algumas verdades acerca da imprensa, que tristemente têm de ser reafirmadas a cada dia (“Estado, 1/8, A2). Doa a quem doer, mas quando ele pega em sua caneta, nunca é em vão. Se for para morder e assoprar, não é Eugênio Bucci. Que bom, o leitor agradece a liberdade de imprensa, em tempos obscuros, de governantes quiçá obscuros.

Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

Guarulhos

*

ENTREVISTA COM DILMA

Em entrevista ao UOL, a ex-presidente Dilma Rousseff criticou Jair Bolsonaro e a reforma da Previdência, acrescentando que, se tivesse continuado no governo, faria uma reforma diferente, melhor. Bolas. Ela ficou muitos anos no governo – só como presidente foram seis – e o que fez foi bagunçar o Brasil e quase nocautear a Petrobrás. Bolsonaro, em sete meses, está fazendo o que ela não fez em anos... Conta outra, Dilma.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

*

EXISTE FÓRMULA MÁGICA?

Após leitura do artigo Darwinismo social como política econômica, do jornalista Rolf Kuntz (28/7, A2), fiquei com muitas dúvidas: a taxa de desocupação vem subindo desde 2015.  Causas estruturais e descalabros conjunturais cometidos anteriormente não seriam razões para o alto índice dos últimos dois anos? Não devem ser atacadas as causas estruturais? A reforma da Previdência, mexendo (não eliminando, infelizmente), inclusive, com os obscenos privilégios do setor público, não é um indicativo de seriedade, essencial para a recuperação econômica? A reforma tributária não é importantíssima? Existe alguma “fórmula mágica”, perfeita, que não tenha “tópicos discutíveis” e/ou “pontos contestáveis”, a ser apresentada? Não cabe ao Executivo ou ao Legislativo apresentar projetos, e à sociedade, através de seus representantes no Congresso, debater e procurar chegar ao ponto de equilíbrio? Já foi tomada alguma medida para enfraquecer os Procons? Por que desqualificar o debate sobre um tema dessa importância, que deve passar pelo Congresso, colocando-o no mesmo “cesto” junto com iniciativas certamente populistas e equivocadas (cadeirinha, radares, pontos na CNH, etc.) aventadas pelo presidente?

Ivan J. Donnini mapre@terra.com.br

São Paulo

*

REFORMA TRIBUTÁRIA

Passada a reforma previdenciária, urge emendar de pronto a igualmente premente e inadiável reforma tributária, sem a qual o País não conseguirá deslanchar. Como se sabe, a carga tributária atingiu o pico histórico de 35% (!) do Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a exorbitantes R$ 2,39 trilhões, dando em média quase R$ 11.500,00 de impostos por habitante, que gasta nada menos que 128 dias (1/3 do ano!) para quitar o pagamento de seus tributos. Desse jeito, não há milagre que faça o País decolar, nem mesmo se Deus for brasileiro. Reformas já, Brasil!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

*

ESTAÇÃO DEMOLIDA E SAQUEADA

Sobre a matéria Estação ferroviária do século 19 é demolida e saqueada em Sorocaba (“Estadão”, 1/8), a antiga estação ferroviária depenada era formalmente do governo federal, que é um péssimo administrador imobiliário, testemunhado em Sampa pelos muitos prédios abandonados na capital, invadidos por integrantes do MTST, que os alugam a pessoas carentes. Quando imóveis federais não utilizados não sendo entregues às prefeituras municipais, seu destino sempre será o abandono, pois o pior administrador imobiliário que existe é o “Serviço do Patrimônio da União”, que cobra, entre outras coisas, também as extemporâneas Taxas de Marinha, no litoral e ilhas, desde os tempos do Império, em 1833. Tais ingressos mal pagam as despesas e os salários de seus servidores. Uma parte da reforma tributária seria acabar com as Taxas de Marinha, esta velharia administrativa de 186 anos que incomoda muito Brasil afora, nas regiões litorâneas e insulares, bem como ceder às prefeituras automaticamente imóveis recebidos por paga de contribuintes inadimplentes, caso não haja no curto prazo uso possível. Licitações e reformas de imóveis antes da venda, embora teoricamente possíveis, são tão complicadas, tanto para o alienante como ao adquirente, que nem é melhor tentar. Brasília fica tão distante do resto do País... quase num outro planeta.

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

*

CAIXA ECONÔMICA

Sobre a principal manchete do “Estado” de ontem (Nordeste recebe apenas 2,2% de novos empréstimos da Caixa), pergunto: se os 9 governadores do Nordeste trabalharam para não ter Estados e municípios na reforma da Previdência, existe sinal mais significativo de que eles não precisam de recursos?

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas

*

JUROS E LUCROS BANCÁRIOS

Os cinco maiores bancos brasileiros, quando questionados por que aplicam taxas de juros escorchantes, absurdas, mais similares à prática de agiotagem, em qualquer tipo de operação, comparando com as baixas constantes da taxa Selic, hoje em 6% ao ano, respondem em coro e em unanimidade. Alegam ser em razão do grande índice de inadimplência. Se com toda esta inadimplência alegada em média cada um deles mostra lucro liquido trimestral entre R$ 5 bilhões e R$ 8 bilhões, imaginem o que seria sem ela.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

*

O BRASIL E O COAF

Em recente coluna, de 23 de julho, com o título Buraco negro, a colunista Ana Carla Abrão deu uma versão sobre o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que precisa ser parcialmente retificada. De fato, a criação do conselho se encontra na Lei 9.613/98, porém se origina de colaboração internacional com o Gafi/FATF (Grupo de Ação Financeira Internacional), organismo fundado pelo G7, ao qual se vincula. Esse esclarecimento é fundamental porque o Brasil e demais países se sujeitam a constante monitoramento pelo Gafi. No início deste ano, o governo correu o risco de ser incluído na lista de países não-cooperantes, por descumprir recomendações do Gafi, o que seria um desastre para o presidente da República recém-empossado. Tal medida seria um retrocesso para o Brasil, que teria dificuldades para operar no sistema financeiro internacional, consequências necessárias da má avaliação perante o Gafi. Sem falar que a pretensão de o Brasil ser recebido na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) se tornaria uma fábula. Nosso Coaf é a unidade de inteligência financeira que representa o Brasil no Gafi, que centraliza as informações sobre prevenção à lavagem de dinheiro oriundas dos países cooperantes. A decisão do ministro Dias Toffoli, sob o pretexto de garantir o sigilo bancário, em discutível interpretação, impôs a exigência de prévia autorização judicial e tornou inoperante o Coaf. Indicou que o Brasil se rebaixava no relacionamento com as nações mais ricas. O Gafi deverá reagir. Seria bom que os demais ministros do colegiado que revisará a polêmica decisão tenham em mente esta situação do Brasil.

Milton Yukio Koga MiltonKoga@hotmail.com

São Paulo

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.