Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

05 de agosto de 2019 | 03h00

OS PRIVILEGIADOS

Boca de ouro

O tratamento dentário do deputado Marco Feliciano (Podemos-SP), no valor de R$ 157 mil (4/8, A8), mostra claramente os desperdícios de verbas públicas na Câmara com luxos para os parlamentares. Enquanto milhões de brasileiros não têm condições sequer de pagar uma simples obturação, outros se dão ao direito de esbanjar o dinheiro do povo.

ORÉLIO ANDREAZZI

orelio@andreazzi.com.br

Suzano

R$ 157 mil!

O tratamento dentário do deputado Marco Feliciano, realmente, é de deixar qualquer um de boca aberta.

MARCOS DE CARVALHO COSTA

marcos.50@uol.com.br

Sarapuí

O que fazer?

Contas públicas em frangalhos, 13 milhões de desempregados e servidor público eleito pelo povo gasta a bagatela de R$ 157 mil em dentista. Nunca nem ouvi falar numa barbaridade dessas. O que os pobres brasileiros podem fazer é “latir” enquanto a caravana de irresponsáveis passa sorrindo, desdenhosamente.

MARCO ANTONIO MARTIGNONI

mmartignoni@ig.com.br

São Paulo

Terceiro-mundismo

A maioria dos atletas brasileiros nos Jogos Pan-Americanos de Lima nos comove às lágrimas pela garra ao defender as cores do Brasil. No pódio seguram o choro, numa emoção contida, quando nossa Bandeira sobe ao som do Hino Nacional. Sabemos que muitos deles, quando não a maioria, fazem sacrifícios para seguirem no esporte escolhido. Em contrapartida, os altos servidores da Nação – bem alimentados, muitos exigindo iguarias e benesses – pouco trabalham e quando o fazem é em benefício próprio e de comparsas. Com essa inversão de valores, quando teremos chance de sair do terceiro-mundismo a que fomos condenados nos últimos anos?

APARECIDA DILEIDE GAZIOLLA

aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

Mais recato e respeito

Se os membros dos Poderes deste país quiserem continuar exercendo suas funções em desacordo com as boas práticas de conduta e de ética, procurando projeção na mídia e recebendo salários fabulosos, sensivelmente aumentados por uma série de penduricalhos, tudo por eles mesmos inventado e aumentado, que o façam. Mas, no mínimo, com um pouco mais de recato e respeito pelos que pagam seus vencimentos, que são os brasileiros que trabalham de sol a sol, sofrem em coletivos lotados e mal conservados, em vias mal projetadas, a maioria recebendo o tal salário mínimo teoricamente suficiente para sustentar a si e sua família, reajustado uma vez por ano por um índice baseado numa inflação cujo valor não reflete a nossa realidade.

FLAVIO BASSI

flavio-bassi@uol.com.br

São Paulo

CELSO DE MELLO

Separação de Poderes

Correta a candente censura, contida no voto do decano do Supremo Tribunal Federal (STF), ao presidente Jair Bolsonaro por entender que há desrespeito à separação dos Poderes (3/8, A4). Correta também a atitude do presidente ao admitir que errou. Mas incorreta a posição do ministro Celso de Mello ao silenciar quando o STF descumpre a tal separação e, flagrantemente, invade as esferas do Executivo e do Legislativo, legislando, sem nenhuma cerimônia, sobre matérias que não são de sua competência. O ministro está olhando o umbigo dos outros, deixando de olhar para o seu entorno.

JOSÉ ROBERTO CICOLIM

jrobcicolim@uol.com.br

Cordeirópolis

Respeito à lei

Importante lembrar ao ministro Celso de Mello que “degradar a autoridade do Parlamento” e “ofender profundamente a separação entre Poderes” também são acusações – várias – feitas a ministros do STF, que deveriam dar o exemplo, respeitando as leis e a Constituição, que valem para todos. No dia em que o Congresso Nacional descobrir as prerrogativas encerradas no artigo 49, XI, da Constituição, pode ser que tenhamos uma efetiva “separação” de Poderes.

MILTON CÓRDOVA JÚNIOR

milton.cordova@gmail.com

Vicente Pires (DF)

Obediência à Constituição

Discordo do ministro Celso de Mello quando fala de julgamentos feitos pelo STF em obediência à Constituição. É bom lembrar que nossa Carta Magna foi ultrajada pelo então presidente do STF ao julgar o impeachment de Dilma Rousseff. Decisões tomadas pelo plenário não são acatadas por seus membros no julgamento de ações. Quando o ministro se refere ao caso em que a defesa de Lula alega parcialidade do então juiz Sergio Moro, não tenho a menor dúvida de seu voto a favor do réu. As decisões do STF têm sido políticas, não baseadas em nossas leis. Não é preciso ser grande conhecedor para tirar tal conclusão. Os ministros consideram-se semideuses intocáveis.

JOSÉ OLINTO OLIVOTTO SOARES

jolintoos@gmail.com

Bragança Paulista

MÉDICOS PELO BRASIL

Um bom começo

Não é bem o que os médicos gostariam, uma carreira de Estado. Não sei também se resolverá a questão da falta de médicos pelo Brasil afora, visto que o problema não se restringe ao salário. É um bom começo, contudo. O médico passa a ser reconhecido como um trabalhador igual aos demais, com os mesmo direitos. No programa Mais Médicos, do PT, o trabalho desses profissionais merecia uma “bolsa”.

JOSÉ JAIRO MARTINS

jairomartins7@gmail.com

São Paulo

PRESERVAÇÃO AMBIENTAL

Outro lado da história

Tenho lido neste Fórum críticas infundadas a respeito da preservação das nossas florestas. Sugiro a leitura, na internet, de palestra do sr. Evaristo de Miranda, diretor da Embrapa Territorial, muito esclarecedora. Em resumo: 1) Toda a produção brasileira do agronegócio ocupa somente 7,8% de todo o território nacional; 2) a área preservada de florestas no País – incluindo aquelas que os agricultores têm de reservar dentro de suas propriedades – equivale em extensão à soma de todos os países da zona do euro; 3) a demanda por grãos deve movimentar US$ 40 bilhões nos próximos anos e o Brasil poderá abocanhar grande parte desse mercado, daí a pressão para não deixar expandir a área plantada – ONGs internacionais fazem pressão nesse sentido na opinião pública e na mídia. Essa palestra nos leva a refletir sobre quanto somos manipulados. Vale e pena ler.

DURVAL ARREBOLA

durval.arrebola@gmail.com

Guarulhos

ACERTO EM ITAIPU


Em acerto bilateral, de maio de 2019, Brasil e Paraguai redefiniram o cronograma de energia a ser contratada pela brasileira Eletrobrás e a paraguaia Ande, que resultaria em aumento de gastos para os nossos parceiros de mais de US$ 200 milhões anuais. É certo que o presidente do Paraguai, Abdo Benítez, estava pressionado por um pedido de impeachment e reconheceu que a negociação não era boa para seu país. Mas como o governo do Brasil não deu sua versão nem sequer contestou o cancelamento do acordo, fica uma dúvida: será que o Brasil queria levar vantagem em cima dos nossos parceiros paraguaios, em Itaipu?


Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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RUIM PARA O BRASIL


A usina hidrelétrica de Itaipu, construída na década de 70 do século passado, pelo governo militar, pertence 50% ao Brasil e outros 50% ao Paraguai. Como o Paraguai não tinha recursos para bancar os custos de construção dessa megausina, existem uma divida deste país com o Brasil e regras bem claras para o uso conjunto da energia produzida. O presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ), porém, foi imprudente e desrespeitoso com o consumidor brasileiro de energia elétrica quando aceitou revogar o acordo sobre a usina de Itaipu com o Paraguai. Se Lula, em 2009, foi duramente criticado por selar um acordo de pai para filho com seu amigo presidente do Paraguai Fernando Lugo (que sofreu impeachment) ao aceitar pagar um adicional de US$ 240 milhões, ou R$ 924 milhões por ano, quando o nosso país pagava justos US$ 120 milhões, ou R$ 462 milhões, o que dizer agora, que Bolsonaro revoga um acordo selado em maio deste ano e joga nas costas do consumidor brasileiro de energia um custo por ano de US$ 350 milhões, ou R$ 1,35 bilhão? Ora, a Eletrobrás, estatal brasileira que é responsável pelos pagamentos ao governo paraguaio, não tem culpa se hoje seu povo consome 40% a mais de energia, já que seu PIB cresce de modo a dar inveja ao Brasil. Se a energia excedente que a Eletrobrás poderia vender livremente ao mercado, conforme reza o acordo, é menor, o Brasil não pode pagar um preço maior porque o produto não foi entregue. É simples assim. Agora se a oposição, com desculpa esfarrapada (estilo PT), não concorda com este acordo e deseja o impeachment do presidente Mario Abdo Benítez, é um problema do partido! O que não pode é o nosso presidente ajudar o Paraguai em detrimento das empresas e de toda a população brasileira, que vai pagar mais, indevidamente, pela energia que não consumiu. Esta história lembra as estranhas benesses concedidas por Lula a alguns países.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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O OVO DA SERPENTE


Vejo muitos jornalistas e políticos atenuarem a falta de modos e até de educação, para não dizer tosca truculência, do presidente da República, Jair Bolsonaro, como sinais de autenticidade e simplicidade. “Ah, ele é assim mesmo, é o jeitão dele”, afirmam muitos. O engraçado é que vivemos numa sociedade que reprime com veemência a falta de modos e de educação em crianças e em adolescentes, mas acha normal isso na figura do presidente, que deveria ter a exata noção do que isso significa, pois ele devia dar o maior exemplo à população. Agora, no caso de indicar o filho embaixador nos EUA, ele vai contra a mais elementar noção dos seus limites. Ora, diplomacia é o exercício da persuasão, da tolerância e do respeito entre as nações. Seu filho Eduardo tem fotos postadas em redes sociais com arsenais de armas ao seu redor, como se pertencesse a uma célula terrorista. Será essa a imagem que o Brasil quer passar ao mundo da sua diplomacia? Pobre Rio Branco, que deve estar revirando-se no túmulo. Um pequeno exemplo do desastre que pode vir a ocorrer é o caso dos navios iranianos carregados de milho, que foi absurdamente negligenciado até pela bancada ruralista do Congresso, em claro sinal de vassalagem e covardia. Deixo um alerta aos que ainda apoiam este governo, inclusive parte da imprensa que tem feito vista grossa aos reiterados arbítrios cometidos por Bolsonaro, e inclusive pelo ministro Sergio Moro. Corre-se o risco de estarem chocando o ovo da serpente de um novo autoritarismo no Brasil, bem ao estilo populista de Hugo Chávez, só que, aqui, com viés de direita. Espero que o Senado Federal cumpra seu dever de interromper esta marcha da insensatez.


Sandro Ferreira sandroferreira94@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)


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É SÓ PERGUNTAR


A mídia percebeu que é só perguntar qualquer coisa ao presidente Jair Bolsonaro que lá vem lambança. Especialmente agora, que ele está “terrivelmente” bravo, pelos reveses sofridos. Sem qualquer cerimônia, torna-se presa fácil, como se fosse um fantoche sendo entrevistado. E olhem que foi eleito com mais de 57 milhões de votos. É lamentável!


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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SEM CERIMÔNIA


Jair Bolsonaro expressa suas opiniões sem os devidos critérios. Tentando justificar malfeitos do período militar, gira sua metralhadora giratória sem a menor cerimônia. Porém, em nome da verdade, devemos lembrar que o pai do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) feriu um dos princípios básicos da Justiça democrática, ou seja, fazer justiça com as próprias mãos. De nada adiantaram os violentos arroubos esquerdistas de então, pois a volta da liberdade plena se deu apenas com procederes democráticos.


Geraldo Siffert Junior geraldosiffertjunior@gmail.com

Rio de Janeiro


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PELA PAZ


No Brasil, deveria haver um concurso em que o vencedor seria aquele que conseguisse amarrar a língua do nosso presidente. O campeão receberia homenagens de norte a sul do País por levar paz e progresso à Nação.


Roberto Hungria cardosohungria@gmail.com

Itapetininga


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MENOS, PRESIDENTE


Como diria um velho amigo, “cala boca mai mio”, excelência.


Itamar C. Trevisani itamartrevisani@gmail.com

Jaboticabal


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DEIXE QUE FALEM


Jair Bolsonaro é boquirroto, um tosco, um insensível, clamam as vozes da imprensa. E Bolsonaro declara: sou assim mesmo, não vou mudar, aqueles que me elegeram sabiam como eu era, e vou continuar sendo, e aprovaram meus programas! Mas onde estavam essas mesmas vozes quando Lula, desaforadamente, declarava guerra à “elite loira de olhos azuis”? Era o norte contra o sul, era o negro contra o branco, era o pobre contra o rico, era o analfabeto contra o letrado... Lula, ele sim, provocou o maior dano e cizânia entre os brasileiros, e ninguém reclamou. Bolsonaro declara aos ventos suas opiniões e seus programas e recebe só críticas, mas Lula e sua equipe trabalhavam em silêncio “exportando” nosso erário para nações “muy amigas” e tirando seu quinhão da supervalorização de obras de empresários donos de construtoras, e seu crime só foi descoberto com a Lava Jato, a odiada Lava Jato que está salvando o Brasil dos corruptos e quadrilheiros. Acharam ruim as palavras de Bolsonaro sobre o fim que foi dado ao pai do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)? Tive uma amiga na faculdade que aderiu à militância, empolgada e ingênua, e, quando, horrorizada, quis sair do movimento, não pôde, e para não morrer teve de conseguir identidade falsa e sumir por dez anos. Ah, mas a esquerda era nobre e não fazia isso! Pois sim! Agora vou além: Bolsonaro não muda seu modo de ser também pelo fato de que está dando muito certo: seu nome está na imprensa diariamente a toda hora e em todo lugar. Para seu eleitorado, é uma vitória que falem dele, pelos jornais, rádios e TVs, mesmo que criticando. Para os que esperneiam contra ele, é pura perda de tempo. Dizem que muitos dos que votaram nele estão arrependidos. Não creio, mas, se assim for, deixem os frutos das reformas amadurecerem, quero ver se vão arregar. É isso, meu presidente, que falem mal, mas falem de ti!


Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo


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OPINIÃO & PARTIDARIZAÇÃO


A saliva partidária desafina o clarim do arauto. Que não seja o prelúdio do toque de silêncio...


A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo


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GOVERNO DESPREPARADO


O Brasil vive uma crise sem precedentes. Temos um mar de miséria, desemprego recorde, o trabalho e, principalmente, os salários são de uma precariedade absurda, a classe média hoje inexiste no Brasil, o País tem baixíssima produtividade, péssima escolarização, muita pouca gente trabalhando e estudando, infraestrutura decadente e de péssima qualidade, carga tributária altíssima e juros altíssimos, que inibem a circulação do dinheiro. Poupança, tanto pública como privada, inexiste no País. O governo Bolsonaro, eleito e já há cerca de quase meio ano no poder, nada fez em área alguma para combater este mar de mazelas. Afinal, quais os projetos deste governo para a educação, para o desemprego, para os baixíssimos salários, para o desmonte do serviço público, para o Judiciário, que é simplesmente uma vergonha nacional? Nada de nada. Fui um eleitor de Bolsonaro e está claro para todo mundo que este governo atual não tem projeto algum para coisa nenhuma.


Paulo Roberto da Silva Alves pauloroberto.s.alves@hotmail.com

Rio de Janeiro


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REPÚBLICA DE BANANAS


Nuvens negras descem sobre o País. As forças do mal estão se unindo, tendo como objetivo a eliminação da Operação Lava Jato e consequente paralisação das operações que, pela primeira vez, combatem os chamados “crimes institucionais” que há séculos saqueiam o Brasil. Nomear todos os bandidos que agora colocam suas garras de fora seria uma tarefa hercúlea na qual se corre o risco de não contemplar alguns nomes. Eles estão em todos os poderes e em diversas empresas. Armaram uma estratégia na qual um de cada vez dispara seus “mísseis”, deixando desnorteados aqueles que “ousaram” desafiá-los. Tais projéteis estão chegando de diversas direções, demonstrando, desta forma, que a reação agora em execução foi muito bem planejada. Começando pelo Judiciário. O Supremo Tribunal Federal (Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes) reage de forma descarada ao tomar conhecimento de que a Receita Federal iniciou devassa nas contas de alguns ministros seus, bem como nas de suas esposas. Ordenou a imediata paralisação das averiguações. Já os demais componentes da Corte pecam ao não demonstrar repúdio às ações de seus colegas. Pecam por conivência. Descoberta a farra das passagens de primeira classe das esposas, pagas com dinheiro público, não demonstram nenhum arrependimento. Fartam-se de lagostas, vinhos premiados e outros mimos. Desperdiçar milhões em palácios e funcionários é normal. Censuram revistas eletrônicas e, agora, apontam para a testa de Deltan Dallagnol e ameaçam Sergio Moro. Quem estes senhores acham que são? Acreditam ser superiores e inatingíveis. O pior é que, na verdade, o são! Somente o Congresso Nacional pode afastá-los... e aí caímos no segundo grupo. Não há espaço suficiente, aqui, para listar todos aqueles dali que, se ainda não foram acusados formalmente, não foi por falta de motivos. Entre deputados e senadores, uma minoria não pertence a quadrilhas instaladas nesta instituição legislativa. Só um ser que acaba de desembarcar neste planeta acreditará que, em alguma ocasião, um ministro do supremo tribunal (minúsculas, mesmo) será cassado por estes elementos. Como bandidos que são, irão chantageá-lo ao “tê-lo em suas mãos”, irão usá-lo em ocasiões de seu interesse. Sarney, Lobão, Eduardo Cunha, Aécio Neves, Antonio Carlos Magalhães, Renan Calheiros e uma infinidade de outros... Quanto ao Executivo, vou me ater somente ao período pós-64. Fernando Collor renunciou para evitar o impedimento, Lula está preso, Dilma foi impedida, embora beneficiada por Lewandowski ao não perder os direitos políticos, como previsto em lei. E isso sem contar governadores e prefeitos em profusão. Já no âmbito das empresas, entre outras, as grandes empreiteiras, a JBS, as empresas X de Eike Batista, etc., etc., mamam nas tetas dos governos, ganhando licitações viciadas, superfaturando, pagando propinas aos políticos envolvidos e, assim, reiniciando o ciclo vergonhoso. Todos os envolvidos ficam felizes, menos os contribuintes... Não consigo enxergar nenhuma luz no fim do túnel. Se o povo não se rebelar contra este estado de coisas, continuaremos a ser o que sempre fomos: uma República de bananas, sendo nós, o povo, os bananas.


Heleo Pohlmann Braga heleo.braga@hotmail.com

Ribeirão Preto


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TRÁGICO


Enquanto o Ministério da Educação sofre um contingenciamento de R$ 348,5 milhões, o Congresso Nacional quer um fundo eleitoral de R$ 3,7 bilhões. Pode o Brasil dar certo?


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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MUDANÇAS EM COMISSÃO


Com a substituição de quatro dos sete integrantes da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) por alinhados do presidente Bolsonaro, não resta dúvida de que de agora em diante só serão procurados e encontrados os mortos e desaparecidos políticos da ala verde-oliva (Planalto põe militares e nome do PSL em comissão, “Estado”, 2/8, A5). Aos chamados subversivos vermelhos restarão a dor e o luto dos familiares, o silêncio da eternidade, os sete palmos de covas rasas de não identificados e as cinzas dos fornos crematórios de usinas de açúcar. Trata-se, com efeito, de um desrespeito inadmissível numa sociedade democrática.


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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ÓRGÃO DO ESTADO


Sobre a matéria ‘Afirmação injuriosa, profundamente ofensiva à moralidade administrativa’, reage procuradora à ‘balela’ de Bolsonaro (“Estado”, 1/8), a comissão é um órgão do Estado, mas não a verdade!


Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas


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MAU CONSELHO


Agências reguladoras, conselhos, comissões, por vezes, são necessários e úteis. Mas eles têm de ter foco e determinação para fazer o que lhes cumpre. Adaptações que têm sido feitas no atual governo mostram-se imperiosas. Por exemplo, Conselho Nacional de Políticas Sobre Drogas (Conad) com 31 membros para quê? O número de membros antigo convive muito bem com a filosofia petista, de dar guarida aos “cumpanheiros”, com polpudos salários e contribuições polpudas para o partido. Resultados, praticamente nenhum. É notório que reuniões com 31 pessoas não geram soluções, mas tomam bastante tempo de muita gente. Devem ser revistas todas as composições de agências, conselhos e comissões, e não podemos criticar as indicações. Todas as que foram feitas no passado não receberam críticas, mudou o governo, nada mais justo que se adaptem estes órgãos à política do novo governo. No mais, o que se vê é a minoria que foi derrotada na eleição passada esperneando porque está perdendo as tetas.


Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

São Paulo


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SALÁRIOS NA USP


Sobre a reportagem Para cumprir teto, USP reduz salários de 2 mil servidores (“Estado”, 2/8, A12), aposto que a grande maioria dos servidores da Universidade de São Paulo (USP) que recebem salários acima do teto é de petistas ou simpatizantes do partido. Exaltam o socialismo, mas não se importam que a sociedade lhes pague o que não é devido.


Marcelo Melgaço melgacocosta@gmail.com

Goiânia


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SÃO PAULO – PLANO DIRETOR


A cidade de São Paulo cresceu em menos de 30 anos para a população que tem hoje, de forma desenfreada, sem critérios nem planejamento. Cabe, agora, ao plano diretor (Cinco anos do Plano Diretor, “Estado”, 1/8, A3) tentar estabelecer um mínimo de critério para que não nos tornemos ainda mais uma cidade inabitável, insustentável ainda mais. Porém, existe uma força milionária do outro lado, que pode furar qualquer pretensão do plano diretor, que são as milionárias construtoras, seus lobbies e seu eterno agradecimento aos políticos.


Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca


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CONVÊNIO ESTADO-PREFEITURA DO RIO


O mercado da droga está disseminado não só nas areias das praias do Rio de Janeiro, mas principalmente nas calçadas que são invadidas pelos bares durante a madrugada. Trata-se de uma festa para os traficantes e um inferno para os vizinhos. O governador, Wilson Witzel, ao assinar o convênio com a prefeitura referente aos moradores de rua, deveria incluir uma forte fiscalização nos estabelecimentos que promovem estas reuniões noturnas, além de multá-los pela ocupação do espaço público indevidamente. Os cidadãos que precisam dormir e descansar para enfrentar o próximo dia de trabalho receberiam um presente valioso e agradeceriam penhoradamente. 


Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro


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SERGIO CABRAL


As condenações do ex-governador do Rio de Janeiro Sergio Cabral já somam 225 anos e 11 meses de prisão. Como perguntar não é ofensa, se Sergio Cabral viver até aos 100 anos, os outros 125 anos e 11 meses ele terá de cumprir no andar de cima?


Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)


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100 ANOS DE JACKSON DO PANDEIRO


Este ano marca o centenário de um dos maiores músicos do Brasil: o Rei do Ritmo. Jackson do Pandeiro. Com isso, 2019 promete ser de muitas homenagens ao artista, que nasceu em Alagoa Grande, em 31 de agosto de 1919. Jackson do Pandeiro chegou a gravar mais de 500 músicas durante a sua carreira. José Gomes da Silva, nome de batismo de Jackson do Pandeiro, foi cantor e compositor de forró. Por sua forma única de dividir as frases musicais e a genialidade no domínio do pandeiro, Jackson do Pandeiro ganhou o apelido de Rei do Ritmo. Foi com a gravação de grandes sucessos como “Forró em Limoeiro”, “Comadre Sebastiana”, entre outros sucessos, que ele ganhou êxito no cenário musical brasileiro.


Derneval José de Souza desouza.86@hotmail.com

Brasília

 

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