Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

06 de agosto de 2019 | 03h00

OS TRÊS PODERES

Eles e nós

Temos um presidente que estimula a perda de civilidade com seu comportamento repetidamente grosseiro, desrespeitoso, desigualitário e com forte viés autoritário, que, mesmo sendo uma estratégia, como alguns acreditam, é claramente reprovável, além de muito distante do esperado equilíbrio exigido de um primeiro mandatário da Nação. Nessa tortuosa trilha, constata-se também um Legislativo que vem de recesso inoportuno e é omisso diante da pior crise da História deste país, além de pouquíssimo produtivo e perdulário, a ponto de pagar – com nosso dinheiro, claro – um vergonhoso e inaceitável tratamento odontológico para um integrante, enquanto a maioria do povo brasileiro não consegue sequer acesso a uma simples consulta médica, muito menos um tratamento odontológico básico. E a justificativa do beneficiado nos leva à indecente impressão de que ele acha que os eleitores brasileiros não passam de um bando de imbecis. Ainda no contexto, convivemos com um Judiciário com suas Cortes maiores enfurnadas em palácios inacessíveis, reticente às mudanças, arcaico na atuação e com morosas decisões, deixando-nos à mercê de uma minoria de poderosos e afortunados, reiteradamente protegendo seus integrantes e, agora, buscando privilegiada blindagem tributária. As exceções reduzem-se cada vez mais. Sem nenhuma dúvida, fingindo conduzir o Estado brasileiro, “zoam” com os milhões de cidadãos decentes, diuturnamente debocham de todos nós.

HONYLDO R. PEREIRA PINTO

honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

Incivilidade

Subscrevo integralmente o editorial Falta de civilidade (4/8, A3). É muito preocupante e angustiante o que vivenciamos no âmbito das relações sociais, situação que encontra na figura do presidente da República alguém que parece levar esse quadro de mal-estar ao paroxismo.

RUI TAVARES MALUF

rtmaluf@uol.com.br

São Paulo

Uns e outros

Apesar de apoiá-lo algumas vezes, não sou a favor de muitas das falas do presidente Jair Bolsonaro. Porém Lula e Dilma passaram 14 anos falando asneiras e mentiras, associando-se a ditadores, corrompendo, comprando a oposição e querendo dar o golpe na nossa Nação democrática, e não vi tanta reclamação como nestes sete primeiros meses de 2019.

RODRIGO ECHEVERRIA

rodecheverria73@hotmail.com

São Paulo

Disseminação do ódio

Onde estavam escondidos os que hoje bradam incessantemente contra o pretenso ódio disseminado por Bolsonaro quando o presidiário ex-presidente Lula da Silva espalhava o ódio entre os brasileiros, sendo essa a sua mais apurada habilidade? Sordidamente calados.

NEI GRAVINA JOB

neigravina@gmail.com

Rio de Janeiro

Tática lulista

O presidente Jair Bolsonaro, para não se expor e evitar confrontações, deveria adotar a tática de Lula: sair de fininho, fingindo-se de surdo, indiferente, sem responder às perguntas que possam comprometê-lo ou causar polêmica. Veja-se o caso de Manuela D’Ávila, candidata a vice-presidente em 2018 na chapa do petista Fernando Haddad: mencionada pelo hacker dos telefones celulares, no princípio disse alguma coisa, mas depois, usando a tática de Lula, escafedeu-se para a Escócia, fugindo do furacão. E seus advogados nada comentam a esse respeito.

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

HACKERS

Invasão seletiva?

Quase diariamente temos trechos “vazados” das mensagens hackeadas do pessoal ligado à Operação Lava Jato. Também foi divulgado que numerosos políticos de diversos partidos tiveram seus telefones grampeados. Agora gostaria de saber quantos ligados ao PT foram grampeados e por que nada é divulgado a respeito de membros do partido “mais honesto” do Brasil.

LUIZ ROBERTO SAVOLDELLI

savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

PRIVILEGIADOS

Contrastes

De um lado, a União custeando generosamente tratamentos sofisticados, atuando como mãe generosa, e, de outro, mais uma notícia chocante vista há poucos dias nos noticiários da TV: um jovem de 23 anos preso a uma cadeira de rodas por causa de grave escoliose, que sofre dores cada vez mais fortes, voltava de um hospital onde lhe foi informado que a cirurgia aguardada há dez longos anos não poderia ser realizada porque o nome do paciente havia sido apagado.

VERA BERTOLUCCI

vbertolucci@yahoo.com.br

São Paulo

Desdentados

Chega a ser ofensivo o modo como o sr. Feliciano tenta se justificar por haver gasto R$ 157 mil em tratamento dentário. Isso num país onde grande parte da população nem sequer tem dentes, por falta absoluta de condições econômicas.

MARIA DO CARMO Z. L. CARDOSO

zaffalon@uol.com.br

Bauru

Incoerências

Nenhuma novidade no fato de ficarmos sabendo de mais um descalabro que vem ocorrendo na Câmara dos Deputados, enquanto a população morre literalmente nas filas do Sistema Único de Saúde (SUS) e nas portas dos hospitais, à espera de atendimento médico, muitas vezes feito mal e porcamente, ou até para marcar uma simples consulta. A Câmara já gastou R$ 93 milhões com assistência médica e odontológica de deputados e servidores da Casa, de janeiro a junho deste ano, de um total previsto no orçamento de R$ 117 milhões para 2019. Ou seja, até o fim do ano decerto dobrará o valor, estourando a previsão. Nos R$ 93 milhões estão contidas despesas por serviços adicionais. Aliás, qual é mesmo a finalidade do enorme departamento médico da Câmara, uma vez que todos lá possuem plano de saúde especial? Sem falar nos absurdos e vergonhosos reembolsos de despesas não cobertas pelo plano, como foi o tratamento dentário do deputado Marco Feliciano (Podemos-SP), que obteve um reembolso de R$ 157 mil por um tratamento odontológico que, diz ele, foi realizado numa clínica de Luziânia (GO).

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

Bruxismo

Se a Nação não ranger os dentes, os políticos continuarão às gargalhadas.

A. FERNANDES

standyball@hotmail.com

São Paulo

BOCA DE OURO?

Fiquei estarrecido com a notícia publicada no “Estadão” na edição de 4/8 (A8), Dentes de Feliciano custam R$ 157 mil para a Câmara. De acordo com a matéria, o pastor Marco Feliciano (Podemos) foi reembolsado da mencionada importância referente a um tratamento odontológico. O argumento foi de que precisava reconstruir o seu sorriso com implantes. Verdadeiro tapa na cara de nós, pobres cidadãos que pagam religiosamente seus impostos, verem o seu dinheiro ser revertido dessa forma, em benefício próprio dos políticos. Será que também vai usar referida importância para desconto na declaração do Imposto de Renda? Com 70 anos de idade, pagando o meu dentista com recursos próprios, acabei de crer que este Brasil ninguém vai conseguir pôr nos trilhos.

Arnaldo Luiz de Oliveira Filho arluolf@hotmail.com

Itapeva

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SEM GRAÇA

Em um país banguela, cariado e desdentado, um deputado gasta, sem corar, a exorbitância de R$157 mil para restaurar seus dentes mal cuidados. Um acinte como este é para chorar, não para rir exibindo a nova, branca e porcelanada dentadura. Vergonha.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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AFRONTA

São coisas assim que também precisam ser combatidas. O deputado Feliciano, um dos mais ferrenhos membros da ala conservadora na Câmara dos Deputados, gastou quase R$ 160 mil em tratamento dentário. Detalhe: esse montante foi pago pelo contribuinte, visto que o desembolso saiu do Parlamento brasileiro. Devemos rever uma série de questões envolvendo o dinheiro público. Não podemos impor rigor ao sistema previdenciário e, ao mesmo tempo, gastar desenfreadamente recursos públicos. Todos os congressistas ganham um salário robusto e não deveriam ter acesso a nada a que a maioria da população também não possui. Ganhando o que ganham é uma afronta haver um gasto dessa natureza bancado por aqueles que sequer conseguem fazer um exame médico simples. Não há ilegalidade no ocorrido, entretanto, é desumano que os brasileiros não tenham acesso a procedimentos simples, morram nas filas dos hospitais, estejam entregues à própria sorte e enquanto isso os parlamentares gastem verdadeiras fortunas com tratamentos e outros procedimentos.

Willian Martins martins.willian@globo.com

Guararema

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FERRAMENTA

A notícia de domingo causou-me revolta e asco. Como pode esse pastor ter a cara de pau de gastar R$ 157 mil do nosso dinheiro e querer justificar da forma que declarou? A minha boca também é minha ferramenta para sorrir, falar, comer e expressar outros sentimentos. E não tenho uma mesa diretora venal para aprovar um gasto meu. E que exemplo esse dentista tão famoso de Luziânia dará aos seus colegas? Sou aposentado e só me resta escrever ao “Estadão” para expressar a minha indignação.

Alberto Martinez alberto.martinez@terra.com.br

São Paulo


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O BRASIL E SEUS REIS

Observem bem a foto do deputado Marco Feliciano no “Estadão” (4/8, A8) e vejam o arranjo do lencinho no bolso do paletó. É o símbolo de uma coroa de rei. Afinal de contas, todos os nossos políticos são reis: comem, bebem, cuidam da saúde, da aparência, da segurança, se vestem, viajam, se divertem, etc, etc, à custa do povo. Status de reis de rico império.

Water Menezes wm-menezes@uol.com.br

São Roque

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‘PODEMOS’

Corrigindo a manchete do “Estadão”: “Dentes de Feliciano custam R$ 157 mil para nós, contribuintes”. Não é à toa que ele é do partido político Podemos. Acham que podem tudo. Aliás, o que será que o Podemos tem a dizer a respeito do noticiado?

Mário Luiz Lúcio mllucio@yahoo.com.br

São Paulo

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DINHEIRO DO ELEITOR

Causou-me asco a notícia de que um nobre representante do povo (eleito com 239.784 votos) gastou R$ 157 mil em tratamento odontológico, valor que nem Bibancos (o top dos dentistas) cobraria. Pensar que o dinheiro do meu imposto é gasto com isso causa enorme revolta. Com a palavra, seus eleitores.


Jose Roberto Palma palmajoseroberto@yahoo.com.br

São Paulo

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MARACUTAIA

Inadmissível os brasileiros contribuintes terem que pagar o tratamento odontológico do deputado Marco Feliciano, conforme matéria no “Estadão” de 4/8. Estou fazendo o mesmo tipo de tratamento com reconstrução de coroas e implantes ao custo de R$ 11.300, bancados por mim, um simples aposentado. Isso é uma vergonha para todos nós pagadores de impostos. Deve haver muita maracutaia nesse orçamento da referida clínica dentária.


Antonio Carlos de Souza acsouza.osa@uol.com.br

Osasco


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SEM VERGONHA

Enquanto a população morre na fila do Sistema Único de Saúde (SUS) à espera, por até anos, por qualquer tipo de tratamento ou uma simples consulta, vergonhosamente, sem bom senso algum, é usurpador o valor reembolsado ao deputado Pastor Marco Feliciano (Podemos-SP) de R$ 157 mil referentes a um tratamento odontológico. Para ter-se dado esse direito, alegou que o fez por ser político, como se tal motivo lhe permita o direito de fazer tudo que queira. Talvez tenha se confundido com a sigla de seu partido, o Podemos. O outro motivo para justificar seu comportamento é o fato de ser “pregador”. Alegou que a boca é sua “ferramenta de trabalho”. E por fim, sem o menor cinismo, ética e com a maior cara de pau, afirmou: “É um tratamento caro, mas foi para saúde, e não para estética. Foi para poder trabalhar. Como sou empregado, e onde trabalho há esta alternativa, eu precisava do tratamento”. Ele só se esqueceu de que trabalha para nós, a população, pois nós lá o colocamos, o pagamos muitíssimo bem e temos regras e normas a serem seguidas. Para finalizar, sem critério, alegou que não cometeu nenhum crime. Acho que só considera crime quando ocorre um homicídio, assassinato ou morte, como queiram classificar. Atrevimento e insolência.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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BABILÔNIA

“Não confie em ninguém com 32 dentes”, sobretudo quando estes dentes custam uma fortuna ao erário. Marco Feliciano é um pregador de luxo, e o nosso Cristo era um pregador quiçá roto, porém digno ao seu povo. Distorce o cristianismo aos seus interesses, logo, logo, a Babilônia cai.

Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

Guarulhos

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A CONTA

O deputado Pastor Feliciano colocou ouro nos dentes ou houve superfaturamento? Deve ser bom ter alguma instituição para pagar a conta da gente, não? Pena que muitos de seus fiéis e eleitores não consigam fazer um simples tratamento dentário básico. É a nossa injustiça social.


Emerson Luiz Cury emersoncury@gmail.com

Itu

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PARLAPATICES

As parlapatices de Jair Bolsonaro têm um lado muito bom: a garantia de não reeleição em 2022, ainda mais com Marco Feliciano como vice, como sonha o impoluto deputado-pastor, símbolo do rebanho eleitoral bolsonarista. Haja paciência!

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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A TOGA E A CARTA MAIOR

O nobre togado do Supremo Tribunal Federal (STF), o decano Celso de Mello, fazendo parte da turma de detratores do presidente da República, a respeito da reedição de trecho da medida provisória sobre demarcação de terras indígenas disse que o presidente minimiza perigosamente a importância da Constituição: “O respeito à Constituição é a evidência, é a demonstração do grau de civilidade de um povo” (Celso de Mello: ‘Presidente minimiza perigosamente importância da Constituição’, “Estado”, 3/8, A4). Bonitas palavras, não fosse lembrarmos das peripécias dos seus pares, em especial, quando aquele cuja mãe era amicíssima da falecida ex-primeira dama, em conluio com o então presidente do Senado, permitiu que a defenestrada da Presidência por impedimento continuasse com os direitos eletivos preservados. Não é lindo os togados se acharem isentos do respeito à Carta maior?

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

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EXTRAPOLAÇÃO DOS PODERES

A entrevista do ministro do STF Celso de Mello (3/8, A4) e o editorial Murro em ponta de faca (“Estado”, 4/8, A3) me pareceram injustos com o presidente Bolsonaro. A injustiça mais profunda é a crítica a um erro, como se fosse algo usual e corriqueiro, do presidente Bolsonaro de reeditar, na mesma sessão, outra medida provisória com o mesmo conteúdo. Algo que já foi normal nos tempos de Fernando Henrique Cardoso e do Plano Real. A lei não deve mudar de acordo com o governante em questão, como o Congresso atualmente aventou em delimitar o número de Medidas Provisórias. Antes de falar que “o presidente minimiza a Constituição”, segundo ministro Celso de Mello, e que é prerrogativa do Congresso tratar do organograma da administração federal, segundo o editorial do Estadão, penso que deveriam olhar para o próprio umbigo e assumir as inconsistências do Judiciário e do Legislativo. Não é de hoje, mas sempre houve uma ingerência do Judiciário, na figura do STF, no Legislativo; e do próprio Legislativo, na figura da Câmara, no Executivo, que como o nome diz, executa. A prerrogativa em questão pode ser do Legislativo, mas a função de fazer o organograma para administrar da forma que pensa ser correta é do Executivo, que vai ser julgado de quatro e quatro anos nas eleições presidenciais. Toda empresa privada faz mudanças no organograma quando pensa em melhorar a administração. Acho que a Constituição deve ser revista na sua inteireza e não remendada a bel prazer dos interesses das circunstâncias políticas. A Medida Provisória deveria ser aprovada sem contestação pelo Legislativo. Esse tipo de atitude do Legislativo já foi descrita de forma semelhante no livro “Como as democracias morrem”, de Levitsky e Ziblatt. Sobre o Judiciário, é estranho falar de uma instituição que corriqueiramente invade as prerrogativas do Legislativo. Penso que o que está acontecendo é uma apodrecimento das principais instituições do País, o Judiciário legisla como no caso da homofobia e outros e o Legislativo executa como no caso das agências em que queriam ou querem indicar diretores, no toma lá dá cá, no caso da Fundação Nacional do Índio (Funai) e Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). E o Executivo é perseguido politicamente pelos outros com palavras e ações, porque o voto de 58 milhões de brasileiros não vale nada. Não estou entrando no mérito das questões.

Lino André Votta Alves lvottaalves@gmail.com

Campinas


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SUPERADO

Em que pese o presidente Bolsonaro ser demasiadamente inoportuno em suas declarações públicas e severas respostas às perguntas de jornalistas, ele está sendo superado por alguns ministros do STF referentes às decisões jurídicas adotadas. Às vezes desrespeitam os termos da Carta Magna, em outras usurpam o Poder Executivo, ademais proferem decisões inadequadas, principalmente aquelas que proíbem agentes públicos de fiscalizar possíveis ou supostos desmandos financeiros de seus colegas, albergando, inclusive, as esposas de alguns outros. Lamentável as declarações proferidas pelo decano Celso de Mello ao afirmar, em entrevista concedida ao jornal “Estadão”, que o presidente Jair Bolsonaro “minimiza perigosamente” a importância da Constituição e que “degrada a autoridade do Parlamento brasileiro”.

Wakdir Pereira walper.indaia@gmail.com

Vinhedo

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PARA LEMBRAR

Com referência à manchete da primeira página (“Estado”, 3/8, A1), sobre a entrevista do ministro do Supremo, sr. Celso, observo: onde estava esse juiz decano e atual membro do Supremo, quando seu colega, sr. Lewandowski, rasgou a Constituição no impeachment de Dilma e eliminou uma vírgula dela. Onde estava esse mesmo elemento, quando outro colega proibiu que a Receita Federal investigasse outros colegas dele do Supremo, rasgando também a Constituição, onde todos são iguais perante a lei. Ficou quietinho, quietinho.

Eduardo Santalucia santalucia.eduardo@uol.com.br

São Paulo


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CONVENIÊNCIA SUPREMA

Disse o ministro que “Bolsonaro transgride separação de Poderes”. No impeachment de Dilma, Lewandowski rasgou a Lei Maior. E a fraude na eleição do Senado? E os vinhos de castas nobres? E as lagostas? E as passagens aéreas? E habeas corpus para bandidos? E autorização para entrevistas exclusivas para presidiário? E o impedimento para que se investigue desvios de “certas pessoas”? E o supremo decano não abre o bico, um pio sequer. Que “guardião da Constituição” é esse? Talvez sejamos todos idiotas...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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AOS AMIGOS TUDO

Por ocasião do julgamento do impeachment da sra. Dilma Rousseff, o ministro Lewandowski, em decisão absurda, permitiu que a presidente, apesar de perder o mandato, viesse a poder, se desejar, disputar um outro. Decisão certamente costurada no subterrâneo pelo probo ministro e pelo não menos probo senador Renan Calheiros. Uma verdadeira “peraltice constitucional” que não mereceu a mínima censura dos demais ministros guardiões da Constituição que acabara de ser rasgada pelo colega. E, tendo ficado calado por ocasião dessa fraude, o decano, ministro Celso de Mello, vem agora aventar pela existência de perigo nos atos e manifestações do presidente Bolsonaro. Isso está parecendo coisa típica tal como “aos amigos tudo, aos inimigos, mesmo sem erros, o rigor da lei”. Que baixaria. Dois pesos e duas medidas?

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

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RESPEITO À INDEPENDÊNCIA DOS PODERES

O ministro do STF, Celso de Mello, acerca de certas atuações do presidente Bolsonaro, assevera que precisa ele respeitar a independência dos Poderes, resguardada pela nossa Carta Magna. Entretanto, o eminente magistrado se esquece de que a Suprema Corte, por diversas ocasiões, invadiu competências, judicializando matérias da alçada dos poderes Legislativo e Judiciário, como é o caso, por exemplo, do racismo na homofobia, além de outros. Assim, em matéria de invasão de competências nenhum poder brasileiro pode aconselhar outro, porque há exemplos de culpas a tisnar o brilho dos conselhos.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro


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RECESSO SUPREMO

“Presidente (Jair Bolsonaro) minimiza perigosamente importância da Constituição”, disse em entrevista o decano supremo Celso de Mello. Dois pesos duas medidas, ministro? Dentre outros, explique o porquê de seu perigoso silêncio quando o colega Ricardo Lewandowski rasgou a Lei Maior no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, ensacadora de vento. Considerando as decisões dos ministros Marco Aurélio Mello, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes em outras pautas, no mesmo dia, vimos que os doutos supremos voltaram do recesso com toda a corda. O que os arautos de plantão Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Lewandowski estão preparando para a retomada desses holofotes? Para a normalidade e segurança constitucional, combinadas com o silêncio dos incontroláveis e midiáticos ministros, melhor seria que o referido recesso fosse o ano todo. Estragos zero, por certo ninguém reclamaria.

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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GOVERNO BOLSONARO

Como fazer juízo de mérito e de valor do governo Bolsonaro com apenas 14,6% de mandato exercido?

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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RECIPROCIDADE

Se o decano do STF critica a autoridade máxima da República, essa autoridade tem a obrigação de reagir a essa agressão, indevida e desrespeitosa. Quem quer respeito dá-se o respeito, mereça-o ou não.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

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CELSO DE MELLO

O decano do Supremo, do alto de suas supremacias, não julga, passa carraspanas.

Leonel Cunha leonelcunha@icloud.com

Curitiba

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OPINIÕES DIVERGENTES

O decano da Suprema Corte, ministro Celso de Mello, declarou categoricamente que “Ninguém, absolutamente ninguém, está acima da autoridade suprema da Constituição da República”. Afirmação mais do que oportuna no momento em que o STF começa a se manifestar mais incisivamente sobre o vazamento de supostas mensagens trocadas entre o ministro Sergio Moro e procuradores da Lava Jato, divulgadas de forma sensacionalista pelo site The Intercept e por veículos da imprensa. O ministro Roberto Barroso, por exemplo, opinou que nessas mensagens hackeadas “há mais fofocas do que casos relevantes, apesar do esforço de se maximizar os fatos”, enquanto seu colega, Gilmar Mendes disparou, baseado nelas também, que a atuação da Operação Lava Jato é a de “uma organização criminosa para investigar pessoas”. Opiniões díspares perante um artigo Constitucional que, embora pareça claro, tem também gerado opiniões divergentes, que reza serem inadmissíveis, em um processo, provas obtidas por meios ilícitos. É talvez chegado o momento de o STF, como poder moderador, bater definitivamente o martelo na questão dessas mensagens que até agora, para deleite de muitos, só serviram para acentuar mais ainda a deplorável polarização em que o País se encontra.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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QUEM NÃO DEVE, NÃO TEME

Temos um ditado “secular” que diz que quem não deve não teme. Então gostaria de saber por que o ministro Alexandre de Moraes proibiu que os levantamentos da Receita Federal sobre suas majestades, que no Brasil julgam-se “deuses” e acima de qualquer cidadão, continuassem sendo feitos (Alexandre vê ‘desvio de finalidade’, suspende devassa da Receita sobre 133 contribuintes e afasta servidores, “Estado”, 1/8). Será que muitas informações e valores que não condizem com seus honorários/salários seriam apurados? Vamos lá,  ministros, abram suas contas e mostrem ao País que vocês são pessoas honestas e acima de qualquer suspeita. Porém acho que nem a velhinha de Taubaté vai acreditar. Pobre Brasil.

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

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CONVERSA DE BOTEQUIM

Quem exerce cargo político, mesmo com alto conteúdo técnico, eleito ou nomeado para exercer funções de direção ou comando, deixa de ter amigos e passa a dispor somente de aliados temporários, ligados por alianças que, a qualquer momento podem ser desfeitas, por interesses vários. Aprendem a perdoar, mas jamais a esquecer. A maioria tenta ser simpática e interage com a imprensa por meio de fala mansa, mas existem os grossos e boquirrotos que, naturalmente ou seguindo estratégia previamente estabelecida, mesmo imbuídos de bons propósitos, batem de frente com os interlocutores. Há, principalmente no Brasil dos 32 partidos, os que aproveitam os seus termos para, mediante manobras de corrupção impunes e mentiras, focar exclusivamente em interesses particulares, visando a criar lastro econômico-financeiro que os garanta lugar eternamente no poder e outros que se amuam quando exonerados, como recentemente ocorreu com o diretor do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe) que, deselegantemente, detonou o presidente eleito e comparou seu estilo ao praticado em conversa de botequim. Enfim, o cardápio é longo, mas não exaustivo.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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FENÔMENO

Sobre a matéria Ricardo Galvão é exonerado do Inpe após críticas de Bolsonaro a dados do desmatamento, publicada no “Estadão” em 2/8, examinando as taxas de desmatamento dos últimos anos por parte do Inpe, pode-se constatar que curiosamente no recente governo Bolsonaro houve um súbito crescimento dos índices de desmatamento na Amazônia, que não  seriam nem explicáveis por uma abertura das porteiras após sua posse, pois neste curto período não houve alteração da realidade de se desmatar tanto assim. Como as esquerdas mentem com números e os usam em seus discursos, dentro da lógica da oposição sistemática sem qualquer moral, que lá fora é criticamente avaliada, se explica a demissão do presidente do Inpe. O fenômeno pode ser explicado, ou em boa fé por um acerto de pequenos erros acumulados por alguns anos feitos culposamente, ou de má fé como por uma manipulação dolosa de dados, para uso político dos adversários. Como no meio político não se confia quase em ninguém, o atual dirigente do órgão deverá ser trocado, pois não explicou bem até agora este salto súbito, sendo que seu sucessor terá como função em verificar suas verdadeiras causas. Dentro de uma lógica até admitida por esquerdistas, o “mestre” Lenin já disse no passado: “confiar é bom, mas controlar é melhor ainda”, tanto assim que o outro lado resolveu implementar isto por segurança. Muito lá fora depende da confiabilidade desses números como índices ambientais, mostrando que o “controlar” será melhor muitas vezes.

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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CONSELHO A BOLSONARO

Senhor presidente, o Brasil, o senhor e o ministro do Meio Ambiente foram escancarados na União Europeia, principalmente pela revista “The Economist”, que colocou na primeira página para o mundo inteiro saber o título “Um Velório para a Amazônia”. Muito triste isso, porque no mês de junho foram 1.864 quilômetros quadrados devastados, sem nenhuma fiscalização por parte do Ibama, que sofre ameaças dos garimpeiros, grileiros, madeireiros. 2 milhões de árvores foram derrubadas e nada foi feito. O senhor diz que não tem estratégia nas suas decisões, pense no que falou para o Jornal “O Globo” de 31/7. Disse que pensa em incentivar o garimpo e coalhar o País de “Serras Peladas”, cujas fotos, do Sebastião Salgado, viajaram o mundo como se tivesse ocorrido uma catástrofe, e o senhor pensa em repetir. Pense, senhor presidente, nos seus netos. A Amazônia foi nos dada pelo Criador e agora querem a sua devastação. Ainda é tempo, faça um exame de consciência. O senhor estará em setembro na Assembleia da ONU, como irá enfrentar os protestos? Mesmo tendo dado baixa do Exército como capitão, a estratégia do desmatamento não irá funcionar. Pense na Amazônia como um patrimônio não nosso, mas sim da humanidade, pois é lá que há a maior biodiversidade do planeta. Em nome da natureza e da vida, repense suas estratégias e determine ao ministro Sergio Moro que mande a Força Nacional para evitar nova tragédia em agosto, o mês das grandes tragédias. Que cuidem principalmente do Parque Nacional do Xingu, objetivo dos garimpeiros em terras indígenas. A natureza e a vida no planeta Terra pertencem também aos que estão por vir. Pense nisso.

Jose Pedro Naisser jpnaisser@hotmail.com

Curitiba

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AMAZÔNIA DESTRUÍDA. SÓ AGORA?

Todos lêem “The Economist” entrar de cabeça para “defender” a Amazônia da destruição e chamar o Brasil de incompetente. Em muitas coisas até concordo, mas não aceito e não acredito em tanto empenho pela causa só hoje. Quando éramos governados por “coleguinhas ideológicos” a Amazônia não estava sendo destruída? Só agora? Parece o Greenpeace, que persegue o Japão na pesca das baleias e o carvão na América do Norte, mas ignoravam a “mãe” soviética e Chernobyl, a China podre e irrespirável. Acreditar nessas balelas é como acreditar em data de fim do mundo. Me poupe, se poupem.

Roberto Moreira da Silva  rrobertoms@uol.com.br

São Paulo

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TRABALHO AMBIENTAL DO BRASIL

Prezados e prezadas, na Suíça agricultores recebem PSA e subsídios substanciais para manter a paisagem campestre, do que não discordo, apenas analiso a enorme distância que existe nestas discussões ambientais totalmente descontextualizadas. Basta verem diversos estudos “científicos” sobre variados temas ambientais, educacionais e outros comparando o Brasil com países que possuem 2 mil anos de história e que têm apenas dez milhões de habitantes ou ainda menos. Obs: a maior parte das florestas russas estão em regiões congeladas, praticamente inexploráveis e em outros países do Hemisfério Norte, não se explora coníferas por não serem viáveis concorrendo com o  eucalipto para a produção de celulose. Nós nos comunicamos muito mal e não expomos para o mundo todo o trabalho ambiental desenvolvido no Brasil e o seu ainda não calculado custo bancado pelo produtor rural brasileiro. É importante calcular quanto isso nos custa, divulgar estes custos, que são na realidade uma prestação de serviços ambientais desfrutados por todos de graça. Observem que na civilizada França, o que detonou o movimento dos “coletes amarelo” foi a tentativa de aumentar o preço do diesel para reduzir as emissões de carbono. Deu no que deu. O Brasil precisa reverter o jogo e de devedor passar a credor cobrando do planeta o que estamos dando de graça. Nós somos os grandes defensores dos espaços ambientais e não deveria ser qualquer país, como Noruega e outros que venha nos dar lições quanto a esse tema.

José Augusto Baldassari jose.baldassari@icloud.com

São Paulo

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ANGRA 3, ANTIECONÔMICA E PERIGOSA

O governo Bolsonaro pretende não só dar prosseguimento à construção da usina nuclear Angra 3, como também construir mais usinas nucleares no País. A construção de Angra 3 teve início em 1984, mas suas obras foram paralisadas por diversas vezes, inclusive com a constatação de irregularidades que resultaram na prisão dos envolvidos. O governo federal gasta R$ 36 milhões por ano com o canteiro da Usina, apenas para a manutenção dos equipamentos ali existentes. A obra será reiniciada em 2021, com término previsto em 2026, devendo custar ainda mais R$ 14 bilhões, o que elevará o seu custo final para R$ 21 bilhões. É evidente que essa usina se tornou antieconômica e seria mais racional abandonar a sua construção. Quando Angra 3 foi projetada, em 1984, as usinas fotovoltaicas ainda não tinham atingido o desenvolvimento que alcançaram nos últimos anos. Em 24/12/18, o “Estadão” publicou reportagem apontando que o custo estimado da energia elétrica fotovoltaica, para o consumidor seria de R$ 328,00 por megawatt-hora (MWh), enquanto a energia elétrica produzida pela Usina Atômica de Angra 3, seria de R$ 528,00 (MWh) (Energia da usina Angra 3 é mais cara até do que geração solar, diz estudo). Além dos parques de energia solar, que poderão ser construídos mais perto dos consumidores, cada um de nós poderá optar por instalar em seu edifício a energia fotovoltaica, injetando o saldo da sua produção na própria rede das distribuidoras. Já as usinas atômicas, independentemente de sua localização, estão sujeitas a desastres catastróficos, como já ocorreu em Chernobyl, na Ucrânia e em Fukushima, no Japão. Embora o presidente Bolsonaro não acredite no aquecimento da temperatura média do planeta, este é um fenômeno constatado por mais de 90% dos cientistas da Terra, que deu origem ao Acordo de Paris, do qual o Brasil é signatário. Já foi constatado, entre outras ocorrências, o degelo na Antártida. Afinal de contas, de 1992 a 2017, o continente perdeu 3 trilhões de toneladas de gelo, contribuindo para um aumento médio do nível do mar de 7,6 milímetros, 40% deles nos últimos cinco anos. Na hipótese de continuar o degelo no Polo Sul e o aumento do nível do mar, as usinas de Angra dos Reis ficarão inviabilizadas. Diante de todos esses fatores, em nosso país as usinas atômicas de Angra tornaram-se antieconômicas, além de representarem um sério perigo ante a possibilidade de vazamento de material radioativo, perigosamente próximo às regiões populosas do País, como o Rio de Janeiro e São Paulo. Não existe nenhuma justificativa técnica e econômica para a construção, não só de Angra 3, como de qualquer outra usina atômica no Brasil. Conforme o Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe), o território brasileiro recebe mais de 2.200 horas anuais de insolação, o que equivale a 15 trilhões de megawatts.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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REFORMA AGRÁRIA

Despertou-me muita preocupação a reportagem sobre a devolução de terras desapropriadas (Governo pode devolver terras desapropriadas para antigos donos, “Estado”, 4/8, A4). Seria o governo cumprindo suas promessas aos fazendeiros?

Maria Ísis Meirelles Monteiro de Barros misismb@hotmail.com

Santa Rita do Passa Quatro

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‘DEIXEM O LIBERALISMO FORA DISSO’

O artigo Deixem o liberalismo fora disso, de Elena Landau, (“Estado”, 3/8, A2) é cheio de achismos, afirmações vazias e contradições, embora bem escrito por alguém que é respeitada na imprensa e que se apresenta como defensora do liberalismo. A autora se contradiz no próprio artigo ao classificar de liberal o governo de Fernando Henrique Cardoso. Em princípio, acho muito cedo para se classificar como não liberal um governo que mal começou. Tecer uma série de críticas ao comportamento pessoal do presidente que não passam de afirmativas fora do contexto de atos praticados pelo deputado nada tem a ver com o liberalismo ou não do governo. Principalmente, como repetido durante toda a campanha, a orientação econômica do ministro da Economia, Paulo Guedes, reconhecido como liberal internacionalmente, e muito mais liberal do que qualquer um dos ministros dos governos anteriores, estes sim, cujas ações governamentais sempre foram a favor de um Estado forte, a antítese de qualquer governo liberal, que prega a redução do Estado. Além do mais, como um governo que envia ao Congresso, nos primeiros seis meses de mandato, a reforma da Previdência e obtém a sua aprovação por uma maioria expressiva de 379 votos pode ser inoperante? A fantasia de que o autor da reforma atrapalhou a sua aprovação e que a ela só foi aprovada pela a ação do excelentíssimo senhor presidente da Câmara, uma nulidade, que foi inventada pelo dito Centrão para chantagear o ex-presidente Temer, não passa de uma piada para todos que tenham um mínimo de conhecimento de como votam os nossos excelentíssimos deputados. Por outro lado, a autora mostra também desconhecimento do que foi o fenômeno que elegeu Bolsonaro. Ele não se resume apenas à desilusão com o governo dos petistas, mas inclui a rejeição a todos os governos dos últimos 30 anos e posteriores à famigerada Constituição de 1988, elaborada com base em teorias socialistas do PSDB e claramente contrárias ao liberalismo, cujo resultado foi o desastre que atingiu o País no final do último destes governos e, como afirma a autora, resultou em “um país onde metade da população não tem acesso ao saneamento e crianças saem da escola sem aprender o básico de Português e Matemática”. Finalmente, nós que votamos em Bolsonaro, a maioria dos eleitores, sabemos que iniciamos um processo para o futuro e não recuaremos de nossa posição de jamais votar nos defensores do Estado socialista, sob que nome for. 

Carlos Ney Millen Coutinho cncoutinho@uol.com.br

Rio de Janeiro

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UM GOVERNO LIBERAL

Esse artigo tenta colocar que não temos um governo liberal. Será que a articulista já ouviu os planos do ministro da Economia? Se as intenções do superministro, a que o presidente não deve colocar obstáculos e já se iniciaram pela Petrobrás, não são liberais, o que é liberalismo na economia?

Percio Rodrigues  percio.rodrigues@gmail.com

São Bernardo do Campo

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FALTA TUDO NO GOVERNO

É emblemático que o editorial Falta de civilidade (“Estado”, 4/8, A3) e o artigo de Fernando Henrique Cardoso (Falta fazer, “Estado”, 4/8, A2) tenham títulos iniciados pela mesma palavras. Ao governo de Jair Bolsonaro falta o principal: governar. Tudo o que foi feito até aqui teve como princípio a desconstrução do que havia sido feito antes: educação, meio ambiente, ciência e tecnologia, políticas sociais e saúde. Nada foi criado ou desenvolvido. Mesmo a reforma da Previdência andou somente devido ao protagonismo da Câmara dos Deputados e não do Executivo. Sem qualquer aptidão para a função, é hora de liberar a moita, abusando da escatologia oficial. 

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas

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EXPRESSÃO CORRETA

Em excelente artigo, Fernando Henrique Cardoso propôs a construção de um “liberal-progressismo” para oxigenar o panorama político.  Me pergunto: por que, para facilitar o entendimento, o ex-presidente não usou a expressão mais conhecida:  centro-esquerda? Esse matiz remete à social-democracia que fez superar a inflação e modernizou o País em vários aspectos, e faz falta para equilibrar o cenário atual.

Francisco Eduardo Britto britto@znnalinha.com.br

São Paulo

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‘FALTA FAZER’

“Falta Fazer”. FHC escreve bonito. Mas não escreve sobre as metas mais importantes depois do equilíbrio das contas fiscais: desmatamento zero e ocupação remunerada para os contingentes mais pobres em saneamento básico, reflorestamentos e recuperação de bacias hidrográficas.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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ENGENHARIA LEGAL

É incrível que ainda não existam estudos sobre uma engenharia legal. O mundo muda rapidamente, tanto física como política e socialmente, mas as modificações nas leis não correspondem. Acredito que o nosso país será um case quando essa ciência for iniciada. As leis brasileiras estão emperradas, a começar pela Constituição, que já tem mais de 100 remendos e não se fala em reformá-la. Em nada essa condição é mais notável do que nas leis penais. O viés garantista – que considera o acusado inocente até a última instância, que garante a imunidade ao advogado de defesa e que mantém as penas absolutamente ridículas, para não dizer criminosas, pelo incentivo que dão às práticas delituosas – é um cúmplice da impunidade, mal maior da nação e um atavismo de gerações. A proposta é modernizar o sistema legal com um mecanismo inteligente, base da robótica: o feedback. Uma amostra do resultado é realimentada ao sistema que corrige o processo de forma a aproximar o resultado a uma meta. Automaticamente. Assim, com o mensalão, o petrolão, as facções criminosas, etc, chegando às dimensões da Lava Jato, tudo por causa da impunidade geral, o sistema legal inteligente aumentaria as penalidades automaticamente até aproximar o índice da criminalidade a uma meta mundial aceitável. É possível. Lamento informar aos advogados da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) que perderão seus ganhos nababescos, porque esse princípio de autorregulação um dia será implementado como a inteligência artificial e os carros autônomos já estão sendo, diminuindo drasticamente a criminalidade. 

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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A VERDADE VERDADEIRA

Prestes a completar 500 dias enclausurado, Lula da Silva já concedeu mais de 20 entrevistas exclusivamente à imprensa que o apoia. A juíza Carolina Lebbos, depois de ouvir o cidadão mais honesto, não autorizou entrevista com “O Antagonista”.  Lula da Silva é alvo constante do site, que não poupa palavras para criticá-lo com voracidade e, com medo de ser colocado numa sinuca de bico, refutou entrevista. A verdade dói.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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OUTRO LÍDER MAIS CORAJOSO

Lula negou-se enfrentar O Antagonista. Está na hora dos petistas procurarem outro líder mais corajoso.

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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MATANÇA NOS EUA

Em dois dias seguidos foram assinadas 29 vítimas e 52 pessoas ficaram feridas nos Estados Unidos, em El Paso, Texas e Dayton, Ohio (Segundo ataque a tiros em 13h mata 9 nos EUA e acesso a armas é rediscutido, “Estado”, 5/8, A10). Este horrível e triste saldo é suficientemente convincente de que a segurança do cidadão não passa por armá-lo?

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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MASSACRES E INTOLERÂNCIA

O fanatismo ideológico presente na internet ganhou destaque no site 8chan, onde usuários podem montar fóruns de debate. Os discursos racistas e xenófobos, assim como o antissemitismo, propagam troca de mensagens, publicação de manifestos e agora avisam quando e onde haverá um massacre. Foram três nos últimos seis meses: contra latinos (El Paso, Texas), muçulmanos (numa mesquita na Nova Zelândia) e judeus (numa sinagoga na Califórnia). Isso sem contar que, no fim do ano passado, houve o massacre numa sinagoga em Pittsburgh, na Pensilvânia, que também pode ter influenciado o atirador. De qualquer forma, o site 8chan transformou-se numa plataforma do ultranacionalismo e da defesa da supremacia branca, da intolerância, do ódio e da extrema-direita.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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ATRASAR O 5G, NEM PENSAR

Em resumo, se anuncia que as empresas de telecomunicações (Vivo, Claro, entre outras) irão atrasar o desenvolvimento do Brasil postergando a implantação da tecnologia de quinta geração, a chamada 5G, entre nós, porque isso iria acabar com a TV a cabo. Resta saber o que vai fazer o governo Bolsonaro a respeito. O que podemos sugerir é que a mídia impressa mantenha os leitores informados sobre o andamento da implantação dessa excepcional nova tecnologia para o desenvolvimento da humanidade. Com os militares do passado o Brasil ficou defasado em relação ao resto do mundo em termos de informática, tentando reinventar a roda com a reserva de mercado para empresas nacionais, sem sucesso. Empresas como Cobra, Itautec, sid, Elebra, Scopus, etc. atrasaram em pelo menos 20 anos o desenvolvimento do Brasil nessa área imprescindível para o desenvolvimento nacional. Que a tecnologia 5G não nos deixe na rabeira novamente para atender a empresas retrógradas que se negam a evoluir no Brasil.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

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DANIEL ALVES NO SÃO PAULO

De repente uma notícia surpreendente, de que o jogador Daniel Alves assinou contrato com o São Paulo com salários em torno de R$ 1,5 milhão. Segundo a mídia esportiva, ele disse ter recusado ofertas de muitos clubes e preferiu voltar e assinar com o São Paulo, clube que ele sempre admirou. A notícia traz junto a pergunta inevitável: o tricolor acertou nessa contratação que dependerá de seu desempenho nas mais de 20  rodadas que faltam até o final do ano? Creio que sim, até porque o técnico do tricolor sabe que Daniel Alves sempre foi um ótimo apoiador, mas falho na marcação como lateral, o que obrigará o time a ter outros boleiros correndo por ele.

Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo

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