Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

07 de agosto de 2019 | 03h00

GOVERNO BOLSONARO

Endividamento das famílias

De janeiro até agora, com novo governo, que prometia fazer diferente, nada mudou, a não ser as polêmicas e firulas diárias. Tudo continua como dantes no quartel de Abrantes. O porcentual de famílias endividadas no País aumentou 64,1%, dados de julho. Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, da Confederação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, é a sétima alta consecutiva do indicador. O porcentual de indivíduos que têm dívidas em atraso também cresceu na comparação com julho do ano passado. É a sexta alta consecutiva. A pesquisa também mostrou que houve aumento no número de inadimplentes: de 23,6% em junho para 23,9% em julho deste ano. Houve alta ainda na comparação com julho de 2018 (23,7%). O fato é que os tais R$ 500 que serão liberados a partir de setembro para cada conta que o trabalhador tiver no FGTS não vão deixar a vida muito mais fácil para os endividados, que vão usar essa merreca para abater dívidas, e não para irem às compras, como parece acreditar o ministro da Economia, Paulo Guedes.

TURÍBIO LIBERATTO

turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

Táticas presidenciais

Está ficando claro o modus operandi do presidente Jair Bolsonaro: se algo o incomoda, usa algum pretexto para atacar a pessoa, demiti-la e colocar um militar mais alinhado a ele no lugar. Foi assim na extinção dos conselhos nacionais e na “purga” dos que sobraram (Decreto 9.759, de abril de 2019), na demissão do presidente do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), por exemplo. Agora está preparando o terreno para não ter um “xiita ambiental” como procurador-geral da República. E continua com os seus ataques aos governadores dos Estados do Nordeste. Alguém falou em Donald Trump...?!

OMAR EL SEOUD

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

Mercurial

Tenho várias restrições ao comportamento do presidente Jair Bolsonaro. Suas manifestações verbais têm sido em boa parte uma caótica cesta de absurdos, desaforos, despautérios e incongruências. Todavia, para surpresa minha, na entrevista concedida ao Estadão publicada ontem o presidente se mostrou amistoso e, sobretudo, pareceu-me sincero. Não sei se por habilidade do repórter Patrik Camporez, que soube conduzir a entrevista, ou se, como ele mesmo confessa, está se tornando mais polido, a verdade é que me surpreendi. Aguardemos os próximo dias, porque o homem me parece meio mercurial.

ÉDEN A. SANTOS

edensantos@uol.com.br

Barueri

Atrapalhar menos

O presidente Bolsonaro, vez ou outra, fica tomado de espírito agressivo, investindo contra segmentos de interesse nacional. Se está certo quanto às críticas, é outra questão. Na verdade, atrapalhar menos é melhor do que constranger seus assessores e o Poder Legislativo. Bem acertado, pois, o editorial de ontem (A3) que analisa os problemas das intromissões e apreciações dispensáveis do presidente. Na verdade, Bolsonaro ajudará a Nação quando não atrapalhar com suas manifestações, evitando debates e desgastes.

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

Promessas

Percebe-se que o presidente Bolsonaro está tentando cumprir suas principais promessas de campanha. Na defesa do agronegócio, procura flexibilizar ainda mais as normas atuais, que nem mesmo são cumpridas, e o desmatamento come solto. Para o empresariado em geral já está remodelando o BNDES, a Caixa e Banco do Brasil, para os recursos serem mais bem distribuídos. Já deu um grande passo para a “Cancún brasileira” liberando os norte-americanos do visto de entrada. Será mais uma agressão ao meio ambiente. Ainda na campanha Bolsonaro declarou que o trabalhador terá de escolher entre perder benefícios e não ter emprego. Levando em conta o número de votos que recebeu nas famosas urnas eletrônicas, anteriormente sob suspeição, mas que num passe de mágica se tornaram seguras, ficou claro que o povão ficou mesmo amedrontado com o terrorismo de que faltaria dinheiro para pagar a aposentadoria. Sem dúvida, a massa foi muito bem conduzida por seus pastores, no sentido mais amplo da palavra, que estarão rezando para que o ministro Paulo Guedes consiga tirar da cartola os empregos perdidos. Pobre povo brasileiro.

CARLOS GONÇALVES DE FARIA

sherifffaria@hotmail.com

São Paulo

Esperança resiliente

Quem está chateado somos nós, com o sr. Jair Bolsonaro (Bolsonaro diz estar ‘chateado’ com críticas de Celso de Mello, 4/8). Emprestamos nosso voto para não permitir a volta do PT e estamos amargando os devaneios palacianos do eleito. Mas sejamos justos, excluindo o presidente da República e três ministros, o Ministério é muito competente. E é aí que está a resiliência da nossa esperança.

MÁRCIO MARCELO PASCHOLATI

marcio.pascholati@gmail.com

São Paulo

DIA DO OPALEIRO

Essa é demais

Consultando algumas leis aprovadas pela Câmara Municipal de São Paulo e sancionadas pelo seu presidente, encontramos a Lei n.º 17.128, de 26 de junho de 2019, publicado no Diário Oficial do Município em 18 de julho de 2019 – Projeto de Lei n.º 533/18, de autoria do vereador Rodrigo Goulart (PSD) –, que altera a Lei n.º 14.485, de 19 de julho de 2007, para incluir no calendário de eventos da cidade de São Paulo o Dia do Opaleiro e dá outras providências. Ora, ora, agora, graças à iniciativa do nobre vereador, os amantes do veículo Chevrolet modelo Opala poderão festejar o seu apreço pelo automóvel de sua predileção em 19 de novembro, data oficializada para tal e “de grande significado para a cidade”. E eu me pergunto se o nobre vereador não teria nenhuma outra iniciativa mais proveitosa para auxiliar uma população tão carente dos serviços públicos municipais.

GILBERTO PACINI

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

JOGOS PAN-AMERICANOS

Uma lição a ser aprendida

Num simples olhar, podemos observar que nos Jogos Pan-Americanos de Lima há uma moçada alegre, batalhadora e que luta para vencer. Não usam uniformes suntuosos nem dispõem de técnicos pagos a peso de ouro. O Brasil faz bonito, apesar de não ter uma divulgação à altura, sabe representar com dignidade o seu país quando ganha e quando perde. Essa é uma lição a ser aprendida por todos.

JOSE MILLEI

millei.jose@gmail.com

São Paulo

A LAVA JATO E OS MINISTROS SUPREMOS

Citado numa das conversas divulgadas entre o procurador Deltan Dallagnol com outros integrantes da Operação Lava Jato, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse que a Lava Jato é uma organização criminosa para investigar pessoas. Porém, ao se defrontar tão claramente com a Lava Jato, Gilmar Mendes suscita uma questão: até que ponto a população vai aceitar calada tantos que se arvoram como defensores do que quer que seja, mas que não é o que realmente interessa ao povo mais ordeiro e menos respeitado deste país?

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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IGNORÂNCIA SUPREMA

Disse o ministro que “a Lava Jato é uma organização criminosa”. Ele não tem a menor ideia do que as ruas dizem o que o STF é...

A. Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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A ORDEM DAS COISAS

Só relembrando: a organização criminosa é quem assaltou o Brasil, e não quem a descobriu!

Moisés Goldstein mg2448@icloud.com

São Paulo

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JUSTIÇA

Investigar os ministros do Supremo não pode, mas investigar os promotores da Lava Jato, deve! Êta casuísmo vergonhoso!

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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PROBLEMA

Data vênia, qual o problema do ministro do STF com os integrantes da Lava Jato?

Moises Goldstein mg2448@icloud.com

São Paulo

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ALERTA

Não há dúvida de que uma parcela sinistra – bem conhecida da sociedade – da Suprema Corte se revigorou durante o recesso e retornou com ímpeto discricionário e autoprotetivo, evidenciado por resoluções impactantes e surpreendentes, enquanto oriundas do órgão máximo do Poder Judiciário. Além de determinar a interrupção de investigações que vinham sendo realizadas por auditores da Receita Federal visando ao esclarecimento de movimentações financeiras de contribuintes muitos particulares, ligados a manobras financeiras de alguns daqueles componentes ou de familiares, nota-se uma evidente mobilização entre eles no sentido de enfraquecer o poder da Lava Jato no combate à corrupção, através de esquema – ainda sem solução fechada, embora próxima, ligada à procura de supostas combinações entre procuradores e magistrados – semelhante ao montado, com adaptações tupiniquins, para neutralizar as ações da operação Mãos Limpas, na Itália, que abriu caminho para a volta de corruptos ao poder, como o indefectível Silvio Berlusconi. Que tais iniciativas sirvam de alerta à população contra possíveis  agressões à  cidadania.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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VIVER PERIGOSAMENTE

O Supremo Tribunal Federal (STF), após merecidas férias, voltou com a corda toda. Vários ministros impuseram, unilateralmente, condições para que a Operação Lava Jato – que tem colocado corruptos na cadeia – se abstenha das investigações, especialmente de integrantes daquela Corte e suas respectivas esposas. Na verdade, não se lembram do golpe militar do ex-presidente Costa e Silva, que considerou o STF como um “enfeite institucional” e cassou os ministros Victor Nunes Leal, Hermes Lima e Evandro Lins e Silva. E agora, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, já conseguiram se lembrar ou preferem viver perigosamente?

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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APARÊNCIA

Às mulheres dos ministros não basta apenas ser honestas, mas também parecer honestas.

Ulysses Fernandes Nunes Junior Ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

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OS INTOCÁVEIS

A idade das trevas está de volta com a atuação autoritária do STF querendo acusar e julgar simultaneamente. Bem fez Raquel Dodge, da Procuradoria-geral da República, acusando aquela Corte de ser um tribunal de exceção sobre a questão das “fake news”. Nada contra o STF e tudo no STF. Todos eles se consideram cidadãos e juízes acima de qualquer suspeita.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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TRIBUNAL DE EXCEÇÃO

Quis custodiet ipsos custodes? é uma frase em latim do poeta romano Décimo Junio Juvenal, nascido no século I, traduzida como “quem irá vigiar os próprios vigilantes?”. O inquérito sigiloso do STF, a princípio, versava sobre “fake news” contra o Supremo. Com a recente decisão do ministro Alexandre de Moraes, usando o mesmo expediente, determinando a suspensão imediata de todos os procedimentos investigatórios da Receita Federal envolvendo 133 contribuintes, entre eles ministros da Corte, Superior Tribunal de Justiça (STJ) e familiares, o País fica à mercê de um tribunal de exceção e de uma casta de intocáveis (Alexandre vê ‘desvio de finalidade’, suspende devassa da Receita sobre 133 contribuintes e afasta servidoresEstado, 1/8). Quem fiscaliza quem? É notório o conflito de interesses quando alguém, em qualquer situação ou esfera, usa seu poder e autoridade em benefício próprio. Bastam as inúmeras prerrogativas e privilégios de ministros e parlamentares! Qualquer cidadão deve entender que pode ser chamado a prestar explicações. Qual o problema? As instituições são importantes e devem ser respeitadas, porém o exemplo e o respeito devem vir de direção contrária, por atos e atitudes, não por meras demonstrações e rituais de poder.

Luiz A. Bernardi luizbernardi51@gmail.com

São Paulo

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IGUALDADE PERANTE A LEI

Decano Celso de Mello e seus pares, entre eles Alexandre de Moraes, estão ferindo o art. 5º da nossa Constituição “Todos são iguais perante a lei, sem distinção…”, ao proibir que a Receita Federal analise os 133 agentes públicos que o sistema detectou para análise e ainda mandar afastar dois funcionários que faziam o seu trabalho. Essa é uma medida de exceção lembrando ditaduras.

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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PESOS E MEDIDAS

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) andam à beira de um ataque de nervos desde que a Receita Federal resolveu investigar agentes públicos, entre eles ministros do STF. Segundo o ministro Alexandre de Moraes, há indícios de desvio de finalidade e ilegalidade na apuração da Receita Federal ao investigar autoridades do Poder Judiciário. Em resposta, a auditora fiscal Luciene Ferro da Cunha explica não se tratar de nada pessoal, mas de como funciona o sistema EEP (Equipe Especial de Programação de Combate a Fraudes), que identificou inconsistências na declaração de renda de 134 agentes públicos ensejando análise mais detalhada à busca de esclarecimentos por parte dos declarantes. Diz ela: “O software lançou uma rede de pescador nos dados fiscais de milhões de pessoas e dos 800 mil ocupantes de cargos públicos, selecionou parentes de primeiro e de segundo graus, seus cônjuges e empregados domésticos, além das empresas registradas nos nomes de todos eles e seus sócios. E aí foram selecionadas pessoas que tiveram aumento patrimonial superior a R$ 500 mil e declararam rendimento isento de tributação acima de R$ 500 mil e valor de patrimônio acima de R$5 milhões. Esse primeiro filtro chegou a 799 pessoas. Aí foi aplicada a segunda peneira, de quem teve renda não tributável acima de R$2,5 milhões e receita bruta de pessoa física acima de R$ 10 milhões. Foi assim que se chegou às 134 pessoas. Todo o processo de seleção foi transparente e impessoal. E completa: “O auditor Marco Aurelio Silva Canal, por sua competência, profissionalismo e dedicação, atua como Coordenador da Operação Lava Jato e vem contribuindo para identificar o modus operandi dos sonegadores. Este modus operandi foi reproduzido pela Receita Federal, para ser aplicado a todos agentes públicos”. E finaliza: “Não há irregularidade alguma na conduta da fiscalização”. Pois bem, o software é inocente. A malha usada é bem folgada e grande parte da opinião pública certamente desejaria que ela fosse bastante mais estreita. Afinal, receita bruta de pessoa física, agente público, acima de R$ 10 milhões, pode ser perfeitamente explicável, mas é em princípio difícil de entender. Por isso a sociedade só pode ficar mesmo revoltada perante a presteza com que o ministro, junto com outros 133 agentes públicos, foi blindado mediante intervenção do STF. Na ponta oposta, milhões de contribuintes, cujas declarações descem à precisão dos centavos e caem, por ninharias, na malha fina, se interrogam sobre os pesos e medidas da balança utilizada no andar mais alto da nossa Justiça. Por respeito à sociedade, seria de bom alvitre que, em função do cargo que ocupam, os ministros fizessem justiça, divulgando todo o teor do relatório da Receita Federal, que julgam ser perseguição, apresentando suas justificativas. Trata-se do saudável e elementar princípio da transparência.

Paulo R Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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O STF MAXIMIZA E MINIMIZA

Se está errado, que se evite e advirta, entretanto maximizam a atitude de tentar tirar a demarcação de área indígenas da Funai para o Ministério da Agricultura pela 2.ª vez no mesmo ano legislativo. Parece insignificante, pois todos os órgãos estão subordinados ao Poder Executivo; e minimizam o tribunal de exceção que se instalou no STF, interferindo de forma inconstitucional em órgãos de fiscalização do Poder Executivo e na liberdade de imprensa.

Marcos de Sousa Campos marcosscampos@hotmail.com

Peruíbe

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MULHER DE CORAGEM

A senhora procuradora-geral da República engrandece as mulheres e nos faz sentir orgulho de tê-la em alto posto na nossa sofrida República. Não basta ter conhecimento da ciência jurídica, mas é imprescindível, também, ter a coragem de saber usá-lo nos momentos adequados, denunciando irregularidades e usurpação de funções. Foi brilhante sua manifestação diante dos esdrúxulos atos do Supremo Tribunal Federal que causam espanto até em estudantes da área, ao abrir, sem provocação, investigações sobre a publicação de notícias que supostamente denigrem a imagem do tribunal. Apoiaram-se em artigo do regimento interno que permite a abertura de investigação quando há cometimento de delito penal “dentro do ambiente daquele tribunal”, o que não foi o caso. Manifestou-se a ilustre procuradora-geral no sentido de que foi instalado um “tribunal de exceção”, pois aquele órgão está agindo, simultaneamente, como acusador, investigador e julgador, em total afronta à Constituição federal. Façamos votos para que o senhor presidente da República a escolha para novamente desempenhar o cargo que sabe respeitar, ao contrário de outras “otoridades” que há muito deixaram de merecer a admiração dos cidadãos contribuintes e que fariam um gesto de grandeza se requeressem a respectiva aposentadoria.

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

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ENTREVISTA CELSO DE MELLO

Causou-me espécie a entrevista do ministro Celso de Mello ao “Estadão”, publicada no sábado (‘Presidente minimiza a Constituição’, diz decano, 3/8, A4). O ministro, há 30 anos no STF, diz que tem estudado muito para dar uma posição no caso em que a defesa do ex-presidente Lula alega parcialidade do ex-juiz Sergio Moro na sentença do triplex. Sinceramente, e sem ler os autos, a defesa de Lula sistematicamente tem realizado muitos pedidos, a sua totalidade com argumentos chulos e sem nenhum embasamento, fundamentada na maior parte das vezes em notícias de sites e na mídia destrutiva que assola o País.

Gilberto de Lima Garófalo gilgarofalo@uol.com.br

Vinhedo

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NÃO É O PRESIDENTE

Confesso que tentei entender a fala do ministro Celso de Mello, do STF, quando diz que “presidente minimiza a Constituição”. Será que tão somente o presidente Jair Bolsonaro ou a própria Corte minimizam a Constituição brasileira quando usam e abusam da hermenêutica, em decisões em que o resultado passou a ser costumeiramente 6 a 5? O que interpretar desses resultados – que os votos vencidos são de ministros que não conhecem, no âmago, a Constituição? Em caso afirmativo, é melhor dispensá-los, pois pela falta de critério e criticidade eles estão se sentindo verdadeiros minideuses. Se a instituição STF, tida como “Guardiã da Constituição”, tem no seu seio tantos votos de ministros divergentes, isso me leva a crer que não é o presidente ou a própria sociedade brasileira que estão a minimizar a “Lei Pétrea”, não lhes parece?

Godiva Aguilar Peres godiva.aguilar@gmail.com

São Paulo

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UM CLÃ NO BOLSO

Em 28 anos, o clã político Bolsonaro nomeou 102 pessoas com laços familiares (Clã Bolsonaro nomeou 102 pessoas com laços familiaresEstado, 4/8). O que será nepotismo no Brasil?

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

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BOLSOHONORÁRIOS FAMÍLIA

Jair criando uma “Bolso Família” é tradição na carreira política de Bolsonaro, que lançou uma Bolsohonorários para 102 familiares. Dar filé mignon “embaixador” a Dudu 0.3 é o prato cheio do programa Bolsohonorários Familiares Messiânicos.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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ALTOS SERVIDORES DA NAÇÃO

Associo-me aos leitores cujos comentários referentes a “altos servidores da nação” foram publicados no Fórum dos Leitores de 5/8. Dizem respeito aos absurdos privilégios dos membros apaniguados desta República, com suas mordomias (planos de saúde “top”, dezenas de assessores, lautas refeições regadas a vinhos premiados várias vezes, etc.) às custas dos escorchantes impostos pagos por todos os brasileiros, incluindo os 27 milhões de desempregados ou subempregados. Cabe a pergunta: caso respeitassem a coisa pública, esse contingente de desafortunados não seria menor? Ministros que legislam, usurpando prerrogativas do Congresso e intervindo no Executivo, mas quando deveriam intervir em atitude do Executivo não o fizeram. Refiro-me à indicação do advogado Dias Toffoli para vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo então presidente Lula, hoje presidiário. Entendo que seria da competência do Supremo – do qual já fazia parte o ministro Celso de Mello – intervir pois tal candidato a ministro não preenchia as exigências do artigo 101 da Constituição. Não me parece cabível que um candidato reprovado em dois concursos para juiz de primeira instância possa ser juiz supremo.  

Antonio Calos Gomes da Silva acarlosgs@uol.com.br

São Paulo

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VAIDADE PARLAMENTAR

A notícia dando conta que a Câmara dos Deputados pagou R$ 157 mil por tratamento odontológico para o deputado Marco Feliciano (Podemos-SP), fez-me lembrar de um tempo não muito remoto em que o então senador Renan Calheiros também gastou uma fortuna para fazer implante capilar. Pelo visto muitos dos nossos políticos são bastante vaidosos.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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AS JURÍDICAS RESTRIÇÕES A NOSSOS FAMILIARES

O ministro decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, declara com irreprochável precisão que Bolsonaro “minimiza perigosamente” o legítimo peso normativo da Constituição do Brasil. Aludiu à separação de poderes, ao reproduzir o presidente medida provisória rejeitada pelo Congresso no mesmo ano legislativo, sobre o mesmo tema. Há mais: a cabeça do art. 37 da Constituição está amiúde à beira da guilhotina bolsonariana. Ao pressionar Paulo Guedes a demitir Roberto Leonel da presidência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), vinculado ao Ministério da Justiça, defende o filho Flávio Bolosonaro, beneficiado por decisão do presidente do STF, Dias Toffoli, em decisão judicial corretíssima, ao exigir que sigilo das pessoas somente pode ser excepcionalizado por decisão judicial fundamentada. Porém concorda com o demitido (já se pode considerá-lo como tal), na hipótese de a quebra do sigilo envolver pessoa não ligada a sua família. O perigoso risco de atropelar a Constituição, neste caso, está na quebra, pelo presidente, do pressuposto da impessoalidade para exercer cargo público, assentado na mencionada norma constitucional.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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A MAIORIA INDIGNADA

Impressionante como em pouco mais de sete meses de mandato o presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ) vem indignando a maioria da nossa sociedade e formadores de opinião, com sua postura arrogante e perigosamente autoritária. Não respeita o Judiciário e menos ainda o Congresso; e ofende governadores opositores e, em consequência, o povo do Nordeste. Em artigos de renomados juristas, economistas, filósofos, cientistas políticos, etc., publicados recentemente em jornais, a constatação é cristalina desta indignação e decepção com o presidente Bolsonaro, que foi eleito democraticamente, mas infelizmente tem agido de forma autoritária. Nos artigos publicados no Estadão em 3/8, A2 (o da economista e advogada Elena Landau Deixem o liberalismo fora disso, e o do ex-ministro da Justiça e um dos autores do pedido de impeachment de Dilma Rousseff, Miguel Reale Júnior, BolsoNero, em alusão ao imperador de Roma), articulistas demonstram sua perplexidade com relação às atitudes nada democráticas, liberais, etc. do presidente da República. Não confiando nem na sua sombra, Bolsonaro ofende diretores de entidades como o Inpe e o IBGE, como também jornalistas que não o obedecem e não lhe dizem “amém”. Não é por outra razão que estou muito preocupado com o futuro desta República.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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NÃO É SÉRIO

Após ler os artigos da dra. Elena Landau e do dr. Miguel Reale Jr., apenas uma pergunta: até quando o sr. Bolsonaro irá “brincar” de presidente do Brasil?

Gabriel Anastacio anastacioangola@terra.com.br

São Paulo

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INFORMAÇÃO

Ao ser perguntado, em entrevista ao Estado, sobre suas críticas à imprensa, o presidente Jair Bolsonaro respondeu “Quem não lê jornal, não está informado. Quem lê, está desinformado” (‘Governadores do Nordeste querem a divisão do País’, diz Bolsonaro, 6/8, A4). Não é a primeira vez que ele faz uso dessa frase tosca, tampouco será a última, pois é notória sua irritação com críticas negativas por parte da imprensa às suas falas e atitudes. É bem verdade que certos veículos de comunicação podem, intencionalmente ou não, desinformar ou confundir, mas isso pouco importa. O papel da imprensa é informar. Quem recebe a informação é que decide, em liberdade, o que fazer ou pensar. Quanto ao presidente, assim como outros políticos e pessoas públicas, precisam aprender a rebater críticas com argumentos lógicos e não abrutalhados. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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PEDRA NO SAPATO

A imprensa é como uma pedra no sapato, por dentro de uma meia fina, incomoda e muito o governante. Na história recente o que não faltaram foram chefes de governo querendo fechar jornais em vários países do mundo, inclusive por aqui. Fechar, regular ou quem sabe “podar”. Se em uma democracia não houvesse imprensa livre seria a festa da uva, para o populista, claro. Se o presidente Jair Bolsonaro despreza e ainda cita a máxima depreciativa é porque a imprensa faz o seu papel. Quando o presidente diz que o seu estilo sempre foi esse, a imprensa nunca nos disse o contrário, nunca escondeu a conduta do deputado. O que nos conforta é que “presidentes são temporários”, já a imprensa, é secular. Quanto à “crítica” pelo senhor Jair Bolsonaro aos editores do Brasil, coroa o trabalho magnífico. Parabéns a todos os editores de jornais por serem a pedra no sapato do presidente. O povo precisa e agradece muito.

Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

Guarulhos 

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NÃO LÊ JORNAL

Os vários organismos de imprensa são essenciais para a democracia. Como aceitar que um ocupante do cargo maior da República tenha o desplante de dizer que não lê jornal para não começar o dia envenenado? Como ficamos então quando vemos na imprensa falada, escrita e televisionada as declarações dele com indicativos claros de querer ficar em evidência?

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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O QUE É PIOR

Não sei o que é pior para o Brasil: a guerra comercial entre EUA e China ou as declarações do presidente Bolsonaro.

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

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OPORTUNIDADE NA GUERRA COMERCIAL

Disputas comerciais, comércio em geral, exportações e importações internacionais tratam-se apenas de maneiras para evoluir e movimentar positivamente a balança comercial do País. Dependem exclusivamente da nossa capacidade de interlocução e das oportunidades que o mercado oferece ao abrir brechas por qualquer motivo que for, desde que tais motivos sejam honestos, corretos e justos. Temos que ter homens capazes e astutos para administrar e aproveitar a ocasião. A guerra comercial deflagrada entre EUA e China abre uma enorme lacuna para fazer com que os chineses procurem aderir a novos parceiros comerciais e já estão se movimentando rapidamente, tanto que na segunda-feira (7/8) o governo chinês permitiu que o yuan perdesse valor e suspendeu todas as compras de produtos agrícolas americanos (China dá sinais de que usará sua moeda como arma, abalando os mercadosEstado, 5/8). É o momento ideal e certo de aproveitarmos a oportunidade, pois sem dúvida outros países tentarão fazer o mesmo. Portanto, vamos à disputa imediatamente, até porque é uma luta honesta e limpa, não estamos invadindo o mercado de ninguém, mas apenas aproveitando o momento que surgiu antes que outros o façam. A dimensão continental do Brasil nos permite ser o celeiro do mundo em grãos.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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GOLPE NA CINTURA

Valha-me! Só faltava esta: com uma chorosa foto ilustrando, certa revista semanal anunciou que o petista Felipe Santa Cruz, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) nacional, “sentiu golpe na cintura e chorou” ao ouvir o presidente Jair Bolsonaro falar de seu pai, Fernando Santa Cruz. Vindo de quem veio, pelo jeito, estamos diante de mais um caso Marielle, em que os psolistas estão sempre a postos para explorar a imagem da finada vereadora em busca dos holofotes e escândalos midiáticos da vez. Santa Cruz, à luz de seu histórico político-partidário (ou prontuário?) e das hemorrágicas e deselegantes alocuções, em conexão com a anunciada e dissimulada emoção, identificada com as dos crocodilos nada raiz, resta à sociedade, tal qual vem fazendo com o espírito de Marielle, invocar aos Céus muita luz ao seu finado pai. Deixe-o descansar em paz. Calado, é mais útil à OAB e à República.

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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INGENUIDADE

É muita ingenuidade acreditar que uma comissão dita “da verdade”, montada pela ex-guerrilheira Dilma Rousseff para “esquentar” com documentos as generosíssimas pensões para “torturados da ditadura”, pudesse merecer a mínima credibilidade. Suas conclusões foram pautadas em depoimentos prestados por “vítimas” por demais interessadas. Registros e provas não havia. Uma verdadeira contradição, pois os petistas sempre disseram que palavra não é prova, mas na Comissão da Verdade é. As verdades, a versão de cada um, são decorrência de seu interesse. Precisamos de uma comissão que seja capaz de apurar as mazelas que ocorreram por obra de todos. Como feito até hoje, tem verdade apenas no nome.

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

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COMISSÃO DA VERDADE

A tal Comissão da Verdade, que eu saiba, só é composta por representantes das supostas vítimas, e nenhum representante dos supostos algozes. Ora, então como saber se supostas vítimas eram de supostos traidores não virassem vítimas e heróis? É a pergunta que não quer calar. 

Luis F. Meirelles Carvalho meirelles@meirellescarvalho.com.br

São Paulo

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INVESTIMENTO

Quando Ziraldo foi indenizado pela então Comissão da Verdade, Millôr Fernandes comentou que sua luta pela redemocratização se transformara num investimento.

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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O MILAGRE DA MULTIPLICAÇÃO

A população brasileira não está tão mal assim. Pelo menos para o governo, que deve liberar, nos próximos dias, até R$ 500 das contas ativas e inativas do FGTS, salvando, assim, a Pátria”, isto é, “permitindo que todos quitem suas dívidas com cartões,  condomínios  atrasados, faturas e contas, enfim, e, com essa grana toda, saindo da grande inadimplência em que vivem”. Isso só pode ser uma grande brincadeira do ministro Paulo Guedes, que deve estar achando que os problemas econômicos do Brasil e de seu povo são tudo “fake news”.

João Direnna joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)

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FGTS E MEDIDA PROVISÓRIA INVÁLIDA

O “Diário Oficial” da União de 24 de julho de 2019 (edição Extra n.º 141-A) publicou a Medida Provisória n.º 889. No preâmbulo, o presidente da República afirma: “No uso da atribuição que lhe confere o art. 62 da Constituição, adota a seguinte Medida Provisória, com força de lei”. A Medida Provisória altera, substancialmente, a Lei Complementar n.º 26, de 11 de setembro de 1975, como se vê de seu artigo1.º: “A Lei Complementar n.º 26, de 11 de setembro de 1975, passa a vigorar com as seguintes alterações: “O artigo 62 da Constituição, no parágrafo 1.º, veda a ‘edição de medida provisória sobre matéria (...) III reservada a lei complementar”. Parece que, mais uma vez, os órgãos de assessoramento governamental desconhecem a alteração do dispositivo constitucional invocada, que foi alterado pela Emenda Constitucional n.º 32, de 2001. A inconstitucionalidade da medida provisória é indiscutível.

Fernando da Silva fernandodasilva.adv@uol.com.br

Brasília

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APERTAR O GATILHO

Com efeito, não causa mais espécie a sequência interminável de ataques a tiros em cidades americanas, com dezenas de inocentes mortos e feridos (Segundo ataque a tiros em 13h mata 9 nos EUA e acesso a armas é rediscutidoEstado, 5/8, A10). A respeito, cabe destacar que a polêmica e discutida posse de armas garantida pela Segunda Emenda da Constituição do país explica por que apenas 4,4% da população mundial tem em seu poder nada menos que 42% das armas existentes no planeta. Num país de quase 330 milhões de habitantes, onde há inacreditáveis 300 milhões de armas, quase uma por pessoa, apertar o gatilho contra qualquer alvo parece ter se tornado gesto tão comum e banal quanto apertar a mão de um conhecido. Até quando?

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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PREÇO DO PETRÓLEO

Sobre o artigo Irã captura terceiro barco estrangeiro em menos de um mês, publicado no Estadão em 4/8. As fotos mostram que o Irã está tensionando a corda perigosamente, indicando que talvez existam muito mais interessados no aumento do preço internacional do petróleo do que se pensa, havendo um grande espectro de possibilidades que iriam até a Rússia com problemas de caixa, que seriam solucionados caso aumentassem os preços da commodity. No Brasil um aumento súbito dos preços seria catastrófico. Espera-se que as coisas permaneçam como estão, preferivelmente para o ano que vem no período pós “reformas mais importantes”.                       

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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CONSELHOS PROFISSIONAIS

Muito interessante o artigo de autoria de Miguel Reale Júnior BolsoNero (Estado, 3/8, A2), que aborda com propriedade a crise da democracia representativa propiciada pelo compartilhamento em redes sociais, especialmente no governo de Bolsonaro. Todavia, ao incluir críticas à modernização das atividades profissionais (um jabuti no tema central), o articulista derrapa. Afinal, a sociedade brasileira sustenta sem o devido retorno uma centena de milionários conselhos profissionais. Em países desenvolvidos apenas as profissões cuja atividade põe em risco a vida da pessoas são regulamentadas, e não passam de uma dezena.

José Elias Laier joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos

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GRITO CONTRA BOLSONARO NA ARENA

Difícil fazer uma análise psicossocial de determinados cidadãos nas diversas situações favoráveis ou contrárias ao nosso presidente da República. Qual seria a intenção do torcedor corintiano ao proferir palavras chulas ao presidente Bolsonaro durante os acordes do nosso Hino Nacional? O que mais nos intriga é a capacidade dos mentores corintianos se manifestarem contra os procedimentos da nossa Polícia Militar (PM) ao deter momentaneamente o torcedor boca rota, que se manifestando, colocava em risco sua própria segurança e dos demais (Corinthians repudia ação da PM ao deter torcedor que criticou Bolsonaro na arenaEstado, 6/8). A nota publicada contra o procedimento da PM coloca em pauta a polêmica do politicamente correto ou da paixão clubista?

Aloísio Arruda De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

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INTERNAÇÃO DE DEPENDENTES

Elogiável a decisão do sr. governador do Estado do Rio de Janeiro de providenciar a internação de dependentes químicos para tratamento. É óbvio que uma pessoa sob o efeito de drogas não está em condições de cuidar de si própria e corre riscos que não correria se estivesse em condições de raciocinar claramente. Políticas de vitimização já não convencem mais a ninguém e ao ser dada essa oportunidade de recuperação a quem dela necessita, certamente estaremos trabalhando para que pessoas doentes se curem e se transformem em cidadãos de primeira classe, pois ninguém em sã consciência opta por permanecer nas ruas enfrentando diariamente os perigos e o sofrimento que essa situação envolve, mesmo porque sem disciplina não existe sorte. 

Vera Bertolucci veravailati@uol.com.br

São Paulo

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SEGURANÇA NO RIO

Cracolândias avançam e espalham medo pela cidade. Proliferam em todas as grandes cidades do País. No Rio de Janeiro, mais que nas outras, que no fundo tem como uma das causas a falta de segurança pública. A cidade do Rio está mais para se ir embora do que para vir ou ficar. Não tem nada a oferecer. O cidadão virou refém em seu lar. Sair depois das 8h da noite, nem pensar. A decadência da cidade é patente. O governador Wilson Witzel disse que abrirá escritórios no exterior para incentivar a vinda de turistas a cidade. Turista quer segurança, governador. E isso nem o cidadão carioca tem. 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro 

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CIÊNCIA E IDEOLOGIA

O ministro da Educação, para justificar que o ensino deve ser orientado por princípios científicos, errou ao citar que a aspirina foi criada pelos nazistas. Essa afirmação, já ironizada e corrigida nas redes sociais, encobre, entretanto, um erro mais grave. Trata-se de um equívoco histórico. Praticava-se na Alemanha nazista o ensino das “ciências raciais”, que pregavam a superioridade da raça ariana. Talvez não exista exemplo mais forte e infeliz da subordinação da ciência à ideologia daquela que ocorreu no nazismo. Pretendeu-se criar uma “ciência alemã”, a ciência que justificaria o extermínio e o ódio.

Valter Vicente Sales Filho valtersaopaulo@yahoo.com

São Paulo

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LUIZ GONZAGA

Há trinta anos a sanfona e a voz do rei do Baião se cala. Luiz Gonzaga foi cantar nas alturas, tristezas aqui e alegria no céu. O filho ilustre da cidade de Exu (PE) entrou pra história da música brasileira, mudando o jeito de fazer São João do Nordeste. O filho de dona Santana e seu Januário logo cedo arriscou os acordes no pequeno fole de oito baixo. Pôs o Nordeste nos ombros e levou para o resto do Brasil o amor pela sua região, foi cantado em muitos de seus grandes sucessos, como Paraíba, Vida de Viajante e a maior de todas, Asa Branca, que veio a se tornar um clássico da música popular brasileira. 

Denerval José de Souza desouza.86@hotmail.com

Brasília

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