Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

08 de agosto de 2019 | 03h00

MEIO AMBIENTE

Preservação atrai negócios

Até que enfim o agronegócio se deu conta de que a política de terra arrasada do presidente Jair Bolsonaro só prejudica os negócios, bem como projeta a imagem do País de predador do meio ambiente e atrasado. Nossa imagem lá fora já é muito ruim em outros assuntos graves, como a violência, por exemplo. É preciso compreender de uma vez por todas que vivemos num mundo interconectado e nada do que é dito e feito pelo presidente passa despercebido. Falar em garimpos em terras indígenas ou em transformar reserva ambiental de Angra dos Reis numa Cancún, ou mexer com um sistema tão equilibrado como o da ilha de Fernando de Noronha são exemplos do que nunca deveria ser feito. Por fim, de fato a Amazônia é um fetiche para os estrangeiros, especialmente os europeus, e é bom que assim seja, porque atrai turistas e ambientalistas apaixonados por nossas belezas naturais. Sua preservação nos confere um selo de seriedade e competência que só nos ajudaria em todos os setores, além do agronegócio. Portanto seria bom que o presidente parasse de brincar com coisas sérias e demonstrasse interesse pelos negócios que a preservação promove.

ELIANA FRANÇA LEME

efleme@gmail.com

Campinas

Desmatamento

Faz bem a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, ao tomar posição em defesa do meio ambiente (7/8, A4). Sobre desmatamentos na Amazônia, conviria a ministra interagir com o Incra, para que esse instituto deixe de indicar áreas e mais áreas amazônicas para “assentamentos”, a maioria dos quais nada mais é do que autorização para desmatamento. Por exemplo, veja-se o que acontece no Pará, próximo a Carajás, às margens da BR-163, e vai acontecer no Amapá, num grupo de 17 áreas destinadas pelo governo do Estado para “assentamentos”. Essas áreas do Amapá abrangem mais de 11 mil km2, ao longo da BR-156 e da BR-210, situadas entre vários setores protegidos da Floresta Estadual do Amapá (Flota), que logo se tornarão desprotegidos. Convém examinar a situação juntamente com os ativos senadores do Amapá. Sem dúvida, convém também analisar a exportação de toras de madeiras de lei, principal motivadora dos desflorestamentos. Para entender melhor como avança o desmate “sigam as madeireiras”. 

WILSON SCARPELLI

wiscar@terra.com.br

Cotia

Fiscalizar e punir

Em vez de perder tempo discutindo porcentagem de desmatamento na Amazônia, o importante e urgente é fazer fiscalização efetiva no local. Não somente com uns poucos fiscais, mas com o Exército, para impedir de vez o desmatamento criminoso. E tomar medidas punitivas. 

MIKA KROK

mikakrok@gmail.com

São Paulo

CRIMINALIDADE

Raio X da impunidade

Quem comete crimes não teme castigo. Culpa dos pais? Em parte, sim, mas agora é tarde e o criminoso já não teme o castigo do Estado. O Brasil tem um dos piores índices de criminalidade do planeta, mas a impunidade também é extrema, chegando ao limite de se tornar incentivo ao crime. Há uma cadeia de fatores que se somam para favorecer a inclinação a crimes de toda natureza. 1) Sem dúvida, começa na família e na educação escolar. A expressão “mal-educado” caiu em desuso, mas está implícita nesses dois fatores, principalmente na família, que não corrige adequadamente os filhos levados. 2) Os fatores adicionais mais decisivos estão no sistema penal paternalista, que aplica penas tão ridiculamente leves que a expressão “vale a pena” se comprova como incentivo. 3) Os direitos acessórios de presos, como encontros íntimos, bolsa presidiário, indulto de Natal, etc., fazem parecer que a pena não seja exatamente um castigo. 4) Pior ainda, os numerosos artigos constitucionais de viés garantista, tão apreciados por advogados de criminosos e pelo STF, tais como o artigo 5.º, incisos II, III, XXXIX, XL, XLVI, XLVII, XLIX, LVI, LVII, todos favoráveis aos acusados. E nada a favor das vítimas. 5) O conflito com policiais na hora da prática criminosa não é visto como um risco inibidor do crime, já que o viés é desfavorável ao Estado, que deve evitar a morte do criminoso, enquanto este é livre para matar e em geral tem melhores armas. Basta de impunidade!

GILBERTO DIB

gilberto@dib.com.br 

São Paulo

PETROBRÁS

Contrato rompido

O dr. Felipe Santa Cruz indignou-se com a decisão da Petrobrás de rescindir o contrato de prestação de serviços jurídicos que mantinha com seu escritório, alardeando ter vencido no Tribunal Superior do Trabalho ação promovida contra a empresa, “estimada” em R$ 5 bilhões, por 6 votos a 5. Ora, o nobre causídico não fez mais do que sua obrigação ao defender o cliente que lhe pagou honorários, em respeito ao contrato então vigente. A causa certamente foi vencida porque havia base legal para o tribunal rejeitar a pretensão, independentemente da projeção social do patrono, não podendo ser admitida, nem nas entrelinhas, eventual influência sobre a convicção dos ministros, pois esse não é comportamento adequado do advogado, em especial sendo dirigente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

ULISSES NUTTI MOREIRA

ulissesnutti@uol.com.br

Jundiaí

Como ganhou

Sobre o rompimento de contrato entre o escritório de advocacia de Felipe Santa Cruz, presidente da OAB, e a Petrobrás, vale lembrar que em passado recente a estatal assinou contratos de pelo menos R$ 180 milhões sem licitação - apesar de ter um time de 650 advogados. Os números foram fornecidos pela assessoria de comunicação da Petrobrás. Portanto, o que precisa ser esclarecido é como o escritório de advocacia do presidente da OAB ganhou esse contrato com a empresa estatal, e não como o perdeu.

PAULO R. KHERLAKIAN

paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

EM SÃO PAULO

Tapa-buracos

Ontem, pouco antes das 8 da manhã, fui acordado por uma barulheira de britadeiras escavando alguma coisa na rua em frente à minha casa. Ao investigar, verifiquei que era uma equipe tapa-buracos da Prefeitura. E parecia que estavam preparando uma lombada na rua. Mais tarde, observei que, na verdade, estavam tapando buracos nesse trecho da rua. Ótimo, parabéns à Prefeitura. Mas um detalhe: nesse trecho da via (que frequento diariamente), não havia nenhum buraco a ser tapado! Trabalho (e custo para os munícipes) desperdiçado.

DAVID HASTINGS

david.hastings.brazil@gmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portalestadao.com.br


TRANSFERÊNCIA DE LULA

Até onde sei e me foi ensinado no curso de direito, a prisão em cela especial ou de “estado-maior” não é para sempre e só se faz correta até a sentença final do processo e esgotadas as instâncias recursais, sendo aí então o apenado enviado para a prisão comum para o cumprimento restante da sentença em estabelecimento penal adequado, e isso vale para todos com curso superior ou situação de status afim. Então o sentenciado Lula estará tendo seu direito de preso reconhecido ao ter transferência autorizada para uma cadeia comum posto que, esgotados seus recursos judiciais e tendo sua pena de prisão reafirmada em segunda instância, sua condição de preso está sendo violada, pois é seu direito cumprir seu tempo de prisão em estabelecimento penal adequado (presídio) e não em um xadrez de delegacia na Polícia Federal de Curitiba. 

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

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SUSPENSA

Quer dizer que o STF a partir de hoje será, além de guardião da Constituição, também da transferência dos detentos? (STF suspende transferência de Lula para Tremembé até julgamento de habeas,Estado, 7/8) Realmente aqui nem todos são iguais perante a lei. 

Moisés Goldstein mg2448@icloud.com

São Paulo

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MEXE, REMEXE

Transferência do presidiário Lula da Silva do sede da Polícia Federal de Curitiba para o presídio de Tremembé. Mexe, remexe, vira e mexe; mexe, remexe... Azedou!

Antonio Carlos Gomes da Silva acarlosgs@uol.com.br

São Paulo

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TRATAMENTO 

Jamais um corrupto criminoso foi tratado com tamanha deferência e defendido tão intensamente, é o poder do dinheiro.

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas 

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SESSÃO COMPLETA

Não há dúvida alguma. Para chegar a uma decisão segura, o STF precisará de uma sessão plena, com os 11 juízes, para decidir sobre prisão após condenação em segunda instância. Qualquer decisão com número menor de juízes será contestada, com condições de ser revertida. 

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia

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STF, TORRE DE RUBI

Celso de Mello, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), disse, no julgamento da reedição de Medida Provisória, que o presidente da República desrespeitou o mandamento constitucional da separação dos Poderes. Erro de Jair Bolsonaro, que reconheceu a assessoria ruim. Verdade dita, verdade esquecida: ninguém chacoalha com tanto despudor a Constituição Federal quanto togas da bancada do holofote do chamado Excelso Pretório. Imagine. A presidência Dias Toffoli expõe o desastre desde a indicação feita por Lula em 2009, à conivência do Senado e a frouxidão da Corte. Todos contra a Constituição. Calaram-se Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), magistrados e a mídia. Os efeitos não tardaram: Toffoli, presidente da Corte, e Alexandre de Moraes, o novato, promoveram a sinistra exumação da censura à imprensa e, sob dúbio pretexto, instauraram franksteiniano inquérito no qual o Supremo é, concomitantemente, investigador de polícia, promotor e julgador. Impensável despropósito mais autoritário, sem precedentes no mundo civilizado, salvo ditaduras. No Supremo atual, ignoram-se jurisprudência, colegiado, consenso, razoabilidade. Privilegiam-se decisões monocráticas sob variadas medidas. Exala enxofre encomendado à decisão de Dias Toffoli de travar as investigações do Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e da Receita Federal – espécie de “liberou geral” – no bafo da quase provada “rachadinha” de Flávio Zero 1 Bolsonaro, quando deputado estadual fluminense. Papai presidente acaba de mexer na chefia do Coaf, herança fugaz de Sergio Moro para Paulo Guedes, efeito do desmonte administrativo imposto pelo Congresso manobrado por pretensiosos satélites da obscuridade, também alcançados pelos tentáculos da Lava Jato. Habeas corpus para Elias Maluco faz lembrar o de Cacciola? Comparar o STF a uma torre de rubi é pouco: entre 2009 e 2012, o tribunal torrou R$ 630 mil com passagens para mulheres de ministros, revelou o site O Antagonista. E as mordomias ilícitas para Dilma Rousseff maquinadas por Ricardo Lewandowski e Renan Calheiros no julgamento do impeachment da ex-presidente? Gilmar Mendes odeia a Receita Federal. Nem o diabo sabe o porquê.

José Maria Leal Paes myguep23@gmail.com

Belém 

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CONTAS DE GILMAR

Quando alguém diz que foram abertas contas em seu nome só para falsamente incriminá-lo, esse alguém está passando recibo de culpado das acusações. Instituições financeiras estrangeiras são muito mais rigorosas do que as brasileiras para garantir a veracidade das informações dos titulares das contas já na sua abertura. Apesar de termos um Senado covarde para removê-lo (que é um sinal muito ruim), já passou da hora de um certo juiz do Supremo Tribunal Federal (STF) renunciar.

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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SABER JURÍDICO E REPUTAÇÃO ILIBADA

Assino a pergunta que vaga pelas redes sociais: “Alguém que já leu a Constituição inteira pode me dizer se o STF mata o Brasil no final e foge com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)?” Sob protestos, encerrei a leitura na Seção II do STF, em razão da gritante infidelidade ao art.101, que exige dos membros do Supremo notável saber jurídico e reputação ilibada. Seguramente, fosse vivo o deputado Ulysses Guimarães, sabendo do nível de seus atuais guardiões, não a chamaria de Constituição Cidadã. 

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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PRIORIDADE DO TRIBUNAL

Uma senhora esperou seis anos para que o STF liberasse o medicamento que ela tanto precisava. Infelizmente acabou morrendo. O mesmo STF concedeu habeas corpus para um bandido de alta periculosidade (Marco Aurélio concede habeas a Elias Maluco,Estado, 2/8). Quem em sã consciência pode acreditar em gente assim? Os verdadeiros direitos estão em erosão. O STF concorre para o total desencanto da Justiça. Faço votos que não seja um caminho sem volta.

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

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BOLSONARO E O NORDESTE

Em vez de dividir o País dizendo que ‘Governadores do Nordeste querem a divisão do País’ (Estado, 6/8, A4), que tal Jair Bolsonaro unir os pequenos Estados do Nordeste em um só? Sergipe, Alagoas, Pernambuco e Paraíba juntos não seriam maior que Minas ou Bahia, por exemplo. Teriam só um governador e representantes unificados no Congresso, com menos desperdício e mais justiça para com os outros Estados que ajudam a pagar a conta. Mas isso não interessa aos retrógrados caciques daquela região.

José Camargo jose.camargo1@bol.com.br

Campinas

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CONTRA FOTOS E FATOS

Dados do respeitado Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) revelaram, por meio de imagens, que o condenável e criminoso desmatamento amazônico teve um aumento de nada menos que 278% (!) em julho passado, em relação ao mesmo período do ano anterior (Desmatamento explode em julho e chega a 2.254 km², um terço dos últimos 12 meses, 6/8). E, diante da despropositada e descabida exoneração do presidente do Inpe pelo governo Bolsonaro, cabe, por oportuno, apenas dizer que contra fotos, fatos e números não há argumentos. Ponto final.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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COMO DETERMINA O PRESIDENTE

Desde antes de se eleger, Jair Bolsonaro já anunciava medidas pró-desmatamento; uma vez eleito, muitas dessas medidas foram implantadas e já estão trazendo os resultados esperados: um aumento brutal no ritmo do desmatamento. Chega a ser curioso que Bolsonaro se surpreenda com os números apresentados pelo Inpe, que refletem perfeitamente a política pró-desmatamento, pró-agronegócio do governo. É melhor Bolsonaro já ir se acostumando com o fato de o presidente da República ter muito poder e de as coisas acontecerem como ele determina, estando ele certo ou errado.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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DESMATAMENTO

O caso ocorrido com o Inpe foi mais um sinal da falta de habilidade e de diálogo (Ricardo Galvão é exonerado do Inpe após críticas de Bolsonaro a dados do desmatamento, 2/8). Se temos dúvidas sobre os números do desmatamento, basta acionarmos os satélites que eles darão a resposta. A demissão meramente política do comando competente e técnico profissional espalha sentimento pior do que se espera da neutralidade governamental.

Yvette Kfouri Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

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INADEQUADO

Independentemente do desencontro e do choque de informações, sem sombra de dúvidas não foi a mais adequada a atitude do governo de exonerar o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe) Ricardo Galvão, após uma desinteligência entre ambos em razão de informações divulgadas a respeito do avanço brutal do desmatamento na Amazônia. A exoneração provocou reação da comunidade científica com uma série de críticas de especialistas, por considerá-lo um profissional de alto conhecimento da área, portanto gabaritado para o cargo que exercia com mandato até 2020. Chegou-se até a mencionar que a intenção era a de omitir a realidade ao mundo.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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PARA BAIXO DO TAPETE

Bolsonaro admite que foi falha sua a edição de uma segunda Medida Provisória (MP) que, neste ano, já havia sido rejeitada pelo Congresso (Bolsonaro admite erro em MP para demarcação de terras indígenas: 'Falha minha', 2/8). Com a nova MP golpe, o presidente pretendia transferir da Funai para o Ministério da Agricultura a tarefa da demarcação de terras indígenas. Ricardo Galvão, diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foi exonerado porque o governo não concordava com os dados do desmatamento da Amazônia. O Inpe vem informando criteriosamente o aumento progressivo das “clareiras” na floresta, cada vez mais visíveis. Mas, para o governo, o mais fácil é empurrar o lixo para baixo do tapete.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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PERSEGUIDO

Espero que Jair Bolsonaro não use o argumento de Lula ao estar sendo denunciado pelo aumento do desmatamento na Amazônia, afirmando que é “perseguição política”.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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BRASIL MAL NA FITA

Em razão de o presidente Jair Bolsonaro ter tentado sair do Acordo de Paris e dizer que vai dar uma lição à Alemanha e à França, pelas críticas recebidas destes países, a política de meio ambiente do Planalto, que grotescamente menospreza os números do Inpe sobre o real desmatamento na Amazônia, demonstra ser indiferente à importância da região amazônica, no mínimo, para a saúde da população e a economia brasileiras. Nosso país, que era até bem pouco tempo admirado pela forma competente e transparente com que vinha praticando ações pela diminuição do desmatamento – e estava conseguindo alcançá-la –, agora, na gestão de Jair Bolsonaro, infelizmente, não somente internamente, mas aos olhos do mundo, está mal na fita! Em artigo publicado na “The Economist”, traduzido e publicado no Estadão de 2/8, sob o título Velório para a Amazônia, a revista inglesa respeitada mundialmente alerta: para 1,5 bilhão de pessoas no mundo o meio de sobrevivência vem das florestas – alimento, combustível, madeira e inspiração. Já para “outros 6,2 bilhões de pessoas, as florestas são uma defesa – frágil – contra mudança climática”. E hoje “as secas, incêndios florestais se somam aos danos das motosserras”. Jair Bolsonaro até tem razão quando diz que a Europa e os EUA desmataram perversamente suas terras. Mas, como diz o artigo citado, por que, então, o presidente não aproveita esses erros cometidos no passado por estas nações e, no lugar de se ufanar de que a Amazônia é problema nosso, não faz o possível para impedir que o desmatamento cresça no Brasil? Se tivesse interesse em conhecer a realidade da França, que há anos vem fazendo uma eficiente ação de reflorestamento, não teria nada a ensinar a Emmanuel Macron, por exemplo. Um importante dado que consta no artigo da “The Economist” é que entre 2004 e 2012, período que teve 80% de queda no desmatamento da Amazônia, a produção de soja e carne aumentou sensivelmente. O recado ao governo brasileiro é: “Por todas essas razões, o mundo tem de deixar claro para Bolsonaro que não vai tolerar seu vandalismo”.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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A BOLA DA VEZ

A divulgação internacional de notícias sobre aumento do desmatamento na Amazônia e a impressão externa de que o presidente Jair Bolsonaro permite a livre destruição da floresta fazem com que seja apenas uma questão de tempo até que grandes potências mundiais tomem atitudes para tentar impedir a mudança climática da forma como acharem necessário, avalia o professor de Relações Internacionais Stephen M. Walt, da Universidade Harvard (‘Quem vai invadir o Brasil para salvar a Amazônia?’, questiona professor de Harvard em revistaEstado, 6/8). Adoraria ver o mundo se preocupar, também, com as moléstias que dizimam milhões na África e a fome lá mesmo. Isso, é claro, hoje não tem importância para ninguém, porque o ser humano, sem exceção, virou marqueteiro, e o Brasil, por causa de Bolsonaro, é a bola da vez.

Marieta Barugo mbarugo@bol.com.br

São Paulo

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MEIO AMBIENTE E AGRONEGÓCIO

Li as críticas do leitor sr. Durval Arrebola (Preservação ambiental – Outro lado da história, 5/8, A3) sobre os leitores que, como eu, segundo ele, fazem críticas infundadas a respeito da preservação das nossas florestas. Aconselha-nos o leitor a ouvir a palestra do diretor da Embrapa Territorial, Evaristo de Miranda, e argumenta, que toda produção brasileira do agronegócio ocupa apenas 7,8% de todo o território nacional. Ora, o enfoque que eu, pelo menos, faço não tem nada que ver com o agronegócio. Certamente, não sou manipulado por ninguém, pois eu procuro investigar sobre a veracidade de toda informação que recebo. Ao contrário do que pensa o leitor, acompanho o desmate da Amazônia há anos e já procurei me inteirar da importância daquela floresta não só para o Brasil, como para o próprio planeta, em razão de seu gigantismo e de suas características únicas. Por exemplo, é a evaporação d’água das árvores da Amazônia que garante as chuvas generosas que irrigam as fazendas do Sudeste e do Centro-Oeste do País, por meio dos denominados rios voadores, ou seja, nuvens carregadas de vapor d’água em tal quantidade que superam o volume de água do Rio São Francisco. E não são os agricultores honestos que estão invadindo aquela floresta, são quadrilhas de bandidos que entram para abater as suas árvores e contrabandear a madeira para o exterior, sem nenhum lucro para o País, mas com danos irreparáveis para todos nós. Outros são grileiros que também nada têm que ver com o agronegócio, que invadem terras do governo para vendê-las aos incautos. Ao contrário do que pensa o nosso presidente, mais de 90% dos cientistas do planeta já comprovaram que o aquecimento global é uma realidade e que a Floresta Amazônica, não só no Brasil, como nos países vizinhos, terá importância fundamental para estancar tal crescimento. O significado desta nova realidade é que a floresta em pé deverá proporcionar um lucro para o País muito maior do que abater suas árvores para eventual atividade da mineração, como advoga o presidente Bolsonaro.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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ESPAÇO PARA A EMBRAPA

A riqueza informativa do jornal Estado é inesgotável. Na edição de 5/8 (página A3), mais uma vez, se comprova isso. No caso, refiro-me ao comparativo que devemos fazer do editorial Matando o mensageirocom a carta do leitor sr. Durval Arrebola, no Fórum dos Leitores. Muito apropriada a missiva do sr. Durval, mas aparenta que houve descuido do jornal na análise fria de fatos. O destaque da carta do leitor leva-nos ao cidadão Evaristo de Miranda, técnico da Embrapa. Para quem tenta entender o que este cidadão faz e comprova, assistindo às suas apresentações, salta aos nossos olhos verdade que insistentemente se encobre. A Embrapa deve ficar fora de qualquer crítica, nunca nenhum órgão governamental fez tanto pelo País, e Evaristo é um dos sustentáculos da organização. Tudo o que ele apresenta em suas palestras mostra com clareza que há viés protecionista quando se atribui ao Brasil a atividade de desmatamento. Com fatos – mostrando que até mesmo a Nasa comprova tudo o que Evaristo apresenta – salienta-se de forma inequívoca que o que se difunde no Brasil hoje em dia, por um trabalho incessante de algumas organizações e pelo descuido de órgãos de informação, não corresponde à verdade. Eu trabalhei por nove anos no mercado externo, sempre voltado a incrementar as exportações brasileiras, e quem teve experiência similar à minha sabe, pois aprendeu, que o mundo estabelece barreiras extra-alfandegárias em profusão para evitar importações que, de uma forma ou de outra, afetam seus produtores internos, de forma muita intensa. Aludo este aspecto pois não vejo outro objetivo nas ações dos países contra nossa produção agrícola que não seja o de tentar criar obstáculos para o incremento de nossas exportações. É necessário que se dê espaço para a Embrapa e Evaristo para melhor entendimento dos fatos. Como ele apregoa numa de suas apresentações, precisamos deixar de simplesmente pensar e começar a refletir.

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas

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FARSA

O sr. Evaristo de Miranda não aborda a extensão dos desmatamentos, que os entendidos no agronegócio reconhecem desnecessários. Este é o assunto dramático. Que o Brasil está dotado da maior floresta sabe-se desde os tempos de escola. A área que ele diz preservada é grande, porque os grileiros, protegidos pela bancada ruralista, ainda não as atacaram. A floresta serve para produzir o regime de chuvas e manter a produtividade do agronegócio não só no Brasil. Isso o sr. Miranda não diz. Então ele não apresenta “o outro lado da história” (5/8, A3), mas uma peça de desinformação sob a tutela da ministra da Agricultura. No Brasil uma farsa produzida pelas “autoridades” é possível, para desgraça do Brasil e da humanidade.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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FALTA DE COMPROMISSO

Governo atual ainda sem orientação clara; oposição política formada por bandidos e seguida por militantes idiotizados; entidades profissionais mercenárias; Suprema Corte sem nenhuma credibilidade nem serventia; alguns órgãos de imprensa sem ética; discussões nas universidades públicas sem compromisso e sem conteúdo; e o Brasil segue necessitando urgentemente de ações para combater os maiores dramas e tragédias de nossa sociedade: desemprego, tráfico de drogas e corrupção no serviço público.

André Luis Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

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MINORIA DE PODEROSOS E AFORTUNADOS

Excelente a carta do Sr. Honyldo R.Pereira Pinto, de 6/8 (Eles e nós) em relação ao nosso presidente, ao nosso Legislativo e ao nosso Judiciário. Temos um presidente repetidamente grosseiro e desrespeitoso. Um Legislativo omisso diante da pior crise da história deste país, além de muito pouco produtivo. Isso porque não lhes falta o dinheiro do salário todo mês. Quando há interesse, eles aprovam medidas muito rapidamente. Um Judiciário, com suas cortes maiores enfurnadas em palácios inacessíveis, com morosas decisões, nos deixando à mercê de uma minoria de poderosos e afortunados.

Cleo Adair cleoaidar@hotmail.com

São Paulo

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DE NADA RESOLVE

As comparações e os posts publicados nas redes sociais não resolvem nada ao se limitarem a fazer alusões entre o atual governo e os anteriores. O que muda para o cenário nacional? Nada. Reduz impostos? Não. Além do mais, como explicar que um presidente da República queira arrumar uma vaga na Embaixada americana para seu filho, passando por cima de tudo e de todos? Isso é nepotismo. Fere princípios e desmerece quem estudou muito para ocupar um cargo como este. Meritocracia? Ou Mamatacracia? A suspensão das investigações sobre Flávio Bolsonaro deveria incomodar e muito quem votou acreditando que o novo governo iria combater a corrupção e os desmandos. Errou, foi enganado. Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz graças ao papai, estão se livrando aos poucos da Justiça. A liberação de venenos em forma de agrotóxicos com a iminente liberação de terras indígenas e de matas e florestas é outro mau sinal ao povo brasileiro. Onde estão as ações nestes sete meses em prol da melhoria da saúde pública? Habitação popular? Educação? Saneamento básico? Ou será que a cada nova divulgação de índices o presidente vai simplesmente demitir o presidente do instituto assim como fez com o Inpe? O medo era virarmos uma Venezuela? Pois vejo atitudes que me lembram e muito Maduro. Sim, aquele ditadorzinho que indicou a filha para uma vaga na ONU, passando por cima de tudo e de todos. 

Rafael Moia Filho rmoiaf@uol.com.br

Bauru 

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MAU USO DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO

O editorial Extremismo nas redes sociais (Estado, 7/8, A3) ilustra bem o deplorável uso da internet para fins literalmente criminosos em seu maior grau. No entanto, no mundo todo, incluindo o Brasil, limites morais são fácil e frontalmente ultrapassados nas diversas redes sociais. Em tempos de turbulência política o que não falta são manifestações intensamente fascistóides, seja de esquerda ou de direita, colocadas através de linguagem agressiva ou debochada, com claro intuito de diminuir e humilhar quem pensa de forma diferente. O respeito à liberdade de expressão é indiscutível. Mas, assim como a internet e as redes sociais podem ser usadas tanto para o bem quanto para o mal, há sim quem faça mau uso da liberdade de expressão. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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INVERDADES

O Estado de 4/8 arrola sete declarações falsas ou distorcidas do presidente Jair Bolsonaro relacionadas a Rodrigo Maia, Bill de Blasio, Miriam Leitão, Inpe, Flávio Dino, Glenn Greenwald e Fernando Santa Cruz (breve amostragem, dos últimos meses) (Após ataques de Bolsonaro, boatos contra alvos do presidente ganham impulso nas redes, A6). A inverdade, em si, é mais destruidora do homem do que suas funestas consequências. É um desvalor ontológico. Assim o compreendia o filósofo Emmanuel Kant, o psicólogo Carl Jung e outros pensadores. Quando mentimos, desprende-se uma parte de nosso ser, que fica amputado. Sem tocar nos efeitos nefastos à vida social em harmonia e cooperação. Se o desvalor é oriundo de um presidente da República, esta é que sofre a amputação. 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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PENA DO POETA

“A ‘nova política’ mata a ‘velha’ de vergonha” (José Nêumanne,Estado, 7/8, A2). Na caneta do poeta, não sobra pra ninguém da nossa República. Não há oposição alguma ao governo federal, estão todos alvejados e trancados. Porém, a imprensa livre por direito, nada assopra e morde que é uma beleza: “A palavra do presidente não vale um tostão furado de fumo podre”. Tivesse feito um bom trabalho, Jair Bolsonaro teria a pena do poeta a seu favor, mas como não faz, segura essa presidente. 

Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

Guarulhos 

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DIVULGAÇÃO DO BALANÇO DE EMPRESAS

O presidente Bolsonaro editou uma Medida Provisória (MP) que desobriga as empresas de publicar seus balanços nos jornais (MP permite que balanços de empresas sejam publicados apenas na internetEstado, 6/8). Muito boa a MP. Ela faculta ao empresário divulgar seu balanço no Diário Oficial da União de graça. Se quiser divulgar nos jornais, pode divulgar, não está proibido. Agora, o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, dizer que a MP inviabiliza milhares de jornais “da noite para o dia” é um exagero. A não ser que os jornais só divulguem balanços. 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro 

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ILEGALIDADE

Em mais um arroubo raivoso, Bolsonaro resolveu cortar a publicação em jornais dos balanços das estatais. Mais uma vez deverá ser corrigido pelo Congresso ou até mesmo pelo Supremo Tribunal Federal, face à ilegalidade da medida. O capitão joga para sua platéia fundamentalista, sem qualquer compromisso com o bom senso e a racionalidade.

Hélio de Lima Carvalho hlc.consuta@uol.com.br

São Paulo

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REDUZIR A CARGA BUROCRÁTICA

A Lei das SA, na versão dos anos 1970, manteve uma disposição da lei anterior obrigando as sociedades por ações a publicar suas demonstrações financeiras no Diário Oficial do Estado e em jornal da cidade sede da companhia. Com o surgimento da internet, os administradores das companhias esperavam que fosse autorizada a divulgação de forma eletrônica eliminando as despesas de publicação que são muito elevadas. Pelo contrário, por uma decisão posterior, também as companhias limitadas de grande porte foram obrigadas a publicar. Dessa forma, os Diários Oficiais dos Estados se tornaram mais um sorvedouro de recursos aumentando as benesses dos escolhidos e mantendo publicações que se justificavam na Idade Média. A medida do governo eliminando essas publicações vem no sentido correto de reduzir a enorme carga burocrática que onera as empresas. Os jornais perderão receita com essa medida e terão que encontrar alternativas que lhes permitam sobreviver. Aliás, enxergar o futuro em busca da sobrevivência está na ordem do dia, quem não conseguir irá fazer companhia aos dinossauros que também não conseguiram se adaptar.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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VOLTA DO RECESSO

As atividades normais do Congresso Nacional estão sendo retomadas. Os deputados e senadores voltam de suas bases para dar encaminhamentos aos próprios projetos e também do governo e isso vai exigir muita transparência. São inaceitáveis acordos e entendimentos feitos nos gabinetes que incluem a liberação de emendas para garantir o voto favorável a projetos que precisam ser amplamente discutidos e, com isso, evitado o atendimento apenas a interesses corporativos.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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FALTA DE QUORUM

Um belo começo de semestre, senhores deputados. Não voltaram dia 1°, que seria o normal para quem trabalha e tem responsabilidade com seu cargo. No dia 5/8, apenas 39 deputados compareceram, faltaram 12 para formar quorum. Dos 54 deputados do PSL, apenas 13 estavam presentes. E os demais que tinham um discurso para mudar este país? Foram picados pela mosca da corrupção, da desfaçatez e do desprezo ao eleitor, fazendo com que o calendário da reforma da Previdência ficasse parado?  Decididamente, esse Congresso continua a nos envergonhar. Ônix Lorenzoni minimizou a ausência das excelências, dizendo que estavam voltando aos poucos. Imaginei uma manada, cada gado entrando no curral no seu tempo. 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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MODALIDADE DE MATANÇA

Nenhum presidente dos Estados Unidos teve tutano e força política suficiente para enfrentar o lobby da poderosa NRA National Rifle Association of America, que ganha bilhões vendendo armas livremente para os americanos se matarem à vontade, o que fazem com grande prazer. A família Bolsonaro adora armas e está fazendo tudo o que pode para implantar no Brasil esta modalidade de matança generalizada, com lucros fantásticos à indústria armamentista, com a desculpa esfarrapada de que é para “defesa individual”, tarefa que cabe ao Estado. Só copiam as paranóias americanas.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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POLÍCIA MILITAR DO DF

A exoneração da Coronel Sheila Sampaio do Comando Geral da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), primeira policial feminina a comandar a corporação, foi um atestado de como o governador pretende tratar a PMDF e, em consequência, a população do Distrito Federal. Tirar o hospital da PMDF, conseguido com muito custo, inclusive com o sacrifício dos salários de todos os seus integrantes, para tratar toda a população é muito cruel para com a classe policial militar. Mostra o seu desprezo com uma instituição muito mais do que bicentenária. Nas próximas eleições, a família agora desprezada, saberá como responder a esta agressão. 

João Coelho Vítola jvitola1@gmail.com

Brasília

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EDUCAÇÃO PARA O FUTURO

O Espírito Santo é privilegiado. É exemplarmente administrado sob todos os aspectos. Vai bem, mas pode melhorar ainda mais. Meu conterrâneo, o governador Renato Casagrande, está de parabéns ao criar e anualmente, com parte dos royalties do petróleo, depositar R$ 400 milhões no Fundo Soberano. Casagrande pensa grande, pensa no futuro, mas é preferível investir hoje para, lá adiante, colher os frutos. Priorizar a educação é fundamental. Alguma melhoria nas escolas, biblioteca, valorizar os mestres com salários e cursos de aperfeiçoamento e escola em tempo integral para todo o segundo grau no estilo primeiro mundo, desde o início da manhã até o final da tarde (após as aulas normais, antes de ir para casa, fazer o dever escolar, professores disponíveis para reforço, à escolha dos alunos atividades artísticas ou esportivas dependo do número de adeptos e condições favoráveis). Com educação, muitos dos problemas serão solucionados e é a forma de dar igual oportunidade a todos, longe da humilhante cota para isso e para aquilo. É a minha sugestão direcionar para educação os R$ 400 milhões destinados ao Fundo Soberano.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES) 

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DANIEL ALVES NO SÃO PAULO

Aeroporto repleto de torcedores, batucada infernal e candentes faixas. Não era Pelé nem Gerson, tampouco Rivelino, PC Caju ou Tostão que estavam sendo aguardados. O ídolo esperado era Daniel Alves, baiano arretado, 36 anos (Daniel Alves chega a São Paulo e é recepcionado por centenas de torcedoresEstado, 5/8). Daniel, que veio tirar o futebol brasileiro da mediocridade. Sinal dos tempos. A eufórica diretoria do São Paulo promete, agora, contratar outros dez jogadores.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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MILAGRE DOS CLUBES

Muito estranho. Declaradamente endividados, certos clubes do Brasil realizam transações gigantescas. Seja com técnico ou jogadores. Coincidentemente, são equipes que não ganham título há alguns anos. Que milagre é esse? Essa conta não fecha.

José Perin Garcia jperin@uol.com.br

Santo André

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ANTIGO CONTRA O MODERNO

5G, a nova fronteira do desenvolvimento. Além das reformas, o País carece de evolução no campo tecnológico, mas vive a inaceitável reação do antigo contra o moderno. As operadoras de celular e internet vêem com preocupação a entrada da internet 5G, prevista para 2022. Mais veloz e robusta que de 3 e 4G, a 5G deverá dispensar cabos entre provedores e assinantes e será distribuída por torres de celular. Também poderá inviabilizar as operadoras de TV por assinatura, pois tem robustez para trazer a programação televisiva na rede. Deverá propiciar o acesso à internet das coisas, como carro autônomo, casas inteligentes, fábricas e estabelecimentos de saúde monitorados à distância. Depois de sua chegada, muita coisa poderá virar peça de museu, como já aconteceu com cinema, fotoquímica e outras coisas antes fundamentais. Espera-se que o ministro Marcos Pontes, da Ciência e Tecnologia, tenha condições de garantir a manutenção do cronograma, mesmo com a má vontade das operadoras. É uma questão de desenvolvimento nacional.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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APOSENTADORIA PARA DEFICIENTES

Cabe aos senhores rever a reforma da Previdência dentro do bom senso como segue: os deficientes físicos e auditivos com 35 anos de contribuição e com 58 anos de idade deveriam receber aposentadoria integral.

Victor Estrotra victore@globomail.com

São Paulo

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GLÓRIA TRANSITÓRIA

Sobre a matéria Estaleiro que construiu o Titanic tem falência declarada no Reino Unido (Estado, 6/8). Como diriam os romanos, sobre o final dos estaleiros Harland & Wolff, que com certeza foi um dos mais tradicionais estaleiros britânicos, dos quais a mais famosa obra foi o navio Titanic, valeria a máxima sic transit gloria mundi. Felizmente os seus registros históricos já estão devidamente preservados, ficando a curiosidade se os atuais escritórios da empresa falida serão incorporados ao museu vizinho alusivo ao Titanic. Da antiga parte do estaleiro propriamente dito não existe mais nada.                           

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

 

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