Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

10 de agosto de 2019 | 03h00

CORRUPÇÃO

Ainda Lula e o STF

Estou indignado com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de manter Lula da Silva na sede da Polícia Federal em Curitiba, com todas as mordomias. Gostaria de uma explicação cabal desse órgão a todos nós, brasileiros, que o sustentamos. O sr. Lula é responsável, juntamente com seu partido, o PT, por toda a desgraça que os brasileiros estão passando. E vai levar muito tempo para sairmos do buraco em que eles nos meteram. Lula e o PT enganaram o povo, mentiram, roubaram bilhões de reais dos nossos impostos, fazendo “negócios” com países como Cuba, Venezuela e ditaduras africanas “amigas” deles. Quase levaram à falência a Petrobrás, que era uma das maiores companhias petrolíferas do mundo, assim como muitas outras empresas brasileiras. Esse sr. Lula e seu partido roubaram e faliram em 13 anos de governo o Brasil e sua população, um crime de lesa-humanidade. Então, na minha humilde opinião, um presídio comum para esse tipo de criminoso, na realidade, é até muito pouco. Solitária! Nos presídios ficam os pobres que roubam para alimentar os filhos. Ah, o STF é composto em grande parte por juízes indicados pelos governos do PT.

ALBERTO COSULICH

al.cosulich@gmail.com

São Paulo

Mordomias indevidas

Ex-presidentes são guardiões de segredos de Estado. Como tal, ao cumprirem penas de prisão, devem ficar totalmente isolados dos outros criminosos para não serem chantageados com ameaças de morte. Já direito a TV, esteira, etc., é privilégio indevido.

SANDRA MARIA GONÇALVES

sandgon46@gmail.com

São Paulo

 

Frustração

Os brasileiros ficaram frustrados por ser negada pelo STF a transferência do presidiário Lula da Silva para o presídio de Tremembé. Lula lá seria tratado como preso comum, como os demais. Fica a frustração, mas vamos aguardar outra ocasião.

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

Estado-maior do crime

É, o presidiário permanece em Curitiba. Daria mau exemplo em Tremembé.

A. FERNANDES

standyball@hotmail.com

São Paulo

Nunca antes...

... na História deste país alguém deu tanto trabalho ao STF, assim como nunca na História deste país ninguém foi tão bem atendido pelo Supremo.

DÉLCIO NOGUEIRA DOS SANTOS

delciosantos@gmail.com

São Paulo

Parcialidade explícita

A parcialidade de ministros do STF está cada vez mais explícita, nem sequer coram nas suas decisões. Além da agilidade impressionante do julgamento da suspensão da transferência do presidiário-mor de Curitiba para a penitenciária de Tremembé (onde deveria estar desde o início de sua prisão), causa espécie a supressão de instância, pois a questão deveria ser julgada pelo Tribunal Federal da 4.ª Região (TRF-4), conforme voto do ministro Marco Aurélio Mello. Mais: se o placar foi de 10 a 1, todos os ministros votaram, incluídos os que deveriam declarar-se sob suspeição, dadas as suas estreitíssimas ligações com o condenado, tanto familiares como de subordinação hierárquica em diversas ocasiões (fato notório).

MILTON CÓRDOVA JÚNIOR

milton.cordova@gmail.com

Vicente Pires (DF)

De fato, o único ministro que, a meu ver, teve lucidez na votação foi Marco Aurélio Mello, pois logicamente entendeu que o recurso deveria ter sido enviado ao TRF-4. A defesa do ex-presidente trata o STF como se fosse um órgão de uso exclusivo seu, na esperança de que numa de suas inúmeras tentativas de recursos a Corte liberte o comandante do maior esquema de assalto aos cores públicos desde país.

ABEL PIRES RODRIGUES

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

Exacerbação gravosa

Discutir uma decisão quase unânime do plenário do STF, com um único voto vencido, parece despiciendo. Mas é necessário aprofundar o debate, sobretudo em face da discordância do ministro Marco Aurélio, que argumentou com a organicidade do direito processual: a petição deveria ser apresentada ao TRF-4, competente para o reexame dos atos praticados pelas autoridades de Curitiba. Acontece que há um habeas corpus a ser julgado por turma do Supremo. O estado empírico da lide não pode ser alterado pelas partes enquanto não julgada (atentado ao poder do Estado-juiz, que deve conhecer do processo segundo suas condições de fato originárias). Mutatis mutandis, a autoridade apontada como coatora, quer no habeas corpus, quer no mandado de segurança, não pode alterar o estado das coisas salvo por motivo plenamente justificado (ameaça à vida do preso, por exemplo). Mas nada disso aconteceu em Curitiba. A transferência seria uma exacerbação de seu estado prisional, tornando-a mais gravosa, antes de o Supremo julgar seu habeas corpus e conceder-lhe liberdade, absoluta ou condicionada. Retaliação, capítulo do ódio que em nosso país tomou o lugar da racionalidade. Nessas condições, o formalismo do ministro Marco Aurélio Mello seria compactuar com o iníquo: a forma é necessária, o formalismo deforma (Enrico Tullio Liebman, jurista italiano de todos os tempos). 

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

EM SÃO PAULO

Pichadores

No início da década de 1970 um tal de Juneca começou a emporcalhar a cidade de São Paulo com pichações, assinava destemidamente sua “obra” e, assim, ficou conhecido. Não havendo punição, outros desocupados seguiram seu exemplo. Prefeitos se sucederam e nenhum se preocupou em zelar pela limpeza da cidade, fizeram vista grossa e se acostumaram com essa sujeira. Há gangues que rivalizam entre si com o propósito de mostrar coragem pichando prédios altos, em posições difíceis, correndo risco de despencar e morrer - recentemente aconteceu com uma pichadora. Há leis federais, estaduais e municipais contra pichações, mas jamais foram aplicadas, porque os presídios estão superlotados. O máximo que pode acontecer é substituir a aplicação da lei por algum serviço à comunidade ou pelo fornecimento de cestas básicas a alguma instituição beneficente. As eleições para prefeito se aproximam e os eleitores aguardam que os candidatos apresentem, entre suas propostas de governo, alguma que dê fim, de vez, à ação desses desocupados que emporcalham a nossa cidade. 

JOSÉ CARLOS DE CASTRO RIOS

jc.rios@globo.com

São Paulo

CONVENCIMENTO SOBRE A REFORMA

O grande artífice da aprovação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados foi Rodrigo Maia, não se esquecendo, também, dos bilhões de reais que o governo cedeu para os “indecisos”. Graças à sua capacidade de convencimento, habilidade para mostrar a importância do tema para a governabilidade do País e manobras de bastidores, foi capaz de aprovar com bastante folga tal reforma, desapontando a oposição que aposta no “quanto pior melhor” (Câmara aprova texto-base da reforma da Previdência e governo age para evitar mudanças,Estado, 7/8). O assunto não é politicamente bem visto pelo eleitorado, mas é crucial para o bom andamento das finanças. Vejamos se o presidente do Senado terá a mesma “performance”. A escolha do senador Tasso Jereissati para relator é um ótimo começo para os trabalhos. Não poderia ser melhor.

José Olinto Olivotto Soares jolintoos@gmail.com

Bragança Paulista

*

EXATAMENTE COMO ANTES

Mais uma vez está comprovada a necessidade da imprescindível reforma da Previdência, que resultará benefícios ao País e consequentemente a sua população. Na prática, a política e seus políticos continuam exatamente como dantes, pois para eles vale o benefício e vantagem que receberão do governo para que obtenha seus votos para aprová-la. No primeiro turno, o governo liberou R$ 2,7 bilhões em emendas para parlamentares. Agora a chantagem teve um ágio de 10%, que fez com que o governo liberasse em emendas o valor de R$ 3 bilhões (Por Previdência, governo envia projeto que libera R$ 3 bi em crédito extra, 6/8). O resultado foram 370 votos a favor e 124 contra. Embora menos favorável comparado ao primeiro turno, o placar foi suficiente para que a proposta pudesse ser encaminhada ao Congresso para aprovação final. Veremos quanto ainda o governo terá que desembolsar para o feito. Com certeza os parlamentares devem estar rindo de nossa cara, ao termos acreditado que agora acabou o “toma lá, dá cá”.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

*

BOLSO VAZIO

A sofreguidão, quase desespero do presidente e sua equipe econômica quanto à aprovação no Congresso da reforma previdenciária requer uma pergunta mais fácil do que a esfinge fez a Édipo: qual o grande vencedor, ou aquele que colheu mais dividendos da aprovação do projeto? Foi, na verdade, o presidente da Câmara Federal, deputado Rodrigo Maia, que com a sua imparcialidade abraçou a causa do presidente da República. De acordo com o que o secretário de Tesouro Mansueto Almeida informa no Estado, em 2020 o déficit da Previdência terá um acréscimo de R$ 40 bilhões que poderiam ser amenizados com as contribuições de mais de 13 milhões de desempregados ("Despesa com Previdência crescerá R$ 40 bi em 2020", afirma Mansueto Almeida, 9/8, B4). Simples assim. Para Jair Messias Bolsonaro, bolso cheio, para o trabalhador, bolso vazio.

Jair Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

*

A CABEÇA DO EX-PRESIDENTE

Há menos de dez dias após o massacre de mais de 50 presos no presídio de Altamira, no Pará, muitos deles decapitados de forma medieval, a juíza Carolina Lebbos, do Paraná, e o juiz Paulo Eduardo de Almeida Sorci, de São Paulo, determinaram que o ex-presidente Lula fosse enviado para São Paulo – de acordo com o juiz paulista, para a Penitenciária de Tremembé, no Vale do Paraíba, onde também cumprem penas os assassinos de uma filha e de um pai, como Alexandre Nardoni e Gil Rugai. A impressão inequívoca que os magistrados deixaram foi de que houve uma tentativa de retaliação irresponsável e covarde dos operadores diretos e indiretos da Operação Lava Jato, o que só contribui para a decadência da própria Lava Jato, que já anda alquebrada após os vazamentos divulgados pelo site The Intercept Brasil em parceria com alguns outros órgãos de imprensa. Ficou a impressão de que a Lava Jato queria a cabeça de Lula, literalmente. O mal só não se concretizou porque o Supremo Tribunal Federal (STF) deu um “alto lá” na turma de Sergio Moro, que há muito tempo extrapolou os limites impostos pela Constituição (STF suspende transferência de Lula para Tremembé até julgamento de habeasEstado, 7/8).

Sandro Ferreira sandroferreira94@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)

*

LULA NO STF

Os ministros do STF não perdem a chance de demonstrar o nível de parcialidade que tomou conta daquela Corte nos últimos tempos. O plenário do Supremo se reuniu às pressas e, numa votação relâmpago, decidiu por 10 votos a 1 que Lula fica em Curitiba, contrariando decisão da juíza do Paraná que mandou levar o ex-presidente presidiário para um presídio em São Paulo. No anseio de ver seus desejos realizados e para garantir que nada desse errado, a maioria esmagadora dos ministros optou por atropelar o Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), tribunal recursal de segunda instância a quem a defesa do presidiário deveria recorrer. Pergunto: como é possível a simples transferência de um preso mobilizar em tempo recorde todo o STF? Parece haver uma guerra deflagrada pelos ministros contra a Lava Jato, desde que a força-tarefa começou a prender gente poderosa. No início das operações, em tempos de mensalão, ministros do Supremo chamavam os integrantes da força-tarefa de “estes rapazes de Curitiba”. Já em tempos de petrolão, foram tachados de “justiceiros do Paraná”. Após a prisão de Lula, pasmem, foram acusados de chefiar “uma organização criminosa”. Parece que há um vale-tudo para libertar o chefão da orcrim. Difícil de entender? Sim. Mas há uma explicação para ajudar a compreender este cenário, vinda de alguém que conheceu como ninguém o Partido dos Trabalhadores, tendo sido um de seus fundadores, o dr. Hélio Bicudo. Em 2015, o jurista afirmou em entrevista ao “Estadão” que o PT é quem decide o que acontece no STF, e, indo além, cravou: “O PT tomou conta do Judiciário”. Quem colocou estes ministros no tribunal? Foi o PT. “Eles (ministros) não irão julgar nada contra o PT.” Resumindo: após a saída do PT do poder, ainda restou um último suspiro de Lula no STF.

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

*

CARCEREIROS DE LUXO

O imbróglio motivado pela determinação da juíza Carolina Lebbos de, a pedido da Polícia Federal, transferir Lula da Silva para presídio comum – resolução aparentemente lastreada pelo fato de que a detenção em sala de Estado maior deve ser concedida a autoridades condenadas somente durante a parte processual do caso – e, em relação ao citado presidiário, tal fase já está há muito ultrapassada –, aliado ao triste espetáculo protagonizado por parlamentares do PT ao se dirigirem em caravana ao presidente da Corte Suprema, Dias Toffoli, e este, em algumas  horas – prazo inacreditável para um tribunal que alega ter uma quantidade anedótica de processos atrasados –, ter-se reunido em plenário e revertido a decisão exarada, mostra que o órgão cuja missão é guardar a Constituição, embora ultimamente a tenha várias vezes desrespeitado, com a presente mobilização urgente no sentido de neutralizar a ordem da juíza também assume as funções de carcereiro exclusivo de luxo de um corrupto. Decididamente, é a pior equipe de togados de todos os tempos a ocupar as cadeiras do STF.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

*

O PODER DA TOGA

Concordei com a deputada Janaína Paschoal, que, ao pedir o impeachment de Dias Toffoli, deixou bem claro que essa ação não era contra a instituição do STF, mas contra um ministro que tem se mostrado claramente partidário e venal em suas decisões (Janaina protocola pedido de impeachment de Toffoli, 30/7). Mas na quarta-feira a vontade que me deu é de que se implodisse o Supremo Tribunal Federal, que, diante da ordem de transferência de Lula para São Paulo, prestou-se a receber deputados petistas que foram rapidamente apelar pela liberdade de um ex-presidente criminoso, assim fazendo com que se paralisasse a votação dos destaques na Câmara referentes às emendas à Previdência. O Brasil que se lasque. E o STF fez mais: invalidou uma decisão de uma juíza de execuções penais, anulando a ordem emitida por ela. Assim, Lula fica em Curitiba. Aplausos para ele, que tem tanto poder sobre os ministros do supremo (com letra minúscula, mesmo). Sua permanência nas dependências da Polícia Federal em 16 meses já nos custou R$ 5 milhões, o que significa um gasto de mais de R$ 300 mil por mês para sustentar quem armou o maior plano de corrupção e roubo do erário da história deste país. Meritíssimos ministros do Supremo, Vossas Eminências ultrapassaram todos os limites, tratando-nos com indiferente desprezo e usando do poder de vossa toga sem um mínimo de isenção. Será que o uso da toga esgarça o caráter, obnubila a consciência? A pior ditadura que existe é a do Judiciário, pois não existe uma instância a quem possamos apelar contra vossas decisões injustas. Socorro!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

*

PRESO ESPECIAL

Pela correria de parlamentares ao gabinete do presidente do STF, Dias Toffoli, pedindo socorro ao ex-presidente Lula, vemos que ainda falta depurar o Congresso.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

*

NÃO VINGOU

Lula livre... de Curitiba? Não, não vingou sua transferência para o presídio de Tremembé, conforme decisão da juíza Carolina Lebbos da 12ª Vara de Curitiba, já que, atendendo pedido do advogado Cristiano Zanin, por maioria dos votos, o STF, concedeu liminar para que o ex-presidente continue na cela da Polícia Federal na capital do Paraná. Porém, como gosta, Lula deve ter ficado feliz ocupando na última quarta-feira um bom espaço na  mídia.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

*

O STF CONTRA O BRASIL

Mais uma vez o STF deu mostras de querer impor sua “autoridade” afrontando um país inteiro, indignado com tantos desmandos e tantas decisões favoráveis a criminosos. Jamais, em toda a história desta República, um criminoso teve tantas regalias e tantos defensores como ocorre com o presidiário Luiz Inácio, condenado em segunda instância e com tantos indícios e provas de seus delitos. Entretanto, a política, os conchavos e os lobbys colocam em xeque a maior instância do Judiciário nacional, que se esquece de suas funções de julgadora e age com a gratidão de quem um dia lhe favoreceu. É muito triste ver um país que tem tudo para se tornar um dos maiores do planeta ter um Judiciário político, e não técnico, como deveria ser. Seus “entendimentos”, na maioria das vezes, sempre beneficiam a delinquência e os malfeitos. O ministro Barroso já se manifestou a respeito sobre alguns de seus colegas, mas parece que as forças do mal são muito mais poderosas que as da verdadeira justiça. O polêmico ministro Gilmar Mendes, por sua vez, age com o fígado e faz questão de contrariar o razoável, o bom senso, a justiça e parte, como sempre, para a afronta ao cidadão de bem,  com decisões ditatoriais, muito distantes de alguém que recebe seus milionários contracheques de um povo sofrido, que espera de seus “funcionários” que pelo menos cumpram seu papel com dignidade.

Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo

*

ONDE MORA O IMPASSE

STF, uma solução ou um problema? Analisando seus membros e as decisões da Corte, verificamos que o Congresso deve ou tem a obrigação de interferir, mudando a constituição de maneira a colocar cada um de seus ocupantes sujeitos às mesmas leis que os demais brasileiros. Talvez seria pedir muito, visto que esse Congresso, povoado por membros, muitos com o “rabo preso” na Lava Jato, que possivelmente ficarão quietinhos no seu canto, valorizará aquela máxima: quem tem telhado de vidro não joga pedras. Aí mora o impasse.

Itamar C.Trevisani itamartrevisani@gmail.com

Jaboticabal

*

FUNDO DO POÇO

É o fundo do poço. Agora, usurpando o TRF-4 de suas atribuições, o “Suprêmio Tribunal Filial” (aquele mal formado por amigos indicados do lulismo, do tucanismo e da era Collor), contra a lei e os direitos do preso, a Lei de Execuções Penais e as normas que regem a prisão especial, mantém Lula num xadrez de delegacia, onde não se deve cumprir pena de prisão – como, aliás, decidiu o próprio STF tempos atrás. Não são a Justiça brasileira ou suas leis uma vergonha, mas apenas seu mais alto tribunal, hoje mais do que nunca apequenado.

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

*

PELO BEM DE SÃO PAULO

Embora o STF tenha apreciado ilegalmente, como sempre, a decisão da Vara de Execuções Penais Federal, por fim manteve o condenado Lula afastado dos demais “presos políticos”, segundo os radicais petistas. Afinal, todos mentem, mas com certeza a delação de Antonio Palocci contra a empresa de bebidas só pode ser verdadeira. O pagamento provavelmente foi em espécie, digo, cerveja de amigos! Mas de qualquer forma mantê-lo afastado dos demais presos foi muito bom. Com a lábia do homem, em breve teríamos mais uma facção em São Paulo. O PCC Lula!

Jose Rubens de Macedo Soares Sobrinho  joserubens@gmail.com

São Paulo

*

ANSIOSOS COMO NUNCA

O honesto povo de bem está muito ansioso pelo resultado do julgamento do recurso sobre a condenação do presidiário Lula da Silva no caso do sítio de Atibaia. Ora, caso confirmada mais essa condenação, perde o demiurgo as benesses de uma possível progressão de pena – prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica. Afinal, existem outros nove processos a que “elle” responde, daí a torcida dos brasileiros para que o Superior Tribunal de Justiça coloque em julgamento, o mais rápido possível, esse caso. Será Deus também brasileiro?

 Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

*

QUESTÕES NÃO RESPONDIDAS

Entre as milhares de indagações não respondidas, apresento alguns questionamentos: 1) com o Estado do Rio de Janeiro há muito quebrado, por que o governador (da época) Sérgio Cabral deu generosos aumentos salariais aos juízes daquele Estado? Hoje o Estado continua gastando demais com os magistrados, a ponto de o corregedor do Tribunal de Justiça do Rio pedir a restituição de verbas de cursos nos exterior (!) pago a juízes – ou seja, deixam de trabalhar no Estado (continuam ganhando) e ainda gastam mais dinheiro dos contribuintes em cursos, privilégios que outras categorias de funcionários não têm. 2) Por onde andam Rosemary Noronha e Fabrício Queiroz? 3) Quando vão restabelecer o nome original do campo da Petrobrás que antes era Tupi e, por puxasaquismo, mudaram para Lula? 4) Quando o STF vai julgar a ação que torna Dilma Rousseff inelegível, corrigindo, assim, o absurdo ato cometido por Ricardo Lewandowski?

Éllis A. Oliveira elliscnh@hotmail.com

Cunha

*

A TORTURA NÃO PRESCREVE

A respeito de mais uma despropositada e polêmica declaração elogiosa do presidente Bolsonaro ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, chamado de herói nacional, cabe, por oportuno, destacar o que bem disse a enfermeira aposentada Crimeia de Almeida, de 73 anos, uma das poucas vítimas sobreviventes do sanguinário e sádico torturador do DOI-Codi, enquanto esteve presa grávida de sete meses: “A tortura deveria se tornar um crime imprescritível. Para o torturado, a tortura não prescreve jamais” (Bolsonaro volta a chamar Ustra de ‘herói nacional’ e recebe viúvaEstado, 8/8). Ditadura, censura e tortura nunca mais. Basta!

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

*

CONDENADO POR QUEM?

O presidente voltou a formular elogios ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, que foi condenado como torturador. Mas condenado por quem? Comissão criada por quem e com que intuito? Um típico caso da raposa cuidando do galinheiro. A anistia foi ou não foi “ampla, geral e irrestrita”? Pelo que temos visto, ela só veio beneficiar o sr. José Dirceu e seus comparsas. A indulgência chegou apenas para aqueles que lutaram contra o Estado. Do jeito que a esquerda quer, temo que não esteja longe o dia em que Beira-Mar ou similar possa vir a julgar tudo aquilo que representa o bem. Non vencere malum – o mal não vencerá. 

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

*

CHEGA DE 31 DE MARÇO

O que é mais horripilante: Ação Popular Marxista-Leninista (APML) ou Destacamento de Operações de Informação-Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi)? Brilhante Ustra ou Marighella/Lamarca? Qual a diferença? Todo dia no Brasil é 31 de março de 1964 (ou 1º de abril). O que é pior: o fascismo ou o comunismo? A ditadura “civil” militar (1964-1985) só ocorreu porque Jânio não conseguiu para si e seus comparsas a corrupção acumulada de Juscelino. Não se tratou de “disputa ideológica”, mas de disputa pelo butim da corrupção da época. Chega de 31 de Março de 1964 (ou 1º de abril) no Brasil.

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo 

*

PACOTE ANTICRIME

Parabéns ao presidente Jair Bolsonaro pelo pacote anticrime a ser enviado ao Congresso por meio de projeto de lei. Bandido vai morrer na rua igual barata. Chega de direitos humanos de quem não tem o menor respeito pela vida. Basta de sangue inocente derramado. Chega de populismo e demagogia,

Marcelo de Lima Araújo marcelodelimaaraujo@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

*

TEMPO DA POLÍTICA

A paciência que o presidente Jair Bolsonaro se refere em relação ao senhor ministro Sergio Moro tem nome (Bolsonaro diz que paciência com pacote anticrime de Moro 'faz parte do dia a dia', 9/8). A saber: quarentena. Tão necessária, devido às circunstâncias, foi deixada de lado e hoje o ministro perde em todas as frentes de batalha. Não existem heróis a ponto de pular etapas necessárias e a política tem o seu tempo e suas regras de jogo. “Criminalizaram a política”, um pensamento que ainda paira na cabeça do parlamentar. Somente o tempo necessário faria do ator juiz um ator político. Agora, quanto ao pleito presidencial de 2022, a figura do ex-juiz Moro “tem moral”. Já no parlamento, “sem moral”.

Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

Guarulhos 

*

REFORMA POLÍTICA PARA SERVIR AO PAÍS

O Brasil arrecada muito, gasta mal e é mínima a contrapartida. É preciso disciplinar o uso dos recursos disponíveis e a área política carece de rearrumação. A profusão de partidos políticos é prejudicial à democracia e assaz dispendiosa. Em 2018 torramos R$ 2,63 bilhões com fundos políticos e em 2020 serão R$ 3,7 bilhões (12.062 vezes a maior Mega-Sena da virada, de R$ 307,718.743,68, em 2017). Além da reforma da Previdência, é de suma importância uma reforma política mantendo o espírito democrático: bastam três partidos (centro, esquerda e direita), redução de um terço no número de legisladores. Aos federais, após três semanas em Brasília, folga de uma semana com passagens gratuitas às bases apenas uma vez por mês. Redução também dos penduricalhos – manter no máximo dez assessores por congressista e nas câmaras municipais cinco assessores por vereador e ajuda de custo de apenas dez salários mínimos nos municípios com mais de 400 mil eleitores. Eleições unificadas, de quatro em quatro anos para todos os cargos eletivos e R$ 1,5 bilhão de Fundo Político só em ano eleitoral, ou seja R$ 500 milhões para cada um dos três partidos. Em resumo: a função política será a de servir ao País, em vez de se servir do País.   

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES) 

*

IDENTIDADE DOS PARTIDOS

Analisando o quadro político-partidário brasileiro, é possível verificar que, de 35 siglas existentes, somente algumas têm conteúdo programático-ideológico consolidado e identidade bem definida. São elas: PSDB, PT, Psol, PDT (embora enfraquecido pelo protagonismo petista na esquerda desde o primeiro governo Lula) e o Novo. Há um punhado de outras legendas que se tornaram partidos de aluguel – os nanicos – ou aquelas agremiações de porte médio que se tornaram fiadoras da governabilidade nas relações Executivo-Legislativo em troca da ocupação de cargos ou nomeação de aliados na administração pública.  

Thieser Farias thieserfarias94@yahoo.com.br

Santa Maria (RS) 

*

CONFLITO CHINÊS

A China comunista com sua bandeira vermelha de 5 estrelas, uma grande e quatro pequenas em semicírculo, vive um dilema, pois o impasse em Hong Kong desestabiliza a região asiática (China diz a manifestantes de Hong Kong para não 'brincarem com fogo'Estado, 6/8). Por um lado, invadir a ilha com tanques do exército provocaria graves repercussões na geopolítica mundial, dada a memória do massacre da Praça da Paz Celestial, ocorrido há 30 anos em Pequim. Por outro lado, conceder mais autonomia para Hong Kong provocaria um efeito dominó de reivindicações dos budistas do Tibete, dos muçulmanos de Xinjiang e de independência por parte de Taiwan (a chamada província rebelde). Não há mais como a situação permanecer como está por muito tempo, mas também não há opção aparente para resolver o conflito político.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

*

LIVROS POR ARMAS

Corte de verbas para educação. Pelo andar da carruagem o governo quer trocar livros por armas (MEC bloqueia R$ 348 milhões do orçamento de livros e materiais didáticos, 7/8).

Vidal dos Santos vidal.santos@yahoo.com.br

Guarujá

*

TABELA DE FRETE E O ‘CUSTO BRASIL’

Sobre a matéria Tabela de frete é 'aberração' e tem de 'morrer naturalmente', diz ministro da Infraestrutura, publicada no Estado em 8/8. Sábias palavras do ministro da Infraestrutura, pois a tabelas de frete artificialmente impostas aumentam o que se entende por “custo Brasil”. Todavia nunca é demais lembrar, já que existe uma imensa rede de estradas no Brasil, que o único meio a longo prazo de baixar os fretes seria tirar do preço de combustíveis a alta incidência de tributos que encarece tanto os transportes.                           

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.