Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

11 de agosto de 2019 | 03h00

PENÚRIA NOS CÂMPUS

Relato do retrato

O relato de penúria em nossos câmpus das escolas públicas federais, estaduais e municipais é o retrato da nossa educação. O que professores e alunos estão fazendo, que não cuidam desses locais sagrados? Querem salários altos, ensino de graça, pago por todos nós, e destroem os câmpus e as escolas? Não poderiam fazer um esforço para manter limpos esses locais, que são usados por eles mesmos? Já têm o espaço, têm a construção, têm os professores, a diretoria, o ensino gratuito, o que mais querem? Manutenções são necessárias, é claro, mas o que vemos nas fotos publicadas no Estadão de sexta-feira é destruição. A educação tem de começar nesses ditos espaços sagrados, para que depois, nas ruas, tenhamos as atitudes correspondentes. Eu, como pai e avô, gostaria de ajudar a manter esses locais limpos e conservados. Se os diretores de escolas públicas promoverem a conservação dos câmpus, tenho certeza que a comunidade local se disporia a auxiliar, junto com os alunos e seus pais.

MARCOS RIBEIRO JACOB

marcosrjacob@hotmail.com

São Paulo

Descaso na UFRJ

Patética a foto estampada na primeira página de 9/8 do Estadão: o estado deplorável das instalações, ao menos da universidade pública fotografada. O que é mostrado na foto nada tem que ver com contingenciamento de verbas. E os reitores dizem que falta verba para limpeza... Imagine, caro leitor! Falta educação, sobram descaso e desrespeito com que os estudantes, que nada pagam para estudar, tratam a instituição, que é mantida com recursos públicos – e no caso trata-se de um orçamento de R$ 6,25 bilhões! Esses bilhões são sacados dos impostos que os brasileiros, incluídos os 13 milhões de desempregados, pagam para sobreviver, penosamente, em sua trágica caminhada neste Estado de direito de ser desigual chamado Terra dos Papagaios.

JOSE ANTONIO S. BORDEIRA

sydreira@gmail.com

Petrópolis (RJ)

Torneiras fechadas

A foto da manchete de sexta-feira veio corroborar a tragédia que foi o PT. Com todo o dinheiro ganho do governo nesses anos passados, as instituições não tiveram competência nem para limpar a sujeira que permitiram que os alunos fizessem. Logo, não há de ser o atual corte de verbas do Ministério da Educação o causador de alarmismo (indevido) de parte dos reitores. Aliás, o que fizeram com a dinheirama ganha anteriormente? Suspense... Acho que o atual governo está mais do que correto em sua medida de fechar torneiras desperdiçadoras. Quanto às universidades, podem suspender as aulas, sim. Se nem uma simples noção de higiene conseguem transmitir aos estudantes, que dirá o resto.

MARTHA DE GENNARO

marthadg@uol.com.br

São Paulo 

CRIMINALIDADE

Diálogo cabuloso

A Polícia Federal, no curso da Operação Cravada, que tem como alvo a movimentação financeira do PCC, além de prender 28 pessoas e bloquear 400 contas bancárias da organização, tudo com autorização judicial, gravou áudio de conversas de líderes do grupo em que apresentam duras críticas ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. Os criminosos relatam também ligações do PCC com o PT: “O PT tinha diálogo com nóis cabuloso” (sic). Fabuloso! Evitando dar mais detalhes sobre essa ligação escabrosa com o partido, o tal líder do PCC, preocupado que possa estar grampeado, reclama que agora “nem dá para conversar pelo telefone”. Não chega a ser surpreendente essa excrescente ligação PCC-PT. Em 2006, tal suspeita foi amplamente aventada, quando essa organização criminosa promoveu uma verdadeira guerra em todo o Estado de São Paulo, com muitas mortes de policiais. Era ano de eleição presidencial e o concorrente de Lula da Silva, do PT, era o bem avaliado, na época, candidato do PSDB, Geraldo Alckmin.

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Ligações perigosas

Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, aquela cujo nome estava nas planilhas do propinoduto da Odebrecht, acusou o presidente Jair Bolsonaro de ser bandido e um ser folclórico. No mesmo instante, a Polícia Federal, na Operação Cravada, revelava que um líder do PCC mantinha diálogos “cabulosos” com o PT. Depois dessa conversa, legalmente interceptada, fica fácil identificar quem é bandido e quem é mocinho. Aliás, ambas as organizações têm os seus líderes encarcerados.

J. A. MULLER

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

Moro na mira

Líder do PCC, grampeado pela Polícia Federal, além de afirmar que o PT tinha com a facção um “diálogo cabuloso”, parte para o ataque ao ministro da Justiça: “Esse Moro aí, esse cara é um filha da p..., mano. Ele veio pra atrasar”. Certíssimo! Moro veio para atrasar as quadrilhas mais perigosas do Brasil.

MARCELO MELGAÇO

melgacocosta@gmail.com

Goiânia

COMBATE À CORRUPÇÃO

Bolsonaro arregou

Para se eleger este governo usou o prestígio de um juiz que trouxe esperança ao povo brasileiro. Mas após chegar ao poder não apoia o ministro da Justiça no seu projeto contra a corrupção, contra o crime? Já não basta o que o Congresso fez com as 10 Medidas contra Corrupção? Falta de memória não é. Ainda há tempo de correção, espero que o sr. presidente justifique meu voto.

LILIA HOFFMANN

liliahoffmann@yahoo.com.br

São Paulo

Tristes perspectivas

Cada dia que passa, configura-se com mais clareza um movimento arquitetado por poderosos encastelados nos Poderes da República para acabar com a efetividade da Lava jato, a Mãos Limpas tupiniquim, a exemplo do sucedido com a original na Itália, que, ao ser neutralizada, abriu caminho para a volta à vida pública de predadores da ética que tanto prejudicaram aquele país. Aqui ainda é imprevisível o caminho que tentativas semelhantes tomarão, mas já são observadas investidas concretas no sentido de, por exemplo, valorizar invasões criminosas em comunicações dos principais agentes pioneiros da operação, submetê-los a processo de suspeição e, aproveitando o impacto midiático decorrente, depreciar sua atuação e esvaziar os resultados obtidos. É provável que mais cedo do que se pensa retornem à plena atividade nossos “Berlusconis” e sejam libertados os corruptos hoje presidiários, glorificados e revigorados. Tristes perspectivas.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

ERRO OU ACERTO?

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, equivocou-se, a meu ver, ao dizer em debate promovido em São Paulo pela Fundação Lemann que a eleição de Bolsonaro foi um "produto dos erros" da classe política nos últimos 30 anos ('Bolsonaro é o que temos até 2022', afirma Maia, Estado, 8/8). Não foi nem erro nem acerto. Democracia é aprendizado, portanto, erros são naturalmente esperados. A eleição de Fernando Henrique Cardoso, por exemplo, foi um dos grandes acertos após a redemocratização, pois foi ele quem tirou o País do atoleiro com o Plano Real. Já a permanência do PT no poder por mais de 13 anos, o que levou à pior crise social e econômica da nossa história, foi um grave equívoco. Bolsonaro foi eleito com a melhor das intenções. Em 2022 veremos se foi um erro ou um acerto. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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TELHADO DE VIDRO

O sr. Rodrigo Maia não se emenda. Teceu duras críticas ao presidente Jair Bolsonaro, dizendo: "A pergunta é onde erramos, Bolsonaro é produto de nossos erros". Rotundo senhor, erros cometemos nós cariocas há muitos anos, elegendo para os mais diversos cargos figuras que não merecem a mínima credibilidade. Algumas delas, tal como o senhor, só conseguiram votação na esteira da herança de um pai. Faço lembrar a vossa excelência que o nome do nosso presidente não aflorou nas delações de diretores da Odebrecht e da OAS, tal como vosso nome. Certamente o senhor já ouviu, mas não custa relembrar: "quem tem telhado de vidro não joga pedra no telhado dos outros".

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

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RETAGUARDA DO PRESIDENTE

Se a virtude, o caráter bom, e os valores essenciais estivessem à retaguarda do disfuncional presidente da República - disfuncionais com complexo de chefia e mando lotam gabinetes e saletas municipais, estaduais e federais -, o Brasil talvez pudesse experimentar o pudor no poder. Mas, porém, contudo, todavia e quejandos, à espreita do bote em Jair Bolsonaro estão Rodrigo Maia, Davi Alcolumbre, Dias Toffoli e a alegria dos corruptos, o retorno ao P de podridão do PT.

José Maria Leal Paes myguep23@gmail.com

Belém

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SE ARREPENDIMENTO MATASSE

Se arrependimento matasse, Sergio Moro morreria todos os dias, desde primeiro de Janeiro de 2019. Ele e certos eleitores de um incerto país tupiniquim...

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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RODAR COM 'PNEU FURADO'

Sem base suficiente no Congresso, Bolsonaro tem possibilidade de governar, como neste momento, contando com apenas 33% de apoio popular? Como informa a coluna do Estadão, um analista em pesquisas diz que sim, tal qual é possível rodar com um "pneu murcho". Mas em qual velocidade, a que custo e até onde? E ainda pode piorar, já que neste ritmo que gasta capital político com sua língua solta e inconveniente a desaprovação de seu governo que está em 45% pode aumentar. Se sonha em se reeleger em 2022 vai ter de parar com as crises infantis que protagoniza e depender do sucesso dos projetos de Paulo Guedes e da boa vontade do Congresso.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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INTERPRETAR O PRESIDENTE

Inúmeras são as interpretações veiculadas pela mídia sobre a personalidade de Bolsonaro. Psicólogos, jornalistas, políticos, leigos emitem suas hipóteses, talvez porque se sentem ameaçados como Édipo diante da Esfinge: "Decifra-me ou devoro-te". Elogios e xingamentos, aplausos e vaias se alternam em cadência monótona. O que chama minha atenção é que mesmo que cada interpretação contenha em si uma lógica, se unirmos todas elas não teremos nada parecido com um funcionamento psíquico humano real, normal ou patológico. Se quisermos conhecer alguém, diz a sabedoria popular, é preciso comer um saco de sal juntos. E isso demanda muito tempo. Não creio que Bolsonaro-esfinge vai se jogar do despenhadeiro com essas tentativas de decifração, mas os édipos correm o risco de ter o mesmo triste fim do personagem da tragédia grega, furando os próprios olhos de vergonha. Recomendo cautela aos afoitos.

Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo 

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FATOS EM EVIDÊNCIA

"Nunca na história deste país", um chefe de governo esteve tão em evidência. Dia sim, outro também Bolsonaro ocupa as principais páginas de jornais e revistas e dos noticiários nos telejornais, principalmente em emissoras notadamente esquerdistas, cujos comentaristas e analistas, não escondem a satisfação quando o assunto são as suas declarações polêmicas. Se o presidente dá um simples espirro, analisam como uma contagiante pneumonia. Em sete meses de governo foram raros os comentários elogiosos pelos feitos do governo. Na reforma da Previdência que ficou em cartaz por   cinco meses no tablado da Câmara Federal, script do governo, quem recebeu todas as loas foi Rodrigo Maia, Bolsonaro figurou apenas como coadjuvante. A redução do número de ministérios, extinção de cargos de confiança, a privatização de 12 aeroportos, que rendeu R$ 2,3 bilhões, a venda de ativos da Petrobrás que fez com que a Empresa lucrasse, no primeiro semestre deste ano, R$ 18,9 bilhões, fim do monopólio do gás, privatizações de rodovias e ferrovias empacadas há anos, continuação das obras e reparos na já deteriorada calha de transposição do Rio São Francisco, liderança no Mercosul, acordo com a União Europeia são feitos e realizações que, cá pra nós, não podem ser relegados ao segundo plano. No entanto, quem merecia ostracismo total, o "cara" preso em Curitiba por corrupção e lavagem de dinheiro, continua em evidência no noticiário e nas redes sociais. Este é o meu Brasil Varonil, terra de samba e pandeiro, o resto deixa para lá.

Sérgio Dafre sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí 

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SINFONIA

Desafinada em dolo maior, Allegro Andante, o Brasil é uma sinfonia regida por maestros de bandinha de coreto...

A. Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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EMBAIXADOR NOS EUA

Sofismando, Bolsonaro diz que o filho de alguém será o embaixador do Brasil junto aos EUA, então por que não o seu? ('Indicado para embaixada tem que ser filho de alguém, por que não meu?', diz Bolsonaro, 5/8) Mas, na verdade, estabeleceu publicamente o enunciado do nepotismo, defendendo-o acirradamente. Então merece uma lição do Senado da República, a fim de que fique claro que o nepotismo não deve existir no Brasil, especialmente para o caso do presidente, que sempre defendeu a meritocracia.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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EXIGÊNCIAS

Muito interessante e elucidativo o recente artigo do ex-embaixador  Rubens Barbosa sobre as qualificações exigidas do embaixador do Brasil em Washington (Ser embaixador em Washington, 23/7, A2). Mas ficou faltando mencionar, entre as exigências do cargo, a capacidade e experiência do titular em fritar hambúrguer e ter esquiado nas montanhas do Colorado.

Roberto Croitor Roberto.croitor@gmail.com

São Paulo

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OPINIÃO

Eu gostaria de saber a opinião dos respeitados generais Augusto Heleno e Hamilton Mourão sobre a indicação do despreparado filho Eduardo Bolsonaro para a embaixada do Brasil nos EUA, só porque frita hambúrguer e é amigo do filho do outro presidente. E, também, sobre as desastrosas, infelizes e desnecessárias  declarações que são feitas diariamente pelo presidente Bolsonaro.

Emerson Luiz Cury emersoncury@gmail.com

Itu

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PERDA IRREPARÁVEL

Esperamos que o Senado impeça a saída de Eduardo Bolsonaro da Câmara para assumir a embaixada, pois, na ausência dele, quem irá fritar nossos hambúrgueres?

Terezinha Vaz de Oliveira terilelinha@gmail.com

Curitiba

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SERÁ QUE É?

Ao assumir a embaixada do País em Washington, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) certamente relançará com o aval paterno o velho mote dos tempos do primeiro governo da ditadura militar, de Castelo Branco, em 1964: "O que é bom para os EUA é bom para o Brasil". Será que é?

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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OFENSA

A intenção do presidente de indicar seu filho para a embaixada do Brasil nos Estados Unidos ofende a todos os diplomatas que se prepararam durante anos e décadas para essa tarefa. Gostaria de saber se quando recebeu a facada durante a campanha, em vez de ser atendido por excelentes cirurgiões que lhe salvaram a vida, o presidente aceitaria ser tratado por estudantes do primeiro ano de Medicina.

Shirley Schreier schreier@iq.usp.br

São Paulo

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NINGUÉM MELHOR

Ninguém melhor que o filho de Bolsonaro para representar o atual governo brasileiro na Corte de tio Trump. Um diplomata de carreira do Itamaraty, com sua competência, bagagem cultural e vivência em política exterior não representaria o governo Bolsonaro. 

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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NÃO MAIS QUE ISSO

Para mim, francamente, se Eduardo Bolsonaro vier a ocupar a embaixada do Brasil no Estados Unidos é indiferente. Nunca tomei muito conhecimento da atividade efetiva dos antecessores, já que não foram dignas de nota. O que preocupa um pouco é que personalidades de nossa política tentem justificar no Senado a aprovação do filho do presidente brasileiro sob justificativa de que ele é também amigo dos Trumps e poderia dar lá um jeitinho de conseguir alguma coisinha a mais em nosso favor. Duvida-se de ambas assertivas, de ter amigos naquela seara e de conseguir algum favor fora das normas americanas. Sobra o quê? O ridículo de tudo isso, que poderá nos trazer alguma hilaridade frente às situações em concreto, não mais que isso.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

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GILMAR E O PRINCÍPIO DE ISONOMIA

Em um evento em São Paulo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes falou sobre o conteúdo das mensagens atribuídas ao ministro Sergio Moro e ao procurador Deltan Dallagnol, coordenador da Lava Jato em Curitiba. "Me parece que em algum momento essas pessoas que se envolveram nesses malfeitos terão que prestar contas", afirmou o ministro. Com relação ao ministro da Justiça, afirmou: "Certamente juiz não pode ser chefe de força-tarefa" (9/8). Gilmar é crítico contumaz dos integrantes da força-tarefa de Curitiba, manifesta frequentemente, por qualquer meio de comunicação, juízo depreciativo sobre despachos, votos ou sentenças com origem na Operação Lava Jato e, por mais de uma vez, criticou o comportamento de seus integrantes, o que é expressamente vedado aos magistrados pela Lei Orgânica da Magistratura Nacional. Mas Gilmar está acima dessas miudezas legais. Nesta mesma semana, proibiu Polícia Federal, Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e outros órgãos de apuração de investigar Glenn Greenwald pelo recebimento das mensagens roubadas da Lava Jato, sob o pretexto de que há "fundada suspeita sobre a instauração de investigações sigilosas", o que seria uma "tentativa de supressão de trabalho jornalístico de interesse nacional". Pois o mesmo Gilmar, quando vazaram informações de que a Receita Federal investigava movimentações financeiras suspeitas dele e de sua esposa, requereu ao presidente do STF investigações sigilosas para apuração da origem dos vazamentos e mandou "às favas" a supressão de trabalho jornalístico de interesse nacional. Para Gilmar, como se vê, o princípio constitucional da isonomia é coisa para a plebe, não para os deuses do Olimpo brasiliense.

Sergio Ridel sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

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PERSONALIDADES ESPECIAIS

Ao determinar a interrupção dos procedimentos que vinham sendo conduzidos pela Receita Federal relacionados a 133 privilegiados contribuintes, entre os quais Gilmar Mendes, e afastar os auditores responsáveis pelas investigações, o ministro do STF Alexandre de Moraes mostrou, de maneira cristalina, o triste fato de que, sempre que surgir a necessidade de preservar os interesses de personalidades especiais, a Suprema Corte não terá pudor de tomar as providências corretivas, mediante decisões  surpreendentes e enigmáticas para a sociedade (Alexandre vê 'desvio de finalidade', suspende devassa da Receita sobre 133 contribuintes e afasta servidores, Estado, 1/8) Isso é o que temos hoje.   

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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INVERSÃO

Uma arbitrariedade do ministro Alexandre de Moraes suspender procedimentos da Receita Federal sobre 133 contribuintes com movimentações com indícios de anormalidades, além de afastar dois auditores fiscais, porque na apuração das  irregularidades tributárias apontavam dois ministros do Supremo. É uma total inversão de valores, punindo e colocando sob suspeição quem combate o crime.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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COMPETÊNCIA DO SUPREMO

O Art. 102 da Constituição estabelece: "Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição". Quem guarda não altera. O Judiciário não tem poderes constitucionais. Está claro que o STF deve obedecer rigorosamente a letra dos dispositivos constitucionais e nos casos de dúvida sobre o enquadramento de uma situação nos artigos constitucionais, ou quando a Constituição é omissa devido a situações novas não existentes em 1988, o STF teria como obrigação o encaminhamento dos processos aos Poderes Executivo e Legislativo, que são os que devem elaborar emendas constitucionais específicas para dirimir dúvidas e assim permitir que o Judiciário julgue a situação conforme a Constituição emendada pelo Congresso. Não temos agora condição de exemplificar as situações que teriam merecido esse procedimento até o ano de 2002, mas com certeza desde o primeiro mandato de Lula, e mais especificamente no caso do Mensalão, começou o desvio funcional do STF face às dimensões que se podia prever, principalmente a partir de quando Lula mentiu ao dizer que "não sabia". A composição do STF na época era outra, mas já se percebia algo estranho nos conflitos de Joaquim Barbosa com Gilmar Mendes, que revelaram à sociedade brasileira que havia algo de podre nos porões da mais alta Corte. Quebrada a mistificação das togas os ministros, muitos dos quais continuam até hoje, iniciou-se uma escalada nos desvios de função para acobertar as manobras anteriores até atingir, agora, o verdadeiro golpe que está sendo aplicado na República brasileira com as decisões da Corte. Mas há uma saída constitucional no Art. 52: "Compete privativamente ao Senado Federal: II - processar e julgar os ministros do Supremo Tribunal Federal... nos crimes de responsabilidade". Com a palavra, Davi Alcolumbre, presidente do Senado Federal.

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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STF PENSA DIFERENTE

A Constituição diz que todos são iguais perante a lei, mas o STF pensa diferente e decidiu seguir George Orwell, que no romance do mundo animal retratou a situacao em que "todos são iguais perante a lei, mas há alguns que são mais iguais que os outros". 

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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LUTA DE CEGOS E SURDOS

Como pai, com muita tristeza me penitencio como sendo um dos 13 milhões de desempregados neste turbilhão escandaloso e nefasto socioeconômico, político e jurídico que infelizmente passa por nosso país neste exato momento. Filhos pequenos aguardando vagas em creches municipais, o mais velho com pouco mais de 16 anos, cursando o fundamental em escola pública, onde o respeito e a autoridade do professor são letras mortas. Fico pensando com meus botões, políticos gastando R$ 160 mil num tratamento dentário e eu sem condições de fazer uma simples obturação. Como aceitar sem se sentir humilhado que nosso dinheiro rola fácil nas casas legislativas e nas jurídiciais, onde ministros se digladiam com procuradores e juízes, numa luta de cegos e surdos, que destroem um pouco que resta de hombridade e de sentimentos republicanos, num país que caminha celeremente para uma divisão social entre os que mandam e se julgam deuses e os que obedecem forçados - por enquanto. Todo esse embate emblemático não resolve minha situação e dos outros milhões de cidadãos nas filas do emprego.

Aloísio Arruda De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

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ÚNICOS VENCEDORES

Parabéns a Fernando Gabeira pelo lúcido e acertadíssimo artigo Jogos da nova temporada no Estado de 9/8. Como é bom ler um texto assim neste momento confuso e assustador, quando todos os indicadores referentes à política (politicagem) retrocedem em ritmo vertiginoso, "graças" às iniciativas dos nossos Três Poderes. Os únicos vencedores são os hackers e seus mandantes e divulgadores locais e internacionais. Até quando?

Irene G. Freudenheim irene.margarete@terra.com.br

São Paulo

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POLÍTICAS DE ESTADO

Por vezes, os governantes da República buscam esquecer, ilusoriamente, que são personagens passageiros. Desse modo, como presente na atual gestão, ludibriam o povo brasileiro governando para uma base de apoio e marginalizando as políticas de Estado. Assim sendo, não construiremos um país repleto de sustentabilidade, inclusão e respeito às leis com a falta de políticas voltadas à maioria da população. Uma lei importante, considerada além de uma política de governo, fez 13 anos. A lei Maria da Penha é um exemplo de excelente política Estado, que aliás, o Brasil necessita. 

Pedro Henrique Altafim Martins pedromartins1917@hotmail.com

Vitória

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DIA DOS PAIS

Feliz de quem tem o privilégio de ser chamado pai, esta figura importantíssima na educação dos filhos que se faz homenageado no Brasil, sempre no segundo domingo de agosto. Em outros países segue em datas diferentes: conta a história que esta data é comemorada mundialmente há mais de 4 mil anos, quando o jovem Elmesu, filho do rei da Babilônia, o famoso Nabucodonosor, fez em argila moldada um cartão onde desejava a seu pai sorte, saúde e longevidade. Já no Brasil, é comemorada desde 1953. Iniciou-se a comemoração no dia 16 de agosto e posteriormente adequou-se deslocando-se aos domingos, para a proximidade da data que era referência ao dia de São Joaquim, considerado pelo calendário litúrgico católico o patriarca da família. Melhor que o presente dado é o respeito que cada filho deve dedicar ao seu pai durante os 365 dias do ano. Ser pai é um presente do criador, é como uma árvore atrativa que dá fruto e cativa, é a convicção de ter a preocupação de que seu filho seja um vencedor, verdadeiro exemplo no futuro. Um feliz dia dos pais para todos os pais, brasileiros ou não.

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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