Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

12 de agosto de 2019 | 03h00

PODERES APEQUENADOS

Respeito ao contribuinte

Manchete do Estado de sábado: ‘PGR se apequenou’, diz o secretário-geral do Planalto. A questão que se impõe: a Procuradoria-Geral da República (PGR) se apequenou ou foi apequenada? Na realidade, o apequenamento no poder público é muito mais geral. No Judiciário, o Supremo Tribunal Federal (STF), pelo julgamento imediato e positivo de alguns políticos protegidos. No Executivo, pelas constantes, absurdas e até insensatas declarações de seu chefe. E no Legislativo, pelo constante “toma lá dá cá” para a apreciação de projetos de importância para o País, como foi o caso da reforma da Previdência. Enfim, todos os Poderes se apequenam quando têm de assumir as responsabilidades que lhes cabem por suas funções específicas. Mas crescem continuamente no custo para a Nação pelo exercício dessas funções. Já está mais do que na hora de os Poderes da República, como forma de respeito aos contribuintes, saírem desse apequenamento e agirem para o crescimento de suas obrigações regimentais e ainda, em contrapartida, apequenarem o seu custo para o Brasil.

FLAVIO BASSI

flavio-bassi@uol.com.br

São Paulo

Banalização da vulgaridade

Vivemos num país onde a deselegância do presidente da República é sentida como uma vitória sobre a “opressão” da mídia ou da esquerda no seu politicamente correto. Que lamentável! É a banalização da falta de compostura. Como faz falta um mandatário comedido e de boas maneiras, que faça o mesmo, se o desejar, sem cair na vulgaridade.

ELIANA FRANÇA LEME

efleme@gmail.com

Campinas

Liturgia do cargo

Jair Bolsonaro não pode continuar agindo como se estivesse num bar com amigos fazendo fofocas e contando piadas. É preciso relembrar-lhe que ele foi eleito presidente da República?!

JOSÉ PAULO CIPULLO

j.cipullo@terra.com.br

São José do Rio Preto

Olimpo togado

É fácil entender por que juízes se consideram os donos do pedaço. São dezenas de artigos da nossa Constituição “cidadã” dedicados exclusivamente à carreira deles. E antagonicamente aos direitos do cidadão comum, o zé-povinho, previstos na nossa Carta magnanimamente injusta, todos os direitos dos magistrados são cumpridos à risca.

HERMAN MENDES

hermanmendes@bol.com.br

Blumenau (SC)

REFORMA TRIBUTÁRIA

Princípio da moralidade

O governo estuda corrigir a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) pela inflação e acabar com as deduções de educação e saúde. Mais uma prova de que a fúria arrecadadora do Estado não tem limites e que a ficção que é o direito, supostamente constitucional, à saúde e educação ficará no campo das abstrações vazias. O baixo nível da educação pública obriga os pais a recorrerem ao ensino privado. Da mesma forma quanto à saúde privada, pois o sistema público é péssimo e não cumpre suas finalidades. Nesta hora o princípio da moralidade, que entre outros deveria direcionar a ação dos agentes públicos, é violentamente pisado com o fim das isenções citadas. Para contribuintes idosos, principalmente, a falta das deduções no concernente a gastos com saúde seria extremamente cruel, pois é nessa fase da vida que as despesas aumentam exponencialmente.

ULF HERMANN MONDL

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

Pulo do gato

Como brasileiro à espera e torcendo para as coisas melhorarem, entendo que o sr. ministro da Economia deve explicar à população os cálculos sobre a isenção de IR para contribuintes que ganham até cinco salários mínimos e quanto os contribuintes em geral perderão sem as deduções atuais. Garanto, sem fazer contas, que o Estado ganha muito mais que o contribuinte.

NELSON CEPEDA

fazoka@me.com

São Paulo

Males da nova CPMF

A respeito da proposta de novo imposto sobre operações financeiras, do tipo CPMF, a cobrança de 0,5% sobre saques de contas bancárias é, na prática, redução de 0,5% do salário líquido dos trabalhadores. De quebra, estimula operações suspeitas com dinheiro vivo.

ETELVINO JOSÉ H. BECHARA

ejhbechara@gmail.com

São Paulo

CRIMINALIDADE

Diálogo cabuloso

Cabuloso na língua culta significa indesejável. Na gíria usa-se para espetacular. É assim o diálogo do PCC com o PT (conforme gravação de conversa de líder da facção pela Polícia Federal, com autorização da Justiça): indesejável para as pessoas de bem e cabuloso para a bandidagem. Explica o viés da defesa dos “direitos humanos” pelo PT e asseclas e o fortalecimento do crime organizado no País. Realmente, o ministro Sergio Moro incomoda muito a bandidagem toda.

MARIA CECILIA BUSCHINELLI

ceciliabuschinelli@hotmail.com

São Paulo

EM SÃO PAULO

Pichadores e vulneráveis

Estou de pleno acordo com o leitor sr. José Carlos de Castro Rios (10/8) quanto à necessidade urgente de se dar um fim à ação dos “desocupados” que transformaram, impunemente, nossa cidade em lixeira, de um tremendo mau gosto. O futuro prefeito de São Paulo terá de zelar não só pela limpeza urbana, tapar os buracos das calçadas e do leito das ruas - o que é raro ser feito -, mas também encontrar formas realmente eficazes de acolher moradores de rua, que precisam de socorros médicos, adquirir hábitos de higiene, aprender a trabalhar e a estudar. Nenhum país que se diga civilizado apresenta o terrível espetáculo com que nós, paulistanos, somos obrigados a conviver - e a nos arriscar - dia e noite. Enfim, a inevitável pergunta: impostos para quê?

M. CECÍLIA NACLÉRIO HOMEM

mcecillianh@gmail.com

São Paulo

Não nos ouvem

Moro no Itaim-Bibi, em rua bastante movimentada, mas nos últimos dias virou um inferno: o tempo de um semáforo mudou, desandou tudo. E ninguém veio consertar. Tentei encontrar alguma forma de me comunicar com os órgãos de trânsito, sem sucesso. Os sites da Prefeitura dão dezenas de informações, mas aparentemente não se interessam em recebê-las dos munícipes. Custaria muito criar um setor que nos ouvisse e pudesse aproveitar a participação dos moradores para melhorar a nossa cidade?

ALDO BERTOLUCCI

aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

IBGE E INDICAÇÕES

Prezado dr. Simon Schwartzman, concordo com a sua defesa do IBGE e com a importância da independência do mesmo: a nossa pseudo democracia está contaminada por distorções que a comprometem (O censo e depois, Estado, 9/8, A2). Um exemplo triste que compromete todas organizações do Estado (federais, estaduais e municipais) são as indicações políticas para cargos de confiança e em comissão. O IBGE independente teria condições de avaliar os custos financeiros e sociais para o País de recursos arrecadados desperdiçados por organizações arcaicas, ineficazes e ineficientes, prejuízo para a população devido aos serviços precários na educação, saúde, segurança, saneamento, transportes, etc. O desenvolvimento dos recursos humanos das organizações é prejudicado, deixando de participar do atendimento de profissionais à necessidade para os Legislativos e Executivos nos três níveis de governo. A possibilidade dos eleitos se beneficiarem das indicações é um atrativo que torna as eleições um processo de seleção de bandidos.

Darcy Andrade de Almeida dalmeida1@uol.com.br

São Paulo

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IMAGEM

Muito preocupado com a imagem do País no exterior sobre o eterno desmatamento da Amazônia, o presidente Jair Bolsonaro demitiu o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Roberto Galvão. Nas entrevistas que deu à mídia, quando já "fritava" mais uma vítima, Bolsonaro precisou que um assessor para lembrar o nome do instituto (Inpe), demonstrando o seu desconhecimento. Já seu ministro do Meio Ambiente ataca os doadores de recursos para manter a Floresta Amazônica incólume. Com tanta lambança no governo, ainda estão preocupados com a imagem do Brasil. Ora, na verdade deveriam estar preocupados com a própria imagem.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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ESCONDER A REALIDADE

Será para não denegrir a imagem do Brasil lá fora é só esconder a realidade? Não parece presidente Bolsonaro.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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'MAIS ONG DO QUE ÍNDIO' NA AMAZÔNIA

Em meio a tantos despautérios irresponsavelmente cuspidos boca afora pelo presidente Bolsonaro dia sim e outro também, chamou a atenção uma frase pertinente e cheia de razão dita ao defender a exploração de recursos minerais em terras indígenas Brasil afora: "Tem mais ONG na Amazônia do que índio."

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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ÚNICA SOLUÇÃO 

O que prejudica o Brasil no assunto ambiental? O falatório do presidente é uma má contribuição, não resta dúvida. A realidade do desmatamento desnecessário é a causa principal. Ela não é escamoteável. As tentativas de negá-la com recursos sofistas só aumentam o estrago. Vigiar, como pretendem propor, não impressiona ninguém. Discute-se e tenta-se minimizar os dados. Para que? A única solução é terminar os desflorestamentos e as extrações de madeira imediatamente - desflorestamento zero já - e ocupar um grande contingente em grandes projetos de reflorestamento. Isso é tão evidente que põe na pauta as razões de tanta tergiversação. Só o Brasil oficial que não quer tomar conhecimento. Quem manda lá? Por que a cidadania não se mobiliza da forma que faz contra a corrupção?

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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BRINCANDO DE SER PRESIDENTE

Ao ler os comentários do excelente jornalista Rolf Kuntz em 11/8 (Novo elogio a torturador reforça sinais de alarme, Estado, A2) só nos resta uma pergunta: até quando este Bolsonaro vai continuar brincando de ser presidente?

Gabriel Anastacio anastacio@requintesofisticacao.com.br

São Paulo

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RESPEITO PRESIDENCIAL

Jair Bolsonaro, assim como Lula e Dilma, também é contra a independência das agências reguladoras, que, de suma importância nos países desenvolvidos, no Brasil foram introduzidas pela gestão de Fernando Henrique Cardoso. No excelente editorial do Estado Abismo de incompreensão (10/8, A3) tomo conhecimento que Bolsonaro referiu-se desrespeitosamente a FHC: "As agências foram criadas lá atrás por um presidente, um tal de FHC". E, segue, "Não vou entrar em detalhes sobre o que já falei sobre ele no passado". Se Jair Bolsonaro for capaz de produzir benefícios para o povo brasileiro tal como fez FHC quando erradicou a hiperinflação com o Real, com as privatizações, a Lei de Responsabilidade Fiscal e, entre outros grandes avanços, o Bolsa Escola, furtado por Lula, que mudou o nome para Bolsa Família, será saudado como um estadista, o que não é. É bom lembrar que FHC, diferente de Bolsonaro, jamais duvidou e ofendeu os cientistas do Inpe sobre o desmatamento, menos ainda sobre as pesquisas do IBGE, tampouco chamou de idiotas úteis ou de imbecis nossos estudantes. E longe do nepotismo do atual comandante do Planalto, que deseja colocar seu inexperiente filho Eduardo na embaixada dos EUA, na área internacional, com política sóbria, FHC elevou o nome do Brasil, indicando nomes respeitados mundo afora para as embaixadas.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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REFERÊNCIAS PEJORATIVAS

Quando um presidente da República (J.M.B) faz referência pejorativa em discurso sobre um tal de Fernando Henrique Cardoso, me vem à memória um comentário insistente de um outro ex-presidente (L.I.L.S.) sobre uma certa "herança maldita" que teria recebido de um tal de FHC. Estranhamente, essa mesma herança permitiu ao seu governo grandes avanços no primeiro mandato. Depois degringolou de vez e foi tudo aquilo que agora se sabe: um ex-presidente e atual residente em Curitiba, cumprindo pena. Como brasileiro, espero que J.M.B termine o seu mandato em 2022 de maneira muito melhor do que recebeu, reduzindo pronunciamentos inoportunos e agindo mais em defesa do bem comum, de forma que eu não precise votar em outro candidato.

Clodomir de Jesus Redondo clodoredondo@bol.com.br

Araçoiaba da Serra

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LULA E O SEMIABERTO

Com toda mordomia que tem em Curitiba, com cela especial, segurança, aparelhos de ginástica, visitas, etc, para que vai querer o regime semiaberto? (Lula pede a advogados para não solicitarem regime semiaberto, 11/8) Nada como ser um presidiário tratado igual a milhares de outros presidiários que temos no País. Ele sabe que em qualquer necessidade basta acionar Gilmar Mendes, Lewandowski ou Dias Toffoli, que terá qualquer solicitação atendida no mesmo dia. Triste Justiça brasileira.

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

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MANUTENÇÃO DA PRISÃO

Quem imaginaria que um dia petistas realizariam uma procissão até o Supremo Tribunal Federal para defender a manutenção da prisão de seu líder máximo na mesma cela que vem ocupando desde que foi preso?

Paulo R Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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'TIMING' DE SOLTURA

Como esperado, o empresário Eike Batista, dentro do "timing" do soberbo supremo Gilmar Mendes, foi solto em 55 horas (Prisão temporária de Eike Batista é revogada, 10/8). Seguramente ninguém acertou o nome do libertador no bolão, vez que o habeas corpus foi concedido pela juíza Simone Scheireber, de plantão no Tribunal Regional Federal da Segunda Região (TRF-2), que houve citar o ministro Gilmar Mendes nos seus papéis, pois o assoberbado Supremo Tribunal Federal dispersa suas energias constitucionais ao decidir e legislar do "penico ao infinito", segregando a guarda da Lei Maior. Será que adotou a terceirização de suas diatribes no modo by appointment to Her Majesty the Queen?

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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ASSISTÊNCIA MÉDICA PARLAMENTAR

As despesas com assistência médica/odontológica prestada aos senadores mais que dobrou nos últimos dez anos. Em 2009 os gastos atingiram R$4,8 milhões e em 2018 chegaram a R$11,5 milhões. No presente ano, os gastos bancados com recursos públicos, já atingiram R$5,6 milhões. Há um Projeto de Resolução, PRS 8/2019, que acaba com esse privilégio. Além dos parlamentares, fazem jus ao benefício ex-senadores, seus cônjuges e dependentes. Como não podia ser de outra forma, o projeto que pretende acabar com essa vantagem permanece esquecido na Comissão de Constituição e Justiça, aguardando o parecer do relator. Quem não gosta de uma moleza? Farinha quando pouca, meu pirão primeiro!

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

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CAPITALIZAÇÃO

O governo Bolsonaro, entre invencionices, criou uma que parece ser mais um retalho que comporá a colcha que está sendo costurada pelo governo. Segundo o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, o governo apresentará ao Congresso a PEC da capitalização. Diz Onyx que esta PEC representa a Lei Áurea da Economia (PEC para capitalização será enviada ao Congresso nas próximas semanas, diz Onyx, 10/8) O ministro Onyx ainda não apresentou detalhes desse projeto, mais complicado do que o enigma que a Esfinge propôs a Édipo, filho de Laio, Rei de Tebas. Se considerarmos a atual situação do povo brasileiro, com seus salários achatados, e os mais de 13 milhões desempregados, só os políticos e os nababos da República terão condições de arcar com um sistema de capitalização na Previdência. 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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JOGAR LUZ

São Paulo, "estação central" do Brasil, tem voz e não pode ficar inerte diante do caos. Tanto em relação a um alinhamento automático, inflexível, quanto diante de extremismo religioso. E essa "voz" tem dois nomes: João Doria e o nosso querido Dom Odilo P. Scherer. Cabe a um governante arregaçar as mangas da camisa e trabalhar em prol de seu Estado, de seu desenvolvimento. Faz muito bem João Doria, em seu artigo São Paulo e China, uma história promissora (Estado, 10/8, A2), somar com parcerias flexíveis, e almejar um alinhamento ganha ganha. Sair da esteira de um posicionamento de campanha, que só faz mal, e trabalhar. E também, de muito bom tom, Dom Odilo nos faz lembrar em seu artigo Perseguição religiosa, risco para a paz (10/8, A2) do mal que se espalha pelo mundo: o mal do fundamentalismo. Acompanhamos por aqui o nosso presidente Jair Bolsonaro distribuir passaporte azul, para "líderes" religiosos obscuros. A liberdade religiosa está claramente sob ataque em um Estado laico. Nenhum homem é maior que a nação e vozes como estas nos fazem crer que dias melhores certamente virão, o Brasil há de ter um norte. Para finalizar, parabenizo João Doria por fazer a comunicação com a comunidade de seu Estado através de um artigo digno e muito alvissareiro. Aliás, os artigos dão as mãos e jogam luz na prosperidade e também nas trevas, afinal, 'laborar é orar'.

Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

Guarulhos

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SÃO PAULO E CHINA

O artigo de João Dória sobre as futuras (e esperemos que se concretizem, de fato, no menor prazo possível) interações comerciais e principalmente investimentos dos chineses em São Paulo dá esperanças de melhoria na economia paulista, sem dinamismo e em compasso de espera há tempos.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

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PROGRESSO NO ESTADO

Aberturas comerciais, parcerias, transferência de tecnologia e intercâmbios são sempre muito bem vindos a São Paulo e ao País. Com sua visão de futuro próspero, independentemente de partido político, faz e traduz aquilo que um gestor antes privado e agora público deve ter em seu norte para o progresso de nossa megalópole 

João Cyrino de Carvalho Neto joccneto@gmail.com

São Paulo

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REITORES E TRADIÇÃO

Acho estranho ser chamado de "tradição desde 2003" a escolha dos reitores de universidades federais ser feita se escolhendo o mais votado. A palavra tradição tem um peso litúrgico que jamais poderia ser utilizada num período de tempo tão curto e que engloba exatamente o tempo do PT no poder. É notório que os professores dessas universidades são em sua maioria de esquerda. É esperado que um governo de direita vá escolher nomes com viés ideológico mais próximo ao seu assim como fez o PT nestes últimos anos (Bolsonaro nomeia reitor menos votado pela 3ª vez, 10/8). Tradição é a troca da guarda da rainha que vem desde o século XVII.

Raphael Câmara Medeiros Parente raphaelcmparente@hotmail.com

Rio de Janeiro

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DEPENDÊNCIAS ESCOLARES

Os alunos e mestres das nossas escolas públicas, do maternal à universidade, deveriam respeitar e zelar por todas as dependências escolares. Todos os dias deixar as dependências, salas de aulas e campus impecáveis. Que tal mensalmente uma pequena contribuição financeira, administrada por alunos, pais e mestres, para eventual aquisição de material escolar e pequenos reparos em mutirões participativo de todos eles num final de semana? É assim que funciona em muitos países de ponta, onde prevalece a mentalidade "o que eu posso fazer pelo meu país", ao invés da mentalidade brasileira de "o que eu posso obter do meu país". Basta consciência e patriotismo para o Brasil avançar.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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PASSAGENS NA ALERJ

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) despendeu com passagens aéreas, algumas inclusive para o exterior, distribuídas a alguns parlamentares de fevereiro a maio deste ano, cerca de R$ 140 mil, quase o triplo do desembolsado para o mesmo fim em igual período de 2018, em torno de R$ 51 mil. Como se trata de uma das unidades mais violentas da União, que apresenta carências graves na segurança pública, nos serviços de saúde sob sua responsabilidade e na gestão caótica de suas escolas, este é um dado que surpreende a população votante e a choca pelo vertiginoso aumento, bem acima dos índices inflacionários e até dos percentuais impostos pelas empresas de aviação. A direção da casa, é de pasmar, se justifica com base no fato de que há uma nova legislatura se iniciando, com renovação recorde de seus componentes. Sem comentários.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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VISÃO URBANA DO GOVERNADOR

O governador Wilson Witzel está focado no combate ao crime comum que afeta os cidadãos de bem das comunidades e do cidadão do asfalto. Muito certo por tentar cumprir as promessas de campanha, longe das obras que quase sempre envolvem corrupção por meio de propinas. Entretanto, não vejo nada que se refira ao território do Estado do Rio de Janeiro, mas apenas ao município do Rio e alguns outros da região metropolitana. Onde estão as notícias sobre a agricultura e a indústria? O que estaria sendo feito ou planejado para essas áreas? Ser governador não é ser prefeito, sr. Witzel. Creio que viajar ao menos uma vez por mês ao território do Estado e sair da corte seria bom para oxigenar a visão urbana do governador. 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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MILÍCIAS

A assustadora expansão das milícias, tipo de grupo criminoso surgido no Rio e que já se estende para vários Estados brasileiros, precisa ser contida. Tal trágica realidade poderá inclusive, se não for fortemente combatida, gerar um processo perigoso de ameaça à segurança nacional, retardando a tão almejada recuperação de nossa economia.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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ESGOTO NO RIO

O governo do Rio de Janeiro deveria ser proibido de gastar em qualquer coisa nova enquanto não apresentar solução para o problema do esgoto que assola a cidade inteira. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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HUAWEI NO BRASIL

Brasil entra em rota de colisão com EUA. Esse será o primeiro e grande atrito que irá surgir no relacionamento do Brasil com os Estados Unidos. A gigante Huawei irá montar uma fábrica de celulares no Brasil (Huawei vai abrir outra fábrica de celular em São Paulo, 9/8). É sabido que seria muito mais barato continuar a produzir na China e vender no Brasil, mas a grande jogada dos chineses é marcar presença no Brasil de olho na futura licitação do 5G. Aí é que a coisa vai pegar, visto que os EUA tentam barrar a todo custo a entrada da Huawei nos mercados mundiais, porque estão anos à frente. Quando não se consegue competir, o que resta é impedir por todas as maneiras, lícitas ou não, o avanço dos seus concorrentes.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

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CONSUMIDOR RELEGADO

A poucos dias do fechamento do aeroporto Santos Dumont para obras na pista principal, os passageiros não têm informações precisas quanto aos seus voos. Nem por parte do órgão público responsável pelo setor, a Infraero. Por que tem que ser sempre assim? Por que essa falta de respeito ao consumidor? Simples, isso se chama privatização sem regras. Herança do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Leis, regras, há, mas quanto tempo se leva para uma sentença? O foco é o lucro do empresário. E o consumidor? Ora o consumidor… Quem liga para ele?

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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SERVIÇO A IDOSOS

Sobre a matéria Para missa, médico ou cinema, agências oferecem serviço de companhia a idosos, 10/8. A inclusão etária é muito mais do que uma simples causa, um tema midiático ou uma ação institucional, mas sim uma necessidade premente: em 2050, os com mais de 50 anos serão metade da população brasileira. Temos que abolir definitivamente o ageísmo, eliminando o preconceito geracional e integrar as características mais relevantes de cada grupo etário para a construção de uma sociedade plural e inclusiva, rica na diversidade, saudável em seus propósitos e fortalecida em seus valores.

Mauro Wainstock mauro.wainstock@gmail.com

Rio de Janeiro

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