Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

13 de agosto de 2019 | 03h00

PODER JUDICIÁRIO

Barbas de molho

Os juízes do Estado do Rio de Janeiro estão com as barbas de molho, uma vez que o atual corregedor do Tribunal de Justiça tem monitorado com rigor a atuação dos magistrados. Orgulhoso por render-lhe a imagem de linha-dura, o corregedor Bernardo Moreira Garcez Neto, assim se expressou: “Os juízes se desacostumaram de ser fiscalizados”. Bravo! Deveria ser seguido em todos os Estados. 

ARTUR TOPGIAN

topgian.advogados@terra.com.br

São Paulo

Irrealismo de juízes

Difícil acreditar que a Associação dos Magistrados do Estado do Rio tente esconder o descumprimento por juízes de preceito obrigatório e ainda queira punir o corregedor, Bernardo Garcez. O recebimento de licença remunerada para estudar já parece irreal. Mas não apresentar resultado se afigura mais irreal ainda. Esperamos que a lei seja cumprida - Resolução n.º 64 da Lei Orgânica da Magistratura Nacional, além do Código de Ética da Magistratura - e que o investimento individual de R$ 1 milhão seja devidamente restituído, com correção bancária.

ADILSON PELEGRINO

adilsonpelegrino52@gmail.com

São Paulo

Finanças públicas

Os constituintes, a meu ver, não previram crises ou mecanismos em conjuntura como a atual, engessando a Constituição, que já devia ter recebido fundamentais reparos. Por exemplo, o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao determinar à União que conceda crédito ao Maranhão para o pagamento de precatórios - devidos, é claro -, não mede as consequências para as finanças públicas. Concordaria ele com o não pagamento de seus proventos por falta de recursos? É evidente que o plenário deve pacificar essa questão.

ANDRÉ C. FROHNKNECHT

caxumba888@gmail.com

São Paulo

Cegonha

O ministro Dias Toffoli disse que a Operação Lava Jato só existe por causa do STF. Depois dessa, acredito piamente que os bebês vêm ao mundo no bico das cegonhas.

JOMAR AVENA BARBOSA

joavena@terra.com.br 

Rio de Janeiro

JOGATINA

‘Falsa inocência’

Em editorial no domingo (A3), o Estadão defendeu a proibição dos bingos, como um jogo de azar. Esses bingos, além de servirem para a degradação das famílias, servem também para a lavagem de dinheiro do crime organizado. Creio que nos encontramos mais uma vez diante do fato de que o Estado brasileiro é mais eficaz para controlar o comportamento dos cidadãos comuns do que para fiscalizar os criminosos. Os cidadãos não precisam de tutela estatal, precisam de órgãos de investigação e repressão que funcionem. 

MARCELO FERREIRA KAWATOKO 

marcelo.kawatoko@outlook.com

São Paulo

ECONOMIA

Causas da crise

No magnífico texto Só não vê quem não quer (12/8), assinado por Antonio Penteado Mendonça, o guru do segmento securitário do Brasil traça um roteiro preciso e cortante como um bisturi ao dissecar as muitas causas e facetas de nossa atual crise. Talvez tenha faltado citar que a maioria das causas provém dos governos petistas, durante os quais se observou a maior degradação do Estado brasileiro, como complemento aos seus sempre preciosos ensinamentos.

ULF HERMANN MONDL

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

Capitalização

Não sei de onde vem tanto entusiasmo do ministro da Economia, Paulo Guedes, pelo sistema de capitalização para nossa Previdência. Será que ele pensa haver milhões de brasileiros pobres e miseráveis com dinheiro escondido em casa? Quem pode e pensa já possui sua capitalização, sem precisar do governo, na forma de imóveis, caderneta de poupança, Tesouro Direto, ações, fundos de renda fixa e variável, dólar, ouro e outras. Os muitos milhões que não têm dinheiro para nada, e até estão com o nome sujo por dívidas, o que vão poder capitalizar?

EUCLIDES ROSSIGNOLI

clidesrossi@gmail.com

Ourinhos

Políticos folgados

A grande maioria dos nobres parlamentares quer R$ 3,7 bilhões para a realização de campanhas políticas - 3,8 milhões de salários mínimos seriam pagos com esse valor. Os políticos brasileiros são mesmo muito folgados. Se eleitos, ganham dinheiro proveniente dos cofres públicos. Para se elegerem querem a facilidade de utilização dos recursos da mesma fonte. O atual governador de Minas Gerais foi eleito sem nenhum centavo de verbas públicas. A farra do ilimitado dinheiro para ser gasto com aviões, palácios, jantares suntuosos e hotéis cinco-estrelas precisa acabar, urgentemente. O País está seriamente endividado, falido!

JOSÉ CARLOS SARAIVA DA COSTA

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

MEIO AMBIENTE

Desdém

Bolsonaro dispensa ajuda da Alemanha em projetos de conservação ambiental e recomenda que os alemães façam bom uso. Oba, pelo visto está sobrando!

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI 

fransidoti@gmail.com

São Paulo

Nova direção?

O presidente da França, Emanuel Macron, ameaça não assinar o acordo da União Europeia com Mercosul se o Brasil deixar o pacto do clima. A Alemanha suspende sua contribuição para o Fundo da Proteção da Amazônia, em protesto ao avanço do desmatamento naquela região. O ministro Onyx Lorenzoni, chefe da Casa Civil, declara que o Brasil ensinou ao mundo “como proteger o meio ambiente” e alerta para o interesse de “travar o desenvolvimento brasileiro”. São esses os sinais de que o Brasil “está sob nova direção”, como ironizou o presidente Jair Bolsonaro?

OMAR EL SEOUD

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

ARGENTINA

Eu choro por ti

Como um país tão belo, tão rico em cultura, recursos naturais e humanos consegue se aproximar do terrível abismo da volta do kirchnerismo, por culpa de uma luta política insana? Nem o mais melodramático tango conseguiria explicar em sua letra essa trágica vocação.

LUIZ RAPIO

lrapio@yahoo.com.br

São Paulo

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JOGO POLÍTICO E O COAF

O Planalto, preocupado com excessivo jogo político com o Conselho de Atividades Financeiras (Coaf), o mesmo odiado por políticos corruptos, estava sob a responsabilidade do ministério de Sergio Moro, foi para o Ministério da Economia. Agora, sem outra opção, Jair Bolsonaro deseja transferir para o Banco Central (Bolsonaro quer transferir Coaf ao Banco Central para reduzir 'jogo político', Estado, 9/8). Ora, na realidade o Coaf é a pedra no sapato do presidente, pois seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, está supostamente envolvido numa investigação da Polícia Federal sobre rachadinhas excrescentes com salários de assessores, com a participação direta de seu ex-assessor Fabrício de Queiroz, que estranhamente continua livre e solto. Infelizmente e convenientemente Bolsonaro aplaudiu a decisão estapafúrdia do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, que liminarmente suspendeu todas as investigações sobre os números de movimentações financeiras suspeitas em análise no Coaf, decisão que também beneficia as esposas dos ministros Gilmar Mendes, de Dias Toffoli e centenas de pessoas, incluindo das organizações criminosas… (Alexandre vê ‘desvio de finalidade’, suspende devassa da Receita sobre 133 contribuintes e afasta servidores, 1/8) Essa é a realidade de um Brasil de privilégios patrocinados pelos ditos donos do poder.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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PORTO SEGURO DA IMPUNIDADE

Pinçando notícias aqui e ali na mídia em geral, percebe-se que o mega transatlântico “corruptus”, tripulado por 133 políticos investigados na Justiça, auxiliados por alguns ministros de nossa Suprema Corte com seus parentes “alaranjados”, além de inúmeros empresários do ramo das “tretas e mutretas”, segue singrando águas profundas com o objetivo de deitar ao mar a Operação Lava Jato seus principais juízes e procuradores para poderem voltar à terra sãos e salvos no Porto Seguro da Impunidade. Ao que tudo indica, esses tripulantes malévolos vão ter sucesso a exemplo do que conseguiram seus fratellos corruptos contra a operação Mãos Limpas, na Itália.

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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ACIMA DE TUDO E DE TODOS

 Não há no mundo dos últimos tempos poder que supere o das Supremas Cortes. Bush venceu Al Gore não no voto dos delegados, mas por decisão implacável da Suprema Corte de Justiça norte-americana, ao não dilatar prazo para recontar sufrágios de papel na Flórida, conhecida história levada aos cinemas. No Brasil de hoje, o Supremo Tribunal Federal (STF), além de realizar o direito, por mais respeitável que sejam suas decisões, tem como tradição unívoca rejeitar exceções de suspeição contra seus ministros; não se subordina ao Conselho Nacional de Justiça, tribunal de controle popular, por decisão do próprio STF; ao proferir decisões monocráticas subordinadas a referendo do Plenário, um ministro só a expõe quando quer e, enquanto isso, sua liminar vige; e as leis, inclusive as fundamentais e pétreas, só produzem efeitos concretos quando por ele interpretada. Acima de tudo e de todos, reinam os cidadãos acima de qualquer suspeita, por mais que se declare democrático um governo, numa etapa da civilização em que já deveríamos ter extirpado os reinados.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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STF ISOLADO

Com a mesma liberdade de opinião que me permitiu escrever na legislatura anterior que aquele era o pior Congresso Nacional que conheci, afirmo agora, fazendo coro com José Nêumanne, que esse STF é o pior que já vi atuar (O pior STF da História, 3/8). Não apenas porque, usando o eufemismo da moda, “flerta” com a ditadura do Judiciário e realiza proezas nunca vistas, mas porque, com ares missionários, antagoniza a nação. O que para a sociedade é verdade e valor, para o STF é objeto de correição. O Supremo se orgulha de agir em dissintonia com a sociedade. Entenda-se. Um ministro da Corte, ao deliberar, não tem entre seus deveres interrogar-se sobre o que as pessoas pensam a respeito do assunto. Não está imposta a ele a obrigação de promover pesquisa de opinião ou enquete a cada voto que deva dar, muito embora, por vezes, sejam promovidas audiências públicas. Opiniões lhes chegam, de regra, via contraditório expresso pelas partes. No entanto, o problema que abordo aqui tem outra natureza e se vincula ao modo como o colegiado foi formado. Lula e Dilma indicaram 13 ministros, dos quais sete permanecem no cargo. Desnecessário dizer o quanto essas designações foram influenciadas pelo critério ideológico. Nos governos petistas ele era determinante, até mesmo, da escolha do jardineiro e do fornecedor de frutos do mar. Camarões de esquerda. Lagostas trotskistas. De nenhum dos quatro remanescentes se poderá dizer que tenham qualquer afinidade com o pensamento conservador, majoritário na sociedade. Bem ao contrário. Os longos anos de petismo, resultantes de um tempo em que o ambiente cultural estava hegemonizado pelo pensamento de esquerda, dito “progressista”, viabilizaram ampla maioria na Corte. Para piorar a situação, os três ministros anteriores a esse tempo sinistro, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello, com diferenças de ritmo, batem no mesmo tambor. E o ministro subsequente, Alexandre de Moraes, já deixou claro a que veio. Na parte final dessa linha de tempo, contudo, surgiram a redes sociais, democratizando o direito de opinião, dando voz a conservadores e liberais e revelando, para escândalo dos ditos progressistas, o perfil majoritariamente conservador da sociedade brasileira. Decisões do STF repercutem de modo muito mais intenso nas redes sociais do que nas colunas dos jornais. E o desgosto da sociedade se manifesta. Qual a reação do Supremo, evidentemente deslocado e isolado, com pouco espaço no mundo das ideias vigentes na sociedade, indigesto e desprestigiado, perante essa situação? Como o descomunal orgulho dos senhores ministros responde à sociedade? Proclamando seu papel contramajoritário! Eis a grande sacada na cartola dos péssimos argumentos, adulterando o sentido original do termo “contramajoritário”, que significa discordar de algo aprovado pelo Parlamento e sancionado pela Presidência. Na concepção do STF, o vocábulo passou a significar a recusa aos valores dominantes na sociedade, propagandeada como se fosse virtuosa atribuição do Poder. Caberia ao STF ensinar o povo a pensar segundo o modo como os 11 interpretam os princípios constitucionais. Os 11 sabem mais do que todos, mais do que os grandes filósofos gregos, mais do que os grandes teólogos. Nenhum destes, claro, mais qualificado do que George Soros e a Nova Ordem Mundial com suas ideias “progressistas” sobre aborto, ideologia de gênero, feminismo, controle de armas, globalismo, imigração, “politicamente correto” e engenharia social. Alguém, aí, abra a janela que eu preciso de ar puro.

Percival Puggina puggina@puggina.org

São Paulo

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AUTOCONTROLE

Em discurso carregado de soluções empíricas e afirmações teóricas de apostilas, afirmou o supremo presidente Dias Toffoli, em evento com banqueiros na capital paulista: “O poder de um juiz no STF é muito grande. O Supremo tem que ter autocontrole e respeitar os outros Poderes. Temos que respeitar o resultado das urnas, que foi o resultado de 2018. A sociedade tem pressa e quer resultados e serviços funcionando”. Presidente, isso tudo já foi combinado com os seus pares? O STF está funcionando como serviço público ou privado? Que suas soluções e afirmações sejam lidas a cada abertura de sessão plenária, visando ao policiamento dos rompantes de vaidade e arrogância que atingem seus colegas togados.

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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INTERESSES NA AMAZÔNIA

Que o presidente Jair Bolsonaro tem uma visão grosseira e tosca em relação a questões ambientais, ninguém discute. Assim como é pouco provável que os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) estejam incorretos, ou seja, o desmatamento na Amazônia está aumentando a olhos vistos. Entretanto, beira a ingenuidade acreditar que o interesse da Alemanha, Noruega e EUA na gestão ambiental da Amazônia seja motivado exclusivamente pela importância da floresta para o futuro do planeta (Bolsonaro diz que Alemanha 'vai deixar de comprar à prestação a Amazônia', Estado, 11/8). É claro que isso é importante, mas é evidente que existem, por parte destes países, interesses outros, fundamentados no binômio investimento-retorno e isso não é novidade para ninguém. Doações e palpites na gestão são mais que bem-vindos, porém é preciso haver limites claros. Afinal, a parte brasileira da Amazônia é, sim, “nossa”.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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FUNDO ALEMÃO

O presidente Jair Bolsonaro, como sempre grosseiro, disse que “o País não precisa do fundo alemão e que façam bom proveito”, tudo porque foi suspenso o envio de recursos daquele governo, destinado a projetos de conservação ambiental e combate ao desmatamento da Amazônia. Na verdade, se o País desdenha esses recursos, deveria o presidente ter hombridade e imediatamente devolver o que já recebeu. Isso é que é ser um estadista, pena que esteja muito longe!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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MANEIRAS DIPLOMÁTICAS

Não considerei ter sido a melhor atitude, muito menos oportuna, a do presidente Jair Bolsonaro quanto ao envio de recursos do governo da Alemanha ao Brasil para projetos de conservação ambiental e combate ao desmatamento na Amazônia, quando disse e sugeriu intempestivamente: “que o governo alemão faça bom uso dessa grana, o Brasil não precisa disso” (para um bom entendedor meia palavra basta). Existem diversas maneiras diplomáticas de se manifestar, garanto-lhes que essa não foi a ideal, muito menos a mais apropriada. Ninguém é absoluto para desprestigiar uma colaboração de nível tão importante e para a finalidade que se propuseram, ainda mais após a divulgação que o governo quer omitir a realidade e a divulgação dos números assustadores e alarmantes do desmatamento que vem ocorrendo intensamente na Amazônia.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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DESCOMPASSO

Os números do desflorestamento na Amazônia. Fernando Reinach publica no Estado de 10/8 os valores verossímeis: total de 9.442 km2 de janeiro a julho de 2019 (Desmate sob Bolsonaro, A16). Já são mais de um quadrado de 90 km de lado – a distância de São Paulo a Campinas. Para que? Não há resposta razoável. Para quem? Não se pergunta. Mas o ministro do Meio Ambiente, inerte, polemiza contra um doador para a preservação: a Noruega. Estamos num manicômio?

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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PREOCUPAÇÃO COM A AMAZÔNIA

O que há de real na preocupação com a Amazônia, demonstrada pela comunidade internacional (entenda-se: decadentes potências europeias), turbinada por dados de consistência polêmica, divulgados até por instituições nacionais? Desejo incontido de preservar o meio-ambiente global, catalizado por declarações intempestivas do presidente? Pouco provável, pois tal objetivo nunca fez parte do seu contexto histórico, recheado de regimes de colonização raivosa, sem o mínimo respeito à natureza, que vigoraram durante quase 500 anos, caracterizados pela exploração sem limites dos povos dominados e que serviram para manter o fausto das respectivas aristocracias. Certamente, e mais próximo de um cenário concreto, há interesses escusos relacionados com prospecção do subsolo e com fontes de desenvolvimento da indústria farmacêutica, dinamizados por ONG's cujas missões até hoje constituem enigmas para o povo brasileiro. Por que príncipes ingleses (logo eles!), num rompante de amor de aluguel à humanidade, exibem tanto interesse pelo que lá ocorre? Qual o verdadeiro objetivo do financiamento oriundo daqueles civilizados governos, direcionado à região, sem controle das autoridades locais? São algumas das questões que precisam ser esclarecidas à sociedade brasileira e divulgadas pela parcela honesta da mídia.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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ATUAÇÃO DAS ONGS

Na inviabilidade do Fundo Amazônia, que recebe recursos da Alemanha e da Noruega, Estados da região (Pará, Amazonas e Mato Grosso) buscam parcerias diretas e sem interveniência federal com doadores internacionais para financiar o combate ao desmatamento. Há muitos anos se questiona a presença de ONGs internacionais na região. Além de gente falando outros idiomas na floresta e cercanias, os vôos na região recebem muitos estrangeiros, parte deles acompanhados de índios. Daí as narrativas de intromissão estrangeira na área e até desconfianças quanto a um plano de internacionalização em marcha. Teme-se, também, a possibilidade de infiltração do crime organizado ou de trustes para exploração ilegal e predatória de nossos recursos minerais e outras riquezas. A presença de ONGs em território brasileiro vem desde os anos 50. Hoje são 300 mil delas atuando como organizações religiosas, hospitais, escolas, universidades, associações patronais e profissionais, entre outros. O grande problema é que muitas atuam em áreas que deveriam ser do Estado e, com isso, têm acesso a recursos públicos. É preciso mantê-las sob controle para evitar que saiam da finalidade ou, ainda, possam ser cooptadas por esquemas criminosos e contrários aos interesses nacionais. A ONG pode ser útil, mas devem ser mantidas sob controle, distantes da utilização por grupos de pressão ou criminosos e, principalmente, de exploração ou atividades de cunho político-ideológico.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br      

São Paulo            

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SAIA JUSTA

O embate gratuito entre o ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles e o ex-diretor do Inpe Ricardo Galvão, ontem transmitido pela Globo News, deixou clara a dificuldade de explicar o inexplicável. Não é o primeiro ministro escolhido por nosso presidente Jair Bolsonaro que é colocado em saia justa em decorrência de falas extemporâneas do próprio. Aparentemente parece haver uma leve semelhança com as presepadas emitidas pela ex-presidente Dilma Rousseff. Lamentável é ver os diferentes ministros terem que contornar e justificar as muitas afirmações pouco estudadas e muitas vezes agressivas que preenchem o cotidiano da Presidência da República. 

Miguel Gross Eng. mgross509@gmail.com

São Paulo

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ANALFABETISMO AMBIENTAL

O presidente Jair Bolsonaro se mostra um analfabeto nas questões ambientais, seria preciso desmontar a visão tacanha de que o mato tem que ser removido para plantar e apresentar ao novo presidente as imensas vantagens de se preservar a natureza sem prejuízo ao desenvolvimento do agronegócio negócio. O que está acontecendo na região de Bonito, Mato Grosso do Sul, é o exemplo acabado de como o desenvolvimento desordenado do agronegócio negócio pode prejudicar a lucrativa indústria do turismo na região, que vai acabar se a água cristalina dos rios ficar turva pela expansão das lavouras. Outro exemplo do analfabetismo ambiental de Bolsonaro é a sua pretensão de transformar a pequena e delicada Fernando de Noronha em um grande polo turístico, ignorando todas os estudos que demonstram as enormes limitações da ilha. A imprensa poderia assumir a missão de alfabetizar Bolsonaro sobre as questões ambientais e tentar evitar que a ignorância triunfe.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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CRIANÇA BIRRENTA

É inadmissível que o dirigente maior de um país como o nosso continue colocando interesses pessoais acima dos interesses coletivos, que seja movido pela vingança, como foi o caso da liberação da publicação do balanço em jornais. Se esquece que teremos ainda mais desempregados caso algum órgão da imprensa feche suas portas. E agora despreza a ajuda da Alemanha só para colocar um indicado seu. Elegemos um adulto ou uma criança birrenta?

Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso zaffalon@uol.com.br

Bauru

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HONRAR O MANDATO

Sou eleitor do clã Bolsonaro. E não me decepcionei. No caso da nomeação de Eduardo penso estarem confundindo ações de governo com ações de Estado. Não tem nepotismo pois todos são congressistas, ao contrário dos filhos de Lula, vagabundos de carteirinha. Como seu eleitor faço meu protesto pois votei nele para deputado federal e não para embaixador. Gostaria que honrasse seu mandato e respeitasse meu voto.

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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GOVERNAR

Perfeitas as conclusões do professor Denis Lerrer Rosenfield, em seu artigo A lógica do destempero (5/8, A2). Vencida a corrupção que devastou a economia do País e colocou no desemprego 23 milhões de pessoas, está mais do que na hora do presidente Bolsonaro deixar de lado o acessório e partir para o principal, governar.

Nilson Otavio de Oliveira noo@uol.com.br

São Paulo

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‘PROCURA-SE UM ESTADISTA’

Há estadistas atualmente em diversos países, mas nós, brasileiros, somos carentes da espécie necessária. “Procura-se um estadista” seria o anúncio certo?

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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DECLARAÇÕES

O senador Tasso Jereissati foi incisivo declarando que “quanto mais calado o presidente Bolsonaro ficar, mais fácil será a aprovação da reforma da Previdência no Senado” (Tasso: ‘Bolsonaro, quanto mais calado, melhor’, 12/8). Como se constata, nos mais diferentes segmentos sociais há críticas às declarações absurdas de quem ocupa o cargo maior da República. É uma situação que tem repercussão internacional, diminuindo o nosso conceito.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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NA CADEIRA PRESIDENCIAL

Quando será que Jair Bolsonaro aparecerá nas fotos estampadas pela imprensa sentado na cadeira presidencial despachando assuntos de interesse do povo brasileiro?

Vidal dos Santos vidal.santos@yahoo.com.br

Guarujá

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ELOGIO A TORTURADOR

“É domingo, missa, praia e céu de anil”. O nosso presidente Jair Bolsonaro elogia torturador “brilhante” no jornal. E alguns empresários levantam essa bandeira suja na avenida Zil. Sim, tudo remete a Raul Seixas, mas o que me toca é o brilhante Rolf Kuntz e a sua bandeira: até quando empresários ficarão posando ao lado de arroubos autoritários de comportamento medíocre? (Novo elogio a torturador reforça sinais de alarme, 11/8, A2) A que preço, senhores doutos? José Sarney, Fernando Collor de Mello, Lula da Silva e Dilma Rousseff, todos perdem feio diante do bufão e desbocado Jair Bolsonaro. O honesto aqui do Fórum dos Leitores. O pior presidente de todos os tempos, cercado de hipócritas defensores. Uma assinatura de jornal basta para ver a sua nudez e os doutos empresários de MBAs estão cegos ou mancomunados? O rei está nu, nobres senhores “notáveis”. Espero eu que mais vozes se levantem contra a canalha, cega e torturante. Ainda bem que temos em pleno dia dos pais, domingo, de maior audiência, Rolf Kuntz, com o dedo corajoso na ferida.

Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

Guarulhos

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PRIMEIRA VÍTIMA

Nestes tempos estranhos em que declarações absurdas se chocam frontalmente com os fatos reais e a razão, cabe por oportuno parodiar o poeta grego Ésquilo e dizer que a primeira vítima em um governo autoritário, populista e retrógrado é a verdade. Cuidado, Brasil.

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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2020 E 1930

A conferência nacionalista ocorrida em Lisboa reuniu a extrema-direita com representantes de partidos e movimentos europeus. Grupos antifascistas protestaram contra o encontro na capital de Portugal. A coalizão de governo (social-democrata, socialista e comunista) se opõe ao movimento local chamado de Nova Ordem Social, que apoia o movimento fascista europeu. O passado ecoa no presente pela memória da Conferência Fascista, ocorrida em Montreux, na Suíça, em 1934. Não há como ignorar a realidade e tampouco a história, pois a década de 2020 poderá se aproximar perigosamente da década de 1930.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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EXTREMA DIREITA

Quem poderia imaginar que, 74 anos após a derrota do nazifascismo em 1945, com o fim da Segunda Guerra Mundial, a extrema direita voltaria ao poder, eleita em nações da Europa e das Américas com longa tradição democrática. Em pleno século 21 revivemos o autoritarismo mascarado em neo-conservadorismo nacionalista. Este retrocesso propicia respostas também autoritárias da outra face do totalitarismo. A democracia, essa delicada orquídea cultivada pelas civilizações modernas, ficará preservada na estufa dos amantes das liberdades e das conquistas sociais. Haja paciência e resiliência por parte de americanos e brasileiros.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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LIBERDADE ECONÔMICA ALIENADA

No editorial Os problemas da MP 881 (12/8, A3), o Estado informa que a referida medida saiu do Planalto com 19 artigos. Em seguida nos informa que hoje, influenciada pela CPI mista, a Medida Provisória contém mais de 50 artigos. Eis o desserviço que nos prestam Câmara e Senado. Ainda somos informados pelo jornal que a maioria dos novos artigos versam sobre matérias alheias ao propósito original e central da MP 881. Afinal de contas Câmara e Senado nos servem ou se servem de nós? Como podemos evoluir com gente atuando desta forma? E a imprensa ataca exclusivamente nosso Executivo.

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

São Paulo

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SEMIABERTO

Lula exigiu do Zanin: nada de semiaberto! (Lula pede a advogados para não solicitarem regime semiaberto, 11/8) O que não faz o medo de ter que trabalhar...

A. Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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LIBERDADE SELETIVA

A liberdade, algo por demais precioso, foi consagrada em vários textos elaborados no cárcere. Ela é o único bem que não podemos ter a não ser que a concedamos para outros. Nesses últimos dias em que o Código de Processo Penal e nossa Carta Magna foram vilipendiados para beneficiar o sr. Luiz Inácio, fico a pensar naqueles presos que cumprem pena injustamente ou que já a cumpriram e tarda a sua libertação em decorrência da morosidade da (in)Justiça. Coitados, eles não indicaram um ministro para o STF!

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

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IGUAIS PERANTE A LEI?

Perguntar não ofende: não está na Constituição em seu artigo 5º, que diz: “Todos são iguais perante a lei”? Por que então o ex-presidente Lula foi impedido de ser transferido para a penitenciária de Tremembé?

Pedro Sergio Ronco sergioronco@uol.com.br

Ribeirão Bonito

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PARA QUEM FOI FEITA

Não consigo entender: ninguém pensa no estrago feito pelo corruptos que desviaram bilhões de reais do presente e futuro do Brasil. No entanto, por serem de classe privilegiada, a Justiça tem pena de suas vidas desconfortáveis na prisão. A lei foi feita para classes privilegiadas, sem dúvida.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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PREFERENCIAL

Os guardiões da Constituição são deuses intocáveis, mas se fossem humanos seriam passíveis de erros e sujeitos à lente da Polícia Federal. Lula é o preso preferencial da Alta Corte que, embora condenado em três instâncias, sem amparo constitucional, continua no spa da PF em Curitiba consumindo R$ 10 mil por dia, num Brasil com salário mínimo de R$ 998,00 e 13 milhões de desempregados. Na Carta Magna consta que “todos são iguais perante a lei”, mas os nomeados por Lula ao STF o consideram “desigual” a todos os demais brasileiros apenados e em penitenciárias.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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FURAR A FILA

Os advogados do ex-presidente Lula conseguiram algo inédito na história do Judiciário brasileiro. Conseguiram alugar o STF. Na pauta e até fora da pauta, recursos do Lula da Silva furam a fila.

J. A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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CURRÍCULO

Folha corrida do PT: Celso Daniel, Toninho do PT, mensalão, petrolão, hackers, PCC!

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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CAUTELA NA REFORMA TRIBUTÁRIA

Comentários à coluna O governo precisa se armar para as novas batalhas no Congresso, publicada no Estado em 9/8. Vaticino que a reforma tributária como um todo falhará, pois mesmo qualquer pequena mudança poderá afetar tributos estaduais e municipais, além de um grande arco, tanto de beneficiados como de prejudicados, sem se falar em interesses prejudicados. As propostas de mudança de muitos economistas agem como se apenas existisse a União, esquecendo as outras unidades federadas. Acredito que qualquer tentativa de reforma tributária deveria, além de ser distribuída pelo tempo, ser feita por meio de pequenos passos sucessivos, que no caso de serem mal sucedidas possam ser revertidas, pois a resposta a mudanças tem alto grau de incerteza. Não é à toa que o Código Tributário Nacional embora muito remendado, além de acréscimos de legislações extravagantes, resistiu desde 1966 às muitas tentativas de mudanças. Ruim com o velho código, pior com um novo mal concebido, fruto de proposições de economistas presunçosos e ansiosos.                       

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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ÚNICO IMPOSTO

Ao contrário dos prognósticos, tendo como base a história, a política e a situação financeira do Estado brasileiro, acredito que será muito simples e rápida a solução para reforma tributária. Teremos um único imposto, unificando os existentes, acrescido de um generoso percentual para eventuais desajustes futuros.

José Sergio Trabbold jsergiotrabbold@hotmail.com

São Paulo

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‘TRÊS BRASIS’

Primeiramente cogitam deixar de fora da reforma da Previdência Estados e municípios; já agora se menciona uma reforma tributária, todavia só para tributos federais. Perguntar-se-ia: o que compõe a União, se não justamente Estados e municípios? Ou seriam “três Brasis”? Não se pode fazer tais reformas sem englobar todo o País. Justamente os tributos mais pesados são dos Estados, onde o ICMS da energia elétrica beira os 35%. A mesma fatura de energia ainda engloba tributos federais, como PIS, Cofins, bandeiras tarifárias e a Contribuição de Iluminação Pública (CIP) dos municípios. Em Portugal, por exemplo, só há um tributo além do Imposto de Renda: o Imposto de Valor Acrescentado (IVA).

Heitor Vianna P. Filho lagos@araruama.com.br

Araruama (RJ)

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O QUE VÃO CAPITALIZAR?

Não sei de onde vem tanto entusiasmo do ministro Paulo Guedes pelo sistema de capitalização para nossa Previdência. Será que ele pensa que há milhões e milhões de brasileiros pobres e miseráveis com dinheiro escondido em casa? Quem pode e pensa já possui sua capitalização, sem precisar do governo, na forma de imóveis, caderneta de poupança, tesouro direto, ações, fundos de renda fixa e variável, dólar, ouro e outras. Os muitos milhões que não têm dinheiro e até estão com o nome sujo por dívidas, estes o que vão capitalizar?

Euclides Rossignoli clidesrossi@gmail.com

Ourinhos

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ASSUNTOS MENOS IMPORTANTES

Os tristes anos de governo do PSDB em São Paulo nos deixaram como má herança (além de outras) o fracasso de nossa escola pública. O atual governador não disse palavra a respeito desse assunto. Ir para a China interessa para a campanha à Presidência, mas em oito meses não deu tempo para olhar para assuntos menos importantes...

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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SINAIS DE FUMAÇA

Comentário ao texto publicado em 11/8 (Escrever se presta ao quê?, C5). Estimado professor Leandro Karnal, ainda sob o efeito de seu texto de número 300 no Estado, atrevo-me a enviar-lhe um tímido “sinal de fumaça” como forma de agradecimento por todos aqueles recebidos nos últimos meses. Autodeclarada “em degredo” – por covardia, ou em vã tentativa de resguardar minha saúde psicológica – também tento preservar-me de certos acontecimentos e suas subsequentes repercussões e consequências. Temo adoecer de Brasil... Mas aos domingos meus dedos ágeis, olhos súplices e alma sedenta buscam seus “sinais de fumaça”, publicados nas páginas do Caderno 2. Sim, eu os espero todos os domingos. Leio e releio. Farto-me de sua sabedoria e preservo minha lucidez. Bem sabes que não sou a única, somos milhões de agradecidos.

Daniela Campos danicamposdtc@hotmail.com

São Paulo

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ARTIGOS

Estimado Karnal, que bom que você escreve, continue. Me aproprio de suas garrafas lançadas ao mar e suas palavras me ajudam a entender minha dor, a traduzir sentimentos.

Roseli roseliclaudino@yahoo.com.br

São Paulo

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PROIBIÇÃO DO TABACO

O senador José Serra, antitabagista célebre, deveria analisar a Lei Seca dos EUA. Com a proibição das bebidas alcoólicas, vieram o contrabando, a falsificação e o crime organizado. Este trágico efeito viria também com a proibição do tabaco. O povo brasileiro é simples, mas não é simplório. Dispensa zeladores oficiais.

Fausto Ferraz Filho faustoferraz15@gmail.com

São Paulo

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FUMANTES E RESIDÊNCIAS

No artigo escrito pelo senador José Serra sobre a lei antifumo, publicado pelo Estado em 8/8 (Por uma sociedade livre de tabaco, A2), não faltaram elogios à lei pelo fato de proteger os não fumantes quando estes estiverem em espaços públicos. Em nenhum trecho do seu artigo o senador lamentou o fato de que a lei é falha por não “enquadrar” os fumantes quando em suas residências, para evitar que os mesmos não se sintam à vontade para enviar fumaça e cheiro de cigarros para residências de não fumantes vizinhas à sua e cujos habitantes também não querem ser fumantes passivos. E aí, se uma conversa entre prejudicados e prejudicadores não der resultado, o que resta aos prejudicados é processar os prejudicadores, num sistema judiciário abarrotado e moroso o que alegrará muito os que, voluntariamente, se deixaram escravizar ao uso do tabaco.

Darcy Martino darcymartino@yahoo.com.br

São Paulo

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