Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

14 de agosto de 2019 | 03h00

ARGENTINA

Interferência indevida

A vitória da oposição nas prévias eleitorais argentinas acendeu um sinal de alerta no Palácio do Planalto. Após a vitória da chapa peronista o presidente brasileiro manifestou-se, numa clara tentativa de interferir na democracia da Argentina. Se confirmado em outubro o resultado das prévias, o Brasil terá de se adaptar ao novo governo e manter as relações bilaterais. Afinal, o que nos importa é o bom relacionamento econômico, de interesse das empresas nacionais. O resultado de domingo, se confirmado ou não, é legítimo e cabe unicamente aos argentinos, dentro da ordem constitucional, conduzir seu futuro político, econômico e social. Intrometer-se dá margem para que façam o mesmo por aqui.

WILLIAN MARTINS

martins.willian@globo.com

Guararema

Insatisfação

A Argentina não conseguiu sair do buraco, a gestão do presidente Macri não foi capaz de resolver os graves problemas econômicos da nação. O resultado das eleições primárias reflete a insatisfação da população, que quer mudanças, mesmo que isso signifique a volta ao poder de um grupo que já fracassou no passado. Que isso sirva de alerta ao escatológico presidente Jair Bolsonaro, sua gestão tem de produzir resultados, do contrário nas próximas eleições teremos a oposição de volta ao poder. 

MÁRIO BARILÁ FILHO 

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

Nova diáspora

Tem razão o presidente Jair Bolsonaro ao dizer que o Rio Grande do Sul pode tornar-se igual ao Estado de Roraima, porto seguro para abrigo dos venezuelanos foragidos do regime esquerdista de Nicolás Maduro. Se Mauricio Macri perder a eleição de outubro, a Argentina será gerida pela esquerda, a mesma que deixou o país na situação em que se encontra. É de lamentar que os argentinos não lutem como antigamente e se submeterão ao populismo kirchnerista, em nada diferente do bolivarianismo e do lulopetismo.

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

EXTREMISMO POLÍTICO

Supremacia branca

Os massacres que vêm sendo perpetrados por supremacistas brancos têm ensejado tentativas de entendimento. Entretanto, há pouco destaque para a influência da literatura francesa como contribuição para esse fenômeno. Quando Michel Houellebecq publicou o polêmico Submissão, em 2015, o escritor chamou a atenção para o tema do aumento da presença de muçulmanos na França e a possibilidade de vitória de um candidato islâmico contra a candidata da extrema direita, numa ficcional eleição em 2022. O escândalo provocado por esse romance contemporâneo trouxe à baila outros dois livros: A Grande Substituição, do escritor Renaud Camus, publicado em 2012, e O Acampamento dos Santos, de Jean Raspail, publicado em 1973. No primeiro livro, a população de origem árabe-muçulmana ocuparia o lugar do europeu branco. No segundo, 1 milhão de desamparados chegam à costa mediterrânea da França. A internacional nacionalista e populista na Europa tem utilizado ambos como fonte de inspiração, não apenas o livro Minha Luta, de Adolf Hitler, que caiu em domínio público em 2016.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

REFORMAS

Promessas preocupantes

Não é a primeira vez que o secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, dá a nota. Lá atrás, disse que voltaria a temida CPMF, depois, que seria criado um novo imposto no lugar da contribuição previdenciária que incidiria também sobre as movimentações financeiras das igrejas, dentre outras ideias estapafúrdias. Explicou também que a “contribuição” não seria mais provisória, mas eterna. Na ocasião, o tuiteiro Jair Bolsonaro desautorizou-o, mas agora o presidente permanece silente. Pelo Twitter também se demite quem trama contra o governo, não é mesmo?

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

Fim das deduções 

Todos os novos governos, inicialmente, acenam com medidas para punir os ricos (ou o que eles chamam de ricos), as pessoas que investiram em sua educação e têm o propósito de proporcionar a si e aos seus dependentes uma educação e também assistência médica condizentes. Na verdade, os famosos “grandes salários” são raríssimos, pois as grandes empresas diluem esses vencimentos nos fringe benefits, como planos de saúde, educação, veículos, viagens, seguros, aluguéis e até despesas com alimentação e manutenção de residências. Um ganhador de Prêmio Nobel disse que os governos não devem procurar exterminar os ricos, e sim acabar com os pobres, melhorando a educação e a saúde, permitindo sua ascensão social. Na verdade, são os ricos que criam empregos e, com os impostos pagos por suas indústrias, seus comércios, bancos, etc., sustentam os governos e suas gigantescas e ineficazes máquinas burocráticas. Por outro lado, é incoerente, com nossos sistemas de educação e saúde totalmente ineficientes e sucateados, o governo desconsiderar os gastos com saúde e educação na Declaração do Imposto de Renda, antes de reformar os sistemas estatais de... saúde e educação!

LUIZ ANTÔNIO ALVES DE SOUZA

zam@uol.com.br

São Paulo

Estados e municípios

Primeiro cogitaram de deixar de fora da reforma da Previdência os Estados e municípios. Agora se menciona uma reforma tributária, mas só para impostos federais. Pergunta-se: o que compõe a União, se não justamente Estados e municípios? Ou seriam “três Brasis”? Não se podem fazer tais reformas sem englobar todo o País. Justamente os tributos mais pesados são dos Estados, onde o ICMS da energia elétrica, por exemplo, beira os 35%. A fatura de energia ainda engloba tributos federais, como PIS e Cofins, bandeiras tarifárias e a Contribuição para Iluminação Pública, dos municípios. Em Portugal só há um tributo além do Imposto de Renda, o IVA.

HEITOR VIANNA P. FILHO

lagos@araruama.com.br

Araruama (RJ)

FÓRMULA 1

Coincidência?

A Prefeitura de São Paulo recebe verba federal para a reforma do autódromo de Interlagos desde 2014. Agora, depois de cinco anos, o Tribunal de Contas da União (TCU) vai fiscalizar essas remessas e o uso do dinheiro federal. Seria maldoso pensar que a ação do TCU se deve à entrada do Rio de Janeiro na disputa com São Paulo pela realização do GP de Fórmula 1, ou é apenas coincidência?

MAURÍCIO LIMA

mapeli@uol.com.br

São Paulo

ELEIÇÕES NA ARGENTINA

O posicionamento do presidente Bolsonaro em relação ao movimento político que venceu as eleições primárias na Argentina foi considerado inaceitável pela cúpula militar e integrantes da diplomacia brasileira (Bolsonaro diz que Rio Grande do Sul pode virar Roraima 'se esquerdalha voltar na Argentina', 12/8). Segundo esses segmentos as críticas foram desnecessárias e podem prejudicar nossas relações com o país vizinho. O que se constata mais uma vez é que efetivamente o ocupante do cargo maior da República ainda não percebeu como deve proceder regularmente.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

*

‘VENEZUELA DO SUL’

A se confirmarem as piores previsões em relação à eleição presidencial argentina, podem escrever, Bolsonaro terá mesmo vaticinado com acerto o desastre que ali ocorrerá, pois a Argentina se tornará uma “Venezuela do Sul” e o Brasil refúgio para dezenas de milhares de famélicos que de lá virão.

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

*

CRISE

E pensar que em meados do século passado a Argentina foi considerada um país exemplar na América Latina, com excelência em educação e um dos melhores países para se viver (Após primárias, dólar na Argentina supera 60 pesos e Banco Central aumenta juros para 74%, 12/8). Vejam o que os governos populistas fizeram com o país. Assustador.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

*

DESEQUILÍBRIO ECONÔMICO

Há tempos (década de 1970) dissolveu-se a concepção de que o mercado de capitais seria uma ferramenta de participação no processo econômico de pequenas e médias empresas como angariadora de recursos e de grande parte da população, que dispõe de meios para investir, sem que os respectivos riscos sejam devastadores das poupanças das famílias. Concomitantemente, o mercado cada vez mais alinhou-se aos grandes empreendimentos e aos governos que os apoiam. Uma visão errática do mundo e de seus componentes. Decorre que, quando um governo alinhado à direita é muito mal sucedido, como no caso de Maurício Macri, as bolsas sentem o fígado e desequilibram toda a macroeconomia. É necessário que todos os povos do mundo sejam ouvidos em sua amplitude, ao invés de a grande economia ser tocada por minorias que promovem a exclusão das maiorias, como se essa visão míope engendrasse uma salvação geral.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

*

AJUDA À ARGENTINA

O Brasil perdeu bilhões ontem com a queda da Bovespa e a subida do dólar frente ao Real, isso foi resultado do que houve na Argentina. Está mais do que na hora do Brasil assumir um papel mais proativo e ajudar de verdade o vizinho a sair da crise. Ontem a Argentina fez um esforço enorme para injetar 100 milhões de dólares no mercado e tentar contar a queda do Peso, esse valor é dinheiro de pinga para o Brasil. Sugiro que o ministro Paulo Guedes se reúna com o governo argentino e faça um plano emergencial de ajuda, o Brasil só tem a ganhar com a Argentina forte. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

*

MOROSIDADE ECONÔMICA

Nossa economia vai de mal a pior. Como de hábito, divulga o Banco Central (BC) o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), prévia do PIB, no qual, neste 2º trimestre, de abril a junho, a atividade econômica caiu 0,13%, indicando alto risco de recessão técnica, já que no ano estamos com alta de apenas 0,62% e em 12 meses, 1,08%. A previsão do BC é de que o crescimento PIB deste ano fique em medíocre 0,8%. Mas certamente a atividade econômica no País poderia estar melhor se o nosso presidente  não se distraísse com suas destemperadas e infantis crises que afugentam investidores. Para piorar ainda mais, o nosso grande parceiro comercial, a Argentina, com a derrota do atual presidente Maurício Macri nas prévias para eleição para Casa Rosada para seu opositor Alberto Fernández, ligado à desastrada Cristina Kirchner, para evitar caos no sistema financeiro, aumenta a taxa básica de juros para 74% (a do Brasil está em 6%). E o dólar está sendo negociado a 62 pesos, com alta de 36%. Sinal que as nossas exportações para Argentina, que já eram ruins, devem piorar. 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

*

DA RETÓRICA À AÇÃO

A tão aguardada decolagem da economia, às vésperas da aprovação definitiva e praticamente garantida no Senado da reforma da Previdência, ainda não ocorreu, como bem demonstra o editorial Entre a recessão e o quase nada (Estado, 13/8, A3). E uma das razões apontadas, talvez a principal, é a falta de atitude de empresários, sobretudo os apoiadores do presidente Bolsonaro que, apesar de otimistas, pouco fizeram até o momento. Ou estes empresários sempre estiveram blefando ou, o que é mais provável, estão aguardando que alguém dê a largada. O aumento do consumo e o consequente aquecimento da economia só será possível com a criação de empregos. Está na hora de os investidores, que torciam tanto pela reforma da Previdência, passarem da retórica à ação. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

*

RECESSÃO

Sobre o editorial de 13/8. Se até o Reino Unido e Alemanha já preveem recessão, imagina o Brasil...

Maria Lucia Ruhnke Jorge mlucia.rjorge@gmail.com

Piracicaba

*

COLOCA EM RISCO

Sempre falando pelos cotovelos e de forma agressiva, o presidente Jair Bolsonaro está pondo em risco o acordo de livre-comércio entre Mercosul e União Europeia. Afinal, nem mesmo saiu do papel, o acordo já entrou em xeque através da Alemanha, que bloqueou um montante de R$ 156 milhões e que, certamente, será seguida por outros países europeus pelo desrespeito do governo no trato ao meio ambiente e ao desmatamento da Amazônia. Ora, na verdade cada país tem o governo que merece e esse é o que temos para hoje.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

*

QUEM FAZ O ACORDO

Acordo de livre-comércio Brasil-EUA (Estado, 13/8, A2). O que preocupa é quem faz o acordo. Do lado de lá, gente altamente nacionalista, do lado de cá, gente altamente corrupta. Esse é o problema.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

*

PODERES E A LEI

Reflexões sobre o editorial O irrealismo dos juízes, no Estado de 10/8. Hipertrofiado, degenerado, corrupto, o Estado brasileiro transgride a lei como ninguém. Nos Poderes Legislativo e Judiciário germina a fonte da insegurança jurídica, hoje em processo metastático. O primeiro, com baixo perfil de integridade, produz legislação confusa, propícia a interpretações casuísticas, seletivas, dos aplicadores. O Judiciário, notadamente no topo, por fazer da lei instrumento de proteção ou de satisfação de poderosos, parentes, amigos, compadres, padrinhos. Exceções poucas à parte, o Judiciário é visto pela maciça maioria dos brasileiros como responsável pelo crescimento incontrolável da corrupção e da sanha dos corruptos. No Congresso Nacional e no Supremo Tribunal Federal (STF), célula apátrida age ostensiva e obsessivamente pela destruição da Operação Lava Jato, pela anulação das condenações e conseqüente libertação de delinquentes, Lula à frente. Da primeira instância ao STF prevalece – explícita ou dissimuladamente – a convicção de que o reino animal se divide em duas espécies: os juízes e o resto. E os brasileiros, em cidadãos de primeira e segunda classes.

José Maria Leal Paes myguep23@gmail.com

Belém

*

VISÕES PREMONITÓRIAS

O jornalista José Nêumanne afirma em artigo no Estado, que o ministro Dias Toffoli quer e vai soltar Lula, o criminoso, de “supetão”, sem aviso, para evitar a berraria do povaréu indignado. O que mostra (segundo o articulista) que o ministro não é totalmente alienado: tem noção exata da indignação que esse gesto tresloucado vai gerar no País. Nêumanne ainda cita a entrevista dada pelo juiz à revista Vejaonde declara que seu “poder moderador” acabou salvando Bolsonaro do impeachment numa suposta crise em maio. Será que o ministro anda tendo visões premonitórias, acreditando ainda que deve salvar o Brasil de turbulências políticas? Não há como um país sobreviver – ou evoluir – diante do comportamento de autoridades do Judiciário que só pensam naquilo: Lula livre. Nos últimos tempos a sociedade tem acompanhado com certa preocupação as atitudes de ministros do Supremo Tribunal Federal, que  legislam, fatiam ações, mandam soltar bandidos, atacam a Lava Jato com base em material roubado, abrem inquérito ilegal, censuram revista. O despautério chegou a tal ponto que a respeitada deputada Janaína Paschoal, que figura entre os autores do pedido de impeachment de Dilma Rousseff, se viu compelida a tomar uma providência mais enérgica contra o garoto de Lula do STF, protocolando no Senado um pedido de impeachment contra Dias Toffoli. Resumindo, o Brasil não pode sucumbir à força que um presidiário ainda detém na mais alta Corte de justiça do País.

Paulo R Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

*

PARA DEBAIXO DO TAPETE

Mais uma falcatrua dos pseudoguardiões da Constituição Federal, que hoje comandam o País: o STF engavetou todas as ações de suspeição de juízes, segundo a FVG, nas últimas duas décadas. Em matéria de varrer o próprio lixo para debaixo do tapete, o STF é campeão.

Olimpio Alvares olimpioa@uol.com.br

Cotia

*

ATÉ QUANDO?

Até quando o STF vai continuar advogando para hackers, corruptos e bandidos? Até quando o Brasil vai ser o paraíso desses malfeitores? 

Rodrigo Echeverria rodecheverria73@hotmail.com

São Paulo

*

DISTANTE DA REALIDADE

Um Judiciário distante da realidade, armado de prepotência (política) e movido pelo mais alto grau de cinismo, promete acabar com o Brasil, ou na melhor das hipóteses, devolvê-lo à bandidagem.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

*

CONCURSO PARA DIPLOMATA

O Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) no Instituto Rio Branco em Brasília é constituído de duas fases: primeira fase: prova objetiva em formato de teste, de caráter eliminatório, constituída de questões de língua portuguesa; língua inglesa; história do Brasil; história mundial; política internacional; geografia; economia; e direito e direito internacional público. Segunda fase: prova escrita, de caráter eliminatório e classificatório, constituída de questões de língua portuguesa; língua inglesa; história do Brasil; geografia; política nacional; política internacional; economia; direito nacional e internacional público; língua espanhola e língua francesa. A seleção é rigorosa. Os candidatos são muitos, mas as vagas são poucas. Porém o presidente Bolsonaro encasquetou de enviar para a embaixada do Brasil em Washington seu filho Eduardo, totalmente despreparado para o cargo. A embaixada nos Estados Unidos sem dúvida é a mais importante no mundo. Os embaixadores brasileiros de carreira, para chegar lá, fizeram um longo percurso, passando por países sul americanos, africanos, asiáticos, europeus até Washington. É de se esperar que a maioria dos senadores que terão que aprovar por voto secreto essa temeridade tenham o bom senso que falta em Jair Bolsonaro e não aprovem esse descalabro. 

José Carlos de Castro Rio jc.rios@globo.com

São Paulo

*

DIFERENÇAS

Politicamente a diferença administrativa entre os presidentes Lula e Bolsonaro é que Lula pensava em si e se manter no poder, enquanto Bolsonaro é patriota e objetiva o bem do Brasil. A diferença entre Lula e Bolsonaro, quanto aos seus herdeiros, é que Lula amaciou empresas particulares para beneficiar os seus, enquanto Bolsonaro, sem bom senso, usa o governo.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

*

DESEMPATAR O JOGO

O governo procura, urgente, um senador capacho para desempatar o jogo e votar a favor para aprovar o nome do ex-escrivão da Polícia Federal Eduardo Bolsonaro na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional. É este o quadro sombrio e medíocre do atual Senado Federal.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

*

PUXAR O GATILHO

Na foto que ilustra a matéria Por embaixada, Eduardo começa visita a senadores (8/8, A10) o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) usa como prendedor de gravata nada menos do que uma metralhadora. Só falta agora puxar o gatilho!

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

*

SENADO

O pai indicou, o amigo aprovou e o Senado reprovou. Isso é o que esperamos.

Darci Trabachin de Barros darci.trabachin@gmail.com

Limeira

*

DEMOCRACIA

Uma aula sobre povo sem demagogia; sobre poder sem radicalismo; e sobre democracia como deve ser. Fernão Lara Mesquita: Fique rico com democracia (Estado, 13/8).

Erasmo Aparecido Prioste erasmoprioste@uol.com.br

São Paulo

*

LUCIDEZ

Esse é um trabalho que vale a pena ler! Parabéns, Fernão Lara Mesquita, pela lucidez! 

Luiz Calejon luizcalejon@terra.com.br 

Catanduva

*

‘NOVA’ CPMF

Paira uma nuvem escura no horizonte que, quando desabar, ninguém conseguirá segurar. Não bastasse a avalanche de impostos que nos surrupiam mensalmente e anualmente com o Imposto de Renda, a agiotagem que permite que os bancos pratiquem taxas de juros escorchantes, os aumentos constantes da energia elétrica, das contas de água, de gás, dos combustíveis, dos planos de saúde, índices de desemprego alarmantes, etc, agora, para acabar de nos enterrar, jogam a penúltima pá de terra com a intenção que sempre foi negada, a “reencarnação” da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Para nos ludibriar, com um novo nome: Contribuição Previdenciária (CP). Lembrando que tal rosário acima descrito só tem uma finalidade, a de manter e sustentar a máquina corrupta e pervertida do governo, pois revertido para nós em saúde, segurança, educação e transportes, nem pensar e sem chances.  

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

*

REFORMA TRIBUTÁRIA

Um país com mais de três dezenas de impostos é prato cheio para uma reforma estrutural de sua conceituação tributária, tirando os contribuintes da linha de tiro do escravagismo fiscal.

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

*

PROPINA NO METRÔ

Comentários à matéria Ex-diretor do Metrô acertou propinas na lanchonete do Palácio dos Bandeirantes, diz Lava Jato, publicada noEstado em 13/8. Chegou a hora do PSDB paulista prestar contas de seus malfeitos, em escala estadual, durante os governos tucanos dos últimos anos. Um de seus expoentes foi o famoso Paulo Preto, que tinha até um bunker cheio de dinheiro, que muito terá que explicar, bem como seus padrinhos, os últimos governadores de safras passadas. O citado ex-diretor do Metrô é apenas mais uma das vozes, que resolveu cantar sobre o “como feito” naquele arraial.                        

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

*

REDUZIR A POLUIÇÃO

Há muitas estratégias estabelecidas mundialmente para reduzir a poluição ambiental, entre as quais, destacam-se usar menos o transporte individual, as embalagens de plástico, os fertilizantes e agrotóxicos, além de tratamento adequado do esgoto doméstico e da água usada pela indústria têxtil e da mineração. Ou seguir a inovação sugerida pelo presidente Jair Bolsonaro: ir menos ao banheiro. Olhe o nível, presidente.

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

*

POBREZA E PRODUTIVIDADE

Em uma reportagem do programa GloboNews foi abordada a questão da tremenda pobreza de um segmento importante de nossa população, no caso, mais de 13 milhões de pessoas. Esta extrema pobreza é muito maior (pobres funcionais são mais de 100 milhões de brasileiros) e na reportagem falou-se muito de políticas sociais e do sucesso do bolsa família. Bem, R$ 173 por mês para famílias pobres não resolvem nada na vida de ninguém. A pobreza do Brasil decorre da péssima produtividade do país, ínfima, muito pouca gente trabalhando e produzindo, da péssima qualificação profissional da nossa população, de um mercado de trabalho extremamente precarizado e com baixíssima renda e decorre ainda da falta de infraestrutura comercial e industrial do País, falta logística e maior campo para o desenvolvimento das empresas e da renda das pessoas. Governo algum ataca de forma profunda estas questões, o País empobrece já há décadas. O governo atual nada apresentou até o momento, inexiste qualquer projeto Brasil sobre tais questões e caminhamos para o fundo do abismo a passos largos. 

Paulo Alves pauloroberto.s.alves@hotmail.com

Rio de Janeiro

*

PRIVATIZAÇÕES

Os magos do Palácio do Planalto, diante da crise financeira que assola o País, com exceção da Agricultura, fator de equilíbrio do PIB (Produto Interno Bruto), concluíram que a melhor solução é conceder e privatizar a economia. Além de liberar R$ 130 bilhões por ano, pretende terceirizar benefícios, aliviando o déficit da Previdência. Na contra-mão das “mágicas” dos Merlins do Planalto, a farra das nomeações continua à tripa forra em Estados como São Paulo e Espírito Santo nas Assembleias Legislativas para preencher cargos (ou sinecuras?) e no Ministério Público. Um governo verborrágico que arrota militarismo, próprio da sua formação instruída para a guerra. Conceder e privatizar é transferir responsabilidades a outros. Um tiro que pode sair pela culatra.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

*

REGULARIZAÇÃO DE JOGOS DE AZAR

Deixando de lado as célebres palavras de Ruy Barbosa sobre o vício do jogo, mas levando-se em conta os benefícios que a regularização e legalização dos cassinos e dos jogos de azar trarão ao País, temos o resultado de que o coletivo, o povo brasileiro, sairia bastante aquinhoado com a receita nacional obtida. Assim, as verbas advindas do jogo poderiam ser aplicadas integralmente na saúde e na educação, setores nacionais carentes e altamente deficientes no atendimento público. O resultado tributário dos jogos legalizados serviriam, sem dúvida, para completar os gastos insuficientes do erário nos segmentos relatados.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

*

BANNERS IRREGULARES

A Lei Cidade Limpa, criada pelo ex-prefeito Kassab, não está sendo aplicada pelo prefeito atual, senhor Bruno Covas. Moro na zona sul, num local próximo ao Viaduto Washington Luiz, e tenho constatado há muito tempo o abuso de propaganda irregular através da colocação de banners em postes de várias ruas, dentre elas as Avenidas Santa Catarina, Washington Luiz, Rubem Berta, 23 de Maio e outras. Desde o mês de maio passado, venho registrando no portal de atendimento da Prefeitura (SP156) solicitações de aplicação de multa ao responsável por essa propaganda e não há atendimento. As respostas da PMSP são sempre as mesmas: eles informam que removeram a propaganda, mas não dizem que o responsável será multado. Em razão de haver somente remoção dos banners, o responsável volta a cometer a infração várias vezes.

Edmir Antonio Peixe eapeixe@outlook.com

São Paulo

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.