Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

19 de agosto de 2019 | 03h00

ARGENTINA

‘Por una cabeza’

O sinal amarelo acendeu para Mauricio Macri, presidente da Argentina, aos 45 minutos do segundo tempo. As prévias deram ampla vitória à chapa formada por Alberto Fernández e pela ex-presidente Cristina Kirchner, por 15 pontos, uma diferença enorme para ser tirada em curto prazo. Pelo jeito, a Argentina também será governada por um poste. Para tentar evitar o apagão, medidas econômicas estão sendo tomadas de afogadilho por Macri. Voltou atrás em algumas delas, suicidas, como o tabelamento do preço da gasolina, mas decerto outros desesperados anúncios virão antes do pleito de outubro. Se reeleito for, provará do próprio veneno; se a vitória for da esquerda, deixará aos oponentes uma herança maldita de dívidas a perder de vista. Mas para um país que já decretou a maior moratória da História, US$ 100 bilhões em 2001, mais um “calotinho” não seria surpresa. A derrota é iminente e não será por una cabeza, como no clássico tango. Será uma barbada. Aí los hermanos verão como é bom ser governado por um poste. Por aqui, a experiência nos deixou na escuridão por longos seis anos e a penumbra ainda continua, por morosidade do Congresso em aprovar reformas essenciais e por a autoridade máxima do País se preocupar muito com coisas miúdas. Mas esperamos e continuamos torcendo para que a economia desempaque e nossa aposta vencedora em 2018 vingue num puro-sangue em 2022, e não se torne um cavalo paraguaio que permita que um pangaré azarão, vindo do centro, atropelando pelas pontas, cruze o disco final em primeiro lugar. Nada é impossível, pois, sabemos que “lá como cá, ignóbeis há”. 

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

GOVERNO BOLSONARO

Protoditador

O presidente Jair Bolsonaro é para muitos de seus eleitores - como eu, que lhe dei o meu voto na esperança de um novo Brasil - uma completa decepção. Sua pretendida interferência em dois órgãos que são exemplos de eficiência, a Receita e a Polícia Federal, mostra clara intenção de ignorar a hierarquia, em total desprestígio de seus auxiliares diretos. Quando perguntado sobre tais interferências, sua resposta, “quem manda sou eu”, demonstra tendência a ditador, ignorando que tem um ministro, Sergio Moro, responsável pela Polícia Federal, que a ele está subordinada. Aliás, esse ministro, que é o pilar de sustentação do seu governo, vem sendo fritado em fogo baixo. E como é pessoa de caráter, não duvidamos que acabe deixando o governo. Está na hora de o presidente governar e deixar sua equipe, cuja maioria é de primeira qualidade, continuar seus trabalhos sem sobressaltos com os ditos e desditos do presidente.

ROBERTO LUIZ PINTO E SILVA

robertolpsilva@hotmail.com

São Paulo

Saindo do páreo

Para salvar o “01” o presidente Bolsonaro está fazendo acordos cabulosos e se afastando cada vez mais dos eleitores que acreditaram ser ele o representante da nova política. 2022 vai ficar muito difícil para ele.

MAURÍCIO LIMA

mapeli@uol.com.br

São Paulo

E agora, Jair?

O instituto de pesquisas Imazon diz em seu relatório que houve aumento de 66% no desmatamento da Amazônia Legal no mês passado, equivalente a 1.287 km2 - área do município carioca. Daí a razão de Alemanha e Noruega suspenderem recursos para a preservação ambiental amazônica. Com “cara de paisagem”, presidente e ministro já perceberam ser os únicos responsáveis pelo “papelão” internacional. Palmas para ambos!

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

Meio ambiente

Noto que muita gente, quando fala sobre meio ambiente, tem uma visão não exatamente correta do que se trata. Parece-me que acham que o assunto se restringe a florestas, rios e oceanos. Penso que o Ministério do Meio Ambiente poderia colaborar, mostrando que é muito mais, mas muito mesmo, iniciando essa conscientização dentro dos lares, no caminhar nas ruas, nas escolhas do que se compra, etc. É tão desesperador ver tamanha estreiteza, a começar pelo presidente da República e seu ministro da área, chegando ao absurdo de o “mito” dizer para a sra. Angela Merkel pegar a grana do Fundo Amazônia para reflorestar a Alemanha, quando aqui grande parte do esgoto doméstico não tem o destino correto. É para mandar plantar batatas.

SÉRGIO BARBOSA

sergiobarbosa19@gmail.com

Batatais

Os radares

Com raríssimas exceções, as estradas em território brasileiro estão mais para ruelas mal sinalizadas e pessimamente conservadas. A decisão do presidente Jair Bolsonaro de mandar retirar das rodovias os radares móveis somente beneficiará os infratores. É de lamentar, porque os motoristas respeitadores e conscientes da forma correta de dirigir nas rodovias vão indiretamente se expondo a riscos, sem mencionar aqueles que, ao tirarem a carta de habilitação, querem logo pegar uma estrada, mal sabendo o que os espera. Moral da história: essa decisão presidencial somente vai aumentar o número dos “pés de chumbo” e as estatísticas dos acidentes. 

JOSE MILLEI

millei.jose@gmail.com

São Paulo

Crise renitente

O Brasil vive, ao mesmo tempo, uma grave crise fiscal e uma recessão econômica sem precedentes na nossa História. Mais de uma década perdida, como pífios resultados do produto interno produto (PIB). Para piorar, agora temos o setor de serviços recuando. As medidas adotadas pelo governo e a perspectiva das pretendidas reformas ainda não foram capazes de acordar o gigante adormecido. Então, choque de gestão, corte de despesas e redução da carga tributária são peças essenciais para o sono ter data no horizonte para findar.

YVETTE KFOURI ABRÃO

abraoc@uol.com.br

São Paulo

CORRUPÇÃO

Alienação

Em nova entrevista, o ex-presidente Lula disse que vai provar que Sergio Moro e Deltan Dallagnol são bandidos e que ele próprio é 100% inocente. Disse ainda que poderia ter fugido do Brasil antes de ser preso, mas ficou para provar sua inocência, e que não aceita prisão domiciliar. Certamente os numerosos processos contra ele e as novas delações de Antônio Palocci são invenção da mídia conservadora, das elites... Por tais declarações, parece que o boquirroto presidiário de Curitiba está precisando de atendimento psiquiátrico.

J. A. MUlLER

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

TEMPO DE RESPONSABILIDADE

A economia global ameaça recessão e os capitais começam a migrar para portos mais seguros. Além de reformas após governos inconsistentes, temerários e até corruptos, o Brasil ainda pode ser impactado pela possível volta da esquerda na Argentina. Mas o ministro Paulo Guedes afirma que não seremos muito atingidos porque temos os alimentos que o mundo continuará consumindo e, se a Argentina travar, sairemos do Mercosul. É preciso que o Congresso Nacional atente para suas responsabilidades neste momento difícil. Não postergue as reformas. Se não concordar com o proposto pelo governo, faça as devidas emendas, mas não retarde. Temos de demonstrar estabilidade para abrigar o capital nômade e dele tirar proveito. Chega de produzir crise e contestar ideologicamente o governo. E o próprio governo também deve propugnar pela paz, no lugar do confronto. Quem do poder (Legislativo, Executivo e até Judiciário) impedir a estabilidade, certamente, terá o seu lugar de vilão reservado na história do tempo em que vivemos. A Nação espera que cada um cumpra à risca suas responsabilidades.

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

CORTINA DE FUMAÇA

Mudanças anunciadas na Receita Federal e no Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), noticiadas noEstadão de 13/8, são “cortina de fumaça” (Contra pressões, Receita pode virar autarquia). A intenção não é proteger o Imposto de Renda e o Coaf dos interesses políticos, mas proteger os políticos, o Congresso Nacional e o Judiciário das investigações da Receita Feral e do Coaf.

Paulo Sergio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

VIÉS POLÍTICO

Sobre a matéria Bolsonaro acusa Receita de ‘devassa’ contra familiares, publicada no Estadão em 15/8, o comportamento da devassa contra familiares de alguém famoso não deixa de ser um resto, na memória coletiva, de um recurso legal usado no passado vindo do direito lusitano, que seria algo assemelhado a um castigo familiar, quando todos os familiares respondiam pelo delito de um. Um caso famoso foi o dos Távoras, em que todos os membros de uma família de nobres foram executados barbaramente no patíbulo de Belém, pelo delito de um suposto atentado contra o Rei D. José I, não muito bem explicado até hoje. No caso de Bolsonaro, a Receita Federal fez uma devassa na vida de seus irmãos que viviam no Vale do Ribeira, cujo único fato gerador de suspeitas foi o parentesco. Para coibir esta odiosa prática, deveria ser aberta uma investigação criminal dos responsáveis pela investigação, para que respondam por este flagrante abuso de poder, principalmente do funcionário mandante, pois tinha flagrante viés político.                 

Ulf Hermann Mondl

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

COAF NO BANCO CENTRAL

Ora, é uma insensatez do governo pretender transferir o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para o Banco Central (BC). A besteira de Jair Bolsonaro no início de seu mandato foi tirá-lo do Ministério da Fazenda e entrega-lo nas mãos do ministro da Justiça, Sérgio Moro. Desta forma, o Coaf foi demonizado pelos envolvidos, ou ainda não investigados, em movimentação financeira suspeita, como membros da classe política e outros das nossas instituições. Querer jogar nas costas do BC esta explosiva tarefa é uma insanidade! Quando surgir alguma investigação sobre uma figura desta República, o presidente do BC será metralhado de críticas. E, como guardião da nossa moeda, além de outras importantes tarefas, o BC ficará exposto a espertezas de supostos corruptos, aumentando ainda mais as incertezas, que não são poucas no País. Ou seja, este empurra-empurra ou “patinho feio” que se tornou o Coaf, transferido incialmente para o Ministério da Justiça, é mais um legado negativo entre inúmeras confusões praticadas pelo atual presidente da República. Na Operação Lava Jato, desde o início dos trabalhos da força-tarefa, em 2014, o Coaf funcionou perfeitamente e com muito sucesso, sob a tutela da Fazenda. E neste momento, o que menos precisa o Brasil é de reinventar a roda! Urge, portanto, ativar a economia e criar empregos, para sair desta nova e perigosa recessão que já bate às portas.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

MAIS UMA FRITURA

Bomba: Jair Bolsonaro negou a saída do secretário da Receita, Marcos Cintra, com a seguinte frase enigmática: “Por enquanto, está muito bem”. Quem conhece sabe, começou a fritura do secretário, talvez por estar insistindo na volta da CPMF!

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

REFORMA TRIBUTÁRIA NEGATIVA

Em resumo: a CPMF aumentará os R$ “por fora” (PF) e os recibos de despesas médicas e odontológicas diminuirão pelo mesmo motivo (PF), se não puderem ser abatidos do Imposto de Renda.

Marcio da Cruz Leite

marcio.leite@terra.com.br

Itu

PLANOS ECONÔMICOS, A NOVELA

Quando será que a Advocacia-Geral da União (AGU), a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) irão se manifestar a respeito do pagamento real do ressarcimento dos planos econômicos aos poupadores da Resp 253589/SP, que vem sendo protelada, estranhamente, há muito tempo, sem nenhuma satisfação aos beneficiários? Acreditamos que este novo governo tenha mais respeito e seriedade com aqueles que tiveram seus direitos aviltados ao longo de décadas e que vêm sendo “barrigados” desde o “acordo nacional dos planos”, que subestimou os valores do ressarcimento e excluiu os verdadeiros direitos do poupador. Será que o poder econômico vai continuar mandando em nosso país e nas nossas instituições? Onde estão os órgãos de defesa do consumidor?

E.S.

eskaf@hotmail.com

São Paulo

COMPRADORES INSACIÁVEIS

Banqueiros estão em todos os leilões, comprando sempre, claro. Pagar dívidas dos planos econômicos, jamais.

Itamar C. Trevisani

itamartrevisani@gmail.com

Jaboticabal

O DESTINO DO BRASIL

Tem um fiapo de razão o presidente Jair Bolsonaro quando diz que a Alemanha deveria usar o dinheiro do Fundo Amazônia para reflorestar seu próprio território (Merkel, pegue essa grana e refloreste a Alemanha, diz Bolsonaro, Estadão, 15/8). De fato, cidades europeias como Paris, Londres e Milão estão plantando milhões de árvores num esforço para melhorar o clima e amenizar o calor insuportável que tem aumentado a cada verão. O Brasil não precisa repetir os erros cometidos séculos atrás pelos europeus, não é preciso derrubar a última árvore do Cerrado, drenar o último rio do Pantanal nem abater o último índio da Amazônia. O Brasil pode ser mais inteligente e evitar esses erros do passado, mudar o rumo e se tornar o campeão mundial da preservação ambiental, aprender a ganhar dinheiro com as florestas em pé, afinal era essa a proposta do Fundo Amazônia. O Brasil poderia e deveria ser o país mais visitado do planeta, as pessoas deveriam pagar para ir visitar a Amazônia, o Cerrado, o Pantanal, a Caatinga, os 8 mil quilômetros de praias maravilhosas, com centenas de Cancuns, praias limpas e com água cristalina. As fazendas de soja deveriam ser reflorestadas para receber milhões de turistas todos os anos, sem prejuízo de enormes áreas reservadas para o agronegócio, voltado para o ser humano, e não para alimentar os porcos chineses com grãos baratos. O Brasil pode se dar ao luxo de escolher o seu destino: paraíso natural ou dispensa dos porcos chineses.

Mário Barilá Filho  

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

BRIGA COM ANGELA MERKEL

Quando Jair Bolsonaro, em sua grande ignorância, vier a descobrir que Angela Merkel viveu na Alemanha Oriental e aproveitou o dia da queda do Muro de Berlim para fugir para o Ocidente, ficará exultante: certamente, é uma comunista que quer invadir a Amazônia! Lembro logo da frase do rei da Espanha dirigida a Hugo Chávez: “¿Por que não te calas?”.

Aldo Bertolucci

aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

ANTIDIPLOMÁTICO

As maneiras e formas com que se pronuncia e manifesta nosso presidente Jair Bolsonaro quando recebe um revés, como ocorreu na semana passada, quando Noruega e Alemanha cortaram o aporte que os dois países faziam ao Brasil para colaboração no controle do desmatamento na Amazônia – que o presidente não admite, não assimilou ou não quer assimilar –, é o que podemos classificar como totalmente inadequado, indevido e antidiplomático (Bolsonaro ataca Noruega: ‘Não é aquela que mata baleia no Polo Norte?’, Estadão, 15/8). Excelentíssimo sr. presidente, “sair” não significa “fechar a porta”, mas, pela forma feita, tenho minhas dúvidas.

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

O DINHEIRO

Está claro que Bolsonaro e seus “meninos” estão batendo cabeça na maritaquice generalizada. No caso da Noruega e da Alemanha, que teriam enviado bilhões de dólares à Amazônia e que, agora, estão cortando, que tal o governo mostrar para quem e para onde foi essa dinheirama toda? Ou será que tudo não passa de grandes mentiras de ambos os lados?

Ariovaldo Batista

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

AMAZÔNIA E SOBERANIA

Bolsonaro não entende que a Amazônia é uma questão de sociedade, ciência e Deus, enquanto soberania é matéria da Economia e Política.

Etelvino José Henriques Bechara

ejhbechara@gmail.com

São Paulo

EUROPEU BONZINHO

É preciso ser por demais inocente para crer que os europeus que devastaram a totalidade de sua vegetação nativa estão realmente preocupados com o desmatamento da Amazônia, que em 519 anos chegou a 8%. Como dizia o dr. Enéas Carneiro, com muita propriedade: “Se eles estiverem realmente preocupados, eles plantariam árvores lá, na Europa. Só estão preocupados com o que tem no solo da floresta”. É o que faz a Noruega, com sua mineradora criminosa. Se existe real preocupação com árvores, com o dinheiro que gastaram aqui, poderiam ter conseguido reflorestar mais da metade da Europa. O interesse deles está no solo e nos bilhões de dólares que eles poderiam ganhar explorando-o. Estes gringos nos fazem lembrar o bordão que Kate Lyra consagrou: “Europeu é tão bonzinho!”.

Jomar Avena Barbosa

joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

BOLSONARO E A MÍDIA

Cada vez mais me convenço de que Bolsonaro gosta de estar na mídia. E, por incrível que possa parecer, ele consegue. A esquerda sem discurso e alguns jornais sem pauta bebem cada gota de suas falas. E assim os dias vão passando. Importante destacar que as promessas de campanha vêm sendo cumpridas. Nesse sentido, quem votou nele o apoia, em contrapartida a esquerda critica. Faz de tudo para derrubá-lo. O presidente é como fermento: quanto mais batem, mais ele cresce.

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

‘GENERAL’ BOLSONARO

Em A Volta para Casa, peça do dramaturgo romeno Matéi Visniec, com traços do nonsense beckettiano, um general organiza uma parada militar de soldados mortos e amargurados, membros de pelotões distintos, cada um desejando primazia no tétrico desfile. Jair Bolsonaro, por seu desvario e flerte com a corrupção, nas próximas eleições conduzirá seus partidários direitistas, todos mortos politicamente, brigando entre si, numa vergonhosa marcha da derrota, sob o escárnio e os apupos da esquerda.

Túllio M. Soares Carvalho

tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

PARTIDO BOLSONARISTA

Com a implantação de um filtro ideológico para definir quem serão seus candidatos nas próximas eleições, evitando que desalinhados façam uso da sigla, hoje a segunda maior da Câmara dos Deputados, com 52 nomes, parece que o PSL, de Luciano Bivar, vai acabar transformado no PB, Partido Bolsonarista, da família Bolsonaro. Como ideário, a assunção da pauta conservadora nos costumes, ser pró-reforma do Estado e condenar o aborto e a ideologia de gênero, entre outras pautas. A conferir...

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

O MARCO DO ‘SACANEAMENTO’ E AS ELEIÇÕES 2020

A privatização da Previdência e da água são temas espinhosos que certamente repercutirão para os futuros candidatos nas eleições municipais de 2020, em que os eleitores escolherão pelo voto e dentro de seus próprios municípios um prefeito, um vice-prefeito e vereadores que vão integrar as Câmaras legislativas municipais. Dessa forma, os temas quentes da pauta política, como o saneamento, já começam a movimentar as grandes e pequenas cidades. Em especial o embate atual sobre a proposição futura de um pretenso Marco do Saneamento que deverá influenciar a atuação das empresas públicas de água, coleta e tratamento de esgoto sanitário nos municípios brasileiros. Nesse sentido, por ser o saneamento uma concessão municipal, a atuação e o posicionamento político de cada deputado, em nível federal e estadual, somado ao dos senadores, acaba por refletir em seu eleitorado nos municípios. Ou seja, de um lado estão as mudanças climáticas e a crescente escassez de água potável no mundo, o que torna este líquido precioso e motivo de conflitos entre as nações. Do outro lado está o avanço de grupos empresariais privados que enxergam na privatização da água uma oportunidade rara e única de obter lucros estratosféricos. No meio desta contenda estão a população e os governos. Estes estão a buscar dinheiro para fazer caixa e não têm uma política pública eficaz, de envergadura e consistente para enfrentar definitivamente e resolver os graves e sérios problemas do saneamento pelos quais passa e sofre a população. Por exemplo, ainda é um sonho e desafio hercúleo a universalização do saneamento com acesso à água tratada e coleta de esgoto em todo o País. Entretanto, não é desestruturando as empresas públicas que esse problema será resolvido e solucionado. Pelo contrário, os pequenos municípios são a parte mais vulnerável nessa problemática e, possivelmente, serão a mais prejudicada nesse embate, principalmente por causa da possível extinção do sistema de subsídio cruzado – ou seja, os municípios pequenos e deficitários recebem investimentos por meio de lucros que vêm de outras cidades. Detalhe: os grandes investimentos privados são focados em cidades de médio e grande portes – onde o retorno é garantido. Já, os investimentos em pequenas cidades, onde o retorno (lucro) é pouco provável, não acontecem se não por meio do governo, por intermédio de suas empresas públicas. Dessa forma, discursos demagógicos e mal intencionados que pregam e procuram reduzir na simples privatização – da Previdência e da água – a solução para os graves conflitos apresentados no texto soam como mais um engodo ou, no mínimo, um embuste envolto na mais pura ingenuidade, bem como falta de clareza e seriedade no trato com a coisa pública de um bem de Estado, de um líquido imprescindível para a sobrevivência da espécie humana sobre a face da Terra e vital para a saúde pública. Dito isso, os futuros candidatos às eleições de 2020 possuem batatas quentinhas nas mãos, por consequência, defender e legislar agora sem o total apoio e participação popular é sobremaneira jogar contra os interesses da população, principalmente a parte mais vulnerável – os pequenos municípios, como também é tornar-se cúmplice, omisso e compactuado com o aumento agora é também no futuro das mazelas sociais, econômicas e ambientais que aí estão.

Antônio Sérgio Neves de Azevedo

antonio22yy@hotmail.com

Curitiba

DILEMA NO RIO

O Rio de Janeiro se encontra dominado pelo crime organizado, travestido de milícia e tráfico de drogas. Vive um clima de guerra com pitadas de terrorismo e intimidação. As forças públicas que têm por missão manter a lei e a ordem e garantir o direito de ir e vir reagem, pela primeira vez, com armas semelhantes às que as esperam quando são empreendidas operações de combate à bandidagem. Com isso, núcleos irradiadores de violência e de exploração de comunidades são aos poucos sufocados. As ações, no entanto, se desenvolvem em regiões ocupadas por povo trabalhador que precisa tocar seu dia a dia. É inevitável, portanto, o sofrimento causado por balas perdidas, cuja origem é difícil de precisar, embora, talvez por receio de represálias, se constate uma tendência das pessoas das cercanias no sentido de afirmar que os projéteis saem das armas dos policiais. Setores ligados aos direitos humanos se mobilizam legitimamente para exigir das autoridades uma reavaliação de métodos, mas se mostram impotentes para influenciar a conduta de criminosos que, às vezes, conhecem muito bem. Como resolver este dilema? O que preferirá a população?

Paulo Roberto Gotaç

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

RIO DE JANEIRO

Cadê as esquerdas e aliados que governaram mal o Rio de Janeiro, além dos seus vereadores, deputados e senadores, que ajudaram na situação atual de violência, em que os que mais sofrem são os mais pobres que eles dizem defender? Ah, estão confortavelmente instalados em seus carros blindados, com seguranças, nos hotéis famosos. E o Rio com suas balas perdidas... E ai daquele que quiser moralizar esta situação!

Tania Tavares

taniatma@hotmail.com

São Paulo

CESARIANAS

Só queria saber qual a vantagem para o bebê e para a mulher de fazer um parto cirúrgico sem indicação médica (Lei de Janaína Paschoal vai aumentar a morte materna no Brasil, garante obstetra, Estadão, 15/8). O projeto da deputada Janaína Paschoal é um retrocesso num país campeão de partos cirúrgicos.

Maria Ísis Meirelles Monteiro de Barros  

misismb@hotmail.com

Santa Rita do Passa Quatro

ARCO DA INOVAÇÃO

Depois de tantas críticas e questionamentos, virou questão de honra para a Prefeitura Municipal de São José dos Campos concluir a construção do Arco da Inovação dentro do prazo e provar “a população que ela era necessária e trará agilidade ao trânsito local”. Até agora – pelo menos para a vizinhança e as milhares de pessoas que circulam por lá diariamente – tem sido só transtorno . Isso acontece quando se fazem obras. É o famoso “piora agora para melhorar depois”. Num país com tantos milhões de desempregados, obras serão sempre fontes de empregos, e isso é positivo.

Resta saber, entretanto, se todo esse transtorno será mesmo recompensado e, depois de pronta, olharemos para essa ponte estaiada com admiração e gratidão ao prefeito Felicio Raimuth, ou com a sensação amarga de quem mais uma vez foi enganado e iludido.

João Manuel Maio

clinicamaio@terra.com.br

São José dos Campos

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