Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

20 de agosto de 2019 | 03h00

GOVERNO BOLSONARO

Desconstrução de Moro

Francamente, não entendo como o ex-juiz Sergio Moro ainda segue no governo de Jair Bolsonaro, para onde jamais deveria ter ido (Bola nas costas, 18/8, A3). Desprestigiado, humilhado, um zero à esquerda, o que ninguém imaginaria. Para combater corruptos, até o momento, nada fez de concreto. Teve de tolerar sem dar um pio a desfaçatez inacreditável do amigo do presidente Fabrício Queiroz e seu chefe na Assembleia do Rio, o hoje senador Flávio Bolsonaro, suspeitos (mas não investigados) da chamada rachadinha: apropriar-se de parte do salário de funcionários de seu gabinete. Parece faltar amor próprio a Moro. Nem um cargo duvidoso de ministro do Supremo Tribunal vale tal desconstrução de imagem. 

ADEMIR VALEZI 

valezi@uol.com.br

São Paulo

Coaf, o imbróglio

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), ao informar aos órgãos fiscalizadores as movimentações financeiras sob suspeição, é de suma importância para desvendar malfeitos. Flávio Bolsonaro, sob suspeição, não se conforma com o nível de detalhes repassados pelo Coaf (dia, mês, hora e origem da movimentação). Daí a celeuma e a substituição do presidente do Coaf e o decreto-lei transferindo o órgão para o Banco Central, sem influência política. O presidente Jair Bolsonaro perdeu uma grande chance de crescer aos olhos dos brasileiros.

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

Ideia indigesta

Passados quase 40 dias da indicação pelo presidente Jair Bolsonaro de seu filho Eduardo para a embaixada do Brasil nos EUA, essa ideia, que já começou estranha, segue indigesta - e talvez até pior. Não é por acaso que sua aprovação pelo Senado não está nada garantida, conforme levantamento do Estado, e não é difícil entender o porquê. Se as qualificações de que o deputado federal lançou mão para justificar sua indicação (suportar o frio do Maine e saber fritar hambúrguer, entre outros) foram e continuam risíveis, para dizer o mínimo, o mal-estar causado pela verborragia e por atitudes inoportunas do presidente em relação a vários outros episódios, nesse período, em nada contribuiu para endossar a indicação. Há um descontentamento crescente com o presidente Bolsonaro, tanto na opinião pública como no Congresso Nacional, até mesmo entre parlamentares do partido que o apoia (PSL). Não seria má ideia se o presidente começasse a pensar em outro nome para a embaixada. 

LUCIANO HARARY

luciano.harary@gmail.com

São Paulo

Ondas de choque

Por favor, alguém da intimidade do presidente lhe informe que com suas frequentes declarações e intervenções ele já está perturbando e atrasa a recuperação econômica do País, tanto no campo interno quanto no externo. A continuar desse jeito, as reformas que estão sendo feitas não atenderão aos objetivos do País, pois ninguém investe em ambiente submetido a frequentes e turbulentas ondas de choque como as que observamos, com a agravante de algumas das que afetam os quadros oficiais serem declaradamente motivadas por interesse pessoal, familiar, não republicano. Está estimulando rejeição a seu governo.

WILSON SCARPELLI

wiscar@terra.com.br

Cotia

Pela recuperação

Excelente o editorial Nem esquerda nem direita (19/8, A3). Pergunto: se nossos líderes e administradores não assumem o papel que o objetivo maior exige e lhes impõe, como a sociedade, a grande interessada, pode assumir? Só há um caminho: a imprensa exercendo seu papel. Os meios de comunicação podem mudar esse foco, incentivando a Nação a exigir desempenho totalmente voltado para a busca da recuperação econômica e social, nosso grande objetivo - e o editorial aponta os meios de atingi-lo. É preciso fomentar o otimismo com sugestões objetivas, procurando incentivar cada um dos que estão hoje no poder a enxergar e buscar as verdadeiras metas. O ambiente de pessimismo que tomou conta do nosso país precisa ser revertido, temos de nos reerguer e andar por nossas próprias pernas. O Primeiro Mundo, que sempre esteve presente em nosso desenvolvimento, não está ajudando no contexto atual.

LUIZ AUGUSTO CASSEB NAHUZ

luiz.nahuz@gmail.com

São Paulo

ESTADO DA NAÇÃO

Dois Brasis

O primeiro é o Brasil com B maiúsculo, o que caminha independentemente das atrocidades que são praticadas contra ele. O Brasil do futuro, do trabalho, do seu povo, que, apesar de ignorado pelos governos corruptos e populistas, assaltado pelos impostos exorbitantes e juros escorchantes, carrega nas costas uma estrutura totalmente desconectada da sua realidade. O outro é o dos seus “proprietários”, os que se locupletam à custa desse povo, não têm o menor pudor de demonstrar tais atitudes e, numa verdadeira demonstração de leviandade, torcem para que o País se mantenha na rédea curta e no cabresto, tentando derrubar investidas de progresso. Neste segundo estão os maus políticos, os maus administradores públicos, o maus servidores do Judiciário, a imprensa marrom... Essa vergonha é o “brasil” com b minúsculo.

MANOEL BRAGA

manoelbraga@mecpar.com

Matão 

SENADO

Sinal de alerta

Diz Adriana Fernandes (17/8) que o Senado está empacando a reforma da Previdência. É preciso lembrar que o País está parado, empresas fechando, milhões de desempregados...?

CLEO AIDAR

cleoaidar@hotmail.com

São Paulo

Esconder por quê?

Qual é o grande motivo de o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e outros senadores brigarem na Justiça para manter fechados a sete chaves os gastos com a verba individual com que nós os contemplamos e varia de R$ 30 mil a R$ 45 mil mensais? Essa verba se destina, teoricamente, a cobrir despesas relativas ao exercício do mandato. O que querem esconder, uso indevido para finalidades obscuras?

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

Na sua próxima campanha eleitoral, Davi Alcolumbre terá a declarar, enfaticamente, aos seus possíveis eleitores que sua principal realização como presidente do Senado foi lutar bravamente na Justiça para manter em sigilo os gastos relacionados à sua cota parlamentar.

FLAVIO BASSI

flavio-bassi@uol.com.br

São Paulo

COMPORTAMENTO DOS PRESIDENTES

No editorial Os impulsos do presidente, de 22/7, o jornal faz críticas severas ao comportamento do presidente Jair Bolsonaro. Em 18/8 o jornal, na página A4, denuncia as peripécias de Davi Alcolumbre, presidente do Senado, para esconder as notas fiscais referentes às despesas incorridas na cota parlamentar (de até R$ 45 mil mensais), cota esta que é um desrespeito aos milhões de desempregados que se arrastam nas filas à procura de emprego (Davi Alcolumbre age contra publicidade de gastos). Juntando os impulsos do presidente com as peripécias de Alcolumbre estamos mal arrumados.

José Sebastião de Paiva jpaiva1@terra.com.br

São Paulo

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QUEM É PIOR?

Saiu Renan Calheiros e entrou Davi Alcolumbre. O Brasil não merece! Quem é pior? Mais de R$ 500 mil de aluguel não comprovado de carros. Povo, você autorizou isso? 

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

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USO INDISCRIMINADO

Teremos que recorrer a quem para uma posição e correção nas verbas disponíveis para os congressistas? Pois vemos que usam indiscriminadamente. Onde iremos parar? A meu ver, já poderia se cortar 50% desses gastos de imediato. Nosso presidente poderia também pensar em cortar pela metade o número de deputados.

Claudio Ap. Ferraz ferraz1949@gmail.com

Limeira

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PRESERVAR O FORO PRIVILEGIADO

Agora fica claro o motivo para o presidente do Senado não pautar nenhum dos numerosos pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) protocolados, não só por juristas como o prof. Carvalhosa, como por senadores com número de assinaturas acima do mínimo e deputados como Janaína Paschoal: é o velho e simples foro privilegiado que Alcolumbre quer preservar. Imagine se ele pautar a discussão sobre o impeachment do Gilmar e Toffoli, o que aconteceria se as suas contas do primeiro semestre fossem reveladas? É mais um rato que está reclamando que alguém mexeu no seu queijo. É abuso do poder que tem de ser enquadrado na Lei de Abuso de Autoridade que o próprio senado criou e a Câmara aprovou, pendente ainda da caneta do Bolsonaro.

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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RECUSA DE INFORMAÇÃO

Recusar-se a fornecer informações sobre gastos de parlamentares, feitos com dinheiro público, pedidas através da Lei de Acesso à Informação, como o presidente do Senado tem feito, está tipificado na Lei de Abuso de Autoridade com pena de prisão?

Ely Weinstein elyw@terra.com.br

São Paulo

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O QUE FAZEM COM O DINHEIRO

Um pobre País rico. O problema do Brasil não é dinheiro e sim o que fazem com ele. A queixa do presidente Bolsonaro com relação à falta de recursos para custear as despesas do governo, divulgada semana passada, ameaçando meio expediente ao Exército brasileiro, tem apenas meia verdade. Dinheiro no Brasil existe, mas ele some, como num passe de mágica, quando se fala nos Três Poderes da República. Salários estratosféricos, mordomias, auxílios de toda sorte e ordem, farra das passagens aéreas, cartões corporativos, folhas de pagamento inchadas, notadamente no STF, benesses em profusão e mais uma série de “despesas ocultas” fazem com que os recursos para outros setores minguem, é óbvio ululante. E o pior é que ninguém faz absolutamente nada para mudar este estado de coisas. É muito fácil de entender: quem ganha muito e acumula muitos benefícios não quer perdê-los e faz pressão e lobby para que isso não ocorra. O governo, por sua vez, não consegue enfrentar esse problema como se deve, porque a pressão contrária é gigantesca. Sr. presidente e sr. ministro Guedes, ou vocês enfrentam esta situação de “enxugamento geral” como manda o figurino, ou vão nadar e morrer na praia. E o Brasil vai junto. 

Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo

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SALÁRIOS DO SETOR PÚBLICO

Na opinião do ministro Bruno Dantas (Sem razão para otimismo, 18/8, A3), relator das contas do governo de Jair Bolsonaro no Tribunal de Contas da União (TCU), a reforma da Previdência, apesar de bem encaminhada, não é suficiente quanto ao futuro da gestão fiscal do governo federal. Sempre é bom lembrar que a razão desse cenário desanimador da gestão fiscal está nos salários, benefícios e aposentadoria no setor público que estão totalmente fora da realidade brasileira. Como aposentado no setor privado, sempre fui aprovado em vários concursos de empresas privadas e também demitido quando a situação econômica das empresas eram desfavoráveis. Por que esta diferença entre trabalhador do setor público e o do setor privado? Será porque o setor público é protegido pelo tal “direito adquirido” através de concurso público? E os trabalhadores que participaram de concursos no setor privado, não são brasileiros também?

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com 

Campinas

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RAZÃO DO DÉFICIT

A grande maioria dos poderes públicos, federal, Estados e municípios está gastando mais do que arrecada – e arrecada demais. Os dois principais motivos são salários altos, trabalho baixo e obras mal administradas e superfaturadas. Se os políticos e funcionários públicos tivessem seus bens e salários reduzidos para pagar os déficits, como ocorre na iniciativa privada, onde há 13 milhões de desempregados (mas zero no funcionalismo público) e só houvesse o número necessário de funcionários concursados, a administração melhoraria.

Mário A. Dente eticototal@gmail.com       

São Paulo

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MANUTENÇÃO DOS SALÁRIOS

Diagnóstico da equipe econômica do governo aponta que salários consomem mais recursos do que a expansão da rede de esgoto e água. As empresas de saneamento estatais não investem por causa da folha salarial alta que não deixa margem para investir e são ineficientes, visto que a receita aumentou e o investimento não. Isto explica em boa parte ainda estarmos atrasados em saneamento básico. O salário médio na Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) chega a R$ 300 mil por empregado. Pode isso? Isto só comprova o que o socialismo faz. Nada pelo social. Ou melhor, faz pelo social deles. Aparelham o Estado e as empresas. E quem vai apoiar as mudanças que o governo vai propor para interromper este status quo? Os altos salários? Claro que não. Vão tentar de todas as maneiras bombardear o projeto. Farão passeata de protesto, darão entrevistas criticando e combatendo o governo, enfim, farão tudo para manter esse status quo. 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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CONDIÇÃO DOS MILITARES

Problemas graves econômicos vêm de longe, é certo; todavia os presidentes têm de saber administrar. O presidente é um militar e ficou conhecido no passado por ter chamado a atenção para as condições precárias justamente dos militares. Está claro no momento que o presidente vem desagradando a maioria da tropa. No momento, por exemplo, ele citou a adoção de meio expediente no Exército e corte de refeições de recrutas. Todavia, não menciona os vários tipos de vales refeições que generosamente são dados nas empresas estatais (incluindo de regime de 6 horas), além do que o arranchamento militar é uma obrigação legal antiga. Chegar ao ponto de mexer com refeições de recrutas significa o fim do poço.

Heitor Vianna P. Filho lagos@araruama.com.br

Araruama (RJ)

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CRIAÇÃO DE CARGOS

Nosso país está falido. Todos sabemos disso, menos o Ministério Público, que lidera a criação de cargos nos Estados (Estado, 12/8, A7). Ao menos 1357 funções já foram criadas impondo novos gastos obrigatórios aos cofres públicos estaduais. Não existe um órgão controlador?

Cleo Adair fhaidar@terra.com.br

São Paulo

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DESIGUALDADE

Contrariamente ao que se comenta superficial e equivocadamente sobre a orientação política do Estado, cuja virtude principal é não se afinar com inclinações ideológicas, mortais ao pensamento, o editorial de 17/8 (Escalada da desigualdade, A3) mostra a realidade social brasileira, trágica e alarmante. Desde o início da crise mundial (“marolinha que só irá atingir os loiros de olhos azuis”), a perda de renda média acumulada foi de 3,7%. Pobres empobreceram mais que a classe média (se é possível empobrecer a pobreza). A população que “vive” com menos de R$ 233 por mês aumentou de 8,3% para 11,1% da população total, cerca de 23 milhões de almas. Permita-nos o editorialista: não cairam na linha da pobreza, mas da infrapobreza. Os 10% mais ricos apresentaram ganhos de 2,55% e o 1% dos mais ricos ganhos acima dos dois dígitos. Isso no Brasil, porque a riqueza das nações (parafraseando Adam Smith) está nas mãos de oito famílias, considerado o mundo, como registra o filósofo italiano Domenico Di Masi. Perto delas, nosso 1% talvez morra de inveja. Não se surpreendam, economistas e sobretudo os áulicos do mercado de capitais, quando as nuvens políticas, como é de sua natureza mutante, modificam-se como ocorreu nas prévias da Argentina. A cultura deste e dos próximos séculos está centrada num único ponto: a eliminação do infame poço da desigualdade.

Amadeu Garrido amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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REGRA

Onde os banqueiros comandam, a desigualdade econômica é regra, é assim que ganham dinheiro.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Paulo

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DESEMPREGO PROLONGADO

Segundo o IBGE, 3,3 milhões de desempregados procuram trabalho há pelo menos dois anos. Esse número representa 26,2% dos desempregados no País. Esse longo período na busca por emprego é um dos fatores responsáveis pelo desalento que leva o trabalhador a desistir de procurar emprego (Desempregados crônicosEstado, 18/8, A3). Autoridades deste país, chega de tanta futilidade, de tanto imobilismo. É preciso fazer alguma coisa em favor dessa gente sofredora. A sorte de cada um de vocês é que esse povo é muito pacato senão, por certo, uma outra “Bastilha” já teria caído. Mesmo assim, sugiro “abrolhos”. Para tudo há limites.

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

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CONSTRANGIMENTOS A MORO

Qualquer pessoa medianamente informada percebe a grande máquina política montada para destruir a Lava Jato, mas o que me causa o maior pesar é que o presidente Jair Bolsonaro (que teve meu voto) está dando direção ao seu governo à velha política que sempre condenou. Pior, está fazendo o ex-juíz Sergio Moro passar por muitos constrangimentos desnecessários. Foi ele que resgatou a dignidade da gente honesta neste país. O rumo do Brasil é muito preocupante. Oremos...

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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CARTA BRANCA?

Não é novidade para ninguém a guerra da esquerda para derrubar Sergio Moro do Ministério da Justiça. Todos conhecem o interesse por trás dessa tentativa de enfraquecer o ministro. Jair Bolsonaro sabe muito bem que foi eleito por quem era contra o PT e a favor de Moro. Correm notícias de que Doria teria convidado Moro caso ele deixe o Ministério para ser o secretário da Justiça de São Paulo. Um alerta ao presidente, onde está a carta branca que o senhor prometeu a Moro? Maia, Alcolumbre e Toffoli fizeram o senhor mudar de ideia? O eleitor que não vive de benesses continua apoiando Moro no Ministério e aguardando a aprovação do pacote anticrime.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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SEM MORO

Sem o ministro Sergio Moro, Jair Messias Bolsonaro é só mais um sob suspeição...

A. Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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MUDOU O BRASIL

Da entrevista dada ao Estado pelo ex-senador e ex-governador do Rio Grande do Sul, Pedro Simon (MDB) (‘Existe o risco de o MDB desaparecer’, 18/8, A3), cabe destacar o trecho em que diz: “A Lava Jato é o fato da maior importância na história do Brasil. Tenho quase 70 anos de vida pública. Neste país, o sujeito para ser preso tem de ser condenado em sentença definitiva. Ninguém é, porque prescreve antes. A decisão de prender em segunda instância mudou o Brasil. Mas querem derrubar isso”. A esta altura dos estranhos acontecimentos que miram e tentam minar a Lava Jato e os tubarões já condenados, suas palavras não poderiam soar mais oportunas e contundentes, pois não?

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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ATRASOS

No artigo de Adriana Fernandes, edição 17/8, B5, ela demonstra visão que está escapando ao jornalismo em geral (O pé na jaca do Senado). O que o Legislativo faz é uma vergonha. Ela menciona apenas o Senado, mas a atitude e comportamento tem sido também do Congresso. Nenhuma da duas casas escapa e as presidências de ambas as casas se destacam no boicote ao que o País exige neste momento. Adriana se refere especificamente à vagarosidade do Senado na análise e eventual aprovação da reforma da Previdência. É gritante que isto esteja ocorrendo, mas temos mais. Detendo-nos a este tópico, temos que considerar que estão atrasando o andamento do processo e chantageando o Poder Executivo. Como irresponsavelmente a Câmara deixou de incluir Estados e municípios na reforma, o que foi um crime, agora se tenta remediar, mas temos que observar que a não inclusão de Estados e municípios se deveu a ação covarde e irresponsável dos nove governadores do Nordeste, os mesmos que tentaram obter naquela ocasião mais recursos e que agora outra vez tentam a mesma coisa. Não por coincidência temos por trás de tais tentativas Cid Gomes, lídimo representante do conjunto dos nove governadores. A própria área técnica do Senado, a Instituição Fiscal Independente, está advertindo senadores dos riscos que a não aprovação traz, mas não adianta, a irresponsabilidade e desfaçatez são muito maiores. Até quando teremos tal escória atrasando nosso país? 

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas

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POLÍTICA E RISCOS

A página 2 do Estadão de segunda-feira, 19/8, traz dois artigos importantes, que mostram bem a diversidade de opiniões existente no Brasil (Desmate é o problema, o Inpe é só o mensageiro, José Goldemberg, e A preservação da Amazônia, Denis Lerrer Rosenfield). Qual dessas opiniões é mais legítima? O sr. José Goldemberg é um cientista e, com certeza, tem a sua opinião baseada em fatos, sem tendências políticas. O sr. Denis Lerrer Rosenfield é professor de filosofia com tendências políticas mais à direita. Se o mundo político do Brasil fosse confiável não precisaríamos ter medo do que o professor Rosenfeld preconiza: que a Amazônia corre o risco de algum dia ser encampada pelos países ricos e poluidores. Se o mundo político do Brasil fosse confiável, não teríamos um presidente da República desqualificando o trabalho científico do diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) (além de outras inconsequências). E o mundo político do Brasil é responsabilidade nossa, eleitores. Talvez, algum dia, saibamos escolher melhor os nossos políticos. Até lá vamos ter que ir administrando e digerindo o festival de besteiras que continua assolando o País.

Elisabeth Berlowitz Buny betubuny@uol.com.br

Cotia

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PRESERVAÇÃO AMBIENTAL

A bem da verdade, o presidente Bolsonaro, mesmo durante sua campanha, nunca escondeu que o tema preservação ambiental não só não lhe era familiar, como que tinha sérias aversões a ele. Basta lembrar que em seu nada abalizado critério, o Ibama era apenas uma indústria de multas. Em tendo assumido a Presidência da República, escolheu a dedo Ricardo Salles como ministro do Meio Ambiente. Afinal Salles, como secretário do Meio Ambiente de São Paulo, falsificou um processo de proteção ambiental na área do rio Tietê, já por demais prejudicado pela poluição a que está submetido há anos. Foi condenado à perda de seus direitos políticos por três anos e só pode exercer o cargo enquanto a segunda instância não confirmar a sentença. A origem do seu patrimônio também está sendo investigada pelos órgãos competentes. Enquanto isso, nestes oito meses de governo, o ministro do Meio Ambiente tem se mostrado eficiente em atender aos desejos do presidente. E sei bem qual a diferença entre desejo e plano de governo. Detonou a verba do Fundo do Amazonas, que recebia vultosa contribuição da Noruega e da Alemanha, com acusações infundadas e jamais comprovadas, recebendo ainda o apoio do presidente, que acusou os dois países de práticas também não comprovadas. A situação atingiu tal ponto de disparate que os governadores dos Estados onde a Floresta Amazônica se encontra se reuniram para recompor tal fundo, agora em negociações diretas com os países europeus. Hoje, o Estado publicou artigo professor emérito da USP e ex-reitor, José Goldemberg, sob o título “Desmate é o problema, o Inpe é só o mensageiro”, em defesa do engenheiro Ricardo Galvão, exonerado daquele instituto em um ato insano do presidente, quando da divulgação dos dados do satélite que monitora a Amazônia, que mostram que o desmatamento da Amazônia não só aumentou, como aumentou a velocidade da devastação. Ora, se o ministro do Meio Ambiente vem detonando o Ibama, desde a sua posse, não é preciso ter um QI extraordinário para concluir que tanto as quadrilhas que há anos vêm roubando a madeira da Amazônia, como os grileiros, iriam se aproveitar dessa verdadeira autorização implícita para incrementar os seus crimes. A situação da preservação do meio ambiente chegou a tal ponto que me lembrei da famosa frase, atribuída ao naturalista francês Auguste de Saint-Hilaire, em uma época em que não se existiam defensores agrícolas: “Ou o Brasil acaba com a saúva, ou a saúva acaba com o Brasil”. Se poderemos depositar nossas esperanças na segunda instância da Justiça ou no Congresso Nacional para reverter tal situação só o tempo dirá. Mas o agronegócio já está sentindo a reação dos demais países ante tal disparate, que certamente vai nos custar caro.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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QUEM DENIGRE O PAÍS

O artigo de um cientista do naipe de José Goldemberg coloca no devido lugar as barbaridades ditas pelo presidente da República ao Inpe e ao seu ex-diretor Ricardo Galvão, acusado de estar a serviço de ONGs para denegrir o governo e o País. Com as repercussões negativas destas afirmações presidenciais, é de se perguntar quem realmente está denegrindo o Brasil.

Cesar Araujo cesar.40.araujo@gmail.com

São Paulo

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POSICIONAMENTO

O desmatamento da Amazônia provocado principalmente por invasores deveria merecer do governo federal uma ação condizente para evitar o que está acontecendo. Os posicionamentos do presidente Bolsonaro, porém, levaram a Alemanha a suspender verbas que seriam aplicadas na região.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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FAÇA O QUE DIGO

O professor Denis Lerrer Rosenfield em seu artigo “A Preservação da Amazônia” explana com dados e números insofismáveis nossa política de preservação das matas no Brasil. Enquanto os países europeus condenam a atuação do governo brasileiro, eles não fazem o dever de casa. Nossas leis determinam a preservação ambiental em todas as propriedades rurais – exemplo a ser seguido por aqueles que tanto nos criticam. Em suma, o grande problema envolvido é o agronegócio. O Brasil ocupa hoje o segundo lugar na produção de alimentos e os europeus patinam nessa área, o que causa tanto ciúme e o que fazer para reverter essa situação. Não se pode esquecer as riquezas minerais tão cobiçadas pelos estrangeiros. Diz o velho ditado: faça o que eu mando, mas não faça o que eu faço.

José Olinto Olivotto Soares jolintoos@gmail.com

Bragança Paulista

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ACUSAÇÕES

O mundo desenvolvido mandou um recado ao governo, no seguinte tom, “faça o que nós mandamos e não faça o que fizemos e continuamos a fazer”. A sujeira ambiental teve início na Inglaterra, com a revolução industrial. A Alemanha construiu o maior parque siderúrgico mundial, no vale do Ruhr empesteando o planeta, assim como a  civilizadíssima Noruega que caça baleias, explora petróleo no Ártico e no Mar do Norte e que no ano passado foi a responsável pela maior tragédia ambiental, no Estado do Pará, no projeto Trombetas quando a Hydro Alunorte despejou dejetos de alumínio nos rios da região. O Japão continua matando golfinhos e caçando baleias. Enquanto a França utiliza 52% do seu território para as práticas agrárias, o Brasil que usa apenas 8% para a agricultura e é acusado de não proteger a Amazônia. A população mundial já ultrapassou a casa dos 7 bilhões e continua crescendo, juntamente com a demanda de alimentos, de energia e de tudo mais, portanto a solução está na proposta das Pedras da Geórgia.

J. A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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VENDER A AMAZÔNIA

Se não temos a capacidade de preservar e conservar o pulmão do planeta, a Amazônia, contra desmatamentos, o ideal seria que vendêssemos para os estrangeiros administrarem. Quem sabe por um valor bem elevado. Sairíamos da briga e disputas internacionais e dariamos passo de qualidade na economia nacional.

Yvette Kfouri Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

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CUSTEIO DE UNIVERSIDADES FEDERAIS

Por mais incômodo que pareça aos integrantes da comunidade acadêmica, é interessante o novo formato que o governo federal pretende implantar para o custeio das universidades. Destinar mais recursos às de melhor desempenho em governança, inovação e empregabilidade (MEC estuda mudar distribuição de recursos para universidades federaisEstado 19/8, A11), pode significar levá-las ao encontro da sociedade que, via impostos, as sustentam. É necessário também atualizar os currículos e matérias de acordo com as demandas do mercado globalizado. Certos saberes hoje cultivados são muito específicos e perderam o interesse geral. Eles devem ser substituídos por outros, especialmente os do campo tecnológico. Há muito se critica o divórcio entre universidade e comunidade. É preciso reatar a relação e, ainda, acabar com o regime onde a militância político-ideológica substituiu o ensino. 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br            

São Paulo        

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DISTRIBUIÇÃO DE RECURSOS

A notícia de que o MEC quer definir verba de universidade por desempenho aponta na direção correta ao divulgar que o governo estuda a adoção de critérios objetivos de mensuração de produtividade dos órgãos federais, entre outras medidas que disciplinem a autonomia administrativa de órgãos como as universidades públicas, que não deveriam se prestar a atitudes perdulárias, exigindo mais eficiência de todos. As despesas de custeio cresceram de forma explosiva, enquanto o quadro recessivo não permite ao governo um mínimo alívio fiscal, com novas receitas; ao contrário, a arrecadação tende a diminuir se persistir o cenário atual. Enquanto as despesas crescem e a arrecadação cai, não existe qualquer reengenharia administrativa, além do contingenciamento de recursos destinados a investimentos em infraestrutura. De todos os lados há pressões para manutenção de tudo do jeito que é, o que não é mais possível. O governo deveria propor ao Legislativo, de uma vez por todas, a equiparação dos trabalhadores do serviço público aos da iniciativa privada e programas de demissão voluntária para a diminuição das despesas fixas com pessoal.

Airton Reis Junior areisjr@uol.com.br

São Paulo

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PARA ONDE VAI O DINHEIRO

O presidente Jair Bolsonaro mostrou que tem muita dificuldade para analisar o que é melhor para o País. Ora, contingência recursos para diversas áreas do seu governo, com a explicação de não há dinheiro. A medida impõe limites à produção, à comercialização interna e à importação e exportação de produtos para impulsionar a produção no País. Um exemplo é o contingenciamento de recursos para a educação. Mas, por outro lado, gasta mais de R$ 1,6 milhão para condecorar com medalhas seus seguidores. Esse é o nosso presidente!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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TRANSFERÊNCIA DO COAF

Paulo Guedes, ministro da Economia, transferiu o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para o Banco Central (Mudança do Coaf para Banco Central será assinada nos próximos dias, 17/8). A Medida Provisória que demitiu o presidente da Coaf, indicado pelo ministro da Justiça Sergio Moro, Roberto Leonel, foi assinada pelo ministro da Economia Paulo Guedes. Sua demissão se deu pela insatisfação do presidente Bolsonaro, pois o trabalho da Coaf estava colocando atrás das grades a ratatolândia do Brasil. O Brasil sempre foi assim, não demonstre seu civismo, seja apátrida, seja como a antiga “Lei do Gerson, leve vantagem em tudo”.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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PROVAR INOCÊNCIA

Em mais uma absurda entrevista a partir da cadeia – só no Brasil tal excrescência ocorre – o presidiário Lula da Silva afirmou que, de lá de dentro, demonstrará que o ministro Sergio Moro e o procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol são bandidos. Ora, diante de tal prosopopeia verborrágica, é inevitável a indagação: por que não foi capaz, através de sua caríssima banca de advogados que contou até com ex-integrante da Corte suprema, de provar à sociedade, enquanto ainda não havia sido condenado, que ele não era bandido?

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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INDEXAÇÃO DA ECONOMIA E A INFLAÇÃO

Noticia-se que a Caixa em breve adotará a correção pelo IPCA de seus financiamentos imobiliários (Lançamento de linhas de crédito imobiliário deve ocorrer na próxima semana, diz presidente da Caixa, 15/8). Apesar de no momento parecer a melhor alternativa para o mutuário, convém lembrar que esse sistema, ao invés de reduzir a perniciosa indexação de valores à inflação passada, a aumenta. Desde o Plano Real luta-se para eliminar a indexação da economia, sem sucesso. Esse sistema, que a longo prazo deixa uma enorme incógnita sobre os valores das prestações, somente contribuirá para mais lutas para indexações salariais e de preços. Já está na hora de soluções definitivas como, por exemplo, casar o prazo das captações dos bancos com seus prazos de financiamentos. Fora isso, na hora que a inflação voltar, e em algum momento voltará, pois é cíclica, o sistema quebra. 

Antonio Claudio Lellis Vieira lellisvieira@gmail.com

São Paulo

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MAIS RESPONSABILIDADE PARA ESTADOS

Imprescindível a reforma tributária e na minha opinião com adoção do Imposto Sobre Valor Agregado (IVA) incluindo os três entes federativos com repartição maior para os Estados que, numa reforma de Estado/administrativa, também imprescindível, assumiriam várias competências que hoje são da União. Ministérios mais enxutos seriam competentes para ditar as políticas públicas, legislações, protocolos, e Estados e municípios ficariam encarregados da execução e fiscalização. Como exemplo, não é possível que o Ministério do Meio Ambiente, com 30 fiscais, fiscalize as mineradoras pelo Brasil e governadores lavem as mãos em acidentes como os de Mariana e Brumadinho. Também não me parece eficiente que o Ministério da Educação mantenha escolas e universidades em Estados desenvolvidos como Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Vale também para outras atividades como o desmatamento. 

Victor Raposo victor-raposo@uol.com.br

São Paulo

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COMANDO BUROCRÁTICO CENTRAL

O artigo de Pedro Cavalcanti no Estado (A2, 17/8), A desconstrução da Europa, pauta-se, na idéia de que um comando central burocrático emanado a partir de Bruxelas seria o melhor para todas as nações europeias. Como lembrado no artigo, o começo da idéia de união partiu da França, que propôs à Alemanha e demais países europeus um acordo sobre as reservas de carvão e aço. A idéia de uma administração desses recursos ocorreu em 1950. Gestores procurando otimizar os lucros. Hoje a questão do Brexit está pautada não apenas em lucros, mas em identidade de cada nação europeia. Por um instante, imaginem, todos os países da América do Sul sendo administrados por um grupo burocrático a partir de, digamos, Bariloche. 

Moacir de Vasconcelos Buffo moacirbuffo@gmail.com

Campinas

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DEDUÇÕES COM SAÚDE

Mais ricos recebem 56% das deduções com saúde do IR. A matéria de 18/8 (Estado, B1) informa que os 56% “mais ricos” são os maiores beneficiados com as deduções. Será que os autores acham que a sofrida classe média paga seus custosos planos de saúde por que gosta, por luxo, ostentação, esnobismo? E o que dizer de nós, idosos e aposentados, que a duras penas conseguimos manter um plano de saúde, no intuito de obtermos um pouco de razoável atendimento médico. A saúde e a educação são deveres do Estado, mas todos sabemos que ainda estamos longe disso. 

Afonso H. D. Marques afonsohdmarques@uol.com.br

São Paulo

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TRIBUTAÇÃO MAIOR

Pelo que se vê na mídia, o governo finalmente aceitou que é preciso ajustar a tabela de incidência das alíquotas do IR para Pessoas Físicas, defasada enormemente há muitos anos. Entretanto, como o governo não dá ponto sem nó (a menos que seja do seu interesse), ameaça proibir o abatimento, na renda recebida pelas pessoas a cada ano, de despesas médicas incorridas. Ruim para nós, míseros contribuintes, mas também ruim para o governo, que perde um instrumento eficaz na fiscalização dos rendimentos auferidos pelos médicos. Observe-se que deveria ser papel fundamental de qualquer governo prover serviços decentes de assistência médica – como não o faz, cabe a nós, meros contribuintes, pagar pelo serviço devido, mas não prestado pelo governo. No fundo, isso constitui uma bi-tributação nefasta: sujeitamos-nos a uma das maiores tributações do mundo e ainda temos que pagar por serviços que caberiam ao governo, mas que não são prestados decentemente. Mas essas não são a razões que me levam a apresentar este desabafo. Há uma outra iniquidade nas regras aplicadas no IR para Pessoas Físicas: as parcelas do IR Retido na Fonte não são corrigidas por qualquer taxa durante o ano, mas, se o infeliz do contribuinte estiver sujeito a pagar imposto adicional e parcelar esse pagamento, as parcelas resultantes são, efetivamente, corrigidas à medida que os meses vão passando, levando a que tenhamos que pagar mais.

David Hastings david.hastings.brazil@gmail.com

São Paulo

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REDUÇÃO DE VIDAS

Liberação de armas, aumento de chacinas e de confrontos e agora a eliminação de radares (Após despacho de Bolsonaro, PRF recolhe radares móveis das rodovias, 15/8). Será que o Bolsonaro quer aumentar a renda per capita através da redução das “capitas”?

César Garcia cfmgarcia@gmail.com

São Paulo

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NA CONTRAMÃO

O presidente Jair Bolsonaro, em seu mundinho de inconsequências, agora exige que os radares móveis nas estradas federais sejam retirados, já que, como diz o presidente, servem apenas para arrecadar recursos, com objetivo único de prejudicar o motorista. Aliás, motoristas esses relapsos, que são os mesmos multados pelos radares fixos. Ora, o índice de mortes nas estradas brasileiras vem caindo ano a ano, graças à eficiente utilização do radar fixo e móvel pela polícia rodoviária federal e também estadual. E a vantagem do radar móvel é que pode ser deslocado para locais das estradas que vêm apresentando maior número de acidentes, certamente, repito, praticados por motoristas relapsos. Por que, então, essa insistência do nosso presidente em andar na contramão dos bons resultados de segurança nas estradas para motoristas e passageiros dos veículos, que até a obrigatoriedade do uso de cadeirinha para crianças deseja abolir? Será que mesmo se dizendo cristão não tem apreço pela vida humana? Vai entender...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

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BRASILEIROS EM UNIVERSIDADES PORTUGUESAS

Sobre a matéria Mais quatro universidades portuguesas vão usar o Enem para selecionar alunos, publicada no Estado em 17/8. A reportagem indica que mais universidades lusitanas aceitam o Enem para selecionar alunos. Portugal, um país velho, com baixas taxas de natalidade, caso não tenha mais alunos, terá que diminuir as vagas e encolher universidades, sendo fundamental a vinda de brasileiros, que falam português. Se omite, porém, que estudantes brasileiros têm que pagar “propina”, o nome dado lá às mensalidades, muito superior ao valor cobrado dos portugueses, ajudando a manter o sistema educacional local. Esquece-se, muitas vezes, que Portugal é menor que o Estado de Santa Catarina, com apenas 10,5 milhões de habitantes e que o país tem um estado altamente burocrático, talvez até pior que o brasileiro, sendo que brasileiros nem sempre são bem vistos lá.                      

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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COLETA DE LIXO RECICLÁVEL

Em São Paulo existe coleta de lixo reciclável em poucos bairros da cidade. Na maioria, os lixeiros jogam os sacos verdes e os cinzas no mesmo caminhão, nos três dias por semana em que fazem a coleta. A prefeitura não poderia fazer um escalonamento, por exemplo, um dia por semana o caminhão só recolhe sacos verdes, com lixo reciclável, e nos outros dois só os sacos cinzas, com lixo orgânico? Os caminhões com sacos verdes iriam entregar o lixo numa central para recicladores e os com lixo orgânico para as usinas de compostagem. Os mesmos caminhões, os mesmos funcionários, fazendo um trabalho melhor organizado com o mesmo custo atual, bastando combinar com os munícipes. 

Radoico Câmara Guimarães radoico@gmail.com

São Paulo

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