Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

21 de agosto de 2019 | 03h00

MEIO AMBIENTE

O dia vira noite

Trevas envolveram São Paulo no meio da tarde de ontem. Nuvens baixas e carregadas, associadas com uma frente fria. Mas não só. “Incêndios nada repentinos vindos da floresta”, a milhares de quilômetros, diz o jornal El País, completam o nexo causal do fenômeno nefasto. Queimadas no norte do Brasil, espalhando-se por Acre, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e envolvendo a tríplice fronteira Brasil, Bolívia e Paraguai. Uma Lua alaranjada no sul do País dá o seu recado aos pobres seres que aqui vivem. A maior onda de queimadas dos últimos tempos, provocadas pelo homem ao queimar lixo para derrubar florestas, juntamente com a falta de chuvas há 90 dias. O Inpe denuncia e seu dirigente é demitido pelo “todo-poderoso”. Só o Judiciário pode deter a escalada, mas precisa ser provocado por quem tenha legitimidade. Entre instituições políticas e a vida humana não é necessário refletir muito, até porque o presidente da República está a arrostar de modo contundente a Constituição do Brasil.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

Amazônia

Ao presidente Bolsonaro e ao ministro Ricardo Salles: passei a última semana nas margens do Rio Camaiú, no sudeste do Estado do Amazonas, região do Parque Nacional do Acari. Lamentavelmente, pude constatar a devastação da floresta, um assunto controvertido atualmente. Em pelo menos metade da minha estadia observei o céu enfumaçado, como se fosse uma densa neblina, e senti o odor característico de queimadas. Tão grave quanto isso, constatei ao menos três trilhas abertas por madeireiros que chegavam às margens desse rio. Os brasileiros clamam: deixem as inócuas discussões de lado e salvem a Floresta Amazônica!

SAVÉRIO CRISTÓFARO

scristofaro@uol.com.br

Santo André

GOVERNO BOLSONARO

Os pupilos

Para salvar os pupilos, o presidente Jair Bolsonaro negocia com a situação, com a oposição, com o Supremo Tribunal Federal, abre mão de projetos importantes para a Nação e até patrocina projetos contrários aos princípios republicanos, implicando altas cifras, que, no final, acabam saindo dos bolsos da classe rica, da classe média e, principalmente, da classe pobre, que sofre com o desemprego. Simples assim!

JOSÉ CARLOS ALVES

jcalves@jcalves.net

São Paulo

Bom senso e sabedoria

O presidente Bolsonaro admitiu recuar da indicação do filho Eduardo, deputado federal (PSL-SP), para a embaixada nos EUA. Agirá bem se o fizer. E melhor ainda faria se estimulasse o rápido andamento do inquérito para apurar se o filho Flávio, senador (PSL-RJ), praticou ou não a tal “rachadinha” – apropriação de parcela dos salários de assessores – quando deputado estadual no Rio. Assim poderiam ser desfeitas dúvidas e suspeitas de conchavos do presidente com os outros Poderes em manobras para salvar o “01”.

JOSÉ MARIA LEAL PAES

myguep23@gmail.com

Belém 

Investigação

Com ou sem Coaf, Flávio Bolsonaro tem de ser investigado até as últimas consequências.

ROBERT HALLER

robelisa1@terra.com.br

São Paulo

FINANÇAS PÚBLICAS

Estados atolados em gastos

É seriíssima a questão dos gastos com pessoal e Previdência dos Estados. A irresponsabilidade de sucessivos governos de todos os matizes ideológicos inchou as folhas de pagamento para muito além do suportável. Não bastasse, começa a faltar gente, pois a quantidade de servidores aposentados – em idade e tempo de contribuição muito aquém do adequado – só cresce. Resolver-se-ia grande parte do problema investindo em tecnologia digital, que permite automatizar inúmeras tarefas, desinchando a máquina pública e tornando os processos mais ágeis, previsíveis e confiáveis. Mas a tal máquina é completamente avessa a esse tipo de solução, pois foi concebida e estruturada para operar com uma exorbitância de gente, custe o que custar ao contribuinte.

MARCELO MELGAÇO

melgacocosta@gmail.com

Goiânia 

Debandada do MP

A matéria Previdência provoca ‘debandada’ no MP – que traz a informação de que as carreiras jurídicas estão entre as mais bem remuneradas do serviço público no País, associada a outras informações que dão conta de que os salários do setor público estão acima da média do mercado de trabalho e, dentre estas carreiras públicas, as mais bem pagas são as jurídicas – deveria provocar reflexões sobre como a economia brasileira se tornou cartorial e tendente à improdutividade, uma vez que as carreiras científicas, as engenharias, as acadêmicas e o magistério, que são as que realmente impulsionam a economia para o desenvolvimento, são menos prestigiadas. Até quando o Brasil vai prestigiar mais funções cartoriais, em detrimento das ocupações que poderiam assegurar o desenvolvimento da nossa economia? 

AIRTON REIS JUNIOR

areisjr@uol.com.br

São Paulo

ARGENTINA

Plano C

O Estadão publicou neste último sábado matéria em que um cientista político argentino diz que seu país não tem um plano B relativo ao Mercosul, sugerindo que uma possível saída do bloco isolaria a Argentina no comércio internacional. Ora, existe um plano C. Nesse plano, os kirchneristas poderiam simplesmente replicar os feitos da Venezuela, a luz inspiradora do socialismo do século 21. O caminho escolhido pelo país ao norte foi justamente nacionalizar tudo (afinal, esses capitalistas são uns monstros...) e se isolar do resto do mundo. Parece que em Cuba é algo assim. Aqui, no Brasil, sabemos que as coisas sempre podem piorar. Na Argentina, pelo visto, parece que não. 

OSCAR THOMPSON

oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

EXTRADIÇÃO

Norambuena

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, fez muito bem em extraditar o criminoso, suprassumo da criminalidade esquerdista latino-americana, Maurício Norambuena para o Chile, onde o meliante tem ainda muitas contas a saldar com a Justiça local. Que apodreça nos cárceres de sua terra, pelos muitos crimes que cometeu lá também. Criminoso é criminoso, com ou sem ideologia.

ULF HERMANN MONDL

hermannxx@yahoo.com.br

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EXÉRCITO EM CRISE

Num país com a economia em ponto morto há tempos, sem tração, num cenário desolador de mais de 25 milhões (!) de desempregados, subempregados e desalentados, soa deveras preocupante a notícia de que o Exército terá de cortar na própria carne nada menos que 1/3 do total de recrutas (25 mil pessoas), além de fazer apenas meio expediente por absoluta falta de verbas em razão do contingenciamento de recursos. Acrescente-se a este quadro sombrio o gravíssimo fato de que em caso de necessidade e força maior, o Exército brasileiro não conseguirá atender a pedidos para o emprego da tropa em situações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Com efeito, quando a penúria financeira chega à porta dos quartéis, sobretudo num governo de viés verde-oliva e amarelo, pondo em risco a segurança nacional, é hora de ajoelhar e rezar. A que ponto chegamos!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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MEIO EXPEDIENTE

Por falta de dinheiro, o Exército Brasileiro (EB), a quem cabe defender as instituições, vai trabalhar em meio expediente. E pensar que, com um adiposo e superestimado orçamento, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), aos quais cabe defender a Constituição, se prestam a trabalhar em expediente incerto por apenas dois dias na semana, desfrutando religiosamente de longos recessos, férias regulamentares, generosos vencimentos, lagostas e vinhos premiados. Quanto ao EB e demais Forças Armadas, não há qualquer dúvida de que nossas operosas e obedientes tropas enfrentarão todas as vicissitudes para honrar o seu dever constitucional com o sacrifício da própria vida, apesar da limitação orçamentária. Dissertando sobre o mesmo tema, por economia orçamentária e estabilidade jurídica, a sociedade e o Tesouro agradecerão se a perdulária Corte Suprema, em sacrifício, conceder licença não remunerada aos seus membros durante todo o ano civil. Seguramente, a Constituição não sentirá falta da proteção do STF e a ordem republicana não será ofendida.

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro


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SIGILO NO SENADO

A luta do senador Davi Alcolumbre para manter o sigilo das notas fiscais com despesas pessoais, relatada na edição de O Estado de S. Paulo de domingo (Alcolumbre age contra publicidade de gastos, 18/8, A4), é uma vergonha, o que demonstra que neste mato tem coelho e muitos bichos mais.

Aloisio Pedro Novelli celnovelli@terra.com.br

Marília


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QUE DUPLAS!

Diante da manchete do Estado de domingo (Presidente do Senado briga na Justiça para manter sigilo de gastos, 18/8), temos que nos precaver. Da dupla Davi e Botafogo muitas surpresas ainda virão. Só não vê quem não quer. Parece que essa dupla tem como produtores outra dupla sensacional: Renan e Jucá. E o Brasil que se estoure.

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas


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POR QUÊ?

“Davi Alcolumbre age contra publicidade de gastos.” Por que será?

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo


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MAL ACOSTUMADO

O sr. Davi Alcolumbre, presidente do Senado, gastou do nosso dinheiro R$ 520 mil em aluguel de carro de 2010 a 2013 – isso como deputado federal. Pelas minhas contas, daria para comprar dez carros populares, que, inclusive, após seu mandato poderiam ser doados a alguma organização necessitada. Imaginem, agora, como senador da República?

Nelson Cepeda fazoka@me.com

São Paulo


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PÉ NA JACA

Matéria da jornalista Adriana Fernandes do dia 17/9 (sábado) nos informou que o Senado está empacando a reforma da Previdência para garantir mais recursos para seus Estados (O pé na jaca do Senado)! Senhores senadores, é preciso lembrá-los de que o nosso país está parado? Muitas empresas estão fechando as portas e há 14 milhões de desempregados. Suas excelências não têm pressa porque seus salários, suas verbas de gabinete e seus reembolsos médicos e odontológicos são pagos em dia!

Cleo Aidar cleoaidar@hotmail.com

São Paulo


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ABUSO

Por incrível coincidência, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes será o relator sobre recurso contra a lei de abuso de autoridade, que foi aprovada na semana passada na Câmara dos Deputados. Logo ele, que é o exemplo mais transparente de autoridade abusiva.

Luiz Frid  luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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CLÍMAX

O projeto mal intencionado sobre abuso de autoridade, aprovado na semana passada pela Câmara dos Deputados, anuncia que o império da impunidade chegou ao clímax. Disfarçados de deputados ou senadores, os fora da lei querem dar voz de prisão, em nome da lei, aos defensores da lei.

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo


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VALE PARA O STF?

Com a Lei de Abuso de Autoridade, aprovada pela Câmara, sendo sancionada pelo presidente da República, poderá um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) que manda soltar bandidos ou age indevidamente, monocraticamente, ser enquadrado nela?

Carlos Leonel Imenes leonelzucaimenes@gmail.com

São Paulo


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ABUSADOS

O verdadeiro abuso de autoridade foi esta lei esdrúxula aprovada pela Câmara que mais uma vez passa a mão na cabeça dos corruptos. Com o Ministério Público sendo enfraquecido, como querem, é apenas mais um enorme passo atrás que a Nação dará! Veta, presidente!

Rodrigo Echeverria rodecheverria73@hotmail.com

São Paulo


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CANALHICE

O projeto que visa a minar a Lava Jato deve ser vetado pelo presidente. É um acinte à sociedade de bem, onde os bandidos querem calar o xerife! Canalhas!

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz


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ABUSO DE AUTORIDADE

Veta tudo já!

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba


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A QUEM INTERESSA?

A lei de abuso de autoridade só interessa a criminosos. Isso está mais claro que a luz do sol. E por que esta lei foi votada em regime de urgência? É muito fácil de explicar. O cerco está se apertando contra os criminosos e o ministro Sérgio Moro e a Operação Lava Jato se aproximando cada vez mais dos malfeitores que, de uma maneira ou de outra, sangraram os cofres do País e não querem ser punidos. É só verificar quais os deputados e os partidos fecharam questão em torno desta lei, seus malfeitos e você entenderá o apoio a ela. Quem é sério quer punição, e quem não é quer impunidade. O Brasil quer apuração severa contra a corrupção, a prisão dos criminosos e a devolução do dinheiro público desviado. Disso o Brasil e os brasileiros não abrem mão. O cidadão decente deste país espera que o presidente Bolsonaro vete esta imoralidade e a tentativa clara de delinquentes se safarem das garras da lei.

Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo


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BRASIL INCONSCIENTE E CAÓTICO

O leitor sr. Vilson Soares (Fórum dos Leitores, 17/8) indagou sobre tanta pressa para votar o “abuso de autoridade”, vontade acabar com a Lava Jato, não acabar com foro privilegiado, não votar a lei anticrime. Ora, está evidente. São os corruptos protegidos encastelados na política tentando, sim, acabar com a Lava Jato e escapar de justas punições. Os bandidos estão ainda com poder. Como retirá-los, por exemplo, do Congresso, se a mídia os tolera, quando não os apoia com matérias sofistas? Por outro lado, o presidente da República se defende de tentativas, suportadas pela mídia aparelhada, de denegrir a imagem de sua família. Mas ele também promove uma novela desnecessária e incompreensível de promover um filho a embaixador.  Incompreensível de fato são as atitudes irresponsáveis do presidente em relação ao desmatamento da Amazônia – e do Cerrado. Chega a desprezar financiamentos voluntários de outros países. Trata-se de uma maluquice inédita.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo


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CONFIANÇA

Infelizmente, a nossa Corte Suprema não desfruta da confiança da sociedade. Suas recentes decisões monocráticas visando ao beneficiamento de aliados dos togados em investigações da Receita Federal, as procrastinações e eventuais prescrições de processos envolvendo poderosos corruptos, muitas vezes ligados às respectivas nomeações, contrariamente às celeridades, sem justificativa aparente, dos julgamentos de incontáveis recursos interpostos pela defesa de outros, como, por exemplo, do presidiário Lula da Silva, e os arranhões cometidos por alguns dos seus integrantes no texto da Constituição federal – cuja guarda lhe cabe – formam uma fonte de intranquilidade jurídica, quando o nobre papel do órgão na vida nacional deveria ser o de apaziguar e harmonizar os conflitos legais através da imparcialidade de seus integrantes. Difícil de prever para onde tais tendências, a prosseguirem, convergirão. Que seja no sentido de corrigir tais deformidades. Caso contrário, pode ser atingido um estado indesejável de desconstrução da própria Justiça brasileira.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro


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ABUSO DE PODER

É incrível como o maior país do Hemisfério Sul se encontra refém da vilania da democracia tupiniquim construída durante os 130 anos de República bananeira. Recentemente, Dias Toffoli se declarou, inconstitucionalmente, poder moderador, acreditando que vamos ficar calados. É chegado o momento de o poder maior, que é o poder do povo, acabar com a pantomima e colocar todos no seu devido lugar. Em 7 de setembro, às margens do Ipiranga, se ouvirá o grito retumbante: “Respeito ao povo ou revolução de novo”. Fora piratas do STF!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo


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‘QUEM MANDA SOU EU!’

Mostrando toda sua verve, o presidente Jair Bolsonaro disse em alto e bom som que quem manda é ele. Imediatamente, mandou acabar com os radares, com as cadeirinhas, com o horário de verão, mandou acabar com os poderes da Receita Federal e da Polícia Federal, mandou aumentar para 40 pontos na CNH, mandou dar armas ao povo, apoia a “rachadinha” e a “embaixada” para seus filhotes, dentre outras providencias de total “interesse do País”. Afinal, mostrou que não é um presidente “banana”, como já disse. Ufa!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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MELODRAMA

Um dos assuntos mais impertinente que ora se discute no Brasil é a indicação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para embaixador em Washington (EUA). Pelo amor de Deus, gente, embaixador é simplesmente ser um representante de um Estado junto de outro Estado ou organismo internacional. Não é um cargo como um presidente de um país, que requer alto conhecimento em ciências política e administrativa. Podemos citar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi presidente por dois mandatos consecutivos sem preencher nenhum desses requisitos. Até o deputado Tiririca poderia ter sido indicado para embaixador. Existem, atualmente, assuntos mais relevantes do que a embaixada nos EUA. Vamos deixar este melodrama de lado e tratar do que realmente interessa para o Brasil. Por exemplo, os 13 milhões de desempregos, a reforma tributária ou até podemos falar do patrimônio adquirido pelos filhos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Valdy Callado valdypinto@hotmail.com

São Paulo


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CALÍGULA

Por que será que Bolsonaro, ao tentar a nomeação de seu filho para a embaixada dos EUA, me traz à lembrança o imperador Calígula e seu cavalo Incitatus?

Heleo Pohlmann Braga heleo.braga@hotmail.com

Ribeirão Preto


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NEPOTISMO

Qual a necessidade do parecer elaborado pela Consultoria Legislativa do Senado, com base em entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), a qual diz que a indicação do deputado Eduardo Bolsonaro para a embaixada do Brasil nos EUA configura nepotismo? Além de ser óbvio e horripilante, querem, como sempre, nos enfiar uma batata quente goela abaixo, né não?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo


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LUZ PRÓPRIA

Sobre a matéria Cidadania pede ao STF que barre Eduardo Bolsonaro embaixador nos EUA, publicada no Estadãoem 12/8, eis uma interpretação equivocada do que seria nepotismo, no caso da indicação de Eduardo Bolsonaro como embaixador nos EUA, pois este valeria se um filho não tivesse conquistado nada na vida, sendo assim diretamente beneficiado e dependente do pai. Mas os filhos do presidente Jair Bolsonaro são maiores e têm luz própria, pois conquistaram via ação política mandatos eleitorais, portanto não estariam na situação de beneficiários do nepotismo, que seriam pessoas sem nenhuma luz própria. O partido “cidadania”, insignificante sigla política, tenta com a ação hipócrita na Justiça ganhar alguma projeção, que seus políticos até agora não conseguiram.                 

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)


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DIPLOMACIA

Diplomacia é o exercício da sabedoria. É o pai saber tirar o doce de uma criança e ela ainda agradecer, abraçar e beijar. Na nossa cabeça utópica, o presidente da República ideal, além de patriota, seria refinado, sóbrio e comedido. Sem dar palmadas, convencer o filho de que ser chapeiro e falar inglês não o credenciam para ser embaixador, ainda mais nos Estados Unidos. É saber que, mesmo a Amazônia sendo destruída a olhos vistos, convencer os beneméritos a dobrar a doação para mantê-la, pedir desculpas e informar que os devastadores serão identificados e punidos. Com o Brasil de pires na mão, 13 milhões de desempregados e caóticas as obrigações básicas, não podemos afugentar os beneméritos com ofensas nem atender ao capricho do filho de nomeá-lo embaixador. Foi preciso reduzir a dotação de alguns ministérios, mas, quando o certo, em razão da grave situação, seria diminuir ou cancelar o Fundo Partidário, em vez de mais que dobrá-lo (de R$ 1,7 bilhão para R$ 3,7 bilhões). Chega de trapalhadas.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)


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INÉPCIA GOVERNAMENTAL

Salvo as antropófagas, 300 presidiários mortos em três anos, no Pará presos decapitados, no Amazonas, obrigados a recolherem olhos de mortos, em Roraima, corações arrancados, as tribos primitivas não faziam isso. O extremo, por si, leva nosso país ao pior do mundo para viver. E sem governo, preocupado com uma extradição cujo episódio nem a própria vítima quer relembrar. O “impeachment” cabe também a quem não cumpre seus deveres, que são indissociáveis não ao desenvolvimento de uma nação, mas à sua sobrevivência básica.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo


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A REALIDADE SE IMPÕE

O brutal aumento no desmatamento ficou claro com as nuvens de fumaça das queimadas cobrindo boa parte do País na segunda-feira. Nunca o Brasil teve um presidente da República tão determinado a acabar com o verde da nossa bandeira. Jair Bolsonaro elegeu o meio ambiente como o inimigo número um, o obstáculo que tem de ser eliminado para o crescimento do País. O agronegócio em peso está repudiando a fúria destruidora do presidente da República e o mundo civilizado está se afastando do Brasil como quem se afasta de um cão raivoso, mas até agora Bolsonaro não deu qualquer sinal de mudar sua atitude irracional, injustificável e completamente contraproducente na questão ambiental. O Brasil espera que os tantos generais do governo não se acovardem e cumpram o seu dever de proteger o verde da nossa Bandeira.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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CIÊNCIA

A desconsideração dos políticos brasileiros e internacionais com o conhecimento técnico e científico pode ser uma das causas das desavenças relacionadas ao desmatamento da Amazônia. Não se trata de ideologia, tanto que Lula e Bolsonaro se unem para se defender das críticas sobre esta matéria. O desconhecimento e a desvalorização do conhecimento sobre Biologia, Física, Ecologia, pedologia, botânica, engenharia agronômica e ramos da Matemática são a causa fundamental da cizânia que se instalou na política internacional. Bolsonaro está certo em não permitir a intromissão dos estrangeiros no território nacional, mas está equivocado em não ser bem assessorado técnica e cientificamente nesta questão. Vários cientistas brasileiros pós-doutorados poderiam formar uma equipe especializada para visitar periodicamente a Amazônia e produzir relatórios sobre as incursões de campo e balizar o governo para demonstrarmos nossa capacidade de tratar este assunto sem interferência estrangeira.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro


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O VALOR DO SILÊNCIO

Inacreditável a grita da mídia, ao defender com unhas e dentes o neocolonialismo despudoradamente exercido pela Europa com relação à Amazônia. Se fosse um governo de esquerda, a reação tomada pelo atual governo seria alvo de infindáveis loas. Se fosse o contrário, e Bolsonaro assentisse com os ricos do Norte, seria implacavelmente tachado de entreguista, traidor, etc. Mas como reagiu à altura, foi igualmente linchado sem dó nem piedade. Não importa o que ele faça, a ordem é execrá-lo o máximo possível! Aliás, ele mesmo contribui para a faina de seus inimigos, com sua acintosa e desarrazoada verborragia. Aprenda o valor do silêncio, senhor presidente!

Nei Gravina Job neigravina@gmail.com

Rio de Janeiro


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ÔNIBUS SEQUESTRADO

Não há dúvida de que a ação do sniper no sequestro na Ponte Rio-Niterói foi legítima, mas é preciso avisar ao governador Wilson Witzel, que pulou de um helicóptero à la Rambo, socando o ar, que não se comemora a morte de ninguém, afinal não tivemos um desfecho propriamente feliz. Faltaram-lhe compostura, equilíbrio e reflexão sobre o episódio, o que não significa, de maneira alguma, aprovar a iniciativa do bandido.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)


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OS INDÍGENAS E A LEI

Após exumação do corpo, a Polícia Federal constatou que a morte do cacique Wajãpi foi por afogamento, não havendo perfurações no corpo. A versão dada pelo conselho das aldeias locais era de que ele teria sido assassinado por garimpeiros invasores fortemente armados. Minha pergunta: os indígenas estão sujeitos à mesma lei que eu, ou seja, penalização por falso testemunho? Ou são livres para inventarem qualquer versão?

Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo


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INFORMAÇÃO ERRADA?

Segundo praticamente toda a grande mídia informou, o cacique teria sido assassinado. Agora, após exumação e laudo preliminar, vem a pequena nota: laudo descarta assassinato de cacique no AP. Simples assim! Para quem trabalha a tal imprensa que passa informações erradas e tendenciosas?

Aparecido J. G. Silva ajgs@uol.com.br

Santana de Parnaíba


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CRÉDITOS CONTA DE LUZ

Se o contribuinte tem direitos sobre devoluções de valores pagos a maior, qual a razão de ele não receber nas contas do mês em créditos, evitando assim até ações coletivas? A maioria da população não sabe como fazer para receber o que é de direito dela. A burocracia nunca irá acabar neste país.

Ariovaldo J. Geraissate ari.bebidas@terra.com.br

São Paulo

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