Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

22 de agosto de 2019 | 03h00

GOVERNO BOLSONARO

Erros crassos

Para evitar uma possível volta da esquerda ao poder, mais especificamente o PT, disse uma vez o atual presidente da República: “Não podemos errar”. Mas a realidade é implacável e mostra seguidos erros crassos do chefe do Poder Executivo. Vemos o de proteger possíveis falcatruas de seu filho Flávio Bolsonaro, nem que para isso tenha de agredir a independência de instituições republicanas, como o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), a Receita Federal e a Procuradoria-Geral da República, sob o beneplácito de um provável acordão informal com eminências nefastas de outros Poderes. Vemos o de prometer embaixada importante ao inexperiente Eduardo Bolsonaro, indagando, na caradura, por que não poderia dar-lhe filé mignon. Enquanto isso, a crise econômica assola o País, com milhões de brasileiros desempregados, que nem carne de pescoço têm para comer. Mas nos devaneios de Jair Messias Bolsonaro “não há fome no Brasil”... De tantos erros cometidos pelos Bolsonaros, parece-nos que eles, e não somente o PT, configuram realmente um estelionato eleitoral já que prometeram, mas não combatem a corrupção.

JOSÉ EDUARDO ZAMBON ELIAS

zambonelias@hotmail.com

Marília

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Nepotismo

O Coaf informou ao Ministério Público as movimentações financeiras de Flávio Bolsonaro e de outros deputados estaduais do Rio de Janeiro, além de seu agregado Fabrício Queiroz, como manda a lei. O presidente da República, então, convocou o presidente do Supremo Tribunal para advogar por seu filho e ainda transformou o Coaf em Unidade de Inteligência Financeira (UIF) no Banco Central. Tudo pelo “01”. Outro filho, o Eduardo, quer ser embaixador em Washington, então Jair Bolsonaro atropela a hierarquia da carreira diplomática do Itamaraty para satisfazer o capricho do “03”. Carlos mantém a comunicação palaciana em permanente tensão, com suas teorias conspiratórias e atitudes belicosas para com os pacientes generais do Planalto. Ninguém segura o “02”! Isso não é nem nepotismo, é filhotismo explícito.

PAULO SERGIO ARISI

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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Casa arrumada

O então candidato Jair Bolsonaro, em campanha eleitoral, disse que iria arrumar a casa. E está cumprindo a promessa, arrumando a casa para os filhos!

FLÁVIO CESAR PIGARI

flávio.pigari@gmail.com

Jales

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BNDES

O editorial do Estado O uso político do BNDES (21/8, A3) desnuda a hipocrisia de Jair Bolsonaro quando trata de questões relacionadas ao banco de financiamento público. Eu acrescentaria as seguintes reflexões: já que, na opinião do presidente, houve ilegalidade na concessão de empréstimo ao apresentador Luciano Huck, Sua Excelência enviará denúncia ao Ministério Público e à Polícia Federal, acompanhada de provas ou indícios, para a devida apuração? Ou, em vez disso, continuará abrindo a tal “caixa-preta” do BNDES a conta-gotas, apenas para atingir desafetos? Divulgar dados sigilosos do banco, com fins escusos, não seria desvio de finalidade? Será que elegemos uma espécie de criança mimada para a Presidência da República?

THIAGO VINÍCIUS DE C. SOARES

carvalhosoares@outlook.com

Itatiba

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Desserviço

Claro que a maioria da população não tem ideia de como funciona a economia do País, presidente. Nem do que foi feito (e como) para dinamizá-la pelos governos que o antecederam. E como confessou publicamente, o senhor também não! O problema é quando a maior autoridade do País confunde consequências com causas – vendo culpados onde não há culpa –, mesmo que por ignorância (não me atrevo a imaginar que seja proposital), e acaba prestando um desserviço à Nação, pondo sob suspeição quem praticou atos corretos, ao distorcer a realidade dos fatos. Sugiro que antes de falar sobre qualquer aspecto da economia peça um levantamento do assunto ao seu “posto Ipiranga”. No caso do financiamento de aviões montados pela Embraer, com recursos subsidiados, para clientes finais (no País ou no exterior!), saberia que “o buraco é muito mais fundo” e a empresa só se tornou o que é hoje graças ao Tesouro Nacional. Não é correto atribuir culpa aos que se utilizaram de uma política de Estado – que vigorou por décadas e da qual as instituições financeiras do governo (BNDES e BB) foram meras executoras – para que os aviões da Embraer pudessem ser vendidos. Com todo o respeito...

JORGE R. S. ALVES

jorgersalves@gmail.com

Jaú

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Privatizações

Que o Brasil é um país difícil de ser governado, disso ninguém tem dúvida, porém o anúncio pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, da lista de 17 empresas que deverão ser privatizadas pelo governo é uma ótima notícia, que foi dada em evento com empresários em São Paulo. A fusão da Embraer com a Boeing é um exemplo e tanto de sucesso para a programação de privatizações. Oxalá o ministro seja bem-sucedido, o Brasil agradecerá.

EDGARD GOBBI

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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Combate ao crime

O presidente Bolsonaro deve atender à sugestão do ministro da Justiça, Sergio Moro, de vetar nove pontos da recém-aprovada Lei de Abuso da Autoridade. Abuso foi a votação dessa lei na Câmara dos Deputados, que claramente visa a atrapalhar investigações contra a classe política. É uma total inversão de valores, punindo e colocando sob suspeição quem combate o crime.

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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Ciumeira

O despreparado presidente Jair Bolsonaro comete grande injustiça com seu mais elogiado ministro, o correto Sergio Moro. Quando a oposição quer destituí-lo com medo de ele continuar com seu prestígio Brasil afora, o presidente defende-o sem entusiasmo e motivação. Será que Bolsonaro também tem medo de ser derrotado por ele na próxima eleição?

ROBERTO ANGELINA

cardosohungria@gmail.com

Itapetininga

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NINHO TUCANO

Expulsão

Eleitor do PSDB, estou decepcionado com a atitude de alguns dirigentes do partido que desejam a expulsão do deputado, ex-governador e ex-senador Aécio Neves, considerando que ele ainda não foi julgado. E, claro, muito menos condenado pela Justiça.

JOÃO FARAH

jf@citycon.com.br

São Paulo

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“Aquele que trai e fere os amigos e agregados, além de terminar só, caminha no escuro da insatisfação e no labirinto das dúvidas”

JOSÉ CARLOS DE CARVALHO CARNEIRO / RIO CLARO, SOBRE AS ATITUDES POLÊMICAS E CONTESTÁVEIS DO PRESIDENTE

josecarlosdecarvalhocarneiro@gmail.com

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 “Lula e Palocci presos, Mantega e Pimentel condenados, Dilma ré. E agora, para coroar, Haddad condenado a quatro anos de reclusão. É o PT em estado terminal”

EUGÊNIO JOSÉ ALATI / CAMPINAS, SOBRE OS VÁRIOS PROCESSOS POR CORRUPÇÃO CONTRA MEMBROS DO PARTIDO

eugenioalati13@gmail.com

OS ONZE

Irretocável a visão de Almir Pazzianotto Pinto em seu artigo Os onze – poder e soberba (Estado, 20/8, A2), onde descreve o respeito que o Supremo Tribunal Federal (STF) conquistou no passado e ao que foi reduzido nos dias atuais, em que cada um dos ministros, tomados de uma vaidade sem limites aliada a uma soberba quase doentia, reduziu o tribunal, que por ofício deveria ser o guardião da Constituição, a defensor de interesses próprios e de transgressores amigos, cuja indicação para o cargo tornou seus membros reféns de uma gratidão eterna. Eu acrescentaria ao comentário do colunista que a atual composição da corte chegou a tal ponto em sua leniência com corruptos e transgressores que atualmente duas facções criminosas, PCC e Comando Vermelho, através do “Instituto Anjos da Liberdade”, entraram no STF com três arguições de descumprimento de preceito fundamental contra o ministro Sergio Moro para contestar suas decisões a favor da justiça, da lei e da ordem. Como lembrou Almir Pazzianotto, não é esse Supremo que o povo aspira e a Constituição recomenda. Paulo R Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo  

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LEGITIMIDADE DAS LEIS E A CONSTITUIÇÃO

Os artigos de Fernão Lara Mesquita me fazem ter ainda mais repulsa pela nossa Constituição “Cidadã”. Do último, trago os seguintes excertos: “cumprir as leis que nos ditam implica, em primeiro lugar, a impunidade absoluta de quem as dita” e “o povo acostumou-se ao papel de ‘Geni’ da privilegiatura, que pode ‘montá-lo’ como bem entender” (Da ilegitimidade das nossas leis, Estado, 20/8, A2). As nossas leis impõem ao povo uma carga de impostos que faria desancar uma mula, com a justificativa de, conforme consta na Carta, retornar-lhe educação, saúde, lazer, segurança etc. Mas sabemos que tudo não passa de artifícios para sustentar a boa vida dos legisladores e da privilegiatura, definição perfeita de Mesquita para uma certa classe de nababos. Na verdade, sabemos nós que lemos jornal, que nos informamos, pois a grande maioria é “montada” passivamente, não tendo a instrução, o conhecimento e o discernimento necessários para contestar. Isso, claro, também não é obra do acaso – manter as pessoas na ignorância é a forma mais eficaz de tê-las sob controle. Como a educação leva décadas para se consolidar e estamos no fundo do poço neste quesito, os poucos donos do País ainda irão se refestelar por muito tempo.

Marcelo Melgaço melgacocosta@gmail.com

Goiânia

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SOBE À CABEÇA

Cumprimento os articulistas Fernão Lara Mesquita e Almir Pazzianotto Pinto pelos artigos Da ilegitimidade das nossas leis e Os onze – poder e soberba (Estado, 20/8, A2). Esplêndidos trabalhos que mostram com uma clareza didática o mal que faz o poder que sobe à cabeça de autoridades dos Três Poderes em nossa pobre e mal representativa democracia. 

Luiz Calejon luizcalejon@terra.com.br

Catanduva

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MODO DE FALAR DO PRESIDENTE

Ao ser perguntado, em entrevista ao Estado, se Jair Bolsonaro exagera na forma como fala, o vice-presidente Hamilton Mourão respondeu: “Ele vai se expressar com a linguagem dele, usando sujeito, verbo e predicado” (Mourão: ‘Estou apenas cuidando do meu quadrado’, 21/8, A4). Está certo. Entretanto, para uma resposta mais completa, precisaria acrescentar a estes termos essenciais os frequentes e desnecessários adjetivos grotescos e escatológicos. Quanto a não “esperar que ele vá tecer comparações pensando em grandes mestres da filosofia”, bem, se for para seguir o exemplo de alguns de seus ministros, que ao evocar grandes filósofos para justificar ideias e ações produziram efeitos nada menos que desastrosos, talvez seja bom mesmo que o presidente evite fazer mau uso de conceitos filosóficos nobres e essenciais. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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NÃO ESTAMOS ACOSTUMADOS

Por que estranhamos os verbetes do Bolsonaro? Eu respondo: não estamos acostumados com a verdade. Nos governos anteriores era comum falar uma coisa e na calada da noite praticar outra, lembrando que elegemos o presidente exatamente pela sua franqueza. Assim sendo, quero lembrar a máxima do Guzzo: é muito difícil fazer neste Brasil, porém o mais difícil é desfazer.

Ivan Bertazzo bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

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‘QUEM MANDA SOU EU’

Ao interferir e constranger indevidamente importantes órgãos de controle e investigação, como a Polícia Federal e a Receita Federal, o presidente Bolsonaro viola clara e indevidamente o princípio constitucional da impessoalidade. Como se sabe, a diferença básica entre o Estado Democrático de Direito e a ditadura é que no primeiro vale o poder da Carta Magna, enquanto que na segunda, o poder do grito “quem manda sou eu” (16/8). A propósito, nunca é demais repetir que a força do direito deve sempre superar o direito da força. Ditadura nunca mais, basta. 

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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INTERESSES POLÍTICOS

Filho de servidor da Receita Federal, temos sempre em mente o grande vigor no trabalho de todos quantos militam no órgão arrecadador, dispensando, pois, intervenções como as feitas por Bolsonaro, visando interesses políticos e próprios. Especialmente porque a quase totalidade submeteu-se a duros concursos públicos e não teve o quem indica (QI), próprio de certos políticos apegados a seus agregados. Coisa feia!

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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DINAMITAR A BASE

Comprovada a incompetência do PT. Com o fim do Coaf os Bolsonaros conseguem, em apenas 8 meses, o que o PT não conseguiu em 13 anos: dinamitar a base da Lava Jato (Transparência alerta para ‘instabilidade’ no Coaf, agora UIF, Estado, 20/8). Claro, com a imprescindível colaboração do Supremo e do Congresso.

Antonio Carlos Gomes da Silva acarlosgs@uol.com.br

São Paulo

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ANÁLISES DESAGRADÁVEIS

Infelizmente, pois não é isso que gostaríamos de fazer, somos forçados a tecer comentários que não nos agradam a respeito do nosso excelentíssimo presidente Jair Bolsonaro, enquanto ele se preocupa e dedica seu precioso tempo com assuntos como a Polícia Federal, Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), a imposição que seu filho Eduardo venha a ocupar o posto de embaixador nos EUA, a criação, abusivamente, de mais um imposto, reeditando a CPMF, aparição em estádios acompanhando jogos do Palmeiras, a preocupação com o candidato à presidência da Argentina que ninguém sabe se será eleito, disseminando pelos quatro cantos do Brasil que aqui quem manda é ele, atitude que mais parece uma autoafirmação, dando entrevistas mal formalizadas e provocando tumultos. Fazemos um rápido perfil atual de nossa situação: o País, junto à sua população, lamentavelmente continua na mesma situação que estava antes e se nada for feito, continuará no mesmo estado no futuro. Ou seja, sem saúde, sem segurança, sem educação, sem transportes e um índice de desemprego altamente preocupante por falta de perspectivas. O ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, manifestou-se ao ser exonerado, pois evidente não o poderia afirmar antes, dizendo: “Bolsonaro atira pelas costas nos seus soldados” (Estado, 18/8). Como também que Bolsonaro vai terminar o governo isolado se continuar com seu método atual de governar.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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CARTA BRANCA

Alguém precisa informar ao presidente Jair Bolsonaro que, apesar de ter sido eleito com mais de 57 milhões de votos, isso não lhe dá o direito de fazer e desfazer o que bem entende, como diariamente é publicado nos jornais. Bolsonaro, respeite o povo que o elegeu e deixe de lado seus rompantes, afinal você não tem “carta branca” para agir dessa maneira. Menos presidente! 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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SÓ QUANDO TERMINAM

No Brasil, um “governo” só começa quando terminam conluios, trambiques, conchavos e maracutaias. O de Bolsonaro não é diferente...

A. Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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QUEM SERIA O ‘CULPADO’ DA VEZ?

Poderíamos ter elegido à Presidência da República Janguinho, ou Eymael, ou Vera Salgado, ou Boulos, ou Alvaro Dias, ou Marina Silva, ou Henrique Meirelles, ou Daciolo, ou Amoêdo, ou Alckmin, ou Ciro, ou Haddad. Preferimos o Bolsonaro. Se Bolsonaro não tivesse ganhado a eleição, quem seria o “culpado” da vez?

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo

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FUNDO ELEITORAL

O PSL receberá R$ 479 milhões, o PT R$ 463 milhões, o MDB R$ 329 milhões e o PSDB R$ 297 milhões. Somente esses quatro partidos serão beneficiados com R$ 1,568 trilhão. Teoricamente todo esse dinheiro será utilizado para custear as campanhas eleitorais dos nobres parlamentares que nos representarão. Quanta cortesia os contribuintes brasileiros dispensam aos políticos. Estamos financiando este absurdo sabendo que esses recursos são utilizados das maneiras mais ilícitas possíveis e imagináveis. O antigo modelo de se fazer política, que financia essa bandalheira, precisa acabar o quanto antes. O Brasil não suporta mais tanta deslealdade.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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RECUAR DA INDICAÇÃO

Tem completa razão o presidente da Comissão de Relações Exteriores no Senado, Nelsinho Trad (PSD-MS) em, no mesmo dia em que Jair Bolsonaro sinalizou a possibilidade de desistir da indicação para ocupar a Embaixada de Washington do seu filho Eduardo, dizer: “Acho que agora não é mais possível o governo recuar (da indicação). Isso, sim, seria pior que uma derrota. Tem de seguir em frente e vencer” (Estado, 21/8, A4). Sábias palavras. Elas evitarão que o presidente caia no ditado popular: pior a emenda do que o soneto.

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

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REFLEXO

A indicação do deputado Eduardo Bolsonaro para ocupar o cargo de Embaixador do Brasil nos Estados Unidos é um nepotismo declarado. E pelo visto, diante da insegurança em relação a aprovação da proposta no Senado, o atual presidente pode  retirar o nome. Mas o indicado insiste. É uma situação que por certo tem reflexos no nosso conceito como nação importante.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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QUANTO CUSTARÁ?

Quanto custará a embaixada nos EUA? A mídia informa que o presidente Bolsonaro pagará qualquer preço para que senadores aprovem seu filho para embaixador nos EUA. Não ele, mas o País seria a informação correta. É a dura realidade, pois a politicalha do Senado, como em geral funciona em nosso triste mundo, aprovará a indicação desde que em troca receba cargos e verbas para aplicar em seus domínios eleitorais e ainda assim sejam gordas o suficiente para que parte seja desviada para seus bolsos, enquanto o resto, alocado em obras intermináveis. A única forma de fiscalizarmos o comportamento dos parlamentares seria obrigar toda e qualquer votação a ser aberta. Quanto ao momento atual, as mudanças feitas por Bolsonaro no Coaf o obrigaram a vir à público garantir a continuidade da eficiência e segurança desse importante órgão federal, mas abrem espaço para futuras nomeações políticas. Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça  

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TERCEIRIZAR O PODER

Parece que o novo procurador-geral da República será escolhido por Flávio Bolsonaro. Se o presidente continuar a terceirizar o poder para a família estará também terceirizando meu voto. Não concordo. (O futuro da Procuradoria no governo Bolsonaro, Estado, 10/8)

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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RESPONSABILIDADE AMBIENTAL

Muito antes de ser eleito, Jair Bolsonaro já alardeava aos quatro ventos que iria acabar com o Ministério do Meio Ambiente, liberar o desmatamento, acabar com as áreas de preservação ambiental, reservas indígenas, etc. Depois de eleito, Bolsonaro cumpriu as promessas, o Ministério do Meio Ambiente não foi extinto, mas o presidente colocou um ruralista de carteirinha no comando. Bolsonaro mandou demitir o funcionário que o multou por pescar em área de proteção ambiental, deixou claro que não haverá punição para quem desmatar, demitiu o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que se atreveu a publicar dados sobre o desmatamento na Amazônia. Bolsonaro acabou com todos os órgãos de defesa ambiental, o Ibama e ICMBio foram ocupadas por pessoas a favor do agronegócio e a favor do desmatamento. O presidente Jair Bolsonaro precisa criar coragem e assumir a responsabilidade pelos seus atos: a explosão das queimadas e do desmatamento são frutos das suas ações, do seu governo, da sua visão, e da sua vontade. Culpar as ONGs pelos incêndios na Amazônia é absolutamente ridículo, se não tem coragem de assumir responsabilidade por seus atos, Bolsonaro deveria renunciar ao cargo (Bolsonaro levanta suspeita sobre ONGs por queimadas na Amazônia, 21/8). 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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VIROU NEGÓCIO

ONG, por aqui e no mundo, virou negócio faz tempo. Por aqui, neste caso, quanto mais queimar a floresta, mais dinheiro ganham.

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

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REFINAMENTO INSTITUCIONAL

Sem prova alguma e de forma irresponsável, Jair Bolsonaro (PSL-RJ) levanta suspeita de que as queimadas na Amazônia tenham sido causadas pelas ONGs que recebem recursos do exterior e que alguns governadores da região tenham sido coniventes com os supostamente criminosos incêndios, com único intuito de afrontar seu governo. É muito ruim para o País presenciar esta farsa de seu presidente, que não mede as consequências para atacar quem o critica. Como se somente quem o apoia e lhe diz “amém” preste... Coisa de ditador. Da mesma forma que ofende cientistas do Inpe, pesquisadores do IBGE, chama de imbecis ou idiotas úteis estudantes das universidades federais e trai amigos que lhe ajudaram a se eleger, entre outras atitudes arrogantes e belicosas, coleciona também a farsa de utilizar um vídeo de matança de baleias ocorrido na Dinamarca, dizendo que ocorreu na Noruega (19/8) – País esse maior doador de recursos contra o desmatamento da Amazônia. Temos um presidente sem freio e nulo no quesito refinamento institucional.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

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EXPLICAÇÕES

As próximas gerações de estudantes de história e de jornalismo se debruçarão sobre os acontecimentos políticos ocorridos em 2018 no Brasil e nos Estados Unidos que conduziram à Presidência da República figuras incompatíveis com o cargo para o qual foram eleitos, por um eleitorado alienado. Como Donald Trump, um dono de cassinos e especulador imobiliário, sem as mínimas qualificações intelectuais e de caracter, foi eleito pelos americanos? Por que os eleitores brasileiros elegeram Jair Bolsonaro, um destrambelhado e folclórico deputado federal, presidente do Brasil? Na época, o mundo passava por grandes mudanças, como a globalização, os avanços tecnológicos e o esfriamento das tensões entre socialismo e capitalismo, que caracterizaram o mundo pós guerra. Tais acontecimentos fizeram aflorar um ressentimento nacionalista dos excluídos do mundo globalizado, misturado a uma visão anacrônica de mundo, cultivada nas parcelas mais ignorantes e reacionárias da população. Um fosso intransponível separando a parcela culta da população dos sem noção da realidade do mundo em que vivem. Anos se fazem necessários para reconstruir o que idiotas destroem com suas políticas nefastas e odiosas.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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PARA SER GRANDE

Apesar de sua enorme extensão territorial, população acima de 200 milhões de pessoas, sendo assim o maior país da América do Sul, o Brasil não tem vocação para ser grande. A culpa em boa parte é dos políticos, sim. Com toda certeza estes, em todas as três esferas de poder legislam em causa própria ou em busca de interesses menores para a sociedade e maiores para suas contas bancárias em paraísos fiscais ou quem sabe buscando visibilidade para poder se reeleger. Porém, não pode-se deixar de dividir um pouco essa culpa com a sociedade civil. Começo pelo povo, que não leva a sério o ato da democracia, que na maioria das vezes imagina que votar a cada dois anos possa ser considerado pleno exercício de cidadania e com isso não fiscaliza, não cobra, não acompanha sequer os trabalhos dos vereadores e prefeitos de suas cidades. Vota sem pesquisar e ultimamente prefere votar em branco, nulo ou se abster das votações. Dá aos políticos um cheque em branco para que em quatro anos façam o que bem entenderem. Na última eleição, apenas e tão somente 38% dos eleitores votaram no candidato que venceu a eleição para presidente da República. Mais de 30% preferiram anular, votar em branco ou simplesmente se abster de votar. Por último ressalto o nosso ineficiente sistema judiciário, que colabora com a corrupção doentia no País. Sua omissão e demora para efetuar os julgamentos dos envolvidos nestes crimes possibilita que centenas de casos prescrevam sem que os réus sejam condenados. O País, para ser grande, além de corrigir as deficiências citadas acima, precisa investir e apoiar a educação.

Rafael Moia Filho rmoiaf@uol.com.br

Bauru

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ETERNAMENTE ‘PAÍS DO FUTURO’

O Brasil é um país sui generis. Deus deu-nos condições geográficas excepcionais na geologia e na cobertura verde. Questionado sobre a proteção descabida, o Criador dos céus e da Terra, respondeu: “Filho, verás a gente que eu vou ali colocar”. Essa sentença divina pode ser comprovada pelas atitudes dos governantes deste país fadado a ser eternamente “o País do Futuro”. A demolição do Coaf é um absurdo que só protege a volta triunfante dos sonegadores e da malta de corruptos que vampirizavam a economia do País. Até o nepotismo, vocábulo em desuso entre o nosso povo, voltou às páginas dos noticiários e da televisão. A opinião pública está cumprindo seu papel de conselheiro com suas críticas, pois o Legislativo e, de forma inequívoca, o Superior Tribunal Federal (STF), estão encilhados a obedecer a um governo que nos retira o sentimento de que o Partido dos Trabalhadores é “carta fora do baralho”. Ainda teremos muito tempo para nos surpreender.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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