Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

23 de agosto de 2019 | 03h00

ABUSO DE AUTORIDADE

Desacato ao público

Necessárias e muito importantes as observações do editorial Apologia do abuso de poder (22/8, A3) na defesa dos interesses da sociedade, dentre elas a referência ao artigo 331 do Código Penal. De há muitos anos até hoje, em busca de informações ou serviços em repartições federais, estaduais e municipais, delegacias, autarquias, Justiça do Trabalho e demais órgãos do Judiciário e outras instituições públicas, de pronto nos deparamos nesses locais, acintosamente, com a transcrição dos ditames do tal artigo 331, numa demonstração bem clara de intimidação dos cidadãos. Essa advertência muitas vezes é escudo para funcionários/atendentes que, atrás dos guichês, se sentem investidos de suma autoridade, totalmente despreparados para atender o público – mas protegidos pela lei, ora, ora... Parabéns ao Estadão por levantar a questão, que deverá encontrar, nos meios competentes, guarida para acabar com essa absurda advertência ao nosso povo.

UBIRATAN DE OLIVEIRA

uboss20@yahoo.com.br 

São Paulo

Cidadão protegido

Perfeito o editorial Apologia do abuso de poder ao desmontar os argumentos daqueles que criticam a Lei de Abuso de Autoridade. Na verdade, o Judiciário não será alijado de suas atribuições, mas nós, cidadãos, estaremos mais protegidos de autoridades mal-intencionadas. 

MARCELO FERREIRA KAWATOKO

marcelo.kawatoko@outlook.com

São Paulo 

GOVERNO BOLSONARO

Flávio e a PGR

“Vou botar um petista na PGR? Vou botar alguém do PSOL?”, questiona Flávio Bolsonaro. “Já recebi vários candidatos. Eu ouço todo mundo que procura. Agora tentam desqualificar o cara porque eu recebi ele (sic)”, comentou sobre a eventual indicação do subprocurador-geral da República Antonio Carlos Martins Soares para a chefia do Ministério Público Federal (22/8, A8). Quer dizer, então, que o senador Flávio Bolsonaro agora se julga no direito de escolher o responsável por esse cargo de altíssima responsabilidade? Relatou também que recebeu Mario Bonsaglia, o primeiro da lista tríplice definida pela associação de procuradores da República. O Estadão apurou que Flávio e Mario estiveram em jantar na casa de um dirigente do PSL. Mas o senador disse que não o viu, relata a reportagem. Será essa mais uma ação do clã Bolsonaro na “nova política”? Pobre Brasil!

CESAR ARAUJO

cesar.40.araujo@gmail.com

São Paulo

Grande decepção

Bolsonaro foi eleito presidente por exclusão, era ele ou um petista. Uma série de atitudes no início de seu governo provocou críticas até de quem votou nele. Mas quando um de seus filhos passou a ser investigado, o presidente abandonou de vez o que dele se esperava e passou a “trabalhar” para salvá-lo de possível indiciamento. Para isso até se aliou ao ministro Dias Toffoli, do STF, que acabou brecando a investigação. Bolsonaro mostra assim ser pequeno demais para governar e resolver os imensos problemas que o País enfrenta.

LAÉRCIO ZANINI

spettro@uol.com.br

Garça

Embaixador nos EUA

Já ouvi falar de pais que compram vagas para os filhos cursarem medicina em alguma faculdade. Mas “nunca antes na História deste país” (plagiando Lula) soube de um pai comprando vaga para o filho ser embaixador nos EUA. Quanto será que Bolsonaro está disposto a pagar por tal vaga? Isto é, quanto o Congresso está cobrando? E quando essa novela vai acabar? Terá final feliz para Bolsonaro e o Congresso ou para o povo brasileiro? Só lembrando: caso Bolsonaro vença essa parada, somos nós, o povo, que vamos pagar o pato – as mordomias de Eduardo na missão em Washington. 

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

‘Quem manda sou eu’

Enfim, entre mortos e feridos Bolsonaro vai caminhando, mais como imperador do que como presidente.

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI

fransidoti@gmail.com

São Paulo

MEIO AMBIENTE

Amazônia em chamas

Como comandante constitucional das Forças Armadas, o presidente Jair Bolsonaro deveria deixar de delongas e agir como tal, pois arde a maior floresta tropical do mundo. Certamente ao lado das clareiras em chamas encontrará posseiros e jagunços armados até os dentes, numa autêntica guerrilha florestal pela posse criminosa da terra e das diversificadas jazidas minerais de nosso subsolo por aquelas plagas longínquas. A Amazônia, que deveria ser orgulho nacional, está se tornando vergonha mundial. Omissão também caracteriza crime ambiental.

JOSÉ REYNALDO BASTOS DA SILVA

reynaldo.bastos@hotmail.com

Cândido Mota

Como na Lava Jato, para conhecer os culpados é só ir atrás do dinheiro. Depois do fogaréu, basta averiguar quem vai agora explorar essas áreas de mata queimada e, bingo, conheceremos os “foguistas”. Simples assim. 

ITAMAR C. TREVISANI

itamartrevisani@gmail.com

Jaboticabal

Fogo posto

Acompanhando pelo Estadão a discussão sobre quem está desmatando a Floresta Amazônica, fiquei em dúvida sobre quem está com a razão: o presidente Bolsonaro ou as ONGs que ele está responsabilizando? No jornal de ontem (A16) vi a foto da queimada. Filho de imigrantes que se instalaram em Londrina na década de 1930 e começaram a vida derrubando e incendiando a mata virgem, conheço um pouco o sistema utilizado para iniciar a ocupação de terras em áreas de floresta, como a Amazônia. Então, na foto o que se vê é um incêndio provocado por vândalos ou invasores estranhos, e não por ocupantes legais da terra. Quem está certo? Eu já tirei as minhas conclusões...

TOSHIO ICIZUCA

toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba

Zero em Matemática

O presidente Bolsonaro fez tudo errado. Cortou o cabelo fora de hora, tratou mal Angela Merkel e a Noruega, falou bobagens sobre o meio ambiente e quando cortaram as verbas para a Floresta Amazônica foi arrogante: “Não precisamos desse dinheiro”. Agora o ministro Ricardo Salles informa que não consegue realizar trabalhos que protejam as nossas florestas porque não tem recursos. Além de outras incompetências, parece que o nosso presidente também não conhece Matemática.

ALDO BERTOLUCCI 

aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

INCÊNDIOS NA AMAZÔNIA

A Amazônia sofre com as atitudes de irresponsáveis que destroem o nosso patrimônio, reconhecido internacionalmente. Mas o atual presidente da República usa a imprensa falada e escrita para denegrir a imagem de organizações que buscam preservar o meio ambiente (Bolsonaro levanta suspeita sobre ONGs por queimadas na Amazônia, Estado, 21/8). Ele segue com seu estilo autoritário tentando esconder a realidade, o que aumenta a preocupação de quem se interessa por um assunto de tal importância.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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ABUSO DA PACIÊNCIA

ONGs e governadores incendiários! Até quando, Bolsonaro, abusarás da paciência da Nação?

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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VISLUMBRE DE CRISE MUNDIAL

Em poucos meses de sucessão deste governo brasileiro, o mundo corre risco. Despreparo e má fé. A leonidade marca indelevelmente o homem. Emmanuel  Macron não exagera ao vislumbrar crise mundial medrada do fogo amazônico (Presidente da França e secretário-geral da ONU relatam preocupação com Amazônia, 22/8). Séculos físicos e intelectuais transcorridos nos separam de Vivo, filho de Desperto, o improvável Robinson metafísico do romance de Abubeker Abentofail, antecessor criativo de Robinson Crusoe; herói misógino, resigna-se a comer as frutas e os peixes que abundam em sua ilha, sempre atento para que nenhuma espécie se extinga e o universo fique empobrecido por culpa dele (Borges).

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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CASA DE QUEM?

Que desplante é esse do presidente da França (o mesmo que sumiu quando as florestas da França arderam em junho último) dizer sobre a Amazônia que “nossa casa está queimando”? Que casa? Esta “casa” aqui, senhor Macron, bem ou mal, é só dos brasileiros e aqui o senhor não manda. Aliás, cadê o presidente deste país que não chamou nosso embaixador em Paris depois de mais esta provocação da França?

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

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PREOCUPAÇÃO DO PRESIDENTE

Nossas florestas estão em chamas e o presidente Jair Bolsonaro está preocupado em jogar a culpa e a responsabilidade em alguém, ao invés de admitir a situação caótica e solicitar auxílio de outros países que possam enviar equipamentos adequados, aeronaves e pessoal qualificado e experiente para combatê-lo. Basta ver, nas reportagens, Estados totalmente cobertos de fumaça das queimadas. Porém ele continua acreditando que os números de focos de incêndios foram manipulados para comprometer o governo. Enquanto isso as florestas ardem em chamas.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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DESCOBRIR OS CULPADOS

Como na Lava Jato, para se descobrir os culpados deve-se ir atrás do dinheiro. No fogaréu ocorrido, é necessário apenas averiguar quem irá agora explorar estas áreas e bingo, estaremos conhecendo os foguistas, simples assim.                               

Itamar C. Trevisani itamartrevisani@gmail.com

Jaboticabal

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INCENDIAR O BRASIL

Bolsonero. Incendiar o Brasil seria a intenção do atual presidente? Pelo conjunto de suas declarações, esquentar o debate é uma de suas atitudes preferidas. Seja na área política, seja na área pessoal (familiar), ele sempre acha um jeito de botar fogo diante da platéia. Parece que está conseguindo, pois o País está pegando fogo, literalmente. Assim como Luiz Fernando Veríssimo, também pergunto se o exercício do poder sem controles não pode ser uma forma de loucura, como no caso de Nero, botando fogo em Roma ou como Calígula, que tentou nomear seu cavalo Incitatus como cônsul de Roma (Sintomas, Estado, 22/8, C8).

José Roberto de Jesus dejesusjoseroberto1@gmail.com

Capão Bonito

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SUCESSO DO GOVERNO

O presidente Jair Bolsonaro deve estar feliz da vida com os gigantescos incêndios que estão abrindo caminho para o crescimento do País. Bolsonaro tirou do caminho todos os órgãos que atrapalhavam, como o Ibama e o ICMBio, acabou com as ONGs e os estrangeiros que vinham dar palpite na Amazônia, e, por fim, deu o sinal verde para a turma da motosserra desmatar à vontade, e ninguém será punido ou multado. O resultado está aí, nem precisa do monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que pode ser fechado, afinal, o resultado das ações do governo são visíveis a olho nu, a fumaça do desenvolvimento insustentável cobriu o País inteiro.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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O INPE É SÓ O MENSAGEIRO

O renomado físico e ex-ministro de Ciência e Tecnologia e Meio-Ambiente José Goldemberg, em seu artigo no Estadão de 19/8, faz duras críticas a Jair Bolsonaro quando o presidente, infelizmente, tenta desmoralizar os cientistas do Inpe, pela divulgação do excessivo desmatamento ocorrido na Amazônia no último mês de julho. Chama a atitude do presidente de inadequada e grosseira e mais propensa para manipular os dados da derrubada da nossa floresta. Como se satélites de outros países não estivessem verificando o que ocorre na nossa Amazônia... É bom lembrar que Goldemberg foi quem convenceu Planalto, em 1991, para que os dados coletados sobre desmatamento fossem divulgados, já que seria ótimo para a imagem do Brasil. E, naquela época, como não tínhamos os satélites utilizados para aferir ocorrência de desmatamento, eles eram dos EUA. A partir daí, a sociedade brasileira passou a ter maior consciência sobre a necessidade da fiscalização e manutenção da nossa floresta.  Como diz o título do artigo de José Goldemberg, o “desmate é o problema, o Inpe é só o mensageiro”. Teimoso e insensível à questão do meio ambiente, infelizmente, é o presidente do Brasil.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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DESMATAMENTO

Na edição de 19 de agosto, na seção Espaço Aberto, tivemos duas avaliações a respeito do assunto. A primeira, do professor emérito José Goldemberg, ex-reitor da USP e que foi ministro do Meio Ambiente de Ciência e Tecnologia. A segunda, do professor de Filosofia Denis Rosenfield, da UFRGS. É salutar vermos, lado a lado, estas avaliações. A primeira baseada em fatos e com sólidos argumentos, e a outra baseada em argumentos fúteis, dignos de um “terraplanista”. O desmatamento é assunto sério, e o Brasil deveria tratá-lo com mais profissionalismo e menos paixão.

Azor de Toledo Barros Filho azortb@globo.com

São Paulo

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DINHEIRO PÚBLICO E ONGS

Criar um sindicato foi um bom negócio e graças à reforma trabalhista a mamata chegou ao fim. O mesmo deveria acontecer com as milhares de ONGs que recebem dinheiro público e privado e não prestam contas. É claro que muitas ONGs prestam relevantes serviços e devem ser mantidas, mas muitas são apenas de fachada, enriquecem seus criadores e pouco ou nada fazem. Tudo que envolve dinheiro tem de ser bem avaliado, pois o dinheiro corrompe o homem e a mulher também.

J. A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré 

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ABUSO DE AUTORIDADE

Apologia do abuso de poder. Para que o princípio constitucional da isonomia possa prevalecer é essencial que exista legislação criminalizando o abuso de autoridade. Grosso modo, são cerca de 58 mil autoridades no País, tomando por base o número de cargos que dá aos seus ocupantes direito a julgamento em foro privilegiado. O Estado (22/8, A3) comenta em editorial as reações de parte da sociedade que, sem sequer conhecer seu conteúdo, tece críticas infundadas ao projeto de lei que disciplina a matéria, recentemente aprovado pela Câmara dos Deputados. Quanto às opiniões de que suas disposições seriam imprecisas, o jornal assevera: “É simplesmente impossível que ela seja interpretada enviesadamente, de forma a dificultar a ação dos juízes e procuradores, pela simples razão de que os intérpretes da nova lei serão os próprios juízes e os membros do Ministério Público”, e acentua sobre as críticas que “não se vê tal rigor sendo aplicado, por exemplo, com o chamado Pacote Anticrime, proposto pelo ministro Sergio Moro”. Sem entrar no mérito da imprecisão ou não da lei aprovada, a comparação com com o projeto das Dez Medidas Anticorrupção  merece um reparo. Enquanto este foi objeto de acirrada discussão e alterado em diversos aspectos pelos parlamentares, aquele que criminaliza o abuso de autoridade estava inerte desde 2017, tendo sido incluído de surpresa em regime de urgência na pauta da Câmara e aprovado – sem discussão – por votação simbólica no mesmo dia. Manobra dessa natureza – mesmo sendo legítima pelo regimento da Casa – macula o processo legislativo em uma democracia.

Sergio Ridel sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

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ARBITRARIEDADES

Pelo temor que sentem muitos dos que militam na Justiça e na Segurança Pública, denota-se que cometer arbitrariedades já se tornou medida costumeira. Eis que analisar situações antes de impor medidas nos limites da lei realmente é dever de todos quantos precisam usar sua autoridade. Quem sopesa bem os limites de sua autoridade não age ao arrepio da lei, mas aplica-a satisfatoriamente. Muito bem posto o editorial do Estado de 22/8, porque analisa de forma clara como é possível atuar nos limites da lei e não abusar da autoridade. Por que então o medo? De outro lado, bem disse o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Noronha: A lei é para todos, e nós também, juízes, temos que ter limites na nossa atuação”. Na verdade, a lei atual foi feita exatamente para impedir as arbitrariedades de que foram vítimas muitos brasileiros, inclusive sem culpa formada.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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IMPUNIDADE

Painel eletrônico da Câmara Federal desligado, deliberadamente às escuras, nasceu a Lei de Abuso de Autoridade – Rodrigo Maia o neonatologista – obcecada em destruir a Operação Lava Jato, apagar o rasto do “Botafogo” da Odebrecht, promover o retorno à corrupção institucionalizada e impune, ampliar a proteção à criminalidade poderosa (Câmara aprova projeto sobre abuso de autoridade, Estado, 14/8). À famigerada lei, adicione-se a canetada de Dias Toffoli, discípulo juridicamente inculto de Gilmar Mendes, que blindou a si próprio, o par togado predileto, outros 163 investigados pela Receita Federal em todo o País e, razão das razões, o senador Flávio Bolsonaro. Nomes e manobras expostos diariamente na mídia, fica fácil entender o mais recente pacto proposto pelos chefes dos Poderes da República, como se nesta não existisse uma Constituição, o pacto essencial. Se associarmos a indignação ao ceticismo, concluiremos que “a democracia é a pior forma de governo”, sem o complemento explicativo da frase famosa de Winston Churchill.

José Maria Leal Paes myguep23@gmail.com

Belém

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CRIMES NO BRASIL

Crime com dinheiro público no Brasil parecia não ser um delito, mas sim um negócio. Assassinatos, roubos, corrupção, fraudes, falcatruas, etc. alimentam um gigantesco grupo de beneficiários, como servidores públicos, empresas, jornais, artistas, sindicatos, ONGs, etc. Combater décadas desse esquema é tarefa para corajosos. Longa vida ao dr. Sergio Moro, à Polícia Federal e à equipe da Lava Jato.

André Luis Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

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DECEPÇÃO COM BOLSONARO

O presidente Bolsonaro foi eleito presidente por exclusão, porque era ele ou um petista, algo impensável. Uma série de atitudes suas ao início de governo provocou muitas críticas, até aceitas pelos que votaram nele, mas, a partir do momento em que um filho seu, investigado pela Polícia Federal, corria o risco de revelar um comportamento criminoso, ele jogou fora tudo aquilo que dele se esperava e se comportou para evitar uma situação que poderia terminar em prisão. A mais importante foi se aliar e dar apoio ao ministro Dias Toffoli, que, ao receber pedido da defesa de Bolsonaro filho, sob alegação de uso indevido de informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sem autorização judicial, brecou a investigação mesmo com riscos de provocar toda a perda da Operação Lava Jato. Jair Bolsonaro, por sua vez, começou a desprestigiar o ministro Sergio Moro, justo aquele nome que servia como garantia de honestidade em seu governo no trato das coisas da Justiça. Moro desejava manter em seu ministério o Coaf, órgão responsável por rastrear os caminhos do dinheiro e de importância fundamental para a descoberta do maior sistema de corrupção já visto no País e que provocou a prisão de políticos e empresários bilionários responsáveis pela perda de bilhões de reais do governo e de empresas estatais, cujo montante total ainda está por ser conhecido. O Coaf, órgão que nada tinha que ver com nomeações externas, foi agora transferido como unidade do Banco Central, com a alegação de Bolsonaro de evitar interferências externas – pura mentira, porque uma série de mudanças em sua formatação anterior é que darão maior liberdade aos políticos para interferência em nomeações internas, como num tal conselho sabe-se para quê. Para resumir, o Coaf, que até mudou de nome, perdeu aquela unidade independente de importância fundamental no combate à corrupção no Brasil. Pior é sentirmos que estamos nas mãos de toda esta politicalha cumpliciada à juridicalha brasiliense, cujo resultado poderá matar a Operação Lava Jato e muitas outras operações, mas obedece à intenção final, que é coroar a liberdade do presidiário Lula. Para decepção nossa, toda esta movimentação político-criminosa acontece sob as vistas de nossas Forças Armadas, que, inerte, apenas observa, muda e silenciosa, sem nem sequer dar um “pare!”.

Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça

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SUBORDINADOS

Eu indico, não Moro” (22/8). Bolsonaro é o típico Idi Amin em potencial. Não precisa de “auxiliares”, mas de “subordinados”. De tanto falar besteiras uma hora vai ter “israelenses” invadindo seu império.

Ariovaldo Batista ariobao06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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QUESTÃO

Sugestão de questão para o Enem: ditados populares – a) uma andorinha não faz verão; b) entrei num barco furado; c) nem tudo que reluz é ouro. Qual das alternativas acima melhor reflete o cargo de ministro da Justiça, atualmente ocupado pelo ex-juiz Sergio Moro? Alternativas a, b, c, nenhuma das anteriores ou todas acima?

José Eduardo Zambon Elias zambonelias@hotmail.com

Marilia

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A FRITURA DO MINISTRO

Explicitamente, o presidente Jair Bolsonaro está “fritando” o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. Ora, após colecionar vários revezes, o ministro nem mesmo tem ânimo para se defender. Na verdade, a “maldade” presidencial são a insegurança e o ciúme que tem de Moro perante o povo brasileiro. Assim, entende Bolsonaro, sua eliminação política fica mais fácil para a sua reeleição. Só que não. Onde Sergio Moro estiver e demonstrando um singelo interesse presidencial, as pessoas de bem o guindarão ao cargo mais alto, para o bem do Brasil!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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COMO OCORREU COM JOAQUIM LEVY

Pelo andar da carruagem, estão fritando o ministro da Justiça como o ex-ministro Joaquim Levy. 

Moisés Goldstein mg2448@icloud.com

São Paulo

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MOURÃO ENQUADRADO

Até pouco tempo atrás, o general Mourão, com bom senso e lucidez, fazia contraponto às tolices do capitão Bolsonaro. Entretanto, em sua entrevista ao Estado (Mourão: ‘Estou apenas cuidando do meu quadrado’, 21/08, A4) ficou claro seu enquadramento pelo presidente, enciumado com a evidência que seu vice vinha assumindo. Agora, em lugar de reparos, elogios. Como diz o ditado, manda quem pode, obedece quem tem juízo.

Hélio De Lima Carvalho hlc.consult@uol.com.br

São Paulo

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PREGO NO CAIXÃO DO PSDB

Existem poucas coisas mais dinâmicas e fluidas do que a política. A sociedade muda, a ciência muda, lições são aprendidas, mas, no PSDB, o mundo parou em 1968, quando a atual velha guarda do partido ainda eram jovens idealistas de esquerda. Esses senhores, já na sua maioria anciões, agarrados às suas cadeiras, engessados mentalmente, incapazes de aprender, incapazes de oxigenar suas ideias e lideranças (como o que ocorre em qualquer grande partido nas grandes democracias), e desconectados da sociedade, acaba de colocar mais um prego no caixão do partido ao manter um acusado de atos de corrupção em seu quadro (Executiva do PSDB rejeita pedido de expulsão de Aécio Neves, 21/8). Os adversários se regozijaram! Haja vontade de morrer por apedrejamento.

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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TEM FUTURO?

Ao que se tem notícia, o PSDB infringiu derrota a João Doria ao não dar andamento à expulsão de Aécio Neves do partido (Derrota acachapante mostra PSDB hostil a Doria, Estado, 21/8). Como todos se recordam, Aécio foi gravado pedindo aos palavrões e toda sorte de impropérios dinheiro a Joesley Batista, corruptor maior da Lava Jato. A decisão do partido teve como explicação, além do amor por Aécio, o fato de que ele não foi condenado. Nem será com a Justiça capenga que temos. Mas seria curioso saber se os velhos figurões do partido (e quem não sabe quem são eles?) não tomaram conhecimento das gravações de Aécio, sua irmã e cupinchas enchendo malas de dinheiro. Não se sentiram cúmplices ao se apegar a eles? O PSDB não se envergonha dessa situação? O partido tem algum futuro?

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

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BODE EXPIATÓRIO

A imprensa estampou que o governador Doria sofreu um revés no PSDB por conta da não aprovação pelos políticos tradicionais do partido da expulsão do investigado Aécio Neves. Será? Os eleitores esclarecidos sabem que com esta manobra, os “antigos” do partido não aceitam a luta do governador para mudar o caminho do PSDB e querem manter o partido engajado à velha política brasileira e um dos representantes da esquerda política do Brasil. O deputado Aécio Neves neste caso foi só um bode expiatório.

Maurício Lima mapeli@uol.com.br

São Paulo

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CONVENIÊNCIA

Doria não é de esquerda, não é de direita e tampouco de Centrão. Seu lado chama-se “minha conveniência”.

Angela Maria de Souza Bichi angela_bichi@hotmail.com

Santo André

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O ‘D’ DO PARTIDO

Como se viu na votação que decidiu pela não expulsão do deputado Aécio Neves (MG) do partido tucano, o “D” de PSDB é de democracia, não de Doria. 

Vicky Vogel vogelvick7@gmail.com

Rio de Janeiro

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NO ARMÁRIO

A “salvação” do deputado mostra que o PSDB é só um PT enrustido. Edulcorado, continua no armário...

A. Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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SE IGUALAR AO PT

Ao se recusar a expulsar Aécio Neves, o psdb (minúsculas intencionais) provou mais uma vez não ser digno de receber votos. Ao invés de dar exemplo, preferiu se igualar ao pt (idem).

Luciano Nogueira Marmontel automatmg@gmail.com

Pouso Alegre (MG)

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JATINHO DE DORIA 

O governador Doria divulgou no Twitter que financiou o seu avião obedecendo todas as normas estabelecidas pelo BNDES (Doria diz que ‘não há caixa-preta’ em lista de jatinhos, 21/8). Governador, em qual segmento do desenvolvimento econômico e social do Brasil se enquadra a compra de seu avião, a juros subsidiados? Francamente… O BNDES tem o dever de refinanciar essa compra infame.

Antonio Manoel Vasques Gomes amavago@gmail.com

Rio de Janeiro

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BOLSONARO E OS JORNAIS

O presidente agora diz que tirou dinheiro dos jornais (Bolsonaro ataca a imprensa e diz que jornal 'vai fechar', 22/8). Não tirou não, pelo contrário, pois os jornais vendem mais ao relatar o que ele, com suas falas e intervenções, provoca no próprio governo. Todos querem ter detalhes das suas falas, do dia e de como reagem os demais Poderes e as pessoas atingidas. Sobre os jornais, de modo geral, ele e muitos outros aceitam a noção, errada, de que os jornais “fazem a cabeça de seus leitores”. Isso não é inteiramente verdade, pois os leitores também “fazem os jornais”, ao os estimular a pesquisar, analisar e publicar os fatos e ocorridos que eles, leitores, querem conhecer. Tendem a desaparecer os jornais que não são fiéis a seus leitores e apresentam as notícias de forma tendenciosa. Já houveram muitos exemplos aqui no Brasil.

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia

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NOVA CPMF

Na teoria, a proposta do ministro da Economia Paulo Guedes é boa e convincente:  criar uma nova CPMF, mais baixa que a anterior (0,22%) e que não incida em aplicações, para poder, como compensação, desonerar significativamente os impostos cobrados das empresas sobre a folha de pagamentos – desejo antigo e persistente de pequenos, médios e grandes empresários – e assim estimular a criação de empregos ('Nova CPMF' pode ter alíquota de 0,22%, segundo equipe econômica, Estado, 22/8, B1). Só que na prática há um porém. Atualmente qualquer coisa que se assemelhe a CPMF é seguramente impopular. A única forma de se convencer a população a aceitar essa cobrança é o governo fazer sua parte, ou seja, enxugar sua própria folha de pagamento – inflada até o teto. E não basta prometer, é preciso fazer. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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COGITAÇÕES DE AUMENTO DE IMPOSTOS

Sobre a matéria CPMF: como funcionava o imposto do cheque, que voltou a criar polêmica publicada no Estado em 19/8. As cogitações de aumento de impostos sempre partem dos funcionários da Receita, pois além de muito bem pagos, têm a segurança de uma “receita pessoal” que a maioria dos mortais comuns não tem. Da parte deles jamais virá qualquer proposta de diminuição de despesas, em grande parte oriunda dos grandes privilegiados funcionários públicos. Os juízes e promotores protegem esta turma da qual fazem parte, sempre alegando “direitos adquiridos”, que são extorquidos pelo Estado com a cobrança de impostos eufemisticamente chamados de tributos sobre a grande massa dos cidadãos comuns. Embora já falido, o Estado arrecada 1/3 do PIB. Uma pequena parcela da população fica com 1/3, enquanto a maioria, apenas com os 2/3 restantes do PIB.                   

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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OUTROS INDÍCIOS DE LOUCURA

A propósito da crônica Sintomas de Veríssimo (Estado, 22/8, C8), existem outros indícios de loucura, como por exemplo: defender o “Lula Livre”, apesar das roubalheiras comprovadas de seu governo, que levaram o País à beira do caos.

José Olinto Olivotto Soares jolintoos@gmail.com

Bragança Paulista

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QUANDO LULA ENLOUQUECEU

A coluna sempre bem escrita por Luis Fernando Veríssimo escorrega quando mergulha no mundo político. Ele se pergunta quando podemos determinar quando um homem enlouquece e cita os imperadores romanos Nero e Calígula. Eu pergunto então quando foi que Lula enlouqueceu. O partido que prometia honestidade e transparência, transformou-se na maior quadrilha política de que se tem notícia. Na minha modesta opinião, ele enlouqueceu ao dar o primeiro passo na rampa presidencial rumo ao poder absoluto em 2002.

Wagner José Callegari wagcall@terra.com.br

Limeira

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O ÔNIBUS, O SEQUESTRO E A SEGURANÇA

Impactante e lamentável o episódio do ônibus sequestrado com 37 pessoas a bordo sobre a Ponte Rio-Niterói, na terça-feira. Diferente do ocorrido no ano 2000 com o ônibus 174, quando a vítima sequestrada morreu pelo tiro do sequestrador e ele foi sufocado no interior da viatura policial numa operação malsucedida, o agressor de agora, na iminência de incendiar o veículo, foi abatido por atiradores de elite. É uma ação para ser estudada por especialistas, não para censurar ou aplaudir, mas para dali retirar conhecimentos e providências que evitem a sua repetição. Em qualquer ponto do chamado mundo desenvolvido, quem põe a vida de terceiros em risco é contido com os recursos disponíveis, inclusive sua morte. Foi o que aconteceu em Londres, com o brasileiro Jean Charles de Menezes, confundido com um terrorista e morto por policiais que, mesmo diante do constatado engano, foram condecorados, para desapontamento de nós, brasileiros. A má política de segurança do Brasil das últimas décadas obstou as ações das forças do Estado e endeusou os criminosos. É uma distorção que precisa ser urgentemente corrigida. Não queremos um Estado ameaçador e truculento, mas também não podemos continuar à mercê dos criminosos. Quem se atreve a enfrentar a ordem pública e cometer crimes, principalmente os hediondos, tem de, por regra, saber que pode perder a vida, seu bem maior.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo                                                                                                    

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