Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

24 de agosto de 2019 | 03h00

GOVERNO BOLSONARO

Yes, nós temos bananas

O presidente Jair Bolsonaro está passando por cima de tudo para concentrar o poder na sua mão e se eximir de qualquer responsabilidade. Demitiu, sem justa causa, o presidente do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe) por ter publicado dados verdadeiros sobre o desmatamento e as queimadas na Amazônia; insinuou que parte das atuais queimadas foi provocada por “ongueiros” para chamar a atenção contra sua pessoa; está interferindo continuamente na esfera de ação do ministro Sergio Moro, como no caso do diretor-geral da Polícia Federal e da transferência do Coaf, agora UIF, para o Banco Central; está definindo as “características” do procurador-geral da República, que não deve ser “um xiita ambiental”, apesar da enorme repercussão das atuais queimadas, e por aí vai. Completa-se o quadro sombrio se consideramos a recessão persistente, o estado calamitoso da segurança pública e a piora na imagem internacional do Brasil, por culpa dele. E tudo isso para não ser chamado “presidente banana”?

OMAR EL SEOUD

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo  

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Goela abaixo

Ao afirmar que é ele que indica o diretor-geral da Polícia Federal, o presidente Bolsonaro, que levou o então juiz Sergio Moro para o seu governo com a promessa de que ele seria o mandachuva da área de segurança pública, deixa bem claro ao agora ministro que não é bem assim. Não precisou nem esperar um ano para Moro perceber que, na realidade, Bolsonaro só queria usar o enorme prestígio popular que o então juiz alcançou no comando da Lava Jato. É muito visível o constrangimento do ministro tentando explicar tudo o que Bolsonaro o faz engolir sem mastigar. Resta saber até quando seu estômago vai aguentar.

ABEL PIRES RODRIGUES

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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Se o presidente Bolsonaro quiser testar sua popularidade com a do seu ministro Sergio Moro, vai ter uma triste surpresa.

LUIZ FRID 

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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Frigideira

Bolsonaro ainda não percebeu que quem brinca de fritura acaba se queimando. Ou, na linguagem militar, à qual ele é mais afeto, o tiro sai pela culatra e o paraquedas não abre...

ELY WEINSTEIN

elyw@terra.com.br

São Paulo

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MEIO AMBIENTE

Amazônia em chamas

Grande parte das Américas Central e do Sul foi privilegiada pela natureza com florestas e água em abundância. Uma verdadeira mãe. Mas o povo que aqui se instalou a trata como madrasta. É destruição e fogo por todo lado, principalmente no Brasil, onde as leis que protegem o meio ambiente são fracas, como todas as demais. As autoridades devem investigar quem são os incendiários e metê-los na cadeia. O Brasil tem tanta terra degradada e abandonada, não precisamos mais desmatar, é questão apenas de seriedade dos nossos governantes para com o meio ambiente. Acabemos com a hileia e aí não teremos mais chuvas no Sudeste e no Sul do Brasil, lembrando que esse efeito já estamos a sentir. As estiagens serão cruéis e trarão, certamente, enorme sofrimento à atual e às futuras gerações.

CARLOS DOS REIS CARVALHO

bigcharles020@gmail.com 

Avaré

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Batismo de fogo

O Brasil terá uma ótima oportunidade de mostrar ao mundo seus planos para a maravilhosa Floresta Amazônica. O presidente Jair Bolsonaro, seu ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e o futuro embaixador brasileiro em Washington, Eduardo Bolsonaro, poderiam ter seu batismo de fogo explicando ao G-7 o que o Brasil pretende realizar no dito “pulmão do mundo”, como estamos tratando o maior volume de água doce líquida do planeta, como cuidamos bem da maior biodiversidade global, etc. É uma excelente oportunidade para o Brasil calar a boca de todos e demonstrar de forma cabal que merece a Amazônia e a Amazônia merece o Brasil. Se tudo der errado, então, é melhor estabelecer um preço...

MÁRIO BARILÁ FILHO

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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Queimadas

Gostaria muito de saber por que as queimadas na Amazônia provocam tal reação mundial, de forma tão diferente diante das terríveis queimadas em Portugal, na Califórnia, na Austrália... ANNA PALLARES

annapallares2@gmail.com

São Paulo

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Lições da França

Temos muito a aprender com os franceses sobre cuidados com o meio ambiente. Eles poderiam começar as aulas relatando as medidas de remediação tomadas e as indenizações pagas pelas consequências das 196 bombas atômicas que explodiram nos atóis do Pacífico entre 1966 e 1974. Como será que eles recuperaram o ambiente por lá?

CELSO FRANCISCO ÁLVARES LEITE

celso@celsoleite.com.br

Limeira

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RELAÇÕES INTERNACIONAIS

Uma União Europeia unida

O título do artigo do jornalista Pedro Cavalcanti no Estado de 17/8 (A2), A desconstrução da Europa, é ilusório. Lendo o artigo com atenção, Cavalcanti conclui o contrário, nomeadamente que o desmantelamento da União Europeia (UE) é muito mais difícil e intratável do que os inimigos da Europa haviam previsto. O Brexit mostra essa complexidade. Os partidos anti-UE no continente estão divididos, uma vez que cada um deles tem interesses diferentes na Europa. Não obstante, os governos dos outros 27 Estados-membros seguem unidos na tentativa de traçar uma linha comum nas negociações sobre a retirada do Reino Unido do bloco. Estejam certos de que nenhum desses 27 Estados-membros quer realmente pôr em risco o mercado interno e os outros benefícios fundamentais da UE. No entanto, como em qualquer sociedade democrática, as diferenças de opinião entre os Estados-membros são complexas e nem sempre fáceis de resolver (a exemplo das questões relacionadas à migração), mas ninguém quer destruir os alicerces da União Europeia. Ao contrário. Penso que é importante que os leitores brasileiros compreendam que a união é uma prioridade. Ressalto ainda que é de suma importância que o Brasil e a UE se concentrem em levar adiante seus interesses mútuos, como a implementação do Acordo UE-Mercosul, a cooperação no Acordo de Paris sobre a redução de CO2 e a promoção de relações construtivas mútuas.

KEES VAN RIJ, embaixador dos Países Baixos no Brasil

marcela.formiga@minbuza.nl

Brasília

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“ Luis XIV, rei da França: ‘L’État c’est moi’. Jair Bolsonaro, presidente do Brasil: ‘A última palavra no governo é a minha’”

NIVALDO RIBEIRO SANTOS / SÃO PAULO, SOBRE O VOLUNTARISMO DO NOSSO CHEFE DE ESTADO

nivasan1928@gmail.com

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“Quando tantos países se manifestam contra a política ambiental do Brasil, não será com arrogância e prepotência que se vai resolver esse imbróglio. Já está na hora de darmos espaço ao verniz e à humildade”

MARCOS CATAP / SÃO PAULO, SOBRE A QUESTÃO AMAZÔNICA

marcoscatap@uol.com.br

QUEIMADAS NA AMAZÔNIA

O mundo está muito preocupado com o descaso do presidente Jair Bolsonaro no trato das queimadas e desmatamento da Amazônia, que tiveram um aumento significativo (França e Irlanda ameaçam acordo UE-Mercosul se Brasil não proteger a Amazônia, 23/8). Com a reação mundial e com as informações das agências de controle do planeta de que o caos se instalou  no Brasil e precisa ser controlado com urgência, Bolsonaro disse que “todo o mundo está errado” e que não tem recursos para controlar as queimadas, logo após desdenhar da ajuda financeira da Noruega e da Alemanha. Vai entender o eterno “baixo clero político”!  Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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O QUE ESTÁ ACONTECENDO

Está difícil para o cidadão comum saber o que há de verdade em toda essa flamejante questão das queimadas na Amazônia. Nosso presidente, no afã de encobrir desagradáveis resultados que retratam a evolução do periódico fenômeno, resolve exonerar o diretor da instituição responsável pela divulgação dos dados, numa atitude que explicita o seu horror à crítica, decorrente talvez de uma insegurança pessoal imanente. Dá chance, assim, a líderes europeus em situação de instabilidade política nos seus países, para executar manobras diversionistas visando à recuperação de algum fôlego, dando-lhes ensejo, através de foco exclusivo no assunto do momento, a relegar os coletes amarelos e os encardidos refugiados temporariamente a segundo plano. Até superstars do show business e bilionários craques de futebol resolveram se manifestar e ilustraram seus posicionamentos com fotos antigas e algumas até de outros locais, sem o menor embasamento temático. E nós, pobres mortais cuja única janela para o mundo é a mídia, ficamos atônitos, sem vislumbrar o que realmente está acontecendo.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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RESPONSABILIDADE

No início desta semana o paulistano assistiu estupefato a cidade escurecer por volta das 16 horas, além de ser contemplado com uma chuva negra. Jamais São Paulo sofreu tal fenômeno. E a explicação que veio depois, foi mais surpreendente ainda: o fenômeno era decorrente do encontro da fumaça proveniente de um número inédito de queimadas na região Amazônica, fato que, de imediato, muitos como eu atribuíram à política suicida do presidente Bolsonaro. E o presidente, um boquirroto por excelência, logo se apressou em dizer que era culpa das ONGs, que incendiaram a floresta para deixá-lo em situação embaraçosa (Bolsonaro levanta suspeita sobre ONGs por queimadas na Amazônia, Estado, 21/8). Ora, o presidente com certeza não precisa da ajuda de ninguém para se colocar em tal situação. Ele é totalmente autossuficiente nesse quesito. A verdade é que o presidente e o ministro do Meio Ambiente, réu em processo de preservação ambiental, estão dando todas as condições para que grileiros e quadrilhas de madeireiros invadam a Floresta Amazônica. Têm a certeza de que não serão molestados e, se o forem, o servidor atrevido será transferido por ordem direta do presidente. Não adianta mais o presidente culpar alguém sem nenhuma prova, pois a sua credibilidade se esvaiu em poucos meses. A verdade é que não é ONG nenhuma o responsável por tal devastação, mas sim a sua política errada e desastrada, que já beira a crime de lesa pátria.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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QUEM?

Quem acabou os quis acabar com o Ibama? O ICMBio? O Ministério do Meio Ambiente? As áreas de preservação ambiental? O Inpe? Os parques nacionais? As reservas indígenas? As multas ambientais? Resposta: Jair Bolsonaro. Quem tocou fogo na Amazônia? Resposta: As ONGs de preservação ambiental. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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O BRASIL QUE O MUNDO REPUDIA

Até a Bolívia foi mais esperta. Contratou Boeing 747 próprio para apagar incêndios gigantescos como ocorrem no Brasil. Cabem toneladas de líquido próprios ao fim desejado, inclusive gel e água. Enquanto isso, nós, de forma tupiniquim, ficamos agredindo todos aqueles em todo o mundo que chamam a atenção para o fato. Dos governadores das regiões, nem se fala. Preferem provocar o Executivo, mesmo merecendo, ao invés de se mexerem como deveriam. Esse é o Brasil que o mundo está repudiando.

Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo

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‘NÓS CONTRA O MUNDO’

Uma pena que o presidente Jair Bolsonaro tomou a atitude de “nós contra o mundo” na questão de desmatamento da Amazônia, agora mais ainda após o furor internacional justificado sobre as queimadas desenfreadas na floresta, incentivadas pelo governo a título de ajudar o agronegócio. As fotos das queimadas e os correspondentes comentários bastante negativos sobre tal desastre estão estampados nas primeiras páginas dos jornais europeus (The Guardian, Le Monde, Frankfurter Allgemeine, etc.) e americanos (Washington Post, New York Times, etc). Assim, usar o incompetente ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles como bode expiatório, não resolve, enquanto nosso capitão acha normal destruir a Amazônia para (supostamente) favorecer o agronegócio. 

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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INTERFERÊNCIA NA SOBERANIA

A postura do presidente francês Emmanuel Macron, que envolve as queimadas nas Florestas da Amazônia, não deixa de ser uma interferência na nossa soberania. O Brasil tem condições de sanar essa crise, mas, para isso, é imprescindível que o presidente Jair Bolsonaro mude sua postura na questão ambiental e fortaleça os órgãos de fiscalização.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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RISCO DO POSICIONAMENTO DE BOLSONARO

As queimadas na Amazônia estão repercutindo em vários países de primeiro mundo. E surgem indicativos de suspensão de importações de nossos produtos agrícolas. O atual dirigente maior do Brasil precisa ser advertido dos riscos que estamos correndo com seus posicionamentos radicais em relação a organizações sociais que atuam em busca da preservação ambiental. O momento é agora, antes que seja tarde demais.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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DESAUTORIZADOS DE CRÍTICA

Mais de quarenta milhões de mortos na 2º Guerra Mundial desautorizam a França e a Alemanha de criticarem o Brasil! Estão em débito com a humanidade.

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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INTERESSE FRANCÊS

Na manchete Queimadas na Amazônia provocam reação mundial (Estado, 23/8, A1) slienta-se a atuação de Macron convocando discussão do G7 sobre o tema. Senegal, Tunísia, Marrocos, Burkina Fasso, Costa do marfim, Mali, Congo, Gabão, Chade, Camarões, Sudão, compõem, mas não esgotam a relação de países africanos que foram colônias da França e como tal, devidamente “exploradas”. Nestes países a vegetação foi bem cuidada pela França? É objeto do interesse dos franceses e de Macron hoje em dia? Se a vegetação existe nesses países, ela tem tido a colaboração dos franceses para sua manutenção?

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas

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AÇÕES DOS PRESIDENTES

Enquanto o presidente da República, Jair Bolsonaro se esforça em falar e fazer asneiras, principalmente defendendo o seu núcleo familiar, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, age como se presidente do Brasil fosse, pois assumiu e coordenou a reforma de Previdência, agora encaminha a reforma tributária e está propondo um diálogo com a comunidade mundial sobre os incêndios e os desmates na Amazônia. Fica a pergunta: se a eleição para presidente da República fosse hoje, quem seria eleito? Jair Bolsonaro trata o Brasil como se fosse a casa dele e de sua família, sempre contestando de quem tem pensamento contrário aos seus e dos familiares.  

Darci Trabachin de Barros darci.trabachin@gmail.com

Limeira

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LITURGIA DO CARGO

Pode um pretendente ao cargo de embaixador do Brasil, como Eduardo Bolsonaro chamar o presidente Emmanuel Macron, da França, de idiota? Ainda que assim pense, não pode! A liturgia do cargo não permite (Brasil reage a críticas de Macron, 23/8).

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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ASCENSÃO AO PODER

Nada menos do que chocante a foto da 1ª página do Estado de hoje, do primeiro ministro inglês com o pé direito numa mesinha e o cabelo revolto, durante reunião no Palácio Eliseu com o presidente Macron (‘Boris Johnson não aprendeu nada com sua antecessora’, Estado, 23/8, A17). Somos forçados a admitir que a eleição de Trump em 2016, a de Bolsonaro em 2018 e a de Boris Johnson este ano significam portas franqueadas para ascensão da segunda, senão terceira, classe ao poder, que podem ser engrossadas com a de Matteo Salvini na Itália. Vale a imprecação de Cícero: “O Tempora! O Mores!”

Paulo Afonso de Sampaio Amaral drpaulo@uol.com.br

São Paulo

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CRIMINALIZAR O INVESTIGADOR

Sobre abusos. Os antigos romanos, aberrantes formuladores do direito civil numa cultura escravagista, perguntavam-se: “mas quem vai tomar conta do guarda?” (atque custodem quis custodiat?). Ferve a polêmica sobre um projeto de lei do nosso Poder Legislativo, que visa punir membros do Poder Judiciário por abusos de autoridade. Deputados e senadores, especialmente os indiciados pela Operação Lava Jato, estariam se sentindo vítimas de juízes, promotores de justiça e polícia federal, que os estariam incriminando por corrupção e conluio com empresários desonestos, sem atender normas processuais à risca. No fundo, os parlamentares querem que se criminalize o investigador e não o malfeitor. É o juridiquês de sempre que não nos deixa sair da barbárie civilizacional, que vem de longa data. Em lugar de lutar eficientemente contra corrupção e impunidade, os dois males crônicos que afligem nossa sociedade, os políticos estão interessados em salvar a própria pele, fazendo apelo a uma Constituição que é constantemente alterada por eles próprios, através de várias emendas que consagram os inúmeros privilégios dos altos escalões dos Três Poderes da República. O “privilégio”, pela própria etimologia (lei privada), é o oposto da “lei”, que deve valer para todos. O verdadeiro abuso de autoridade é dos políticos que não representam a vontade do povo neles depositada, mas apenas interesses peculiares. Somente o voto consciente, não comprado por míseros favores, pode reverter tal situação, rumo à formação de uma verdadeira democracia com base na justiça social. Preparemo-nos com olhos postos nas próximas eleições! 

Salvatore D' Onofrio salvatore3445@gmail.com

São José do Rio Preto

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CONTRA OS INTERESSES DO POVO

Executivo, Legislativo e Judiciário unidos contra a nação brasileira. Ações do governo, legislação do Congresso e decisões do Supremo Tribunal Federal, no Brasil de 2019, estão sendo tomadas contra os interesses do povo e unicamente para beneficio dos atuais e eventuais ocupantes dos Três Poderes. Um governo contra o Estado.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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ROMPIMENTOS IMINENTES

Basta o presidente Bolsonaro sentir que o seu colaborador pode ser candidato ao cargo maior do País para iniciar a sua fritura. Pior ainda no caso dos muito aceitos pelos brasileiros, como é o caso do ministro Sergio Moro (Bolsonaro sobre troca na PF: ‘Eu que indico, e não o Moro’, 22/8). Este eminente ex-magistrado e jurista já foi tirado da frigideira e colocado no microondas. É visível o desejo de prejudicar Sergio Moro. Outros virão e muitos farão como o general Mourão, na quietude: esperando a vez. Outros rompem e romperão e enfrentarão as atitudes de Bolsonaro. Como será e estará ele ao final de seu mandato?

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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DERROTAS

Os brasileiros honestos e honrados sentem falta do juiz Sergio Moro e não aguentam mais as sucessivas derrotas que lhe são impostas pelo triunvirato Bolsonaro e alguns membros do stf (minúscula). O senhor não acharia melhor parar de se sujeitar a tais interferências?

Guto Pacheco jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo

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QUER EXPULSAR

Até as pedras sabem que Bolsonaro quer expulsar Sergio Moro de seu governo, menos o próprio, que se finge de morto. Que coisa!

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

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RETRIBUIÇÃO

O presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ) não odeia somente a imprensa, mas a própria democracia, como mostrou no café da manhã no Planalto com representantes de emissoras de rádio e TV de Santa Catarina (Bolsonaro ataca a imprensa e diz que jornal 'vai fechar', 22/8). Disse, então, que o jornal vai acabar, assim como acabou a profissão de datilógrafo. E que o jornal Valor Econômico, “vai fechar”, porque “tirou R$ 1,2 bilhão do faturamento dos jornais”, depois que enviou ao Congresso uma MP (que certamente será derrubada pelo Parlamento) que isenta empresas de capital aberto da obrigação de publicar seus balanços nos jornais. Ainda acrescenta que colocou à disposição das empresas para publicação de seus balanços de forma gratuita o Diário Oficial (impresso com recursos dos contribuintes). Diz ainda que toma essa decisão em retribuição às críticas que recebe da imprensa. Santa ignorância... Para frustração deste soberbo e inapto presidente da República, nem o Valor Econômico, e menos ainda os principais jornais do País vão quebrar se as empresas não publicarem mais esses balanços. Podem quebrar, sim, parte das centenas de jornais pelo interior do País, que circulam somente nos municípios e prestam relevantes serviços à população. E Bolsonaro, sempre mal informado, não sabe que, no lugar dos datilógrafos, hoje são milhares os empregos para digitadores. Presidente, substitua urgentemente seus ódios e baboseiras e passe a governar o País.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

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ACABAR

Agora o nosso presidente “gênio” diz que a imprensa vai acabar. Dou-lhe uma idéia: que tal acabar já com este governo medíocre?

Gabriel Anastacio anastacio@requintesofisticacao.com.br

São Paulo

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TEMPOS DO STF

Há temas que dormem nas gavetas do Supremo Tribunal Federal (STF) durante anos e quando são decididos já provocaram prejuízos pelo atraso. Porém, quando se trata de temas de interesse do STF, como a redução dos salários do funcionalismo, é instantânea (STF forma maioria contra redução de salário de servidor público, 22/8). Que bom termos instituições assim interessadas!

Aldo Bertolucci ldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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REDUÇÃO POR PEC

Sobre a matéria Após placar do STF, Maia diz que é preciso pensar em PEC para permitir reduzir salário de servidores, publicada no Estado em 22/8. Eis uma proposta sensata para corrigir um julgamento insensato da Corte constitucional, que como defensora dos privilégios do funcionalismo só permitirá que a redução seja feita por uma Proposta de Emenda Constitucional. Resta ainda o perigo da consideração que a manutenção dos privilégios da casta seria uma “cláusula pétrea”.                          

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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FEITOS ECONÔMICOS

Com a indexação inflacionária nos contratos do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) pela Caixa Econômica Federal e com a exigência do premiado Nobel em Economia, Joseph E. Stiglitz “na importância estatal” (o BNDES), julgo que será o fim do Plano Real. Quando teremos o Plano Realíssimo?

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo

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