Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

Notas e Informações, O Estado de S.Paulo

26 de agosto de 2019 | 03h00

REFORMA TRIBUTÁRIA

Assombração

Sabemos que a História não se repete, certo? Menos no Brasil, onde tudo é possível, principalmente a insciência governamental. Quando o PT estava no poder, tentou de todas as formas recriar a CPMF, mas a forte oposição popular o impediu, para alívio geral. Mas quando pensamos que o atual governo tinha vindo para acabar com a corrupção e as práticas lesivas aos contribuintes e ao povo em geral, lá vem de novo esse imposto em cascata para nos assombrar. A equipe econômica esqueceu os 14 milhões de desempregados, as agruras dos subempregados, e pretende realmente trazer esse monstrengo de volta?! Quando teremos neste país um governo que saiba usar a cabeça para administrar a economia?

CARMELA TASSI CHAVES

tassichaves@gmail.com

São Paulo

Efeitos perversos

Lendo os jornais, observo um governo de uma nota só no quesito tributos: a insistência na volta da CPMF, imposto execrado pelos brasileiros. O único beneficiário, se isso pode ser dito, será um governo que insiste em arrecadar mais e investir mal. Da forma como é planejada, a nova CPMF vai afugentar investimentos do Brasil. O dinheiro na conta corrente do cidadão já foi tributado anteriormente. Haverá aumento da circulação de dinheiro vivo e fuga das operações bancárias. Independentemente da alíquota que for, esse imposto caminha em progressão geométrica. Presumindo que seja de 0,22%, ela será cobrada em duplicidade: uma vez de quem paga o título e outra de quem o recebe, quando for utilizar o dinheiro recebido. Assim, na prática, a taxa representa o dobro. Outro detalhe perverso parece passar despercebido: tomando por base a cadeia produtiva, digamos que um produto, para ser concluído, envolva a compra de matéria-prima de apenas dois fornecedores; esse imposto se transforma, então, em 0,88%. Para produtos mais complexos, como automóveis, celulares, computadores, a cobrança se multiplicará exponencialmente, dependendo do número de etapas produtivas. Em resumo, a CPMF pouco ajudará na criação de empregos, de que tanto necessitamos. Em contrapartida, nossa capacidade competitiva estará novamente prejudicada com mais essa amarra. Se nosso presidente de fato deseja a redução do famigerado custo Brasil, mantenha distância da CPMF.

MARCOS NOGUEIRA DESTRO

mdestro@amcham.com.br

São Paulo

Transferência de renda

Além das disfuncionalidades já apontadas, a CPMF acarretaria também uma injusta transferência de renda dos estratos mais pobres da população para grandes conglomerados econômicos. Como ninguém escaparia desse imposto, o mais pobre estaria, no limite, subsidiando a contribuição das empresas ao INSS, sem que estas tenham compromisso de contratar mão de obra. Na realidade, muitas corporações se utilizariam dessa folga de capital para ampliar ainda mais os seus investimentos em robotização, inteligência artificial, automação de processos e outras tecnologias, num processo inexorável de redução de postos de trabalho.

ROBERTO T. M. COSTA

robertotmcosta@gmail.com

São Paulo

MEIO AMBIENTE

Frota anti-incêndio

Por que o Brasil não tem ainda uma frota de aviões de combate a incêndios, para atuar em conjunto com equipes de solo? Proponho mais: por que não uma frota latino-americana de apoio aéreo mútuo nesses e em outros sinistros, tanto rurais como urbanos? Em 16/3/1998 (A3) o Estado publicou editorial intitulado Incêndio está fora de controle em Roraima e em 22/3 do mesmo ano enviei missiva publicada neste Fórum dos Leitores sob o título Incêndio em Roraima, em que escrevi: “A comunidade ecológica mundial está convidada a contribuir com o capital para as aquisições de aviões de combate a incêndio, assim como convidamos as madeireiras a contribuírem para que um dos celeiros do mundo deixe de ser um braseiro e a vida no Brasil não se transforme em pó e deserto. Criticar não basta, é preciso agir!”. Passados 21 anos, lembro que as nações mais ricas poderiam até doar incondicionalmente aeronaves desse tipo ao Brasil, que aceitaria sem soberba governamental, dessa forma auxiliando efetivamente na proteção do meio ambiente, cara a todas as nações. As lideranças empresariais esclarecidas envolvidas com toda a cadeia do agronegócio, bem como os importadores dos nossos produtos, deveriam colaborar para a formação dessa frota aérea, pois também há incêndios em pastagens e plantações, como as de cana-de-açúcar e milho, mais vulneráveis em tempos de estiagem. 

HERBERT SÍLVIO HALBSGUT

h.halbsgut@hotmail.com

Rio Claro

Cantando de galo

Mais do que 80% da eletricidade na França vem de energia atômica, banida na Alemanha. Em 50 anos a humanidade vai conhecer a gravidade do lixo atômico acumulado ou jogado nas águas. No passado, as experiências nucleares francesas destruíram, por séculos, a vida e a sanidade ambiental das ilhas de suas colônias no Pacífico. Hoje elas não têm nem 5% da cobertura florestal que tiveram no passado. País burocratizado e corporativo, a França tem medo crônico da competição que a nossa agricultura pode impor a seus antiquados produtores subsidiados. O presidente Emmanuel Macron está em situação política difícil e demagogicamente vem se dizer defensor do verde no mundo. Acho que o Brasil deve anunciar logo uma política de desenvolvimento sustentável para a Amazônia e implementá-la eficazmente. Com técnica, honestidade e determinação soberana. Em prol dos 20 milhões de brasileiros da região, os 300 mil índios incluídos. Ao mesmo tempo, nossa diplomacia precisa deixar claro à França que sua atitude arrogante não é bem-vinda. Antes de cantar de galo por aqui, repare os danos causados pelo nefasto uso da energia nuclear ao longo de décadas.

JOÃO CRESTANA 

jbat@torrear.com.br

São Paulo

Fogo na catedral 

O sr. Macron deveria lembrar-se de que a negligência dos governantes franceses acabou queimando a nossa Catedral de Notre-Dame.

AUGUSTO LEFEVRE

augusto@lefevre.com

São Paulo

Efeito estufa

Qual dos países-membros do G-7 reduziu as suas taxas de emissão de dióxido de carbono (CO2)? A Europa, a China, os EUA e o Japão são os grandes emissores de gases poluentes há décadas. Essa lamentável arrogância de alguns de quererem ditar procedimentos ao nosso país evidencia qual é o papel que o Brasil deve desempenhar no cenário internacional.

ALBERTO PENTEADO

pentha20@gmail.com

São Paulo

*

APAGÃO GERAL

Levantamento estarrecedor feito pelo Estado com base no que foi autorizado em gastos do Orçamento revelou que um destacado grupo de 22 ministérios e órgãos do governo federal deverá entrar nos próximos meses num quadro de apagão pela absoluta penúria de recursos disponíveis (Com bloqueio de verbas, 13 ministérios correm risco de apagão até setembro, Estadão, 23/8). Entre os que estão em situação mais crítica, as importantes Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a Advocacia-Geral da União (AGU), os ministérios de Minas e Energia, da Defesa, da Ciência e Tecnologia, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Os resultados do chamado “shutdown” serão o desligamento dos serviços e programas, a limitação do expediente dos funcionários e até a suspensão do tradicional cafezinho. Como se vê, a economia do País segue ladeira abaixo, em marcha à ré engatada. Ao último que sair, pede-se que apague a luz. A que ponto estamos chegando!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

*

UM FILME TRISTE E MEMORÁVEL

Fahrenheit 751 lotou as plateias. Previsão pessimista, como os livros A revolução dos bichos e O admirável mundo novo. Hoje a morte ou a robotização do homem é muito mais verossímil. Ao falar da imprensa e dos jornalistas, o delirante Jair Bolsonaro diz que a literatura de papel vem das árvores; abolida, as florestas estarão salvas (Bolsonaro ataca a imprensa e diz que jornal ‘vai fechar’, Estadão, 22/8). Talvez seja o caso de começarmos a decorar nossos livros preferidos. O que esperar de um homem que abomina a leitura? Já desferiu golpe considerado genial, ao remeter os balanços das empresas às nossas expensas, nos diários oficiais. Catilina era nada ante a figura inimaginável que hoje nos governa. Não esqueçamos o repto de Cícero, tão conhecido: “Quosque tandem Catilina nostra patientia?”.

Amadeu Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

*

LIMITES

O presidente Jair Bolsonaro vai saber pelo pior caminho que pode muito, mas não pode tudo!

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

*

ECOLOGIA, ESTA VÍTIMA DA IDEOLOGIA

De repente, o mundo se volta para falar da “maior queimada na Amazônia”. Chefes de Estado de países que no passado devastaram seus territórios exigem providências brasileiras e tentam levar o assunto à Organização das Nações Unidas (ONU). O comportamento da alemã Angela Merkel e do francês Emmanuel Macron dá mostras do olho gordo internacional sobre nossa floresta. O polêmico dr. Enéias Carneiro, morto em 2007, já afirmava que os ditos defensores não querem a floresta, mas as riquezas que estão debaixo dela. Desgraçadamente, a questão ambiental tem sido tratada com viés ideológico pelos temerários e incompetentes governos. A ingerência de organizações não governamentais (ONGs) é duvidosa, e muitos procuram a floresta em busca de ganho fácil. É preciso vigilância e providências. Impedir o fogo, seja ele natural, criminoso ou, ainda, ideológico. O fogo natural deve ser contido para evitar estragos, enquanto o criminoso e o ideológico, existindo, precisam, além de eliminados, ter seus autores identificados e responsabilizados de acordo com a legislação ambiental vigente. Também é fundamental defender e manter a soberania nacional na área. 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo                                                                                                    

*

FOGO NO PAÍS

Está na hora de o presidente Bolsonaro, legitimamente eleito pelos moldes democráticos, tomar uma decisão firme. Não precisa ser muito inteligente para ver que estas queimadas na Amazônia são criminosas. Além das canalhices externas que sempre “babaram” pela nossa riqueza natural, cumpre-se até a promessa do filho do encarcerado: “Se meu pai for preso, eu ponho fogo no País”.

Leonidas Ronconi ronconileonidas@gmail.com

São Paulo

*

ALERTA

O PT e seus aliados alertaram: se Lula for preso, vamos incendiar o Brasil. Agora, Lula preso e o Amazonas em chamas, como fica?

Jesus Antonio Ribeiro jesus-ribeiro2005@ig.com.br

São Bernardo do Campo

*

CAUTELA

Sinceramente, acho que o mundo inteiro está viajando em cima de falsas notícias espalhadas sobre incêndios na Amazônia que, por acaso, começaram logo após o presidente Bolsonaro cortar verbas de uma infinidade de ONGs criadas no governo do PT que presumivelmente atuavam na proteção da floresta, e não me admiro se este mesmo partido, que provou ser uma organização criminosa potente, estiver por trás disso para desestabilizar o nosso governo, visto que eles provaram que não estão nem aí para o povo ou o País. Eles querem só o poder, como todos os governos socialistas e comunistas. Não tenho provas concretas, precisaria ir para lá e ver com os próprios olhos, mas tenho quase certeza de que o que comento aqui está próximo da realidade, pois é muito estranho que, de repente, assim, do nada, a Amazônia esteja em chamas. Vamos ser cautelosos e nos cerificar da veracidade destas notícias antes de falar um monte de besteiras.

Alberto Cosulich al.cosulich@gmail.com

São Paulo

*

NOSSA OBRIGAÇÃO

Preservar a Floresta Amazônica é garantir a água, o clima e a vida do Brasil, como nação. A chuva que irriga toda a agricultura nacional e mata a sede dos brasileiros é produzida e distribuída para todo o País pelas árvores da Amazônia. Expliquem isso ao presidente Jair Bolsonaro e a seu ministro do Meio Ambiente. Reflorestar as feridas na mãe amazônica seria ganhar o mundo, e não provocar as outras nações contra nossa fúria em desmatar o maior bem natural do planeta Terra. Desmatar a Amazônia será matar o Brasil e virar o mundo contra nós.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

*

VOCAÇÃO DA AMAZÔNIA

O presidente Bolsonaro não está errado ao defender uma política desenvolvimentista para a Amazônia. O problema está na forma de fazê-lo, por meio da expansão do agronegócio, da pecuária e da indústria madeireira, consideradas atividades predatórias não sustentáveis, que ameaçam a sobrevivência da riquíssima biodiversidade da região. A Amazônia tem um importante papel a desempenhar no combate ao aquecimento do clima e não pode ser transformada em celeiro ou pasto.

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

*

VALE TUDO PARA CULPAR

Nenhum destes países que se juntaram para criticar o Brasil pelo incêndio na Amazônia – que, longe de ser um fenômeno raro, se trata de um acontecimento esperado nesta época do ano, quando ocorre uma combinação de estiagem e baixa umidade do ar – tem autoridade para ensinar o Brasil como devemos tratar nosso meio ambiente. A França, ignorando protestos mundiais, detonou 193 bombas nucelares “em fase de teste” entre 1966 e 1996 na Polinésia Francesa, expondo o Taiti, a ilha mais povoada da região, a índices de radiação 500 vezes maiores que o máximo recomendado pelas agências internacionais. A Noruega ainda promove uma verdadeira matança de baleias, além de explorar petróleo dentro do círculo polar ártico e ainda deter 30% das ações da mineradora Hidro-Alunorte, que promoveu o derramamento criminoso de metais pesados em Barcarena, no Pará. Quanto à Alemanha, de longe é o país com uma matriz energética mais poluidora que a nossa. Resumo: preocupado com os acontecimentos no Brasil, o presidente francês Emmanuel Macron postou a foto de um incêndio ocorrido em 1989 na Floresta Amazônica e, em seguida, outra de um fotógrafo morto em 2013, fazendo tabelinha com o jogador Cristiano Ronaldo, que preferiu a imagem de um incêndio no Rio Grande do Sul. Com aliados assim, nossa floresta não precisa de inimigos.

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

*

GUERRA DO FOGO

A França, sempre a França, que quase já provocou a “guerra da lagosta”, um contencioso entre os governos do Brasil e da França que se desenvolveu entre 1961 e 1963, sai novamente na frente para prejudicar o Brasil, principalmente quanto ao nosso desenvolvimento agrícola e de produção de carnes. Sabemos muito bem por quê. Só não enxerga quem não quer. Naquela época, o conflito foi resolvido de forma diplomática; agora, teremos de resolver novamente, não baixando a guarda, diplomaticamente, mostrando que somos nós os verdadeiros donos da Amazônia e que avançaremos no setor agrícola, no fornecimento de carnes e alimentando todo o mundo, queira a França ou não.

Vanderlei Zanetti zanettiv@gmail.com

São Paulo

*

BRASEIRO MACRON-AMAZÔNICO

Puxa! Com mil carvões! “Nossa casa está queimando.” Pois é. Mandar um francês “tomar banho” é mais que necessário...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

*

A LIDERANÇA DE MACRON

O presidente que tem dado melhor exemplo ao mundo recentemente é o francês, Emmanuel Macron. Tem uma linda história de vida, muita formação universitária e política, tem acolhido e defendido os imigrantes e refugiados e, agora, convocou a discussão do problema da Amazônia no encontro do G7. Quando um presidente desgoverna, os outros precisam intervir. Quem deve ganhar não são o Brasil nem o acordo União Europeia-Mercosul, e sim o mundo. Um bom presidente pensa no bem-estar de seu país e do mundo como um todo.

Rogério de Souza Pires sorriso.psi@hotmail.com

Umuarama (PR)

*

PROVAS MAIS QUE PROVADAS

A quem interessa este incêndio na Amazônia? É óbvio que essas queimadas, com focos em mais de mil pontos, estão sendo orquestradas pelos mesmos criminosos que conspiram contra o presidente Bolsonaro, há meses, inconformados com a derrota nas urnas. Alguém precisa de mais provas, se os fatos falam por si sós? Alguns setores da mídia, ONGs e sindicatos têm motivos de sobra para fazer campanha difamatória e odiar este governo. Ele acabou com a “mamata” deles, que durou mais de 15 anos.

Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo

*

ONGS

Diante de tantos “especialistas” nacionais e internacionais em matéria de desmatamento, segundo os quais ele seria alarmante na Amazônia, é de perguntar o que faziam as “ONGs” que ali atuavam recebendo dinheiro para tanto. Seriam entidades bem intencionadas ou apenas monitoravam o riquíssimo bioma, em que se incluem os preciosos metais do subsolo, aguardando apenas o momento ideal para atacar? Quem viver verá!

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

*

INPE X INMET

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) trata de clima e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) faz o quê? Pesquisas espaciais? Se é assim, é só trocarem de nome. País rico é outra coisa, tem meios dobrados para administrar o mesmo problema!

Roberto Viana Maciel rovisa681@gmail.com

Salvador

*

PRIVATIZAÇÕES

Temos mais de cem empresas públicas, algumas tão úteis e necessárias como a do trem a jato do Rio a São Paulo, e o governo fala em 15? Mais um rato parido pela montanha Bolsonaro!

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

*

A PROPÓSITO

Tô aqui imaginando que maravilha seria se pudéssemos privatizar o Congresso Nacional e a Suprema Corte (STF). Já pensaram trocarmos 513 deputados, 81 senadores e mais 11 ministros que, cá para nós, não valem aquilo que o gato enterra, por um pacote de no máximo 50 investidores estrangeiros, de preferência de países asiáticos, onde o crime de corrupção e o tráfico de drogas são punidos com a morte?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

*

ECONOMIA

Por que não privatizamos o Congresso Nacional? Com certeza seria uma estrondosa economia de escala nas contas públicas.

Francisco José Sidoti  fransidoti@gmail.com

São Paulo

*

CURSOS DE MEDICINA

É muito estranho que um grupo privado de faculdades de Medicina obtenha R$ 1 bilhão numa bolsa eletrônica se o Brasil está com moratória para abertura de novos cursos de Medicina (Grupo Afya, de ensino superior de medicina, levanta R$ 1 bi na Nasdaq, Estadão, 20/7). Ou estão jogando dinheiro fora ou têm alguma informação de que o governo vai voltar a abrir cursos de Medicina. Isso no segundo país com mais cursos de Medicina e com excesso de médicos – muitos formados em péssimas faculdades abertas recentemente, pondo em risco a população.

Raphael Câmara M. Parente raphaelcmparente@hotmail.com

Rio de Janeiro

*

MUDANÇA NO SEGURO DE CARROS

Fomos pegos de surpresa com uma medida simplesmente absurda, ridícula, inconsequente e esdrúxula pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), que decidiu promover uma mexida de peso no mercado de seguros de veículos com a finalidade de baixar o preço das apólices em míseros 10%. Para tanto, simplesmente desobriga as seguradoras de substituírem as peças de reposição apenas com autopeças fabricadas pelas montadoras. Ou seja, a partir de hoje as seguradoras passam a ter permissão legal para trocar peças dos veículos por similares e outras não originais. Essa atitude sem nexo e muito menos pé e cabeça só vem prejudicar o consumidor. Quem tiver um carro do ano e vier a necessitar de reparos de seguradoras, poderão ter a reposição feita com a peça que a seguradora quiser. Essa medida ativará e estimulará ainda mais o comércio de peças de desmanches, cujas origem e procedência não conhecemos.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

*

TROCA DE PEÇAS

A Susep está mudando as regras do seguro de veículos no que diz respeito a peças. Está editando uma medida que desobriga as Seguradoras de substituírem as peças de reposição apenas com as autopeças fabricadas pelas montadoras. E se a montadora cancelar a garantia do veículo por utilização de peças não originais? Sabemos que hoje o quadro é terrível para o proprietário de veículo quando tem que trocar peças. Às vezes nem as lâmpadas encontra, tem que encomendar. A espera, às vezes, chega a meses e é aí que a Susep tem que atuar, interferir. As montadoras querem um mercado cativo? Então tratem de atender decentemente. Não seria melhor a Susep estabelecer um prazo em dias para a entrega da peça sob pena de multa? A indústria automobilística é horizontalizada. Depende de terceiros. Muitas das peças são fabricadas por outras indústrias. A montadora, por amostragem, testa algumas dessas peças no seu Controle de Qualidade. As aprovadas ficam. As reprovadas são devolvidas. E o que o fabricante faz com as devolvidas? Joga fora? Não. Vende no mercado paralelo. Encontrar uma peça fora do padrão num lote não significa que todo o lote está defeituoso, mas é devolvido. É o critério. Não sei se esta medida da Susep vai melhorar ou complicar mais ainda. Vamos ver, mas algo me diz que não vai dar certo.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.