Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

28 de agosto de 2019 | 03h00

GOVERNO BOLSONARO

Voto de desconfiança

Depois de um período administrativo conturbado, quando campeou a corrupção, elegeu-se um presidente do Brasil com propostas diametralmente opostas. A começar pela ideologia. Deus está acima de tudo, mas abaixo estão aqueles que devem agir. Num regime presidencialista de coalizão, exerce-se uma administração imperial, quem está no poder se julga ungido de poder absoluto, não se aceitam divergências. Num momento em que tanto precisamos de tranquilidade para planejar ações de combate não somente às queimadas amazônicas, mas, principalmente, à chamuscagem econômica, muito se fala e pouco se faz. Hoje a reforma da Previdência é a razão da sobrevivência do amanhã. Mas, por si só, será mesmo? Claro que não. Um governo sem planos concretos e que, na pindaíba, vende o que pode para cumprir compromissos básicos de pagamento, que fará com os desempregados? Não sem razão o povo, desesperançado, dá um voto de desconfiança, avaliando este governo com nota baixa.

SERGIO HOLL LARA

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba


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Aumento da rejeição

Em que pese a vertiginosa queda de sua popularidade (27/8, A3), o presidente Jair Bolsonaro não se dá conta de que eleitores que apostaram seu voto numa mudança radical na administração sentem, agora, profunda frustração. A pesquisa CNT/MDA, publicada pelo Estado, escancara essa realidade. No entanto, o sr. presidente continua preso a velhas convicções, que não mais cabem no mundo dinâmico e sincronizado ao seu redor. Além disso, na verdade a sua eleição não representou uma ruptura com as velhas práticas, mas sim um aprimoramento ditatorial para vasculhar e interferir em órgãos governamentais a seu favor e de sua família – como o uso político do BNDES e ingerência na Receita Federal e no Coaf. Entre tantas asneiras em falas e ações, indaga-se: até quando a Nação ficará calada diante de tanta calamidade política, social e econômica?

DONIZETE CRUZ

donicruz@hotmail.com

Passos (MG )


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Se fosse parlamentarista...

O presidente Jair Bolsonaro expõe diariamente o seu despreparo intelectual e emocional para dirigir o nosso Brasil. Mesmo assim, teremos de suportá-lo por pelo menos mais três anos e meio. Por culpa do nosso sistema presidencialista de governo.

EUCLIDES ROSSIGNOLI

clidesrossi@gmail.com

Ourinhos

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Moro frito

Bolsonaro 2018: “Moro será superministro, nomeará quem quiser”. Bolsonaro 2019: “Será nomeado quem eu quiser!”. Como muitos outros, Moro passou à categoria de “vaquinha de presépio”. Principiante na política, deveria ter sido avisado de que palavra de político nada vale e em baile de cobras se recomenda o uso de perneiras de couro grosso. Sabe de nada, inocente!

LAURO BECKER

bybecker@gmail.com

Indaiatuba

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Ao que interessa

Em vez de perder tempo discutindo com o “Macronzinho”, o presidente Bolsonaro precisa focar em arrumar nossa economia e prestigiar a Lava Jato. Lembrando que Paulo Guedes e Sergio Moro foram os principais baluartes de sua eleição.

JOSÉ YARYD

yaryd@uol.com.br

São Paulo


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MEIO AMBIENTE

Demagogia pura

O artigo Ecologista de ocasião (27/8, A9), de Gilles Lapouge, é leitura obrigatória para conhecer a verdadeira face do presidente francês, Emmanuel Macron, que não hesita em fazer uso sistemático da demagogia para seus próprios interesses político-eleitoreiros. Macron justifica sua cruzada contra as queimadas dizendo que a França é uma potência amazônica por causa da Guiana e por isso se dá o direito de propor o “status internacional” da região. Mas faz cara de paisagem quanto à proposta de uma empreiteira ao governo francês de instalar na Floresta Amazônica a maior mina de ouro do mundo a céu aberto – projeto que só foi abortado pelos protestos locais. Bolsonarices à parte, o presidente francês não é nenhum santo.

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

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Quanto vale?

A oferta de R$ 83 milhões pelo G-7 para ajudar a conter os incêndios na Floresta Amazônica, além de estranha, é absolutamente ridícula. Basta lembrar que para restaurar a Catedral de Notre-Dame, após o incêndio, em poucos dias se contabilizaram ofertas acima de R$ 1 bilhão. Seria a preservação da catedral parisiense mais importante que a da Floresta Amazônica para a humanidade?

MARIO MIGUEL

mmlimpeza@terra.com.br

Jundiaí

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Um pouco de História

Nada justifica as atividades de predadores da Floresta Amazônica, nem a inação governamental, atual ou pretérita, para coibir o desmatamento e as queimadas desordenadas. Mas nada justifica também as falas de monsieur le président de la France sobre as queimadas amazônicas, as quais foram documentadas nas obras de seus patrícios que viveram anos no Brasil, no século 16, André Thévet (1558) e Jean de Léry (1578). Este último diz textualmente: “Nous avons fait de beaux feux de ce bois de Brésil” (“fizemos belas fogueiras de pau-brasil”, em tradução livre). Eles haviam percebido que tocando fogo nas árvores mais grossas mais rapidamente as tinham derrubadas e preparadas as toras para embarque nos navios. Isso começou em 1502, conforme relato no Diário de Navegação de Pero Lopes de Sousa (1532). A prática continuou, conforme descrita em sua História do Brasil por frei Vicente do Salvador (1627). E não só pau-brasil. O maravilhoso baixo-relevo que existiu em Rouen, feito com o nosso valioso jacarandá, na propriedade do maior mercador-predador de madeiras brasileiras, Mr. Jean Ango, foi apenas um detalhe a mais. Nós aprendemos a destruir florestas, sim, pois tivemos excelentes professores. Portanto, Mr. le président, ajudar o Brasil a salvar a Floresta Amazônica não será um favor, mas “indenização” devida pela subtração indébita, praticada por mais de cem anos, de boa parte das nossas matas.

PAULO M. B. DE ARAUJO

pmbapb@gmail.com

Rio de Janeiro

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Saco de pancadas

Todo ano a Califórnia, Portugal, Espanha e outros têm queimadas devastadoras, até com mortes humanas, e o mundo se cala. Mas por ser no Brasil...

MILTON BULACH

mbulach@gmail.com

Campinas

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“A Caixa indexou o crédito imobiliário à inflação e agora propõe indexar o rendimento da poupança. Logo surgirão outras possibilidades desse tipo. O que querem, recriar a bola de neve que levou o País à hiperinflação?”

RADOICO CÂMARA GUIMARÃES / SÃO PAULO, SOBRE O RISCO DA VOLTA DO DELETÉRIO DESCONTROLE MONETÁRIO

radoico@gmail.com

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“Em 2022 o Brasil comemora 200 anos de independência de Portugal e seis anos do PT”

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA / SÃO PAULO, SOBRE FATOS HISTÓRICOS PARA COMEMORAR

jwlcosta@bol.com.br

O CONGRESSO E A LEI DE ABUSO

 

Dois dos destaques de primeira página do Estadão de 27/8/2019 têm sintonia perfeita. Com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, investigado por corrupção, os “deputados agem para evitar vetos à lei do abuso”. A sintonia é entre eles, os corruptos, restando aos demais deputados não envolvidos em corrupção – rezo para ser a maioria – uma vigorosa ação moralizadora dos costumes desta republiqueta, atendendo ao apelo do povo brasileiro claramente expresso nas ruas neste e em outros domingos de manifestações populares.

 

Antonio Calos Gomes da Silva acarlosgs@uol.com.br

São Paulo

 

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VOTAÇÃO-RELÂMPAGO

 

Agora entendi a pressa do presidente da Câmara em aprovar a Lei do Abuso de Autoridade.

 

Moises Goldstein mg2448@icloud.com

São Paulo

 

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‘MALDIÇÃO DA MEIA-SOLA’

 

Espero que o presidente Jair Bolsonaro tenha tido a oportunidade de ler o excelente artigo de Fernão Lara Mesquita no Estadão de ontem (Bolsonaro e a maldição da meia-sola, página A2), e entenda a necessidade de vetar a Lei de Abuso de Autoridade, ainda que pessoas importantes nos Poderes Legislativo e Judiciário não o queiram.

 

José Jeronimo Bastos Amaral jeronimoamaral1@gmail.com

Belo Horizonte

 

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PARA ALÉM DA BOA INTENÇÃO

 

Oportuno o artigo Lei necessária, porém contaminada, do jornalista Carlos Alberto Di Franco (Estado, 26/8, A2), que descreve a importância da aprovação de uma lei de abuso de autoridade, igual à que foi recentemente aprovada no Congresso, criminalizando eventuais abusos cometidos por juízes, procuradores e policiais. No entanto, Di Franco lembra que o momento escolhido para sua aprovação e o modo como tudo transcorreu, nos subterrâneos do poder, levantam suspeitas de que existe algo mais do que boa intenção na aprovação de tal lei. Na verdade, tudo indica que há uma orquestração corporativa para blindar corruptos e atacar a Operação Lava Jato, limitando perigosamente a ação de agentes públicos no combate a uma corrupção endêmica que foi transformada nos últimos anos num enraizado método de governança. Se a intenção da lei é coibir abusos – o que é louvável –, mais importante ainda é que haja paralelamente um vigoroso combate à corrupção impedindo que parlamentares legislem em causa própria na defesa de interesses escusos. Num país onde a corrupção sempre reinou impune e o abuso de autoridade de juízes e procuradores – com raras exceções – nunca sequer teve algum destaque notório, fica a dúvida: por que Câmara e Senado, “onde boa parte dos parlamentares tem algum tipo de processo passado ou em andamento na Justiça, a exemplo de Renan Calheiros com uma dúzia de inquéritos no STF”, aprovaram na calada da noite uma a lei que tem tudo para punir aqueles cujo ofício é enquadrar corruptos? Até e velhinha de Taubaté desconfia de que tal medida, no fundo, se trata de uma manobra velhaca de autodefesa para que parlamentares continuem delinquindo alegremente sem correr qualquer risco. Os tempos são outros, e hoje o povo que foi às ruas dar seu apoio à Lava Jato e ao ministro Sérgio Moro não aceita mais que adeptos da velha política formados por oligarcas irrecuperáveis decidam os rumos da Nação. Como lembrou o articulista, está nas mãos do presidente da República impedir a vitória da impunidade.

 

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

 

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DESTAQUES

 

No artigo “Lei necessária, porém contaminada” (26/8, A2), Carlos Alberto Di Franco faz uma análise sobre o projeto de lei que criminaliza o abuso de autoridade (juízes, procuradores e policiais), aprovado por 342 votos de deputados contra 83, no anonimato dos votantes e na calada da noite, após a votação da Medida Provisória da Liberdade Econômica. No brilhante texto, destaco: a democracia reclama respeito à legislação, sem exceções; levantam fundadas suspeitas de blindagem do banditismo; aproveitando um momento de fragilidade da Lava Jato, atacada por astuta operação de desconstrução (mensagens de “suposta fonte anônima”); era obra dos senadores Renan Calheiros e Roberto Requião, pasmem; sua pretensão é correta, porém sem nenhuma transparência e discussão; a “corrupção, com razão, é percebida como o maior problema do País, por isso a maioria dos brasileiros apoia a Lava Jato; a democracia reclama um jornalismo vigoroso e independente. E, por fim, “está nas mãos do presidente da República impedir a vitória da impunidade”.

 

Claudio Baptista clabap45@gmail.com

São Paulo

 

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NEM TÃO RÁPIDO

 

Quando é para soltar desaforo, Jair Bolsonaro age com a velocidade da luz. Quando é para vetar integralmente a Lei de Abuso de Autoridade, Bolsonaro pensa a dizer chega. Por que será? Será?

 

Oscar Thompson  oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

 

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O PRESIDENTE PRECISA DE UM FREIO

 

Já comentei anteriormente que o Congresso Nacional está demorando em adaptar a nossa Constituição à nova realidade da informática. Obviamente, não estou pensando numa revisão completa, mas sim em discutir algumas Propostas de Emenda Constitucional (PEC) sobre alguns artigos mais prementes. O principal deles, a meu ver, a proibição aos presidentes dos Três Poderes da República, assim como seus correspondentes nos níveis estadual e municipal, de se manifestarem nas redes sociais sobre assuntos oficiais atinentes ao cargo que ocupam transitoriamente. Incluam-se nessa proibição manifestações sobre nossas relações com os demais países e seus representantes e entre os demais ocupantes de cargos eletivos no País. A transgressão do disposto nessa norma implicará a perda do cargo. Atente-se para o absurdo da falta de educação, de compostura e de diplomacia praticada pelo presidente Jair Bolsonaro, ao fazer um comentário – que eu classifico como cretino – sobre a primeira-dama da França. E pior, foi um autêntico tiro no pé, para falar a sua língua. Em meu conceito de moral e educação, tal atitude mereceria uma reação do Congresso Nacional, de advertência ao presidente, ou no mínimo uma tomada de posição deixando claro que sua atitude não se coaduna com a do povo brasileiro e que neste triste episódio ele certamente não nos representa. 

 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

 

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MOLECAGEM

 

Ao atacar a esposa do presidente Emmanuel Macron em rede social, Jair Bolsonaro mostra mais uma vez toda sua truculência e infantilidade como homem público. Bem que ele mesmo disse que não nascera para ser presidente. Que tal tentar se transformar em um decente, já que está no cargo?

 

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

 

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ENTENDIMENTO

 

A imprensa internacional divulgou uma declaração do presidente francês considerando que o presidente Jair Bolsonaro não está “à altura do cargo”. A repercussão dessa manifestação, por certo, tem reflexos no conceito do Brasil e atinge a nossa economia. E pesquisa de opinião pública recente constata que cresce, também, a reprovação do governo brasileiro pelo eleitorado nacional. Como se pode deduzir, o momento exige muita reflexão e mais, uma ação de segmentos que podem dar indicativos para um amplo entendimento e que busquem soluções de forma ampla. Sem ficar na dependência de atitudes corporativas.

 

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.b

Santos

 

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TORCIDA CONTRA

 

Enquanto os governadores da Amazônia Legal se reúnem republicanamente com o presidente Jair Bolsonaro para ajustes de procedimentos institucionais visando ao combate às queimadas e desmatamentos inopinados e à defesa da nossa floresta e suas riquezas, afrontando a nossa soberania, pasmem, parlamentares do PT, PSOL e líderes de associações esquerdistas assinaram documento criminoso exigindo a intervenção do governo francês na Amazônia. Nada mais cristalinas que as conclusões das nossas aliadas redes sociais: “Pode ter bacharelado, mestrado, doutorado. Pode ter mil diplomas. Se você torce para seu país dar errado, você não passa de um imbecil”. Com a palavra, o Supremo Tribunal Federal (STF), à luz do artigo 8.º da Lei de Segurança Nacional, que prevê pena de 3 a 15 anos de reclusão aos que praticarem atos de hostilidade contra o Brasil.

 

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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STATUS INTERNACIONAL

 

O presidente da França, Emmanuel Macron, questionou a conveniência de conferir um status internacional à Floresta Amazônica, no caso de os líderes da região tomarem decisões prejudiciais ao planeta. Bom aluno de História, o senhor Macron deve estar se baseando, agora, nos status internacionais que já tiveram, no passado, as bananas da América Central, o petróleo da Pérsia, os diamantes de Serra Leoa e tantas mais riquezas sem fim que assim passaram da propriedade privada de seus povos às devidas e necessárias mãos internacionais, sempre ciosas dos bens do planeta.

 

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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VAMOS INTERNACIONALIZAR A GUIANA FRANCESA?

 

Os políticos franceses são pródigos em bravatas insolentes e declarações estapafúrdias sobre a Amazônia brasileira. François Miterrand, ainda em 1989, declarou que o Brasil deveria aceitar uma “soberania relativa” sobre essa riquíssima região. Emmanuel Macron, agora, aventa a possibilidade de conferir “status internacional” a esse imenso território legitimamente pertencente ao Brasil. Curiosamente, nenhum deles jamais propôs a internacionalização ou a relativização da “soberania” da Guiana Francesa, que faz parte do bioma amazônico e, ainda hoje, apesar de estar encravada na América do Sul, continua sendo território ultramarino da França. Quelle hypocrisie, n’est ce-pas?

 

Glauco Paludo Gazoni glaucopaludo@hotmail.com

São Paulo

 

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RESPEITO

 

Presidente Macron, por que não internacionalizamos o território francês? Ao longo da História, ele já foi invadido inúmeras vezes, mesmo! Já passou da hora de estes países respeitarem a soberania brasileira.

 

Rodrigo Echeverria rodecheverria73@hotmail.com

São Paulo

 

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PERGUNTAS E RESPOSTAS SIMPLES

 

O Brasil precisa de ajuda financeira para terminar com desflorestamentos e queimadas? Não. (Ainda que por vias tortas, Bolsonaro tem razão.) O Brasil ganhou alguma coisa com desmatamentos da Floresta Amazônica para pastos e plantio? Não. A pobreza foi diminuída em consequência de desmatamentos na Amazônia? Não. Descobriu-se um Eldorado mineral ou biológico? Não. Aplicaram-se EIA/Rima para licenciar os desflorestamentos? Não. A Floresta Amazônica é importante para a mitigação das mudanças climáticas? Sim. O Brasil é um dos maiores emissores de gases de efeito estufa (GEE) só por conta de desmatamentos desnecessários para o desenvolvimento econômico e social? Sim. Então, os desmatamentos são crimes ambientais? Sim. Então o Brasil está na posição de vilão quanto ao desempenho da responsabilidade pelas futuras condições de sobrevivência da humanidade? Sim. Qualquer um tem o direito, se não o dever, de reclamar? Sim. Então, cabe ao Brasil, por responsabilidade, que só pode ser exercida soberanamente, colocar a cabeça e a casa em ordem!

Alguém discorda?

 

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

 

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AJUDA

 

Sugiro aos ricaços que, em vez de interferir em nossa soberania, ajudem-nos a nos transformarmos num país de Primeiro Mundo, para que não necessitemos explorar as riquezas do bioma amazônico.

 

Eduardo Cavalcante da Silva cavalcante_1000@hotmail.com

São Paulo

 

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SOBERANIA

 

No primeiro item do primeiro artigo do primeiro título da Constituição (“Dos Princípios Fundamentais”), a Assembleia Constituinte de 1988 elegeu a Soberania como o primeiríssimo princípio fundamental do Estado Democrático de Direito. Nem poderia ser diferente, uma vez inexistir Estado independente que não seja soberano. Por outro lado, é verdade que o conceito de soberania, no que se refere às relações externas – tratados, convenções, conferências, ONGs, etc. – vem sofrendo inevitáveis relativizações, em face da necessidade da convivência pacífica entre as nações, num mundo cada vez mais interdependente. Porém, no que tange ao campo interno do Estado, explica o eminente jurista e professor brasileiro Celso Ribeiro Bastos, em sua excelente obra Curso de Teoria do Estado e Ciência Política (Saraiva, 1999), citando o consagrado jurista austríaco Kelsen: “Temos, pois, que, juridicamente, o Estado é soberano porque, senão de sua conduta, só ele decide sobre a eficácia do seu direito” (grifos meus). No momento em que vemos exacerbar-se a nefanda tese da internacionalização da Amazônia, sob os mais hipócritas desideratos ambientalistas, é imprescindível que nenhum brasileiro deixe de entender o exato conceito de soberania, nos limites do seu território. No jargão popular: quem manda aqui sou eu!

 

Rui da Fonseca Elia rui.elia29@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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TÁTICAS MODERNAS

 

Para lembrar no tempo atual O Sal da Terra, a poesia cantada de Beto Guedes! Desde que a Petrobrás foi criada, nos anos 1950, já prevendo entre outras coisas a cobiça pela a Amazônia brasileira pelas potências mundiais, naquela época e até hoje permanece ainda a insistência dos mesmos atores do pós-guerra com outras táticas mais modernas a querer a internacionalização da Amazônia através de ONGs, igrejas, pesquisadores, empréstimos, doações, a ocupar e extrair as riquezas do riquíssimo solo brasileiro.

 

Eliton Rosa elitonrosa@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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INTERESSES ESPÚRIOS

 

Nossos artistas, intelectuais, clérigos e jornalistas indutores de opinião deveriam se preocupar mais com a nossa soberania sobre a Amazônia do que sobre os interesses espúrios da França sugerindo desapropriá-la como o pulmão do planeta. Trump já deu a dica propondo a compra da Groenlândia. E a grosseria de Jair Bolsonaro com a primeira-dama francesa tem de ser essencialmente entendida como manifestação viril, de rua, contra a arrogância, jactância e prepotência das ditas colônias sobre suas ex-colônias. Homens, mulheres e crianças, sem luta não entregaremos nada.

 

Sergio Torres sergio.torres47@gmail.com

São Paulo

 

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‘CANTANDO DE GALO’

 

Cumprimento os leitores srs. João Crestana, Augusto Lefre e Alberto Penteado (Fórum dos Leitores de 26/8), pelos comentários, que me permito complementar, lembrando a grande quantidade de testes nucleares realizados pela França no Atol de Moruroa: 46 testes atmosféricos e 150 subterrâneos. É lamentável que os repórteres e articulistas do Estadão não se tenham lembrando dessas agressões nucleares. E, como salientou a ministra da Agricultura, as reportagens omitem informações favoráveis ao Brasil, isto é, têm sido tendenciosas. É claro que o presidente Bolsonaro deve modular os seus comentários e que o governo federal e os governos estaduais devem agir duramente contra os incêndios e a destruição da floresta pelos criminosos.

 

José Luiz Abraços octopus1@uol.com.br

São Paulo

 

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DEVEMOS TEMER?

 

O Acordo de Munique foi um tratado datado de 29 de setembro de 1938, na cidade de Munique, na Alemanha, entre os líderes das maiores potências da Europa à época: Adolf Hitler, Neville Chamberlain, Édouard Daladier e Benito Mussolini. O objetivo da conferência – para a qual a Checoslováquia, por incrível que pareça, não foi convidada – era a discussão do futuro daquele país, e deu à Alemanha os Sudetos e o controle efetivo do resto da Checoslováquia, diante da promessa – não cumprida por Hitler – de que aquela seria a última reivindicação territorial da Alemanha. Vivemos um outro momento histórico, e evidentemente Macron não é Hitler, nem há sequer como comparar a democracia francesa à Alemanha nazista, mas a proposta de internacionalizar a Amazônia, feita pelo presidente francês no último dia da cúpula do G7, sem a presença do Brasil, deixa uma pergunta no ar: devemos temer pela nossa soberania?

 

João Manuel Maio  clinicamaio@terra.com.br

São José dos Campos

 

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‘ECOLOGISTA DE OCASIÃO’

 

Com propriedade, Gilles Lapouge, em sua crônica de ontem (Ecologista de ocasião, 27/8, A9), traçou um perfil do destemido presidente francês Emmanuel Macron: “jovem, polido, especialista em golpes baixos”. De carona, nas queimadas da Amazônia, flutua como paladino da floresta. Mostra seu pendão ao estrelato e ao oportunismo. Parodiando um jargão do passado, “brasileiro é tão bonzinho”, dito por conhecida estrela da Rede Globo: “franceses são tão bonzinhos”, não esquecendo o sotaque, carregado de charme. Faria muito ficando calado!

 

José Perin Garcia jperin@uol.com.br

Santo André

 

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AMAZÔNIA EM CHAMAS

 

No ano de 64 d.C. o imperador romano Nero, tirano e autoritário,  com sua mente perturbada, colocou fogo em Roma, tocando sua harpa enquanto a cidade ardia em chamas. No século 21 a história se repete, só que aqui, no Brasil, na maior floresta tropical do mundo, a Floresta Amazônica. Um presidente que ascendeu ao poder sem estar devidamente preparado para o cargo que ocupa, um bufão e autoritário, com uma política ambiental inconsequente, que mesmo sem provas insiste em culpar ONGs pelos incêndios e desmatamentos causados, provocou reações negativas das organizações ambientais internacionais. Na minha concepção, cheguei à conclusão de que o presidente francês, Emmanuel Macron, esteja com a verdade ao afirmar que Bolsonaro mentiu ao afirmar sobre os compromissos climáticos e ambientais assumidos na reunião do G20, caminhando, assim, o Brasil para uma crise internacional sem precedentes. 

 

Arnaldo Luiz de Oliveira Filho arluolf@hotmail.com

Itapeva

 

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ENCRENCA GLOBAL

 

Parabéns, Brasil! Conseguiram arrumar encrenca com o planeta inteiro! Também, com os políticos e dirigentes que temos, até que demorou muito. Vamos ver em que podemos ajudar, vamos começar pelo básico: como estamos hoje na prevenção, na fiscalização, na atuação, nos processos, na apreensão e seus resultados? A prevenção é pífia ou inexistente, não há qualquer programa, proposta ou legislação básica que permita, conceda exploração comercial controlada ou usufrua do bem silvestre, seja com ajuda ou não de silvícolas ou empreendedores credenciados. A fiscalização também é falha, ficando os fiscais no ar-condicionado e dando-se importância absurda para áreas que já estão completamente arrasadas e degradadas, somente para dizer que estão fazendo alguma coisa, que estão atuantes, que todas as denúncias são apuradas e prontamente atendidas. Nada mais falso. Ou seja, onde realmente é preciso fiscalização, não há! Não há fiscais, não há viaturas, não há estruturas de monitoramento e vigilância nem mesmo treinamento e salários adequados (evita corrupção, roubo, propinas, vista grossa), entre outros, para fazer funcionar no mínimo necessário (sem cortes de verbas ou desvios de finalidades) e de acordo com diretrizes adequadas. As atuações só existem, como eu disse, no ar-condicionado. Estou sendo injusto? Vamos ver: aqui, se você tirar uma árvore, tem de plantar 25. A pergunta que não quer calar é: quem? Quem vai colocar árvores (numa área 25 vezes maior) para reparar os danos feitos pelas queimadas? E não interessa se é um metro quadrado ou se são 200 milhões! A pergunta permanece: quem vai atuar? Quem vai prender quem? Vai processar quem? Difícil de responder, não é? Os processos, quando existem, são para pequenos sitiantes ou pequenos empresários ou empresas familiares que mal se sustentam nas pernas ou que precisam a todo custo e a toda hora de alternativas, de empréstimos ou de financiamentos para empurrar um pouco mais para a frente a crise, esperando uma melhora que nunca chega. E isso pagando impostos que são caros para o que arrecadam de um suposto lucro. A fome ou a vida não podem esperar. As apreensões existem, mas são poucas. A grande maioria passa sem problemas (fronteiras enormes desprotegidas), algumas madeiras são certificadas (corrupção à vista), outras nem sequer passam por fiscalização (fraude documental) e, quando aparece alguém, a serraria, o extrator ou o fraudador, avisado anteriormente (fiscais corruptos), abandonam máquinas e equipamentos, quando não colocam fogo para não pegarem nada (se não for meu, não é de ninguém), deixando somente cinzas para trás. Se ateiam fogo a máquinas, equipamentos e estoques, é porque o lucro é absurdo. Só são presos os peixinhos; os grandes tubarões saem livres, leves e soltos. Os resultados são visíveis. A todo momento tentam (só propaganda) mostrar que está surtindo efeito o que fizeram no passado (legislação, apreensão, etc.), mas o problema é que não está. Nem de longe! O que está errado? Há espécies que estão ameaçadas de extinção (extrativismo predatório) e outras que estão realmente sendo erradicadas sistematicamente, podendo em pouco tempo entrar para a lista de extinção. Não há espécie (mogno, peroba, jacarandá, entre outras) que possa ser clonada? Ou pelo menos ser replantada de modo adequado, para recompor a floresta original? A criação de viveiros com mudas das espécies nativas de grande valor e que poderiam gerar lucros com a exploração racional e adequada da floresta sem prejudicar o meio ambiente é possível? Sim ou não? Mas quem é o culpado? Nós. Sim, nós. A legislação precisa melhorar e permitir uma exploração controlada e monitorada (a floresta tem muito a oferecer), o desmatamento não precisa ser predatório ou agressivo, mas, se explorado de acordo (veja o exemplo de outros países, como EUA, Canadá, Noruega, entre outros), pode render lucros e preservar a floresta (remédios, madeiras, etc.) sem apelar. Nós temos ainda mais um problema sério, já que toda apreensão não pode ser doada, leiloada ou vendida, nem o possível lucro revertido a favor do órgão público, pois é preciso “guardar provas” de um eventual processo (se encontrado o culpado) jurídico que se prolongará por anos. Outros países estão de olho na Amazônia por causa de minérios raros, remédios e água doce, coisa que nem de longe eles têm. Não é por causa de queimadas, isso é desculpa. Qual o melhor método para desestabilizar um país? Fazer a opinião pública se virar contra o governo, controlar o povo com argumentos (proteger a Amazônia) e atitudes (incêndio proposital?) para deixar aberto a sugestões externas que podem ser perigosas ao longo do tempo. Abram o olho! Não recriminem ninguém nem façam julgamentos apressados, pois podem condenar alguém inocente. Não confiem em políticos vendilhões, que fazem leis que beneficiam a si próprios, nem em repórteres que distorcem as notícias para ficar por cima.

 

Hermógenes Catrocchio Filho catrocchiofilho@bol.com.br

São Paulo

 

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VEXAMES

 

Os brasileiros estão com vergonha das barbaridades de nosso presidente? Isso não é nada, esperem para ver o discurso inaugural que Bolsonaro fará na inauguração dos trabalhos da ONU em setembro. Aí, sim, vai dar muita vergonha ser brasileiro!

 

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

 

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HIPOCRISIA

 

Sobre a matéria Pronunciamento de Bolsonaro sobre Amazônia é recebido com panelaço em algumas cidades do País, publicada no Estadão em 24/8, curiosamente agora os petistas fazem “panelaços”, que não devem ser tantos assim, durante pronunciamento de Bolsonaro na TV quando se pronuncia sobre a Amazônia. Curiosamente, os problemas da região já são antigos, e não de hoje, mas, enquanto no governo, o PT também não fez nada. Quanta hipocrisia da “resistência petista”, que agora lança o ataque da operação Queimadas na Amazônia, já que a operação Brasil Intercept deu com os burros n’água.

 

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

 

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O SOM DAS PANELAS

 

Aqui, no Brasil, quando o som das panelas começa a soar nas janelas dos prédios, presumo que é momento de o chefe da Nação colocar suas barbas de molho.

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

 

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PORTÕES DAS CRISES

 

O presidente Jair Bolsonaro adotou o hábito de parar nos portões do Palácio da Alvorada para conversar com os presentes quando, com seu discurso titubeante, faz críticas inoportunas e instala crises completamente desnecessárias. Essas paradas também se prestam a demonstrar seu despreparo para o exercício da função, principalmente quando seus comentários, predominantemente de viés autoritário e prepotente, nos afetam política e institucionalmente, tornando ainda mais sofrida nossa vida já depauperada pela crise em que nossos pseudopolíticos nos meteram e não têm competência para superar, muito embora irremovíveis por mandatos absolutos. E, nos últimos tempos, o presidente resolveu ampliar essas críticas alcançando outros países e expondo mundialmente a forma singularmente extravagante como somos governados. Oportuno, portanto, afirmarmos que não é da natureza do brasileiro o menosprezo à razoabilidade e que, infelizmente, estamos constitucionalmente tolhidos de intervir nesses ridículos desatinos até as próximas eleições. Sem mudanças profundas em nossa Constituição, um futuro sombrio se descortina. 

 

Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

 

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JOGO DE EMPURRA

 

Estamos tão distraídos do Brasil que nem parece que somos brasileiros. Vivemos intensamente a ilusão de que o País seja responsabilidade de alguém que não conhecemos. Esperamos uns pelos outros, mesmo com a panela fervendo e o caldo entornando.  Enquanto isso, o nosso futuro está bem guardado, quase escondido, talvez tenha fugido de nós.

 

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

 

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DESIDRATAÇÃO DO GOVERNO

 

O presidente Bolsonaro agora atribui responsabilidade pelas queimadas na Amazônia ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI), comandado pelo general Augusto Heleno. Teria cochilado até o dia 22, quando percebeu a imensa gravidade do problema. Do mesmo modo, o presidente cobre de gelo seu outrora ministro preferido, Sergio Moro, mormente se cumprida a promessa de demissão de Maurício Valeixo. Várias outras restrições já se abateram sob a atividade do ex-juiz da Lava Jato: a perda do Coaf, o desprezo ao projeto anticrime em tramitação no Congresso e a insistência de Bolsonaro em dizer que quem manda é ele, não o ministro. Nesta toada, aos poucos o governo cairá num poço sem fundo.

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

 

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METAS

 

Em qualquer escola de Administração as metas costumam ter um tratamento especial. São consideradas essenciais, exigindo divulgação contínua. Devem ser mantidas sempre vivas, pois seu conhecimento claro e evidente permitirá a cada um de nós saber o caminho para atingi-las, mantendo o foco em todos os meios e recursos para buscá-las. Sem uma bússola sempre apontando o norte e sem um mapa e uma régua, que hoje são digitais, nenhuma embarcação chegaria a lugar nenhum, se o céu estiver sempre encoberto. Os tripulantes e passageiros permaneceriam brigando e pondo a culpa no capitão, sem ter como chegar a um destino que já nem mesmo saberiam qual é. Alguma semelhança com nosso Brasil?

 

Luiz Augusto Casseb Nahuz luiz.nahuz@gmail.com

São Paulo

 

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PERTURBADOR

 

Se o Brasil tem o presidente Jair Bolsonaro para atazanar o ambiente político, prejudicando nossa economia, os americanos têm Donald Trump, que insiste em taxar, mais uma vez sobre US$ 300 bilhões, produtos importados da China, sem, no entanto, conseguir conter o alto déficit comercial com esse país. Esta guerra comercial, que preocupa empresários e investidores dos EUA, eleva também o temor de uma recessão econômica mundial, já que o governo chinês tem respondido à altura, taxando também produtos importados dos EUA.

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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EXTREMOS

 

Enquanto a disputa comercial entre os EUA e a China esfria a economia global, as queimadas Brasil afora, notadamente na Amazônia, preocupam e esquentam o planeta. A globalização lançou a semente da extremidade, quer na economia, quer no tecido social, mas na política cabe ao G7 debater alternativas para que a exclusão social não desabe numa terceira guerra mundial.

 

Carlos Henrique Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

 

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BRASIL LADEIRA ABAIXO

 

Sinceramente, não sei o que está mais em baixa: o Ibovespa, a popularidade do presidente Bolsonaro, o PIB ou a reputação do nosso país perante o mundo. Quando será que o brasileiro vai parar de perder tempo com esta baboseira de “esquerda”, “direita”, “eles”, “nós”, “petralha”, “coxinha”, e arregaçar a manga e lutar por um Brasil melhor? Precisamos tirar as ervas daninhas dos Três Poderes urgentemente, antes que fiquemos igual à Venezuela. Precisamos nos unir e ir para a rua pela mesma causa: Brasil.

 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

 

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DESAPROVAÇÃO

 

Não foram necessários mais do que apenas oito meses para que a população brasileira emitisse um grave e alto sinal de alerta em relação ao governo Bolsonaro. Pesquisa da CNT/MDA deste mês revelou índice de desaprovação majoritário de 53,7%, ante apenas 28,2% em fevereiro; a avaliação negativa passou de 19% para 39,5%, enquanto a positiva diminui de 38,9% para 29,4%. Além disso, nada menos que 39,1% dos respondentes consideram o decreto sobre armas a pior ação do governo, e 7 em cada 10 afirmaram ser inadequada a indicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para a embaixada nos EUA. Se os números, contra os quais não há argumentos, seguirem nesta crescente toada de desaprovação e desencantamento da população diante das polêmicas, autoritárias e contraditórias ações da gestão Bolsonaro, os panelaços típicos dos desgovernos lulopetistas aumentarão de tom e repique, deixando a nau Brasilis à deriva, sem norte e sem bússola em meio a uma crise econômica planetária de consequências imprevisíveis. Daqui por diante todo cuidado será pouco nesta longa, perigosa e enjoativa travessia por mares revoltos, sob nuvens negras de tempestade. Quem sobreviver verá.

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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VENCEDOR E VENCIDO

 

Após o fragor da batalha, o capitão foi o vencedor, porque assim quis o povo. Mas o povo não está feliz com Bolsonaro, a saber: 54% não mais estão com ele e 39% acham seu governo péssimo ou ruim. Com esse solavanco, será que o capitão vai enquadrar-se? Precisa lembrar-se de que o verdadeiro líder é modesto no comando e diz sempre que as vitórias pertencem a todos da equipe. Na verdade, nunca se viu um grande líder dar gritinhos de “sou eu que mando”, etc. Mas as derrotas, certamente, farão o capitão vestir as sandálias da humildade.

 

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

 

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A POLÍTICA PARA 2022

 

É de ficar indignado ler a entrevista ao Estadão do tucano Fernando Henrique Cardoso (FHC: ‘Se Doria quer ser candidato, Bolsonaro é adversário’, 24/8, A4), em que afirma que o presidente Jair Bolsonaro não é aliado, e sim adversário de João Doria, que se utilizou do slogan “Bolsodoria” na campanha ao governo do nosso Estado, e uma pessoa que gosta de aparecer à custa de outras, um verdadeiro papagaio de pirata. Doria, que já traiu e acabou exterminando a carreira política do seu padrinho Geraldo Alckmin, agora sonha com a Presidência em 2022, e não mede esforços para deixar de ser “Bolsodoria” e “bater a carteira” da popularidade política do presidente. Doria não mostrou ainda para que veio ao mundo político, foi eleito prefeito e abandonou a prefeitura para ser eleito governador – e já está em campanha para presidente. O que ele fez até agora? Na verdade, na prefeitura foi um demagogo, vestindo-se, por exemplo, de gari, de maneira maliciosa, visando à manipulação dos interesses populares; e agora, no Estado, jogando com os interesses da iniciativa privada, com o desmonte da sua estrutura, social, técnica e patrimonial, com os cortes em programas sociais e as privatizações das empresas públicas. Na verdade, o que nos foi mostrado até agora é que o sr. João Doria não deixa de ser um “João de Deus”, um vigarista no mundo político, passando o conto do vigário para alcançar o poder, desta vez a Presidência da República. Por fim, indago por que os deputados do PSL fazem parte da base do governo Doria. Cadê a fidelidade e a ideologia partidária destes deputados, ao apoiar um governo que declara que o presidente Jair Bolsonaro, do PSL, não é aliado, e sim um adversário político?

 

Claudio Dias claudio.dias1954@gmail.com

Embu das Artes

 

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CONSELHO DE FHC A DORIA

 

Que belo conselho o grande sociólogo e ex-presidente deu a Doria (Estadão, 24/8, A4)! E o País, o Estado de São Paulo, que se ferrem, mal começada esta gestão. FHC deveria aconselhar o oposto! Triste conselho! Imaginem o que ocorre no dia a dia com o intuito de prejudicar ou “queimar o filme” do seu adversário. Doria não deve segui-lo, até por que FHC parece ser seu adversário dentro do próprio PSDB.

 

Aparecido Jose Gomes da Silva ajgs@uol.com.br

Santana de Parnaíba

  

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CANDIDATURA À PRESIDÊNCIA

 

Parabéns ao FHC. Acaba de dar a João Doria um abraço de afogado.

 

Edison Ribeiro Pereira edisonribeiro@hotmail.com

São Paulo

 

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SOLUÇÃO

 

Fernando Henrique expressa, em sua entrevista (Estado, 24/8, A4), a melhor solução para o Brasil e o mundo. Claro e simples, como cabe aos mais velhos. Muito bom.

 

Arthur Filho arthur.filho@colegiouirapuru.com.br

São Paulo

 

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EM BAIXA

 

O PSDB está há 17 anos sem vencer uma eleição presidencial. No Estado de São Paulo o PSDB teve sucessivas eleições de sucesso, mas desde 2002, em eleições para governador de São Paulo, o candidato eleito do PSDB ou era desalinhado com FHC ou escondia a figura dele. Na última eleição presidencial em que o PSDB teve possibilidade de vitória, e nesta ocasião FHC foi colocado na vitrine, o candidato era Aécio Neves, que acabou derrotado. Por este cenário percebe-se que o prestígio de FHC está, como metáfora, em baixa. O candidato Aécio esteve envolvido em coisa muito feia, e ainda que o trânsito em julgado não tenha acontecido, sua condenação é questão de tempo, caso a letárgica justiça não permita a prescrição dos crimes. Ao tempo do mensalão, quando Lula foi mostrado na sua completa falta de pudor e, portanto, sujeito ao impedimento, FHC defendeu que ele fosse preservado, e sangrando perderia a eleição de 2006. Deu no que deu: o Brasil foi “premiado” com mais quatro anos de Lula, e seis anos de Dilma. Diante deste cenário, a pergunta que se apresenta é: até quando e onde a empáfia de FHC se manterá? Ele não se dá conta de que de política entende muito pouco? Jânio Quadros, na eleição para a Prefeitura de São Paulo em 1985, já havia provado isso, mas ainda há gente que dá palanque para este cidadão. Até quando?

 

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas

 

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O FUTURO DO PSDB

 

Na condição de filiado ao PSDB, venho manifestar o meu profundo desapontamento pela inação da direção do partido ao prepará-lo para o futuro e todos os desafios nisso envolvidos. Ao não admitir que o futuro do partido não passa por Aécio Neves, com sua notória quebra de decoro, a direção do partido faz uma opção de morte, e não de vida, desrespeitando todos os filiados, além dos quadros que lutam ferrenhamente para manter o PSDB de pé.

 

Airton Reis Júnior areisjr@uol.com.br

São Paulo

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