Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

29 de agosto de 2019 | 03h00

GOVERNO BOLSONARO

Degradação

Cumprimentos pelo editorial A degradação da Presidência (28/8, A3). Muito triste tudo isso. Elegemos um representante máximo que é provido de uma língua afiada e chula, a qual contribui para deteriorar a boa imagem de um país que está entre os dez maiores produtos internos brutos (PIBs) do mundo. Mas, infelizmente, a questão não é somente de passar um verniz no presidente da República. O buraco é mais embaixo. Basta perambular pelas ruas para constatarmos o quanto existe de “bolsonaros” neste país, há muitos anos. Não é apenas o presidente que se põe mal. Ainda há muito o que fazer para melhorar a nossa imagem. E o que temos feito para superar essa questão? Como vai a educação?

FLÁVIO G. BELLEGARDE NUNES

fg@flaviogonzaga.com.br

São Paulo

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Busca do equilíbrio

Passados oito meses de governo, a sociedade espera resultados (Desespero com as contas, 28/8, A3). Para não furar o teto do déficit primário de R$ 139 bilhões, a equipe econômica corta verbas de setores importantes, repetindo o que fizeram governos anteriores. E é criticada pelos ditos prejudicados, que nada fizeram quando a tesoura estava nas mãos de Lula e Dilma. Afinal, não foi agora, no governo Bolsonaro, que se criaram o déficit e o desequilíbrio orçamentário, o empreguismo, as queimadas e outros males. A eleição do atual presidente se deu na expectativa de, com nova atitude, poder resolvê-los. O governo deve propor as leis e reformas e o Congresso não pode retardá-las, pois só isso pode contribuir para o fim da crise. Sem o comprometimento de todos, as soluções não virão e o povo, frustrado, continuará sofrendo.

DIRCEU CARDOSO GONÇALVES

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo


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Já deu

Torci muito pelo presidente pavio curto. Contudo, pela total falta de educação, equilíbrio emocional e diplomacia com o G-7 e pela queda de braço com a França, agora chega de apoiar presidente despreparado.

ROBERTO ANGELINA

cardosohungria@gmail.com

Itapetininga

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MEIO AMBIENTE

‘A nossa Amazônia’

Oportuno e ilustrativo o artigo do sr. vice-presidente da República, Hamilton Mourão, com o título acima (28/8, A2). Pelo relatado no texto, não restam dúvidas de que a Amazônia historicamente faz parte inseparável do território nacional. E ao longo dos séculos o Brasil vem repetidamente reafirmando sua soberania sobre aquela região. Só faltou o sr. vice-presidente instar as demais instituições do País – Câmara, Senado, STF e outras – a participar da defesa da soberania brasileira sobre a Amazônia, reforçando e apoiando as manifestações nesse sentido do presidente da República.

GERSON DE CARVALHO ALVITE

patriarca@patriarca.com.br

Santo. André


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Soberania

Afora um certo ufanismo ao final do seu artigo, o vice-presidente Hamilton Mourão leva-nos a reconhecer ser irretocável o conteúdo do texto. Ao contrário do presidente da República, sr. Jair Messias Bolsonaro, que pode até ser bem-intencionado, mas mete os pés pelas mãos, Mourão nos dá informações históricas sobre como e por que nossa soberania sobre a Amazônia tem fundamento legal, moral e real. As ofensas trocadas pelo nosso presidente com o inexpressivo presidente da França, Emmanuel Macron, apenas diminuem a grandeza da questão. De qualquer modo, a Nação despertou para o tema, que nos é muito caro, e nos levou a ter, novamente, um sentimento agradável de patriotismo.

ÉDEN A. SANTOS

edensantos@uol.com.br

Barueri


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Coerência

Para terem credibilidade as coisas devem, antes, fazer sentido. No dia em que Emmanuel Macron boicotar os produtos da China, parar de comprar do país mais poluidor do planeta, quem sabe eu venha a dar ouvidos ao que ele diz. Por enquanto, o discurso não bate com a prática.

MARCIA MEIRELLES

marciambm@yahoo.com.br

São Paulo


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Pajelança

Como boa raposa política, o francês Emmanuel Macron mergulhou de cabeça no Rio Amazonas para se purificar de seus “pecados” domésticos. O grande problema é que os coletes amarelos não parecem nem um pouco interessados em pajelança.

RICARDO C. SIQUEIRA

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)


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Agenda propositiva

Na minha visão, há muita discussão sobre as questões brasileiras e pouca resolução ou propostas de resolução. Entendo que poderíamos aproveitar o momento em que só se fala da Amazônia e chegar a uma agenda propositiva para o desenvolvimento de parâmetros de governança técnica e científica que englobasse florestas, mananciais, reservas minerais, biodiversidade, produção de energia sustentável, passando, é evidente, por incutir nas novas gerações mentalidade de respeito e preservação do imenso patrimônio de que o povo brasileiro é herdeiro.

JOSE JOAQUIM ROSA

jose.rosa1945@hotmail.com

São Paulo


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Desenvolvimento indígena

Esta semana vimos o índio Raoni se dirigir aos países ricos para pedir dinheiro, o que nos envergonha, pois suas terras são riquíssimas. Vê-se que nossos indígenas estão em situação de penúria e não querem seguir nessa condição. Desenvolvimento indígena com a exploração sustentável da Amazônia é a solução. Nossos índios merecem condições melhores de vida. Por que temos de manter índios em situação de carência de tudo, se existe a possibilidade de desenvolvimento desses povos? Eles não têm direito ao progresso? Qual o interesse em manter nossos índios como se estivessem na Idade da Pedra? Apoio incondicionalmente as iniciativas que visem à exploração sustentável da Amazônia em proveito da população indígena brasileira.

EDUARDO CAVALCANTE DA SILVA

cavalcante_1000@hotmail.com

São Paulo


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Extrativismo não resolve

Bolsonaro tem um caráter difícil. Segundo Wilhelm Reich, tem “caráter forçado”, “cabeçudo”: uma posição assumida não é mudada. Deveria saber que extrativismo não é solução para a pobreza, seja de madeira, seja de garimpo. A pobreza se resgata com projetos de reflorestamento do Estado, pagando salários adequados. Agricultura ou pasto em áreas de proteção são absurdos e desnecessários.

HARALD HELLMUTH

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo


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 “Bolsonaro é um pretenso general Custer brasileiro”

ETELVINO JOSÉ HENRIQUES BECHARA / SÃO PAULO, SOBRE AS IDEIAS DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA A RESPEITO DOS POVOS INDÍGENAS

ejhbechara@gmail.com


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“O Ministério Público Federal diz que Davi Alcolumbre viola a lei ao ocultar os gastos dos senadores. Mais uma caixa-preta a ser aberta”

ROBERT HALLER / SÃO PAULO, SOBRE A INTENÇÃO DO PRESIDENTE DO SENADO DE MANTER TAIS CONTAS SECRETAS

robelisa1@terra.com.br

ESTAMOS RETROCEDENDO


Ministros da 2.ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) – sempre ela –, numa atitude já esperada, anularam a sentença de 11 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro que condenou o e ex-presidente da Petrobrás Aldemir Bendine. Esta foi a primeira interferência direta do STF contra a Operação Lava Jato e seu ícone maior, Sergio Moro, que vem colocando na cadeia gente poderosa que tem entre seus defensores até um ex-ministro do STF. O grau de insolência da 2.ª Turma vem atingindo níveis incompatíveis com aquilo que a sociedade espera da mais alta Corte de Justiça do País: a imparcialidade. Os maus exemplos proliferam. Depois de o plenário do Supremo se reunir às pressas e decidir numa votação relâmpago que o corrupto Lula deveria permanecer preso em Curitiba, e não em São Paulo, contrariando decisão da juíza da Vara de Execuções Penais do Paraná, a Corte tem tomado decisões não menos erráticas, seja quando legislam ou quando fatiam ações, mandam soltar bandidos, atacam a Lava Jato com base em material roubado, abrem inquérito ilegal e censuram revista. Recentemente, o polêmico ministro Gilmar Mendes declarou: “Devemos ao Lula um julgamento justo”. Ato falho ou não, essa frase é sintomática e parece revelar a tormenta vivida por almas que sonham deixar a incômoda condição de devedoras. Pergunto: a soltura de Lula traria justiça e paz? Está cada vez mais evidente o que vem por aí. Os criminosos de colarinho branco, com ajuda das togas pretas, exultam e parecem estar em vantagem. Estamos retrocedemos, como sempre. O crime continua valendo a pena. O ensaio no STF teve sucesso. Está tudo pronto para o espetáculo! Está aberto o caminho para o corruto-mór preso em Curitiba ganhar a liberdade.


Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo


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ANULAÇÃO DE SENTENÇA


Talvez esteja na hora de a força-tarefa da Operação Lava Jato parar de enxugar gelo com a corrupção e começar a combater o STF, um mal acima de todos os males.


Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)


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O STF CONTRA A LAVA JATO


Do alto do Monte Olimpo, onde a paz de seus privilegiados moradores não é perturbada pelos problemas daqui de baixo, os ministros do Supremo prosseguem com seu plano de premiar os corruptos, protegendo-os da espada da Justiça. Após livrar a cara de Aldemir Bendine, qual será o próximo condenado a ser limpo? No Brasil, o crime – mais do que nunca – compensa.


Luciano Nogueira Marmontel automatmg@gmail.com

Pouso Alegre (MG)


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QUAL FOI O PREJUÍZO?


Qualquer estudante de Direito sabe que um ato jurídico somente deve ser objeto de anulação quando causa manifesto prejuízo às partes ou ao desenvolvimento do processo. Como perguntar não ofende, pergunto, então, ao Supremo Tribunal Federal qual foi o prejuízo manifesto ocorrido nos autos do processo, na fase das alegações finais, quando todos os atos já foram realizados, bem como devidamente conhecidos de todos os envolvidos, cuja sentença condenou o senhor Aldemir Bendine? É de lembrar, outrossim, que o referido senhor tem por antecedente um episódio estranho, como a autorização, pelo Banco do Brasil, quando era seu presidente, de um empréstimo de grande vulto para uma conhecida senhora que era devedora, também de grande vulto, ao mesmo banco, barreira  intransponível para os meros clientes mortais. O conselheiro Acácio está curiosíssimo!


Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém


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GOLPE NA DEMOCRACIA


A democracia brasileira está em crise institucional pelas arbitrariedades absolutistas do STF. Dias Toffoli já se declarou poder moderador, só faltando, agora, declarar-se rei. A anulação da sentença de Moro contra Bendine é absolutamente inconstitucional e golpista, e, se for mantida, será a última etapa antes da libertação de Lula. O presidente do Senado está sentado em cima de antigos e novos pedidos de impeachment de Toffoli e Gilmar Mendes, e é imprescindível que as paute imediatamente, caso contrário algo de mais grave será necessário. A Constituição, no art. 136, determina que, “para preservar a ordem pública ameaçada por grave e iminente instabilidade institucional, o presidente da República pode decretar estado de defesa” no País. O estopim foi aceso pelas agressões caluniosas ao ministro Moro por deputados e senadores baseadas em textos criminosos divulgados pelo jornal “Folha de S.Paulo”, e está chegando à explosão com os movimentos de 25/8, que mostraram Moro e Davi Alcolumbre frente a frente representando o conflito iminente da população paulista contra o Senado que não a representa. Os ânimos estão exaltados e falta pouco para o pior.


Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo


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EFEITO-CASCATA


Ao anular a sentença de Bendine, o Supremo mais uma vez decepciona o País. Uma Corte a serviço da impunidade dos corruptos. Efeito-cascata até chegar ao corrupto-mór?


Elisabeth Migliavacca

São Paulo


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PARA PROFISSIONAIS


Há alguns meses, plagiando Antonio Carlos Jobim, escrevi que o Brasil não é um país para principiantes. Constato, dia após dia, a veracidade dessa assertiva. Manobras – eu diria geniais – praticadas por verdadeiros profissionais da arte da prestidigitação instalados nos Três Poderes frustram um povo sofrido, batalhador pelo pão nosso de cada dia e que colabora, com o suor do seu rosto, para o bem-estar dos tais profissionais na vã esperança de dias melhores. A última delas acaba de ser executada pela 2.ª Turma do Supremo. Levantando as cortinas de um palco mambembe, ela nos “brinda” com a perspectiva de sepultar o cumprimento da pena dos criminosos endinheirados. Sim, só os endinheirados, porque nós, os ocupantes das últimas fileiras deste lamentável circo, caso cometamos qualquer delito, vamos para a cadeia se condenados na primeira instância. E assim, com estas e outras manobras, nossas esperanças se esvaem a cada eleição.   


Antonio Calos Gomes da Silva acarlosgs@uol.com.br

São Paulo


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INDISFARÇÁVEL


Ficou indisfarçável que o STF não está preocupado com a justiça, mas, sim, com a impunidade dos poderosos. Por quê?


Luiz Frid  luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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O PRECEDENTE BENDINE


O “precedente Bendine” criado pelo STF ao anular a condenação de Aldemir Bendine pode anular todos os processos que envolvem delatores além dos da Lava Jato, como, e também, os que estão em curso no Brasil, principalmente no que diz respeito ao processo do ex-presidente Lula.


Artur Topgian topgian.advogados@terra.com.br

São Paulo


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O OBJETIVO É DERRUBAR MORO


Para ter determinado uma pena de 11 anos de prisão ao ex-presidente da Petrobrás Aldemir Bendine, com absoluta certeza o juiz Sergio Moro, juiz responsável na ocasião pela força-tarefa da Lava Jato, identificou, sem a menor sombra de dúvidas, fatos relevantes que o envolveram e ligaram seriamente com a máfia da corrupção. Porém, estranhamente e sem maiores delongas, a 2.ª Turma do STF derrubou tal decisão de março de 2018, determinada por Moro. Quando insistimos em afirmar que estão puxando seu tapete, reclamam, né não?


Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo


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MINISTRO DA JUSTIÇA


E não é que nosso Moro embarcou numa canoa furada? É bom ele já ir pulando fora...


Nivaldo Ribeiro Santos nivasan1928@gmail.com

São Paulo


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A ESFINGE DA PRAÇA DOS TRÊS PODERES


Se Sérgio Moro deixar o governo, aos brasileiros do bem ocorrerá ter sido causa primeira e última Flávio Bolsonaro, “senador rachadinha”, 01 dos trêfegos pirralhos do presidente da República. Mix de inveja, despeito e medo do ministro da Justiça insufla a falange pró volta ao passado de investigados, processados e condenados da Lava Jato, patifes e polvos do mal. Rodrigo Maia foi o primeiro a estocar, imotivadamente, o ex-juiz federal que engaiolou o megalavador de dinheiro Luiz Inácio Lula da Silva. Baba venenosa no bochechão, Maia chamou Moro de “empregado de Bolsonaro”. Grosseria padrão primata. Ao presidente da Câmara aliaram-se Dias Toffoli, cujo indigente saber jurídico preside o Supremo Tribunal Federal (STF), guiado pelo guru e querubim Gilmar Mendes, de isenção judicante capaz de proteger baratas. À retaguarda do grupelho, Ricardo Lewandowski – fatiador da Constituição federal e garantista, com Renan Calheiros, da sinecura a Dilma Rousseff – e Alexandre de Moraes, Torquemada tupiniquim da censura à imprensa e presidente do inquérito-sarapatel que investiga, acusa e julga num só bagaço. A galeria dos nomes citados vale como baraço e garrote para detonar Moro. Não há enigma da esfinge da Praça dos Três Poderes, o senador Bolsonaro 01. Tudo está clareado.


José Maria Leal Paes myguep23@gmail.com

Belém


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O BRASIL TUMULTUADO


O Brasil segue governado aos trancos e barrancos. Gritos, ameaças, acusações e xingamentos compõem o melancólico e arrastado samba de uma nota só do Palácio do Planalto. A falta de sintonia entre Jair Bolsonaro e auxiliares é evidente, preocupante e estarrecedora. Esclarecimentos e informações desencontradas confundem a opinião pública. Quando desmentem ou recuam, sem a necessária competência, piora o drama. Quem ousa discordar do presidente é fuzilado implacavelmente  no paredão dos inimigos da Pátria. Ninguém segura os impulsos e as reações grosseiras de Bolsonaro. Serviçais adoram confundir sinceridade com falta de educação. A fumaça das queimadas escurece o bom senso. O fígado vence o cérebro. Manda as favas o diálogo. Que se danem o respeito e a liturgia do cargo. Fica difícil de prever qual será o comportamento do presidente, em setembro, na ONU. Um Bolsonaro cordial, atento às mudanças do mundo, admitindo as evoluções da sociedade; ou um Bolsonaro retrógrado e intolerante, incapaz de gestos de grandeza que tornem o Brasil merecedor do respeito de outras nações.


Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília


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BOLA DE CRISTAL


O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse que, “se (João) Doria quer ser candidato, Bolsonaro é adversário” (Estadão, 24/8). Ora, não precisa ter uma bola de cristal para saber que Jair Bolsonaro será adversário à todos que impeçam sua pretendida reeleição. Na lista já estão os que mais se sobressaíram no País, como Sergio Moro, por enfrentar a corrupção em todos os níveis; Rodrigo Maia, responsável pela aprovação da reforma da Previdência na Câmara e não aceitar a volta da CPMF; e tantos outros que se destacaram em papéis em que o presidente se mostrou omisso. Tão fácil assim!


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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AOS TRANCOS


O Brasil, numa incrível velocidade ladeira abaixo, Temer conseguiu reduzi-la levemente e Bolsonaro foi a salvação. Aos trancos a situação está se ajeitando. Lula, o apenado protegido pelo cego STF à transgressão da Constituição, está feliz da vida no spa da Polícia Federal, repleto de regalias, “esqueceram de mim”. O foco, agora, está na Amazônia, no Coaf, na escolha do embaixador nos EUA e na fritura de Sergio Moro. Felizmente, Bolsonaro está aí, e não aquele outro que iria restaurar o Foro de São Paulo, restabelecer a contaminação da América Latina e soltar o homem “mais honesto do Brasil”, condenado em três instâncias.


Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)


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LABAREDAS


Primeiro, queimar Moro. Depois, incinerar Dallagnol. Agora, tentando chamuscar Bolsonaro, “botam fogo” na Amazônia. Não conseguirão. Tudo o que “eçagente” arma é fogo de palha...


A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo


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UM CRIME A SER APURADO


reportagem publicada ontem, 27/8, no Estadão, da jornalista Giovana Girardi, é um verdadeiro libelo contra o Ministério do Meio Ambiente e, eventualmente, a explicação pelo aumento do desmatamento na Amazônia e um incêndio inédito naquela mata, em razão da sua proporção. Trata-se do fato do Grupo Especializado de Fiscalização (GEF), o grupo de elite do Ibama, não ter ido a campo este ano. O ministro do Meio Ambiente, no programa Roda Viva, da TV Cultura, indagado pelo fato, declarou que “não há orientação” para flexibilizar o cumprimento da lei ou fiscalização e que iria apurar “o porquê de o governo não ter enviado os fiscais para ação na floresta”. Ou seja, saiu pela tangente. Logo o grupo de elite, conhecido como os “Rambos” da floresta? Eis um dos motivos do desmatamento ter aumentado e, agora, estarmos às voltas com o maior incêndio na mata de todos os tempos. Não adianta o presidente vociferar e atacar gregos e troianos, todos nós sabemos que a culpa cabe a ele e ao seu ministro do Meio Ambiente. Os dois não se cansaram de ridicularizar o Ibama como uma indústria de multa e o ministro impediu as fiscalizações que naquela floresta vinham sendo feitas há anos. Cabe, agora, ao Ministério Público apurar responsabilidades e acusar a quem de direito, pois os estragos foram fantásticos e, em alguns casos, irreversíveis.


Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo


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A IRRESPONSABILIDADE PRESIDENCIAL


Quando o presidente Jair Bolsonaro diz que receber dinheiro do exterior significa aumentar as Áreas de Proteção Permanente (APPs), os parques, as reservas indígenas e impedir aos habitantes da Amazônia de desfrutarem economicamente da floresta, como eu ouvi ele dizer anteontem, está incentivando a queima da floresta. As pessoas sabem que, uma vez queimada, a terra pode ser ocupada. E um presidente da República teria de ter um discurso que não gerasse equívocos: nos parques e nas reservas não se toca, e quem o fizer vai para a cadeia. O que for queimado vai ser interditado e impedido de ser usado. Nenhuma área queimada vai ser explorada e muito menos registrada. É a lei. O discurso propositalmente ambíguo torna o governo responsável pelo que está acontecendo. Temos de discutir abertamente se os brasileiros querem acabar com boa parte da floresta e transformar a Amazônia em imensas fazendas. Em pastos e plantações de soja e cana. Ou se queremos continuar a viver o “ me engana que eu gosto”, como acontece com todas as políticas públicas deste país desde sempre. Não interessa se em 2015 houve mais queimadas do que hoje. Ou que na Bolívia elas aumentaram mais de 100%. Interessa que hoje a Floresta Amazônica está queimando e não é só por causa da seca. Se não, por que nós, produtores rurais, vamos renunciar, mantendo as chamadas reservas legais, de 20% a 80% das nossas propriedades produtivas? Vamos logo colocar fogo em tudo, aproveitando a estação seca. Todos juntos, assim criamos um novo estado de coisas e mudamos a lei, no espírito da irresponsabilidade presidencial.


Monica Falcone monicaffalcone@gmail.com

Angélica (MS)


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RECURSOS PARA A AMAZÔNIA


O sr. Rodrigo Maia disse que vai criar uma comissão para fazer o acompanhamento das queimadas na Amazônia e que, nos próximos dias, irá avaliar a situação e propor soluções ao governo. Quero aproveitar o ensejo e sugerir ao nobre deputado que extinga o Fundo Eleitoral e destine tais recursos para a Amazônia. Não é uma ótima ideia?


Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro


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A ‘AJUDA’ FRANCESA


Sobre a matéria Em meio a desgaste com Bolsonaro, França busca diálogo direto com o Amapá, publicada no Estadão em 28/8, subitamente Emmanuel Macron ficou bonzinho, pois a proposição de um “estatuto internacional” para a Amazônia, feita durante reunião do G-7 no fim de semana, em face dos habituais incêndios florestais em época de estiagem, se transformaram em ajuda desinteressada. Agora se entendem suas dificuldades internas com os coletes amarelos. Muitos se cansaram de sua política demagógica e inconsistente.                      


Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)


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POR MUITO MENOS...


O Brasil já conseguiu tirar por impeachment dois presidentes melhores que o atual. O que acontece é o suficiente para pedirmos outro que agregue valor ao País. E o caso do ministro sem Educação? Muitas guerras foram deflagradas no mundo por coisas menores. Sorte que o insultado foi o simpático e sorridente, podemos assim dizer, “sucessor” de São Luís IX da França. O presidente que tem dado melhor exemplo para o mundo atual também é o francês. Com o G7, encontrou soluções e o grupo ofereceu ajuda financeira ao Brasil para combater o fogo na Amazônia. E Bolsonaro rejeita.


Rogério de Souza Pires sorriso.psi@hotmail.com

Umuarama (PR)


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A FRANÇA E A AMAZÔNIA


O artigo de Gilles Lapouge, correspondente em Paris, publicado no Estadão de 27/8 (página A9), Ecologista de ocasião, nos mostra quem realmente é o sr. Emmanuel Macron, presidente da França. Precisa dizer mais? Só lendo.


Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo


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DANDO DURO


É isso mesmo, sr. Donald Trump (Estadão, 27/8), seu amigo Bolsonaro está dando duro para acabar com o incêndio na Amazônia. 15 dias depois, e ele ainda nem foi até lá.


Elisa Maria Andrade elisampcandrade@gmail.com

São Paulo


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TRUMP QUER COMPRAR NOSSA FLORESTA


Emmanuel Macron, esperando ser apoiado firmemente pelos seus “iguais”, excedeu-se, mas, ao fazê-lo, deixou às claras o seu sentimento de potência colonialista. Bolsonaro reagiu à moda Donald Trump: rugiu grosseiramente, embora sem ter poder de fogo para impor sua posição – correta, aliás. Poder de fogo não são mísseis apenas, mas, principalmente, estatura política e econômica. Um risco que Bolsonaro não percebe é aliar-se incondicionalmente aos Estados Unidos. Para eles, principalmente Trump, somos uma republiqueta descartável, submetida ao “big stick”. Tão descartável como foi a Argentina no passado. E o que faremos se Trump quiser comprar a Amazônia, já que não conseguiu a Groenlândia?


Roberto V. Maciel  rovisa681@gmail.com

Salvador


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LENIÊNCIA


A soberania da Amazônia e terras indígenas não se contesta. Mas que presidente Bolsonero, ops, Bolsonaro, se não é conivente, com certeza é leniente. Vide a falta de fiscalização e punição. E também seu projeto de instalar uma mineradora em terras indígenas protegidas por lei, sendo estas uma das indústrias que mais agridem o meio ambiente.


Marisa Bodenstorfer 

Lenting, Alemanha


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AMAZÔNIA E DESEMPREGO


Carente de recursos para proteção da floresta, o governo poderia aplicar a ajuda financeira que está chegado para empregar parte do contingente de brasileiros desempregados para atuar como sentinelas deste patrimônio ambiental.


Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo


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IMPACTO NO AGRONEGÓCIO


A polêmica internacional sobre a Amazônia certamente irá repercutir negativamente na economia do País, ameaçado de ter sua importante e bilionária pauta de exportação de produtos agropecuários boicotada pelo mercado internacional. Por oportuno, cabe lembrar que a grave crise econômica que atravessamos há tempos provocou forte desindustrialização do parque nacional e o enfraquecimento do setor de serviços, restando ao agronegócio nada menos que 22% do PIB, a verdadeira “salvação da lavoura”. Se este acabar chamuscado, o Brasil estará frito.


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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A DEFESA DO VICE-PRESIDENTE


Hamilton Mourão, no artigo A nossa Amazônia (Estado, 28/8, A2), está no seu papel de vice-presidente da República:  defende como pode. Pessoalmente, agradeço pela relação de fatos históricos que eu desconhecia. Mas tenho dois reparos: primeiro, que o militar bem sabe que não há real risco de forças estrangeiras ocuparem a Amazônia, até por impossibilidade logística. E não traria retorno econômico. Além de não caber no quadro atual. Segundo que sabemos que quando impera a irresponsabilidade instala-se o caos. Caso os desflorestamentos tivessem sido terminados há cinco ou dez anos, não teríamos discussão alguma. É a responsabilidade por cuidar do patrimônio, para o bem do Brasil e da humanidade, que está sendo debatida de forma imprópria.


Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo


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PELA DEMOCRACIA


Quero registrar minha satisfação ao ler o artigo de nosso vice-presidente, Hamilton Mourão, A nossa Amazônia, e também o texto do leitor sr. Paulo M. B. de Araujo (Um pouco de HistóriaFórum dos Leitores, 28/8): é um incentivo a todos aqueles que não atingiram seu nível intelectual, mas que tem nas cores verde e amarela sua razão de lutar pela democracia.


Luiz Fernando Dutra nandomago1952@gmail.com

São Paulo


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‘A NOSSA AMAZÔNIA’


O general Mourão tece argumentos sobre o nosso direito à Amazônia, e concordo totalmente com ele. Entretanto, ele esquece, ou omite deliberadamente, a responsabilidade direta do governo atual nos eventos que suscitaram a atual situação. Acho que não é preciso elencá-los, pois qualquer cidadão mediamente informado sabe quais são.


Julio Bianconi jbianconi@icloud.com

São Paulo


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DEVASTAÇÃO AUTORIZADA


“A fama que deixaram passar para o Brasil” (sic), não, sr. presidente Bolsonaro! A fama que o senhor construiu sobre o Brasil. O presidente é o maior responsável por esta devastação na Amazônia. O seu discurso sobre a Amazônia e o seu descuido autorizaram e encorajaram a destruição. Foi avisado sobre o Dia do Fogo, e não fez nada (deve ter gostado!), agora quer responsabilizar os outros.


Elisa Maria Andrade elisampcandrade@gmail.com

São Paulo


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INCÊNDIO CRIMINOSO NO PARÁ


Não adianta descobrir quem é o responsável pelo incêndio. O incêndio só ocorre na área desmatada. É preciso identificar o autor do desmate, aquele que é o responsável, que autorizou o desmate. Enquanto não partir para essa providência, podemos concluir que o governo não tem interesse em acabar com o desmatamento na região amazônica.


Minoru Takahashi minorinhotakahashi@hotmail.com

Maringá (PR)


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DESMATAMENTO ENCORAJADO


O presidente da República, Jair Bolsonaro, e seu ministro do Meio Ambiente passaram oito meses incentivando e encorajando o desmatamento da Amazônia, ao desmantelar, sistematicamente, todos os órgãos que possibilitam analisar e proteger a Floresta Amazônica do desmate que ela sofre há anos. Acabaram com o Fundo Amazônia, financiado por Noruega e Alemanha, atacaram o Inpe e seu diretor, acusaram as ONGs de queimar a floresta e outras barbaridades. A monstruosa atuação da maior autoridade governamental do País, no sentido oposto do que deveria ser, tem deixado o mundo perplexo diante de tanta insensatez. Nada poderia ser mais desastroso para o Brasil, em sua meta de se inserir no mundo da alta economia global, do que as atitudes descabidas de um presidente da República sem a mínima competência para o cargo.               


Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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DESINFORMAÇÃO


Os artistas brasileiros e alguns países europeus têm de saber que as queimadas na Floresta Amazônica foram maiores no governo Lula do que no atual. É importante que os brasileiros de boa-fé combatam essa desinformação para melhorar a imagem do Brasil perante o mundo.


José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo


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DESMATAMENTO E QUEIMADAS


Temos de combater o desmatamento, já as queimadas são processos de difícil prevenção e fiscalização neste imenso território da Amazônia Legal. Floresta verde dificilmente pega fogo, pois, com a grande frequência de raios que caem sobre as copas das árvores, já teriam devastado toda a Amazônia.


Marcos de Sousa Campos marcosscampos@hotmail.com

Peruíbe


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OPORTUNIDADE


Uma excelente oportunidade para o presidente do Brasil demonstrar a independência e a força de um país soberano: instalar em pontos estratégicos da Amazônia quartéis militares e estabelecer comunidades indígenas  com autonomia de explorar as riquezas na região com critérios legais e preservação na mata nativa.


Wilson Lino  wiolino@yahoo.com.br

São Paulo


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TURISMO


O Brasil deveria aproveitar a enorme projeção internacional que está havendo em torno da Amazônia para crescer na conta Turismo. Um slogan nesta linha: “Está preocupado com a Amazônia? Venha visitá-la e se encantar com a maravilhosa floresta”. Poucas áreas do País são tão subaproveitadas como a área do turismo. O Brasil deveria receber milhões de turistas por ano, e a Amazônia deveria ser o maior destino de ecoturismo do planeta, mas não é e está muito longe de alcançar seu potencial. Uma campanha publicitária inteligente, acompanhada de ações concretas, investimento em infraestrutura, e o fim do visto de turista para países parceiros são medidas que podem fazer o Brasil crescer muito na conta turismo, melhorar a sua imagem no exterior e trazer o tão necessário dinheiro novo. Com a palavra, o ministro do Turismo.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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BOM NEGÓCIO


Consultorias estimaram, tempos atrás, que o subsolo amazônico contém riquezas que somam pelo menos US$ 20 trilhões, ou R$ 80 trilhões. Temos uma dívida interna de R$ 4 trilhões e uma externa de R$ 1 trilhão. Façamos, então, com o G-7 ou a quem mais se interessar um contrato de locação para a exploração daquele lugar, desde que preservada a sua floresta na integralidade. Não seria um bom negócio? Com o restante, financiaríamos nosso desenvolvimento nas outras áreas. Experimentaríamos um boom de crescimento.


Paulo Henrique Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro


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BENS DE RAIZ


Quando é que nós vamos nos dar conta de que a Amazônia  representa para o Brasil bem mais do que o petróleo representa para os países árabes? Já está na hora de recebermos os dividendos por mantermos em estoque o oxigênio para o mundo.


Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo


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PETROBRÁS E O FUNDO AMAZÔNICO


Sob o olhar usurpador nos governos Lula/Dilma, a Petrobrás quase faliu, e, ainda devido às informações inidôneas, tem uma dívida de R$ 10 bilhões aos acionistas norte-americanos (que deveria ser paga por quem a causou). Graças à Operação Lava Jato, no combate à corrupção, recuperou parte do botim que está em vias de ser, à revelia, destinado ao Fundo Amazônico. Não é assim que funciona. A Petrobrás é uma empresa de economia mista, com ações da Bolsa e, sem o aval da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e dos acionistas, não pode abdicar de tais recursos financeiros, pois deve satisfação aos seus sócios, ainda mais que rarearam os dividendos devido ao revés causado pela corrupção.  


Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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