Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

30 de agosto de 2019 | 03h00

CORRUPÇÃO

Delação e contraditório

O editorial Os problemas da delação (29/8, A3) é juridicamente mais que perfeito. A participação do réu delator na ação penal envolve realmente o direito de defesa dos demais réus, os quais têm o direito de apresentar suas alegações finais após as do réu delator. Mas o problema aparece antes, na fase dos interrogatórios, quando o réu delator terá de ser interrogado antes dos corréus para que estes possam ter garantido o direito constitucional à ampla defesa em face das acusações feitas pelo delator, assim respeitado o contraditório.

CARLOS E. JORDÃO DE CARVALHO

cejcarvalho@icloud.com

São Paulo

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O Supremo Tribunal Federal (STF) tem o péssimo costume de legislar, como se pôde verificar no caso da decisão da segunda turma de anular sentença em processo na Lava Jato do ex-presidente da Petrobrás Aldemir Bendine, sob a justificativa de que esse réu teve prejudicado o seu amplo direito de defesa, uma vez que outro réu na mesma ação era delator premiado e apresentou suas alegações finais ao mesmo tempo. Não é possível entender a razão de um réu ter mais direito que o outro nesse momento do processo. Afinal, mesmo que um dos réus não seja delator, não teria ele o direito de fazer suas alegações finais com eventuais acusações?

JOSÉ ELIAS LAIER

joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos

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Inovação processual

O STF criou nova etapa processual: alegações semifinais.

ADILSON DALLARI

adilsondallari@uol.com.br

São Paulo

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Pacificação nacional

Interessante o editorial Os problemas da delação. Todavia, muito embora as filigranas jurídicas ali apresentadas, espero eu, como milhões de brasileiros honestos, que nada disso venha a interferir para refrear as ações contra a corrupção no País. Na página ao lado (A2), em boa hora o ex-presidente e constitucionalista Michel Temer propõe a pacificação do nosso país. Nem direita, nem centro, nem esquerda, o Brasil e nós, seus habitantes, precisamos ir em frente, buscando o desenvolvimento socioeducacional, em cujas bases se assenta a solidez do Estado Democrático de Direito.

RUYRILLO MAGALHÃES

ruyrillopedro@gmail.com

Campinas

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Suprema presteza

Horas depois de o Supremo Tribunal Federal ter decidido anular a condenação do sr. Aldemir Bendine, a defesa do condenado Lula da Silva já apresentava recurso àquela Corte. Que, como de costume, certamente tramitará na velocidade da luz, de forma totalmente diversa da tramitação dos pleitos de quase 3.500 réus que aguardam na fila. Infelizmente para estes, eles não indicaram nenhum ministro.

JOMAR AVENA BARBOSA

joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

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Pela ordem

Realmente, a defesa de Lula da Silva já pede o cancelamento de seus processos. Ótimo para ele! Mas que seja protocolado o pedido na ordem de chegada. Afinal, existem processos no Supremo há mais de dez anos na fila! Há que seguir a ordem das coisas.

JONAS DE MATOS

jonas@jonasdematos.com.br

São Paulo

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MEIO AMBIENTE

Bravateiros

A Europa, por intermédio de seu porta-voz da vez, o representante da Suécia, alega que o Brasil pode ser economicamente relegado a segundo plano pelo bloco europeu caso não respeite o Acordo de Paris, do qual é signatário. Mas será que vai haver também represálias econômicas do bloco europeu contra os EUA, que se retiraram do Acordo de Paris, ou boicote ao gás russo pelo fato de a Rússia ter anexado a Crimeia, ou ainda impedimentos aos capitais chineses porque a China anexou o Tibete? Moral da história: bravata por bravata, nós temos o Bolsonaro, mas o mundo sempre teve os seus porta-vozes marrentos quando, e só quando, é claro, pensam estar tratando com quem é mais fraco.

MARCELO GOMES JORGE FERES

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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Pingos nos is

Nossos ecologistas de plantão deveriam ler o artigo do correspondente do Estadão na França, Gilles Lapouge, Ecologista de ocasião (27/8, A9), em que ele faz uma análise do presidente da França, o novo herói da esquerda brasileira, classificando-o como “jovem, polido e especialista em golpes baixos, caminhos escabrosos e meias-verdades”. Também é recomendada a leitura do artigo do biólogo Fernando Reinach Pulmão do mundo ou peça vital da máquina de reciclagem global? (28/8, A17), em que explica cientificamente a real participação da Amazônia como “pulmão do planeta”.

LUIZ ANTÔNIO ALVES DE SOUZA

zam@uol.com.br

São Paulo

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Pobre floresta...

Todo mundo grita, mas poucos ajudam. Já houve incêndios piores na Amazônia e ninguém na época questionou, muito menos os países europeus. O grupo amazônico de governadores só faz pedir, sempre achando que o problema é falta de recursos, quando, na verdade, é falta de gestão e de escala de prioridades. Diz-se que existem 300 mil índios na área. Pergunto: por que eles não ajudam fiscalizando, observando, denunciando, em vez de apenas ficarem se lamuriando por estarem sendo expulsos por madeireiros, grileiros, garimpeiros...? ONGs internacionais também não ajudam efetivamente, só reclamam. E o governo federal, sabendo que todos os anos os problemas são sempre os mesmos, fica de braços cruzados criticando quem reclama. Mas montar uma frota de aeronaves e uma grande brigada de fiscalização para proteção da área, nem pensar.

LUIZ FRANCISCO DE A. SALGADO

salgado@grupolsalgado.com.br

São Paulo

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Algo errado

Na reunião dos governadores da Amazônia, o que mais chamou a atenção é que apenas 20% do território de Roraima e 33% do de Rondônia podem ser cultivados, o restante é de reservas indígenas. E mesmo assim os índios vivem miseravelmente. Alguma coisa está errada.

EUGÊNIO JOSÉ ALATI

eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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PARAPAN

Orgulho nacional

A participação do Brasil nos Jogos Paralímpicos, o Parapan de Lima, no Peru, está nos enchendo de orgulho, tantas são as medalhas conquistadas pelos nossos campeões. Parabéns a todos os atletas pra lá de especiais!

LAERT PINTO BARBOSA

laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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“Os rios da Amazônia estão com a vazão cada vez menor por causa do desmatamento, que reduz a retenção de água da chuva no solo. Quando chove, é aquela enxurrada! Os rios crescem em volume d’água, mas logo voltam ao ‘normal’ em menor volume. Nessas coisas o desmatador não pensa. Nem quer saber”

MINORU TAKAHASHI / MARINGÁ (PR), SOBRE OS PROBLEMAS AMBIENTAIS AMAZÔNICOS

minorinhotakahashi@hotmail.com

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“As providências mais urgentes são pegar o dinheiro oferecido, apagar os incêndios e iniciar imediatamente o reflorestamento”


GIAMPIERO GIORGETTI / SÃO PAULO, IDEM

giampiero@falcare.com.br

O PIB NO SEGUNDO TRIMESTRE


Economia cresce 0,4% e fica acima do esperado (Estadão, 29/8). Alvíssaras. Não obstante a feroz oposição generalizada, o povo brasileiro segue seu caminho.


Ottfried Kelbert okelbert@outlook.com

Capão Bonito


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ANTECIPAÇÃO DE DIVIDENDOS


Enquanto Jair Bolsonaro finge que governa, e ainda se diverte ofendendo parceiros comerciais, seu ministro da Economia, Paulo Guedes, desesperado com recursos do governo no fundo do poço, agora bate às portas das estatais atrás da antecipação de dividendos (Estadão, 27/8). Da Caixa Econômica Federal (CEF) e do BNDES, espera urgente antecipação de R$ 13 bilhões para não parar a máquina governamental e evitar que o déficit fiscal não fique maior que os prometidos R$ 139 bilhões. Mesmo porque, precisou bloquear R$ 34 bilhões de áreas essenciais como educação, saúde, segurança, etc., em razão da queda da arrecadação. E infelizmente, mesmo diante deste melancólico quadro econômico e das gigantescas queimadas na Floresta Amazônica, Bolsonaro trava uma briga medíocre, ou nada republicana, com o presidente da França, Emmanuel Macron. Como se seu governo estivesse nadando em dinheiro, o presidente brasileiro despreza receber ajuda de R$ 83 milhões do governo francês para ajudar no combate às queimadas. Surpreso com a esnobação do presidente da República, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse de forma lúcida que o Brasil não pode abrir mão nem de R$ 1,00. 


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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A PRIMAZIA DA EDUCAÇÃO


Se não há verba para pagar as bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), sugiro adotarem a tática do custo e benefício. Tirem a verba dos ditos “representantes do povo” e do “STF” que nada produzem (e ainda atrapalham) e repassem para quem merece.


José Roberto Palma palmajoseroberto@yahoo.com.br

São Paulo


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O STF E A ANCINE


Deixa ver se eu entendi: a mídia fez um alarde danado por terem Deltan Dallagnol e Sergio Moro, supostamente, trocado ideias sobre o processo da Lava Jato. Agora, a produtora Paula Lavigne se encontra com a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), para tratar de seus interesses na Agência Nacional do Cinema (Ancine), e ninguém diz nada! A ministra Cármen não deveria receber lobistas do show business, afinal, se houver uma ação que chegue ao STF, já está contaminada pela suspeição. Ou o STF pode tudo?


Roberto Maciel rovisa681@gmail.com

Salvador


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ANULAÇÃO DE SENTENÇA


Depois de mais uma atuação da 2.ª Turma do STF defendendo o crime e contra o País, infelizmente sou obrigado a concluir que o crime no Brasil compensa. Senão, vejamos: o sr. Aldemir Bendine, ex-presidente da Petrobrás e do Banco do Brasil na gestão petista, foi condenado pelo juiz Sergio Moro – condenação ratificada pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região –, visto que havia provas contundentes contra o réu. Mas, para a 2.ª Turma do STF, que solta todo mundo, é preferível deixar as provas de lado e ater-se a detalhes secundários que, sinceramente, só beneficiam os corruptos. Vamos lá, Gilmar Mendes e companhia, acabem de vez com a Lava Jato, solte “Lulla” – que é seu grande sonho – e todos os demais políticos envolvidos em falcatruas. O Brasil chora, mas você vai morrer de rir.


Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo


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INOVAÇÃO NA JUSTIÇA


O que esperar das inovações da Justiça em 2019? A 2.ª Turma do STF acaba de dar uma importante contribuição: hierarquia de prazos entre acusados para apresentação de alegações finais. Parece ser algo que ninguém esperava nos mais diversos processos neste Brasil afora. A criatividade no campo do Direito muitas vezes surpreende. Pois é: desta vez não foi a tecnologia, mas a jurisprudência quem pariu novidades. Cabe esperar que pelo menos no futebol ninguém inove as regras. Apesar de que, como disse Bob Marley: “Se você obedece todas as regras, acaba perdendo a diversão”.


Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo


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TESE ESTRANHA


Eu só queria entender por que o STF não devolveu o processo do sr. Bendine para as alegações finais. Será que lá, no STF, eles estão cientes do que é aplicar a lei, daquilo que é fazer justiça?


Sérgio Barbosa sergiobarbosa19@gmail.com

Batatais


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DESFAÇATEZ


O caso Bendine, que pode escancarar as portas da liberdade para corruptos condenados, é só mais um grande golpe no povo brasileiro, que já não tem para quem recorrer, após decisões da Suprema (?) Corte. Continuamos assistindo a todo tipo de velhacaria num país onde quem rouba não precisa devolver o produto roubado nem responder pelas milhares de vítimas fatais que, por falta de atendimento, morreram nas filas do SUS porque os recursos que deveriam ser aplicados na saúde do povo foram surrupiados em benefício de uma corja imunda. Além disso, esta corja tem a certeza de que o crime compensa, pois, se chegar a ser preso, em pouco tempo terá devolvida a liberdade, sem contar que desfruta de acomodações quatro estrelas quando presa, e depois sai para continuar usufruindo do produto do crime. Todo o sistema está imensamente viciado e o que menos importa nisso é o cidadão brasileiro de bem, que tem de suar e pagar a pesada carga tributária para bancar todo este mar de lama. O que mais enoja é que muitos são corruptos de carteirinha há muito tempo, mas podem disputar eleições e desfrutar, também, das mordomias dos Três Poderes, ou, ainda, serem indicados para altos cargos públicos. Neste país, onde os valores estão há muito esquecidos, nada mais é crime para esta gentalha. É uma vergonha!


Orlando Rodrigues Maia ormaia@uol.com.br

Avaré


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NULIDADE DA SENTENÇA


O mais surpreendente na decisão da 2.ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que anulou a condenação do ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobrás no governo Dilma Rousseff, Aldemir Bendine, é que ela afronta a legislação. Não pelo seu mérito – cuja discussão não está em pauta aqui –, mas pela desqualificação de dois entre os membros do colegiado que a proferiu: Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. Ambos têm sido pródigos em críticas acerbas – públicas e processuais – à Operação Lava Jato e aos integrantes de sua força-tarefa, às decisões da 13.ª Vara Federal de Curitiba e expressamente ao procurador Deltan Dallagnol e ao ex-juiz Sergio Moro, inclusive com o uso de palavras que ultrapassam o nível de urbanidade imposto aos magistrados. Não fosse bastante, são useiros e vezeiros em antecipar decisões em processos oriundos daquele Juízo. Tudo isso – à luz da legislação que regulamenta as atividades de juízes – faz de ambos suspeitos para julgar Bendine e torna a decisão passível de ter sua nulidade decretada. A Constituição brasileira prevê, sem exceções, a igualdade de todos os cidadãos perante a lei, o que obriga até mesmo àqueles investidos nos mais altos cargos da magistratura.


Sergio Ridel sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo


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DESMONTE


O processo de desmonte da Lava Jato prossegue. A 2.ª Turma do STF anulou a condenação de Aldemir Bendine, ex-presidente da Petrobrás, por corrupção e lavagem de dinheiro. Alegaram Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia que Bendine não foi o último a se manifestar no processo. Os três “sacaram um coelho da cartola”. Não há previsão legal no sentido de que réus que não colaboram com a Justiça devam ser os últimos a se manifestar no processo. A lei prevê que os réus devem fazê-lo ao mesmo tempo. O juiz Sergio Moro, juiz do caso, observou a lei. O STF, mais uma vez, deixou a desejar. Até quando?


Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro


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VOTO PRÓ-BENDINE


Até tu, Cármen Lúcia? O que será que acontece nos bastidores da 2.ª Turma do STF?


Wilson Lino wiolino@yahoo.com.br

São Paulo


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A FARSA DOS ENTENDIMENTOS


Diz um ditado popular que “de cabeça de juiz e bumbum de neném ninguém sabe o que vem”, e isso se confirmou esta semana com o surpreendente voto da ministra Cármen Lúcia favorável ao ex-presidente do Banco do Brasil. Em razão disso, verificamos, com muita tristeza e decepção, que os votos dos magistrados que decidem o destino dos réus e, muitas vezes, do País dependem do humor e, evidentemente, dos interesses de cada togado. É por estas e outras que um juiz mal intencionado ou favorável ao crime e ao criminoso terá um entendimento que lhe convém e falará, por horas e horas, sobre seu entendimento malicioso, como se fosse uma posição “coberta de razão”. Papel aceita tudo. Nestes casos, a triste conclusão a que chegamos é de que a lei acaba esbarrando na interpretação que o magistrado quiser. Se ele for sério e do bem, fará justiça, mas, caso tenha interesses outros, seu “entendimento” beneficiará seu próprio umbigo. A Justiça brasileira está em xeque.


Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo


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O SUPREMO CONTRA A LAVA JATO


Aos poucos vão aparecendo os Ministros que tem rabo preso!


Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo


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ALERTA DE NOVO INCÊNCIO


Basta de críticas ao presidente Bolsonaro pelos incêndios na Floresta Amazônica e por ter “peitado” o mandatário francês, Emmanuel Macron. Para os que acham que o Brasil deve continuar a dizer amém a tudo e a todos, está vivendo no país errado. Mudamos, será preciso desenhar? Providências emergenciais para debelar os focos de incêndio já foram tomadas e outras medidas para evitar esses lamentáveis acontecimentos estão sendo anunciadas pelo governo. Emmanuel Macron, que denegriu a imagem do Brasil mundo afora, ficou isolado, perdeu de 6 a 1 na reunião do G7. Vamos deixar de mimimi, de nhenhenhém, e nos preocuparmos com outro incêndio na iminência de acontecer, e esse não atingirá somente a região amazônica, mas sim todo o Brasil. Na quarta-feira, no Supremo Tribunal Federal (STF), tivemos uma decisão lamentável da 2.ª Turma, que anulou a condenação de Aldemir Bendine, ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobrás, imposta pelo então juiz Sergio Moro, à época responsável pela Lava Jato. No vácuo dessa decisão, outras anulações poderão acontecer, pelo menos 32 processos, segundo a força-tarefa da operação, pedem passagem para a liberdade, entre eles os de José Dirceu, Eduardo Cunha e do ex-presidente Lula. Se isso se concretizar, a população, segundo a mais nova mostra do IBGE 210 milhões de habitantes, não aceitará tamanho bofetão na cara e poderá incendiar a Nação “do Oiapoque ao Chuí”, com consequências terríveis e inimagináveis de enfrentamentos. Portanto, vamos agir como bombeiros, e não como incendiários, prestar atenção a este devastador sinistro no limiar de acontecer e direcionar as críticas, construtivas, ao STF e à ministra Cármen Lúcia, que surpreendeu colegas como seu voto e deixou atônita uma legião de admiradores. Que a ministra, em próximos habeas corpus, que por certo virão, use de sua habitual sensatez e inteligência e vote com o povo, que não suporta mais injustiças. 


Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí


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INSPIRAÇÃO ITALIANA


Ė bem assim: esquecem as provas, os testemunhos e anula-se o processo por uma disputa formal. A 2.ª Turma do STF atendeu a gente que quer de todas as maneiras possíveis e impossíveis fazer com que a Lava Jato tenha o mesmo destino da Operação Mãos Limpas, na Itália. Lá, o pessoal que roubou uma fortuna conseguiu dar fim à Mani Pulite, que, aliás, serviu de inspiração para a operação que aqui botou na cadeia muitos que saquearam os cofres públicos.


Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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DESASSOSSEGO


Os ministros do STF só vão sossegar após livrarem da cadeia todos os presos condenados pela Operação Lava Jato. Com essa justiça, vale a pena roubar e enriquecer com o dinheiro do contribuinte.


José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo


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A CORRUPÇÃO ESTÁ VENCENDO


Conforme queríamos demonstrar (outros leitores do Estadão e eu) em comentários passados encaminhados ao Fórum dos Leitores (publicados ou não), está em curso uma megaoperação visando a abafar, sufocar, esterilizar a Lava Jato, a exemplo do que ocorreu com sua versão italiana, a Mani Pulite. Um poderoso grupo constituído por mais de cem políticos corruptos e congressistas, associado aos advogados “porta de mansão” com seus interesses pecuniários e sua Ordem (sic), contando com membros do Judiciário em sua instância mais alta, simulam uma verdadeira “panzer division” contra os valentes procuradores de Curitiba e o juiz líder da operação que o personifica a pretexto de implantar um controle externo ao Judiciário. Ministros de nossa Corte Suprema “nadam de braçadas” nessa ação, um puxando o barco da corrupção com os citados políticos desonestos e empresários que libertou e o outro, o barco político, que leva os corruptos de seu partido, que não são poucos. A última estocada no ventre da operação antIcorrupção foi dada agora, com a decisão da 2.ª Turma da Suprema Corte que anulou a sentença proferida contra um agente público corrupto na ação que o condenou, por um motivo ridículo, risível. Como avaliou um importante desembargador (Estadão, 29/8, A4), o que “(...) ocorreu é mero apego à forma em detrimento do conteúdo”. La Fontaine já previu essa situação numa de suas fábulas. Ou seja, quando “o lobo” quer, ele come a “ovelha”, quer esta suje ou não a água que ele quer beber. Até o presidente da República (até tu, Brutus?!), que em sua campanha jurou fidelidade à luta anticorrupção, a ponto de nomear seu principal juiz ministro da Justiça, deixou cair a máscara assim que um filho seu se enrascou com a Justiça acusado de lavagem de dinheiro pelo “rachid” praticado com um seu assessor na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (que sumiu, diga-se de passagem). Um advogado “porta de cadeia” brilhante (adjetivo que neste meio qualifica aqueles que conseguem livrar corruptos poderosos da cadeia) conseguiu uma brecha na legislação para anular a referida sentença e, agora, no rastro dessa brecha, podem passar diversos condenados em mais de 30 ações que sentenciaram mais de cem políticos delinquentes. Pela forma processual ridícula encontrada, podem ser libertados ou mesmo absolvidos condenados comprovados. Basta ver os bilhões de reais recuperados por essas ações. Se não houvesse corrupção, não haveria o que recuperar, certo? Pois é, a corrupção venceu, ou, melhor, está vencendo. O pior é que quem poderia por cobro a este verdadeiro escândalo jurídico, o povo brasileiro, cansou de manifestações que pouco efeito trazem contra quem tem o poder, e hoje assiste a tudo isso passiva e pacificamente. É triste! Muito triste!


José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo


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EXCELÊNCIA DECISÓRIA


No tocante à Justiça, a melhor das decisões na 2.ª Turma do STF é sempre a pausa para o “lanchinho”...


A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo


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NESTA TOADA


A prosseguirem as decisões extravagantes do STF para ferir de morte a Lava Jato, daqui a pouco teremos de devolver aos corruptos todo o dinheiro recuperado nas investigações. E, a depender de alguns ministros, até pagar uma indenização por tê-los incomodado. Filigranas jurídicas são sacadas o tempo todo para justificar decisões cujo propósito não é trazer a causa para o bom direito, mas evitar que a justiça alcance o seu fim.


José Tadeu Gobbi tadgobbi@uol.com.br

São Paulo


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STF DESRESPEITA BRASILEIROS


Vergonha este país, viu? Vivam os corruptos!


Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)


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DO SONHO À INSÔNIA


Antigamente eu sonhava, hoje, nem durmo.


Guto Pacheco jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo


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DEPOIS DE BENDINE...


A defesa do ex-presidente Lula pediu ao Judiciário a anulação de todas as condenações contra o petista (Com base no caso Bendine, Lula já pede anulação das ações do triplex, sítio e InstitutoEstadão, 28/8). Que bom o mundo fosse assim, e todos pediriam a anulação de todos os crimes de que foram vítimas, os lesados pediriam a devolução de todos os seus direitos violados e o povo pediria, finalmente, a devolução definitiva de todos os votos que deram a tantos populistas travestidos, levianamente, de homens públicos idôneos e patriotas.


Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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ACINTE


Óbvio que a tal anulação do processo que envolve o ex-presidente da Petrobrás Aldemir Bendine visa apenas a encontrar uma brecha para salvar a pele do biltre de São Bernardo. Estão apenas se apegando a um detalhe técnico para anular tal condenação. O fato é que o sr. Bendine cometeu todos os crimes que lhe foram imputados. Tenham certeza de que este acinte não irá prosperar por muito tempo.


Moacyr Rodrigues Nogueira Filho Moaca14@hotmail.com

Salvador


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JUSTIÇA?


Está chegando a hora do “Lula livre”, não é, 2.ª Turma do STF?


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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TEMPO


Se o “stf” (minúsculas) usasse todo o tempo que já perdeu com os recursos do ex-presidente Lula, tenho certeza de que muitos processos teriam sido resolvidos. Nota: todo o dinheiro que os advogados do ex estão ganhando, com certeza, saiu das propinas e do dinheiro desviado que Antonio Palocci delatou. Acho que deveria haver um intervalo de tempo para apresentar novo recurso do mesmo réu no “stf”.


Carlos Roberto Gomes Fernandes crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos


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BAZUCA PARA QUÊ?


Temeu-se por muito tempo que o PCC estivesse organizando uma operação espetacular para libertar seus líderes de uma prisão em São Paulo utilizando um helicóptero e até bazuca. Os bandidos desistiram. Para que bazuca, se temos a 2.ª Turma do STF?


Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba


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O INJUSTIÇADO


Em nova entrevista na clausura de Curitiba, o ex-presidente Lula da Silva afirmou, sobre a Lava Jato, que “tem coisas que foram verdade e não deve ser totalmente anulada”. Daí se conclui que tudo o que envolve Lula da Silva tem de ser anulado e os outros casos, punidos. Como punir o mais inocente brasileiro?


José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


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JUSTIÇA CAMARADA


O Brasil é o paraíso dos malfeitores. A Justiça é camarada. No geral, as penas são teóricas. Legalmente, os apenados, quando presos, são libertos após um terço da sentença. No Brasil corrupção é o mais grave dos crimes, mata mais que acidente de trânsito e arma de fogo por, em consequência e silenciosamente, desviar recursos que salvariam vidas. Corrupção às vezes deixa rastro, mas nunca dá recibo, envolve vultosas quantias e eventuais migalhas são recuperadas e os envolvidos, quando lhes é conveniente, com seus caros e hábeis advogados, furam fila. Então, muitos processos prescrevem, raramente são presos e, quando o são, cumprem penas simbólicas com regalias ou prisão domiciliar. Essa é a explicação para a proliferação da corrupção, enquanto não se cumprir integralmente a pena prescrita e confiscar todos os bens.   


Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)


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FESTANÇA DE CORRUPTOS


O maior beneficiário da decisão da 2.ª Turma do STF serão Sérgio Cabral (mais de 200 anos de prisão) e o PT, que irá recompor seus quadros.


Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas


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TENSÃO NO PLANALTO


O posicionamento do STF em relação a uma decisão de primeira instância do então juiz e atual ministro da Justiça, Sergio Moro, é mais um ponto que causa tensão no governo do presidente Bolsonaro. É a mostra do descompasso dos vários setores que fazem parte da equipe que dirige o Brasil.


Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos


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FRITURA


Frustrado por sofrer derrotas em sua batalha para promover o ajuste fiscal (governo Dilma Rousseff) e por não poder escolher seus colaboradores no BNDES (governo Bolsonaro), o economista Joaquim Levy pediu demissão. Algo parecido está acontecendo com o ministro Sergio Moro, o símbolo do combate à corrupção e outros crimes lesa-pátria. O presidente Jair Bolsonaro não deu a prometida “carta branca” para ele escolher seus colaboradores nem apoiou seu projeto anticorrupção e anticrime que ainda não foi votado no Congresso. Transferiu o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), contra sua vontade, para o Banco Central e declarou recentemente que é ele, Bolsonaro, quem manda na Polícia Federal. Vale a pena uma pessoa com a sua história à frente da Operação Lava Jato aguentar tal “fritura”? Negativo!


Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo


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ATÉ 2022


Para a maioria de seus eleitores, Jair Bolsonaro foi eleito principalmente para combater a corrupção. Mas não é isso o que estamos vendo. Ao lado de boa parte do STF (que, como o Estadão mostrou no domingo, já arquivou 67% dos processos oriundos das delações da Odebrecht) e do Congresso Nacional, vemos apenas movimentos de proteção aos próprios interesses, retirando aos poucos os poderes do ministro Sergio Moro e, agora, cortando as verbas necessárias ao seu ministério. Não tem jeito, mesmo... Para combater de verdade a corrupção, vamos ter de esperar por 2022, quando, quem sabe, vamos ter um Moro no comando deste país. Ou talvez o próprio.


Luiz Antonio Ribeiro Pinto larprp@uol.com.br

Ribeirão Preto


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SEM CHANCE


Nosso glorioso STF tem como missão atualmente poucos casos a resolver, pois os grandes assuntos que estão em pauta são soltar presos da Lava Jato (especialidade de Gilmar, Ricardo, etc.). Estão todos muito empenhados em acabar com a operação, pois estão todos envolvidos em alguma maracutaia. O grande lance atual é como eles vão conseguir soltar o presidiário e comprovadamente corrupto que se hospeda em Curitiba. Até agora, eu não consigo entender como ele sempre tem preferência – aí tem gato na tuba.

Quanto ao presidente do País deveria usar fala com certeza dita por sua mãe: em boca fechada não entra mosquito. Precisa parar de ficar usando redes sociais e começar a governar realmente, deixar os disques-disques, apoiar seus ministros e, principalmente, a Lava Jato. Agir sem rancores, basta usar a lógica e os fatos. Cobrar com eficácia todos os devedores e deixar de perdoar dívidas. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, por sua vez, está enfiando os pés pelas mãos tentando encobrir despesas da Casa. Com toda certeza tem o rabo preso com alguém, pois não leva CPI nem impedimento de ministros adiante, apesar de todos os pedidos. Enfim, o principal, para nós, é que o que resta é pedir ajuda a Deus, porque com este povo de Brasília não temos chances de dias melhores.


José Fernandez Rodriguez cholo@terra.com.br

Santos


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OS DISSABORES DO PRESIDENTE


Nosso presidente tem o péssimo hábito de se manifestar nas redes sociais sobre assuntos de interesse do País, cometendo desatinos que acabam nos custando caro. Quando o presidente francês, Emmanuel Macron, declarou que ele, Bolsonaro, mentiu a ele, não falou mais nada do que a verdade. Mas, ao falar a verdade e demonstrar a sua contrariedade, Bolsonaro o elegeu como o seu inimigo pessoal. Daí, numa de suas indevidas conversas nas redes sociais, travou o seguinte diálogo com um seguidor. Quando este disse que o presidente francês teria inveja de Bolsonaro porque a sua esposa é 24 anos mais velha que ele, Bolsonaro, em vez de admoestá-lo, como seria o correto, respondeu: “Não humilha, cara. kkkkk”. Além disso, quem conhece a história do presidente Macron e sua esposa sabe que é uma história belíssima, longe de ser resumida numa piada de mau gosto. Ora, o cidadão Jair Bolsonaro pode falar a besteira que quiser com a sua turma, mas o presidente do Brasil, NÃO. Este deve ter o maior respeito pela esposa de outros presidentes, não pode dar uma de cafajeste, pois ele nos representa e representa o País. Porém, como é incorrigível, Bolsonaro seguiu com outra incoerência: disse recusar a ajuda, que seria bem-vinda, do G7, e que só a aceitará quando Macron se desculpar por tê-lo chamado de mentiroso. Mas não fez nenhuma menção à cafajestada que cometeu com o presidente francês e a esposa dele. Ora, ora, agora ele coloca o seu “dissabor” acima dos interesses da Nação? Não me parece que o presidente possa ter essa prerrogativa perante a nossa Constituição. O Congresso Nacional tem de intervir nessa perlenga, pois o presidente está sendo irracional e prejudicando o País. As relações entre chefes de Estado, ao contrário do que ele acredita, não são como aquelas entre companheiros em torno de um churrasco. Esta situação me lembra o Samba do Crioulo Doido. Em setembro próximo haverá a Assembleia-Geral das Nações Unidas, tradicionalmente aberta pelo presidente do Brasil. Não acredito que Bolsonaro terá condições de aparecer por lá, depois da sua cafajestada. Espero que ele alegue algum problema de saúde e deixe o encargo ao vice-presidente Hamilton Mourão. Chega de nos envergonhar perante o mundo. Nós, brasileiros, não somos assim.                                                                                  


Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo


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AMAZÔNIA, UM PRIVILÉGIO, NÃO UM FARDO


O problema não é o presidente da França e sua vida matrimonial, mas a postura indiferente que o presidente do Brasil tem demonstrado em relação à preservação da Amazônia com sua visão equivocada e curta sobre o aproveitamento econômico da preciosa floresta. Vale lembrar que desdenhou desde o começo dos dados que lhe foram apresentados pelo ex-diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), demitido por ter-lhe trazido a verdade dos fatos. Daí por diante, foi uma sucessão de declarações cuja retórica soou como um incentivo às queimadas ilegais que injustamente logo foram atribuídas a ONGs. Por fim, quando a situação chegou a um ponto alarmante, precisou que gente de fora acusasse o Brasil de estar queimando a olhos vistos um patrimônio mundial. Sim, mundial, pois o que ocorre na Amazônia afeta o clima do mundo. Temos de aprender que somos parte de um todo e precisamos nos dar conta de que é de nossa responsabilidade zelar pela saúde desse organismo vivo que é nossa casa, nosso planeta. Vale lembrar, também, que a diferença entre o incêndio de um patrimônio mundial que doeu a todos nós, o incêndio da Catedral de Notre-Dame e as queimadas que devoram nossa flora e nossa fauna é grande, mas a comparação está servindo para minimizar perante a opinião os estragos da devastação criminosa da floresta amazônica. Talvez desse trágico caos, quem sabe, resulte um novo olhar para as nossas riquezas naturais e nos faça ver que ela pode nos render economicamente muito mais, se forem preservadas com todo o desvelo, do que transformadas em ouro, gado ou soja, pois um selo de qualidade ambiental hoje vale mais do que qualquer coisa obtida por extrativismo. Portanto, nossa floresta imensa nunca será ambicionada por ninguém, sequer por estrangeiros, como temem alguns, se ela for encarada por nós como um presente dos céus, um privilégio a ser cultuado e cuidado, como originalmente foi pelos selvícolas. Temos de voltar ao passado para chegar ao futuro com dignidade, respeito e admiração do resto do mundo por estarmos contribuindo enormemente com a preservação sobretudo de nossa própria espécie.


Eliana França Leme efleme@gmail.com

Campinas


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O VICE E A QUESTÃO AMAZÔNICA


Digno de um jornal como O Estado de S. Paulo, digno de um vice-presidente da República e digno do povo brasileiro o artigo do general Hamilton Mourão, sob o título A nossa Amazônia (28/8, A2). Verdadeira aula de cidadania e de história. No “olho do furacão” em que se transformou a discussão sobre os incêndios na Amazônia, surge um equilibrado, inteligente, elegante e oportuno vice-presidente para tratar do assunto como o próprio presidente deveria tratar. O general Mourão nos faz pensar que o presidente Bolsonaro desperdiça um grande aliado e um ator que pode ser o fiel da balança do seu governo. Deve o presidente pensar melhor em como aceitar o protagonismo do vice, sem medos políticos e sem medo de dividir a vitrina. Parabéns ao Estado de S. Paulo e ao general Mourão pelo brilhante texto, que guardarei como fonte de consulta histórica sobre o nosso Brasil e sobre a nossa Amazônia.


Walter Cereja Pinto walter@conthaus.com.br

São Paulo


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‘TACA FOGO’


Muito tosco o título Taca fogo, do último artigo do jornalista Eugênio Bucci (Estadão, 29/8, A2). É um modo rudimentar de se expressar, muito comum em pessoas em evidência, bem conhecidas nossas. Mas devemos reconhecer que o autor sintetiza magistralmente a essência de dois sistemas totalitários, o fascismo e o nazismo. Aguardamos que ele continue a desenvolver seu talento de pesquisador da história e nos brinde proximamente com um artigo brilhante sobre o comunismo, relacionando a quantidade de assassinatos, povos oprimidos, nações arrasadas, livros queimados, exílios na Sibéria, etc., tudo obra desse totalitarismo que parece inspirar os artigos do autor. Bucci termina seu empolgante artigo concluindo que “anônimos” tacam fogo na Floresta Amazônica. Podemos concluir igualmente, com muito mais razão, que esses anônimos são “esquerdistas comunistas” ansiosos por denegrir o nosso governo.


Nelson Penteado de Castro pentecas@uol.com.br

São Paulo


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CONSOLO


O que me consola? É não ter contribuído com tudo o que está aí, no que toca as urnas eletrônicas. O que me consola é que a informação diária já seria o suficiente para sentir o cheiro de fumaça – sim, era fogo o que viria. Se a imprensa é a inimiga em tempos “selvagens”, é porque só a informação é o antídoto contra os venenos do presente. Quanto ao artigo de Eugênio Bucci Taca fogo (29/8, A2), sem “QRU no QTH”, o “profeta” Bucci estava certo e não errou, o desastre era iminente. Uma assinatura de jornal bastava, o remédio certo teria efeito. E, agora, o efeito “selvagem” nos faz passar vergonha no mundo inteiro. E, ainda assim, o texto de Bucci será criticado e a função do jornalista, só então e não antes, se concretiza. “Tu que consolas, que não existe, por isso consola (...)”, já diria o poeta, mas a imprensa existe e o jornal digital já não pode ser queimado, e me consola.


Leandro Ferreira  ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

Guarulhos


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DUCHA DE ÁGUA FRIA


Para os entusiastas do parlamentarismo, a manobra regimental do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, de prorrogar o recesso parlamentar para diminuir o tempo de debate sobre o Brexit e, assim, reduzir sobremaneira as chances de um veto a um Brexit sem acordo, foi uma verdadeira ducha de água fria. Todos se lembram do ex-deputado federal e ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, que só conseguiu permanecer no cargo por mais de um ano graças ao uso e abuso de manobras regimentais as mais variadas. Será que Johnson aprendeu com ele? Se esse tipo de coisa acontece lá, aqui, então, seria uma festa. Melhor deixar como está.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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