Fórum dos leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos leitores, O Estado de S.Paulo

01 de setembro de 2019 | 03h00

GOVERNO BOLSONARO

Segurança em gelo fino

"Ao patinar sobre gelo fino, a segurança está na nossa velocidade” (Ralph Waldo Emerson, ensaio Prudence). Votei numa mudança do eixo de poder, num candidato mais incisivo no discurso contra o que, a meu ver, em termos de governo e corrupção, extrapolara qualquer limite de tolerância quanto a ineficiência, decência e imoralidade. Se ao menos estancou o avanço da esquerda, do bolivarianismo, do petismo e reduziu a corrupção descarada, valeu a aposta no voto, motivação predominante, não no então candidato, na época um ilustre desconhecido. Mas o que se vê no dia a dia... À parte as estripulias e a incontinência verbal, que o diminuem, o presidente elegeu-se anunciando mudanças profundas e radicais, porém governa como se não as quisesse. Em oito meses, tudo o que acontece, principalmente de negativo, reverbera de forma caótica e potencialmente destruidora e desagregadora. A esquerda está quieta, assistindo ao espetáculo. O gelo é sabidamente fino e a velocidade das mudanças deixa a desejar. E a nossa segurança, como é que isso fica?

LUIZ A. BERNARDI

luizbernardi51@gmail.com

São Paulo

ECONOMIA

Retomada no horizonte

Enquanto EUA e outras potências temem a recessão e a Argentina entra na moratória, o Brasil, ao ter elevação de 0,4% no PIB, afasta-se da recessão técnica. É, mais uma vez, a demonstração de que, como disse Pero Vaz de Caminha, aqui, em se plantando, dá. A pequena reforma trabalhista de Michel Temer, a da Previdência tramitando bem pelo Congresso e a expectativa de outras correções do Estado alentam o investidor, cujo capital pode criar os empregos de que nossos trabalhadores necessitam. O aceno a juros menores, baixa nos preços de energia e combustíveis e reorganização geral soa positivo. O aumento do PIB vem, principalmente, da construção civil, logo poderemos ter mais lançamentos imobiliários e a roda da economia sendo alimentada. Chega de desencontros e trocas de farpas. Em vez de cuidar do passado, temos de aproveitar o presente para construir o futuro. Os que delinquiram e, principalmente, promoveram a corrupção são problema da Justiça, que também precisa cumprir sua obrigação sem se imiscuir nos outros Poderes.

DIRCEU CARDOSO GONÇALVES

aspomilpm@terra.com.br 

São Paulo

Muito pouco, quase nada

O porcentual de crescimento do PIB por certo é melhor do que uma queda constante. Mas não pode servir para comemorações. Mais do que nunca se faz necessária a participação efetiva de todos os segmentos em busca de uma política econômica que leve em consideração o nosso potencial como país de dimensão continental. O valor agregado precisa servir aos nossos interesses.

URIEL VILLAS BOAS

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

MEIO AMBIENTE

O clima e o bem comum

No Estado de sexta-feira lemos na página A2 dois artigos oportunos para fomentar as análises sérias sobre as atividades antrópicas no meio ambiente, seus reflexos na economia e o que, na opinião dos autores, devemos fazer para enfrentar as esperadas alterações ambientais mais graves no País e no mundo: O joio e o trigo no agronegócio brasileiro, da ex-ministra do Meio Ambiente Marina da Silva e do ex-secretário João Paulo Capobianco – governo de Lula da Silva –, e O papel do Brasil na catástrofe climática, do ex-diretor do Banco Mundial no Brasil Vinod Thomas, ambos fundamentados em estatísticas, dados científicos e fatos reais. Como cidadão e geógrafo, penso que esses artigos devem ser analisados, com isenção de ânimos agressivos e tendenciosos, pelas lideranças brasileiras em todos os setores, resultando em reflexões amplas para planejamentos eficazes, públicos e privados, visando a evitar, enquanto é tempo, a implosão acelerada do meio ambiente como um grande sistema equilibrado, do qual somos parte e autores de interferências artificiais múltiplas, muitas nefastas e irreversíveis. Acrescento que se deveria governar soberanamente, sim, mas com respeito ao bem comum de todas as nações e à vida em toda a sua amplitude, para merecermos o planeta Terra. 

HERBERT SÍLVIO A. P. HALBSGUT

h.halbsgut@hotmail.com

Rio Claro

Quadrilheiros

Investigações revelam quadrilhas e ganho milionário por trás do desmate (31/8, A22). “Corrupção, formação de quadrilha, trabalho escravo, violência, grilagem, roubo de madeira” provam o que já sabíamos. O Brasil que ponha a casa em ordem. 

HARALD HELLMUTH

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

Incendiários

Quem ateia fogo na floresta são maus brasileiros, ignorantes. São grileiros, madeireiros ilegais e fazendeiros gananciosos de maiores lucros com a abertura de mais áreas de pasto para o seu gado. Após a retirada da madeira de lei, vem a queimada para limpar o terreno. Falta a esses cidadãos consciência e educação ambiental, que deveria ter sido prioridade nas escolas da Região Amazônica. A educação ambiental deveria ser dada também aos políticos e autoridades, que pouco ou nada sabem sobre a ciência da ecologia. A floresta funciona como uma biblioteca viva e reserva genética e de princípios ativos de medicamentos. O Brasil tem de levar realmente a sério a proteção desse bioma. 

MÁRIO NEGRÃO BORGONOVI

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

Fim do fogo?

Muito louvável a decisão do presidente da República e do ministro do Meio Ambiente de proibir as queimadas amazônicas por 60 dias. O uso do fogo deveria ser banido definitivamente em todo o território nacional. As queimadas na Amazônia não são um fenômeno sazonal, muito menos uma tradição, são ações criminosas: a terra crestada serve de pasto ralo para a pecuária, abre caminho para invasões de terras e garimpo ilegal. A maior floresta tropical do planeta merece destino mais nobre do que virar um gigantesco terreno baldio com um pouco de gado e lixão da mineração tosca. 

MÁRIO BARILÁ FILHO

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

Nosso couro rejeitado

Decidi que não vou mais comprar nada das marcas The North Face, Timberland, Kipling, Vans e de todas as outras de responsabilidade da empresa VF Corporation até que haja segurança de que todos os materiais e outros insumos usados na fabricação dos seus produtos não contribuem para o dano ambiental em nenhum país do planeta.

EDUARDO B. DE TOLEDO LEITE

btleite@gmail.com

São Paulo

“Assassinado, o menino João Hélio tinha apenas 6 anos. O assassino já foi solto. Autorizado pela Justiça, ‘vai cumprir prisão domiciliar’. É o Brasil...”

A. FERNANDES/SÃO PAULO,

SOBRE CRIME E CASTIGO

standyball@hotmail.com

“Na maioria das vezes, a prisão domiciliar do criminoso começa em casa, depois ele vai à padaria,

RICARDO C. SIQUEIRA/NITERÓI (RJ), 

idem

ricardocsiqueira@globo.com.

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PANTOMIMA


Lula da Silva declarou, em recente entrevista, diretamente da sua sala-prisão (uma pantomima somente observada nesta terra de Pindorama), que iria provar, de dentro da cadeia, que o ministro Sergio Moro e o procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol são bandidos. Agora, com a anulação da sentença de Aldemir Bendine, deliberada pela 2.ª Turma do nosso desacreditado Supremo Tribunal Federal (STF), sua defesa, sabendo da rapidez com que os membros do nobre colegiado costumam atender a seus inúmeros recursos, imediatamente solicita decisão idêntica. Mais uma dissimulação, entre as muitas já emitidas pelo condenado bravateiro. Ou pedirá ele, mesmo que os togados o soltem, para ficar detido até cumprir sua assertiva?


Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro


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SUPREMA GLÓRIA


Seria para Lula a “suprema” glória: ele solto e Antonio Palocci preso. Se houvesse justiça neste país, os dois deveriam permanecer engaiolados por muito tempo. Mas, com o STF que aí está, é possível que o desejo de Lula se torne realidade.


Roberto Bruzadin bobbruza@terra.com.br

São Paulo


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BOIADA SOLTA


A propósito da polêmica decisão do STF que anulou, por 3 votos a 1, a condenação do ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobrás Aldemir Bendine pelo então juiz Sergio Moro, podendo gerar impacto em pelo menos 32 processos com sentenças da Lava Jato envolvendo nada menos que 143 réus, entre os quais os famigerados Lula, Eduardo Cunha, José Dirceu e João Vaccari Neto, cabe, em tempo, lembrar o velho dito “por onde passa um boi passa uma boiada”.


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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INTERESSES NA CORTE SUPREMA


Mensagens obtidas pelo site The Intercept Brasil apontam que procuradores da Operação Lava Jato sugeriram, em 2016, um vazamento seletivo de informações para a imprensa com a intenção de impedir um julgamento no STF que poderia resultar na soltura de Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados. Realmente, com o festival de solturas que sempre houve por estas bandas jurídicas de cá, e que ostentam, orgulhosas, as rubricas de legalidade e de devido processo legal, muitos temem as decisões da Corte Suprema que, composta por escolhidos políticos do momento, não colocam jamais os interesses da sociedade acima dos interesses ditos jurídicos, mesmo quando o mundo jurídico insinua-se incrivelmente mais real e concreto que o mundo dos fatos que tudo origina, incluindo-se aí os desassistidos e os poderosos, os que julgam e os que apenas suportam todas as penas.


Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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TIPOS DE DIREITO


Vivemos numa época ímpar em que há três tipos de Direito: o Direito tradicional, o Direito achado na rua e o Direito inventado na 2.ª Turma do STF. O último é reservado a réus da Lava Jato com muito dinheiro (roubado) e um pelotão de advogados ávidos para transformar um culpado em inocente com a ajuda inestimável de togas do Supremo.


Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo


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ADVOCACIA EM FESTA


Os grandes advogados dos grandes corruptos estão dando festas porque dividirão o butim.


Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas


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OS GARANTISTAS


A anulação da condenação de Aldemir Bendine – que, entre outras obscenidades, pagou os favores de uma senhora com dinheiro público – é a mais recente evidência de que os “garantistas” do STF trabalham para garantir que as ações movidas contra corruptos de alto calibre sejam anuladas ou prescrevam por decurso de prazo.


Marcelo Melgaço melgacocosta@gmail.com

Goiânia


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ALERTA VERMELHO PARA A DEMOCRACIA


Na última semana, diante das notícias de que a economia brasileira pode ter esboçado uma lenta recuperação, algumas declarações do presidente Jair Bolsonaro acabaram sendo alvo de pouca atenção. No entanto, talvez este tenha sido o dia em que sua costumeira verborragia escalou um pouco mais que as frases preconceituosas ou ataques com alvos específicos. Obviamente, isso não deixa de ter sua gravidade, mas o que vimos na quinta-feira foi muito pior. Bolsonaro acendeu a luz vermelha para todos os que acreditam na democracia liberal ao: 1) defender a prisão de jornalistas que “publicam mentiras”. Ninguém concorda com a publicação de mentiras, mas a grande questão é o que se entende por verdade e por mentira e onde entram questões como liberdade de expressão, sigilo de fonte e liberdade de imprensa. Basta ver como o próprio Bolsonaro criticou o Congresso por criminalizar fake news eleitorais. Assim, o que o presidente realmente defende são prisões por crime de opinião, algo impensado em qualquer regime verdadeiramente democrático. 2) Defender um induto a “policiais presos injustamente”. Aqui vão dois graves problemas: o primeiro e mais complexo é que, se o policial está preso, é porque assim a Justiça – especificamente o Poder Judiciário, no caso do Brasil – assim decidiu. Quando Bolsonaro indulta esses policiais e chama a prisão deles de injusta, ataca o sistema judicial brasileiro como um todo, pondo em dúvida sua lisura e flertando perigosamente com a instabilidade jurídica. Ademais, tal medida deve beneficiar precipuamente um tipo de criminoso que já ouvimos ter perigosas relações com os atuais ocupantes do poder: os milicianos. Nestes dois casos, é inadmissível que a sociedade permaneça calada, pois uma imprensa livre e um Judiciário independente são as pedras de toque das democracias liberais e não é um crescimento pífio do PIB que deveria comprar nosso silêncio cúmplice.


Leandro Consentino consentinole@gmail.com

Limeira


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FALAR GROSSO NÃO RESOLVE


Inseguro – talvez por não acreditar em sua própria capacidade de administrar o País –, o presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ) se mostra soberbo e convencido de que, falando grosso, vai gerar maior empatia com seus eleitores e a sociedade brasileira. O resultado desta sua maneira intempestiva e desconexa de se comunicar, desprezando que o povo brasileiro está mais politizado, está cravado na queda vertiginosa da sua popularidade revelada em pesquisa da CNI/MDA divulgada em 26/8. A desaprovação pessoal de Jair Bolsonaro subiu de 28%, em fevereiro, para 53% agora, em agosto. No início de seu mandato a aprovação de seu desempenho era de 57,5%, e agora ruiu para 41%. Quanto ao seu governo, a reprovação passou de 19%, em fevereiro, para 39,5%. E a avaliação positiva, que era de 38,5%, caiu para 29,4%. Quanto à indicação de seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro, para a Embaixada dos EUA, 7 entre 10 entrevistados viram como inadequada. E a tendência é de que a popularidade do presidente despenque ainda mais depois dos fatos envolvendo as queimadas na Floresta Amazônica. Como afirmou o jornalista Fernando Gabeira, Bolsonaro “não inventou as queimadas, mas sabotou formas de combatê-las”. Por exemplo: foi contra as multas aplicadas pelo Ibama, não permitiu a destruição de veículos e equipamentos clandestinos de pessoas que se prestavam a destruir a mata, chamou de mentirosos os dados captados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) sobre o alto desmatamento na floresta no mês de julho e hostilizou os maiores doadores do Fundo Amazônia, a Alemanha e a Noruega. Diante desse comportamento antidiplomático de Bolsonaro, ficou prejudicada a imagem do Brasil.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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EM QUEDA


Se a popularidade do nosso mandatário continuar caindo, no curto prazo será semelhante aos números do PIB dos últimos anos.


Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)


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MAIS BIC E MENOS BOCA


Sugiro ao presidente Bolsonaro que, por tudo o que já fez de bom para o nosso país, daqui para a frente haja menos conversa, menos stand up e menos entrevistas em lugares impróprios. Sugiro: menos boca e mais BIC!


Arcângelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo


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RESILIÊNCIA


Sobre a matéria Desaprovação pessoal de Bolsonaro sobe de 28% para 53%, diz pesquisa (Estadão, 27/8), ora, ora, trata-se de mais uma das muitas pesquisas nas quais ninguém acredita mais, e é parte da operação “Incêndios na Amazônia”, que, como as demais crises artificiais fabricadas, não deram em nada. Bolsonaro, em face de tantos ataques, está conseguindo uma notável resiliência, mesmo com as orquestrações com a batuta internacional.                         


Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)


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DESVARIO


De pleno acordo como texto de Luiz Felipe D’Avila Nações em época de desvario (Estadão, 28/8, A2). Há tempos me pergunto por que ninguém percebe que a imprensa só está ajudando o sr. Jair Messias Bolsonaro ao divulgar as estultices diárias que emite. É só ignorar...


Gilda Machado gilda.machado@globo.com

São Paulo


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SUPEREXPOSIÇÃO


Há um exagero “lulático” de Lula e uma overdose cavalar de Bolsonaro na imprensa. É Lula e Lula e... Lula. É Bolsonaro e Bolsonaro e... Bolsonaro. É Lula e Bolsonaro à tripa-forra! Desde 1975 é Lula! Desde 2015 é Bolsonaro! Na efeméride (uma eternidade) de 2075 será Lula! Na efeméride (outra eternidade) de 2115 será Bolsonaro!


Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo


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NÃO BASTA DESABAFAR


A repercussão dos posicionamentos de quem ocupa o cargo maior de nossa República, o presidente Jair Messias Bolsonaro, por certo tem diminuído o nosso conceito. Isso nos coloca numa posição que tem reflexos na economia e em questões sociais. Mas não basta apena reclamar ou fazer desabafos emocionais. O momento exige a aglutinação dos mais diversos segmentos em busca de uma proposta unitária e do entendimento que terá influência no nosso desenvolvimento. O momento é agora.


Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.b

Santos


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PEDIDO AO PRESIDENTE


Caro presidente Bolsonaro, fui seu eleitor de última hora, para evitar a vitória do PT. Aliás, milhares de eleitores fizeram o mesmo. Esses votantes não estão satisfeitos com sua atitude, sua arrogância, desprezando as opiniões de apoiadores que fizeram diferença fundamental para derrotar o PT. Não esqueça esse detalhe, presidente, se pretende ser longevo no cargo. Quem sou eu pra te aconselhar, mas, como seu apoiador, peço, para o bem do Brasil: esqueça a mídia social, fale menos e faça mais, e desista da indicação de seu filho para a Embaixada dos EUA. Faça, presidente, e verá que sua popularidade aumentará sensivelmente.

Toshio Icizuca toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba


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DNA


Se o filho Eduardo Bolsonaro tiver o DNA diplomático do pai, como embaixador vai ser uma temeridade.


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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A VIOLA NO SACO


Com todos os problemas que o Senado tem, mais as controvérsias criadas pelo presidente, passando pela Amazônia em chamas e a repercussão que isso tem no mundo, não seria de bom alvitre o sr. Eduardo Bolsonaro “enfiar a sua viola no saco”, calar-se e aceitar o fato de que não tem o menor preparo nem experiência para ser embaixador? Ele mal fala inglês (é um vexame), deve falar “portuñol”, não tem nenhuma visão de mundo (Maine, montanha no Colorado) e a única coisa que se sabe é que quer ser embaixador... só falta espernear e gritar. Chega desta palhaçada.  Cale-se e vá trabalhar. Chega de vexame e de mau comportamento. Nestor Forster tem de ser o embaixador e se acabou. Menos barulho, menos vexame, menos despesas para o País quebrado. A República de bananas que se acalme e se coloque no seu lugar. Deu, acabou a farra.


Marta Lawson lawsonmv@hotmail.com

São Paulo


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GOVERNO E ESTADO


Sou eleitor do clã Bolsonaro. E não me decepcionei. No caso da nomeação de Eduardo, penso estarem confundindo ações de governo com ações de Estado. Não tem nepotismo, pois ele é congressista. Protesto porque votei nele para deputado federal, e não para embaixador. Gostaria que honrasse seu mandato e respeitasse meu voto.


Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro


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DIFÍCIL DE ENTENDER?


As mensagens destinadas ao presidente Jair Bolsonaro – 53% dos mais de 57 milhões de votos o reprovam – não estão sendo suficientes para que o presidente entenda a sua reprovação. A última tentativa será contar com a ajuda da primeira-dama Michelle Bolsonaro, para que, por meio de discursos em Libras, o maridão consiga entender o que está acontecendo. Talvez obtenha sucesso.


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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TRISTE EQUÍVOCO


Ao término do mandato, Bolsonaro descerá a rampa com toda a equipe de seu governo: 0.1, 0.2, 0.3 e mais ninguém. Os quatro cavaleiros do apocalipse brasileiro vão cavalgar sós para o esquecimento de mais um triste equívoco de nossa história política.


Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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APENAS O ‘MENOS PIOR’


A única maneira de frear a ascensão do Partido dos Trabalhadores (?) ao governo foi a opção dos eleitores para eleger alguém “menos pior” dentre os candidatos que se apresentaram.  Felizmente ou infelizmente, o presidente escolhido e eleito foi o capitão Jair Bolsonaro, cuja estratégia eleitoral seria a de não participação nos tradicionais debates televisionados, além de contar com poucos recursos financeiros e pouco tempo de propaganda eleitoral gratuita. Se analisarmos o seu desempenho como deputado na Câmara federal, este foi deveras pífio, demonstrando que não podíamos esperar grande coisa de seu governo. Após oito meses de mandado, quando, pelo andar da carruagem, já mostrou que não tem capacidade tanto emocional quanto intelectual para gerir os destinos da Nação, conseguiu, num pequeno espaço de tempo, semear incertezas sobre os destinos do Brasil, frustrando grande parte de seus eleitores. Em tempo: carta branca, a meu ver, senhor capitão, quem tem são os eleitores, que põem e tiram seus mandatários do poder!


Arnaldo Luiz de Oliveira Filho arluolf@hotmail.com

Itapeva


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PERIGO NA REDE


Jair Bolsonaro se elegeu usando as redes sociais e poderá perder o cargo pelo mau uso dessa ferramenta. Não é possível que o presidente do Brasil continue se manifestando nas redes sociais como se estivesse batendo boca com os adversários na geral do Maracanã. A maior ameaça à soberania nacional é o comportamento irracional e intolerável do presidente da República.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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DISSIMULADOS DE PLANTÃO


Com apenas oito meses de governo, não procedem as levianas acusações que ecologistas, ambientalistas e outras “tribos” fazem a Jair Bolsonaro, atribuindo-lhe a culpa por todos os desmatamentos e queimadas que ocorrem na Amazônia, quando todos sabem que essa prática vem desde os tempos de Pedro Álvares Cabral. Sujeitos irresponsáveis, hipócritas e inconsequentes, para não dizer criminosos.


Gildete Nascimento melisalf3175@gmail.com

São Paulo


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ARROGÂNCIA FRANCESA


Dou inteiro apoio ao capitão Bolsonaro ao exigir desculpas por ter sido chamado de mentiroso pelo presidente da França. Não é de hoje a arrogância francesa conosco, desde Charles De Gaulle.


Walter Monacci walmonacci@uol.com.br

São Paulo


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ABORDAGENS


Com relação à questão amazônica, está havendo duas abordagens, a saber, soberania nacional e queimadas com a inclusão do desmatamento. Alguns dão importância a um ponto deixando o outro em plano secundário. Em face desta perspectiva, levantam-se as perguntas a seguir, sendo, a meu ver, mais importante refletir sobre elas do que respondê-las: 1) qual das duas é a abordagem correta? Ambas são igualmente importantes? 2) Qual dos dois pontos representa realmente uma ameaça, senão ambos? 3) Qual dos dois problemas – ou ambos – requer ação imediata?


Marcelo Barros marcelo11barros@aim.com

São Paulo


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SOBERANIA


Tem razão o presidente da República ao declarar que “nem um trilhão de dólares pode comprar a soberania do Brasil”, ao comentar a ajuda internacional para combater as queimadas na nossa Amazônia. De fato, a soberania é o primeiríssimo princípio da República inscrito no também primeiro artigo da Constituição de 1988. O que não poderia ser diferente, pois não existe Estado independente que não seja soberano.


Rui da Fonseca Elia rui.elia29@gmail.com

Rio de Janeiro


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PRESIDENTE INCONSTANTE


O Brasil é um país soberano, mas o comportamento inconstante do presidente Bolsonaro requer tutela permanente.


Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo


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O INCENDIÁRIO DA AMAZÔNIA


Em costumes de priscas eras, toda vez que um rei, um presidente, um inventor e outras personalidades se destacavam, por suas qualidades ou suas impropriedades recebiam epítetos elogiosos ou não, pelos quais passaram a ser mencionadas. Temos entre nós alguns exemplos: Rui Barbosa, o “Águia de Haia”; Santos Dumont, o “Pai da Aviação”; e outros tantos. Nesse particular, o nosso atual presidente certamente já garantiu o seu Bolsonaro, o “Incendiário da Amazônia”. Desde a sua campanha eleitoral, já deixava claro que não iria tratar a Floresta Amazônica com o respeito que ela merece. Mostrando total desconhecimento da importância dela, não só no nosso meio ambiente, como no meio ambiente do planeta, ele já dava claros sinais de aproveitar as suas riquezas com a mineração e a expansão desenfreada da agricultura e da agropecuária. Ao nomear como ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, não deixou dúvida de que a partir daquele momento o ecossistema mais importante do planeta passou a correr sério risco. O Ibama foi eleito o inimigo número um do agronegócio e seu setor de fiscalização foi rapidamente desarticulado. Quando o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) deu o primeiro alerta sobre o aumento do desmatamento detectado pelo satélite, seu diretor foi defenestrado. E a situação prosseguiu, com total desmonte das equipes de fiscalização. Foi o sinal verde para que as velhas quadrilhas de madeireiros, posseiros e grileiros agissem para saquear de vez aquela floresta, inclusive adotando o meio mais rápido para tanto, o fogo. E a tocha que pôs fogo no maior incêndio de todos os tempos na mata foi, sem dúvida, o discurso de Bolsonaro. Assim, ele ganhou o seu epíteto.


Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo


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BÁRBAROS NO PODER


Concordo plenamente com o artigo Taca fogo, publicado no Estadão de 29/8 (página A2), reproduzindo fala de Mikhail Romm, cineasta russo, alertando para o risco de semianalfabetos assumirem o governo de algum país. Realmente! Constata-se o desastre que foram os 16 anos de governo petista no Brasil e a destruição da Venezuela sob a ditadura chavista. Irreparável!


Nei Gravina Job neigravina@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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