Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

04 de setembro de 2019 | 03h00

CONGRESSO NACIONAL

Cortes x fundo eleitoral

Em razão da lastimável situação das contas públicas, herdada das administrações anteriores, o governo do presidente Jair Bolsonaro não tem alternativa senão promover contingenciamentos e cortes de gastos, para não incidir em irresponsabilidade fiscal. Esses contingenciamentos e cortes afetam, entre outras, as áreas de educação, pesquisa, infraestrutura e desenvolvimento. Muito justa a grita dos setores atingidos, mas, a meu ver, no palco errado: deveriam é fazer pressão e manifestações diante do Congresso Nacional, que tem o desplante, diante da situação geral de penúria das contas públicas, de insistir no aumento do fundo eleitoral (já previsto em R$ 2,5 bilhões para 2020) para incríveis R$ 3,7 bilhões!

CLAUDIO JUCHEM

cjuchem@gmail.com

São Paulo


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Sem noção

Bolsas de estudo ameaçadas, comprometendo trabalhos de pesquisa ligados a áreas fundamentais, como a produção de vacinas; vários ministérios com funcionamento restrito para este ano e para o próximo; cerca de 14 mil obras paradas País afora, com evidentes prejuízos, que impedem a retomada do crescimento econômico e a redução do desumano índice de desemprego. Essas são algumas das sombrias perspectivas decorrentes dos ajustes na economia, que aguarda dias melhores. Enquanto isso, o fundo eleitoral...

PAULO ROBERTO GOTAÇ

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro


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Acinte

Os brasileiros precisam dar um murro na mesa e acabar com o indecente fundo partidário. Não existe nada que justifique essa excrescência. Onde já se viu o governo dar dinheiro público para os partidos políticos fazerem propaganda deles mesmos? Bilhões de reais! E não há nada nem ninguém questionando esse verdadeiro crime de lesa-pátria. Logo mais vão dizer que é necessário voltar com a CPMF, para bancar o fundo partidário. Acorda, Brasil!

MÁRIO BARILÁ FILHO

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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Renovação frustrada

O resultado das eleições de 2018 trouxe alguma esperança ao povo brasileiro. Afinal, um índice de renovação superior a 50% criou expectativas positivas. Ledo engano. Nada de novo foi apresentado e neste curto espaço de tempo houve uma adaptação dos novos às velhas práticas. Com os bolsos cheios, ignoram seus eleitores. Pobre Brasil.

PAULO HENRIQUE C. DE OLIVEIRA

ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro


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EDUCAÇÃO

Motor de nova história

Belo artigo o do ex-governador do Estado do Espírito Santo Paulo Hartung (3/9, A2), que insiste em que o caminho para salvar o nosso futuro é o da educação. Hartung é a prova viva de que há, sim, uma forma correta de administrar o Estado. Ele não se rendeu à chantagem da polícia na “greve das esposas”, que deixou o Espírito Santo em polvorosa. Geriu as finanças de tal forma que seu Estado é o único classificado como crédito “A” pelo Banco Central. Isso porque soube resistir às corporações, impondo medidas de contenção das despesas públicas. Finalmente, deu às escolas prioridade absoluta, com a certeza de que esse é o caminho a seguir. Esperemos que várias ideias obtusas do governo de Jair Bolsonaro não prevaleçam e possamos rumar para os caminhos mostrados por Paulo Hartung.

ALDO BERTOLUCCI

aldobertolucci@gmail.com

São Paulo


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A educação no Brasil precisa se pautar pelas ideias expostas no artigo Educação como motor de uma nova história, de Paulo Hartung, aplicadas em todos os Estados da Federação e cabendo ao Ministério da Educação estabelecer as regras e fiscalizar sua implementação. Educação com boa aprendizagem é o pilar básico para o desenvolvimento econômico e social da Nação brasileira e, assim sendo, tem de se nacionalizar, ir além das ilhas do saber, como os exemplos válidos e meritórios mencionados pelo autor do artigo em tela.

ANTONIO CLAUDIO SALCE

acs.1946@hotmail.com

Indaiatuba


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MEIO AMBIENTE

Amazônia

A preservação da Floresta Amazônica tornou-se um problema geopolítico, diplomático, comercial e militar. O professor Denis Rosenfield, no artigo Amazônia ‘internacional’ (2/9, A2), de forma didática nos informa: 74% da área amazônica é constituída por terras públicas e só 24%, privadas. Estas obrigatoriamente devem explorar apenas 20%. O professor explica que a atividade agropecuária não utiliza mais as queimadas para preparação das terras (pasto ou cultivo), o que se verifica somente em casos marginais, sem expressão. No caso do desmatamento, existem os legais e os ilegais: garimpos, grilagens e exploradores de madeira – para estes o rigor da lei, pela atuação de policiais e, “se for o caso”, ações militares. E conclui com um paradoxo: um dos países mais conservacionistas é tido como responsável pela poluição planetária. Destaque-se que o autor não exclui a responsabilidade dos governos locais e central, que já poderiam ter tomado medidas preventivas de preservação, pois se trata de suas atribuições políticas, delegadas pelo voto da população.

CLAUDIO BAPTISTA

clabap45@gmail.com

São Paulo


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Queimadas

Pura falácia a de a floresta estar sendo consumida pelo fogo. O fogo só se alastra em áreas de cerrado, onde há gramíneas, em áreas degradadas, pastagens ou áreas de “derrubadas”. Na mata nativa o fogo, por mais intenso que seja, não avança nem dois metros floresta adentro. Sou engenheiro agrimensor e tive a oportunidade de presenciar isso no norte de Mato Grosso em 1979, quando um imenso sapezal, com uns 10 mil hectares, pegou fogo. Era agosto, calor insuportável, e o sapezal seco como pólvora. O fogo chegou à mata nativa e não adentrou nem os dois metros mencionados.

ANTONIO MOLINA

molinaengenharia.santafe@gmail.com

Santa Fé do Sul


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IMPRENSA

‘Estadão’ premiado


Mais uma láurea para o Estadão, agora como o jornal de Melhor Circulação Nacional, no Prêmio Veículos de Comunicação 2018, organizado pela revista Propaganda, da editora Referência, distinção, aliás, conferida pela segunda vez. Sem dúvida, o Estadão merece. E não só em matéria de circulação, mas especialmente por seus editoriais, reportagens e pela linha de conduta, sempre retilínea e capaz de manter assinantes por dezenas de anos. Parabéns!


JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro


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“A relação do Brasil com sua Amazônia é como a de marido desleixado e violento casado com mulher deslumbrante cobiçada por todo mundo”


PAULO SERGIO ARISI / PORTO ALEGRE, SOBRE A QUESTÃO AMBIENTAL AMAZÔNICA

paulo.arisi@gmail.com


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“Está na hora de sabermos quem, realmente, ganha com a madeira ilegal”


SINCLAIR ROCHA / SÃO PAULO, SOBRE MADEIREIRAS CHINESAS

sinclairmalu@uol.com.br


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“Tirar Felipão e convidar Mano Menezes é trocar seis por meia dúzia”

OSWALDO BAPTISTA PEREIRA FILHO / CAMPINAS, SOBRE O PALMEIRAS

oswaldocps@terra.com.br

TÉ DE MACA


O presidente Jair Bolsonaro, que será operado no próximo domingo para corrigir cirurgias do atentado sofrido, disse que irá de qualquer maneira à abertura da Assembleia-Geral da ONU, 15 dias depois, nem que seja “de maca ou de cadeira de rodas”. A intenção frenética é explicar o inexplicável sobre o desmatamento e as queimadas na Amazônia Legal. Como já disse lá atrás, o mundo todo está errado e só ele conhece o assunto e, certamente, vai deixar o País em maus lençóis. Ora, se nem tem os R$ 23,9 milhões para aplicar na Amazônia, por que recusou a “esmola” da Alemanha e da Noruega? É melhor Bolsonaro ficar em repouso. É uma “qüestão” de saúde, “taoquei”?


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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GANHO MILIONÁRIO POR TRÁS DO DESMATE


A reportagem da jornalista Giovana Girardi publicada no Estadão de 31/8 sob o títuloInvestigações revelam quadrilhas e ganho milionário por trás do desmate, relacionada ao problema da devastação da Amazônia, nos revela, no mínimo, o quão errado está o nosso presidente com a sua política sobre a Floresta Amazônica. Sobre aquele ecossistema, que com certeza tem influência em todo o nosso planeta, a reportagem apresenta um escabroso panorama histórico de como a degradação avançou impunemente ao longo das últimas décadas, e ainda mais agora, no governo Bolsonaro, com o seu incentivo implícito. E começa com o relato de que “as investigações da força-tarefa Amazônia do Ministério Público Federal demonstram que há elaboradas organizações criminosas por trás do problema. Nesse processo, as queimadas são apenas a sua face mais visível”. Segundo o procurador Joel Bogo, do Amazonas, o custo para desmatar é alto e pode sair por R$ 800 por hectare, mas pode chegar a R$ 2 mil, dependendo das condições e dos equipamentos empregados, como motosserras ou o uso do correntão, trator de esteiras para abrir os ramais. Como se deduz, são organizações poderosas e bem estruturadas. Nada que ver com pobreza ou com ONGs, como afirmou o presidente, que é ótimo em fazer acusações não comprovadas. Trata-se, na verdade, da obtenção de lucro fácil. Para ter uma ideia, numa extração ilegal de ouro no Amapá, o grupo deve ter lucrado cerca de R$ 19 milhões, enquanto numa extração de madeira em terra indígena o lucro calculado foi de mais de R$ 22 milhões. O desmate para a especulação imobiliária é a outra face do problema, ainda segundo o procurador, pois a terra sem as árvores vale mais, e eis o crime da grilagem também faturando alto. E a Lei n.º 13.465/2017, que facilitou a regularização fundiária de terras da União, se corrigiu algumas injustiças, serviu de estímulo para novas invasões. A ONG IMazon realizou um estudo que avaliou as perdas que poderiam ocorrer com 32.490 terrenos grilados, que já estão em processo de receber o título da terra. No curto prazo, a perda varia de cerca de R$ 20 bilhões a R$ 32 bilhões. Ora, isso é um absurdo se atentarmos para o fato de que o governo federal está cortando as verbas para os bolsistas brasileiros continuarem seus estudos científicos, cujo total é muitíssimo inferior a essa liberalidade para grileiros.


Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo


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INTERFERÊNCIA


As ONGs internacionais na Amazônia, a pretexto de dar dinheiro para preservar o meio ambiente, na verdade, estão interferindo na nossa soberania.


José Wilson de Lima Costa  jwlcosta@bol.com.br

São Paulo


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VENDA


Sim, Bolsonaro tem razão. Os índios venderam suas terras para as ONGs estrangeiras que exploram suas riquezas e as mandam para seu país de origem.


Maurício Lima mapeli@uol.com.br

São Paulo


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AMAZÔNIA


E agora, governo e ministro do Meio Ambiente: vai ficar como tudo esteve há muito tempo ou serão tomadas medidas eficientes e duradouras para terminar os desflorestamentos, terminar a extração de madeira e terminar com as queimadas? Ficará tudo no verbal até a próxima agitação?


Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo


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O SÍNODO


Cuidado, Brasil, muita coincidência: incêndios jamais vistos na floresta, polêmicas internacionais mil, e do Vaticano vem o Sínodo da Amazônia para outubro. Ajude o Brasil a manter o seu território e suas riquezas. Fui coroinha da Igreja Católica até os 15 anos de idade e hoje estou com 70. Fique esperto, Brasil, com as ambições romanas.


Jesus Antonio Ribeiro jesus-ribeiro2005@ig.com.br

São Paulo


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COMPORTAMENTO PRESIDENCIAL


Não votei em Jair Bolsonaro. Votei contra o partido corrupto e ineficiente. E, na próxima eleição, certamente não votarei em Bolsonaro, mas contra os corruptos que ainda se esgueiram pelo País. Mas, já que temos um presidente, ele deveria se comportar como presidente, e não como capitão ou deputado federal. Controle a emoção, sr. presidente! Respire! Seja um chefe de Estado. No episódio da Amazônia, bastaria ficar indignado com o fato de um chefe de Estado ser chamado por outro de mentiroso. Ameaçaria chamar meu embaixador de forma indignada. É assim que um chefe de Estado se comporta. E mostraria minha indignação recomendando que ele, Emmanuel Macron, o presidente francês, cuidasse de Bois de Boulogne, já que a França acabou com suas florestas e a última foi o incêndio em Provence. Da Amazônia cuidamos nós.


Jose Rubens de Macedo Sores joserubens@gmail.com

São Paulo


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TURBULÊNCIA À FRENTE


Segundo a mais recente pesquisa do instituto Datafolha, ao completar apenas os primeiros oito meses de mandato o polêmico governo Bolsonaro conseguiu a inacreditável proeza de bater o recorde de desaprovação (38%) da população em geral (“ruim ou péssimo”), ultrapassando nada menos que a soma de Fernando Henrique Cardoso (15%), Lula (10%) e Dilma Rousseff (11%). A continuar nesta toada, os próximos mais de três anos de governo prenunciam forte turbulência à frente e tempos difíceis para o País. Oremos.


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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O MELHOR HUMORISTA DO MOMENTO


Um absurdo as normas que restringem a produção de conteúdos humorísticos em período eleitoral. Felizmente, agora, estamos fora do período e vale tudo. E nada mais engraçado do que uma piada que começa sendo contada como se fosse algo sério. Assim, parabéns às ditas “pesquisas” recentemente publicadas a respeito de em quem se votaria se as eleições de 2022 fossem hoje. Todos os que leram riram a não mais poder. E rir é um comportamento que faz muito bem, nos insere socialmente e aproxima as pessoas umas das outras.


Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo


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CORTAR BOLSAS OU BOLSO?


Em razão das lastimáveis contas públicas herdadas dos governos anteriores, o governo do presidente Bolsonaro não tem alternativa a não ser promover contingenciamentos e cortes para não incidir em responsabilidade fiscal. Esses contingenciamentos e cortes afetam as áreas de educação, pesquisa, infraestrutura e desenvolvimento. Muito justa a gritaria dos setores atingidos, mas, a meu ver, no palco errado, visto que deveriam fazer pressões e manifestações diante do Congresso Nacional, que tem o desplante de, ante a situação geral de penúria das contas públicas, propor um aumento do Fundo Eleitoral para incríveis R$ 3,7 bilhões.


Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo


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O QUE ESPERAR?


O que esperar de um país cujo Poder Legislativo cria leis basicamente para beneficiar os legisladores, muitos deles em dívida com a Justiça – um paradoxo constrangedor em comparação com sistemas legais mundo afora? Tal deformidade emergiu recentemente com clareza por ocasião da aprovação furtiva e apressada da Lei de Abuso de Autoridade, cujo texto se encontra em exame e, como espera boa parte da sociedade consciente, deve ter pelo menos as partes mais capciosas vetadas. Quais seriam as verdadeiras intenções dos nobres parlamentares ao elaborarem com açodamento incomum e sob as mesas um dispositivo tão delicado? Certamente, almejariam navegar com mais tranquilidade no infame mar da impunidade.


Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro


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CORRUPÇÃO NO RIO DE JANEIRO


Garotinho e Rosinha são presos no Rio por fraude e desvios milionários nas obras do Morar Feliz (Estadão, 3/9). A cidade do Rio de Janeiro poderá entrar para o livro do Guinness. A Cidade Maravilhosa tem hoje quatro ex-governadores presos.


Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)


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CASAL EM TRÂNSITO


Rosinha e Garotinho estão presos novamente, e, com certeza, serão soltos brevemente. Vamos à cronologia da semana da impunidade: terça-feira, prisão; quarta-feira, chilique de Garotinho; quinta-feira, greve de fome de Rosinha; sexta-feira, habeas corpus impetrado; sábado, sozinho na cela, o ex-governador diz temer o homem do porrete; domingo, Gilmar Mendes vê indícios de ilegalidade; segunda-feira, liberdade!


Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)


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LIBERDADE, LIBERDADE...


Alô, Supremo Tribunal Federal (STF), o “inocente” Garotinho foi preso de novo no Rio de Janeiro!


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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TIROS CERTEIROS


Em entrevista exclusiva à Rádio CBN, o ministro Gilmar Mendes defendeu, de maneira incondicional, o lado daqueles que foram pegos pela Operação Lava Jato, sem nem ao menos citar o bilionário roubo que estes promoveram aos cofres públicos, no maior esquema de corrupção da nossa história. Ajudado por um dos entrevistadores, que lhe municiava com perguntas sob medida, Mendes deu tiros certeiros no coração da operação, para depois dizer candidamente que deseja que esta continue viva.


Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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GREENWALD NO ‘RODA VIVA’


No programa Roda Viva de segunda-feira (2/9), o jornalista Glenn Greenwald disse, com todas as letras, que provas, mesmo quando obtidas por meios ilegais, são válidas quando revelarem a existência de um delito. Segundo ele, o ex-juiz Sergio Moro manteria diálogos com os procuradores da Operação Lava Jato em prejuízo dos réus, o que seria corrupção, segundo seu entendimento.  Esqueceu-se de lembrar, ou lembrou-se de esquecer, que o Ministério Público não é parte, mas fiscal da lei, que se manifesta em nome da sociedade, sendo o detentor da ação penal, agindo, portanto, em nome do Estado! Como perguntar não ofende, O Conselheiro Acácio pergunta desde quando réu é fiscal da lei? Só se for da lei de conveniência própria! Desde quando réu se manifesta em nome da sociedade? Só se for da sociedade de letras apagadas e ciências ocultas! Desde quando réu age em nome do Estado? Só se for do estado de miserabilidade moral e ética! Mesmo réu, colaborador não se manifesta por amor à verdade, mas por conveniência, a fim de obter benefícios. Mas o tal jornalista, quando se referiu ao episódio da gravação de Lula e Dilma relativa à trama para obtenção de foro privilegiado com o cargo de chefe da Casa Civil para o ex-presidente, caracterizando obstrução da Justiça – envolvia, inclusive, ato de nomeação sem a assinatura do nomeado, que deveria ser aposta apenas quando a Polícia Federal aparecesse –, aí a gravação não servia porque “obtida ilegalmente”! Isso lembra a piada do indivíduo que teve seu bigode lambuzado de excremento enquanto dormia.  Ao acordar e sentir o cheiro nauseabundo e, não encontrando explicação, mesmo após ter escancarado portas e janelas, sentenciou solenemente: “Defecaram no mundo”. Ou seja, o problema estava no mundo! Há políticos e seus prosélitos que agem da mesma forma, pois que enxergam somente problemas no mundo, esquecendo que eles podem estar debaixo do próprio nariz. Entrevista lamentável no Roda Viva, recheada de insinuações e afirmações maldosas, que em nada contribuíram para um clima saudável de convivência. Melhor faria este jornalista se pegasse o chapéu, o guarda-chuva e fosse destilar seu veneno em outras terras, pois no mundo sempre poderá encontrar boquirrotos dispostos a lhe dar credibilidade.


Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém


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APITO FINAL


Na opinião de Glenn Greenwald, a Operação Lava Jato acabou. Mas o jogo só termina quando o juiz apita.


Moisés Goldstein mg2448@icloud.com

São Paulo


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NAUSEANTE


Mais um ícone da mídia, desta vez com o viés “cultural”, pauta o “jornalista e advogado” Glenn Greenwald (Roda Viva de 2/9) para atrapalhar ainda mais a recuperação do País do câncer luloesquerdopetista. As melhores respostas que deu foram aquelas em que fugiu das perguntas, pois pelo menos não ofenderam a nossa inteligência e nos pouparam do cinismo. Mas as piores foram inevitáveis e nauseantes, porque ele insistiu em ofender a todos nós afirmando que Sergio Moro é corrupto. É demais. Que mal fizemos para ter de aturar tamanha hipocrisia? Não é possível que, no cipoal legal de onde os ministros encontram desculpas para levarem adiante seus planos sinistros, não haja uma forma de calar a boca deste golpista alienígena. Espero que a TV Cultura, do maravilhoso Castelo Rá-Tim-Bum, encontre um caminho para ressuscitar a “Roda Morta”!


Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo


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CRIME


Quando é que o sr. Glenn Greenwald será preso em flagrante, pelo crime de receptação qualificada, previsto no Código Penal Brasileiro, art. 180, § 1.º? Para que não pairem quaisquer dúvidas a respeito do crime por ele cometido, eis o comando legal: “Adquirir, receber, transportar, conduzir, ocultar, ter em depósito (...), ou de qualquer forma utilizar, em proveito próprio ou alheio, no exercício de atividade comercial ou industrial, coisa que deve saber ser produto de crime”. A pena é de reclusão de oito anos, mais multa. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza (art. 5.º, Constituição). É de estranhar o silêncio e a omissão do Ministério Público a respeito do assunto.


Milton Córdova Júnior milton.cordova@gmail.com

Vicente Pires (DF)


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INSEGURANÇA JURÍDICA


Nosso país prima pela insegurança jurídica. A aplicação da lei tem ficado ao critério das conveniências. Durante a Copa do Mundo de 2014 vigorava a proibição de comercialização de bebidas alcoólicas dentro dos estádios. Mas, como aqui é Brasil, a Fifa tanto pressionou que acabou conseguindo a liberação da venda das bebidas. Em qualquer país civilizado, o sr. Glenn Greenwald já teria sido deportado há muito tempo. A mesma sorte não teve um jornalista americano por mencionar a predileção alcoólica do sr. Lula da Silva. Foi expulso do País rapidamente. É muito difícil de sobreviver sob um “tiroteio” como esse. Que justiça é esta?


Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

 

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