Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

05 de setembro de 2019 | 03h00

FINANÇAS PÚBLICAS

Flexibilização do teto

Como o Brasil ainda não pegou no tranco, está faltando dinheiro para os ministérios. Por isso, Casa Civil e militares pressionam o governo para flexibilizar a regra do teto de gastos públicos – o que certamente terá como consequência o aumento da inflação, ruim para todos nós. De acordo com o Estadão de ontem, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, em reunião da Junta de Execução Orçamentária (JEO), “chegou a afirmar que os congressistas apoiariam a mudança”. Quando procurado, porém, Lorenzoni negou ser defensor da flexibilização do teto. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o deputado Domingos Neto (PSD-CE), relator da proposta orçamentária para 2020, também não concordam em mexer no teto dos gastos. Enfim, nos bastidores todos querem mais dinheiro público para gastar, mas ninguém quer assumir a paternidade de tal projeto, porque ninguém quer ser responsabilizado se tal mudança ocasionar um estouro da inflação. Tomara que prevaleça o bom senso.

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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Reforma esquecida

Excelente o artigo A reforma esquecida (2/9, B2), do economista Luís Eduardo Assis, sobre a necessidade urgente de uma reforma administrativa. A decisão de apagar as luzes dos ministérios às 18 horas e suspender os cafezinhos pode até parecer à primeira vista um cuidado com o dinheiro público. Longe disso! Reflete, isso sim, o descuido de não encaminhar uma ampla reforma administrativa que equacione a difícil questão dos gastos obrigatórios. O investimento federal em 2019 deve ser 35% menor que no ano passado e em 2020 o secretário do Tesouro já avisou que teremos nova queda. Ao mesmo tempo, a despesa com pessoal segue firme. Cortam-se verbas da saúde, da educação, da segurança, mas nos salários do funcionalismo público ninguém ousa tocar!

CLEO AIDAR

cleoaidar@hotmail.com

São Paulo

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FUNDO ELEITORAL

Brecha

A Câmara dos Deputados procurou e achou uma “brecha” para elevar o montante do fundo eleitoral. Até quando a Nação terá de suportar tanta desfaçatez? É vergonhoso o que a atual legislatura tem feito. Aumento do fundo eleitoral passa sempre, sorrateiramente, na calada da noite por “brechas”. Muita cara de pau dos nossos 513 representantes. Reforma política, nem pensar. O País que “se exploda”.

ABEL CABRAL

abelcabral@uol.com.br

Campinas


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Outra jabuticaba

O fundo eleitoral é mais uma jabuticaba. Esse fundo é uma aberração nacional. Sua aprovação apenas reforçará a política como “profissão”. Ora, quem quiser ser representante público que vá à luta e se eleja por si mesmo. Nossos impostos devem ter destino mais nobre. Imaginar os limitados recursos públicos sendo direcionados para as campanhas eleitorais, isso é uma irresponsabilidade – sem entrar no mérito da qualidade dos políticos. Em país sério, quem quiser servir ao povo não conta com recursos públicos para campanha. Nem, depois de eleito, para assessores, cargos de confiança, verbas de gabinete, combustível, passagens aéreas para os Estados de origem. Se dinheiro de impostos, arduamente bancados pelos cidadãos, for usado assim, fica insustentável o País manter uma diligente imagem no exterior. Empresas e investidores estrangeiros certamente desprezarão nosso país em prol de outros. Torçamos para que isso seja vetado.

MARCOS NOGUEIRA DESTRO

mdestro@amcham.com.br

São Paulo

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Mercadores de desesperança

A grande maioria da população encontra-se mendigando atendimento na porta de hospitais, caindo em buracos de ruas e estradas, sujeitando-se à insegurança, fruto da miserável e histórica concentração de renda, além de ser obrigada a sustentar Legislativos perdulários em todos os níveis da República. Não bastasse vivenciar essa tragédia, fruto da incompetência de nossos alegados homens públicos, agora corremos o risco de ter de alimentar os subterrâneos partidários, onde se abrigam esses incompetentes, escolhidos a dedo pelo coronelato de plantão. Basta! Não podemos continuar elegendo esses grotescos falsos políticos, que estão longe de nos representar. Nas próximas eleições, vamos tirar da vida pública todos os que agem como mercadores da desesperança.

HONYLDO R. PEREIRA PINTO

honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

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PARQUE DA ÁGUA BRANCA

A lei? Ora, a lei...

Na edição de terça-feira (3/9), ao trazer mais uma matéria sobre empreendimento imobiliário objeto de inquérito de autoridades, o Estadão novamente retrata como a opinião de alguns e a interpretação de outros remetem à máxima “a lei? Ora, a lei...”. Direito à opinião é sagrado. Mas quando uma opinião, sem base legal, inspira medida que põe em risco a legítima realização de projetos regularmente aprovados em todas as instâncias necessárias, sendo devidamente fiscalizados e penalizados eventuais atos em desacordo com as normas, aí a coisa muda de figura. Não é de agora que iniciativas voltadas para a produção de habitações e de espaços para atividades comerciais ou empresariais sofrem com inquéritos e mesmo embargos. Um dos casos mais emblemáticos na história recente é o bairro planejado Parque Global, megaempreendimento na capital paulista que, após cinco anos paralisado, pôde ser retomado em março. Isso porque se descobriu que não havia nada de errado. Tudo (termo de ajustamento de conduta, reabilitação ambiental do terreno, estudos de impacto de vizinhança e uma série de outras medidas) estava em ordem, razão pela qual as três ações civis públicas foram encerradas. Não tinham fundamento. Porém os danos causados são irrecuperáveis. E não apenas no tocante ao investimento financeiro. Vários postos de trabalho foram desativados e diversos adquirentes, frustrados (sonhos adiados), grupos de investidores estrangeiros que nunca mais querem ouvir falar de Brasil. Impressionante como o mercado imobiliário formal é alvo fácil. Empresas que trabalham no rigor da lei são sistematicamente questionadas em sua seriedade. Difícil é cuidar das áreas de mananciais invadidas. De represas contaminadas por ocupações clandestinas. De áreas desmatadas pelo crime organizado. Até quando o setor terá de conviver com tamanha insegurança jurídica? Até quando o atendimento às necessidades das pessoas, das cidades e do crescimento será travado por questão de opinião?

BASILIO JAFET, presidente do Secovi-SP (presidencia@secovi.com.br), e LUIZ FRANÇA, presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (abrainc@abrainc.org)

São Paulo

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“Educação? Corta! Saúde? Corta! Segurança? Corta! Mas dinheiro para a eleição de políticos, ah, aí tem. Dá para entender?”

MILTON BULACH / CAMPINAS, SOBRE O AUMENTO DE VERBA PARA O FUNDO ELEITORAL

mbulach@gmail.com

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“Todos os ministérios sofreram cortes. O corte no fundo eleitoral poderia ser de 100%!”


SYLVIO FERREIRA / SÃO PAULO, IDEM

sylvioferreira@hotmail.com

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 “Só o fato de os ‘nobres’ terem achado uma brecha já corrobora a excrescência que é esse fundo eleitoral”

GUTO PACHECO / SÃO PAULO, IDEM

jam.pacheco@uol.com.br

ELEIÇÕES E DINHEIRO PÚBLICO

 

Com 263 votos a favor e 144 contra, deputados aprovaram, em benefício próprio, é evidente, elevação do valor do fundo eleitoral. Eu, particularmente, acho uma baita sacanagem o uso de dinheiro público para eleger, em sua maioria, um bando de parasitas – para não dizer vagabundos – para compor a Câmara dos Deputados, as Assembleias Legislativas e Câmaras de Vereadores.

 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

 

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‘DISCARAÇÃO’

 

A destinação de uma verba bilionária para um fundo eleitoral é sinal inequívoco de que a economia vai às mil maravilhas, num verdadeiro “mar de rosas”. Se assim não é, estamos diante de um absurdo sem mais tamanho, uma vergonha! Como dizia minha querida vovó, “é muita discaração!”. Haja Deus!

 

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

 

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NÃO PROVOQUEM

 

Curioso como os debochados parlamentares têm certeza absoluta do que não fazem a menor ideia. Que circo é este em que os palhaços são os sacrificados contribuintes e desempregados que pagam o espetáculo? Não satisfeitos com a revisão do valor do fundo eleitoral para R$ 1,8 bilhão, entrincheirados, deputados federais aprovaram em imediata contraofensiva infame projeto que abre brecha para aumentar a desdentada e indecente boquinha. De pires na mão, de que adiantam os esforços do Executivo para equalizar o Orçamento, contingenciando recursos, congelando programas, adiando projetos, etc., se nos demais Poderes a esbórnia rola às escâncaras? Com os jipes, cabos e soldados na linha do horizonte, faz sentido o exacerbado burburinho do agastado e indignado povo, que se amplifica nas ruas dia a dia: “Congele-se o duodécimo orçamentário a que têm direito o Legislativo e o Judiciário”. Não desdenhem de quem está republicanamente quieto, pois. “No fim da tempestade, o sol nascerá” (Elton Medeiros, in memoriam). Copiaram?

 

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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O QUE TÊM A DIZER?

 

O fundo partidário deve ser um dos maiores roubos da história. Dinheiro do trabalhador, do desempregado, da dona de casa, do estudante, para sustentar organizações criminosas como os partidos políticos e, então, outras entidades ainda piores. Dinheiro sem controle que pode ir até para o tráfico de drogas e de armas. O que as entidades de classe (OAB, Crea, CRM, Apeoesp, etc.), sindicatos, imprensa em geral e os reitores das universidades publicas têm a dizer sobre isso? E a liderança empresarial e comercial?

 

André Luis Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

 

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SANGUESSUGAS DA CÂMARA

 

Simplesmente um absurdo o projeto de lei aprovado pela Câmara dos Deputados que prevê muitas oportunidades para aumentar o valor do fundo partidário. Foram 263 votos a favor e 144 contra. Estes 263 deputados pelegos, além de querer mais verbas públicas para suas campanhas, ainda querem colocar suas mãos sujas no dinheiro que é destinado ao Partido Novo, que, mesmo tendo direito por lei de receber tal verba, abre mão desse recurso e o guarda numa conta bancária remunerada até que possa devolver tal quantia aos cofres públicos, para que esse dinheiro seja usado na melhoria da saúde, da educação e da segurança. O Partido Novo, na última eleição, elegeu 8 deputados federais sem usar um centavo do fundo partidário, e eles estão realizando um excelente mandato. Com certeza, o partido vai eleger muitos políticos na próxima eleição municipal, porque o povo está percebendo quem é trigo e quem é joio, não importa o dinheiro investido na campanha.

 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

 

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EXCRESCÊNCIA

 

Reconhecidamente, o famigerado fundo eleitoral é o principal foco de corrupção, ativa e passiva, no País. Empresas e pessoas “contribuem” para que a politicalha “aprove” seus projetos. Ora, quem é bom, honesto e se curva ao País será eleito sem o tal do fundo. Já aqueles que só olham para seus próprios umbigos, estes, sim, precisam dessa excrescência. Afinal, será que Bolsonaro consegue acabar de vez com esta podridão? Seus eleitores agradecem!

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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CORRUPÇÃO NO RIO DE JANEIRO

 

A justiça do Rio de Janeiro concedeu habeas corpus ao casal Garotinho, uma dupla que remete à famosa história dos bandidos assaltantes americanos Bonnie e Clyde, com a diferença de que o par brasileiro, em vez de roubar bancos, espoliou um Estado inteiro e municípios onde exerceu o poder, sendo, em razão do vulto de seus crimes, finalmente atingido pelos tentáculos da lei. Acrescente-se, a bem dos agentes que ordenaram a prisão, que a presente soltura não constitui um ato de justiça legítimo, mas a atitude unilateral de um desembargador, sr. Siro Darlan, habituado a mandar libertar presos de alta periculosidade, em franca ameaça à sociedade, cujos interesses deveria defender.

 

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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INJUSTIÇA

 

O prende e solta virou rotina. O casal Garotinho, envolvido em mil falcatruas, mais uma vez foi beneficiado pela benevolente Justiça brasileira. Felipe Melo, o atleta mais violento do nosso futebol, volta e meia condenado e suspenso, consegue com a maior facilidade efeito suspensivo. Decisões monocráticas de nossos guardiões da lei nos levam a crer que agir com violência, ser ladrão e corrupto torou-se regra, e o cidadão “mais honesto”, com justiça, continua preso em Curitiba.

 

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

 

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VAMOS APLAUDI-LOS!

 

Por favor, parem de prender estes políticos inocentes, eles são o espelho da bondade. Afinal, o Brasil vai de vento em popa, e dinheiro desviado é crime menor, chique, deixa pra lá... Propina, então, ah, nem se fala. Gorjetinha em mala, em apartamento e na cueca é apenas caricato, ninguém sofre por isso, claro que não, mas que absurdo! Hospitais sem esparadrapo e gaze, por exemplo, são meras inovações do SUS; obras inacabadas, superfaturadas e compra de votos são provações de Deus. Impossível não liberar habeas corpus para esta turma maravilhosa que ama seu país de todo coração. Aplausos!

 

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

 

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IMPRESSIONANTE

 

O casal Anthony e Rosinha Garotinho, ex-governadores do Estado do Rio, foram presos pela quarta vez. Não surpreende. Garotinho começou no PT, e fruto de árvore ruim não cai longe do pé. É impressionante: excluindo os governadores do Rio Brizola e Marcello Alencar, todos os outros foram presos. Alguns continuam presos, outros saíram da cadeia. E o Congresso ainda quer inviabilizar a Operação Lava Jato... Não há interesse em limpar este país.

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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IMPUNIDADE

 

Será que Garotinho, depois de quatro prisões, não fica preso por acharem que ele é “de menor”?

 

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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TORTURA NO SUPERMERCADO

 

No Brasil do século 21 ainda estão vivos os indícios do vergonhoso período em que o Brasil esteve enodoado por ostentar a ignóbil condição de país escravocrata. Informa O Estado de S. Paulo de 4/9 que um negro de 17 anos foi submetido a uma sessão de chibatadas com fios elétricos trançados. Ressalte-se que o “infrator” não chegou ao Brasil conduzido por navio negreiro nem tampouco tentou fugir para um quilombo. Apenas o indigitado negro furtou uma barra de chocolate de um supermercado, foi apanhado por dois seguranças e submetido a um castigo do século 16, comum nas senzalas. É a democracia de dois pesos e duas medidas, pelo que se observa na Justiça brasileira, que indulta e manda libertar, sem açoite, políticos brasileiros que diariamente roubam o equivalente a várias fábricas de chocolate, e estão livres e soltos, estando, pois, destacado o racismo no Brasil. É necessária uma réplica da Princesa Isabel.

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

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DESUMANOS

 

Circula na internet o vídeo que mostra um jovem negro, nu, apanhando de seguranças num supermercado. Além da dor física, existe – na minha opinião, muito maior – a dor da humilhação de estar sem roupas. Se fosse um jovem branco, haveria tal pena, tão grande? Estamos nos tornando desumanos!

 

Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso zaffalon@uol.com.br

Bauru

 

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PRESUNÇÃO E ÁGUA BENTA...

 

Foi noticiado por este jornal que em jantar em conhecida churrascaria o advogado do senhor Aldemir Bendine foi saudado por colegas com honras de herói (?!). Cá, com os meus botões, sempre achei tremendamente subjetivo o conceito de herói. Dentre os presentes, houve um advogado que chegou a dizer, com todas as letras, que é necessário que “nos tornemos porta-vozes dos anseios mais caros da sociedade brasileira”. Como perguntar não ofende, o Conselheiro Acácio pergunta de onde o ilustre causídico tirou a conclusão de que as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) estão, atualmente, correspondendo aos mais caros anseios da sociedade brasileira? Embora velho dito popular apregoe que presunção e água benta se pode tomar à vontade, acredito que não deve haver exageros, uma vez que o exagero pode ser a medida entre o remédio e o veneno.

 

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

 

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GARANTISMO E IMPUNIDADE

 

Garantismo de quê? Obviamente, de normas constitucionais. Ante sua força normativa, leis ordinárias, como o Código Penal ou o Código de Processo Penal, devem render-se ao “devido processo legal, com os meios e defesas a ele inerentes”. O “devido” vem de débito aos cidadãos, não de adequado. Estes optaram pela democracia garantística. Foi aplaudida pela sociedade plena, a partir de nossos mais respeitados juristas e jornalistas. Se pretendemos mudá-la para uma lei maior de combate à impunidade, restringindo as garantias individuais, somente por uma revolução jurídica, um novo poder constituinte originário e construir um Estado Autoritário de Direito. Certos movimentos muçulmanos aplaudiriam. Cármen Lúcia fica com seu dever de magistrada suprema, assim como aqueles que votaram no mesmo sentido. Não se pode ecoar os urros das multidões que maceram os ouvidos da Constituição, não de seus intérpretes.

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

 

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SACO DE GATOS

 

Aos poucos vamos descobrindo que desde a Constituição de 1988 – que já tem mais de 100 remendos – o Brasil vem caminhando para um regime totalitário disfarçado de democracia. Estamos, agora, no auge dessa caminhada. Não somos democracia, já que não há qualquer forma de o povo intervir no Estado exceto pelo voto – descrito no art. 14 como um “direito obrigatório” (?), atestando a qualidade da nossa Carta Magna... Estamos agora descobrindo que o Brasil tem um regime multitotalitarista, no qual há múltiplos ditadores se digladiando pelo poder. O mais novo, o todo poderoso Dias Toffoli, para o qual o freio está com o também novo ditador Davi Alcolumbre, que não cumpre com suas obrigações com medo do primeiro; além do outro, que não sabe contar braços levantados, o ditador Rodrigo Maia. Outro, o vaselina Gilmar Mendes, que faz o que quer; outros da 2.ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que não ouvem o povo; outro, Lula, que não está preso, mas encastelado com mordomias e faz inveja aos seus pares do crime organizado; e o novíssimo ditador, Glenn Greenwald, que pautou a imprensa vendida, os fortíssimos ditadores donos da mídia protegidos pela metáfora da liberdade de imprensa e que divulgam o que querem da maneira que quiserem. Enfim, isto não é democracia, é um saco de gatos no qual o único que não tem poder é o povo.

 

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

 

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PENICO DO MUNDO

 

O Brasil parece penico do mundo. Basta lembrar que trastes como o terrorista italiano que veio parar aqui e ficou graças ao PT, aquele chileno que montou quadrilha para pegar refém e pedir resgate, e, agora, o “Verdevaldo”, que é indesejado até em seu país, aqui é tratado como celebridade, e toda m... que exala a mídia publica. O governo deveria expulsá-lo do País.

 

Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo

 

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AUTOCRÍTICA

 

Antes tarde do que nunca. Até que enfim os socialistas brasileiros do PSB resolveram abandonar o Foro de São Paulo e a Venezuela de Nicolás Maduro (‘O regime da Venezuela é autoritário’Estado, 4/9, A8). Já o PT, onde a taxa de falta de discernimento é mais elevada, continua apoiando a tirania do século 21. Muito triste.

 

Euclides Rossignoli clidesrossi@gmail.com

Ourinhos

 

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A VEZ DE BACHELET

 

Sobre a matéria Bolsonaro responde a críticas de Bachelet com ataque a pai torturado na ditadura Pinochet (Estado, 4/9), presidente Jair Bolsonaro, entre outras qualidades, a alta comissária da ONU para Direitos Humanos, Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile, nunca usou linguagem chula ou inadequada para descrever o Brasil, ou seus políticos, motivo pelo qual foi escolhida para tal prestigioso posto.

 

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

 

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INSULTO DESNECESSÁRIO

 

Em vez de insultar o pai de Michelle Bachelet, assassinado pela ditadura chilena, Jair Bolsonaro deveria se preocupar em indicar um procurador-geral da República capaz de desengavetar o acordo da OAS, que financiou a campanha presidencial da socialista aliada de Lula.

 

Antonio Jose Gomes Marques a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

 

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XADREZ

 

Jair Bolsonaro disse que o governo é como um jogo de xadrez, no qual a Procuradoria-Geral da República é a dama. Adivinhem quem é o rei?

 

Vidal dos Santos vidal.santos@yahoo.com.br

Guarujá

 

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IDEOLOGIA DE GÊNERO

 

Sobre a matéria Doria veta trecho de livro e Bolsonaro quer projeto contra ‘ideologia de gênero’ (Estadão, 4/9), Jair Bolsonaro foi alçado como presidenciável com a pecha que carregou durante todos os seus anos de legislatura: homofóbico. Eleito, não fez nada que melhorasse ou revertesse essa sua imagem preconceituosa – apenas inflada. Não dá para enumerar as vezes em que seu desconhecimento sobre questões sexuais envergonham e constrangem. O governo Temer melhor tratou do assunto, mesmo direcionando à disciplina errada. A abissal ignorância que assola o Planalto não sabe distinguir esclarecimento de estímulo. Tratar de gênero e sexualidade não é mais novidade para adolescente do ensino fundamental. Por mais que haja determinada contradição no conteúdo, seu recolhimento pelo Estado é um completo absurdo. Num país onde há poucos anos se discutiam “kit e cura gay”, ensinar sobre diversidade sexual é necessidade cidadã. Obscurantismo tornou-se modus operandi.

 

Jorge Neto jorgealvneto@outlook.com

Areia (PB)

 

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DISPUTA PRESIDENCIAL

 

O furacão Dorian incomoda a Flórida. No Brasil, em 2022, Doria vai incomodar nas urnas.

 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

 

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BOLSONARO X DORIA

 

O presidente Bolsonaro diz que João Doria “está morto” para 2022. Só se esqueceu de dizer que ele (presidente) já está enterrado.

 

Gabriel Anastacio anastacioangola@terra.com.br

São Paulo

 

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POPULAÇÃO DE MAUÁ PEDE SOCORRO

 

Tenho 48 anos e sou usuária do Centro de Referência de Assistência Social (Cras). Esta semana fomos surpreendidos com o fechamento das portas do serviço do Cadastro Único no município de Mauá, sem previsão de volta. Ligamos para o Cadastro Único, mas ninguém atende. Fui atendida na Secretaria de Promoção Social por telefone e a informação é de que, por causa de uma ordem de despejo, os funcionários não podem receber a população para atendimento. Apenas farão atendimentos aos casos de pessoas do benefício BPC temporariamente, mas novos e pessoas com problemas no benefício, como é o caso da minha família, não serão encaminhados. Minha família depende do benefício para sobreviver, e ele está bloqueado. Informaram-me que a prefeitura foi despejada. Procurei ajuda na Secretaria de Promoção Social e fui muito mal atendida. A secretária nem estava lá. Procurei pela assistente social que coordena o Cadastro Único e me informaram que não há, é um cadastrador social que é o novo gestor do Cadastro Único. As assistentes sociais sabem disso e não fazem nada? Um serviço deste é de extrema importância para a população carente do município. Meu direito está sendo violado e estou acionando a mídia para denunciar este descaso na expectativa de que a atual gestão da prefeitura possa melhorar a qualidade da prestação dos serviços aos usuários. Por isso, gostaria muito que fossem tomadas providências e me dessem um retorno da situação. Além dos inúmeros escândalos políticos em Mauá, somos surpreendidos por um fato como este, que é uma vergonha, um Cadastro Único fechar as portas para a população de uma cidade com tantas pessoas pobres como Mauá.

 

Lucianna Santos Barros luciannasantosbarros@gmail.com

Mauá

 

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OBSERVAÇÕES AO ‘ESTADÃO 21’

 

Estadão 21 é o maior passo assumido pelo jornal Estado nos últimos decênios, sem dúvida. Dois pontos fazem parte da conquista: 1) penetrar o jornal nas redes sociais e trazê-las, também, ao ambiente do jornal; e, ainda, 2) manter a tradição comportamental, com um jornalismo de qualidade e sempre homenageando a ética, a moral e a conduta retilínea na apreciação dos fatos e temas tratados. Assim, a inserção do jornal nos meios sociais populares, como tais as redes sociais, e ainda permanecer estável no patamar costumeiro e na conduta jornalística de sempre, na verdade, são conquistas elogiáveis e que nunca abandonam o progresso.

 

José C. de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

 

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