Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

06 de setembro de 2019 | 03h00

GOVERNO BOLSONARO

Destempero do presidente

Algo não vai bem com o presidente da República. Jair Bolsonaro fala além da conta, até sem dados e provas. Esqueceu que, no Exército, comandante de batalhão não comanda ordem unida para a soldadesca. Por vezes Bolsonaro nem como sargenteante – o boletineiro – age. Teima na metodologia do berro. Insiste em se proclamar o todo-poderoso. Bobagem, não é. Torço para que acerte, reponha o Brasil nos trilhos. O PT corrompeu tudo. Não é fácil o restauro. Mas não ajuda a boca chula, o revide abaixo do diafragma do adversário ou do provocador. Firmeza com elegância à Winston Churchill fez história. O que Bolsonaro pretende ao minar territórios de ministros que ele próprio escolheu, com suposta carta branca? Se o presidente se sente aflito no labirinto tenebroso dos gabinetes de Brasília, na mata sinistra da Praça dos Três Poderes, siga o ensinamento do Centro de Instrução de Guerra na Selva aos alunos que se perderem na floresta: estacione, sente-se, alimente-se, oriente-se, navegue.

JOSÉ MARIA LEAL PAES

tunantamina@gmail.com

Belém

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Galo de briga

Acompanhando o noticiário, chego à conclusão de que, se o presidente Bolsonaro não tiver humildade de aceitar aulas de diplomacia, vai terminar o mandato com a maior rejeição desde Deodoro da Fonseca.

ROBERTO HUNGRIA

cardosohungria@gmail.com

Itapetininga

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Silêncio

Parece que a economia está começando a reagir e apresentar resultados positivos, embora ainda bem modestos. Se o presidente Bolsonaro se lembrar de uma regra fundamental que diz que “o silêncio vale ouro”, aí, sim, o País poderá deslanchar de vez. Para bom entendedor meia palavra basta.

KÁROLY J.GOMBERT

kjgombert@gmail.com

Vinhedo

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Fritura em fogo alto

O presidente da República continua com a fritura do ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro, ao insistir na demissão do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, homem da confiança de Moro. É hora de dar um basta nessas interferências desmoralizantes do presidente. Já não chega o que ele vem causando ao nosso país com suas observações pessoais e desprovidas de um mínimo de educação em relação a outros países, como França, Canadá e agora até o Chile? Votei em Jair Bolsonaro na esperança de substanciais modificações na maneira de governar, mas o que vem ocorrendo, infelizmente, é mudança para pior.

ROBERTO LUIZ PINTO E SILVA

robertolpsilva@hotmail.com

São Paulo


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Foi para isso?

O presidente convidou um juiz que prestou um grande serviço à Nação no campo da moralização pública, pessoa admirada pelos brasileiros e respeitada internacionalmente, para compor o seu governo como ministro. Um idealista, o ministro tem tentado fazer uma boa administração, com seriedade, dando respeitabilidade ao governo. Agora, qual o motivo de esse ministro ser constantemente constrangido pelo presidente? Foi para isso que o presidente o tirou da brilhante carreira que teria pela frente na magistratura?

MARCO ANTONIO MARTIGNONI

mmartignoni@ig.com.br

São Paulo

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Se arrependimento matasse, Moro já estaria apto a ser exumado.

ALOISIO ARRUDA DE LUCCA

aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

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Onda prejudicial

Pelo noticiário, vemos crescer a cada dia a deterioração das nossas instituições, em condições para lá de preocupantes. O combate à corrupção, tão alardeado em campanha eleitoral pelo hoje presidente, dá lugar ao fanatismo e à incompetência, que solapam a ciência, a realidade, o bom senso. A melhoria da educação pública, a preservação ambiental e o combate à desigualdade social, entre outras questões cruciais, são deixados de lado, prejudicando a população em todas as esferas socioeconômicas. Não há como esperar por uma solução em 2022. A sociedade civil, pelo diálogo coerente e dentro da legalidade, tem de se movimentar para pôr freio nesta onda prejudicial ao nosso presente e ao futuro da Nação.

MARIA LUCIA RUHNKE JORGE

mlucia.rjorge@gmail.com

Piracicaba


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CONGRESSO NACIONAL

Fundo eleitoral

O fundo eleitoral é uma aberração e uma grande ofensa a todos os brasileiros, que vivem grave crise por causa do assalto aos cofres públicos em anos anteriores. O povo hoje sofre com contingenciamentos e cortes orçamentários em todos os serviços essenciais, especialmente na saúde, na educação e na segurança pública. E muitos parlamentares, descaradamente, ainda articulam o aumento dessa indecência, em prejuízo da Nação! Desses políticos, grande parte enriqueceu à custa do erário; outros, advindos de organizações sustentadas também pelo erário e que nunca trabalharam, não querem de forma alguma perder essa “regalia”. Em nome da decência, o povo brasileiro tem de se manifestar de todas as formas contra essa imoralidade, contra esse hediondo abuso de quem se diz representante do povo, mas, na verdade, o sufoca impiedosamente. Essas pessoas não merecem o nosso respeito, só o nosso veemente repúdio.

ORLANDO RODRIGUES MAIA

ormaia@uol.com.br

Avaré


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Mamata

Às excelentes ponderações trazidas pelo editorial O fundo eleitoral deve acabar (4/8, A3) eu acrescentaria as seguintes indagações: por que o presidente Bolsonaro não envia ao Congresso um projeto de lei ou emenda constitucional acabando com essas aberrações que são o fundo partidário e o fundo eleitoral? Por que o governo que “veio para mudar” não mostra empenho pelo fim dessa farra com dinheiro público, assim como tem feito na questão da Previdência, por exemplo? Seria por que seu partido, o PSL, receberá a “bagatela” de R$ 250 milhões para torrar na campanha municipal do ano que vem? A mamata já não deveria ter acabado?

THIAGO VINICIUS DE C. SOARES

carvalhosoares@outlook.com

Itatiba


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Enganação

Essa excrescência deveria ser chamada de fundo do poço onde foi jogada a esperança de o Congresso Nacional legislar para o povo. É mais dinheiro para os partidos propagarem promessas enganosas.

WILSON LINO

wiolino@yahoo.com.br

São Paulo


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“Quando Bolsonaro deixará de governar movido pela vingança contra quem ousa contradizê-lo?”


MARIA DO CARMO ZAFFALON LEME CARDOSO / BAURU, SOBRE A IMODERAÇÃO DO PRESIDENTE

zaffalon@uol.com.br


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“Espantosamente, a ditadura Pinochet sai do túmulo pela boca de Bolsonaro”


JAMES ROBERT JERNIGAN / SÃO PAULO, SOBRE O ATAQUE A MICHELLE BACHELET

jimmyjjernigan@gmail.com


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“Fritar o ministro só vai queimar o presidente!”


TANIA TAVARES / SÃO PAULO, SOBRE SERGIO MORO

taniatma7@gmail.com

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REFORMA DA PREVIDÊNCIA


A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou o relatório da reforma da Previdência por 18 votos a 7. Mesmo assim, existem mais costuras pela frente, uma vez que o Parlamento no Brasil não soma, e sim divide qualquer reforma para um crescimento sustentável.


Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo


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MEGALEILÃO DE PETRÓLEO


Ufa! Finalmente e por unanimidade, o Senado aprovou a divisão de recursos estimados em R$ 106,5 bilhões do mais que aguardado megaleilão de petróleo, a ser realizado em novembro.  Na penúria fiscal que vive o governo federal, e também boa parte dos Estados e municípios, a divisão destes recursos poderá trazer um alívio às deterioradas contas públicas. Destes recursos, a Petrobrás ficará com R$ 33,6 bilhões; o governo federal, com outros R$ 48,8 bilhões; e 15%, ou R$ 10,98 bilhões, vão para os Estados e os mesmos 15% para os municípios. Para evitar embate político regional, essa divisão de recursos seguirá as mesmas regras do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Mas o Estado do Rio de Janeiro, como principal produtor de petróleo, vai receber 3% do total líquido (sem o valor da Petrobrás), R$ 2,5 bilhões. É importante lembrar que esses recursos só poderão ser utilizados para cobrir o rombo previdenciário, o pagamento de dívidas e investimentos. Ou seja, está proibido para o pagamento de despesas correntes, salários ou custeio da máquina pública. Oxalá este leilão não venha a ser adiado, já que interessados não faltam.  Mesmo porque, com a conclusão da aprovação da reforma da Previdência e, em provável estágio adiantado, também a reforma tributária, estes recursos, se não vão resolver todos os nossos problemas, pelo menos servirão para terminar melhor este decepcionante 2019 e iniciar o próximo ano com perspectiva maior de crescimento econômico e diminuição do desemprego.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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A DEBANDADA NA PGR


No final de seu mandato, a procuradora-geral da República Raquel Dodge sofreu, merecidamente, capitaneada por sua xará a também procuradora Raquel Branquinho, a entrega dos cargos de todos os procuradores da área criminal da Procuradoria-Geral da República (PGR) que trabalhavam a Lava Jato. Merecidamente porque não é cabível, muito menos aceitável, que a nobre procuradora, ao encaminhar ao Supremo Tribunal Federal (STF) um acordo de delação na Lava Jato, tenha pedido ao STF o arquivamento de parte da delação que trazia implicações ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e a um dos irmãos do ministro Dias Toffoli. Com este pedido, dá-se azo a que outros acusados usem estes argumentos para se defenderem.


Artur Topgian topgian.advogados@terra.com.br

São Paulo


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DECEPÇÃO


Quer dizer que a sra. Raquel Dodge isentou Rodrigo Maia e o irmão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, pois queria a ajuda deles para ser novamente indicada à PGR? Decepção!


Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo


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CASO DE POLÍCIA


A atitude do grupo que entregou cargos é absolutamente elogiosa. O comportamento de Raquel Dodge é absolutamente criticável, usando metáfora. Como ela tem o desplante de deixar de investigar Rodrigo Maia e o irmão de Dias Toffoli? O que fazem diferente dos demais cidadãos estes dois personagens? Ela jamais deveria ter assumido o posto que ora ocupa se tem comportamento tão anticidadania como este. Nem se defenda a culpa dos dois personagens antes de uma investigação, mas impedir investigação é caso de polícia. Ela deveria ser presa.


Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas


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O TEMPO DIRÁ


Só o tempo nos dirá por que, pois não conseguimos entender, muito menos aceitar, o comportamento do presidente Bolsonaro e suas atitudes contra o ministro da Justiça, Sergio Moro, emparedando-o, tirando-lhe áreas sob sua jurisdição e até ridicularizando-o, como quando o presidente o classificou como “ingênuo e sem malícia”. Moro é um homem que mostrou e comprovou sua capacidade em analisar e tomar decisões, como diante da Operação Lava Jato, foi elogiado pelo Brasil e pelo mundo, inclusive por ter mandado prender medalhões e até o então intocável Lula, e agora suas atitudes de coragem lhe renderam um aumento no porcentual de sua aprovação popular, superando em 25 pontos a do presidente Jair Bolsonaro. Tudo indica que estão querendo exterminar todos os combatentes da Lava Jato e que puniram o mensalão, basta ver a recente decisão de Raquel Dodge, que pediu o arquivamento, inexplicavelmente, de trecho da delação que implicava Rodrigo Maia e um irmão do presidente do STF, Dias Toffoli. Essa decisão resultou em renúncia coletiva na PGR, motivada por incompatibilidade com as decisões de Raquel Dodge.


Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo


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INVEJA


Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio Mello, os três principais críticos da Operação Lava Jato, ficam pistola toda vez que uma pesquisa aponta a crescente popularidade do ministro Sergio Moro. Inveja mata!


José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


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A INDEPENDÊNCIA DA PF


Não fosse a atuação independente e legalista da Polícia Federal (PF) no combate à corrupção sistêmica, o Brasil continuaria sendo o paraíso de políticos profissionais e outros cidadãos podres que nunca deram importância ao significado da palavra moralidade (aliás, muitos deles, mesmo presos, seguem desdenhando dela). Portanto, é imperativo que, apesar do desejo afoito e algo suspeito do presidente Jair Bolsonaro de dar uma “arejada” - palavra típica de conversa de botequim que não diz absolutamente nada - no comando da PF, passando até por cima do ministro Sergio Moro, que a instituição permaneça independente e fiel ao combate ao crime praticado por quem quer que seja. Para isso, conta com o apoio inconteste da sociedade, manifestada pela mais recente pesquisa Datafolha que mostra o ministro Moro como o mais bem avaliado do governo, superando em 25 pontos a aprovação do próprio Bolsonaro. Não há “emparedamento” de ministro ou indicação política de “amigo” que resista à opinião pública, que precisa, por sua vez, manter-se vigilante.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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POLÍCIA FEDERAL


A parte da Justiça que melhor tem funcionado contra o crime organizado no Brasil é a Polícia Federal. Adivinhem por que Brasília está tentando destruí-la?


Luiz Frid  luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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‘IMPUNIDADE GARANTIDA’


Num momento de quase cumplicidade midiática com as vestais corruptas condenadas, José Neumanne, com seu artigo Impunidade garantida (Estadão, 4/9, A2), além do alento que traz, deixa a animadora certeza de que ainda há jornalistas com jota maiúsculo no Brasil.                                


Homero Vianna Jr. homeroviannajr@hotmail.com

Niterói (RJ)


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DIFÍCIL


Está difícil de combater a corrupção dentro da nossa democracia porque as instituições do Estado não cumprem com independência as obrigações determinadas pela Constituição e dificultam as investigações e punições de crimes de corrupção, como, por exemplo, no caso do debate sobre a controvertida lei de abuso de autoridade, aprovada pelo Congresso com artigos propositalmente vagos e outros com o intuito claro de intimidar os juízes a proferirem suas sentenças. Quando será que unidos venceremos o fim da corrupção no nosso país? Quando?


Arcângelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo


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EU ACREDITEI


Nosso Congresso é por demais singular. Levou quatro meses para criar em “votação nominal” a Lei Maria da Penha, um eficaz mecanismo de proteção para as mulheres brasileiras. Há poucos dias, na calada da noite, como é típico dos covardes, a Câmara aprovou, em regime de urgência, “sem votação nominal”, o projeto de lei de abuso de autoridade, que visa a punir policiais, juízes e procuradores. Na realidade, uma blindagem para os políticos e uma tentativa de intimidar e paralisar a Operação Lava Jato. E eu, como tantos, acreditei em mudanças. O sargento Garcia ainda não prendeu o Zorro. Haja Deus!


Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro


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LEI DE ABUSO


O presidente Bolsonaro diz que vetará 36 pontos da Lei de Abuso de Autoridade, mas nega afronta ao Congresso Nacional. Finalmente uma decisão sensata!


Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo


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BOLSONARO NO BANCO DE RESERVAS


Quando será que o presidente Bolsonaro irá cair na realidade de que ele não ganhou as eleições, mas, sim, os corruptos e maus administradores que a perderam? Eu não votei em Bolsonaro, votei contra a corrupção, só sobrou a cédula dele. Peguei sua cédula e coloquei “sim”. Mas, já que se tornou presidente, por óbvio seus atos não são dignos de seu cargo. Nunca vi uma pessoa perder tantas oportunidades de se sair bem em qualquer declaração sobre o País. Se ele fosse meu centroavante e eu, técnico, no meu time de futebol ele iria para o banco após perder tantos gols sem goleiro. Começou na Suíça, com um discurso chulé de sete minutos. Perdeu a oportunidade de se martirizar e acabar com a oposição ao encerrar o discurso pedindo desculpas aos presentes por estar ainda se recompondo de uma tentativa de assassinato. Perdeu um gol sem goleiro. Os dois últimos gols perdidos: um foi com o fraco presidente francês, quando bastaria arregimentar a população contra um pronunciamento infeliz de um presidente mal visto de um país que não cuida de suas poucas florestas (incêndio em Provence em 2015) e arrasou atóis e a natureza com experiências atômicas. Perdeu outro gol. E, agora, diante da nossa amiga do Chile, perde outro gol ao fazer comentários sobre uma ditadura genocida que é assim reconhecida pela direita e pela esquerda do Chile, como também pelo mundo inteiro (Bolsonaro responde a críticas de Bachelet com ataque a pai torturado na ditadura Pinochet, Estadão, 4/9). Pinochet derrubou o incompetente Salvador Allende, brecou a esquerda, é verdade, salvou o país, mas a mando e dinheiro dos Estados Unidos, e se perdeu no genocídio e na mais cruel das ditaduras vistas na América do Sul! Vai para o banco, Bolsonaro!


Jose Rubens de Macedo Soares Sobrinho joserubens@gmail.com

São Paulo


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VERGONHA PARA O BRASIL


“¿Por qué no te callas?” Assim o rei Juan, da Espanha, repreendeu Hugo Chávez, ex-presidente da Venezuela e mentor de Nicolás Maduro, na Conferencia Ibero-americana de 2007, indignado pelas barbaridades ditas pelo então general-golpista. Presidentes com pê maiúsculo pensam antes para não falarem asneiras e envergonharem o país e povo que representam.


Etelvino José Henriques Bechara ejhbechara@gmail.com

São Paulo


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CAMISA DE FORÇA


Para conter os ímpetos grosseiros do presidente Jair Bolsonaro, somente com o uso de camisa de força, tamanha é a brutalidade “arrotada” diariamente, e não sobra ninguém. Os ataques vão desde o colaborador mais humilde até mesmo os chefes de outras nações. Bolsonaro está cavando, com muita determinação, a própria “sepultura”.


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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RESPOSTA A BACHELET


Quem fala o quer escuta o que não quer, diz um velho ditado.


Eduardo Cavalcante da Silva cavalcante_1000@hotmail.com

São Paulo


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INTROMISSÃO


Diz o ditado: “quem diz o que quer ouve o que não quer”. A resposta do presidente Jair Bolsonaro, apesar de ríspida e preconceituosa, com repercussão internacional, sobre as declarações inoportunas e inadvertidas da ex-presidente do Chile, hoje alta-comissária para Direitos Humanos da ONU, foi para defender o Brasil de mais uma interferência em assuntos internos e da nossa soberania, como já ocorreu com a intromissão do presidente da França, Emmanuel Macron.


José Wilson de Lima Cosa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo


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AME-O OU DEIXE-O


Macron, Bachelet, ONU, etc., sim, porém se a Pátria Amada for um dia ultrajada, lutaremos sem temor! Aqueles que criticam Jair Bolsonaro por não respeitar a liturgia do cargo que se mudem. O Brasil forte está nascendo.


Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo


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NÚMEROS


Para desmoralizar Michelle Bachelet, bastava Bolsonaro apresentar os números. Bastava Bolsonaro respondê-la com números para desmoralizá-la e demonstrar o viés puramente ideológico de suas críticas e o seu descompromisso com o real sentido de “direitos humanos”. O número de homicídios caiu 21,2% (de 16.670 para 13.142). O número de latrocínios teve redução de 23,8% (de 689 para 525). Foram 3.528 homicídios dolosos a menos que no mesmo período (janeiro a abril) do ano passado. Estupros caíram 13,6%; furtos de veículos caíram 11,1%; lesões seguidas de morte caíram 5,3%; roubos a instituições financeiras caíram 38,5%; roubo de carga caiu 27,3%; roubo de veículo caiu 27,5%; e tentativas de homicídio caíram 8,6%. O detalhe é que no embate entre policiais e bandidos o número de mortos pela polícia subiu 3% em São Paulo e 15% no Rio de Janeiro. É essa a dor de Bachelet.


Vilson M. Soares vilsonsoares@globo.com

São Paulo


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MOTIVO DE IMPEACHMENT


Jamais imaginei sofrer um constrangimento inenarrável em ser brasileiro. Assim como Jair Bolsonaro, os conspiradores chilenos, entre eles os caminhoneiros, eram súcubos do governo americano. Alguns meses antes do golpe, Salvador Allende, pressentindo o golpe, conversou com um alto representante do governo americano, de quem recebeu a resposta: para que fazer um acordo com o senhor, que é um homem morto? Em seguida veio o incêndio do La Moneda e milhares de jovens fuzilados por Pinochet no estádio nacional. O Chile jamais seria uma Cuba, com diz o atual presidente brasileiro, simplório, simplista e sanguinário, ao vilipendiar a memória dos mortos na pessoa do pai de Michelle Bachelet, alta comissária da ONU para direitos humanos. Tenhamos a coragem de deixar as meias-palavras: vilipêndio à memória dos mortos, e mais, do pai de uma ex-presidente de um país amigo é ruptura de decoro ensejadora de impeachment.


Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo


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CRIMINALIZAÇÃO DE POLÍTICOS


Lemos na página A10 do Estadão de ontem (5/9) que político não é tudo igual, disse Mônica Sodré, diretora executiva da Rede de Ação Política pela Sustentabilidade (Raps). “Não são todos iguais, não são todos ruins”, realmente. Tem muito político que é péssimo e não tem, no momento, nenhum que me entusiasme, nenhum nota 10, embora existam alguns bonzinhos. O pior é que não vemos luz de melhora, como provam outras notícias do jornal: Desembargador manda soltar casal Garotinho 1 dia após prisão (A10); Grupo da Lava Jato na PGR entrega cargos (A8); Governo perde postos principais e controle da CPI da fake news, (A8); Barroso autoriza semiaberto para pivô do mensalão (A8); etc.


Jenner Cruz jenner_helga@uol.com.br

São Paulo


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É PIOR


Concordo em parte com a afirmação da diretora da Raps. De fato, “político não é tudo igual”. A maior parte é muito pior. Respeitosamente, entendo que, pela sua juventude e contato recente com a vida pública (políticos), ela tenha formado tal opinião. Gostaria de saber apenas sobre os fatos recentíssimos de deliberações no Congresso Nacional, se ela poderia nos indicar nominalmente as exceções que “se manifestaram contra” as seguintes deliberações: 1) votação “simbólica” sobre o projeto de abuso de autoridade, não se identificando nenhum dos ilustres representantes e, o pior, a partir da possibilidade de o presidente vetar alguns artigos ou todos, ameaçam também veladamente derrubar os seguintes vetos; 2) não conheço nos 72 anos de vida nenhum destes “não iguais” que tenham combatido, por mais modestamente que fosse, os privilégios e penduricalhos que contemplam sua classe; 3) até mesmo aqueles “não iguais” que por razões no mínimo curiosa, têm palanque permanente nos órgãos da mídia (jornais, TVs e rádios) por toda sua trajetória política, tristemente desconheço quaisquer manifestações “republicanas”, como virou moda na classe usar tal palavra, a toda hora, sem nem sequer enrubescerem.


Marcelo Falsetti Cabral  mfalsetti2002@yahoo.com.br

São Paulo


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PRISÃO RELÂMPAGO


O casal de políticos Garotinho e Rosinha foi preso na terça-feira, mas já na quarta-feira estava leve, livre e solto, bem antes de terem tempo para soletrar a palavra h-a-b-e-a-s c-o-r-p-u-s. Cá entre nós, pelo menos o Estado do Rio economizou com suas estadias atrás das grades, não é mesmo? Com ironia, por favor.


Maria Elisa Santos equivalencia2014@gmail.com

São Paulo


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NOVAMENTE


Data vênia, esta novela da família Garotinho parece piada pronta.


Moisés Goldstein mg2448@icloud.com

São Paulo


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PRENDE E SOLTA


Sem querer entrar no mérito da questão se os ex-governadores do Rio de Janeiro Anthony Garotinho e Rosinha Mateus deveriam permanecer presos ou não, até porque não sou advogado - aliás, nem estudo tenho -, porém, para prender alguém e em menos de 24 horas colocá-los em liberdade, alguma coisa está errada, principalmente quando não é a primeira vez que este fato ocorre, como com o casal Garotinho. Dá a impressão de que a Justiça brasileira não faz justiça ou, no mínimo, deixa de fazer justiça.


Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)


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CORRUPÇÃO NA ALEMANHA


Se na Alemanha um funcionário público é envolvido na corrupção, sofre dois processos: um criminal e um administrativo. Se confirmada a corrupção, o funcionário público perde a sua pensão. Os funcionários públicos não recolhem contribuições para a pensão e só recebem a pensão no fim da vida profissional, se foi tudo correto, dentro da lei. Um presidente da Alemanha perdeu o cargo porque na festa da cerveja em Munique (Oktoberfest) uma pessoa pagou a conta da mesa dele no valor de 700 euros.


Michael Peuser mpeuser@hotmail.com

São Paulo


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PAIS ASSALTADOS EM SÃO PAULO


Os bandidos inovam a cada dia nos assaltos. Eles estão assaltando próximo das escolas, na zona sul, quando os pais chegam para deixar seus filhos ou buscar. Em geral, forma-se um trânsito nesses lugares, e nessas horas os ladrões, sabendo que os pais ficam presos no congestionamento, os assaltam de bicicleta e até a pé. Pedem o celular, joias e ameaçam matar as crianças. Tudo isso um horror que só sabe quem passa. Enquanto isso, a Prefeitura multa os pais que saem dos carros para pegarem seus filhos. Não há um só policial para coibir estes bandidos, mas para multar eles aparecem. Senhor Bruno Covas, o cidadão pagador de impostos está refém dos bandidos. Não é possível colocar policiais de motocicleta no meio desses congestionamentos? Se quisessem, acabariam com esse tipo de assalto. Ou só interessa à Prefeitura arrecadar? Depois não adianta pedir votos.


Izabel Avallone  izabelavallone@gmail.com

São Paulo


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NOTÍCIA BOA


Em meio a tantas notícias ruins ou que causam indignação, uma boa: Mulher salva 98 cachorros de furacão (5/9, A18). Chella Phillips, americana radicada nas Bahamas, acolheu em sua casa 97 cachorros abandonados durante a passagem do Furacão Dorian. É algo esperançoso, num mundo cada vez mais fútil e violento.


Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz 

 

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