Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

07 de setembro de 2019 | 03h00

GREVE DOS ÔNIBUS

Desumana

É de uma desumanidade, de uma falta de sensibilidade sem tamanho com a população paulistana, paralisar a circulação de ônibus em dias de queda tão acentuada da temperatura, com a sensação térmica só despencando e, ainda por cima, uma garoa gélida. É triste ver mais uma vez essa insensibilidade de sindicatos para com seus iguais, todos trabalhadores, pais e mães de família que ficaram ao relento e sujeitos a doenças. Os grevistas lutam, entre suas reivindicações, pela manutenção da função de cobrador, completamente anacrônica e visivelmente desnecessária, como fica claro nas frequentes vezes em que se encontram cobradores dormitando durante o trabalho, se é que assim se pode chamar.

ARTURO ALCORTA

arturoalcorta@uol.com.br

São Paulo

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GOVERNO BOLSONARO

Falas tóxicas

Parece que o presidente Jair Bolsonaro só não tem tempo mesmo para aquilo para que de fato foi eleito: governar o Brasil e ajudar a tirá-lo da situação de quase insolvência deixada pelos desgovernos petistas (Lula 2 e Dilma). A promessa de campanha de enxugar a máquina pública ficou só no papel – os cabides de empregos petistas nas estatais, EBC (televisões e rádios estatais), EBL (aquela do trem-bala), Telebrás, Infraero, etc., continuam, com altos gastos. As representações brasileiras no exterior (embaixadas abertas pelo “deus” Lula) continuam dando abrigo a apadrinhados. Também, com esse chanceler... Voltando ao atual presidente, longe do que se esperava dele – ser um administrador e um verdadeiro chefe de Estado –, continua a falar bobagens e a brigar com todo mundo: Inpe, IBGE, Polícia Federal, institutos de pesquisa, meios de comunicações, governos nordestinos, etc. E agora também com o governador de São Paulo, João Doria, que lhe deu apoio na eleição de 2018. A troco de quê, isso pouca gente deve saber. Bolsonaro devia falar menos e começar a governar para todos os brasileiros, como prometido. Antes de criticar os institutos de pesquisas deveria mandar confirmar as informações por eles divulgadas. A verdade, nunca é demais relembrar, é que muitos dos que nele votaram só o fizeram para fugir do petismo e esperavam algo diferente de Bolsonaro. Hoje muitos não repetiriam o voto nele. Mesmo que PT nunca mais!

ÉLLIS A. OLIVEIRA

elliscnh@hotmail.com

Cunha


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Ofensa a Brigitte Macron

Que o Brasil é um país difícil de ser governado por causa das grandes diferenças sociais todo mundo sabe. Porém o presidente Bolsonaro, bem como o ministro da Economia, Paulo Guedes, precisam ter mais cuidado com suas declarações, que repercutem nos meios de comunicação. Dá a impressão de que estão num botequim papeando com os amigos. Que barbaridade!

EDGARD GOBBI

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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Cegueira ideológica

Apesar de ideologicamente opostos, o indivíduo que grita “Lula livre” tem o mesmo perfil psicointelectual do que grita “mito, mito!”. Na ótica míope dessas pessoas, tanto o presidiário Lula da Silva quanto o presidente Bolsonaro, contumaz boquirroto, são criaturas acima do bem e do mal. Triste.

NEI GRAVINA JOB

neigravina@gmail.com

Rio de Janeiro

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ESTADOS E MUNICÍPIOS

Responsabilidade fiscal

Há tempos venho lendo cada vez mais notícias de que a maioria dos governos estaduais e municipais não consegue cumprir sua meta fiscal, principalmente por causa do estouro na folha de pagamento do funcionalismo. E fico apreensivo ao observar que os governantes parecem não ter percebido que a modernidade veio para simplificar o trabalho, ou seja, as máquinas passaram a realizar numerosas tarefas. O motivo da “ignorância” desses governantes, salvo raras exceções, é a necessidade de votos para se reelegerem ou disputarem outros cargos eletivos. Enquanto os políticos não se conscientizarem de que estamos numa era de mudança e que o crescimento econômico, tão esperado, não bastará para solucionar a questão, o estouro aumentará cada vez mais, levando os Estados e municípios à falência.

TOSHIO ICIZUCA

toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba

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AMAZÔNIA

Desmates e incêndios

Há verdades que merecem ser conhecidas. 1) Desmatamento não é feito com fogo, mas com motosserras. 2) Desmatamentos não têm sido feitos para fins agrícolas, mas para vender os enormes troncos de madeira de lei da floresta. 3) Incêndios não vingam na floresta nativa, pois a umidade é muito alta e ela nunca fica seca. 4) Na Amazônia os incêndios são feitos para “limpar” as áreas já sem a cobertura das árvores e, por isso, muito secas pela forte exposição ao sol. 5) Mesmo nesse ambiente de mata baixa e seca, muito raramente os incêndios são espontâneos, normalmente são causados pela ação de pessoas. 6) Os “assentamentos” do Incra raramente “assentam” os colonos, apenas lhes dão autorização legal para pôr a mata abaixo; ao receberem lotes, assentados imediatamente vendem as grandes árvores a madeireiras, que as abatem. Conclusão: os desmatamentos, causa inicial dos incêndios, têm óbvia razão econômica, a venda de madeira de lei. Quem controlar essa venda controlará os desmatamentos e poderá preservar a floresta. Será que o governo topa fazer isso?

WILSON SCARPELLI

wiscar@terra.com.br

Cotia


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IMPRENSA

Rosely Sayão

Muito bem-vinda a coluna de Rosely Sayão no Estadão. Os pais de hoje carecem de orientação para agirem com responsabilidade. Espero que Rosely trate da terceirização dos cuidados com os filhos. Terceirização para a escola, para as babás, para a TV, para os jogos eletrônicos, para os espaços infantis dos shoppings, para as colônias de férias, para as inúmeras atividades extraescolares. Quando ouvimos dizer que uma criança é mal-educada, quem deixou de educá-la? Não foi a escola, nem a babá ou o professor de música. Foram os pais, que abriram mão de sua responsabilidade.

MARCELO MELGAÇO

melgacocosta@gmail.com

Goiânia


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Transformação digital

Parabéns ao Grupo Estado pelo processo de transformação digital, que tem como objetivo fidelizar sua audiência nas redes, sem prejuízo da qualidade e excelência do jornal impresso, do qual há décadas me orgulho de ser assinante. Certamente se revestirá de sucesso esse novo processo na produção de notícias.

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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 “Já passou da hora de Jair Bolsonaro abandonar seu estilo arrasa-quarteirão”

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI / SÃO PAULO, SOBRE AS FALAS TÓXICAS, PREJUDICIAIS AO BRASIL, DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA

fransidoti@gmail.com

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“Pode-se dizer que Bolsonaro até estaria fazendo um bom governo... se ficasse com a boca fechada!”

LAERT PINTO BARBOSA / SÃO PAULO, IDEM

laert_barbosa@globo.com

O NOVO PROCURADOR-GERAL


O presidente Bolsonaro indicou o novo ocupante do cargo de procurador-geral da República, Augusto Aras, sem levar em consideração os nomes da lista tríplice formulada pela categoria dos procuradores. Com isso, provoca mais um clima de desentendimento, que poderia ter sido evitado.


Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos


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DE ESQUERDA?


Augusto Aras como procurador-geral da República só podia ser escolhido por Fernando Haddad.


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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COSTUME NÃO É OBRIGAÇÃO


Sobre a matéria ‘Autonomia do MPF está em risco’, diz 1.º lugar da lista tríplice ignorada por Bolsonaro, publicada no Estadão de ontem (6/9), o subprocurador-geral Mário Bonsaglia ignora que a escolha do procurador-geral da República, antes de tudo, é um ato político dentro da competência dos poderes legais do presidente da República. Um fato advindo de um mero costume interno do Ministério Público não cria nenhum direito tampouco obrigatoriedade de sua observância.     

                

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)


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PARÁFRASE DO MEDO


Na primeira noite Jair Bolsonaro se aproxima dos ministros sinistros do Supremo Tribunal Federal (STF) e, juntos, cooptam a Justiça em favor dos corruptos. E nós, brasileiros, não dizemos nada. Na segunda noite, ele já não esconde seus propósitos: aparelha a Polícia Federal, fragiliza o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), ignora a lista tríplice da Procuradoria-Geral da República (PGR), acaba com a Operação Lava Jato, e não dizemos nada. Até que, um dia, um dos seus odientos asseclas entra sozinho e armado em nossa casa, rouba-nos a luz da esperança e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz democrática da garganta. E, sem voz e sem voto, sufocados pela fumaça das queimadas amazônicas, já não podemos dizer nada (paráfrase do poema No caminho com Maiakóvski, do poeta fluminense Eduardo Alves da Costa).


Túllio M. Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte


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‘ALÍVIO’ NO STF?


Se o Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu “com alívio” a indicação de Augusto Aras à PGR, um farol vermelho se acende sobre as intenções e rumos da República sob a presidência de Jair Bolsonaro, que até agora apoiamos. Não dá para confiar nem um “merréis” (moeda extinta há um século) neste atual STF. Se apoiam, o Brasil anticorrupção com certeza perde.


Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo


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CAMUFLAGEM


Não demora e ainda saberemos o que a nomeação deste procurador esconde...


A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo


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SALADA DE PLUTOCRACIA COM NEPOTISMO


O fato de o presidente da República, Jair Bolsonaro, estar cercado de áulicos e acometidos pelo vírus do nepotismo e do compadrio pode ser comprovado pelo noticiário dos principais e neutros jornais diários e pelo noticiário televisivo. O presidente e seus áulicos mais próximos usam câmeras de TV para tecer comentários jocosos sobre a beleza física de primeiras-damas, como o fez o ministro da Economia, Paulo Guedes, somente para “puxar-saco” de seu chefe, que havia incorrido há poucos dias nessa pantomina própria de malandros de botequim de esquina. Raquel Dodge, da PGR, será substituída por Augusto Aras, outro áulico, contrariando a praxe de tríplice indicação do Ministério Público ao presidente, que, deselegante, mudou a norma vigente para encarnar o herói He-Man das histórias em quadrinhos (“eu tenho a força!”). Já comentei que o surrealismo do Brasil atual nem o pintor Pablo Picasso seria capaz de retratar: um governo empossado há oito meses em que a reforma da Previdência parece a antiga novela O Direito de Nascer, a lei que define abusos de autoridade tem o efeito de um bumerangue, vai e volta para nova mexida, e o Legislativo e o Judiciário têm medo-pânico do Executivo. Este é o Brasil do século 21, caminhando para a Idade Média. Assim como fatiam o pré-sal, por que não fatiar a Floresta Amazônica, com a obrigação de preservação da mata e das reservas indígenas?


Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)


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COISA DE VELHO


“A mulher (de Macron) é feia, mesmo!”, falou Paulo Guedes para uma plateia, que riu de sua declaração. A deselegância do ministro, indo no vácuo da deselegância do presidente da República, explica bem por que a mulher brasileira é a campeã das plásticas. Envelhecer é feio aqui, no Brasil. Não importa se Brigitte Macron é uma mulher elegante, culta, interessante, a companheira excepcional do presidente da França. Que feio, ministro Guedes! Juntou-se àquele grupo de homens para quem a beleza é fundamental. O resto é o resto. Coisa de velho, cuja mocidade se deu lá atrás, na década de 60!


Eliana França Leme efleme@gmail.com

Campinas


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EPIDEMIA


Paulo Guedes também ofendeu a sra. Macron para fazer “gracinhas” durante uma palestra em Fortaleza. Isso significa que, além do sarampo, estamos enfrentando uma epidemia ainda mais grave, ou seja, a de burrice lateral adquirida. Trata-se de uma doença gravíssima, que está causando grandes prejuízos ao País. O vetor surgiu no Planalto Central e, devido a uma estranha tendência de parte de sua população – tendência chamada pelos cientistas de adesismo –, a epidemia se alastra com grande velocidade. Não há vacina conhecida.


Nestor Rodrigues Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo


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XUCROS


Parece que falta de respeito e de bons modos é contagiosa. As declarações do ministro Guedes em evento no Ceará sobre Brigitte Macron confirmam: ele está agindo como seu chefe, Bolsonaro. Os dois são xucros, não deviam ocupar o cargo que ocupam. A plateia que riu da afirmação desrespeitosa, também. Estamos involuindo!


Elisa Maria Andrade elisampcandrade@gmail.com

São Paulo


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PAPELÃO


Misturar assuntos governamentais com assuntos pessoais já seria deselegante, mas ofender uma senhora que por coincidência é a esposa do presidente da França, uma mulher elegante, culta e educadíssima, nos obriga a pensar que faltou cavalheirismo, mesmo porque estes senhores tão pouco educados não são exatamente a encarnação do deus Apolo.


Vera Bertolucci vbertolucci@yahoo.com.br

São Paulo


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FUNDO DO POÇO


Avaliar qualquer mulher partindo do parâmetro beleza/juventude é algo de profundo mau gosto e anacrônico. Isso partindo de um chefe de Estado se torna pior ainda, mas o fundo do poço é quando um ministro bate palma endossando a grosseria.


Maria Ísis Meirelles Monteiro de Barros misismb@hotmail.com

Santa Rita do Passa de Quatro


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DESPROPÓSITO


Sr. ministro Paulo Guedes, ao incorrer no mesmo erro do sr. presidente, eu lhe pergunto: o que a beleza ou não da mulher do presidente da França tem que ver com a economia do Brasil? Para que a declaração jocosa? Em que parâmetros isso ajuda aos brasileiros? Isso melhora o PIB, atrai investidores de fora, melhora o humor dos empresários brasileiros? Se o sr. realmente acredita nisso, acho melhor pegar o boné...


José Claudio Bertoncello jcberton10@hotmail.com

São Paulo


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TARDE DEMAIS


Não consigo aceitar, muito menos entender, o motivo da deselegância e da antidiplomacia do presidente Jair Bolsonaro ao classificar a mulher do presidente da França, Emmanuel Macron, de “feia”, que refletiu pessimamente no mundo. Como se isso não bastasse, viu-se esta semana a falta total de finesse do ministro da Economia, Paulo Guedes, quando num evento em Fortaleza reafirmou e concordou com o presidente Bolsonaro, alegando infantilmente “a mulher é feia, mesmo”. E arrancou risos indecorosos da plateia. Depois alguém mais inteligente e esclarecido deve ter assoprado para ele desculpar-se da bobagem cometida, e foi o que ele fez, porém já era tarde demais, pois o vídeo já havia corrido nas redes sociais nacionais e internacionais.


Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo


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NEM EM POSTO DE GASOLINA


A fala do “Posto Ipiranga” Paulo Guedes sobre a sra. Macron é coisa de gente pequena. Ofende, pede desculpas e diz que era brincadeira. A sujeira dele não deve ser coisa de posto de gasolina, e sim de pocilga, digna de um filho de ronca e fuça, e não de gente de bem. Se tivesse um chefe educado, ele já estaria no chiqueiro.


Sérgio Barbosa sergiobarbosa19@gmail.com

Batatais


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MINISTRO GROSSEIRO


Deplorável, estúpida, torpe, leviana e indigna demonstração de falta de educação e de compostura do ministro da Economia, Paulo Guedes, endossando, como vigilante serviçal de luxo, insultos de Bolsonaro à primeira-dama francesa, Brigitte Macron. Bolsonaro vai condecorar o patético humorista Paulo Guedes com a medalha expoente baba-ovo. O governo vai perdendo a noção de civilidade, de bons modos e de respeito. Graduados auxiliares do capitão Bolsonaro seguem, com exemplar subserviência, a melancólica e destrambelhada cartilha de insultos, gracejos chulos  e acusações descabidas do chefe da Nação. A imagem do Brasil no exterior está despedaçada. Será difícil de juntar os cacos do que resta dela.


Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília


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RELEVÂNCIA JURÍDICA


Entendendo como “relevância jurídica”, o supremo ministro relator da Lava Jato, Luiz Edson Fachin, pediu à Procuradoria-Geral da República (PGR) para se manifestar “desde logo” sobre um pedido de liberdade e de anulação de condenações do presidiário Lula da Silva. Não obtive sucesso nas consultas aos universitários, às cartas e à minha tecla SAP para saber o que é “relevância jurídica” para o douto relator, in casu. Infiro que deva ser alguma justiça de conchavos aplicada na espécie a amigos bandidos corruptos, que pretere e congela a pauta ordinária do Supremo Tribunal Federal (STF), visando à desmoralização da Lava Jato e de seus agentes... toc, toc, toc. Que a lógica e razão da cega Justiça me calem.


Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro


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‘IMPUNIDADE GARANTIDA’


O artigo do jornalista José Nêumanne Impunidade garantida (4/9, A2) dá a dimensão do quadro de degradação vivido atualmente pelo Supremo Tribunal Federal (STF), onde a 2.ª Turma, adepta da política de celas abertas, tem agido ao sabor das conveniências. Graças a uma chicana – mais uma –, os ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia anularam a sentença de 11 anos de prisão decretada pelo então juiz Sergio Moro contra o ex-presidente da Petrobrás Aldemir Bendine, por corrupção, lavagem de dinheiro e recebimento de  R$ 3 milhões em propina da Odebrecht. Esta foi a primeira investida direta do STF contra a Operação Lava Jato, que vem colocando na cadeia alguns queridinhos de magistrados da Suprema Corte, entre os quais está o ex-presidente presidiário. Segundo especialistas como o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Carlos Velloso e o professor de Direito da USP Modesto Carvalhosa, nem o Código Penal nem a lei da colaboração premiada fazem esta distinção que o Supremo adotou quando cria prioridade no depoimento entre réus que culminou com a anulação da pena de Bendine. Este precedente, aberto graças à 2.ª Turma, foi apenas uma desculpa esfarrapada para dar argumentos aos advogados de Lula. Com a atual composição do STF, presidido por Dias Toffoli, indicado por Lula para o cargo mesmo tendo sido reprovado duas vezes em concurso para juiz de primeiro grau, não é de estranhar que esta e outras aberrações ainda mais ousadas possam nos surpreender no futuro. Ao contrário do que se pensava, com a prisão do chefe da quadrilha que dilapidou os cofres do País, a corrupção encontrou refúgio na mais alta Corte de Justiça do País, de onde lança seu mais infame ataque contra a força-tarefa de Curitiba, que vem moralizando os costumes e recuperando bilhões roubados. Pergunto: se Lula for solto, será que estes juízes garantistas voltarão a exercer seu oficio de guardiões da Constituição, ou irão batalhar para garantir que o corrupto mais honesto do País deixe Curitiba rumo ao Palácio do Planalto no futuro? O Brasil não tem nenhuma chance de se desenvolver, de se livrar da corrupção e da impunidade dos poderosos com este STF rendido ao que há de pior.


Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo


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PROCRASTINAÇÃO


É o ato de adiar. Usada para adiar uma decisão final (e que já está tomada!) pode muito bem ser aplicada ao objetivo dos incontáveis recursos interpostos em processos momentosos por advogados de corruptos cuja culpa é, pelas provas apresentadas, de conhecimento de todos! Se existe a “litigância de má-fé”, deveria, por semelhança, ser admitida também a “procrastinação de má-fé” a que estamos assistindo, à exaustão, a todo o momento.


Décio Antônio Damin deciodamin@terra.com.br

Porto Alegre


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GREVE DE ÔNIBUS


Na tarde de quinta-feira (5/9) o transporte de ônibus parou de circular na cidade de São Paulo. O sindicato não avisou. A população se desesperou, o prefeito sumiu, o secretário de mobilidade se reuniu, o presidente do sindicato declarou greve. E graças a Deus o apresentador Datena interveio e os homens decidiram voltar a circular para levar a população para casa. A greve declarada tornou a sexta-feira no caos total.


Márcia Callado  marciacallado@bol.com.br

São Paulo

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