Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

08 de setembro de 2019 | 03h00

GOVERNO BOLSONARO

A crise da lista tríplice

Depois que o presidente Jair Bolsonaro decidiu ignorar a lista tríplice para a chefia da Procuradoria-Geral da República (PGR), esse se tornou o principal assunto no debate político. Embora os últimos presidentes tenham escolhido nomes sugeridos na tal lista, isso não é obrigatório. Raquel Dodge, escolha de Michel Temer, não era o primeiro nome, mas o segundo. A lista tríplice é um recurso utilizado no tempo do Império e que serve apenas para reduzir o poder do governante, baixando para três o número de candidatos, que em condições normais é muito maior. Não utilizá-la é opção de um governo que veio para mudar e também não fez composição para nomear seus ministros. As listas voltaram à cena quando, depois da saída dos militares, os governantes faziam questão de se alardear democratas. Mas em outros casos, em especial na área da educação, governadores não abriram mão de nomear seus preferidos, e não os dos professores, que se cansaram de elaborar listas inutilmente. E isso não trouxe prejuízo algum ou diminuiu a democracia, que seguiu sendo festejada.

DIRCEU CARDOSO GONÇALVES

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

Uma tolice alegar tradição para a nomeação de procurador-geral a partir de lista tríplice votada pela irmandade. Sabemos que mais do que a competência (todos estão no mesmo patamar) o que move as engrenagens eleitorais são os interesses classistas e a política. Isso está à vista de todos. Além do mais, o universo dos votantes é muito pequeno, quase como se para o Supremo Tribunal votassem seus próprios ministros. A mesma distorção de reitores e diretores de escola serem eleitos pelo próprio colegiado. E quanto à tradição... 16 anos não conformam uma tradição, bolas!

ROBERTO MACIEL

rovisa681@gmail.com

Salvador

Novo chefe da PGR

Confesso que fiquei meio que preocupado com a indicação do subprocurador Augusto Aras para a Procuradoria-Geral da República. Mas minha preocupação logo se desfez. Deputados do PT, PSOL e PCdoB criticaram duramente a indicação. Minha conclusão: se a esquerda é contra, é porque Bolsonaro está certo e o indicado é bom.

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

Combate à corrupção

Com relação à polêmica indicação de Augusto Aras para a PGR, o presidente Bolsonaro que nunca se esqueça: Sergio Moro e a Lava Jato continuam sendo o nosso farol.

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

Olho vivo

Engana-se o presidente se avalia como prerrogativa particular fritar o ministro Sergio Moro quando lhe der na telha. E não basta vir a público reconhecer o óbvio – que se trata de patrimônio nacional. É preciso dar-lhe liberdade de ação e escolha para ele continuar seu fundamental trabalho. Desprestigiar Moro equivale a jogar no lixo o melhor quadro do governo, não se espera tamanha estultice de quem pretende dar novos rumos ao Brasil. Ademais, tudo o que a caterva mais deseja é tirar do seu caminho quem desvenda seus roubos e crimes contra a Nação. Bolsonaro tem de estar de olho vivo nessa hipótese trágica.

DOCA RAMOS MELLO

ddramosmello@uol.com.br

São Sebastião

Pés pelas mãos

O presidente a cada dia se enrola mais em suas próprias palavras. Votei em Bolsonaro e, embora não concorde com tudo o que ele faz, ainda estou convencido de que estamos melhor do que se o pessoal do PT tivesse ganho. Alguém próximo do presidente tem de infundir-lhe na mente que governar não é dar entrevista. Essa mudança na Polícia Federal, por exemplo, é muito estranha, parece à opinião pública que está fazendo de tudo para livrar o filho. Eleitores como eu observam as medidas adotadas e procuram coerência. Essas provocações ao ministro Sergio Moro podem ser o princípio de seu fim se a população desconfiar que haja algo por trás. Os brasileiros foram enganados pelo PT. Bolsonaro foi escolhido como a melhor alternativa com base no que pregava. Se essa linha for mudada, o povo hoje é muito mais rápido para adotar soluções de correção de rumo. O presidente está metendo os pés pelas mãos. Sabemos que é difícil governar com parte da população remando contra. Mas a Presidência é isso: exige paciência, discernimento, coerência e, principalmente, foco nas prioridades. Esperamos que Bolsonaro não faça a Nação ter mais uma decepção quanto ao rumo do nosso futuro. Não temos mais tempo a perder.

OLAVO BRUSCHINI

o.bruschini@terra.com.br

Monte Azul Paulista

Compostura e firmeza

Sabemos que na disciplina militar ordens devem ser acatadas sem discussão. Mas na vida política nada se consegue sem negociação e parece que o sr. Jair Bolsonaro não assimilou muita coisa nos seus 28 anos de vida legislativa. O cargo de presidente da República exige compostura e decisões firmes. Mas um pouco de diplomacia faria bem. O presidente precisa se preocupar com o respeito e o apoio popular, sem isso não terá moral para negociar com o Legislativo, no qual, apesar de alguma renovação, prevalecem as velhas raposas, que só pensam si mesmas. Em situação de tanta precariedade, quando se cortam verbas para tantos setores importantes, dá-se prioridade ao aumento de verbas para fundos políticos? O que o povo pode pensar?

JORGE MIYAZAKI

jorgenomiyazaki@gmail.com

São Paulo

Redes sociais e política

Editorial de 6/9 (A3) procura analisar os efeitos das redes sociais na política e vice-versa. Não há dúvida de que essa interação leva a extremismos, que assustam, mas têm explicação, como tratado no texto. É só lembrar como se formam as discussões em reuniões presenciais, características das casas dos Congressos democráticos, nas quais a interação é imediata. Isso acontece quando, em vez de discutir pelo mérito a validade de ideias e medidas propostas, parte-se para ataques pessoais. A proposta do presidente Bolsonaro de colocar um filho na embaixada em Washington, por exemplo, não está sendo discutida nas redes com foco na eventualidade de ele poder atuar para conseguir mais valor para o Brasil nas relações com o governo dos EUA, que sempre foram mais contenciosas do que amistosas, por causa do crônico esquerdismo nas relações exteriores, que atingiu um máximo nos governos pós-republicanos do Brasil.

GILBERTO DIB

gilberto@dib.com.br

São Paulo

“O Brasil, brindado diariamente com doses presidenciais de ácido sulfúrico, altamente corrosivo, vai se tornando cada vez mais tóxico e, a continuar assim, poderá acabar morrendo por autoenvenenamento”  

PAULO SERGIO ARISI / PORTO ALEGRE, SOBRE OS PREJUÍZOS CAUSADOS AO PAÍS PELAS FALAS AGRESSIVAS DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA

paulo.arisi@gmail.com

“Se Sergio Moro sair, o governo Bolsonaro acaba”  

EDUARDO AUGUSTO DE CAMPOS PIRES / SÃO PAULO, SOBRE AS DESFEITAS PÚBLICAS AO MINISTRO MAIS POPULAR

eacpires@gmail.com


AS PRIORIDADES DA NAÇÃO

Na edição de 5/9 o Estadão contou a história da biomédica Gabriela Pinheiro, de 25 anos, recém-aprovada no conceituado programa de doutorado da Universidade Federal do Rio de Janeiro (URFJ), onde pesquisa o potencial do vírus da zika no tratamento de tumores cerebrais malignos. A pesquisadora foi surpreendida com o anúncio do congelamento do auxílio de R$ 2,2 mil a que teria direito. A gestão Jair Bolsonaro anunciou, na semana que passou, o corte de 5.613 bolsas de pós-graduação que seriam oferecidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), agência de fomento à pesquisa, a partir deste mês. O congelamento destas bolsas se soma a outras 6.198 bolsas que haviam sido bloqueadas no primeiro semestre. O governo diz que a decisão se justifica pelo cenário fiscal adverso. Questionamentos dessa atitude à parte, este cenário alarmante (crise econômica e inviabilização de atividades de pesquisadores brasileiros de alta performance), contudo, não parece ter entrado na órbita de preocupação de nossos parlamentares. Conforme noticiado no Estadão de 4/9, eles promoveram escandalosa manobra para aumentar os recursos do famigerado fundo partidário para o ano que vem. Como o Executivo havia previsto inicialmente para este fim, no Orçamento programado para 2020, a importância de R$ 2,5 bilhões (o que significaria um aumento de 47% em relação ao ano anterior), e acabou admitindo reduzi-la para R$ 1,86 bilhão após forte reação da imprensa depois de o Partido Novo apontar erro crasso na conta inicial, os parlamentares resolveram driblar a medida alterando a lei que rege o fundo e deixando a definição do seu orçamento e eventuais emendas em aberto. Tudo, é claro, para aumentar os valores depois, satisfazendo seu interminável apetite por verbas públicas. O fato é que, com redução ou não, os valores apontados, destinados para eleger prefeitos e vereadores num país que está na pindaíba, são um assalto ao Tesouro. Ora, um país sério não pode cortar a bolsa de Gabriela Pinheiro e dos demais cientistas e, ao mesmo tempo, desperdiçar mais de R$ 1,86 bilhão para satisfazer o apetite político do deputado Paulinho da Força, por exemplo, o grande articulador da medida nada patriótica tomada pelos ditos representantes do povo. Os vereadores, em sua maioria, estão dissociados dos interesses da população. Cito como exemplo São Paulo, onde os vereadores da atual legislatura aprovaram, até agora, por sua iniciativa, 91,13% do total de leis, com um porcentual fantástico de dispensáveis, como as que aprovam a denominação de vias e equipamentos públicos e criam inúteis datas comemorativas, estas representando 34,88% das leis aprovadas no período. Nós não podemos mais aceitar passivamente esta politicagem energúmena, que vai consumir bilhões dos nossos parcos recursos em propaganda eleitoral, ao mesmo tempo que corta as bolsas dos nossos jovens cientistas, mantendo o Brasil no atraso científico e tecnológico, que só interessa àqueles que pretendem nos manter na mediocridade. Eternos exportadores de commodities.

Gilberto Pacini 

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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O VALOR DO CONHECIMENTO

Os cortes das bolsas da Capes são mais um capítulo da destruição do sistema de educação, ciência e tecnologia construído a duras penas no Brasil. Um governo que não sabe o valor do conhecimento faz-nos pagar altos preços pela ignorância. Já está em franco descrédito e desaprovado pela maioria da população, mas o estrago feito pelos ocupantes de Brasília fará que continuemos um país exportador de commodities e cérebros.

Adilson Roberto Gonçalves

prodomoarg@gmail.com

Campinas

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O ‘DEMOCRÁTICO’ BOLSONARO

A democracia depende de institutos fortes que ponham o bem do País em primeiro lugar. Embora o presidente Jair Bolsonaro tenha sido eleito democraticamente, está tentando “modular” o País na sua própria visão. Sua mensagem é: vai ser assim, mesmo, divergências não são toleradas. Acusou os dados sobre desmatamento da Amazônia; quando a floresta pegou fogo, acusou ONGs de participar do incêndio, tudo sem apresentar provas. Vai trocar o diretor da Polícia Federal (PF); escolheu um candidato para procurador-geral da República (PGR) fora da lista tríplice, talvez por não ser “xiita ambiental”. Democraticamente, cabe ao Congresso Nacional reverter este quadro. Nas sabatinas, os parlamentares devem procurar saber o que os novos PGR e diretor da PF pretendem fazer para proteger a Amazônia e manter viva a Operação Lava Jato. Devem saber como Eduardo Bolsonaro, sem experiência diplomática e com domínio precário de inglês, vai, se embaixador em Washington, proteger o Brasil contra a usual truculência de Donald Trump, que pode “virar a mesa” a qualquer hora, como fez com a China e com a comunidade europeia, e por aí vai. Embora eu não tenha muita esperança neste Congresso, pois o “toma lá, dá cá” parece continuar funcionando, devemos manter a pressão sobre os nobres parlamentares para não deixar este rolo compressor passar por cima de nós.

Omar El Seoud 

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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O QUE MUDOU?

Quando indicou Sergio Moro para ministro da Justiça, Jair Bolsonaro disse que acertara porque o PT estava reclamando. Agora, o que diz o presidente quando Gleisi Hoffmann concorda com a indicação de Augusto Aras para a Procuradoria-Geral da República (PGR)? O que mudou com o presidente? Será que essa mudança tem que ver com seu ostensivo mal estar com a Polícia Federal?

Wilson Scarpelli 

wiscar@terra.com.br

Cotia

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ACHADOS & PERDIDOS

Bolsonaro colocou um procurador onde quase tudo já foi achado pela Lava Jato...

A.Fernandes 

standyball@hotmail.com

São Paulo

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DECEPÇÃO

Fui eleitor de Jair Bolsonaro, e minha decepção é total. Bolsonaro não tem qualquer tipo de decoro, não tem nível algum para representar o País e, pior, só sabe criar atrito com tudo e com todos. Prejudica imensamente a imagem do Brasil com as suas grossuras que parecem não ter limites. O seu governo não tem projeto de nada. O Brasil tem gravíssimo problema educacional, uma infraestrutura arrasada e sucateada, o dinheiro não circula no País por falta de investimentos e de projeto sustentável de desenvolvimento. Bolsonaro nem sequer entende isso! Até o governador de São Paulo foi alvo de suas grossuras. Este camarada danoso ao País deve e tem de ser removido da Presidência o mais rápido possível. Não nos representa e não representa ninguém. O País tem pressa e não pode perder tempo.

Paulo Alves 

pauloroberto.s.alves@hotmail.com

Rio de janeiro

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FALTA DE ESCRÚPULOS

Infelizmente, Jair Bolsonaro, no lugar de governar, vem envergonhando a maioria dos brasileiros com sua soberba, seu destempero e suas ofensas a quem o critica ou aos que não mostram resultados que lhe agradam, como os cientistas do Inpe, os pesquisadores do IBGE, etc. Pior ainda, quando incapaz de rebater críticas de autoridades até de outros países, prefere de forma covarde atacar seus familiares. Assim ocorreu com a esposa do presidente da França, Emmnuel Macron, e, a seguir, desgraçadamente, contra o pai da ex-presidente do Chile Michelle Bachelet. Como alta comissária dos Direitos Humanos da ONU, Bachelet disse em Genebra que o espaço democrático no Brasil está encolhendo. Ora, se Bolsonaro acha injusta essa declaração de Bachelet, que rebata de forma civilizada apenas sobre essa questão. E não extrapole, como fez, demonizando o pai de Bachelet, Alberto Bachelet, que foi torturado e morto por ter enfrentado a ditadura que o nosso presidente, infelizmente, elogia, a do sanguinário Augusto Pinochet. É uma postura inescrupulosa!  Como bem disse o membro da ABL e jornalista Merval Pereira, “Bolsonaro faz do Brasil um pária diante do mundo”. Nesse sentido, faria bem ao nosso país se alguém desta República colocasse urgentemente um freio nas grosserias deste nada diplomático e autoritário presidente.

Paulo Panossian 

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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11 DE SETEMBRO DE 1973

O Chile sofreou uma divisão por ódio há meio século. Geração trás geração, o ódio foi transmitido de pais para filhos. É triste, mas creio que não são poucos os chilenos que hoje concordariam com a avaliação do presidente do Brasil.

Milan Trsic 

cra612@gmail.com

Ribeirão Preto

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HIPOCRISIA

A impressão que tenho é de que, quanto mais o presidente Bolsonaro fala, mais aparecem a corrupção e a hipocrisia das esquerdas, parte da imprensa e dos artistas.

André Luis Coutinho 

arcotui@uol.com.br

Campinas

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SÓ FALTA ESTA

Estou vendo o momento em que o evangélico Bolsonaro vai discutir e agredir o papa Francisco por discordar do ponto de vista do pontífice.

Roberto Hungria 

cardosohungria@gmail.com

Itapetininga

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‘ISSO PASSA’

A animadora referência com que concluiu seu artigo Isso passa (Estado, 6/9, A2) não é só do culto e experiente Fernando Gabeira, mas de expressiva e relevante parcela do melhor jornalismo internacional. Trump e Bolsonaro têm insuperáveis obstáculos cognitivos, especialmente em face das convicções culturais. Compensam-nos ao ouvir a própria voz, como se fossem o princípio e o fim da história. Patologias passam, desde que não se convertam em terríveis metástases. Nossa esperança, ao aguardar ansiosos às portas da UTI.

Amadeu R. Garrido de Paula 

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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PARA ONDE VAI BOLSONARO?

Filmete circulante na web, falado em compreensível espanhol, explica o porquê da recente feroz campanha europeia contra o Brasil. Talvez responda, também, às sucessivas perguntas de articulista do Estadão na edição de 1.º/9. Bolsonaro é mercurial, controverso, disfuncional, tem linguagem chula incompatível com o altíssimo cargo, raciocínio por vezes desarticulado, saber apenas razoável, mas avisou em campanha como seria – e faria – se eleito presidente da República. Jogou limpo. Bolsonaro está longe, no entanto, muito longe de não saber para onde vai, de não saber o que quer. É e está chefe do Estado e do governo escolhido por 57,8 milhões de brasileiros, rigorosamente dentro das regras da Constituição federal, em oposição ao desejo de perpetuação no poder dos apátridas da megagangue de ladrões, canalhas, patifes de todo jaez liderados por um delinquente megalomaníaco inescrupuloso, farsante arrivista, corrupto lavador de dinheiro cujo nome o texto se recusa a lavrar. Este é o jogo dos povos sem Gulags. E assim foi jogado. É assim na democracia. Assim agem – e se agigantam – as sociedades civilizadas.

José Maria Leal Paes 

tunantamina@gmail.com

Belém

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‘METRALHADORA GIRATÓRIA’

Sobre a coluna de Eliane Cantanhêde de sexta-feira (Estado, 6/9, A6), aonde os maus modos do presidente vão nos levar eu não sei, provavelmente a um lugar muito pior, mas aonde ele quer chegar todos sabemos: ao segundo mandato presidencial, de preferência ao 2.º, ao 3.º, etc., embriagado pelo poder.

Maria Ísis Meirelles Monteiro de Barros 

misismb@hotmail.com

Santa Rita do Passa Quatro

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BOLSONARO CONTRA MORO

O presidente Bolsonaro vai passar por uma operação de hérnia resultado de sequelas da facada que levou durante a campanha eleitoral, mas os médicos poderiam aproveitar a ocasião para costurar a sua boca, para, quem sabe, em vez falar, ele passe a ter de escrever o que pensa. Assim evitaria disparar tantas idiotices por aí. Prova disso é que elogia o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, dizendo com a maior cara de pau ser ele “patrimônio nacional”, mas dias depois o desmente, ao criticar a Polícia Federal dizendo que para ele ela deve passar por uma “arejada”, que deveria passar por mudanças a cargo do ministro da Justiça. A forma como fez tais declarações, no entanto, sub-repticiamente, mostra o contrário. O problema de Bolsonaro é não admitir Moro ser maior que ele politicamente, e não o demitir porque ainda precisa dele para manter algum crédito perante a população.

Laércio Zanini 

spettro@uol.com.br

Garça

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A DIRETORIA DA PF

O diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, foi escolhido pelo ministro Sergio Moro para compor sua equipe de confiança. Assim sendo, tem a confiança de todos os brasileiros de bem. Em decorrência disso, se o presidente Jair Bolsonaro meter o bedelho na Polícia Federal, será considerado um farsante e perderá o nosso apoio.

Pedro Geraldo 

PGTHOMAZ@hotmail.com

São Paulo

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NÚMEROS

Segundo pesquisa recente do Instituto Datafolha, enquanto a avaliação positiva de Jair Bolsonaro é de apenas 29%, a de Sergio Moro alcança expressivos 54% de “ótimo ou bom”. Os números, contra os quais não há argumentos, explicam por si a contínua fritura e o comportamento “morde e assopra” do presidente para com o ministro. Afinal, 2022 está logo ali adiante...

J. S. Decol 

decoljs@gmail.com

São Paulo

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CALMA

Que o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro – aclamado pelo povo de bem –, se abstenha de fazer sombra ao presidente Jair Bolsonaro. Ora, como o presidente já falou várias vezes, “quem manda” é ele, e que ele faz “o que bem entender”. Afinal, se Moro sair do governo, o País vai virar de pernas para o ar. Mantenha a calma, ministro. Os brasileiros agradecem. Fica a dica!

Júlio Roberto Ayres Brisola 

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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INTRANSIGÊNCIA

Dificilmente o ministro Sergio Moro vai permanecer no cargo sem macular sua biografia. Uma perda para o País.

Luiz Frid  

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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O CONSELHO DE FHC

Fernando Henrique Cardoso disse que, se ele fosse Sergio Moro, pediria demissão do cargo. Mas acho que ele não entende muito de Justiça, não é? Afinal, em seu governo ele escolheu Renan Calheiros como ministro da Justiça.

Sandra Maria Gonçalves 

sandgon46@gmail.com

São Paulo

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CALMA

O ex-presidente FHC continua igual. Não raro nos esquecemos de que na Presidência ele quebrou o Brasil duas vezes, salvo por Bill Clinton e o premiê japonês, que fizeram com que o Fundo Monetário Internacional fizesse o maior empréstimo até então ao País. Anteriormente, FHC procurou levar seu partido (PSDB) a apoiar o governo Collor, esperançoso de um ministério, não fosse Mario Covas acabar com a pretensão em desagradável reunião em Brasília. Desta vez a vítima é o ministro Sergio Moro, a quem FHC se refere com a saída do governo diante de fatos corriqueiros na política. Calma, ex-presidente. Fale menos.

Mario Cobucci Junior 

maritocobucci@gmail.com

São Paulo

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A UNIÃO PT-PSDB

Na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), PT e PSDB participaram do lançamento, na segunda-feira (2/9), de um grupo de oposição ao governo de Jair Bolsonaro. Não trouxeram nenhuma novidade no mundo político, pois só os ingênuos os viam como adversários. Os dois partidos sempre estiveram de mãos dadas nos bastidores, alternando-se no poder. Como perceberam que individualmente teriam poucas chances em qualquer empreendimento, decidiram aglutinar forças sem constrangimento. Afinal, como a sabedoria popular bem expressa, são “farinhas do mesmo saco”. A máscara caiu de vez.

Jomar Avena Barbosa 

joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

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